Johnny Heyman And Orchestra – Dancing In The Dark (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Há tempos não trazemos aqui as produções do lendário selo mineiro Paladium. Houve um tempo em que eu até pensei em criar um blog exclusivo só para publicarmos os discos dos selos MGL, Paladium e Bemol, que na verdade era tudo a mesma coisa, ou por outra, foi a sequencia de nomes da gravadora do engenheiro de som Dirceu Cheib. Nem vou entrar no mérito histórico da coisa, pois quem procurar aqui por discos desses selos vai encontrar toda a história. O fato é que a Paladium era um selo especializado em vendas diretas, a domicílio, de suas caixas/box trazendo um variado cardápio musical, como diferentes artistas e gêneros. Tudo de forma genérica, ou seja, músicas conhecidas e consagradas interpretadas por orquestras, grupos e artistas obscuros, em geral, músicos mineiros até então desconhecidos ou que viriam num futuro se tornarem famosos, como Wagner Tiso, Célio Balona, Nivaldo Ornellas e muitos outros… A Paladium também intercambiava fonogramas com outras editoras nacionais e dava a esses nomes fantasiosos para comporem assim um ‘cast’, comum a época. Por isso é comum encontrarmos discos dessas pequenas editoras/gravadoras com títulos diferentes para um mesmo fonograma. Coisas do tempo em que se amarrava cachorro com linguiça, quando não havia aqui no Brasil um controle mais rígido dos direitos autorais. Em resumo, aqui temos um exemplar que certamente fazia parte de uma desses box/coleção e o nome do artista é Johnny Heyman And Orchestra. Nome pomposo, que remete de imediato a algum possível maestro gringo famoso. Aliás, pela capa, tem-se a ideia de que se trata de um cantor acompanhado de orquestra, mas não é nada disso. Aqui é somente uma orquestra, que pela ficha técnica na contracapa nos informa que o disco foi gravado pela Bemol, com arranjos do maestro José Vicente, tendo como técnico de som Haroldo Mauro. A capa, uma criação que também já foi usada em outros discos do mesmo selo. Já o repertório, trata-se, como se pode ver ‘standards’ da música internacional, vigente naqueles tempos. Mais uma curiosidade para compor aqui o nosso toque musical. Confiram no GTM.

poinciana
midnightlace
love letters
dancing in the dark
speak low
exodus
vera cruz
you stopped out ot my dreams
i’ve got you under my skin
serenata
i’m gettin sentimental over you
the apartement



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Pinga Fogo E Manda Brasa – Convite De Casamento (1971)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje o Toque Musical traz para vocês uma autêntica raridade da música sertaneja. É o álbum “Convite de casamento”, ao que parece o único LP da dupla mineira Pinga Fogo e Manda Brasa, lançado pelo selo Madrigal em 1971 (segundo algumas fontes, o disco é de 1974). Como poderemos constatar, ouvindo o disco, a maneira de cantar da dupla é parecida com a de outras que existiam na época, como, por exemplo, Belmonte e Amaraí, ou ainda Mococa e Moraci.  Entre as doze faixas, está a guarânia “Amor com amor se paga”, que se tornaria sucesso nacional na voz de Cármen Silva. Outra curiosidade é que cinco músicas levam a assinatura do compositor, também mineiro, Hilário Barbosa, que até mereceu foto na contracapa. Em suma, uma joia rara do gênero sertanejo, que o TM tem a grata satisfação em oferecer.

convite de casamento
pedras e espinhos
 mulher fingida não entra no céu
adeus sempre adeus
saudades de você
mar de martírio
amor com amor se paga
cinco horas
por amor
velho carreiro
lembrança da minha terra
retrato daquela mulher



*Texto de Samuel Machado Filho

Hermeto Pascoal – Por Diferentes Caminhos (1989)

“Todo blog que se preza precisa ter estampado em suas listas discos do Hermeto Pascoal”, já escreveu o amigo Augusto, administrador do Toque Musical. E, não por acaso, o TM já postou alguns trabalhos do chamado “bruxo dos sons”. Aí vai, portanto, mais um álbum do mestre Hermeto para nossos amigos cultos e ocultos: “Por diferentes caminhos”, lançado em 1989 pela Som da Gente em LP duplo. Trata-se do primeiro (e até agora único) disco de piano-solo do músico alagoano. E, em dezesseis faixas, Hermeto apresenta um repertório não apenas de composições próprias (“Bebê”, “Macia”, “Pixitotinha”) como também de outros autores, que executa à sua maneira (“Rosa”, “Amanhã”, “Eu e a brisa”, o tango “Nostalgias”). E tudo com excelente qualidade técnica (o disco foi gravado em sistema digital), mais a espantosa habilidade de Hermeto ao piano, que dispensa quaisquer comentários. Em suma, um trabalho primoroso em tudo, digno de ser conferido. Afinal de contas, Hermeto Pascoal é um músico nota mil!

pixitotinha
bebê
macia
nascente
cari
fale mais um pouquinho
por diferentes caminhos
eu te tudo
nenê
sintetizando a verdade
pout pourri
ê são paulo
nostalgia
manhã
rosa
eu e a brisa




*Texto de Samuel Machado Filho 

Roberto Leal (1976)

