Agostinho Dos Santos – As Melhores Interpretações De Agostinho Dos Santos (196…)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje não foi por falta de tempo, mas por puro esquecimento que eu quase deixei de fazer a postagem do dia. Agora, justamente agora, quando estava para sair me lembrei da tarefa musical diária. Agora estou com falta de tempo, por isso, vamos recorrer a um ‘disco de gaveta’. E que sorte, o primeiro que puxei foi esse do Agostinho dos Santos. Estou vendo aqui que é uma coletânea, mas nem vou me dá ao trabalho de verificar se as músicas se repetem, afinal temos tantos discos do Agostinho postado que eu nem sei mais. Vão conferindo aí, se interessar, basta dar o toque. Logo ele cai no GTM. 🙂

até o nome é maria
meu castigo
a noite do meu bem
céu e mar
dindi
mulher passarinho
eu sei que vou te amar
fim de caso
canção da volta
leva-me contigo
chora tua tristeza
nossos momentos
.

Agostinho Dos Santos – A Presença De Agostinho (1961)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Por falar em associados, nosso GTM tem crescido assustadoramente. Já temos quase uns 700 filiados ao grupo. E por incrível que pareça, com essas mudanças, o blog ficou ainda melhor. Tá do jeito que eu gosto… 😉
E por falar também naquilo que eu gosto, eu hoje trago para vocês este álbum do Agostinho dos Santos, lançado em 1961 pela RGE. Neste lp, que mais parece uma coletânea, iremos encontrar o cantor desfilando um repertório cheio de sucessos, com a direção e os arranjos de dois mestres, Erlon Chaves e Waldemiro Lemke.

uma vez mais
escreva-me
nossos momentos
ajudai o próximo
lúcia
doente
lourdes
eu e tu
na casa do antonio job
mãos caladas
canção para acordar você
distância é saudade

Agostinho Dos Santos E Yansã Quarteto (1967)

Muito bom dia e ano a todos os amigos cultos e ocultos! Começamos aqui o ano de 2012 com a esperança de continuar levando um pouco mais dessa luz, que é a música popular brasileira, que FOI a produção fonográfica brasileira e que é a parte mais rica da nossa história musical. Começo batendo na mesma tecla, lembrando o quanto o desinteresse de muitos e o oportunismo de poucos levaram a produção fonográfica brasileira ao sucateamento, ao desmantelamento e consequentemente ao esquecimento. Volto a afirmar o quanto anarquismo ‘cibernético’, ‘digital’ ou qualquer outro nome que vocês queiram dar, favoreceu à retomada e resgate do que foi levado embora ou se perdeu na música popular do Brasil ao longo das três últimas décadas. O surgimento de blogs como o Toque Musical, principalmente no Brasil, foi de suma importância, mesmo sendo visto com um grito marginal ou criminoso. Digo isso porque o Brasil foi um dos maiores produtores de discos no mundo! A melhor música popular do mundo está aqui! Aliás, como dizia o Aloysio de Oliveira, está aqui, em Cuba e nos Estados Unidos. A brasileira, para mim, é a melhor porque traz em si elementos genuínos e também os da música cubana e americana. Não é por acaso que todos querem e amam esse produto nacional. Observem que tudo que de bom neste nosso país acaba sendo adquirido e usufruído pelos de fora. Vejam o nosso café, o nosso ouro, a nossa mata… é tudo deles! Daí fica a pergunta, quem vendeu o Brasil? Resumidamente eu diria que foram os burros, os ingênuos encantados com espelhinhos brilhantes trazidos de fora, gente sem visão, sem coração, mas com muita fome de grana! Continuo mantendo a teoria da conspiração fonográfica, ‘trama do esfacelamento da produção fonográfica nacional’, do seu verdadeiro roubo, que tanto prejudicou grande parte dos artistas brasileiros e principalmente o acesso do nosso povo. A MPB deveria ser considerada um patrimônio cultural imaterial brasileiro, se é que isso é possível. É claro que sabemos o quanto é difícil, num país como no nosso, tentar gerenciar toda essa produção, que começa desde de quando o primeiro disco foi gravado por aqui. Não temos o mesmo poder dos americanos, europeus e japoneses, que sempre souberam valorizar seus produtos (e os nossos, claro!). Faltou-nos educação e investimento na cultura em geral. Faltou empenho por parte daqueles que estiveram sempre no poder. Agora, quando temos a oportunidade de rever isso, de mudar um pouco esse quadro, enfrentamos barreiras, que em outras palavras é o mesmo que dizer, estamos comprando de volta e pagando caro por aquilo que vendemos a preço de banana. Um disco, por exemplo, como muitos postados aqui, vocês só tiveram a oportunidade de conhecê-lo porque alguém, como eu, se deu ao trabalho de trazer de volta, de compartilhar e fazê-lo ser ouvido novamente. Podemos observar também que a maior quantidade de blogs que compartilham músicas, se concentram no Brasil e isso, eu creio que não é apenas porque não existe aqui de fato uma lei reguladora, com punições severas. A verdade é que ainda vale a pena manter o ‘anarquismo’ em prol do sucateamento, do resto do tesouro perdido pelas gravadoras, mas guardado com carinho nos lares brasileiros. À medida em que vamos soltando nossos discos, esses vão sendo novamente incorporados à lista de direitos autorais exclusivos. Como um termômetro, se alcança um bom nível de interesse e procura, logo nos será censurado e talvez relançado a preço de dólar. Diante à cruz ou à caldeirinha, melhor é continuarmos pondo nossos discos para rodar. A gente vai pagar mais caro por um cd ou uma faixa no iTunes, mas pelo menos vamos ter certeza de que a nossa música foi preservada, mesmo não tendo mais direito algum sobre ela.

