Classe A – RCA Victor Coletânea (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu sempre gostei foi de coletâneas. Eram através delas que a gente  podia degustar diversos artistas de uma determinada gravadora. Uma forma de levar ao público os diferentes artistas, misturando os ‘medalhões’ com aqueles ainda pouco conhecidos. O difícil era achar uma coletânea realmente fina, com artistas e repertório de qualidade. Nesse sentido, a RCA sempre brilhou. Acho que talvez até pela qualidade de seu ‘cast’. Em 1975 a gravadora lançou esta coletânea com alguns de seus mais destacados artistas. Acho que nem preciso falar muito, só pela capa se pode ver que o grupo é seleto, só música bacana, sucessos de uma época onde ainda se fazia boa música. Este é mais dos muitos bons presentes oferecidos pelo amigo Fáres, a quem mais uma vez eu agradeço. E vamos nessa que a coisa é boa. Aguardo vocês no GTM 😉

bodas de prata – joão bosco
diacho de dor – maria creuza e antonio carlos & jocafi
pote de mel – carlos walker
jogo da vida – tamba trio
ligia – lucio alves
chega – ivan lins
disritimia – martinho da vila
meia noite – antonio carlos & jocafi
tristeza chama tristeza – eliana pittman
se alguém telefonar – milton carlos
massa falida – cesar costa filho
flicts – sergio ricardo
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Cantando A Mulher – Coletânea Toque Musical (2015)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bom dia, em especial, a todas as mulheres, cultas e ocultas! Hoje é o dia delas, o Dia Internacional da Mulher! Eu não me recordo de já ter feito aqui alguma homenagem nessa data para você, mulher. Mas pode ter certeza, estou sempre pensando, sintonizado em suas ondas. Ah, mulheres… de todos os tipos, de todas as horas… mães, esposas, amantes, amigas, irmãs. Mulher até Presidente. Elas estão em todas. E o que seria de nós, homens, sem elas? Adoro esse ser que me completa em todas as suas vertentes e vértices. Êta bicho bão, sô!
Para homenageá-las, criei então essa pequena coletânea, um tanto irregular e talvez até injusta por não acrescentar tantas outras belas e talvez até mais apropriadas composições, que temos no cancioneiro popular. É, eu realmente podia ter escolhido mais músicas. Por certo, melodias que exploram a temática mulher é coisa que não nos falta. Mas eu achei por bem ficarmos apenas em 20 músicas, sendo essas tão variadas quanto as próprias escolhas de postagem do Toque Musical. O importante é agradar aos gregos e troianos, misturar mineiros e baianos, alhos com bugalhos. Porém, acima de tudo, festejando sempre a mulher. Parabéns a todas por este dia!

cúmplice – juca chaves
elegia – péricles cavalcanti
mulher – zé renato
tigreza – caetano veloso
mulher brasileira – benito di paula
mulheres – martinho da vila
aí que saudades da amélia – noite ilustrada
eu quero essa mulher assim mesmo – monsueto
todas as mulheres do mundo – marcus pitter
sexo frágil – erasmo carlos
todas as mulheres do mundo – rita lee
eu gosto de mulher – mr. catra
eu gosto é de mulher – ultrage a rigor
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Aniceto do Império – Partido Alto Nota 10 (1984)

Vou aproveitar o fim de semana para atender aos pedidos. Ontem foi a coletânea de compactos da RCA, hoje vamos com o Aniceto do Império e seus convidados. Depois de haver postado aqui o raro lp “O Partido Alto de Aniceto e Campolino“, alguns de nossos frequentadores pediram mais. Daí, vamos como este “Partido Alto Nota 10”, um álbum lançado pela CID em 1984, hoje tão raro quanto o primeiro e como o outro, um discaço! Temos aqui Aniceto muito bem acompanhado pela nata da música negra e do samba. Não precisa nem repetir nomes, tá na capa! Não devemos também esquecer da cozinha que traz José Menezes na viola, violão e cavaquinho, a turma do Conjunto Nosso Samba e o grupo vocal As Gatas.
Taí, um disco nota 10 para um domingo ensolarado (pelo menos para as bandas de cá). Agora é mandar descer a cerveja, os tira gostos e aumentar o volume do som. “Quem fugir dos preceitos vai ficar ‘enquizilado’ e ‘quizila’ de Aniceto não sai com engambelo”.

