Bill Doggett – Honky Tonk Popcorn (1969)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Como eu já havia dito, a partir de agora, depois de completar a maioridade com 10 anos de atividades, o Toque Musical abre ainda mais o seu leque de variedades passando a postar também discos e artistas internacionais. Na verdade estarei, neste sentido, postando aqui um pouco da minha coleção pessoal, discos os quais fazem parte da minha modesta coleção de jazz, blues, trilhas sonoras e algumas orquestras. Teremos assim publicações diversas esperando também ampliar o nosso quadro de amigos e visitantes.
Abrindo, trago hoje um discaço que há alguns anos atrás voltou a ser relançado no formato vinil. Estamos falando do excelente “Honky Tonk Popcorn” do genial Bill Doggett, músico americano que atuou por mais de 60 anos no jazz e rhythm & blues. Pianista e organista, tocou ao lado de outros grandes nomes da música americana. Sua gravação mais conhecida é Honky Tonk””, um hit de 1956 que vendeu horrores, alcançando a primeira posição da Billboard por mais de dois meses. Em 1969 ele volta a cena com “Honky Tonk Popcorn”, um delicioso álbum recheado de muito funk, rhythm & blues e jazz. Destaque para funkadaço “Honky Tonk”, música de abertura, colocada estrategicamente na primeira faixa para pegar o nêgo no laço pela orelha. Lp altamente recomendável. Não deixem de conferir 😉

honky tonk
twenty five miles
honky tonk popcorn
slippin’in
cozy corner
corner pocket
make your move
after lunch
mad
a dozy
mister pitiful
turnabout

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Óscar Chávez – Mariguana (1969)

1818

Buenas, amigos cultos e ocultos! Não sei mais nem porque ainda ficamos nessa de perguntar se estão gostando ou não da nossa mostra temática, dedicada aos nossos hermanos latinos. Digo isso porque já nem sei se ainda temos um grande público e também porque a nossa seção de comentários está desativada. Comunicação com a gente, só via e-mail e isso pouco também tem chegado para nós. Uma prova cabal de que essa onda de blog já era. Poucos são aqueles que ainda se aventuram em ‘download’. Aliás, poucos são ainda os blogs e sites que oferecem de mão beijada seus tesouros. E por outra, tudo que um dia já postamos aqui, hoje já está pronto para consumo no site do Youtube. Mas ainda assim blogs como o Toque Musical tem muito a mostrar e na pior das hipóteses não deixa de ser um catálogo, uma referência para aqueles que pesquisam sobre música e discos.
Bom, tenho para hoje este disco sensacional e raro do cantor, compositor e também ator, o mexicano Óscar Chávez. Um artista conhecido principalmente pela sua música de cunho político, crítico e de protesto. Foi um dos expoentes do movimento musical mexicano nos anos 60, conhecido como ‘Canto Nuevo’. Com suas canções apoiou também o Exército Zapatista de Libertação Nacional. Sua discografia inclui dezenas de discos e aqui no Brasil pouco se sabe sobre esse artista. Certamente, por se tratar de um cantor de protesto, deve ter sido censurado nos anos de chumbo aqui no nossa país. Nunca vi nada dele lançado aqui.
“Mariguana” é um álbum lançado em 1969, pela Polydor. Um trabalho de sua melhor fase cujo o repertório traz músicas das mais interessantes e curiosas, tais como a que dá título ao disco, Mariguana, que em espanhol que dizer maconha, uma planta que faz parte da cultura xamânica mexicana (pena que por aqui ninguém conheça). A letra dessa música é ótima. Na verdade o disco todo. Confiram… 😉

la marguana
elisa
san lunes
si estas domida
la milpa
de ranchero a diputado
mariana
la mina vieja
mi juana
el ferrocarril
amigo, amigo

