Continental 30 Anos De Sucessos (1973)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Olha, vou ser sincero com vocês… estamos em total decadência. Sim, o Toque Musical nunca esteve tão em baixa. E isso se deve a uma série de fatores, a começar por essa plataforma que embora seja perfeita, já não atende aos requisitos que hoje pedem mais interação e imediatismo. As redes sociais, mais especificamente o Facebook e o Youtube passaram a ser a bola da vez. Tudo pode ser encontrado nesses dois ambientes de uma maneira muito mais rápida e interativa e de uma certa forma o interesse do público está mudando, se generalizando. Ampliando os horizontes, mas numa profundidade cada vez mais rasa. Daí, ninguém tem mais saco para acompanhar postagens. O que dizer então quando para se ter acesso ao que se publica aqui precisa antes se associar a um grupo? Sem dúvida, isso é desestimulante e só mesmo que está muito interessado é que encara o jogo. E o jogo hoje se faz muito mais rápido. Demorou, dançou… Por isso, se quisermos nos manter ativos por mais 10 anos, o jeito é acompanhar os novos tempos e implementar novas alternativas. Daí, penso em migrar definitivamente o Toque Musical para o Youtube. Há tempos venho pensando nisso, talvez agora seja a nossa hora. Fiquem ligados, logo o nosso canal vai estar na rede com tudo aquilo que já postamos por aqui. Será um trabalho longo, afinal, repor mais de 3 mil postagens não é moleza. Mas vamos tentar 🙂
Marcando esse momento, eu hoje trago para vocês um álbum triplo comemorativo, da gravadora Continental, lançado lá pelos idos de 1973, ano de uma das melhores safras da indústria fonográfica brasileira. 73 foi o ano em que essa gravadora completou seus 30 anos de atividade e lançou este álbum cujo os discos são de 10 polegadas. São três lps percorrendo todas as fases da gravadora, trazendo os mais diferentes artistas em ordem cronológica. Começa em Vicente Celestino, indo até aos Novos Baianos. São trinta músicas que expressam bem os 30 anos desta histórica gravadora.
Confiram já no GTM 😉

Disco 1
noite cheia de estrelas – vicente celestino
positivismo – noel rosa
implorar – moreira da silva
ondas curtas – orlando silva
brasil – francisco alves e dalva de oliveira
cai, cai – joel e gaúcho
brasil pandeiro – anjos do inferno
é doce morrer no mar – dorival caymmi
mágoas de um trovador – silvio caldas
copacabana – dick farney
Disco 2
felicidade – quarteto quitandinha
flamengo – jacob do bandolim
na paz do senhor – lúcio alves
delicado – waldir azevedo
feitiço da vila – araci de almeida
jura – mario reis
risque – aurora miranda
menino grande – nora ney
linda flor – elizete cardoso
dúvida – luiz bonfá e antonio carlos jobim
Disco 3
tristeza do jeca – tonico e tinoco
fechei a porta – jamelão
dor de cotovelo – elis regina
mas que nada – jorge ben e conjunto de zá maria
o baile da saudade – francisco petronio
nhem nhem nhem – martinho da vila
dela – ciro monteiro
adeus batucada – célia
você mudou demais – claudia barroso
o samba da minha terra – novos baianos
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Paulo Autran – O Pequeno Príncipe (1957)

Verdadeira obra-prima do escritor francês Antoine de Saint-Exupéry (Lyon, 29/6/1980-litoral sul da França, 31/7/1944), “O Pequeno Príncipe”, último livro publicado em vida do autor, em 1943, está em terceiro lugar entre as obras literárias mais traduzidas no mundo, editada em mais de 220 idiomas e dialetos, só perdendo para o Al-Corão e a Bíblia. E seu enredo possui a capacidade de envolver leitores de todas as idades, despertando o interesse em olhar com mais cuidado para o mundo em que vivemos. É difícil não se emocionar com a história do principezinho loiro e frágil encontrado por um aviador (o próprio Exupéry) no deserto do Saara, após cair com seu avião, e vindo do asteroide B-612. Ali, na convivência com o piloto perdido, os dois repensam seus valores e encontram o sentido da vida. E com sérias críticas aos adultos, questionando suas condutas (preguiça, autoritarismo, vaidade, pressa excessiva). Uma história mágica, sensível, comovente, às vezes triste, que, ao cair no domínio público, passou a ser publicada por diferentes editoras, podendo ser encontrada em formatos diversos, até mesmo em edições de luxo e álbuns para colorir! “O Pequeno Príncipe” recebeu inúmeras adaptações, inclusive para o cinema e televisão (quem não se lembra de uma série de desenhos animados que vivia passando no SBT?). E, evidentemente, também chegou ao disco, por iniciativa do incansável Irineu Garcia, dono do selo Festa. E é justamente o LP adaptando a bela e querida história do Pequeno Príncipe, que o Toque Musical oferece com a satisfação de sempre a seus amigos cultos e associados. E esse disco, logicamente, contou com o cuidado de produção habitual da Festa, inclusive com um encarte reproduzindo aquarelas originais que o autor fez para ilustrar sua obra-prima. Lançado em 1957, tem dois autênticos “cobras” envolvidos em sua elaboração: o mestre Tom Jobim, na música, e a narração expressiva de Paulo Autran, sem dúvida um dos maiores expoentes que nossa arte dramática já teve. Tudo feito com a devida autorização da Gallimard, a editora francesa que deteve durante anos os direitos de publicação da obra, até esta cair em domínio público. A voz do Pequeno Príncipe ficou a cargo de Glória Cometh, atriz teatral, e deste disco ainda participam Oswaldo Loureiro Filho (o Acendedor de Lampiões), Margarida Rey (a Serpente), Benedito Corsi e Aury Cahet (a Rosa). Fiel à tradução brasileira de Dom Marcos Barbosa (há outra mais recente, de Frei Betto), o disco repetiu o sucesso do livro, e  teve tantas reprensagens que até desgastaram as madres de impressão! Foi reeditado por doze anos, e chegou ao CD em 1999, sendo um dos títulos mais vendidos em toda a história da Festa. E é agora oferecido pelo TM para alegria de todos aqueles que se comoveram ao ler o livro quando crianças, e também para conhecimento do público que hoje se emociona com esta bela e cativante história, que tanto tem cativado crianças e adultos há pouco mais de setenta anos!