Hoje, o Toque Musical oferece a seus amigos cultos e ocultos um disco de um autêntico embaixador da música portuguesa no Brasil. Estamos falando de Antônio Joaquim Fernandes, ou, como ficou para a posteridade, Roberto Leal, uma das grandes perdas deste 2019. Nascido no Vale da Porca, em Macedo de Cavaleiros, distrito de Bragança, Portugal, em 27 de novembro de 1951, nosso focalizado veio para o Brasil em 1962, com onze anos de idade, juntamente com os pais e nove irmãos, em cinco viagens. Na cidade de São Paulo, após trabalhar como sapateiro e comerciante de doces, iniciou a carreira de cantor de fados e músicas românticas. Em 1971, obteve seu primeiro sucesso com “Arrebita”, e ganhou grande popularidade apresentando-se em diversos programas de auditório da TV brasileira, como os de Chacrinha e Silvio Santos. Além do repertório romântico-popular, seu trabalho também se caracterizava por misturar ritmos lusitanos aos brasileiros, além de ter gravado em estilos tipicamente brasileiros, como o forró e o samba. Roberto Leal viveu entre o Brasil e Portugal, além de se apresentar em países da América do Sul, América Central e Europa divulgando a cultura portuguesa. Em toda a sua carreira, vendeu cerca de dezessete milhões de discos, e teve mais de trezentas músicas gravadas. Foi também apresentador de programas na Rádio Capital de São Paulo, e nas TVs brasileira e portuguesa. Casado durante 45 anos com Márcia Lúcia (também parceira dele em várias músicas), teve três filhos, nascidos no Brasil, e dois netos. Faleceu em 15 de setembro deste ano, aos 67 anos, em São Paulo, vítima de um melanoma maligno, contra o qual lutava havia dois anos, que evoluiu, atingindo o fígado, causando síndrome hepatorrenal. Em merecida homenagem póstuma a Roberto Leal, o TM oferece hoje o seu quarto álbum-solo, editado em 1976. Duas músicas deste disco foram grandes sucessos, “Bate o pé” e “Carimbó português”, com destaque ainda para a regravação de um clássico lusitano, “Só nós dois”. Aqui, Leal está no auge de sua carreira e este é um trabalho primoroso, que vale a pena ser ouvido de ponta a ponta. Não deixem de conferir no GTM.

viagem a lisboa

só nós dois

caninha verde

melro

fim dos tempos

linda gajinha

carimbó português

além da vida

madeira porto dourado

não fique triste

bate o pé

neste natal

 



*Texto de Samuel Machado Filho.

Marinho Guitarra De Ouro – Melô Da Pirâmide (1986)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Novamente, justificando nossa máxima de discos para se ouvir com outros olhos, temos aqui uma curiosidade que vem do Norte, o guitarrista paraense Mário Simões, mais conhecido para as bandas de lá (e de cá) como Marinho Guitarra de Ouro. Foi integrante do grupo do Mestre Solano, o Rei da Guitarrada do Pará. Em 1986 lançou este, que segundo contam, foi seu primeiro e único disco solo, gravado em Belém para o selo  Discos Polydisc. Trata-se de um trabalho instrumental no estilo ‘guitarrada’, um sub-gênero oriundo do Carimbó. Contagiante, gostoso de ouvir e dançar. Mas a curiosidade maior está na quarta faixa do lado A, a música “Invocado”, que nada mais é do que a famosa “Alagados”, sucesso do grupo Paralamas do Sucesso, lançada também naquele mesmo ano de 86. Bom, daí vem a dúvida, de quem é a música? Pois, tanto no disco de um quanto de outro consta como sendo trabalho autoral. Eu tenho para mim que a guitarrada em “Invocado” é a original. Por outro lado, nunca li nenhuma matéria sobre os Paralamas falando sobre a autoria de “Alagados”. Daí fica a dúvida e a pergunta: houve um plágio, uma apropriação…? Seja lá como for, tanto de um lado quanto do outro, a música é ótima, um convite para a alegria de dançar. 🙂 Confiram no GTM!

melô da piramide
chupa-chupa
rebolando
invocado
pipocando
chocante
arrepiando
agitada
arrasta pé
melô do apaixonado



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Pop Five Music Incorporated – A Peça (1969)

Salve, salve… amigos cultos e ocultos! Em nossa última postagem eu trouxe para vocês uma banda portuguesa de rock. Acho que vou mandar outra, mais um disco dos manos portugueses. Este disco aqui foi também um presente do filhote que esteve ano passado em Portugal. Entre tantos que eu listei ele me veio com esse, uma reedição limitada de uma banda chamada Pop Five Music Incorporated, que eu não conhecia. Quer dizer, não conhecia a banda, pois as músicas verdadeiros clássicos, quase de domínio público, kkk… Na verdade a PFMI foi uma banda praticamente calcada em covers, como muitas que tivemos aqui no Brasil. O grupo teve fama na ‘terrinha’ e ainda hoje é lembrado por muitos fãs. Confiram no GTM…

overture
jesus alegria dos homens
blackbird
to love somebody
proud mary
medicated god
mess around
hush
c’mon down to my boat
fire
sour milk sea
can i get witnes
 


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Banda 4 – Baby You Got Me (1968)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Aproveitando a ‘leva’ dos compactos, vou postando aqui um disquinho de uma banda de rock português. Um compacto duplo que já passou pelas minhas mãos e mais exatamente no meu tocadiscos. Há uns 8 anos atrás, herdei um lote de discos de uma amiga, cujo o irmão morou muitos anos no Porto. Ele, por lá faleceu e ela trouxe suas coisas de volta para o Brasil. Me doou uma coleção a qual guardei apenas alguns selecionados lps. Haviam também compactos, entre eles este do grupo Banda 4. Por falta de atenção, acho que não cheguei a ouvir o disco direito e acabei passando ele para um sujeito, o qual hoje eu me arrependo, tanto pelo disco como também para quem vendi (quase de graça). Só fui me tocar do erro que fiz algum tempo depois, ouvindo uma gravação digital. Não sei porque, me apaixonei pela faixa que dá título ao compacto, “Baby You Got Me”, me lembra muito Beatles (inevitável…). Embora portugueses, o Banda 4 cantava principalmente em inglês. Nunca pensei em postar este disco aqui, até porque eu não o tinha mais. Porém, hoje, na leva dos compactos, como disse… Achei que seria bacana tê-lo em nossa ‘vitrine’. Do pouco que sei sobre o grupo, parece, só gravaram este disquinho. Confiram no GTM.

