Massimo Ranieri – Meditazione (1976)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Empolgado com as produções internacionais, eu hoje trago para vocês um disco o qual eu até então não conhecia. Fiquei surpreso ao descobri-lo, pois se trata de um trabalho de Eumir Deodato que eu não conhecia e por certo, muitos de vocês aqui também não conhecem. Não me lembro de ter lido na biografia artística de Eumir sobre este disco, onde ele faz a direção musical, os arranjos e também toca. O álbum é uma produção italiana da década de 70, apresentando o cantor e também ator italiano, Massimo Ranieri. Sem dúvida, um disco muito interessante, onde Deodato recria obras da música clássica em arranjos tão bacanas quanto o que fez em “Also sprach Zarathustra”, de Strauss.

adagio veneziano
serenata (de schubert)
notturno in mi b op.9 n.2 (de chopin)
meditazione
adagio in sol m (de albinoni)
il concerto di aranjuez
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Eumir Deodato – Compacto (1973)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Que tal um fim de semana de compactos? Fico sempre ensaiando uma leva de disquinhos de 7 polegadas, mas acabo sempre diluindo a coisa. Agora, tenho aqui alguns já prontos para o consumo e como eu gosto, os títulos e gêneros dos mais variados.
Segue aqui este Eumir Deodato trazendo seu maior sucesso, a adaptação do tema clássico de Strauss “Also Sprach Zarathustra”. Esta versão de Deodato parece ter ficado mais famosa que a original e foi lançada em seu disco de estréia na CTI Records, o “Prelude”, de 72. Para mim, os melhores discos do Deodato foram os dessa época, lançados pelo produtor Creed Taylor. “Assim falava Zarathustra” ou “Also sprach Zarathustra – 2001” fez sucesso mundial e até ganhou o Grammy de melhor música instrumental pop do ano. A versão original que está no lp é de uns nove minutos, mas para o compacto ela foi reduzida, garantido assim uma maior popularidade. Taí uma prova da importância do disco compacto. Era ele quem fazia a representação, ou apresentação de um novo projeto musical. Lançavam o compacto, se fizesse sucesso o lp era garantido! Neste compacto temos “também, “Spirit of Summer, belíssima composição do próprio artista, que faz o contrapeso bem na medida. Geralmente, compactos sempre trazem ‘aquela’, que é o sucesso e a outra que é apenas a outra. Mas aqui ela não é mais uma.

also sprach zarathustra
spirit of summer
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Os Catedraticos – Tremendão (1964)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu de volta, depois de uma semana longe das postagens. Foi bom para descansar um pouco dessa agitação. Fui correr montanhas, respirar ar puro e tentar por em ordem algumas coisas na minha cabeça. Pena que a semana, nessas horas seja tão curta e como num sonho, acaba quando a gente menos espera. Descansei, mas vendo pelo número de e-mails que terei pela frente para responder, já começo a ficar cansado de novo 🙂 Peço a todos um pouco de paciência, responderei aos e-mails, mensagens e comentários ao longo dos dias. Ainda bem que eu tenho até a próxima semana para por ordem na casa 🙂

Vamos reiniciando nossas postagens trazendo um disco nota dez. Vamos com Os Catedráticos, de Eumir Deodato. O segundo disco do grupo, lançado pelo selo Equipe em 1964. Sem dúvida, após ouvirmos este disco, fica claro o porquê Eumir Deodato é um dos músicos ‘brazileiros’ mais competentes e importantes no mundo. Nessa época, com apenas 21 anos, ele já mandava muito bem, comandando o grupo e criando todos os arranjos. O cara é muito fera, podem acreditar. Além dos seus discos, ele também esteve por trás de outras dezenas de gravações, criando arranjos para uma infinidade de artistas e discos. De 1963 a 67 ele era um dos músicos mais requisitados, exercendo as funções de instrumentista e arranjador. Segundo Ruy Castro, em seu livro “Chega de Saudades”, até os discos da Elenco, “A Bossa Nova de Roberto Menescal” ou “A Nova Bossa Nova de Roberto Menescal” eram na verdade obra de Deodato. Menescal apenas servia prazerosamente como ‘front man’.
No álbum “Tremendão” temos um repertório de versões que chegam a dar inveja em seus originais. Eumir Deodato e seus Catedráticos ultrapassam os limites do senso comum e ordinário das produções do selo Equipe e mesmo de outros grupos semelhantes da época.
Eis aí um disco daqueles que não dá para perder, tem que ouvir…
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tremendão
começou de brincadeira
gente
amélia
menina flor
champagne e codorniz
my manne shelly
imenso do amor
fora do tempo
dá-me um martelo
de presente
labareda