* Texto de Samuel Machado Filho

Coletânea Dayco (1985)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados!  Hoje o TM oferece a vocês um álbum-coletânea que foi oferecido como brinde da Natal aos clientes da antiga Dayco do Brasil. A história da empresa começou em 1967, com a fundação da Fultrac, empresa da família Uliano, e, em 1971, o empresário Abraham Graicar entrou como sócio. Desde o início, a empresa importa, fabrica e distribui produtos destinados à construção civil, à comunicação visual e à arquitetura: selantes de silicone, fitas adesivas, chapas e telhas de policarbonato e alumínio composto etc. Em 1987, a antiga Dayco  mudou de nome, passando a chamar-se Day Brasil, e hoje tem fábricas em Jandira (SP) e Manaus (AM). Treze anos mais tarde, porém, instalou-se no Brasil uma outra empresa com o mesmo nome: a Dayco Power Transmission, fabricante de autopeças (em especial correias automotivas e cabos de ignição), pertencente ao grupo norte-americano Mark IV, fundado em 1905 na cidade de Dayton, estado de Ohio. A atual Dayco é fornecedora das principais montadoras de automóveis do mundo, como GM, Volks, Fiat e Ferrari.  Este álbum que o TM hoje oferece a vocês, portanto, foi produzido sob encomenda da antiga Dayco, hoje Day Brasil, pela Polygram, hoje Universal Music, e possivelmente foi distribuído aos clientes da empresa ás vésperas do Natal de 1985. São dez faixas marcantes e expressivas, colhidas nos vastos e ricos arquivos da gravadora, trazendo um pouco do melhor da música popular brasileira nessa ocasião, por alguns de seus monstros sagrados. Para começar, Mílton Nascimento, o carioca que se criou em Minas,  aqui vem com três faixas: “Coração de estudante” (parceria com Wagner Tiso), “A noite do meu bem”, de Dolores Duran (ambas do disco ao vivo que lançou em 1983), e “Nos bailes da vida” (parceria com Fernando Brant), com a participação do grupo Roupa Nova, lançada originalmente em 1981 no álbum “Caçador de mim”. Edu Lobo, outro notável expoente da MPB, veio com as faixas “Lero-lero” (parceria com Cacaso), com a participação especialíssima do MPB-4,  e “O trenzinho do caipira” (de Heitor Villa-Lobos, com letra de Ferreira Gullar), ambas extraídas do álbum “Camaleão”, de 1978. Caetano Veloso aqui nos traz a belíssima “Você é linda” (do disco “Uns”, de 1983), e mais duas faixas do álbum “Velô”, editado um ano depois: “Podres poderes”, com forte crítica social em sua letra, e “Shy moon”, composta em inglês, que conta com a participação especial de Ritchie, britânico radicado no Brasil, e então conhecido por hits como “Menina veneno” e “A vida tem dessas coisas”. Por fim, o inesquecível mestre Tom Jobim, com duas de suas obras-primas, verdadeiros clássicos de nossa música popular: “Águas de março”, na versão editada em 1973, no disco “Matitaperê”, e a sempre lembrada “Garota de Ipanema”, aqui em versão instrumental (sem a letra de Vinícius de Moraes), gravação feita para o álbum “Antônio Carlos Jobim – The composer of ‘Desafinado’ plays”, que fez nos EUA para a Verve, em 1963, e foi lançado no Brasil pela Elenco. Enfim, uma seleção primorosa e bem feita, sob medida para todos aqueles que apreciam o que é bom.

coração de estudante – milton nacimento

lero lero – edu lobo

você é linda – caetano veloso

águas de março – tom jobim

a noite do meu bem – milton nascimento

podres poderes – caetno veloso

trem caipira – edu lobo

nos bares da vida – milton nascimento

garota de ipanema – tom jobim

shy moon – caetano veloso

* Texto de Samuel Machado Filho

Antônio Carlos Jobim, Francisco Mignone, Dorival Caymmi e Radamés Gnattli – Prêmio Shell Para A Música Brasileira (1984)

Amigos cultos e ocultos, como disse anteriormente, nosso canal de comunicação já está aberto, através da seção de comentários da cada postagem. Agora não tem mais desculpas… Mas por favor, não me venham só com pedidos de reposição de links, pois como informamos no texto lateral do site, não há reposição de links. Esses podem até voltar, mas não me comprometo em fazê-lo de imediato. Quem tiver pressa pode pedir, mas mediante a uma contrapartida, fazendo uma doação ao Toque Musical. Em breve estarei colocando um link facilitador para as doações. Daí, pode ser que as coisas por aqui voltem a funcionar com regularidade.
Segue hoje este lp promocional, que foi lançado em edição limitada, em 1984, patrocinado pela multinacional Shell, em seu evento anual “Prêmio Shell da Música Brasileira”. Este evento foi criado em 1981 e inicialmente era um incentivo a música popular e erudita brasileira, depois se focou apenas na popular. Em 1983 a os promotores culturais desse projeto resolveram lançar este lp, comemorando os 70 anos da empresa no Brasil, trazendo quatro grandes nomes da música brasileira, Antônio Carlos Jobim, Francisco Mignone, Dorival Caymmi e Radamés Gnattli, os ganhadores do prêmio em 1982 e 83.

saudades do brasil – antonio carlos jobim
valsas de esquina – francisco mignone
histórias de pescadores – dorival caymmi
sonatina coreográfica – radamé gnattali
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Antonio Carlos Jobim – Featuring Gal Costa – Live In L.A. 1987 (2015)

