Coisas De Hoje (1972)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Para não espaçar muito nossas postagens, eu vou trazendo aqui mais um disquinho que tem sido procurado pelos japoneses. Este é outro que está indo para o Japão. Quando dizem que os gringos conhecem mais da nossa música que nós mesmos eu as vezes não duvido. Quais seriam aqueles que hoje pagariam 150 reais num lp como este? Ou ainda, quantos já ouviram ou tem interesse em ouvir este disco? Quantos serão aqueles que irão baixar ou compartilhar este lp? Certamente, pouquíssimos. Mesmo assim, antes de partir para a ‘terra do sol nascente’, vou deixar uma cópia dele aqui para os poucos que ainda acreditam nessa coisa de música e discos.
Temos uma seleção muito boa de músicas variadas, em sua maioria brasileira. tem Caetano Veloso, Moacir Franco, Roberto e Erasmo Carlos, Ivan Lins, Candeia e outros… Um pequeno leque de sucessos daquele final de anos 60, interpretados por um conjunto vocal anônimo, coisa bem comum naqueles tempos onde as gravadoras apostavam em regravações de sucessos com outros músicos, geralmente os de seus próprios estúdio. Projeto essencialmente comercial que de uma certa forma tinha lá seus interessados. Vender sucessos, coisas do momento

namoradinha
detalhes
rumo certo
como dois e dois
vai pro lado de lá
olha em torno e me encontrrás
me deixa em paz
e lá se vão meus anéis
capim barba de bode
deixa que eu vá
eu nunca mais vou te esquecer
a música do meu caminho
.

The Jordans – Edição Extra N. 4 (1969)

Boa tarde. amigos cultos e ocultos! Ainda na onda dos jovens anos 60, aqui vai, para quem interessar, mais disco do gênero. Temos aqui o conjunto The Jordans, também um dos primeiros grupos da onda rock’n’roll, no caso, o rock instrumental, gênero dos grupos do início dos anos 60. Como os The Jet Blacks’s, o The Jordans fez muito sucesso e também acompanhou o Rei Roberto e sua turma da Jovem Guarda. Gravaram vários discos, entre esses a série “Edição Extra”, iniciada em 67, chegando até 1970 com o número 5. Temos aqui o número 4, lançado pela Copacabana em seu selo Som. Curioso é que inicialmente eles gravaram pela mesma etiqueta, depois, no auge dos anos 60 o selo era o Copacabana. Acho que com o declínio da Jovem Guarda eles acabaram voltando para o selo de segunda linha da gravadora. Sem dúvida, nessa altura do campeonato, apesar da competência, eles não souberam se renovar e como a maioria, partiram para o mais popular e acabaram ficando esquecidos. Pessoalmente, prefiro a primeira fase, mas se fosse depender do meu gosto pessoal, muito do que posto aqui não teria entrado. Mesmo assim, The Jordans é um nome que devemos respeitar!

the look of love
tudo passará
soulful stut
morir un poco
obladi oblada
i started a joke
hold me tight
i say a little player
zingara
to sir, with love
f… comme femme
i heard it throug the grapevine
.

Wanderley Cardoso – Perdidamente Apaixonado (1967)