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Roberto De Oliveria – Vivo De Saudades De Você (1970)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados! O álbum que o TM nos oferece hoje é mais um daqueles títulos cercados de incógnitas, dos quais a gente não consegue descobrir muita coisa a respeito de seus intérpretes. É o caso deste “Vivo de saudades de você”, lançado em 1970 pela Polydor/Philips e, ao que parece, o único LP gravado por Roberto de Oliveira. A única coisa que consegui apurar a respeito dele é que seu primeiro disco, lançado em 1969, foi um compacto simples com duas músicas vertidas para o português por Alf Soares : “Sozinho” (no original, “Comme l’habitude”, popularizada em inglês por Paul Anka e Frank Sinatra como “My way”) e “Somente a música ficou (The way it used to be)”.  Curiosamente, nenhuma delas foi incluída neste LP. Mas, pelo menos em sua ficha técnica, há uma curiosidade: o arranjador, apresentado como Pachequinho, é nada mais nada menos que o maestro Diogo Pacheco, aquele que já regeu mais de mil concertos de música erudita e ajudou a popularizá-la no Brasil! Como Pachequinho, inclusive, ele já fez arranjos para cantores do porte de Wanderley Cardoso, Ângela Maria e Agnaldo Timóteo.  Não por acaso, o livro que conta sua trajetória, escrito pelo jornalista Alfredo Sternheim, e publicado em 2010, se intitula “Um maestro para todos”…  Outro item importante deste disco fica por conta de sua produção, a cargo de Eustáquio Sena. Cantor, compositor , violonista e percussionista, ele nasceu na região do Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, e trabalhou bastante tempo na Som Livre, onde, além de trilhas de novelas, produziu álbuns antológicos, como “Acabou chorare” dos Novos Baianos (1972) e “Molhado de suor”, o primeiro trabalho de Alceu Valença (1974). Também gravou discos como intérprete, sendo o melhor deles o álbum “Cauromi” (Epic/CBS, 1980). Eustáquio faleceu em abril de 2007, completamente esquecido pela mídia. Estes dois nomes, pelo menos, credenciam o álbum hoje oferecido pelo TM. Só não foi possível encontrar informações biográficas a respeito de Roberto de Oliveira. Pela seleção de repertório, percebe-se que é um disco feito para atingir a faixa mais popular de consumo, em uma corrente que ficaria mais tarde conhecida como romântico-brega (termo a princípio considerado pejorativo, mas que hoje, nunca é demais lembrar, designa música popular facilmente assimilável). O produtor, Eustáquio Sena, assina quatro faixas: “Tristeza infinita”, “Por que será?”, “Rose Rosemary” e a versão “Também sou criança”. Outra versão incluída neste disco é “O amor é tudo (Love is all)”, popularizada no original pelo cantor britânico Malcolm Roberts em um festival da canção e, em português, por Agnaldo Rayol. Curiosa é também a inclusão, em uma única faixa, de dois clássicos da MPB, apresentados em ritmo de balada romântica: “Malandrinha” e “Chuá chuá”. A dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim comparece com “Um dos dois”, Sidney Quintela vem com a faixa-título, “Vivo de saudades de você”, “Tristeza infinita” e “Por que será”, Carlos Roberto (autor de vários sucessos de Paulo Sérgio e até parceiro em alguns deles) assina a faixa de abertura, “De que vale esta grandeza?”. Ainda mais curiosa é a presença de Jair Rodrigues como compositor, assinando, em parceria com Carlos Odilon, a faixa “À procura de paz”. E olha: até que esse Roberto de Oliveira cantava muitíssimo bem, e chega até a ser uma pena que ele não tenha passado desse LP. E é também de se lamentar a ausência de informações biográficas a seu respeito. Ainda assim, o TM, dentro de sua proposta de preservação da memória musical brasileira, oferece este disco a vocês. E, se alguém tiver informações biográficas sobre Roberto de Oliveira, escreva pra nós. O email, vocês sabem, é toquelinkmusical@gmail.com. Eu e o Augusto, desde já, agradecemos…

de que vale esta grandeza

tristeza infinita

eu não a amo mais

também sou criança

malandrinha – chuá chuá

a procura da paz

rose rosemary

vivo de saudades de você

só sei te amar

porque será

um dos dois

o amor é tudo

*Texto de Samuel Machado Filho

Diana – Uma Nova Vida (1975)