Bom dia, caríssimos amigos cultos e ocultos! Depois do show com Nora Ney, Jorge Goulart e companhia limitada, entrei no clima do ‘ao vivo’ e resolvi postar aqui hoje um outro show. Desta vez eu escolhi o Tom Jobim ao lado da Gal Costa em uma apresentação internacional. Um show na América, em Los Angeles, em 1987. Este show virou disco/cd e também dvd, sendo lançado inicialmente no mercado internacional. Recebi uma cópia, esta cópia, que tem aqui seu diferencial, a inclusão de mais músicas e uma edição especial feita pelo amigo culto Denys PR. Ele havia me enviado esse arquivo há mais de um ano. Eu preferi deixá-lo guardado por mais um tempo e confesso, havia até me esquecido. Segue agora assim, sem uma contracapa na apresentação, pois não quero levantar bandeiras (ou no trocadilho, dar bandeira). Sei que ainda há muita gente querendo ganhar encima desse trabalho. Para finalizar esta apresentação, eu reproduzo aqui as palavras do nosso colaborador:

Hoje eu coloco a disposição de vocês o áudio completo em mp3, 41.000 Hz, 320 Kbps retirado do Laserdisc da Polygram Videos – USA. Esse áudio tem 58:03 , sendo que no Cd-áudio comercial foi suprimido 11 minutos do concerto. sumiu duas faixas, as faixas Anos Dourados e Gabriela (Gabriela Suite). Talvez na época do lançamento do Cd não coubesse o tempo total ou por problemas de direitos autorais. Coloquei também a abertura e encerramento do programa que se chama The Jazz Visions Theme. (faixa 1 e faixa 16), idêntico ao laserdisc “Rio Revisited 1987 – Tom Jobim & Gal Costa live in concert at Wiltern Theatre, California”. Aqui vai a lista das músicas:
01 – The Jazz Visions theme – Opening
02 – One note samba
03 – Desafinado
04 – Água de beber
05 – Dindi (com Gal Costa)
06 – Wave (with Gal Costa)
07 – Anos dourados (with Gal Costa)
08 – Gabriela Suite (with Gal Costa)
09 – Chega de saudade
10 – Two kites
11 – Samba do Soho
12 – Sabiá
13 – Samba do avião
14 – Águas de março
15 – Corcovado (with Gal Costa)
16 – The Jazz visions theme – End

 

Brazil – Song & Sound The World Around (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês uma coletânea de MPB produzida pela Philips holandesa para o mercado europeu, em 1976. Este disco, pelo que tudo indica, faz parte de uma série intitulada “Song & Sound The World Around”, um mostruário da música de vários países pelo mundo. Obviamente, material de arquivo da própria gravadora nesses diferentes países.
Para esta seleção ‘Brazil’, vamos encontrar artistas como Tom Jobim, Jorge Ben, MPB-4, Ivan Lins, Nara Leão, Gilberto Gil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Baden Powell e Carlos Lyra em gravações extraídas de discos dos primeiros anos da década de 70. Inclui-se nessa seleção outras gravações, essas dos anos 60. Eis um disquinho interessante, recheado de sambas, que é o forte e o que realmente interessa os gringos.

o mundo encantado do monteiro lobato – jair rodrigues
part6ido alto – mpb-4
apito na batucada – escola de samba da cidade
nordeste, seu povo, seu canto e sua gente – nara leão
afrolatino – carlos lyra
nhá tereza – ivan lins
paz amor e alegria – acadêmicos do salgueiro
expresso 2222 – gilberto gil
caramba galileu da galiléia – jorge ben
bala com bala – lis regina
petit waltz – baden powell
aguas de março – tom jobim
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Francis Albert Sinatra & Antonio Carlos Jobim (1967)

Olá, bom dia a todos! Hoje, domingão, estou trazendo aqui um álbum clássico e histórico. O célebre primeiro encontro de Tom Jobim e Frank Sinatra. Eu estava meio na dúvida se devia ou não postar este lp, afinal, lá fora ele continua sendo produzido. Aliás, há poucos anos atrás, foi lançado um cd com todas as gravações feitas pela dupla para o selo Reprise. A história deste encontro, acho que todos já sabem. Por isso, eu não vou ficar aqui ocupando o meu domingo para chover no molhado. Neste disco vamos encontrar dez músicas, sendo oito de Tom Jobim e por garantia, Sinatra escolheu dois ‘standard’ da música americana, “I concentrate on you”, de Cole Porter e “Baubles, bangles and beads”, de Wright e Forrest. Os arranjos e regência são de Claus Orgerman (acho esse cara fera!). O disco foi lançado logo após as gravações, inclusive aqui no Brasil.

the girl from ipanema

dindi

change partners

quiet nights of quiet stars

meditation

if you never come to me

how insensitive

concentrate on you

baubles, bangles and beads

once i loved

Caetano Veloso E Fagner – Tom Jobim E João Bosco – Disco De Bolso (1972) REPOST

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem eu fiquei tão animado com a coletânea de compactos e achei por bem manter ‘o clima’ também no domingo. Desta vez não se trata de coletânea, mas sim dos dois compactos da série “Disco de Bolso”. Para os que não sabem, o projeto “Disco de Bolso” foi idealizado por Sérgio Ricardo e o pessoal do jornal O Pasquim em 1972. Era uma espécie de revista, com suas folhas em papel jornal, trazendo em seu interior um disco compacto. Neste disco vinham apenas duas músicas, de um lado um artista celebrado e do outro um novato. A ideia, segundo o Sérgio Ricardo, partiu da necessidade de sair de um esquema montado pelo ‘Sistema de Comunicações’, o controle e imposição da televisão. Apenas quem fazia sucesso em festival é que acontecia. Isso, para não falar da mediocridade reinante na indústria fonográfica, apresentando apenas aquilo que fosse realmente vendável. Foi então lançado o primeiro número, trazendo no compacto Tom Jobim e o até então desconhecido João Bosco. Tom apresenta, em primeira mão, a sua recente e inédita criação, “Águas de Março”. João Bosco, o estreante, vem com “Agnus Sei”, despertando a atenção de todos (esse tem futuro!). O segundo disco da série não foi muito diferente do primeiro. De um lado Caetano Veloso canta (ao vivo) “A volta da Asa Branca”, de Luiz Gonzaga. Do outro lado, outro desconhecido até então, Raimundo Fagner. Aqui ele canta uma versão solo de “Mucuripe”, composição sua em parceria com Belchior. A série “Disco de Bolso” ficou mesmo só nesses dois números. O terceiro volume seria (e já estava pronto) Geraldo Vandré e Elomar. O quarto Egberto Gismonti e Geraldo Vandré. Até o quinto já estava planejado, Gilberto Gil e Alceu Valença. Acabaram não vingando por diferentes motivos, mas principalmente por conta da repressão do Governo da época, que via naquele projeto algo bem mais que musical ou artístico. Tendo Sérgio Ricardo e o Pasquim como mentores, tudo isso já era previsível. Em menos de um ano os milicos deram fim ao que podia ter sido uma belíssima coleção.
disco 1
tom jobim – águas de março
joão bosco – agnus sei
disco 2
caetano veloso – a volta da asa branca
fagner – mucuripe