“Posso me considerar um homem feliz, pois consegui realizar a missão a que um dia me propus, e tive a felicidade de estar no momento certo,em que um grupo de jovens, com os mesmos ideais e muito valor, fazia modificar através da música o comportamento de toda uma geração, a nossa Jovem Guarda”. Este depoimento do cantor Wanderley Cardoso, a respeito do movimento musical detonado a partir do programa comandado por Roberto Carlos na TV Record, que durou de 1965 a 1968, define bem o que foi a Jovem Guarda. É justamente o grande Wandeco,  um dos maiores expoentes desse que é considerado o primeiro movimento musical de massa na história da MPB, que o Toque Musical traz de volta, através deste “Perdidamente apaixonado”. Ao contrário do que indica o selo, esse disco na verdade lançado em abril de 1966 (não 67), pela Copacabana, com o número CLP-11462, sendo,por sinal,o segundo álbum-solo do cantor.
Wanderley Conti Cardoso (seu nome completo) veio ao mundo no bairro paulistano do Belenzinho, a 10 de março de 1945. Começou a carreira bem cedo,aos cinco anos de idade, ocasião em que sua mãe, Dona Elvira, levou-o para se apresentar em programas de rádio de São Paulo.  Sua primeira oportunidade em disco surge em 1959, quando,  a convite do acordeonista Mário Zan, grava a “Canção do jornaleiro”, de Heitor dos Prazeres, para o álbum “Brincando de escola”. Mais tarde, começou a mudar de voz e parou de cantar por algum tempo.  Foi bancário e estudante de Contabilidade, formando-se em 1962, trabalhando também no Lanifício Pirituba e ingressando no time de futebol infanto-juvenil do Palmeiras.  Um ano mais tarde, retoma a carreira de cantor, apresentando-se nos programas de TV “Alô, brotos” e “JR show”. Em 1964, grava seu primeiro disco-solo, na Copacabana, um compacto simples em que interpreta “Rosana” e “Deu a louca no mundo”.  Ainda em 64, vem seu primeiro hit maiúsculo, “Preste atenção (Fais attention)”, versão de Paulo Queiroz. Um ano mais tarde, vem o primeiro LP, “O jovem romântico”. Com seu bom mocismo e seus olhos verdes, Wanderley Cardoso era o genro que toda sogra queria ter. Na região Nordeste, ele chegou a ser até mais popular do que o próprio Roberto Carlos, e foi o primeiro cantor brasileiro a aparecer na capa da revista “O Cruzeiro”.  Entre seus maiores sucessos, podemos citar: “O bom rapaz” (sua marca registrada), “Doce de coco”, “Abraça-me forte”, “Minha namorada”, “Socorro, nosso amor está morrendo”, “Meu amor brigou comigo”, “Vou gritar e acordar a cidade”, “Não posso controlar meu pensamento”, “Luzes da avenida”, “Minhas lágrimas”, “Se ela voltar”, “A volta do piquenique”, “Eles precisam saber”, “Fale baixinho” e muitos,muitos mais.  Na televisão, atuou no humorístico “Adoráveis trapalhões”, ao lado de Renato Aragão, Ivon Cúri e do lutador de telecatch Ted Boy Marino, na extinta TV Excelsior, e, um pouco mais tarde, seria uma das figurinhas carimbadas do quadro “Os galãs cantam e dançam aos domingos”, do “Programa Sílvio Santos”,mantendo o romantismo em seus discos e shows. Apresentou também programa de rádio e foi ator de cinema, aparecendo em vários filmes.  Gravou mais de novecentas músicas e vendeu cerca de dezesseis milhões de cópias de seus 84 discos, em toda a carreira. Em 2002,após uma fracassada volta ao disco, tentou suicídio, mas, superada essa fase, um ano depois,virou cantor gospel, dando um novo sentido à sua vida e carreira. Wanderley Cardoso continua em franca atividade, e em seus shows apresenta canções gospel ao lado de seus antigos hits. Aqui, neste que foi seu segundo LP-solo, é apresentado em plena efervescência da Jovem Guarda, com destaque para os hits “Minha serenata” e “Promessa”, este da dupla Roberto & Erasmo Carlos, que Wandeco também interpretou no filme “Na onda do iê-iê-iê”. O curioso é que a versão de “Vaya com Diós” apresentada neste disco (“Deus te acompanhe,amor”) é assinada por Muibo César Cury, parceiro de Teddy Vieira no clássico “João-de-barro”, e o Barroso da dupla com Barreto.  Um grande momento da carreira de Wanderley Cardoso, indispensável para os saudosistas da Jovem Guarda e para os mais novos conhecerem. Bom divertimento!
minha confissão
minha serenata
deus te acompanhe amor
se eu te perder
sou teu
sigamos semmedo
a paz que eu perdi em ti
te esperarei
perdidamente apaixondo
promessa
o mais puro amor
amor e ternura
e você não vem
* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO.