E por falar em bater na mesma tecla, em discos raros e coisa e tal… Eu inicio o ano com este disco que é uma pérola negra. Um álbum realmente muito raro, tanto assim que até hoje nem em outros blogs vocês irão encontrar. Temos aqui o ‘lendário’ lp gravado pelo cantor Agostinho dos Santos acompanhado pelo Yansã Quarteto, um grupo instrumental pernambucano, berço primeiro do percussionista Naná Vasconcelos. Este álbum foi lançado em 1967 pela fábrica de discos pernambucana Rozenblit, através de seu selo Tecla. Trata-se na verdade de fonogramas lançados em três discos – EPs de sete polegadas – um formato diferente e raro com três furos (nem me perguntem, pois eu nunca vi um). Essas gravações foram feitas em Portugal (tá explicado), quando por um feliz acaso do destino, o Yansã Quarteto se encontrou em Lisboa com o Agostinho, que por lá passava suas férias. Contam que Agostinho já conhecia Naná Vasconcelos dos programas da TV Jornal, de Recife, quando o cantor se fez acompanhado várias vezes pelo percussionista nessas apresentações. Em Lisboa, Agostinho e o quarteto, se juntaram para diversas apresentações e as gravações, que se extenderam até em Angola. Este álbum, que eu saiba, nunca chegou a ser relançado. Quem sabe agora, ao verem ele todo lindão aqui? 🙂 Se virar REPOST, podem ter certeza, dentro em breve será relançado no mercado (internacional).
Não deixem de conferir… 😉
vem ouvir o mar
vem chegando a madrugada
tristeza
brisa
mona ami zeca
carnaval iolo buá
em luanda saudade de luanda
mulata é noite
a banda
canção triste
outra vez
aprende a viver

Vinicius de Moraes – Eterno Retorno (1986)

Eis que chegamos ao final de 2009. Apesar de vários pesares, eu não posso reclamar e dizer que foi um ano ruim. Teve chuva e teve sol, alegrias e tristezas. Mas a vida é isso, uma sequência ao acaso num caso sempre sequente. Entre tantas coisas que nos deixam para baixo, tivemos por aqui e diariamente, a música e as boas lembranças para nos por para cima. Um alento em dias tão tumultuados. Estar a frente deste blog tem sido para mim, uma terapia, um exercício de cultura musical, de relacionamento e principalmente um grande prazer. O que eu ganho em contrapartida ao apresentar diariamente uma nova postagem é mesmo a satisfação, alguns bons amigos cultos e outros ocultos. Um relacionamento agradável com pessoas com as mesmas afinidades. Isso é prazer 🙂

Bom, deixemos o resto das considerações finais para amanhã. Vamos com o álbum do dia. Temos aqui esta coletânea dedicada ao poetinha Vinícius de Moraes. Pessoalmente, eu gosto bem de coletâneas. Elas geralmente trazem surpresas, gravações raras ou artistas inesperados. “Eterno Retorno” é um disco assim, com um variado leque de artistas interpretando músicas de Vinícius de Moraes e seus parceiros. A coletânea foi idealizada e produzida pelo radialista e escritor Simon Khoury. Tive a impressão, pelo subtítulo “Homenagem ao autor”, de que este disco faz parte de alguma série. Porém não encontrei nenhum outro nas mesmas condições, embora conste que Simon produziu outros grandes nomes como Johnny Alf, Carmen Costa e Sebastião Tapajós. Pela capa deste lp já podemos saber quem são os intérpretes, o que dispensa a convencional listagem com a relação das músicas. Taí, mais um disco bacana para se ouvir no fim de ano. Boas festas!

