Paulo Burgos – Seleções De Portugal (1957)

Olá amigos cultos e ocultos! Dando sequencia a série dos 10 polegadas, eu trago hoje um disco dedicado aqueles que são fãs da música portuguesa. Temos aqui uma seleção com algumas das mais conhecidas música portuguesas interpretadas pelo pianista pernambucano Paulo Burgos em disco lançado pelo selo Mocambo, da fábrica de discos Rozenblit, em 1957. O lp é de faixa contínua, ou seja, não há separação entre as música. Feito assim especialmente para dançar, sem pausa, pelo menos a cada lado. Não vou estender na apresentação, pois o verso da capa já nos traz toda a informação complementar. Confiram já…

ai mouraria
fado do ciúme
madragoa
perseguição
lisboa antiga
coimbra
foi deus
que deus te perdoe
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Rio Carnaval Do Brasil 64 (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! O carnaval continua por aqui. Saímos de 1976 e vamos agora para o ano de 1964. Uma década ainda melhor, na minha opinião, para as fantasias musicais carnavalescas. E neste álbum, lançado pela Rosenblit, através de seu selo Mocambo para o Carnaval de 64, temos uma seleção de 14 sambas e marchas, interpretadas aqui também por grandes artistas como Nora Ney, Jorge Goulart, Aracy de Almeida, Linda Batista e outros. Vamos lá, cair na folia?

a india vai ter nenem – dircinha batista
devo a você – jorge goulart
mulher boa é quem manda – ivete garcia
quis fazer de mim palhaço – orlando corrêa
devagar – aracy de almeida
a hora é essa – gracinha miranda
deus é testemunha – nora ney
quem gosta de passado é museu – linda batista
a bola do maracanã – gilda de barros
cabeleira do zezé – jorge goulard
na hora que você precisou – zilda do zé
eclipse – orlando corrêa
o outro lado da vida – gilda de barros
de copo na mão – ivete garcia
tomara que seja você – nora ney
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Martins Da Sanfona – Quadrilha (196..)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Dando sequencia à nossa semana dedicada às comemorações das festas juninas, eu trago hoje um autêntico disco de quadrilha. Certemente, muitos de vocês estarão envolvidos nas festividades do mês. Assim, vamos conhecer e levar este toque para as nossas festas. Taí uma boa trilha para animar a noite em volta da fogueira.
Temos aqui “Quadrilha”, lp lançado pela fábrica de discos pernambucana Rosenblit, através de seu selo Mocambo, trazendo o sanfoneiro Martins da Sanfona, também conhecido como Tony Martins e ainda Toinho da Sanfona. Este artista gravou vários discos entre as décadas de 50 e 60, sempre explorando o gênero forrózeiro, autêntico noirdestino. Certamente, a quadrilha de festa junina aqui tem todo o tempero nordestino, mas  não foge muito ao modelo tradicional, espalhado por diferentes regiões brasileiras. tem fogueira, tem quentão, tem rojão… e de quebra, traz na contracapa todo o roteiro de direção da quadrilha. Muito legal!

os cumprimentos
o passo da chuva
dança do xís
a dança da roda
o túnel
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Claudette Soares – A Dona Da Bossa (1987)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Geralmente, quando estou fazendo alguma postagem, tenho sempre ao meu lado alguns ‘cúmprices-críticos’ dando seus ‘pitacos’, antes mesmo de ver a coisa publicada. Nessa semana já criticaram (em tom de gozação) o fato de eu estar postando um disco da cantora Carmen Silva. Gritaram da cozinha: “olha o público!” Caraí.., parece até que não conhecem o Augusto aqui e seu Toque Musical! Muito menos a máxima: “Um lugar para se ouvir música com outros olhos”. Agora, ouvi lá da sala a mesma voz dizendo (também em tom de gozação): “aí, heim? se redimindo…” Sinceramente, essa eu não entendi…
Bom, vamos toque… hoje eu trago para vocês a cantora Claudette Soares em seu primeiro lp. Na verdade, trata-se de um relançamento feito nos anos 80 através do selo Imagem, do lendário Garoto da Lua, Jonas Silva. Como já disse, em outra ocasião, Jonas criou esse selo para lançar, em especial artistas e discos de jazz. Relançou diversos álbuns, alguns inclusive nunca tiveram antes lançamento no Brasil. Na década de 80 ele relançou entre outros este que foi o primeiro lp gravado pela cantora Claudette Soares. O álbum originalmente saiu em 1964 pelo selo pernambucano Mocambo, gravadora a qual Jonas também trabalhou como produtor musical. O lp saiu com uma capa diferente, com a foto recortada e sem o título original. Ao que parece este relançamento foi bem oportuno, pois veio numa fase de ostracismo da cantora e resgatava um de seus mais belos trabalhos. Aqui encontraremos um repertório essencialmente de bossa nova e para época, da melhor qualidade. Quem ainda não ouviu, faça-me o favor…

pra que chorar
azul contente
samba do avião
sem você
ah, se eu pudesse
tristeza de nós dois
garota de ipanema
samba só
crediário do amor
bossa na praia
evolução
conselho a quem quiser voltar

Orquestra Sonora Tropical – Chacrinha Apresenta A Orquestra Sonora Tropical (196?)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! Já que retomamos às postagens, as solicitações voltaram com força total. Se bem que há muitas onde eu só poderei ajudar se a pessoa se associar ao GTM. Infelizmente ainda existem aqueles que se precipitam e não lêem as informações e orientações do blog. Aos demais, peço que aguardem com paciência. Todos serão atendidos, ok?