Al Newman E Orquestra – Meu Amor … Você (1960)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Neste domingo que passou o papai aqui resolveu tirar uma folga. Eu normalmente, nessas datas costumo postar algum disco relacionado ao tema da data. Sobre o ‘Dia dos Pais’ eu certamente devo ter algum disco, mas vai ficar para uma próxima…
Ontem eu anunciei no Facebook uma nova postagem do Grand Record Brazil, dedicada à Aracy de Almeida. Para tanto, fiz uma brincadeira, postando uma foto de um show do Prince. Das duas, uma… Ou ninguém entendeu, ou ninguém da minha lista de amigos está querendo ver as minhas publicações. A piada é boa… Vi essa foto do Prince, com um novo visual afro e aquele óculos escuro, ficou a cara da Aracy de Almeida. E para reforçar a ideia, coloquei o Silvio Santos tocando bateria. Acho que ninguém ‘curtiu’, que pena…
Mas voltando às orquestras, temos mais uma que merece a nossa atenção, “Al Newman e Orquestra” Eis aqui outra incógnita que vale comentários. Será que alguém aí sabe quem foi Al Newman? Conheço dois discos dele, ambos pela etiqueta “Som”. Lançados, inclusive, numa mesma época e em estilosas capas forradas em tecido de saco de linhagem. Porém, a figura do misterioso ‘maestro’, que nos sugere ser um artista internacional, creio que não existe. Ou por outra, este deve ser mais um pseudônimo criado pela gravadora, coisa comum naqueles tempos. O certo é que o disco é bem interessante. Um repertório predominantemente de sambas, mas tem lugar para alguns boleros e fox. Pessoalmente, gosto mais do lado do, onde o samba é quem dá a cadência. Não deixem de conferir.

a volta
maldito
capricho
tender is the nigth
para que me enganar
meu amor… você
areia branca
samba da madrugada
piada
leilão
cravo vermelho
é a tua vez de sorrir
houvesse um coração
.

Altamiro Carrilho – Choros Imortais (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na pausa para um lanche, vou logo deixando aqui o disco do dia. Ontem eu cheguei tão cansando que nem me lembrei de publicar o texto da postagem. E só agora estou enviando  o ‘toque’ para o GTM.
Vamos nessa terça feira brava de chorinho, na interpretação magistral do mestre Altamiro Carrilho. Minha ideia era a de postar os “Choros Imortais – N. 1”, seguindo naturalmente a ordem, porém eu não encontrei a tempo o danado do disco. Prometo que numa próxima ocasião postarei o número 1. Sinceramente, não sei qual dos dois é o melhor. Neste segundo disco de choros temos doze pérolas, realmente imortais, brilhantemente executadas por Altamiro, acompanhado pelo Regional de Canhoto e também a Orquestra da gravadora Copacabana.

urubu malandro
sonoroso
aperitivo
o que tu és (três estrelinhas)
flamengo
só para moer
arranca
entre amigos
modulado
espinha de bacalhau
o saci na flauta
.

Silvana E Rinaldo Calheiros – Ouvindo Te Com Amor (1962)

Boa noite, amigos culto, ocultos e associados! Finalmente em casa, apesar de cansado, com fome e com sono. Mas vamos lá… Enquanto tomo um café, vou também fazendo esta postagem. Pelo que parece, o Mediafire está limitando o acesso aos links. Na medida do possível, irei renovando.

O disco de hoje, foi escolhido meio que no escuro, meio que ‘de gaveta’. Mas, com certeza, vai encontrar aqui olhos e ouvidos interessados.Vamos com Silvana e Reinaldo Calheiros, uma dupla pra lá de romântica, que fez sucesso nas rádios dos anos 60. Ao que tudo indica, em 1962, foi lançado pela gravadora Copacabana um compacto duplo contendo quatro músicas. O lp, creio eu, saiu no mesmo ano. Voltou a ser relançado em 68 e posteriormente em 1975. No álbum temos alguns sucessos como “Amor”, de Antenógenes Silva e Ernani Campos; “Agora é tarde”, de Irany de Oliveira e Altamiro Carrilho, além de versões como, “Onde estás coração?”; “Jura-me” e até “Crying”, de Roy Orbison.

amor

teu casamento

amor, fonte da vida

cantando

jura-me

onde estás coração?