Hoje, o Toque Musical põe em foco uma das cantoras mais populares da década de 1970, representante  da chamada música brega, termo que já foi extremamente pejorativo e negativo, sinônimo de cafona, mas que hoje tem um outro significado, designando música popular de fácil assimilação. Estamos falando de Ana Maria Siqueira Iório, mais conhecida como Diana. Ela é carioca de Botafogo, tendo crescido no do Leblon, e veio ao mundo no dia 2 de junho de 1954, filha de Regina Siqueira e Osvaldo Iório. Sua batalha por um lugar ao sol nos meios artístico-musicais iniciou-se em 1968, quando gravou seu primeiro disco, na Philips, um compacto simples com as músicas “Não me deixe mais” e “Confia em mim”. Um ano mais tarde, grava o segundo single, na Caravelle, interpretando “Menti pra você” e “Sítio do Pica-Pau Amarelo”. Nessa época, ela conheceu um outro cantor que também estava em início de carreira, Odair José, e ambos passaram a viver juntos. Em 1970, Diana é contratada pela CBS, com o objetivo de substituir Wanderléa, que tinha ido para a Philips, e seu compacto de estreia nessa gravadora (selo Epic) trouxe as músicas “Não chore, baby” e “Eu gosto dele”. Passou então a ser produzida por Raul Seixas, futuro ícone do rock brazuca, então conhecido como Raulzito. E ele compôs, em parceria com Mauro Motta, o primeiro grande sucesso de Diana, lançado em 1971: “Ainda queima a esperança” (”Meus parabéns agora/ e feliz aniversário, amor/ Estás feliz agora/ depois que tudo acabou”…). Foi o pontapé inicial para inúmeros outros sucessos, bastante executados pelas rádios AM de cunho popular (o FM ainda engatinhava no Brasil): “Por que brigamos?” (versão de um hit de Neil Diamond, “I am… I said”, regravada até mesmo por duplas sertanejas), “Canção dos namorados”, “Hoje sonhei com você”, “Estou completamente apaixonada”, “Esta noite minha vida vai mudar”, “No fundo de minha alma”, “A música da minha vida”, “Uma vez mais”, “Foi tudo culpa do amor” etc. Diana e Odair José casaram-se oficialmente em 1973, mas já nessa época os dois já viviam às turras, o que desencadeou a conturbada separação do casal, em 1975. Um ano depois, nasceu a filha de ambos, Clarice, e, entre idas e vindas, a união de Odair e Diana só terminou definitivamente em 1981. Conhecida como “a cantora apaixonada do Brasil” e “a voz que emociona”, Diana tem, em sua discografia, nove álbuns, entre LPs e CDs, e inúmeros compactos. A partir dos anos 80, afastou-se progressivamente do disco e da mídia, mas nunca deixou de fazer apresentações por todo o Brasil, continuando a receber os aplausos e o carinho do público. “Uma nova vida”, que o TM hoje nos oferece, é o quarto álbum de estúdio da nossa Diana, lançado pela Polydor/Phonogram em 1975. O  disco traz músicas que diferem substancialmente  dos trabalhos anteriores da cantora, que ainda expressavam fortes reminiscências do iê-iê-iê e da Jovem Guarda. Com a produção dos competentíssimos Jairo Pires e Tony Bizarro (que por sinal assina uma das faixas, “Se você tentasse”, aliás a primeira música soul gravada por Diana), este álbum tem arranjos muito bem elaborados, levando a assinatura de José Roberto Bertrami  (líder da banda Azymuth, que também participou dos acompanhamentos em algumas faixas) e Luiz Cláudio Ramos, que oscilam da MPB à “soul music”. Das doze faixas, sete são de autoria da própria Diana, entre elas a divertidíssima “Lero-lero” (“Vou arranjar um alguém/ que ponha você no chinelo”), por certo a música desse trabalho que mais repercutiu. Outro destaque fica por conta da faixa de abertura, “Ainda sou mais eu”, versão do clássico do reggae “I can see cleary now”, de Johnny Nash.  O curioso é que a faixa-título, “Uma nova vida”, foi composta pelo ex-marido de Diana, Odair José, e gravada originalmente por Rosemary, em 1974, mas o sucesso da música, ironicamente, só aconteceria na voz de Diana! Com essas e outras credenciais, além do impecável padrão técnico de gravação da Phonogram na época, este “Uma nova vida”, além de ser bastante representativo na carreira discográfica de uma intérprete de forte apelo popular, como Diana, é mais um grande álbum que o TM tem orgulho em oferecer, para alegria e deleite de tantos quantos apreciem o que nossa música popular tem de significativo em seu precioso legado!

ainda sou mais eu
lero lero
momentos
vem morar comigo
eu tenho razão
promessa de amor
uma nova vida
eu preciso fazer você feliz
o tempo e a distância
muito obrigada
eu amo você demais
se você tentasse (vem tentar a sorte)

*Texto de Samuel Machado Filho

Blecaute – Don Octavio Henrique De Los Boleros (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste mês de aniversário, minha intenção é manter o Toque Musical como nos bons tempos, com postagens diárias e bem variadas. Não sei de depois eu vou conseguir manter o ritmo, mas tá valendo.. 😉
Hoje temos ‘Don Octávio Henrique de los Boleros”, um nome que para quem não conhece, há de passar como mais um título criado pela indústria fonográfica mexicana, aportando por aqui. Mas esse é apenas um título para um disco do cantor Blecaute. Octávio Henrique era o seu nome de batismo. No início dos anos 60, Blecaute passou a ensaiar em seu repertório alguns boleros cantados em espanhol. Seus produtores, na época, acharam interessante transformar o cantor de samba em cantor de boleros. E deram assim vazão a uma ideia que acabou colando. Produziram este lp num clima bem ‘bolerado’, com boleros autênticos e outros adaptados. Coube ao maestro Gaya todos os arranjos, que conseguiu dar ao disco uma característica bem próxima aos originais latinos. Este lp foi lançado pelo selo Polydor em 1961. Depois saiu pelo selo Philips, curiosamente com uma inversão na arte da capa. Eu acredito que este disco da Philips é o que foi lançado no mercado internacional latino americano, principalmente na Colômbia e no Peru, onde o artista chegou a fazer muito sucesso. Confiram…