Mantendo o espírito de curiosidade, estou trazendo para vocês este raro álbum da Mocambo. Vejam que interessante, “Chacrinha apresenta a Orquestra Sonora Tropical”. Logo de relance me chamou a atenção. Mesmo não entendendo bem a razão do nome do Chacrinha está neste disco, apesar do texto de contracapa que o coloca como uma autoridade no assunto musical. Realmente, o Abelardo Barbosa era, mas creio que acima de tudo era um chacrinha, o Chacrinha. Esperaria dele uma seleção musical mais popular, num universo mais diversificado de artistas, como era comum em seus programas. Música orquestral soou assim meio que esquisito, não parecia ser a praia dele. A tal Orquestra Sonora Tropical ao que parece só gravou este disco, que por sinal nem data de lançamento eu encontrei. A Orquestra, todavia é muito boa. A qualidade da gravação ficou um pouco a desejar. Um repertório variado. Duas faixas me deixaram muito curioso para ouvir logo esse disco, “Ensinando Bossa Nova” (Blame It On The Bossa Nova) e “Garota de Ipanema”. Se a primeira já não tinha bossa, a segunda então, nem se fala, virou um tremendo chachacha. Mesmo assim, vale a pena conhecer essa raridade…

ensinando bossa nova

doce amargura

garota de ipanema

sonhar contigo

non ci credo

amor sincero

coeur blesse

tudo de mim

al di la

chariot

roberta

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Renato Mendes E Seu Orgão (1962)


Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Desculpem as minhas falhas. Sei que tenho esquecido de dar aquele toque no GTM e as vezes até a postagem! Pois é, empresa onde só tem um funcionário só pode dar nisso. Mas vamos, dentro das minhas possibilidades, fazendo o impossível 😉

Para aplacar as furadas, hoje eu estou trazendo um disco super bacana, pura raridade que eu, até hoje, nunca vi postado em outro blog. Temos aqui um dos maiores tecladistas brasileiros. Digo tecladista, mas no melhor dos bons sentidos, como um artista que domina todas as teclas. Renato Mendes é na verdade um organista, talvez o maior do Brasil. Mestre de muitos outros grandes organistas. Encontrei na rede um curioso anúncio de aulas de orgão eletrônico, no qual segue num longo texto, um relato do instrumentista professor, falando de seu mestre Renato Mendes. Por aí a gente já faz uma ideia de quem foi este músico. Mais uma vez, digo ‘foi’ sem saber ao certo a situação de Renato Mendes. Ele tem outros discos ótimos. No blog Vinyl Maniac há um excelente, “Orgão de Vanguarda”, lançado em 1965. “Electronicus” também é outro disco imperdível (em breve irei postá-lo aqui). A gravadora pernambucana lançou em 1962 este álbum que agora eu apresento a vocês. O lp teve também uma outra capa e o título de “Sambando com Renato Mendes e seu Orgão”. Só não sei qual foi lançado primeiro. O certo é que no disco iremos encontrar um repertório de sambas e outras bossas reinantes naquele começo dos anos 60. Renato vem acompanhado por bateria, baixo e um saxofone que dá um tom jazzístico ao trabalho. Um belíssimo disco. Valeu a pena esperar…

o barquinho

nossos momentos
céu e mar
cheiro de saudade
a noite do meu bem
gimba
poema das mãos
zelão
ternurinha
esquecendo você
copacabana
o apito no samba

Ary Toledo, Geraldo Vandré, Ana Lúcia, Os Cariocas, Paulinho Da Viola & Zé Kéti – Compactos REPOST

Para o nosso domingo ser mais feliz, passamos de quatro para seis compactos. O bom de colocar assim é que podemos ter uma maior variedade, agradando ‘gregos e troianos’. No caso da postagem de hoje, quero primeiramente agradar a mim mesmo – estes moram no meu repertório de assobios e cantaroladas. Isto também para não dizerem que por aqui só rola coisas estranhas. Na verdade a única coisa estranha aqui sou eu, hehehe… Muito estranho… vou da água ao vinho, da sopa ao mingau. “O importante é que a nossa emoção sobreviva!”

