Odair Cabeça de Poeta & Capote – Rebuliço (1979)

Olá amigos cultos e ocultos! Pelo que eu vejo, a minha ausência já despertou preocupação. Meu final de semana foi ocupadíssimo por isso na sexta-feira eu preparei uma postagem agendada, mas por alguma razão ela não entrou e eu só percebi isso agora a noite quando cheguei para a postagem do domingo. Estamos atrasados, mas estamos em dia 😉
Vamos na sequência trazendo mais um disco do Odair Cabeça de Poeta e seu Grupo Capote. “Reboliço” é outro dos excelentes álbuns desse artista baiano que sumiu da praça. Há muito eu não vejo (e nem escuto) um disco novo dele. Neste lp, lançado em 1979, o Odair conta com participações importantes como Clementina de Jesus, Vicente Barreto e Oswaldinho do Acordeon. Confiram aí, pois eu aqui já vou indo que amanhã tem mais…

fada faça aquilo
o casamento e o frango
terra
a outra que há outra
não é navio… é um barco
rebuliço
jamais
política do acarajé
doce sonho doce
não deixe de lembrar
big boy
antibiótico

Grupo Capote – No Forrock (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui vou eu começando a semana num pique só. Cheio de coisas por fazer e novamente com o tempo reduzido. Mas não vou deixar a peteca cair. Nossa postagem diária é sagrada! Para despertar mais atenção, eu hoje vou começar trazendo um disco que muitos têm constantemente me pedido, o primeiro do Grupo Capote. Depois de ter postado recentemente um disco do Odair Cabeça de Poeta, achei que seria uma boa repetir a dose, com direito a mais dois dedos de choro. Segue então o “Grupo Capote No Forrock”, sem dúvida, o melhor disco do grupo de Odair. Lançado no início dos anos 70, este álbum trazia como diferencial uma proposta musical até então inédita, a fusão de ritmos nordestinos com a música jovem, o pop/rock. O disco traz dez músicas com letras bem humoradas e descontraídas. Tem composições de Gordurinha, Dorival Caymmi e Tom Zé. Mas o destaque vai para a faixa “A feira”, música que chamou muita atenção pelo seu refrão, que ao ser cantado soava como se tivesse dizendo ‘filha da puta’ e chegou a ser proibida de execução em rádios. Me lembro que esta música era o máximo e toda a vez que gente queria provocar as pessoas era só colocar “A feira” para tocar. E pensar que hoje em dia se ouve em público, alto e em bom som a ‘podrera’ do chamado “funk carioca”. Esta sim é a autêntica feira da puta (ups!), quer dizer, da fruta – com direito a mulher moraguinho, melância, jaca, melão, jaboticaba, mixirica e por aí a fora… Nesta hora é que lembro da minha vó dizendo: onde iremos parar???

Mas enfim, taí o discão tão esperado do Grupo Capote. Este álbum eu guardei comigo por muito tempo, até que recebi uma oferta irrecusável. Na pressa, ripei o disco mas sem perceber que estava em baixa qualidade e também, na época, não me importei em copiar direito a capa. Mas quem tem amigos não passa dificuldades e o que é do homem o bicho não come. Salve o ‘brother’ Ricardo Boi! Valeu a colaboração!
xeque-mate blue
bomlero
carolina vai, carolina vem…
paulada no coqueiro
a feira
forrock
fiz uma viagem
tu tá comendo vrido
eu disse que disse
minha calma espiritual imediata

Odair Cabeça de Poeta – Repolho Podre E Os Rabanetes Delinquentes (1986)

Olá, meus prezados! Antes que a semana acabe, vamos celebrar o Dia do Independente. Como todos sabem, tenho procurado manter um dia na semana para postagem de artistas independentes. Como a nova safra de artistas e bandas têm procurado outros blogs para divulgação ou simplesmente se contentam com o Myspace, eu vou mostrando os independentes do vinil, artistas que um dia deram uma boa banana para as grandes gravadoras e partiram para a produção desvinculada.

Desta vez temos, para a alegria de muitos, o Odair Cabeça de Poeta nos brindando com este álbum independente, cujo o título tem tudo a ver com os anos 80. Felizmente a música não, ela se mantém como sempre, muito boa. Na verdade este foi um dos melhores álbuns de música brasileira lançados em 1986 e ninguém sabe disso (só eu). Todas as composições são do Odair, sendo que algumas em parceria com Paulinho Boca de Cantor e Marina Cortopassi. Um disco no nível dos anteriores. O cara não deixou a peteca cair. Confiram mais este toque 😉
rocambole
quanto a gente caminhou
o índio
repolho podere e os rabanetes delinquentes
novo planeta
toque toque
balanço das ondas
toda a vez que se fala no mar
baton na boca
quegrando esquinas

Odair Cabeça de Poeta – Dragão (1982)

Hoje estou começando bem cedinho, aproveitando o silêncio matinal. Do jeito que o carro anda é até possível termos além desta, outra postagem no dia, vamos ver…
Temos então, mais uma vez aqui no Toque Musical, a figura de Odair Cabeça de Poeta. Só para relembrar, esse cara foi baterista dOs Novos Baianos, tocou com Tom Zé e liderou o Grupo Capote. A ele também é atribuído a criação do estilo chamado “forróck”. Quando Odair começou com seu Grupo Capote, ainda não havia uma linha definida, oscilando entre o pop, o rock e os ritmos nordestinos. Seus dois primeiros discos (que por sinal eu gosto muito), não tiveram muita repercussão. “Feira da fruta” ficou conhecida mais por ter sido barrada pela censura, hoje inclusive é um disco raríssimo. Em breve postarei “A Feira” também, aguardem!
Este disco, conhecido como “Dragão”, embora não seja o nome oficial, pode ser considerado como o seu primeiro álbum solo, sem o Capote. Mesmo assim, o estilão não muda, ele mantém aqui a mesma sonoridade e jeito dos discos anteriores. Quer dizer, muito bom! Como destaque, eu chamaria a atenção para três faixas: “Bibelô chinês”, “Casca de banana” que é de Morais Moreira e Paulinho Boca e a regravação de “Tu tá cumendo vrido” de Gordurinha, presente no primeiro lp, “A feira”. Confiram em primeira mão mais essa raridade.

o dragão que são jorge matou não morreu
samba na lua
balanço das ondas
andaças
distância
tudo vai passando
casca de banana
tu tá cumento vrido
a bruxa
quando o país começa a cantar
bibelô chinês
eu canto prá você
as figuras estão voltando
o dragão

Odair Cabeça De Poeta & Grupo Capote – A Forronática E O Forramba (1976)

Já faz um bom tempo que me pediram para postar mais alguma coisa do Odair Cabeça de Poeta e seu Grupo Capote. Infelizmente, entre um post e outro, acabei esquecendo do cara. Mas não tem nada não… a gente tarda, mas não falha! Falei Marujo?
Temos então este lp de 1976 que vem com o destaque “mulher corintiana”. Me parece que foi o seu quarto álbum. Mantendo o mesmo nível dos discos anteriores, ele faz uma mistura dos ritmos nordestinos com o rock. Segundo contam, Odair Cabeça foi o inventor do forrock, pelo menos do termo que tenta ressaltar essa fusão musical. Ele tocou com Tom Zé e já foi baterista dos Novos Baianos.
tranca da janela
amigos
mariquinha
vazio
feitiço do saci
mundo só
forramba no castelo doido
arrepio do ébrio
isso é bonito
lamento
mulher corintiana