ahora seremos felices
palabras de mujer
amor
toda una vida
ay de mi
eclipse
un poquito de tu amor
una mujer
maria bonita
amor y mas amor
hipocrita
una lunera
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Banda Do Canecão – 100 Anos De Samba (1973)

Olá amigos cultos e ocultos! Entramos, enfim, na semana do Carnaval. E logo de saída eu trago este box, uma autêntica festa de carnaval. São três discos, com 131 músicas que ilustram uma boa parte do repertório do samba carnavalesco de todos os tempos. Um trabalho dos mais interessantes lançado pela Phonogram, através de seu selo Polydor, em 1973, ano fértil para a música brasileira. Temos aqui a tradicional Banda do Canecão, que como o próprio nome diz, era a banda da casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, surgida nos anos 60. A banda fez tanto sucesso que acabou sendo contratada do Phonogram. Segundo consta, eles gravaram mais de 20 discos, sempre na ‘atmosfera’ da apresentação ao vivo, numa sequencia de músicas tal qual um pot-pourri. Nesta coletânea homenageando os 100 anos de samba. Uma caixa essencial para quem coleciona discos e mais, para quem quer conhecer um pouco esse vasto repertório. Desta vez, eu nem vou listar as músicas dos discos, são tantas… Confiram esta postagem no GTM. Como sempre, completa, inclusive com imagens do encarte em forma de libreto, que vem acompanhando os discos. E viva o Carnaval!

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Vários – Os Novos Reis Do Ye-Ye-Ye (1966)

Olá amigos cultos e ocultos! A quem possa interessar, amantes da música jovem dos anos 60, aqui vai um lp bem interessante. Uma coletânea da Polydor reunindo alguns de seus principais artistas pops naquele ano de 1966. Vamos encontrar aqui alguns representantes da Jovem Guarda, figuras como Ronnie Von, Maritza Fabiani e os grupos The Brazilian Bitles e Os Santos. Dentro dessa ‘modernidade’ toda, eles acharam por bem incluir outros artistas, não necessariamente da turma JG, mas com a mesma queda para o ‘ye-ye-ye’. Aliás, no ano seguinte a Polydor continuou nesta coletânea de seu cast, lançou mais três volumes reunindo este e outros nomes do daí então ‘Ei-Ei-Ei’. Sem dúvida, um bom mostruário do que a gravadora tinha ná época. Hoje são coisas raras, até porque, alguns desses artistas e gravações nunca mais vieram à tona a não ser atraves da internet, dos blogs e dos usuários do Youtube que publicam coisas assim.

não tem jeito – the brazilian bitles
nào me deixe só – maritza fabiani
canção de protesto – fernando pereira
eve of destruction – os santos
les marionnesttes – orquestra som bateau
you’re got to hide your love away – ronnie von
louco de amor – the brazilian bitles
meu bem – ronnie von
procuro um anjo – maritza fabiani
yesterday – fernando pereira
les cornichons – jacques sasson
a pescaria – orquestra som bateau
vem meu amor – the brazilian bitles
a noite que passou – os santos
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Odair José – Odair (1975)

A quem possa interessar… Tenho aqui um disco do ‘ultrautênticoromantico’, Odair José em disco lançado pelo selo Polydor em 1975. Se eu disser que até então eu nunca tinha ouvido este disco, muitos não irão acreditar. O certo é que já passou muitas vezes na minha mão, mas por algum motivo, nunca caiu no meu prato. Contudo, é um álbum que chama a atenção. Uma capa diferente. Diferente demais, que faz a gente pensar o que será que esse cabra andou gravando. Isso nos dias de hoje, para mim, fica ainda mais evidente e me levou agora a explorá-lo com mais atenção.Sinceramente, eu esperava algo novo, que quebrasse o pragmatismo musical do cantor. Até porque, sei que em outros discos ele tentou fazer isso. Inclusive, parece que o Odair José está com um disco novo na praça. E pelo pouco que li, o cara tá fazendo um som diferente. Preciso ouvir!
Já este disco, cujo o título é apenas “Odair” (inclusive no selo), a música  que posso destacar é “Na minha opinião”, que me lembro, tocava muito nas rádios. Acho que preciso descobrir melhor o Odair José. Quem sabe a gente posta outros discos dele aqui? Eu, realmente, não tenho quase nada de sua discografia

dê um chega na tristeza
foi bom você aparecer
viagem
maluco e teimoso
amigo
eu pago tudo
volte pra mim
ela voltou diferente
cotidiano 1975
de tanta vergonha
medo
na minha opinião
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Bubuska Valença – Um Deus Vagabundo (1980)