Então, temos na postagem do dia, seis compactos super bacana: Ary Toledo, nos tempos em que ele cantava mais do que fazia piadas. O quarteto Os Cariocas, sempre com muita bossa. Geraldo Vandré num compacto simples com duas músicas que fizeram parte da trilha sonora do filme “A hora e a vez de Augusto Matraga”. Segue outro Vandré ao lado da cantora Ana Lúcia numa gravação e compacto que é raridade total. Temos também o Paulinho da Viola num compacto duplo com quatro pérolas de sua autoria. E para finalizar, temos o Zé Kéti num compacto simples da Rosenblit. Este último disquinho traz a faixa “Acender as velas”, música esta que não consta no seu lp da mesma gravadora. Acho até que amanhã irei postar o álbum, assim a semana começa ‘nos trinques’. Podem aguardar… 😉
Ary Toledo
maria clara
o que será que as outras tem que a linda não tem
+
Geraldo Vandré
cantiga brava
modinha
+
Geraldo Vandré & Ana Lúcia
samba em prelúdio
você que não vem
+
Os Cariocas
minha namorada
nem o mar sabia
+
Paulinho da Viola
foi um rio que passou em minha vida
nada de novo
ruas que sonhei
sinal fechado
+
Zé Kéti
máscara negra
acender as velas

Noite Ilustrada – Cara De Boboca (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo para vocês o “Cara de boboca”, disco gravado pelo Noite Ilustrada em 1960. Este álbum, eu há muito tempo queria tê-lo postado, só não o fiz antes porque o álbum que eu tinha, embora ‘zero bala’ (novinho), apresentava um defeito de prensagem no lado B. Consegui, dias atrás, um outro exemplar, também muito conservado. Mas foi só eu colocar o disco no prato e tocar para perceber que o tal erro de prensagem também aparecia. Procurei na rede pelo álbum e baixei, por sinal é ainda o mesmo arquivo do Zeca Loronix se replicando por aí. Mais uma vez constatei que o erro era geral. Através de um amigo que conheceu o Noite Ilustrada, fiquei sabendo que este disco, na primeira prensagem, tinha mesmo um defeito nos sulcos. Quando eles deram conta disso, muitos já haviam sido vendidos. Diante ao inevitável e considerando que eu já estava no embalo de postá-lo, o jeito foi recorrer ao Sound Forge para tentar dar uma reduzida no problema. Não ficou 10, mas deu para passar na média.
Entre tantos discos lançados pelo Ilustrada, este é talvez o que eu mais gosto. Um disco cheio de sambas sincopados que mesmo o mais insensível é capaz de bater o pezinho. As letras também são ótimas, histórias de malandros, sambistas, gente do morro… a realidade daqueles tempos caricaturada no samba.
Outro fato interessante neste exemplar é uma dedicatória com autógrafo feito a caneta no verso da capa pelo Ilustrada ao seu amigo, o Sr Nicolino Del Bosco. A minha curiosidade me fez então procurar na rede sobre o tal Nicolino. Descobri que ele foi um colecionador de artistas. Um santista apaixonado pelo cinema e a música, que começou ainda na juventude se corresponder com seus artistas prediletos. Ele se correspondia com os grandes artistas de Hollywood e foi cicerone de muitos que passaram por Santos, vindos de navio conhecer o país. Segundo contam, ele tinha um acervo enorme de fotos, cartas, discos… Era amigo de Carmen Miranda e de praticamente todos os grandes artistas brasileiros, das décadas de 30 aos anos 60. Li num site que esse senhor, ainda vivo, pretendia passar o seu acervo para alguma entidade cultural da cidade de Santos. Não sei se isso foi feito, se existe na cidade algum museu ou coisa parecida preservando seu rico material. Provavelmente não, a tomar por este disco do Noite Ilustrada, que certamente fazia parte do acervo. No Mercado Livre também eu encontrei uma série de itens (fotos e discos) que um dia foi do ‘amigo dos artistas’. Quer comprar? Vai lá… Nessa hora é que eu penso: aquilo que para alguns é paixão, para outros é fazer dinheiro.

cara de boboca
playboy
diabo de saia
escureceu
cadê cidinha
compreenção
castiguei
nada me embaraça
danada cegonha
é doloroso
conselho
ai lourinha

Eliana E Booker Pitman (1962)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Como já comentei, tô numa correria danada e sem muito tempo para ficar ‘tocando’ e ‘blogando’. Estou sendo obrigado a usar aqueles disquinhos que foram preparados, mas por alguma razão acabaram na gaveta. Hoje nós iremos com a Eliana Pitman em seu disco de estréia, ao lado do papai, o saxofonista americando Booker Pitman. Por certo, este é um disco já bem majado, postado também em outros blogs. Mas, mesmo assim eu ainda arrisco uma terceira ou quarta chamada 🙂 Após ouvir bem esse álbum, eu só tenho uma coisa a dizer, teria ficado ótimo, fosse a Eliana a partir dos anos 70. Já pensou ela agora, cantando ao lado do Buca? Ia ser duca… 😉

yes, sir, that’s is my baby
balão apagado
look for a star
bate que bate
mama don’t allow – samba de uma nota só
a luz dos teus olhos
st. louis blues
vou a pé até lá
the birds of the blues
mulata assanhada
não sei porque