Eumir Deodato – Deodato 2 (1973)

Desculpem, mas hoje eu estou mais corrido que ontem e sem condições ou acesso a algo mais inédito. Assim, vamos com mais um dos meus já famosos discos de gaveta.
Eis aí um disco bacana, Eumir Deodato em seu segundo álbum solo americano, produzido por Creed Taylor. Depois do sucesso total que foi “Prelude”, no ano seguinte ele sairia com “Deodato 2”, um disco que em nada tem haver com a sonoridade musical brasileira, exceto pela presença de Airto Moreira que tempera um pouco o caldo. Todavia, não deixa de ser um disco genial, do qual eu gosto muito e recomendo para os que ainda não o ouviram. Podem comprar o disco, que com toda certeza vocês irão gostar. A pedido da g
Vou ficando por aqui, porque o tempo urge e a caravana passa. Té mais…

super strut
rhapsody in blue
nights in white satin
skyscrapers
pavana for a dead princess
latin flute
venus
do it again
tropea

Frank Sinatra – Sinatra & Company (1971)

Hoje quem está nos visitando é Frank Sinatra, acompanhado por Tom Jobim e Eumir Deodato. Decidi postar este disco porque ainda continuo no clima de ontem, meio jazz, meio bossa, meio perdido… E também porque este álbum é meio a meio. De um lado do disco temos Sinatra cantando algumas das mais conhecidas composições de Tom e parceiros, em arranjos maravilhosos de Eumir Deodato. Do outro lado o disco perde um pouco a cadência apesar dos belos arranjos de Don Costa. Na minha opinião a única música do lado B que salva é “Close to you” de Burt Bacharach. Também não é para menos, depois de ouvir o lado A, o B chega a ser frustrante. Mas tá valendo…
Drinking water (Água de beber)
Someone to right up my life
Triste
Don’t ever go away (Por causa de você)
This happy madners (Estrada branca)
Wave
One note samba (Samba de uma nota só)
Will drink the wine
Close to you
Sunrise in the morning
Bein’ green
My sweet lady
Leaving on a jet plane
Lady day

Samba – Nova Concepção (1964)

Antes que este dia vire outro, deixa eu postar o disco da vez.
Lançado originalmente em 1964, este disco reúne um grupo de ‘feras’ que fazem de “Samba – Nova Concepção” um álbum sem igual. Muitos atribuem este trabalho à Eumir Deodato e erroneamente aos Catedráticos do Samba. Muitos se apóiam no fato deste álbum ter sido relançado em cd junto à discografia de Eumir. Acho um tanto injusta essa afirmação, considerando que na quinta e sexta faixa do lado B, Eumir Deodato deu lugar ao jovem Tenório Jr. Além do quê, quem mais se envolveu no projeto foi Daudeth de Azevedo (o Néco), violonista que cuidou de todos os arranjos e orientou os demais músicos durante as gravações. Este trabalho foi lançado, como diz no próprio texto de Myriam Conceição na contracapa, sem pretensões comerciais ou o intuito de projetar este ou aquele artista no cenário musical brasileiro. É acima de tudo um disco de gente grande, uma reunião de excelentes músicos, fazendo o que gostam, música de qualidade.
Se você ainda não ouviu ou ouviu por outras fontes, escute aqui a versão vinil. Extraia do sulco este som!

Samba Do Congo (Jorge Ferreira Da Silva)
Adriana (Roberto Menescal-Luiz Fernando Freire)
Estamos Aí (Durval Ferreira-Mauricio Einhorn)
Carnaval Triste (Sergio Carvalho-Paulo Bruce)
Nanã (Maocir Santos-Mario Telles)
Straits Of McCleallan (Don Elliot)
Capoeira (Jorge Ben)
Sonho De María (Marcos Valle-Paulo Sergio Valle)
Samba A (Durval Ferreira-Mauricio Einhorn)
Amor De Nada (Marcos Valle-Paulo Sergio Valle)
Coisa Nº 1 (Moacir Santos-Clóvis Mello)
A Morte De Um Deus De Sal (Roberto Menescal-Ronaldo Bóscoli)