Achei uma brecha aqui e vamos nós… direto com um ‘disco de gaveta’, aquele que está sempre de prontidão para cobrir um espaço. Se bem que atualmente os ‘discos de gaveta’ já não preenchem espaços vazios, eles apenas os habitam solitários até que outros venham. Mas é assim mesmo, reflexo do desinteresse, da falta de incentivo e participação. Vou mudar minha vinheta, cumprimentar apenas os amigos ocultos. Ou por outra, de hoje em diante inicio, ‘A Quem Possa Interessar’. E assim sendo, boa noite, a quem possa interessar! E se interessar também, tenho para hoje este lp do cantor, compositor, ator e produtor de inúmeros projetos, o pernambucano, Ivo Rangel Neto, mais conhecido como Bubuska Valença. “Um Deus Vagabundo”, lançado em 1980 pelo selo Polydor, foi seu primeiro disco. Um álbum totalmente autoral. Bubuska está na estrada desde os anos 70. Suas composições já foram gravadas por grandes artistas, entre eles o primo, Alceu Valença. Trabalhou como ator no cinema e no teatro. De lá pra cá gravou muitos discos e se envolveu em variados projetos musicais. Inventou instrumento musical (o tamburetom), Criou trios elétricos aquáticos, com uma embarcação que copia uma caravela, toda feita em madeira (coisa curiosa). Tem também uma plataforma que funciona como um palco flutuante. O cara é mesmo bem criativo. Sua música também reflete isso, mas e principalmente um grande espírito pernambucano. Precisamos dar mais atenção e ouvidos a esse artista. Falo isso até para mim mesmo, pois, confesso, conheço pouco da sua obra. Vamos conferir?

um deus vagabundo
tudo é solidão
mera coincidência
cabesro
seca cantoria
canto derradeiro
tô querendo tá
cão vadio
balaio véio
sem falsa modéstia
três tragos de cachaça
recife prostituta dos poetas
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Orquestra Som-Bateau – Top Hits N. 2 (1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Este disco era para ter sido postado hoje, pela manhã. Acontece que eu sai de casa tão cedo quenem tive tempo. Como o sábado já foi perdido, vamos pelo menos salvar o resto do domingo. Vai aqui a Orquestra Som-Bateau em seu segundo lançamento. Naquele ano de 1966 a Polydor lançou os dois primeiros números, que fizeram muito sucesso junto ao público jovem da época. Um jogada interessante quando não se pode ter os artistas originais, pelo menos naquela época se podia usar as músicas sem muitas retrições. E quando se em mãos uma boa produção, com músicos de primeira linha, o resultado é isso, um disco de qualidade. O repertório certo é a música pop do momento, uma escolha direcionada, apresentando os ‘top hits’ internacionais e alguns nacionais, claro. O que mais me agrada nesse disco é mesmo a sua qualidade de produção e gravação. Ouvindo o lp, de 180 gramas, na minha Shure é que sinto essa diferença.

california dreaming
o bom
esqueça
monday monday
i will wait for you
hanky panky
trini´s tune
black is black
josephine, please no lean on the bell
the more i sse you
cheveux longs et idees courtes
mamãe passou açucar em mim
day tripper
fly meto the moon
..

Raimundo Sodré – Coisa De Nêgo (1981)

Olá amigos cultos e ocultos! Na ligereza do dia aqui vou eu… Variando o variado, aqui vai mais um disco ‘da massa’, do cantor e compositor baiano Raimundo Sodré. Este foi o segundo disco gravado por ele, lançado também pela Polydor, no ano de 1981. Poxa, como o tempo passa de pressa. Esse som ainda está bem presente no meu passado, me lembro como se fosse ontem. Para não estragar o meu prazer, nem vou procurar saber por onde anda o Raimundo Sodré. Espero que ele não tenha entrado como ingrediente na ‘massa’ do bolo baiano que só mesmo na Bahia se consegue consumir. Ele tá sumido, né? Bom, mas o importante é que este é mais um dos seus bons discos, segue mais ou menos a mesma linha do primeiro. Músicas boas, tipicamente baianas sem contaminação e sem serem ordinárias. Muito legal, vale a pena ouvir de novo!