baby you got me
gotta start lovin’ you
walkin’ on the beach
o ribeiro


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The Fevers – Compacto (1965)

Boa tarde, amiguíssimos cultos e ocultos! Na onda do disco de 7 polegadas, eu hoje tenho para vocês este compacto do The Fevers, lançado pela Philips, em 1965. Ao que tudo indica, este foi o primeiro ou segundo compacto lançado por eles. Aqui temos a formação original com Almir Bezerra (vocal), Lécio do Nascimento (bateria), Pedro da Luz (guitarra), Liebert Ferreira (baixo). Cleudir Borges (teclados) e Miguel Plopschi (sax). Temos neste disquinho a música de estréia, “Vamos Dançar o Let Kiss”, versão de “Let Kiss Jenka” e “Quando O Sol Despertar”, de autoria de Pedrinho e Almir…
Confiram o disquinho completo no GTM 😉

vamos dançar o let kiss
quando o sol despertar
 
 
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The Angels – Compacto (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Compactando as emoções, tenho hoje para vocês este raro disquinho, um compacto duplo, com quatro faixas do conjunto The Angels, lançado em 1963 pela gravadora Copacabana. Este grupo pode ser considerado um dos pioneiros do rock nacional. Surgiu no final dos anos 50, quando o rock’n’roll começou a se espalhar pelo mundo. Formado no Rio de Janeiro pelos irmãos Carlos e Sérgio Becker (voz/guitarra e sax tenor), tendo ainda Jonas Damasceno no contrabaixo, Romir Andrade na bateria e Carlos Roberto na guitarra solo. Gravaram, inicialmente, três compactos pela Copacabana, sendo este o primeiro, se não me engano. Pouco tempo depois mudariam o nome da banda para The Youngsters, passando a gravar pela CBS e ainda na Polydor, já nos fins dos anos 60. O grande exito do grupo foi ter acompanhado Roberto Carlos em seus primeiros discos. Também gravaram acompanhando outros artistas, principalmente os da Jovem Guarda.
No disquinho que aqui apresento temos quatro músicas, autênticos rock’n’roll, sendo dois deles autorais, da própria banda. Confiram mais essa raridade no GTM, como sempre completo! 😉

gravy (for my mashed potatoes)
hully gully baby
hully guitar
the hully gully



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Renato E Seu Blues Caps – Compacto (1965)

Olá, amiguinhos cultos e ocultos! Mexendo em meus compactos, achei mais alguns que cabem bem aqui no nosso Toque Musical. Alguns disquinhos raros que por certo agrada muito aos colecionadores. Tenho aqui este compacto simples do Renato & Seus Blues Caps, lançado em 1965 e trazendo dois sucessos, a versão de “Shame And Scandal On The Family”, aqui chamada de “O Escandalo” e “Preciso Ser Feliz”, de Renato Barros, Paulinho e Lilian Knapp. Confiram o arquivo completo no GTM 😉

o escândalo
preciso ser feliz
 

Scott Walker – Maria Bethania – Compacto (1973)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Procurando sempre fazer jus a nossa máxima de que aqui se escuta música com outros olhos, eu hoje estou trazendo um disquinho diferente, um compacto de um artista internacional. Como todos sabem, o Toque Musical está focado na música brasileira, ou por outra, na música feita por brasileiros. Porém, eventualmente, buscamos ir além. Já criei aqui até as semanas temáticas, onde publico também discos estrangeiros, mas sempre relacionados a alguma coisa de Brasil. Desta vez, temos este compacto, lançado pela Philips, em 1973, do emblemático cantor americano Scott Walker, que infelizmente faleceu em março deste ano. Walker era um cantor, compositor e letrista. Iniciou sua carreira nos anos 60. Fez muito sucesso no trio The Walker Brothers, um grupo vocal onde ele era a voz principal. Embora se chamasse Walker Brothers eles não eram irmãos. Fizeram mais sucesso na Inglaterra. Mas ainda nos anos 60 Scott Walker partia para uma bem sucedida carreira solo. Dono de uma voz aveludada e única, influenciou artistas como David Bowie e Brian Ferry. Seus quatro primeiros discos são considerandos verdadeiras obras de arte. Já nos anos 70 passou por uma fase de ostracismo, gravando apenas para cumprir contrato com gravadoras. Foi nesta fase que lançou, em 1973, o disco “Any Day Now”, no qual está a música “Maria Bethania”, de Caetano Veloso. Acredito que o lp nunca tenha saído no Brasil, mas o compacto sim, trazendo a canção de Caetano e a faixa que dá título ao disco. Sua versão para “Maria Bethania” não difere muito da original, principalmente no arranjo. Na verdade, acho que as coisas não se casaram muito bem. Walker nesta época não estava em sua melhor fase como intérprete e aquele vozerão ficou meio apagado. Mesmo assim,  não deixa de ser uma interpretação bacana, curiosa mesmo, para nós brasileiros. Apenas para completar a trajetória deste artista, em sua última fase musical entrou numa outra ‘vibe’, fazendo trabalhos mais experimentais e conceituais, discos realmente para quem escuta música com outros olhos (e ouvidos). Confiram esse toque no GTM. O prazo, como sabem, é limitado 😉

maria bethânia
any day now

 