Antonio Carlos Jobim – Jobim (Matita Perê) (1973)

Boa tarde trabalhadores cultos, ocultos e sindicalizados do meu Brasil! Hoje estão todos por conta do atoa. Muitas visitas no Toque Musical, comentários e solicitações. É isso aí… estou gostando de ver. Aos poucos vamos retomando o ‘Ibope’ 😉
Para um dia especial, um disco especial. Estou trazendo aqui um Tom Jobim, que com essa capa eu ainda não vi em ‘outras praças’. Trata-se de um álbum importado, a versão europeia (italiano) de “Matita Perê”, disco lançado simultâneamente nos Estados Unidos e Europa, em 1973. Nesta versão, como capa diferente, ilustrada com uma aquarela do filho, Paulo Jobim. Na versão italiana o disco chama-se apenas “Jobim”. As músicas são as mesmas do disco gravado em New York City, sendo que neste álbum temos também “Águas de março” cantada em inglês. No disco lançado no Brasil não temos essa versão. “Jobim/Matita Perê”, como disse, foi gravado nos Estados Unidos, nos estúdios da gravadora Columbia em Dezembro de 1972. O álbum foi produzido e arranjado por um dos mais importantes arranjadores, o alemão polonês naturalizado americano, Claus Ogerman. Como se não bastasse, Tom contou ainda com um time de feras, começando com os músicos brasileiros João Paulma, na bateria e Airto Moreira na percussão. De estrangeiros, foram escalados Richard Davis e Ron Carter nos contrabaixos; George Devens também percussão; Urbie Green no trombone; Jerry Dodgion, Romeo Penque, Phil Bodner, Don Harmmond e Ray Beckenstein nas flautas. Como maestro, Harry Lookofsky. O repertório traz pérolas que se tornaram ainda mais lustrosas. “Águas de março”, por exemplo, uma de suas mais representativas composições, foi lançada neste lp. Esta música saiu inicialmente em um compacto da malfada coleção “Disco de Bolso”, editada por Sérgio Ricardo, que ficou apenas em dois volumes. Esses compactos, inclusive, foram postados aqui no Toque Musical, mas misteriosamente as postagens foram também excluídas do blog, supostamente pela Equipe do Blogger (eles adoram dar uma de censores). Temos também no repertório, em novas versões, músicas das trilhas dos filmes “Tempo do Mar”, de Pedro Moraes e “Crônica Da Casa Assassinada, de Paulo Sarraceni, essas, inclusive, tiveram como assistente de gravação nos filmes, Dori Caymmi. Como podemos ver, temos aqui uma jóia rara, que agora o TM traz para também ouvir 😉
PS.: Só de teimosia, vou repostar os dois compactos da série (que foi sem nunca ter sido) “Disco de Bolso”, mantendo inclusive o texto original. Hoje os meus amigos ‘trabalhadores’ vão passar bem 😉

águas de marco
ana luiza
matita perê
tempo do mar
mantiqueira range
crônica da casa assassinada
um rancho nas nuvens
nuvens douradas
waters of march

João Gilberto E Antonio Carlos Jobim – Seleção De 78 RPM Do Toque Musical (2011)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Como todos já devem saber, conforme informei em postagens anteriores, nossa segunda feira será exclusiva, com as postagens do ‘selo virtual’ adotado pelo Toque Musical. Para abrilhantar ainda mais nossas postagens, eu convidei um grande comentarista musical, nosso amigo culto, Samuel Machado Filho. Caberá a ele todas as resenhas referente às postagens da segundona. E começa agora 😉