partido alto
desaforo
é fogo
chega devagar
difícil
ginga de yayá
quando louvar partideiro
enterevista
és partideiro?
quem é teu pai
mulher na presidência
dona maria luiza

Martinho Da Vila – Portuñol Latinoamericano (1980)

Como ontem eu fui de samba e deu ‘ibope’, volto hoje no mesmo espírito… bom… claro, tudo em suas devidas proporções – sem comparações… Este disco do Martinho da Vila eu queria ter postado naquelas duas semanas dedicadas à música latino-americana. Acabei me esquecendo. Mas hoje, procurando um sambista para a postagem, lembrei desse disco que estava no fundo da gaveta (por favor, não me perguntem o que ele estava fazendo lá).
Trata-se de um álbum curioso. Não me recordo de outro sambista que tenha gravado coisa semelhante – samba em portunhol. Aproveitando a onda de popularidade de Martinho da Vila com seus shows em países vizinhos, a RCA resolveu lançar este disco para o mercado latino. Embora o samba tenha bastante aceitação nos países latinos, os produtores acharam por bem mesclar alguns de seus clássicos com temas de outros, como Juan Manuel Serrat e Violeta Parra; criando assim uma mistura de português e espanhol para o agrado do público. O disco era para ficar só no Exterior, mas como os fãs de Martinho no Brasil são muitos, a RCA lançou o disco aqui também. Embora pareça estranho, o disco até que soa bem.
disritmia
pedro ninguém
vas o no vas
renacer de las cenizas
para que dinero
anacaoana
agradeço à vida
tono mayor
canta, canta, canta, gente
a mulher que eu quero
mundo raro

Martinho Da Vila – Batuque na Cozinha (1972)

Em 2003 saiu um pacote com dez álbuns remasterizados do cantor e compositor da Vila Isabel, condensando o talento deste genial artista, não apenas com samba, mas também com ciranda, coco, capoeira, bossa nova, calango e toadas. Passados 5 anos já não encontramos com tanta facilidade esses seus primeiros discos em cd. É como se novamente tudo voltasse ao esquecimento. Todavia temos os blogs, como o Toque Musical, para manter a chama acesa. Como um indicador a mais de que um determinado trabalho ou artista existiu. De que adianta falar da música, fonogramas e registros sonoros se não podemos escutá-los? Pior ainda quando a coisa fica incompleta, apenas de amostra grátis, como se cultura fosse antes um mero produto comercial. Sem dúvida, nada como termos discos originais, obedecendo aos padrões legais. Porém o direito de acesso à cultura, no caso a música, não pode se delimitar dentro de padrões puramente legais e comerciais. O conceito fonográfico industrial e comercial também tem seu lado histórico e contextualizado na cultura musical a partir do século XX. A cultura dominou. Tá dominado…
Vamos então com este lp do Martinho da Vila, o quarto de sua carreira e um dos seus melhores trabalhos.

01 Balança povo
02 Xô, chuva miúda
03 Na outra encarnação
04 Quem lhe disse que eu chorei?
05 Marejou
06 Sambas de roda e partido-alto
07 Batuque na cozinha
08 Maria da hora
09 Onde o Brasil aprendeu a liberdade
10 Jubiabá
11 Saudade e samba
12 Calango longo

Martinho da Vila (1969)

Na dobradinha, vai aqui mais um Martinho da Vila. Me parece que este foi o primeiro disco do cara. Me corrijam se eu estiver errado. Este disco é ainda mais interessante que o outro já postado. Várias faíxas deste lp fizeram muito sucesso nas rádios e na boca do povo. Quem não cantou “O pequeno buguês”, “Prá que dinheiro”, “Casa de bamba”… ? Tá tudo aqui, em versão original, quando o Martinho ainda não usava tanto a técnica de cantar sorrindo. É aquele jeitinho que mata ele (malandrinho!).

Martinho da Vila – Memórias De Um Sargento De Milícias (1971)

Martinho da Vila é outro sambista bastante apreciado. Assim como Beth Carvalho, acho seus primeiros trabalhos bem mais interessantes. É o caso deste álbum lançado em 1977. Nele podemos encontrar um sambista mais voltado para um samba de partido-alto. Ele foi um dos responsáveis pela popularização de um gênero que antes se limitava aos terreiros das escolas de samba. “Segure tudo”, “Menina moça” e “Pode encomendar o seu caixão” são as faixas mais conhecidas. Samba autêntico!