Rolando & Luiz Antonio – Les Étoiles (1982)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês a dupla ‘Les Étoiles”, Rolando Faria e Luiz Antônio, figuras de grande sucesso na Europa, em especial na Espanha e França onde fizeram carreira como artistas, desde o início dos anos 70. Gravaram diversos discos, participaram de  filmes e espetáculos, dividindo shows com grandes artistas  franceses e brasileiros. Foram responsáveis pela divulgação de muita música e artistas brasileiros na França. Atuaram até 1985, depois fizeram algumas apresentações até 2001, quando então Luiz Antônio veio a falecer, pondo assim um ponto final nessa história. Este foi o único disco da dupla lançado no Brasil, em 1982 pela RCA. São dez faixas, entre essas músicas de Chico Buarque, Caetano Veloso, Joyce, Milton Nascimento,Lecy Brandão, Teca & Ricardo Vilas. Sem dúvida, um trabalho competente e cheio de alegria. Confira mais esse toque no GTM 😉

chica-chica-boom-chic
você
viola violar
côco verde
estão batendo
antes que eu volte a ser nada
sol negro
nacional kid ou brasileiro
jeanne la française
alô alô
 

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Vanusa – Vanusa 30 Anos (1977)

Bom dia, amiguíssimos cultos e ocultos! Mais uma vez marcando presença em nossas postagens temos aqui a cantora Vanusa, desta vez em seu álbum de 1977, o “Vanusa 30 Anos”. Quem não sabe, ou não leu ainda a contracapa, há de pensar que os 30 anos são de carreira, mas não, nessa data ela estava fazendo seus 30 de idade. Lançado pela Som Livre, creio que este tenha sido um de seus melhores trabalhos na década de 70. Tem um repertório bacana, com músicas de Caetano Veloso, Belchior, Zé Ramalho, Arnaud Rodrigues, Assis Valente e outros… Os arranjos são de Lincoln Olivetti, com produção de Augusto Cesar Vanucci. Vale a pena relembrar… 😉

estado de fotografia
brincando com a vida
desencontro
a aranha
avôhai
duas manhãs
lá no pé da serra
boas festas
só nós dois
problemas
prece de caritas
maria madalena



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Martinha (1986)

Olá amigos cultos e ocultos! Trago aqui mais um disco de cantoras oriundas do período da Jovem Guarda. Desta vez vamos com a Martinha, que mais uma vez marca presença por aqui. Já postamos dela outros discos e agora estou trazendo este de sua fase nos anos 80. Disco lançado pelo selo 3M, uma produção de Moacyr Machado, com direção artística de Mickael. O lp traz um repertório de 10 canções, entre essas algumas de autoria da própria cantora, como podemos ver já estampada na contracapa. Um disco bem produzido, envolvend até uma pequena orquestra. Vale a pena conhecer ou relembrar. Confiram no GTM.

que homem é esse
muito estranho
pouco a pouco
já sei
confissões
fala mais alto coração
por mais ninguém
sal e pimenta
pouco demais
louca


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Giane – Dominique (1976)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Me embalei na onda das cantoras, em especial as da Jovem Guarda, muito por conta de uns amigos que adoram relembrar seus tempos de ‘juventude transviada’. Achando um tempinho aqui, cá estou eu com essa leva de cantoras e hoje trazendo a Georgina Morozini dos Santos, mais conhecida como Giane. Ela já foi apresentada aqui no Toque Musical, através de outros discos, mas em especial, na postagem de um de seus compactos, através do amigo e colaborador Samuel Machado Filho. Conforme escreveu o Samuca, Giane foi uma das primeiras cantoras da Jovem Guarda, tendo antes iniciado sua carreira nos anos 50, ainda na época do 78 rpm. Sem dúvida, uma cantora cheia de sucessos e isso se deu na soma de seu talento com um repertório, geralmente de versões de músicas internacionais consagradas pelo público. Neste lp, lançado pela Chantecler e seu selo Alvorada, em 1976, temos uma coletânea de alguns de seus maiores sucessos, a começar pelo maior, a versão para “Dominique”, do francês Soeur Sourire. Neste lp, apenas uma música não é versão, “O homem do coração de ouro”, música de Alberto Calçada e Antonio Queiroz. Confiram esse toque no GTM, O prazo é limitado, heim!?

dominique
meu deus, como te amo
angelita
eu te darei bem mais
longe do mundo
esta é minha canção
não saberás
preste atenção
o homem do coração de ouro
olhos tristes
johnny guitar
não esqueço jamais
meu bem não vá
o caminho de são josé



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Elizabeth – Olhos Da Noite (1978)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Vamos hoje com mais uma cantora romântica do selo Polydor. Trago para vocês a cantora e compositora Elizabeth, que no Toque Musical só apareceu em umas duas coletâneas. Seu primeiro trabalho em disco foi como cantora de samba, apadrinhada por Braguinha. Mas logo estaria fazendo parte da Jovem Guarda, onde emplacaria seu maior sucesso, “Sou louca por você”. Como compositora, foi gravada por outros grandes artistas, tais como Agnaldo Timóteo, Dóris Monteiro, Erasmo Carlos, José Roberto, Jerry Adriani e muitos outros. Ao longo da carreira gravou uma dezena de lps. Seus discos também fizeram sucesso em Portugal, no México e em outros países de língua latina.
Temos aqui seu lp de 1978, um disco totalmente autoral. Uma fase mais madura, mas com músicas sempre apaixonadas. Alegria para os amantes. Confira mais esse toque musical no GTM.

de vez em quando
quem dera
meu bar
em partes iguais
portões fechados
teia de aranha
a mulher (segundo as três marias)
covarde e violento
olha mãe
altos e baixos
dez a dez
tolices
 