coisa de nêgo
não deixe de sorrir
canto da ‘vorta’ sêca
povo a vista
canto de aprendiz
temperamento latino
realismo fantastico
regaça a manga
desaforo desafio
bebericando
odara odesce
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Osmar Navarro – Este É Osmar Navarro (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Pela milésima nona vez volto a informar ao visitantes: os links para baixar os discos postados aqui estão no GTM (Grupo do Toque Musical). Para ter acesso aos links é preciso estar associado. A associação se faz no próprio site do grupo e deve ser aguardada a sua aprovação. Após aprovada a participação o ‘amigo’ passa a ter acesso a todo o acervo disponível. Como já disse também, os links tem prazos limitados (geralmente 6 meses). Após estarem vencidos eles não mais terão reposição. Quem procura por títulos já vencidos eu poderei até atendê-los, mas será fora do ambiente do Toque Musical, através de solicitação pessoal, por e-mail. Aviso também que para isso, estarei cobrando por um serviço extra, ok?
Dando sequência as nossas postagens eu trago hoje este raro compacto duplo do cantor e compositor Osmar Navarro. Este foi o primeiro disco em 33 rpm gravado pelo artista. Na verdade, este compacto reúne as quatro primeiras músicas gravadas por ele no final dos anos 50, ainda na versão 78 rpm. Neste disquinho, lançado em 1960, um dos primeiros compactos fabricados no Brasil, Navarro nos apresenta quatro sucessos, sendo “Quem é”, a canção mais expressiva e que veio a ser seu ‘carro chefe’. Curioso, existe muita gente que acha que quem canta essa música é o Agostinho dos Santos. Tem a ver com o timbre da voz, certamente…

candidato a triste
encontrei-te afinal
quem é
imaginemos
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Ataulfo Alves – Tradição (1967)

Olá amigos cultos e ocultos! Depois de alguns dias ausente, aqui estou eu novamente, trazendo sempre um velho novo toque musical. E para compensar, nada melhor que um disco inédito ‘nas bocas’ (pelo menos as que eu conheço). Vamos trazendo mais uma vez o grande Ataulfo Alves, figura sempre em destaque aqui no nosso TM.
Temos assim,”Tradição”, um álbum lançado em 1967, pela Polydor. Creio eu que este foi o seu último disco de carreira. Os que vieram depois são gravações antigas, ou registros em apresentações ou coletâneas. Este álbum também não deixa de ter algumas regravações, inclusive na “Polêmica”, uma espécie de pot-pourri que ele fazia em par com a cantora Carmen Costa, em seu disco anterior, o “Eternamente Samba”, de 66. Neste álbum ele traz uma nova “Polêmica”, com outros sambas e ao lado da cantora Diana. “Miraí” e “Requebrado da mulata” foram sambas de muito sucesso e estão presentes na bolacha.. Ele grava também “Quando o samba acabou”, música de Noel Rosa e “Favela”, de Roberto Martins e Valdemar Silva. Bom disco, não deixem de conferir. 🙂

cabe na palma da mão
quando o samba  acabou
requebrado da mulata
miraí
favela
saudade da saudade
nem que chova canivete
polêmica:
infidelidade
o pavio da verdade
nunca mais
errei sim
atire a primeira pedra
fenix
o homem é o cão
gente bem também samba
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Carlos Augusto – Falando Ao Coração (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Acredito que hoje todos estavam esperando por mais uma volume do nosso selo virtual Grand Record Brazil, mais uma postagem com texto do nosso pesquisador Samuel Machado Filho. Infelizmente o GRB ficará para a próxima semana, devido a problemas técnicos. Eu ainda não acabei de instalar todos os programas no meu novo computador. Não tive como produzir a capinha. Mesmo assim, já vou adiantando o que vem por aí. teremos três volumes dedicados à cantora Linda Rodrigues. Querem saber mais? Aguardem! Na próxima segunda, eu prometo 😉
Para compensar a falta, aqui vai um disco para dar ‘ìbope’. Pescado na sorte, temos hoje e mais uma vez o cantor Carlos Augusto, um nome já bem divulgado no Toque Musical. Desta vez, apresento um de seus melhores momentos, “Falando ao coração”, um lp lançado pela Polydor em 1959, com um repertório dos mais interessantes. Os destaques são, sem dúvida, três canções da dupla Vinícius de Moraes e Antônio Carlos Jobim. Carlos Augusto interpreta neste disco “Canção da eterna despedida”, música também gravada por Orlando Silva; “Sem você”, outra belíssima canção gravada também por Chico Buarque e o clássico samba “A felicidade”, música essa gravada por milhares… Vamos conferir?

