Carlos Augusto – Juro (1961)

Nosso álbum de hoje já estava na web (até eu mesmo já baixei, não me lembro bem de que blog).  Ainda assim, o Toque Musical decidiu também oferecê-lo a seus amigos cultos, ocultos e associados, pois se trata de um produto de qualidade, além de ser bastante raro.  Trata-se de um LP lançado pela Odeon, em 1961, apresentando um dos maiores cantores brasileiros de sua época: Carlos Augusto. Na pia batismal, este nosso cantor chamava-se Carlos Antônio de Souza Moreira. Veio ao mundo em Fortaleza, capital do Ceará, no dia 10 de julho de1933. Foi em sua cidade natal que começou a cantar, na Rádio Iracema. Em 1950, mudou-se para a então Capital da República, o Rio de Janeiro, a fim de estudar no tradicionalíssimo Colégio Pedro II. Nessa ocasião, recebe convite para cantar na orquestra da Boate Night and Day. Pouco tempo depois, fez uma excursão pela região Nordeste do país, como parte de uma caravana de artistas que incluía, entre outros, a eterna “Favorita”, Emilinha Borba, então grande estrela da Rádio Nacional, que contrataria em seguida o nosso Carlos Augusto. Em maio de 1952, sai o primeiro 78 do cantor, pela Sinter, trazendo o fox “Meu sonho de amor” , de Paulo César, e o samba-canção “Briguei com você”, dos irmãos Haroldo e Hianto de Almeida.  Seu primeiro LP, de 10 polegadas, é lançado pela mesma gravadora em 1954, intitulado “O trovador  moderno”. Gravou mais de 40 discos  em 78 rpm, além de 7 LPs como solista, 4 compactos duplos, e participações em álbuns coletivos, sobretudo carnavalescos. Deixou sucessos inesquecíveis, tais como “Icaraí”, “Cigarro sem batom”, “Canção da eterna despedida”, “Negue”, “Esta noite ou nunca”, “Pecado ambulante”, “Vitrine”,  “Noite de saudade”, “Seria tão diferente” e outros mais. Infelizmente, Carlos Augusto morreria de forma trágica, em acidente automobilístico, no ano de 1968, quatro anos após gravar seu último disco, um compacto duplo, na Polydor/Philips. Este “Juro”, que o TM oferece hoje, vem a ser o sétimo e último LP-solo de Carlos Augusto, e depois dele o cantor só lançou compactos. A faixa-título é de Adelino Moreira, que, além de compor para Nélson Gonçalves, também criava números especialmente para outros cantores,como nosso Carlos Augusto. Adelino também comparece com “É mentira” (parceria com Oswaldo França), “Deus sabe o que faz” e “Seria tão diferente” (este, em parceria com Antônio Luna, nessa ocasião também gravado por Núbia Lafayette), todos sambas-canções românticos. Ele regrava aqui “Cigarro sem batom”, de Fernando César, por ele próprio lançado em 1955 como valsa,  em ritmo de bolero no presente LP,  e também revive “Boneca de pano”, expressivo samba de Assis Valente, originalmente lançado em 1950 pelos Quatro Ases e um Coringa. Composições de Ricardo Galeno (“A dor que mais dói”, “Deixa falar”, “Quem dá ordens sou eu”, “O sol da verdade”), Paulo Borges (“Cigarra”) e Cyro de Souza (“Volta”, também gravado na mesma ocasião por Marco Antônio) completam o disco, sem dúvida um dos melhores trabalhos fonográficos do inesquecível Carlos Augusto!
a dor  que mais dói
cigarra
deixa falar
é mentira
juro
quem dá ordens sou eu
boneca de pano
seria tão diferente
cigarro sem baton
o sol da verdade
deus sabe o que faz
volta
.
* Texto de Samuel Machado Filho

Carlos Augusto – Falando Ao Coração (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Acredito que hoje todos estavam esperando por mais uma volume do nosso selo virtual Grand Record Brazil, mais uma postagem com texto do nosso pesquisador Samuel Machado Filho. Infelizmente o GRB ficará para a próxima semana, devido a problemas técnicos. Eu ainda não acabei de instalar todos os programas no meu novo computador. Não tive como produzir a capinha. Mesmo assim, já vou adiantando o que vem por aí. teremos três volumes dedicados à cantora Linda Rodrigues. Querem saber mais? Aguardem! Na próxima segunda, eu prometo 😉
Para compensar a falta, aqui vai um disco para dar ‘ìbope’. Pescado na sorte, temos hoje e mais uma vez o cantor Carlos Augusto, um nome já bem divulgado no Toque Musical. Desta vez, apresento um de seus melhores momentos, “Falando ao coração”, um lp lançado pela Polydor em 1959, com um repertório dos mais interessantes. Os destaques são, sem dúvida, três canções da dupla Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim. Carlos Augusto interpreta neste disco “Canção da eterna despedida”, música também gravada por Orlando Silva; “Sem você”, outra belíssima canção gravada também por Chico Buarque e o clássico samba “A felicidade”, música essa gravada por milhares… Vamos conferir?

súplica
vagabundo
tantas vezes
deus me perdoe
canção da eterna despedida
espelho
icaraí
a noite e a prece
ciúmes
sem você
a felicidade
pecado ambulante

Fantasia E Fantasias (1954)