 
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Diana (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje e mais uma vez temos um lp da cantora Diana. Quem acompanha o Toque Musical sabe, há pouco mais de dois anos, postamos aqui seu lp, de 75, “Uma Nova Vida”, com a sempre brilhante apresentação textual do amigo colaborador, Samuel Machado Filho. Desta vez, trago seu disco de 76, também um lp muito bem produzido, com praticamente quase todas as músicas autorais. Chamo a atenção para os arranjos e o time de músicos. Aliás, mais que um time, um batalhão de feras, entre essas algumas mais conhecidas, tal com, Antonio Adolfo, Luiz Carlos Ramos, Arthur Verocai, Dominguinhos e Jackson do Pandeiro. Deu até vontade de ouvir, né? Pois é, vale a pena… Chega junto lá no GTM. O link tem prazo limitado, ok? 😉

sem barulho
sanguinasis
balanço manuêh
tesouro escondido
hoje que você disse adeus
fato consumado
estado de graça
medo
quebra cabeça
deixe o sol entrar em casa
evolução
tudo vai dar certo



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Celinho – O Rapaz Do Piston (1966)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, hoje trazendo um disco que há muito estava para ser postado. Infelizmente, o arquivo do disco o qual eu havia digitalizado se perdeu entre muitos  outros tempos atrás. Mas, por sorte, tinha esse outro vindo de alguma outra fonte blogueira. Na falta do meu, vai no seu, hehehe…
Temos aqui o primeiro e talvez único disco desse incrível instrumentista mineiro, conhecido nas rodas como ‘Celinho do Piston’. Artista de grande talento, teve um currículo exemplar como músico, tatuando em muitos discos dos mais diferentes artistas nacionais. Sua carreira remonta os tempos do Conjunto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas e no qual também tocavam Milton Nascimento e Wagner Tiso. Como muitos outros músicos mineiros, fez sua carreira no eixo Rio-São Paulo. Há muito pouca informação sobre ele na rede, o que dificulta a nossa pequena pesquisa. Mas sem dúvida, foi um grande artista e merece aqui o nosso registro. “O Rapaz do Piston” é um disco onde ele nos apresenta um repertório praticamente todo de músicas de sucessos internacionais. Trabalho bem executado, produzido por Toni Vestani para o selo Equipe, de Oswaldo Cadaxo. Não deixem de conferir no GTM 😉

io che non vivo (senza te)
and i love her
tenderly
not so slepy
a volta
my whole world in falling down
les cornichons
nessuno mi puo giudicare
a hard day’s night
que c’est triste venise
all my loving
a shot in the dark



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Rock Horror Show (1975)

Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical oferece hoje o álbum com a trilha sonora do musical “Rock Horror Show”, com o elenco da montagem levada no Teatro da Praia, no Rio de Janeiro, em 1975, sob a produção de Guilherme Araújo. É um espetáculo de origem britânica, com canções e enredo de Richard O’Brien, homenagem bem-humorada aos filmes B de ficção-científica e de terror do final da década de 1940 até o início dos anos 1970. Na história, um casal recém-noivado pego em uma tempestade busca refúgio na casa de um cientista maluco travesti no dia da inauguração de sua nova criação: uma espécie de Frankenstein na forma de um homem musculoso artificialmente fabricado, totalmente crescido, fisicamente perfeito, chamado Rock Horror, “com cabelo loiro e bronzeado”. O elenco brasileiro do espetáculo contou com nomes do porte de Zé Rodrix, Kao Rossman (também responsáveis por sua tradução, ao lado de Jorge Mautner e Antônio Bivar), Wolf Maia e Lucélia Santos, esta última em início de carreira, antes de se consagrar como a escrava Isaura na TV. Zé Rodrix e Guilherme Araújo também assinam a produção deste disco, que certamente é mais uma relíquia que o TM coloca à nossa disposição. 

science fiction – lucélia  santos
o anel de noivado – wolf maia e diana strella
luz na casa de frankstein – diana strella, wolf maia e kao rossman
a espada da morte – acácio gonçalves e nildo parente
eu te faço ser homem – eduardo conde
nostalgia rock’n’roll – zé rodrix
me toque, me toque, toque, toque – diana strella
é só me chamar, tudo bem – wolf maia e diana strella
eu vou partir – eduardo conde
só o amor interessa – wolf maia, diana strella e nildo parente

*Texto de Samuel Machado Filho

Edu Lobo & Chico Buarque – Álbum De Teatro (1997)

Olá, amigos cultos e ocultos! Hoje temos mais uma raridade da era do CD. Trata-se do “Álbum de teatro”, lançado em 1997 pela RCA/BMG (hoje Sony Music), reunindo temas dos três balés que Edu Lobo e Chico Buarque compuseram juntos na década de 1980: “O grande circo místico”, “A dança da meia-lua” e “O corsário do rei”, alternando gravações originais e regravações, com outros intérpretes além dos autores. Edu e Chico interpretam juntos “Na carreira”, Leila Pinheiro canta “A história de Lily Braun” (originalmente gravada por Gal Costa), Edu interpreta solo “Na ilha de Lia, no barco de Rosa” e “Choro bandido”, Mílton Nascimento canta “Beatriz”, Zizi Possi interpreta “O circo místico”, e Gilberto Gil canta “Sobre todas as coisas”, seguido por um dueto de Chico Buarque e Gal Costa em “A mulher de cada porto”. Djavan interpreta “Meia-noite”, Ney Matogrosso, “A bela e a fera” (cuja gravação original é de Tim Maia), o grupo Garganta Profunda vem com “A permuta dos santos”, Ed Motta interpreta “Bancarrota blues” (originalmente gravada por Nana Caymmi), Chico canta solo “Valsa brasileira”, Ivan Lins interpreta “Acalanto”, Danilo Caymmi canta “Tororó”, Zé Renato e Cláudio Nucci interpretam “Salmo” e, encerrando o disco, temos a instrumental “Oremus”. Em suma, um belo álbum, produzido e remasterizado por Edu Lobo, que o TM nos oferece hoje, apresentando música da mais alta qualidade. Não deixem de conferir no GTM.