agora é tarde

chorando (crying)

romance

eternamente

Edu Leslie (1973)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Estou tendo algumas dificuldades em me adaptar ao novo formato do Blogger. Eles mudaram tudo e eu fiquei pedidão, tendo que reaprender a usar o blog. Mas vamos lá…
Hoje eu estou trazendo um disco muito interessante, um álbum raro que até hoje eu não vi postado em outros blogs. Ganhei de presente de um amigo, ele comprou especialmente para mim, no Mercado Livre pela bagatela de 30 reais! Por ser um obscuro álbum dos anos 70, pouca gente deve conhecer. Nesta época havia um selo da gravadora Continental, o Cash Box, voltado para a música pop. Com um detalhe, música pop cantada em inglês. Foi daí que nasceram diversos artistas brasileiros com pseudônimos que faziam o público acreditar que eram estrangeiros. O responsável por essa jogada era um produtor italiano, Cesare Benvenutti que trabalhou para a Copacabana, coordenando as produções do selo Cash Box. Até hoje tem muita gente que acha que artistas e bandas como Lee Jackson, Light Reflections, Funny Thing, Danny Anderson, Jennifer, Tobruk e mais uma penca de coisas lançadas pelo selo Cash Box, eram estrangeiros. (Já vi até colecionador de MPB desprezar esses discos por achar que se tratava de pop estrangeiro de segunda linha). O certo é que através de Benvenutti, muita música pop estrangeira e também criações nacionais cantandas em inglês fizeram sucesso e a cabeça da moçada na época. Outras gravadoras viriam adotar o mesmo esquema, lançando seus Mark Davis, Morris Albert, Chrystian, Pholhas…
Edu Leslie foi outra criação do italiano. Uma coletânea daquilo que foi lançado em compacto pela Cash Box encarnado por Daniel Taubkin, produtor do Light Reflections e Tobruk e principalmente pianista e arranjador Eduardo Assad, que segundo o próprio Taubkin, foi o responsável pelos arranjos e foi quem pilotou os teclados. Talvez por isso mesmo o disco se chame “Edu Leslie”. Neste álbum iremos encontrar uma surpresa, um disco todo instrumental, com alguns temas internacionais conhecidos, além do autoral, “Funny Bobby (The master of the masters), em arranjos, sinceramente, muito gostoso de se ouvir. Quem é chegado no som de uma Hammond, não pode deixar de ouvir esta coletânea
christine
poetry song
no connection
something in the wy she moves
goodbye, my love, goodbye
we can work it out
long time
along the way
ben
funny bobby
don’t cry
don’t want to say goodbye

 

Osmar Milani – Baile Dos Estados (1959)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje o meu dia está curtíssimo, portanto preciso ser ainda mais breve. Apresento a vocês Osmar Milani e Sua Orquestra, em “Baile dos Estados”. Quem não se lembra dele nos programas do Silvio Santos? Ele era o maestro de confiança do Silvio e atuou ao seu lado por mais de trinta anos. Osmar também esteve com sua orquestra acompanhando cantores famosos como Orlando Silva, Vicente Celestino, Francisco Alves e Silvio Caldas. Trabalhou nas mais diversas emissoras de rádio e viu nascer e acompanhou o crescimento da televisão brasileira. Depois que ele largou o Silvio Santos, passou a se apresentar com sua orquestra em festas, bailes e show por todo o Brasil e alguns países da America do Sul.
O álbum que eu tenho aqui é de 1959, uma fase ainda dourada para as grandes orquestras e seus maestros. Lançado pela etiqueta Som, este lp é mais um daqueles álbuns (raridade total) da gravadora, onde a capa é forrada com um tecido, tipo pano de saco com a estampa aplicada em serigrafia. Acredito que neste conceito de capa eles foram os pioneiros. Não me lembro de nenhum outro disco da época, ou mesmo antes, com uma ideia tão original. O disco teve também uma segunda edição, com capa diferente, lançado no final dos anos 70 pelo selo Beverly.
Aqui no Toque Musical vocês poderão encontrar outro álbum no estilo, Odete Amaral e Cyro Monteiro Jr, “Do outro lado da vida”.
Em “Baile dos Estados” temos um repertório com temas variados, músicas nacionais e internacionais, obviamente, todas em ritmos dançantes. A qualidade do som está associada ao estado do disco, algumas boas, outras melhoradas na medida do meu toque musical. Vale a pena conferir… 😉

rancho fundo
chinchilla
piove
sede de anir
repouso para o trombone
um chorinho no parque são jorge
bikini
vagalume
boola
mine at last
trombone ginga
theme from ‘bell and candle’