Rubens Bassini E Os 11 Magníficos – Ritmo Fantástico (1961)

Excepcionalmente, estou abrindo espaço para mais uma postagem no dia, esclarecendo um pouco sobre este curioso fato do disco do Rubens Bassini que virou nas mãos da Paladium Raul Ferreira e Seus Ritmistas. É interessante perceber como um disco lançado em 1961, uns quatro anos depois, reaparece com outro nome e em outro selo como se antes nunca tivesse existido. Provavelmente deve ser o que pensaram os responsáveis pelo selo Pawal ao repa$$ar para outros os fonogramas. Tenho certeza que o pessoal da Paladium não se apropriou indevidamente dessas gravações. A coisa não chegava a esse ponto. Como eu havia dito anteriormente, a Bemol/Paladium fazia umas ‘transações fonográficas’ com uma turma do Rio de Janeiro que havia criado um selo, o Coledisc. Eles negociavam matrizes, relançando com outros nomes e capas. Ainda não havia no Brasil um controle de direitos autorais com os de hoje… quero dizer, no sentido técnico da coisa. Provavelmente o Rubens Bassini não ganhou muito com a gravação desse disco e com certeza não viu um centavo estando na pele de Raul Ferreira. Talvez ainda, nem tenha ficado sabendo dessa história (isso para não falar no álbum relançado lá fora, em cd, pela WhatMusic).
Por outro lado, a Bemol ao adquirir as gravações ou matrizes nem devia saber quem era o artista ou quanto este disco havia vendido. Certamente, embora seja um excelente trabalho musical, não deve ter despertado muito interesse na época. Tanto assim que poucos anos depois ele já tinha se transformado em outra coisa.
Amanhã postarei mais um caso, semelhante a este. Confiram também aqui as duas versões. Este disco é tão bom que vale a pena uma dose dupla 😉