Em homenagem à nossa terça-feira, dia oficial do Carnaval, estou trazendo uma raridade que cabe bem para a ocasião. Um álbum para fechar com chave de ouro a nossa mostra carnavalesca. Mas não pensem vocês que se trata de mais um disco de 10 polegadas feitos para celebrar a festa de um determinado ano. O que temos aqui é a trilha sonora de um espetáculo audacioso apresentado no Golden Room do Copacabana Palace em 1954, chamado “Fantasia e Fantasias”. Criado e dirigido por José Caribé da Rocha, o ‘show musicado, sem interrupção e sem parte falada’ foi uma produção envolvendo música erudita, dança clássica e popular, samba, carnaval e artistas dos mais diversos. Um elenco de bailarinos, cantores e instrumentistas. A coreografia era de Nina Verchinina. Participavam em cena e como cantores, Doris Monteiro, Helena de Lima, Marisa, Claudia Morena, Carlos Augusto, Luiz Bandeira e o conjunto Quatro Azes & Um Coringa. O espetáculo deve ter sido realmente muito interessante. Na contra capa há um texto descrevendo toda a ação. A peça se divide em dois momentos. Inicialmente temos coisas de Liszt, Rachmaninoff e Kachaturian, abrindo os primeiros minutos do disco. Em seguida, ainda no primeiro lado, o ‘pot-pourri’ envereda para o popular, para o samba e as marchinhas de carnaval.
Taí,um trabalho dos mais interessantes. Uma raridade da qual não existe nenhuma referência publicada na rede. Possivelmente pode ser o último exemplar que restou para contar a história. Felizmente aqui volta a ser revelado. Escutem com outros olhos, ok?

overture
prelúdio
polichinelo
rapsódia sueca
concerto para celo e orquestra
história da maçã
se a lua contasse
serpentina
pierrot apaixonado
caraboo
pegando na chaleira
abre alas
miau, miau
assisti de camarote
marcha do tambor
bica nova
carrasco
mora na filosofia
só eu não
é bom parar
teu cabelo não nega

Carlos Augusto – Negue (1960)

Putz! Já é noite e eu até agora não consegui finalizar esta postagem. São tantas coisas a fazer que eu acabo me esquecendo do que deixei pela metade hoje de manhã. Vou aproveitando a ‘folguinha’ para finalizar a postagem. Esta é mais uma de gaveta que eu recorro. Não era para agora, mas enfim… negue que você não gostou 🙂
Temos aqui, pela segunda vez, o cantor romântico Carlos Augusto neste disco onde ele estréia, de Adelino Moreira e Enzo de Almeida Passos, o famoso samba canção “Negue” – gravado posteriormente por diversos artista como Cauby Peixoto, Agostinho dos Santos e Maria Bethânia. Teve inclusive uma versão punk rock feita pelo Camisa de Vênus. Mas o disco não se resume ao carro chefe, há também outras que eu destacaria como os samba “Quanta saudade”, de Almeida Rêgo e Newton Ramalho e “Farrapo” de Paulo Alves Borges.
Pessoalmente, não é um dos meus intérpretes prediletos, mas não vou negar que o disco num todo é bacana. Diga aí você o que acha…

grito d’alma
regresso
farrapo
pra meu castigo
única solução
felicidade sonhei
negue
quando existe adeus
chega
canção da mulher deixada
quanta saudade
noite da saudade
vitrine (bonus)

Cast Polydor & Orquestra De Henrique Simonetti – Campeões de Popularidade (1958)

Resgatado do fundo do baú, com direito a muita poeira e marcas do tempo, aqui vai o oficial do dia, que obviamente recebeu todo um tratamento necessário do Christopher Rousseau. “Campeões de Popularidade” foi um disquinho de 10 polegadas lançado pela Polydor, reunindo alguns de seus astros e sucessos acompanhados por Henrique Simonetti e sua orquestra. Participam do disco os cantores Agostinho dos Santos, Mário Gil, Wilson Roberto, Arnaldo Rey, Rosa Pardini, Mauricy Moura, Carlos Augusto e Carmen Déa. São músicas em sua maioria versões de sucessos estrangeiros da época. Vale conferir, nem que por curiosidade 😉

nunca jamais – rosa pardini
hino ao amor – mauricy moura
como é bom recordar – carlos augusto
mambo bacan mambo – carmen déa
falam meus olhos – agostinho dos santos
a luz do luar – arnaldo rey
arrivederci roma – wilson roberto
espinita – mario gil

Carlos Augusto – Vol. 1 (1958)

Olá! Pelo jeito, acho que terei que estender por mais uma semana essa mostra alternada entre cantores e musicais. Ainda tenho alguns aqui no baú e gostaria de apresentar a vocês.
Temos então para hoje, Antonio de Souza Moura, ou melhor Milton Moura. Não, melhor mesmo é chamá-lo de Carlos Augusto. Este foi o nome artístico que o consagrou. Descoberto por Ary Barroso, Carlos não demorou muito para chegar ao estrelato. Passou pelas mãos de Almirante, Paulo Gracindo, selando seu sucesso ao lado de Emilinha Borba em ’tourné’ pelo norte do país. Na época em que no Copacabana Palace ele era o ‘crooner’ na orquestra do maestro Copinha, chegou a ter um caso amoroso com a atriz Ava Gardener. Segundo reza a lenda, nosso cantor ‘negou fogo’. Talvez achando que ela fosse muita areia para o seu caminhãozinho. E não era para menos, a mulher era o bicho! Linda e super desejada. Tava todo mundo querendo… hehehe…
O álbum “Volume 1” foi seu primerio long play de 10 polegadas pela Polydor. Difícil de achar informações sobre este artista e seus discos. Neste podemos ouvi-lo, acompanhado pela orquestra do maestro Simonetti, cantando as seguintes e famosas canções…

estória de um amor
como é bom recordar
sublime lembrança
beduino triste
eterno vagabundo
distração
domani
corcovado