*O Gran Record Brazil nos apresenta doze preciosas gravações, todas com obras e/ou arranjos deste gênio tijucano criado em Ipanema que foi Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 1927-Nova York, EUA, 1994) cuja obra ainda hoje é reconhecida internacionalmente. Para começar, o 78 Odeon de número 14662,com João Gilberto, lançado em abril de 1961. De um lado, o clássico de Caymmi “Saudade da Bahia”, gravação de 10 de março daquele ano, matriz 14663. O outro lado foi gravado um dia antes, 9 de março, matriz 14662, e nele João revive “Bolinha de papel”, outro clássico do samba, este de Geraldo Pereira, original de 1945 na voz dos Anjos do Inferno (você pode ouvir as duas gravações originais dessas obras na coletânea “Os sambas que João Gilberto adora”, também no Toque Musical). O disco serviu de “aperitivo” para o terceiro e último LP que João Gilberto fez no Brasil, que no entanto, só terminou de ser gravado em setembro de 61, dada a ex trema mania de perfeccionismo do gênio baiano. Em seguida, recuaremos dez anos no tempo e conheceremos o primeiro disco de João: ele saiu em agosto de 1952 pela Copacabana com o número 099, e tem dois sambas-canções bem ao gosto da época: “Meia-luz”, de Hianto de Almeida e João Luiz, e “Quando ela sai”, de Hianto de Almeida e João Luiz. Prestem atenção da interpretação do futuro papa da bossa nova, muitos jamais irão notar que é João Gilberto mesmo! Em seguida temos “Manhã de carnaval”, inesquecível clássico de Luiz Bonfá e Antônio Maria incluído no filme “Orfeu negro” (nos cinemas, “Orfeu do carnaval”), produção ítalo-francesa rodada em cores no Brasil e falada em português, vencedora da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de filme estrangeiro. João Gilberto fez seu registro em 2 de julho de 1959, matriz 13623, com lançamento logo em seguida com o número 14495-A. A sexta faixa é a deliciosa “O pato”, de Jayme Silva e Neusa Teixceira, gravação d e 4 de abril de 1960, matriz 14147, lançada em agosto seguinte com o número 14653-A, que na verdade foi feita por João Gilberto para seu segundo LP, “O amor, o sorriso e a flor”. Na sétima faixa, um autêntico “atrevimento” do mestre Jobim ao acompanhar Agostinho dos Santos ao piano em outra música de “Orfeu negro”, “A felicidade”, sua e do poetinha Vinícius de Moraes. A RGE chegou a pôr a gravação nas lojas, em julho de 1959, com o número 10168-B, matriz RGO-1239, mas logo providenciou outro registro com Agostinho, com orquestração de Enrico Simonetti, este o que ficou mais conhecido. Temos depois “Estrada do sol”, que completa a trilogia de composições de Tom Jobim com Dolores Duran, iniciada com “Se é por falta de adeus” e continuada com “Por causa de você”. Este raríssimo registro de Maria Helena Raposo (Mocambo 15211-A, matriz R-939) parece ter sido o primeiro (talvez em março ou abril de 1958, não há indicação exata de mês), e foi incluído também no único LP da cantora, “Encantamento… na voz de Maria Helena Raposo”. A gravação mais conhecida, a de Agostinho dos Santos, é de 23 de maio do mesmo ano, na Polydor. “Frevo de Orfeu”, também do filme “Orfeu negro”, aparece em duas versões distintas, a primeira lançada pela RGE em novembro de 1960 com o nr. 10269-B, matriz RGO-1458, com a orquestra da gravadora (estranhamente não se ouve coro nenhum, apesar da indicação no selo!). A segunda é a original, a cargo de orquestra e coro dirigidos pelo próprio Tom Jobim, registrada na Odeon em 2 de julho de 1959 com lançamento a toque de caixa com o número 14495-B, matriz 13624, e também em compacto duplo intitulado “João Gilberto canta músicas de “Orfeu do Carnaval”, que também tem “Manhã de carnaval”, aqui incluída, além de outras duas não presentes aqui na voz de João, “A felicidade” e “O nosso amor”. Em seguida, uma bela demonstração de como Jobim “pintava e bordava” em termos de orquestração e regência: o samba-canção “Há um deus”, de Lupicínio Rodrigues, interpretado por Dalva de Oliveira, o eterno “rouxinol do Brasil”. Registro imortalizado na Odeon em 6 de maio de 1957, mas que só saiu em outubro seguinte com o número 14259-A, matriz 14737. Para encerrar, temos outro clássico da parceria de Jobim com o poetinha Vinícius: “Se todos fossem iguais a você”, na interpretação de nada mais nada menos que Vicente Celestino, “a voz orgulho do Brasil”, registrada na sua RCA Victor de sempre em 30 de janeiro de 1959 com lançamento em abril seguinte sob número 80-2050-A, matriz 13-K2PB-0581. Notem como Celestino está contido, interpretando a composição de forma correta. A música é do texto da peça “Orfeu da Conceição”, texto de Vinícius e música de Jobim, e saiu pela primeira vez em 1956, na voz de Roberto Paiva, em LP de dez polegadas da Odeon. Desde então, tem sido uma das mais conhecidas e regravadas composições do repertório jobiniano. Ouça , colecione e deleite-se com estes raríssimos registros!

saudades da bahia – joão gilberto
bolinha de papel – joão gilberto
meia luz – joão gilberto
quando ela sai – joão gilberto
o pato – joão gilberto**
a felicidade – agostinho dos santos e tom jobim
estrada do sol – maria helena raposo
frevo – côro e orquestra rge
frevo – tom jobim, orquestra e côro odeon
há um deus – dalva de oliveira e tom jobim
se todos fosse iguais a você – vicente celestino
* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO
** ÚNICA MÚSICA QUE NÃO FOI EXTRAÍDA DE UM DISCO DE 78 RPM (JG- REGISTROS NA CASA DE CHICO PEREIRA)

As Melhores Mulheres – Cantadas Por Um Homem Qualquer Ou Qualquer Homem (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste domingo é vou me dedicar às solicitações e reposição de alguns ‘toques’ que a turma, há tempos vem esperando por aqui. Infelizmente este é um trabalho solitário e amador, o que pede aos que o seguem uma certa paciência. Posso demorar a atender um pedido, mas se estiver ao meu alcance, tá na mão 🙂

Estou trazendo aqui um disco que vale por dois, ou, um disco que teve dois momentos na indústria fonográfica. Lançado inicialmente em 1957, este interessantíssimo lp, cujo o título e subtítulo já dizem tudo, “As melhores mulheres – cantadas por um homem qualquer ou por qualquer homem”. Sim, uma seleção de canções clássicas do nosso repertório popular, com nomes de mulheres. Algo bem parecido com outros discos que eu já postei aqui, como o especial “Há sempre um nome de mulher” e o Lúcio Alves no lp com arranjos de Chico Moraes. Este último foi uma produção do Aloysio de Oliveira, o qual, eu suspeito é também o produtor deste álbum de 57. Aliás, não só o produtor, ele também participa do côro masculino, embora não conste em nenhum momento o seu nome no disco. Este belíssimo lp nos traz apenas as informações de que foram Antonio Carlos Jobim e Orlando Silveira os responsáveis pelos arranjos, músicos e intérpretes não são citados. Curiosamente, já na década de 60, possivelmente entre 62 ou 63, essas mesmas  gravações foram relançadas, através do selo Imperial, da Odeon, como o nome de “Dançando com as garotas”. Já neste relançamento, com uma capa de César Vilela, o disco assume uma outra identidade e passa a ser “Os Guanabara Boys”. Eis aí uma prática comum na Odeon daqueles tempos, que relançava seus velhos álbuns com nova roupagem através do estilismo da Imperial.
Bom, mas seja como for, este trabalho, com nome, sobrenome e apelido é acima de tudo um disco imperdível. Quem ainda não o ouviu, faça-me o favor…

aurora
helena, helena..
zazá
rosa morena
emília
maria
marina
dolores
ai que saudades da amélia
madalena
juracy
um nome de mulher