na carreira
a história de lily braun
na ilha de lia no barco de rosa
beatriz
circo místico
sobre todas as coisas
a mulher de cada porto
meia noite
a bela e a fera
permuta dos santos
bancarrota blues
valsa brasileira
acalanto
tororó
choro bandido
salmo
oremus




*Texto de Samuel Machado Filho 

O Assalto Ao Trem Pagador (1962)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Aqui mais uma trilha de um dos filmes marcantes do cinema nacional, “Assalto Ao Trem Pagador”, de Roberto Farias. A trilha sonora é do maestro Antonio Remo Usai, um dos mais importantes compositores de trilhas, tendo em seu currículo outros grandes filmes como Mandacaru Vermelho (1960) e Boca de Ouro (1962), de Nelson Pereira dos Santos; A Grande Feira (1961) e Tocaia no Asfalto (1962), de Roberto Pires; O Caso Claudia (1979), de Miguel Borges e muitos outros. Aqui no Toque Musical já postamos outra de suas trilhas, a do filme  7 Homes Vivos ou Mortos (1968), editado pela Musidisc. Em Assalto ao Trem Pagador, a produção é do selo San Remo, do próprio autor. Confiram mais essa pérola, que embora não seja novidade, agora faz parte das nossas publicações. 😉

o trem pagador
morre uma criança na favela
assaltantes em fuga
tentação
o fim

Esse Rio Que Eu Amo (1961)

Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje mais um álbum relacionado ao cinema. É a trilha sonora do filme “Esse Rio que eu amo”, produção de 1961 dirigida por Carlos Hugo Christensen (Santiago del Estero, Argentina, 15/12/1914-Rio de Janeiro, 30/11/1999), com roteiro de Millôr Fernandes. Tendo como pano de fundo o carnaval carioca, o filme adapta quatro contos da literatura brasileira: “Balbino, o homem do mar” e “Milhar seco”, ambos de Orígenes Lessa, “A morte da porta-estandarte”, de Aníbal Machado, e “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. No elenco, grandes artistas da época: Jardel Filho, Odete Lara, Tônia Carrero, Diana Morel, Wilson Grey e Francisco Dantas, entre outros. No lado A, temos uma regravação da “Sinfonia do Rio de Janeiro”, de Tom Jobim e Billy Blanco, na interpretação de Lana Bittencourt e Haroldo de Almeida, com orquestração e direção de Lírio Panicalli. Tem ainda o samba “Ele é engraxate”, grande sucesso na época, interpretado por coro infantil, e o samba-canção “Dentro da noite”, de Normando e Édison Borges, na voz do próprio Normando. Por último, no lado B, uma seleção de sambas carnavalescos, tipo “Levanta Mangueira”, “Madureira chorou” e “Quero morrer no carnaval”. Em suma, este é mais um disco que merece a postagem do nosso TM, com toda a justiça. Confiram no GTM. 

sinfonia do rio de janeiro
a montanha, o sol, o mar
ele é engraxate
dentro da noite
você passou
levanta mangueira
madureira chorou
no outro carnaval
lágrimas
perdi a esperança
quero morrer no carnaval
foi ela
saudade de cetim



*Texto de Samuel Machado Filho

Brasil Ano 2000 (1969)

Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical oferece a vocês mais uma trilha sonora relacionada ao cinema. Desta vez, o filme é “Brasil ano 2000”, produção de 1969 dirigida por Walter Lima Jr., e uma competente incursão do cinema brasileiro na ficção-científica, com toques de comédia, mesmo em tempos de ditadura militar. Na trama, em um Brasil parcialmente devastado pela Terceira Guerra Mundial, uma família de imigrantes chega a uma pequena cidade, a qual dão o nome de Me Esqueci. O trio é recrutado por um indigenista para fingir-se de índios durante a visita de um general. No dilema entre integrar-se ao sistema ou preservar a liberdade individual, a família caminha para a desagregação enquanto a cidade se prepara para o lançamento de um foguete espacial. No elenco, Anecy Rocha, Ênio Gonçalves (que também participa da trilha sonora como cantor), Hélio Fernando, Iracema de Alencar, Ziembinski, Raul Cortez e Manfredo Colasanti. As filmagens aconteceram principalmente na cidade de Paraty, onde a equipe permaneceu por aproximadamente três meses. Algumas cenas foram filmadas no Rio de Janeiro, inclusive no Museu Nacional (esse mesmo que um incêndio destruiu em 2018) e no Arquivo Nacional. “Brasil ano 2000” ganhou o Urso de Prata no Festival de Berlim, tendo ainda recebido o prêmio de melhor filme no Festival de Cartagena, em 1970, e o prêmio de melhor diretor no Festival de Manaus. A música é assinada por dois ícones do Tropicalismo, Gilberto Gil e Rogério Duprat, com direito até a uma canção adicional pelo não menos tropicalista Caetano Veloso. A canção é “Não identificado”, na voz de outra tropicalista, Gal Costa, que encerra este disco e foi grande sucesso na época. Em suma, um filme e uma trilha tropicalistas por excelência. Gal ainda canta “Canção da moça”, “Homem de Neandertal” (com Breno Ferreira) e “Show de Me Esqueci” (com Breno e Ênio Gonçalves). Tudo isso faz deste álbum mais um digno merecedor de nossa postagem aqui no TM. É ir ao GTM e conferir!