súplica
vagabundo
tantas vezes
deus me perdoe
canção da eterna despedida
espelho
icaraí
a noite e a prece
ciúmes
sem você
a felicidade
pecado ambulante

Os Cariocas – Passaporte (1966)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não variar, continuo em dívidas com vocês. A lista de solicitações de novos links é bem grande e eu sem muito tempo, acabo deixando acumular. Vão aguardando aí. Eu tardo, mas não falho 🙂

Trago hoje um disco já bem conhecido de todos, possivelmente até postado em muitos blogs. Mas eu nem vou checar para não perder a decisão. Além do mais, tô mesmo sem tempo… Vamos com Os Cariocas em outro belíssimo trabalho, “Passaporte”, lançado pela Polydor em 1966. Aqui encontraremos músicas de Gilberto Gil, Chico Buarque, os manos Marcos e Paulo Sergio Valle e outras mais. Pessoalmente, acho essa a melhor formação do grupo vocal. Talvez até por conta dos repertórios, sei lá…

Desculpem, mas hoje eu estou cheio de reticências. Tão incompleto quanto os links das nossas postagens. É a pressa… é o tempo muito curto. Mesmo assim, vão curtindo aí…

o amor e chama

a banda

razão de voltar

fim de festa

mais vale uma canção

quem me dera um canto feliz

lunk 9

tão doce que é sal

vem cá, menina

amanhã ninguém sabe

marcha de todo mundo

amor até o fim

Orquestra Som Bateau – Top Hits Nº 4 (1968)

Boa noite a todos! Hoje, excepcionalmente, não teremos o Samuel Machado apresentando outro volume do Grand Record Brazil. Por falha minha, não houve tempo hábil para preparar uma boa coletânea de 78 rpm. O GRB Vol. 31 vem amanhã, assim espero…

Para o momento então, trago um ‘disco de gaveta’, assim como fiz ontem. Vamos dessa vez com a Orquestra Som Bateau, ainda na primeira fase, mas já com seu “Top Hits Nº 4”, lançado em 1968. Uma seleção instrumental de músicas nacionais e internacionais que fizeram sucesso naquela década de 60. Quem quiser ouvir, já sabe… dá um toque. Tá na mão, tá no GTM.

quando

hello, goodbye

parole

o solitário

bonnie and clyde

malayisha

l’amour est bleu

anjo azul

musita – there is a mountain

chain of fools

canzone per te

soy loco por ti america

Victor Pilla Orq – Brazilian New Sound (1969)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados. Sem ressaca e de cara limpa, eu hoje estou trazendo um disquinho raro e dos bons. Um álbum pouco conhecido, mas que vale cada uma das duas 12 faixas. Repertório enxuto e de qualidade. Victor Pilla Orq é um nome em discos que eu não conhecia. Depois de muito procurar pela rede, começo a desconfiar que este conjunto/orquestra foi um nome que só aconteceu em disco. Não há na internet nenhuma informação ou pista que nos leve a este conjunto. Assim sendo, esta postagem fica passível de aliterações e está aberta a comentários e informações complementares. Ao invés de ficarmos quebrando cabeça tentando descobrir quem eram, vamos primeiro ouvi-los. Pede aí que a gente toca no GTM e também na WRTM numa nova programação musical 😉

 

correnteza

roda de palmas

sinhazinha

wave

andança

memórias de marta sare

zazueira

meia volta

o cantador

timidez

sá marina

canto de fé

Erasmo Carlos, Jean Carlo, The Clevers, The Youngsters – Compactos Do Toque Musical Vol. 5 (2012)

Boa noite, meus prezados… Voltando ao tempo daquelas ‘tardes de domingo’, aqui vão (no sábado),quatro diferentes momentos da música jovem nos anos 60. Temos aqui reunidos num só ‘toque’, quatro compactos, direta ou indiretamente ligados à Jovem Guarda. Temos, inicialmente o cantor cego, Jean Carlo num compacto duplo, com quatro faixas bem românticas de fazer inveja ao falecido Paulo Sérgio. Melhorando, temos The Clevers que vem de balada italiana e rock twist, também chamada de ‘surf music’ das antigas. Subindo mais um degrau encontraremos The Youngsters, a banda que por muito tempo acompanhou Roberto Carlos, trazendo aqui dois sucessos da música italiana e francesa. Para finalizar temos o Erasmo Carlos, que é o único que não vem de ‘covers’, apresentado dois de seus sucessos dos anos 60.
Taí, quatro compactos para relembrar o tempo das ‘horas dançantes’, morou? Se gostarem, tá na mão! Ou melhor dizendo, tá no GTM 😉

sentado a beira do caminho – erasmo carlos
johnny furação – erasmo carlos
eu nasci pra você – jean carlo
fim de romance -jean carlo
tão solitário – jean carlo
uma casa sobre o mundo – jean carlo
in ginocchio da te – the clevers
raunchy – the clevers
mah-há, mah-ná – the youngsters
je t’aime…moi non plus – the youngsters

