Classe A – RCA Victor Coletânea (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu sempre gostei foi de coletâneas. Eram através delas que a gente  podia degustar diversos artistas de uma determinada gravadora. Uma forma de levar ao público os diferentes artistas, misturando os ‘medalhões’ com aqueles ainda pouco conhecidos. O difícil era achar uma coletânea realmente fina, com artistas e repertório de qualidade. Nesse sentido, a RCA sempre brilhou. Acho que talvez até pela qualidade de seu ‘cast’. Em 1975 a gravadora lançou esta coletânea com alguns de seus mais destacados artistas. Acho que nem preciso falar muito, só pela capa se pode ver que o grupo é seleto, só música bacana, sucessos de uma época onde ainda se fazia boa música. Este é mais dos muitos bons presentes oferecidos pelo amigo Fáres, a quem mais uma vez eu agradeço. E vamos nessa que a coisa é boa. Aguardo vocês no GTM 😉

bodas de prata – joão bosco
diacho de dor – maria creuza e antonio carlos & jocafi
pote de mel – carlos walker
jogo da vida – tamba trio
ligia – lucio alves
chega – ivan lins
disritimia – martinho da vila
meia noite – antonio carlos & jocafi
tristeza chama tristeza – eliana pittman
se alguém telefonar – milton carlos
massa falida – cesar costa filho
flicts – sergio ricardo
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Caetano Veloso E Fagner – Tom Jobim E João Bosco – Disco De Bolso (1972) REPOST

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu fiquei tão animado com a coletânea de compactos e achei por bem manter ‘o clima’ também no domingo. Desta vez não se trata de coletânea, mas sim dos dois compactos da série “Disco de Bolso”. Para os que não sabem, o projeto “Disco de Bolso” foi idealizado por Sérgio Ricardo e o pessoal do jornal O Pasquim em 1972. Era uma espécie de revista, com suas folhas em papel jornal, trazendo em seu interior um disco compacto. Neste disco vinham apenas duas músicas, de um lado um artista celebrado e do outro um novato. A ideia, segundo o Sérgio Ricardo, partiu da necessidade de sair de um esquema montado pelo ‘Sistema de Comunicações’, o controle e imposição da televisão. Apenas quem fazia sucesso em festival é que acontecia. Isso, para não falar da mediocridade reinante na indústria fonográfica, apresentando apenas aquilo que fosse realmente vendável. Foi então lançado o primeiro número, trazendo no compacto Tom Jobim e o até então desconhecido João Bosco. Tom apresenta, em primeira mão, a sua recente e inédita criação, “Águas de Março”. João Bosco, o estreante, vem com “Agnus Sei”, despertando a atenção de todos (esse tem futuro!). O segundo disco da série não foi muito diferente do primeiro. De um lado Caetano Veloso canta (ao vivo) “A volta da Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Do outro lado, outro desconhecido até então, Raimundo Fagner. Aqui ele canta uma versão solo de “Mucuripe”, composição sua em parceria com Belchior. A série “Disco de Bolso” ficou mesmo só nesses dois números. O terceiro volume seria (e já estava pronto) Geraldo Vandré e Elomar. O quarto Egberto Gismonti e Geraldo Vandré. Até o quinto já estava planejado, Gilberto Gil e Alceu Valença. Acabaram não vingando por diferentes motivos, mas principalmente por conta da repressão do Governo da época, que via naquele projeto algo bem mais que musical ou artístico. Tendo Sérgio Ricardo e o Pasquim como mentores, tudo isso já era previsível. Em menos de um ano os milicos deram fim ao que podia ter sido uma belíssima coleção.
disco 1
tom jobim – águas de março
joão bosco – agnus sei
disco 2
caetano veloso – a volta da asa branca
fagner – mucuripe

João Bosco Quintet – Live In Nefertiti Jazz Club (2009)