Coletânea Do Lindenor – Hipopótamo Zeno (2007)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. Infelizmente, para alguns ocultos (metidos a cultos), o dia vai ser babando e roncando na cama (e sozinho), recompensando a noite amarga que passaram como raposas desprezando as uvas. É foda, a inveja é mesmo uma merda! Por certo, não há desculpas para erros, pelo menos para aqueles que conseguem ver uma espinha no rosto na Gisele Bundchen. Depois que inventaram um corretor automático de textos, tem nêgo aí se achando… Eu, não tenho nem como negar, sou um analfabeto buscando aprender a escrever. Mas nessa ‘escolinha’, que mais parece a do professor Raimundo Canabrava (digo, Canavieira), o que tem de aluno ‘colando’ os meus exercícios, não é pouco. Outros, invejando o meu progresso, vão jogando pedras. Mas fazem isso de maneira covarde, ocultos em seus anonimatos. Fazem críticas dessa natureza porque não sabem nada além da espinha na Gisele Bundchen. Mesmo sendo ‘crititica’, não deixam de estar me prestando um favor. Vão aí apontando os meus erros, que eu de cá irei corrigindo. No final, quem fica mesmo ‘bem na fita’ sou eu 😉
Mas, mudando de pau para cacete (ou vice versa), eu quero mesmo é chocolate! Levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima…
Hoje, nosso encontro é com as coletâneas e convidados. Como eu já havia informado anteriormente, os sábados por aqui (até segunda ordem) passaram a ser dedicados às coletâneas, minhas e dos meus convidados. Estou, aos poucos, convidando os parceiros de blogs musicais para nos brindarem com suas seleções. Acho essa ideia bem legal, pois abre um diálogo maior com os colegas, uma forma de interação do grupo e compartilhamento das nossas afinidades. Se você, amigo blogueiro, ainda não recebeu o meu convite, aguarde… eu chego já 😉
Estou trazendo para vocês uma seleção musical feita pelo amigo DJ Mandacarú, do site Hipopótamo Zeno. Ao convidá-lo, por sorte, de imediato ele já tinha uma coletânea prontinha, que fez em homenagem ao seu   falecido pai. Ele até já a havia postado no HZ e fez muito sucesso. Pelas circunstâncias e mais ainda pelo repertório, bem ao gosto do Toque Musical, eu não tive a menor dúvida. Tomei a liberdade de criar essa capinha, usando o nome do Seu Lindenor. É esta mesma a postagem do dia. Reproduzo a baixo a lista das músicas relacionadas conforme a maneira bem original feita pelo nosso amigo. 
1 – Coqueiro Velho, mega sucesso de Orlando Silva em 1940.
2 – Camisola do Dia, ouvida em primeira mão uns seis meses antes de ser gravada, com o próprio Nelson Gonçalves no Clube Recreativo Iguatuense.
3 – Aqueles Olhos Verdes, boleraço com o Trio Irakitan.
4 – You’ll Never Know, com o invejadíssimo Dick Haymes – pela voz e por ter sido marido da Rita Hayworth.
5 – September Song e 6 – Days of Wine and Roses, com o preferido acima de todos Frank Sinatra.
7 – Basin Street Blues, com a preferida acima de todas Ella Fitzgerald.
8 – Canção da Mulher Amada, do único disco do rádio-ator Roberto Faissal, acompanhado pelo Evaldo Gouveia.
9 – Eu e o Rio, com o Miltinho acompanhado apenas pelo violão do Baden Powell.
10 – Canção de Amor, da paixão da vida toda, Elizeth Cardoso.
11 – Go Down Moses, com o Louis Armstrong largando o hot jazz e caindo de cabeça em hinos religiosos.
12 – Devagar Com a Louça, com Os Cariocas, dando roupa nova aos sambas da antiga.
13 – Desafinado, com o Tamba Trio entortando mais ainda a bossa nova.
14 – Saudade do Brazil, pela beleza atemporal da música de Tom Jobim.


Bossa Nova (1985)

Olá amigos! Custei mas cheguei! Meu domingo foi super movimentado, só agora estou podendo ligar o computador. Mas esta vai ser rapidinha. Estou cansado e com sono. Para que o dia não passe em branco, ainda mais um domingo, estou deixando aqui esta coletânea de Bossa Nova da Fontana/ PolyGram. Não tem nenhuma novidade ou raridade, mas sempre agrada.
Confira aí, porque agora eu vou dormir. Zzz……

chega de saudade – tom jobim
brigas nunca mais – elis regina
coisa mais linda – caetano veloso
este seu olhar / só em teus braços – lúcio alvves e sylvia telles
garota de ipanema -os cariocas
ela é carioca – sergio mendes e bossa rio
falsa baiana – joão gilberto
você e eu – nara leão
surf board – roberto menescal e seu conjunto
desafinado – gal costa
o barquinho – tamba trio
você – dick farney e norma bengell

Samba 80 (1980)

Olá amigos cultos e ocultos! Como informei ontem, nesta semana só vamos ter ‘as boas’. Apenas não decidi ainda se serão as moças das capas ou as músicas de carnaval. Por via de dúvidas, vou mantendo as duas 😉
Olhem só que beleza… quer dizer, olhem só que coletânea boa, muito bem recheada. Não é extamente carnavalesca, mas é autenticamente de samba e carnaval é muito samba, né não? Pois é, temos aqui este álbum promocional, uma produção RCA, reunindo um pouco da sua safra de sambas para o ano de 80. Apreciem com moderação. Amanhã tem mais 😉

beth carvalho – pedi ao céu
conjunto samba som sete – sonho sonhado
joão bosco – sudoeste
tom, miucha e chico – turma do funil
aparecida – ela mandou
originais do samba – cadê maria
martinho da vila – no embalo da vida
joana – diga aí
antonio carlos e jocafi – roça errada
eliana pittman – lenço branco
luiz américo – desabafar
os batuqueiros – o galo da vovó