introdução

canção da moça

a família no caminhão

a transformação do índio

homem de neandertal

êxtase

retreta

casamento e sedução

cena de amor na praia

fuga

orgia subterrânea

flechas no alvo

show me esqueci

coração

anúncio de luta

duelo de garfo e faca

relógio do tempo

no quartel

escolha da liberdade

não identificado

*Texto de Samuel Machado Filho

Eu – Trilha Sonora Do Filme (1987)

Olá amigos cultos e ocultos! Nossa semana está sendo montada em postagens de trilhas e assim segue mais uma das mais interessantes. Temos aqui a trilha do filme “Eu”, do cineasta Walter Hugo Khoury, realizado nos anos 80. O disco com a trilha saiu em 1987. Buscando um apoio musical coerente com a história do filme (que eu não assisti), o diretor recruta o experiente maestro Júlio Medaglia, autor e responsável pela trilha original. Tem também diversos clássicos do jazz americano dos anos 30, 40 e 50. Para tanto o maestro conta com a participação fundamental da Traditional Jazz Band e do pianista e arranjador Amilson Godoy, além de outros músicos. Trata-se de uma trilha curiosa e muito interessante, onde passeamos por três décadas de jazz. Uma trilha sofisticada que vale um toque musical. Confiram no GTM!

tema de berenice (cavalheiro apaixonado) – orquestra julio medaglia
i’ve found a new baby – traditional jazz band
love me or leave me – billie holiday
memories of you – benny goodman
i’ve got  a crush on you – moacyr peixoto
my heart belongs to daddy – traditional jazz band
all of me – traditional jazz band
the mooche – duke ellington
saint louis blues – lena horne
someday sweetheart – traditional jazz band
you’re my thrill – araken peixoto


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Celinho – O Rapaz Do Piston (1968)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vamos nós, hoje trazendo um disco que há muito estava para ser postado. Infelizmente, o arquivo do disco o qual eu havia digitalizado se perdeu entre muitos  outros tempos atrás. Mas, por sorte, tinha esse outro vindo de alguma outra fonte blogueira. Na falta do meu, vai no seu, hehehe…
Temos aqui o primeiro e talvez único disco desse incrível instrumentista mineiro, conhecido nas rodas como ‘Celinho do Piston’. Artista de grande talento, teve um currículo exemplar como músico, tatuando em muitos discos dos mais diferentes artistas nacionais. Sua carreira remonta os tempos do Conjunto Sambacana, de Pacífico Mascarenhas e no qual também tocavam Milton Nascimento e Wagner Tiso. Como muitos outros músicos mineiros, fez sua carreira no eixo Rio-São Paulo. Há muito pouca informação sobre ele na rede, o que dificulta a nossa pequena pesquisa. Mas sem dúvida, foi um grande artista e merece aqui o nosso registro. “O Rapaz do Piston” é um disco onde ele nos apresenta um repertório praticamente todo de músicas de sucessos internacionais. Trabalho bem executado, produzido por Toni Vestani para o selo Equipe, de Oswaldo Cadaxo. Não deixem de conferir no GTM 😉

io che non vivo (senza te)
and i love her
tenderly
not so slepy
a volta
my whole world in falling down
les cornichons
nessuno mi puo giudicare
a hard day’s night
que c’est triste venise
all my loving
a shot in the dark
 

Orquestra Serenata Tropical – Cine Solamente Cine (1962)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez temos aqui outro disco relacionado ao cinema e suas trilhas. E mais uma vez temos também a grande Orquestra Serenata Tropical abrilhantando nossas postagens. Sob a batuta do maestro Henrique Gandelman (pai do saxofonista Leo Gandelman), temos em “Cine Solamente Cine” uma seleção de algumas das mais célebres  trilhas de filmes internacionais. E conforme nos confere o texto de contracapa, são 12 melodias que o cinema imortalizou e que nesta versão da Orquestra Serenata Tropical aparecem (literalmente) (H)enriquecidas pelo toque latino, tão do agrado de nossos discófilos 😉 Não deixem de conferir mais essa pérola no GTM.

love is a many splendored thing
three coins in the fountain
moonlight serenade
spellbound
an affair to remember
make believe
aound the world
smile
the song of delilah
noturno
tammy
dança da fada açucarada
 
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Chico Rei – Trilha Sonora do Filme (1985)

Olá amigos cultos e ocultos! Já que postamos nesta semana um disco de trilha de filme, que tal outro? Aqui temos a trilha sonora original do filme ” Chico Rei”, de Walter Lima Jr, lançados em 1985. O filme conta a história de Galanga, rei do Congo, que fora aprisionado e vendido como escravo. Trazido da Africa para o Brasil, passa a se chamar Chico Rei ao conseguir sua alforria e também se tornando o primeiro negro proprietário de uma mina. Sua história é mesmo cinematográfica e para tanto, merecia uma trilha sonora original com gente de peso, como Milton Nascimento. Clementina de Jesus, Grupo Vissungo, Wagner Tiso e outros. Uma trilha realmente muito bonita que merece o nosso toque musical. Confiram no GTM…

santa efigênia – milton nascimento
quilombo do dumbá – clementina de jesus
ulelelé – samuka e coro
andambi – samuka esprito santo e laércio
samba de roda – samuka e coro
chico reina – clementina de jesus
saudade do kongo – espirito santo e coro
kanjonjo – espirito santo e samuka
niangas – grupo vissungo
título – wagner tiso
chegada a ouro preto… wagner tiso
chico rei – milton nascimento
 

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Celio Balona – Alumbramento (2010)