Vital Farias (1978)


Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! É, pelo jeito as pessoas continuam entrando no blog sem ler antes as informações e orientações. Ficam pedindo renovação de links, mas nem sabem da existência do GTM. Assim fica difícil… Infelizmente eu não vou poder ficar aqui todos os dias explicando a situação e nem irei enviar links para e-mails pessoais. A coisa toda rola no grupo, no GTM, ok?
Segue hoje na postagem um disco que eu gosto demais e que por muitas vezes pensei em trazê-lo para o Toque Musical. Só não o fiz porque muitos outros blogs já o publicaram, não só este, mas toda a discografia do Vital Farias. Hoje, porém, fui obrigado a lançar mão do álbum, que já estava na gaveta há um bom tempo. Vamos juntos curtir esse belo lp de Vital que é, sem dúvida, um de seus melhores trabalhos, com participações especiais como Tânia Alves, Djalma Corrêa, Ivinho, além dos arranjos de Sivuca e Ronaldo Corrêa, que também é o produtor.
Desculpem, mas a minha pausa do lanche da tarde acabou, deixa eu voltar para a ‘ralação’. Vão conferindo aí… 🙂

canção em dois tempos (era casa era jardim)
o sobreassalto
bate com o pé xaxado
bandeira desfraldada
via crucis da mulher brasileira
alice no curral das maravilhas
deixe de afobação
expediente interno
poema verdade
caso você case
ê mãe
estudo nº 22

Zona Franca – Interpreta As Versões Históricas Dos Beatles (1994)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Aproveitando a folga do almoço, entre uma garfada e um teclada, aqui vou trazendo a postagem do dia. Estou achando ótima essa nova concepção do blog, em conjunto com o grupo, que é restrito. Sei que isso tem criado alguns inconvenientes para os amigos, mas como tudo que se modifica, existe um período de adaptação. Tenho certeza que logo, todos estarão afinados e seguiremos em harmonia aqui no Toque Musical. Volto a falar, quem está se dando mal por aqui são aqueles que se apressam em busca do link, sem ler o cabeçalho do blog. O mesmo vale para quem já está dentro do grupo. Este só existe, desde então, para a distribuição dos links. Embora tenha o nome de ‘grupo de discussão’, não deve ser usado para isso e nem para qualquer outra mensagem. Contudo, qualquer um pode postar mensagens no GTM, mas essas devem se limitar aos próprios links. Deixei essa possibilidade à vocês para que pudessem nos ajudar na reconstituição dos links de antigas postagens, já que todos se perderam na última limpeza do Mediafire. Até então, o único que se prestou a esse trabalho foi o nosso amigo do “300 Discos Importantes”, que repôs no grupo algumas dezenas de links. Quem tiver no GTM e quiser colaborar também com essa reposição, basta apenas enviar o link para o e-mail do grupo, lembrando-se de que o título do e-mail deve ser o mesmo da postagem e ao final, entre paranteses, a palavra em maiúsculo ‘REPOST’. São normas simples que irão facilitar o entendimento e a pesquisa de arquivos no blog.
Falando agora da postagem do dia, tenho aqui para vocês o grupo “Zona Franca”. Este é um conjunto que eu mesmo não conhecia, mas me chamou a atenção pelo fato de estarem tocando músicas dos Beatles. À bem da verdade, são as versões em português feitas na época da Jovem Guarda por figuras como Rossini Pinto; Roberto Carlos; Renato Barros (do Renato e seus Blue Caps); Lilian Knapp (da dupla Lilian e Leno) e Ronnie Von, além de versões mais recentes de Lulu Santos, Fausto Nilo e Rita Lee com Gilberto Gil. Achei curiosa essa coisa de ‘cover do cover’. E o resultado, ao contrário do que eu pensava, ficou, em alguns aspectos, melhores do que antes. Vamos conferir?

feche os olhos (all my loving)
hey jude
meu primeiro amor (you’re going to lose that girl)
eu te amo (and i love her)
menina linda (i should have know better)
quis fazer você feliz (if i feel)
lá vem o sol (here comes the sun)
viver e reviver (here, there and everywhere)
de leve (get back)
michelle
meu bem (girl)
até o fim (you won’t see me)