Eles Começaram Assim… (1978)

Bom dia a todos os visitantes cultos e ocultos. Inicialmente eu quero agradecer aos amigos pelo carinho e atenção na passagem do meu aniversário. Sei que falar de aniversário não acrescenta nada de objetivo ao Toque Musical e para a maioria isso é irrelevante ou até sem sentido. Não deveria caber à um blog musical questões como essa, não fosse ele antes de tudo um espaço pessoal (ao qual se permite o acesso público). Como autor do blog, me dou ao direito de fazer dele o que eu quiser, desde que isso não vá contra a moral, a dignidade e o respeito pelo outros. O que eu expresso aqui é apenas a minha visão pessoal. Por fazê-lo público, me exponho e inevitavelmente vou de encontro a todo tipo de sorte. Há os que participam, colaborando de uma forma ou de outra. Há os que criticam e os que crititicam. Há amigos cultos & ocultos e os inimigos também. Mas independente das minhas ‘babaquices textuais’, estou aqui diariamente levando a vocês alguma coisa boa, que são os discos e a música. Compartilho com todos o que tenho de bom, porque o ruim ou mal é fácil de fazer. Destruir é mais fácil que ajudar a construir, imagina construir sozinho… Acho que nem preciso explicar melhor os motivos desta introdução. Quem frequenta o Toque Musical diariamente sabe do que eu estou falando.

Para não render muito assunto, vamos ao que interessa… O disco de hoje é uma coletânea que merece a nossa atenção. Faz parte de uma série criada pela Continental, nos anos 70, chamada “Eles começaram assim…” Segundo o texto da contracapa, a série foi criada com a intenção de ser mais que uma simples coletânea para atrair público. A ideia seria a de apresentar alguns de seus artistas logo em inicio de carreira ou seus primeiros trabalhos por esse selo. O presente álbum seria o de número 22. Confesso que não me lembro de outros volumes e nunca os vi. Imagino que deve ter sido uma bela e rica coleção, considerando o vasto mundo de artistas da gravadora e também por essa numeração. Se alguém aí tiver outros volumes, pode mandar… Pela capa do que temos já dá para saber quem está neste disco, mesmo assim, confiram o que eles cantam:
olha a baiana – orlando silva
agora pode chorar – adoniran barbosa
pode ser? – isaura garcia
seu libório – vassourinha
treme-treme – jacob do bandolin
tambor índio – índios tabajara
não diga não – tito madi
dúvida – luiz bonfá e tom jobim
dá sorte – elis regina
mas, que nada – zé maria e seu conjunto com jorge ben
final- benito di paula
nhem, nhem, nhem – martinho da vila

Bossa Nova – Bossa Instrumental (2009)

Coisa mais estranha desse ‘mundo blogosférico’… não estou conseguindo acessar o blog sem que ele trave completamente. Será que este problema acontece também com vocês ao entrarem no Toque Musical? Pelo jeito, parece que não… ninguém reclamou. Pensei que fosse algum dos recursos que tenho no blog, como o ‘slide show’, o contador de visitas ou mesmo o quadrinho de batepapo. Por via de dúvidas desinstalei o bate-papo, mas o problema persistiu. Por enquanto vai ficando assim. Mas é desanimador. Se alguém puder dar uma luz, seria bom.
Como meu tempo anda curtíssimo, hoje eu vou mandar uma coletânea ‘made in TM’ de Bossa Jazz, que com certeza irá agradar. Eu havia preparado esta seleção musical para presentear um amigo e cheguei inclusive a criar a capinha. Aproveito a ocasião para presentear vocês também.
Temos aqui, rigorosamente selecionados, 14 temas instrumentais clássicos da Bossa Nova, com uma excelente qualidade sonora. Para um sábado bacana como este, nada melhor que esta trilha musical. Confira aí…

diz que fui por aí – meirelles e copa 5
insensatez – tom jobim
samba de verão – roberto menescal
chora tua tristeza – oscar castro neves
inútil paisagem – sergio mendes trio
tema do boneco de palha – rosinha de valença
valsa de uma cidade – dick farney
a morte de um deus de sal – luiz eça
amor em paz – tom jobim
improviso em bossa nova – baden powell
garota de ipanema – sergio mendes & bossa trio
surf board – roberto menescal
você – tom jobim
berimbau – baden powell

Joao, Tom, Vinicius & Os Cariocas – Um Encontro No Au Bon Gourmet (1962) REPOST

E o Carnaval passou… Agora, para curar a ressaca só tomando outra dose. Mas desta vez a panacéia curativa vai ser outra. Cheguei a conclusão que tratamentos homeopáticos nesses casos não resolvem, principalmente depois que o organismo acostuma. Tem mesmo que ser diário! Para os bons entendedores esta introdução tem múltiplos sentidos.
Hoje eu vou fazer diferente, repostando uma gravação que todos já conhecem, “Um encontro no Au Bon Gourmet”. Trata-se de um show, duas noites no restaurante Au Bon Gourmet, no Rio, onde se encontraram as ilustres figuras de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas. Realmente um encontro e tanto, que ainda contou com a presença na ‘cozinha’ de Milton Banana na bateria e Otávio Bailly no contra-baixo. Sob a direção musical de Aloysio de Oliveira, o show foi uma espécie de batismo, a primeira apresentação em público de canções que em pouco tempo se tornariam clássicos da nossa MPB. Este é mais um daqueles históricos registros do começo da Bossa Nova que foi apresentado primeiramente no Loronix. Logo em seguida eu também o publiquei aqui no Toque Musical, criando inclusive uma capinha para ele. Agora eu o trago de volta neste ‘repost’, incluindo o registro da primeira noite (remixada pelo Chris. Merci!) que nas versões anteriores não estava presente. Na verdade não há muitas diferenças entre as duas noites de show. A qualidade do som é até mais precária na primeira apresentação, contudo não deixa de ser um documento sonoro curioso e interessante. Temos assim o registro completo daquela apresentação histórica de 1962…

01. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
Os Cariocas
02. Samba de uma Nota Só (Antonio C. Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim & Os Cariocas
03. Corcovado (Antonio Carlos Jobim)
João Gilberto & Os Cariocas
04. Samba da Bênção (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes
05. Amor em Paz (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
06. Bossa Nova e Bossa Velha (Miguel Gustavo)
Os Cariocas
07. Samba do Avião (Antonio Carlos Jobim)
Tom Jobim & Os Cariocas
08. O Astronauta (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes & Os Cariocas
09. Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
João Gilberto
10. Insensatez (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto
11. Garota de Ipanema (Antonio C. Jobim/V. de Moraes)
João, Tom & Vinicius
12. Devagar com a louça (Haroldo Barbosa/Luiz Reis)
Os Cariocas
13. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
14. Garota de Ipanema /Só Danço Samba / Se Todos Fossem Iguais a Você (Jobim/Vinicius) Todos juntos
.
* o repertório das duas noites é exatamente o mesmo, apenas com ligeiras diferenças e uma música a mais.

A Música Em Pessoa (1985)

Olá! Hoje eu acordei com meus pensamentos na poesia de Fernando Pessoa. Sempre que penso neste poeta me recordo destes versos:
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Diretamente isso não tem nada a ver com as minhas questões como blogueiro ou anunciação de alguma medida radical. Longe disso… Eu apenas recorro ao texto para abrir uma nova temática (ou sair dela) e ornamentar esta postagem que considero especial. Fernando Pessoa é um dos meus poetas prediletos. Sua mensagem me é sempre sinalizadora e aconselhadora.
O presente álbum é foi um projeto criado por Elisa Byington e Olivia Hime no sentido de celebrar o cinquentenário da morte do poeta. A idéia foi convidar alguns dos maiores nomes de nossa música e teatro para musicar e interpretar seus versos. O disco ficou realmente lindo e só pecou pelo fato de não ser um álbum duplo. Temos então os parceiros e os interpretes do grande poeta e seus principais heterônimos (Alvaro de Campos, Alberto Caeiro, Bernardo Soares e Ricardo Reis) confiram…

o rio da minha aldeia – alberto caeiro e tom jobim – tom jobim
segue o teu destino – ricardo reis e sueli costa – nana caymmi
glosa – fernando pessoa e francis hime – francis e olivia hime
meantime – f. pessoa e ritchie – ritchie
emissário de um rei desconhecido – f. pessoa e milton nascimento – eugênia melo e castro
pasagem das horas – álvaro de campos e francis hime – marcos nanini
meus pensamentos de mágoa – f. pessoa e edu lôbo – edu lôbo
livro do desassossêgo – bernando soares, olivia e edgar duvivier – olivia byington
saudade dada – f. pessoa e arrigo barnabé – arrigo barnabé
na ribeira deste rio – f. pessoa e dori caymmi – dori caymmi
cavaleiro monje – f. pessoa e tom jobim – tom jobim
o menino da sua mãe – música de francis hime e intrepretação de marília pêra
quem bate à minha porta – f. pessoa e arrigo barnabé – vânia bastos
cruzou por mim, veio ter comigo numa rua da baixa – música de nando carneiro
interpretação de jô soares

Orfeu Da Conceição – Tom Jobim E Vinicius De Moraes (1956)

Bom dia, boa tarde, boa noite… Começando a ‘segundona’ bem animado, lá vou eu preparando as postagens da semana. Como os cantores da velha guarda sempre fazem muito sucesso por aqui, vou continuar resgatando mais alguns. Porém, para que eu também não me canse de bater nas mesmas teclas, vou alternar as postagens, mesclando entre os ‘gogós de ouro’ alguns musicais e trilhas que gentilmente me foram cedidos pelo autor do blog Trilha Sonora Original. Como ele anda sem tempo para postar suas trilhas, me enviou algumas aqui para a nossa salada mista.
Começo então com “Orfeu da Conceição”, peça escrita originalmente em 1942 por Vinícius de Moraes e musicada em parceria por Tom Jobim para a montagem de estréia em 1956. Este foi o primeiro trabalho de parceria entre os dois. Não vou entrar em detalhes, deixo que vocês os descubram no texto de contracapa, escrito pelo próprio Vinícius.
O disco, lançado também em 56, nos traz a Orquestra Odeon, composta por 35 músicos, regidos por Tom Jobim, o excepcional violonista Luiz Bonfá e o cantor Roberto Paiva. Para completar, temos Vinícius declamando o monólogo de Orfeu. Ilustrando tudo isso, temos ainda a belíssima capa, trabalho de autoria do artista plástico, o pintor Raimundo Nogueira. Sem dúvida, um disquinho maravilhoso. Confiram direito esse toque!

ouverture
monólogo de orfeu
um nome de mulher
se todos fossem iguais a você
mulher, sempre mulher
eu e o meu amor
lamento no morro

O Tempo E O Vento – TSO (1985)

Quando falo da tradição global em tele dramaturgia não é atoa. Aqui temos essa mini-série, que não é exatamente uma novela, mas possui um mesmo formato. Trata-se de uma super produção que foi ao ar em 1985, escrita por Érico Veríssimo e para melhorar ainda mais, a trilha é toda composta e interpretada por Tom Jobim. Realmente um trabalho primoroso, tanto a mini-série quanto o disco. Por essa razão não pude deixar passar este em branco. Tenho certeza que os amigos não vão se importar… Amanhã tem mais novelas para vocês relembrarem. Confiram agora este toque.

introdução
o tempo e o vento
chanson pour michelle
rodrigo meu capitão
um certo capitão rodrigo
minuano
o tempo e o vento
bangzalia
querência – boi barroso
senhora dona bibiana
o tempo e o vento