Olá amigos cultos e ocultos! Indo e vindo, aqui estamos nós, atrasados, mas sempre na surpresa, preenchendo as vagas… pois aqui o tempo não passa…
Hoje eu trago para vocês um trabalho, em cd, do queridíssimo Célio Balona, de 2014. Esse merece sempre estar aqui. Músico dos mais importantes da cena da música mineira. Infelizmente, pouco conhecido além das nossas montanhas pelo grande público, mas sem dúvida, figura memorável na história da música brasileira.
Temos aqui “Alumbramento”, um trabalho refinado, gravado em 2010. Uma trilha premiada, para um filme de mesmo nome, “Alumbramento”, de Laine Milan. Em depoimento sobre este trabalho:“Alumbramentos” é o nome de um filme da cineasta Laine Milan, para o qual fiz a trilha sonora. Daí, resolvi colocar esse nome no cd, pois ele representa muito bem todos os alumbramentos que tive durante esses 50 anos dedicados à música. É uma panorâmica de minha trajetória, as influencias que tive e todo o aprendizado ao longo desse tempo. São doze músicas compostas por mim onde tive o grande prazer de gravar com músicos pelos quais tenho a maior admiração e respeito. Além do mais, tive o privilégio da parceria em quatro músicas com o grande poeta e letrista Murilo Antunes e dos cantores Paulinho Pedra Azul e Carla Villar, que me encantam e emocionam! A mídia tem me dado uma resposta muito positiva. As rádios começaram a tocar e a Rede Minas gravou o show de lançamento e vai fazer um “Especial Célio Balona 50 anos de Música.” Confiram no GTM.

marinheiro

alumbramentos

baião blues

só nos resta fazer canções

groove

coração poeta

cantiga para stella

frevendo

quando for

batuque

mistério de amar

mistura fina



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Persona – O Jogo Das Mutações (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Temos para o dia de hoje uma curiosidade fonográfica que por conta de umas e outras, acabou se tornando um ‘disco raro’ e a tal ponto que até mereceu uma reedição ha algum tempo atrás. “Persona – O Jogo das Mutações” era o que a gente chamava nos anos 70 de brinquedo ‘cabeça’. Trata-se de uma ideia antiga, um brinquedo ótico, reeditado/reinventado aqui no Brasil por Roberto Campadello, artista plástico, escritor e tradutor ítalo-brasileiro, que segundo contam, desenvolveu e aprimorou a técnica de fundir os rostos de duas pessoas frente a frente separadas por um vidro espelhado. Quer dizer, ao olhar para o espelho/vidro a pessoa vê pelo reflexo metade de seu rosto fundido a metade do rosto do outro, e vice-versa. Uma brincadeira interessante a qual foi apresentada pelo artista na XII Bienal de Arte de São Paulo. Depois o jogo passou a fazer parte das atrações de seu bar, cujo o nome era Persona. Segundo contam, era um bar da moda frequentado por artistas e coisa e tal… Daí veio a sacada, a criação de um jogo, produzido em escala comercial. Há muita estória nessa história e o fato é que ao montar o jogo Persona, procurou-se também criar uma trilha musical, algo cuja a sonoridade se encaixasse à proposta de uma ‘psycho-art’, a busca do verdadeiro Eu, por trás da máscara da persona… E nessa é que entra o guitarrista Luis Carlini, do então Tutti-Frutti, banda da Rita Lee, responsável pela produção musical deste disquinho de dez polegadas. Muito por conta de Carlini o disco tem uma pegada de rock psicodélico-tardio. Redescoberto junto ao bum das raridades fotográficas do rock brasuca, o disco voltou num relançamento com toda a pompa. Tem maluco aí pagando mais de 500 pilas por um exemplar original. É preciso ter fumado muita maconha (e da boa) para descobrir a importância e o valor psico-intrínseco dessa bolachinha. Bom, pílulas não se douram atoa, né? Então, vamos conferir, no GTM 😉

introdução – monte
céu
terra
fogo
água
vento
lago
trovão


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Salve 100 Anos Gonzagão (2012)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um trabalho, já na era das edições digitais, um cd lançado em 2012 pelo músico, compositor, produtor e tantas coisas mais, o incansável Téo Azevedo. Há pouco mais de uma semana estive com ele num festival de música, aqui em Belo Horizonte e para manter a moral, comprei este disquinho dele já pensando em postá-lo aqui no nosso Toque Musical. Trata-se de um disco produzido por ele e também em parceria com o ator Jackson Antunes, em 2012, em homenagem ao grande Luiz Gonzaga. Uma seleção que reúne artistas variados do universo da música de forró, nordestina e rural como se pode ver na capa. Boa parte das 17 músicas são de autoria de Teo Azevedo, com destaque para o tema de abertura, “Padroeira da Visão – Santa Luzia”, cuja a letra é de sua autoria e musicada por Luiz Gonzaga, aqui interpretada por Dominguinhos, pouco antes de vir a falecer. Taí um trabalho bem bacana que chegou a concorrer ao Grammy Latino de 2013. Confiram no GTM…

padroeira da visão – santa luzia – dominguinhos
requim a gonzagão – teo azevedo
oxente, cabra da peste – genival lacerda e joão lacerda
causos gozagueanos – mano véio manda véia
o sonho de teo azevedo com gonzagão no parque asa branca – caju e castanha
o buraco – tisiu do araripe
o brasil nunca mais terá um trio como senna, pelé e gonzagão – cantores
maria cangaceira (maria bonita) – jackson antunes
saudade do corneteiro – fatel e luiz wilson
forrozeiro – josé fábio
abecedario catrumano – teo azevedo
voando na branca asa – josé carlos
casa do brás – caju e castanha
puxe o fole sanfoneiro, dominguinhos tocador – teo azevedo
um baiãozinho para o rei do baião – assis angelo
quanto mais mexe mió – teo azevedo
romaria eterna – teo azevedo