Bom último dia do ano para todos! Aqui estou eu para a postagem final de 2010. Não adianta insistir, eu agora só vou voltar no ano que vem! hehehe… Fiquei ontem pensando com que chave de ouro eu fecharia o ano no nosso Toque Musical. Por certo, discos interessantes é o que não falta. Contudo, eu queria algo que fosse diferente e especial. Parece que o meu amigo Chris Rousseau leu os meus pensamentos e me enviou, entre outras, uma gravação de um show do João Bosco, no famoso “Nefertiti Jazz Club”, em Goteborg, na Suécia. Esta apresentação aconteceu em 2009, bem recente. Neste show ele é apresentado como um quinteto, ao lado de Nelson Faria na guitarra, Ney Conceição no contrabaixo, Kiko Freitas na bateria e Marçal na percussão. A qualidade da gravação é muito boa. Eu acredito, depois de editar todas as músicas, que o registro foi feito ou transmitido por uma rádio local. Na edição eu acabei eliminando algumas falas e anúncios do locutor. Sei que ele comentava de Bossa Nova, Jazz e do próprio João Bosco, mas como era tudo em sueco e em nada acrescentaria para o nosso deleite musical, achei melhor não incluir. Como embalagem para este ‘bootleg’ de primeira linha, criei meio as pressas as capinhas para apresentação. Fiz uma primeira inspirada em capas de jazz europeu e uma segunda, um pouco mais alegre (mais Brasil) com o João portando, numa alegoria, a coroa de Nefertiti. Como fiquei na dúvida na hora da escolha, decidi publicar as duas e deixar que vocês comentem qual está mais agradável.
Hoje parece que tudo está se encaixando, até o fato de ser esta uma gravação alternativa e independente, de acordo com as postagens das sextas feiras. Taí, fechamos o ano com uma bela chave de ouro, que também servirá para abrir a porta de 2011.
Desejo a todos os amigos, cultos e ocultos, brasileiros e estrangeiros e também aos nossos artistas, um FELIZ ANO NOVO! Que a alegria, a amizade e a fraternidade esteja ainda mais presente entre nós. Desejo, de coração, a todos os que me acompanharam, muita felicidade, paz, amor, saúde e sorte. Muita música para espantar a tristeza ou pelo menos acompanhá-la diluindo a dor. Que este toque musical continue batendo em todos os corações. Valeu demais! 🙂

terreiro de jesus
desfinado
a rã
april child
varadero
mulher do amazonas
desenho de giz
coisa feita
linha de passe
trem azul
papel machê
vatapá
vou te contar
nação
prêt-a-porter de tafetá
incompatibilidade de gênios
bala com bala
odilê, odilá – ronco da cuíca
tiro de misericórdia – escadas da penha
águas de março

Samba 80 (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Como informei ontem, nesta semana só vamos ter ‘as boas’. Apenas não decidi ainda se serão as moças das capas ou as músicas de carnaval. Por via de dúvidas, vou mantendo as duas 😉
Olhem só que beleza… quer dizer, olhem só que coletânea boa, muito bem recheada. Não é extamente carnavalesca, mas é autenticamente de samba e carnaval é muito samba, né não? Pois é, temos aqui este álbum promocional, uma produção RCA, reunindo um pouco da sua safra de sambas para o ano de 80. Apreciem com moderação. Amanhã tem mais 😉

beth carvalho – pedi ao céu
conjunto samba som sete – sonho sonhado
joão bosco – sudoeste
tom, miucha e chico – turma do funil
aparecida – ela mandou
originais do samba – cadê maria
martinho da vila – no embalo da vida
joana – diga aí
antonio carlos e jocafi – roça errada
eliana pittman – lenço branco
luiz américo – desabafar
os batuqueiros – o galo da vovó

João Bosco – Linha De Passe (1979)

01 Linha de passe (Paulo Emílio – Aldir Blanc – João Bosco)
02 Conto de fada (Aldir Blanc – João Bosco)
03 Sudoeste (Paulo Emílio – João Bosco)
04 Parati (Aldir Blanc – João Bosco)
05 Patrulhando (Mara) (Paulo Emílio – Aldir Blanc – João Bosco)
06 O bêbado e a equilibrista (Aldir Blanc – João Bosco)
07 Boca de sapo (Aldir Blanc – João Bosco)
08 Cobra criada (Paulo Emílio – João Bosco)
09 Ai, Aydée (Aldir Blanc – João Bosco)
10 Natureza viva (Paulo Emílio – João Bosco)
11 Patrulhando (Masmorra) (Paulo Emílio – Aldir Blanc – João Bosco)

João Bosco (1973)

Este foi o primeiro disco de João Bosco, lançado em 1973, registrando sua parceria com Aldir Blanc, em canções como “Tristeza de uma embolada”, “Nada a desculpar” e “Boi”, entre outras, e incluindo também “Bernardo, o eremita”, com Aldir Blanc e Cláudio Tolomei, além de “Quem será?”, com Aldir Blanc e Paulo Emílio, e “Amon Rá e o cavalo de Tróia”, com Paulo Emílio. Músicas que estão na boca do povo. Destaque para “Bala com bala” que foi gravada por Elis Regina. Disco básico!