Cast Polydor & Orquestra De Henrique Simonetti – Campeões de Popularidade (1958)

Resgatado do fundo do baú, com direito a muita poeira e marcas do tempo, aqui vai o oficial do dia, que obviamente recebeu todo um tratamento necessário do Christopher Rousseau. “Campeões de Popularidade” foi um disquinho de 10 polegadas lançado pela Polydor, reunindo alguns de seus astros e sucessos acompanhados por Henrique Simonetti e sua orquestra. Participam do disco os cantores Agostinho dos Santos, Mário Gil, Wilson Roberto, Arnaldo Rey, Rosa Pardini, Mauricy Moura, Carlos Augusto e Carmen Déa. São músicas em sua maioria versões de sucessos estrangeiros da época. Vale conferir, nem que por curiosidade 😉

nunca jamais – rosa pardini
hino ao amor – mauricy moura
como é bom recordar – carlos augusto
mambo bacan mambo – carmen déa
falam meus olhos – agostinho dos santos
a luz do luar – arnaldo rey
arrivederci roma – wilson roberto
espinita – mario gil

Agostinho Dos Santos – Vanguarda (1965)

Toque Musical, sem hora para entrar, mas sempre diário. Hoje eu vou aproveitando a folga matinal e mando logo este Agostinho que é puro Bossa Nova. Este é um álbum clássico, luxuoso e de capa dupla contendo as letras. As composições, em sua maioria, são de Roberto Menescal e Ronaldo Boscoli. Este disco eu estou postando mais a título de indicação. Ele foi relançado a pouco tempo atrás em cd que você pode encontrar com facilidade no site da Som Livre, por apenas 10 reais.

amanhecendo
noite de paz
moça flor
a morte de um deus de sal
melhor voltar
pra que chorar
vagamente
telefone
rio
amor a 120
negro
além da imaginação

Agostinho Dos Santos – Uma Voz E Seus Sucessos (1957)

Ainda no clima do ‘pede que eu atendo’ vamos com mais um disco do Agostinho dos Santos. Este eu já vi postado por aí, mas mesmo assim vou incluí-lo no Toque. É mais um álbum bacana desse grande cantor. Aqui estão reunidos alguns de seus sucessos gravados em bolacha de 10 polegadas. Este seria o primeiro lp de Agostinho. Uma excelente coletânea. Um álbum básico! Vai, toca aí…

01 Chove lá fora (Tito Madi)
02 Maria dos meus pecados (Dunga – Jair Amorim)
03 Desolação (Othon Russo)
04 O amor não tem juízo (Fernando César)
05 Esquecimento (Fernando César – Nazareno de Brito)
06 Concerto de outono (Camilo Bargoni – Danpa)
07 Só você (Only you) (Buck Ram – Ande Rand)
08 Triste a recordar (Carmon Lewis)
09 Minha oração (Cauby de Brito – George Boulanger)
10 Faz mal pra mim (Mário Donato – Hector Carillo – Sidney Morais)
11 Pra lá e pra cá (Armando Blunde Bastos – Mario Albanesi)
12 Três Marias (Nelson Figueiredo – Betinho) * (música lançada somente neste disco)

Agostinho dos Santos (1970)

Mais uma dose de Agostinho dos Santos. Desta vez com o último álbum gravado por ele em 1970. Este disco, até pouco tempo atrás, eu cheguei a ver num saldão do Carrefour por 5,90. Por curiosidade (e também pelo preço), acabei levando o disquinho, um relançamento da série “Os Originais”. Mas olha, vou dizer uma coisa, não chega nem aos pés do meu vinizão. O som está diferente, ruim em vista (e audio, claro!) do “original”. Até a capa eles fizeram o favor de reduzir ainda mais. Bom, o fato é que embora eu tenha encontrado o cd para comprar, sei que já está fora de catálogo novamente. Só mesmo tendo a minha sorte e faro para achar o seu. Enquanto isso, o melhor mesmo é ir ouvindo em mp3. Aqui tem “O diamante cor de rosa”, de Erasmo Carlos & Roberto Carlos, “Pra dizer adeus”, de Edu lobo & Torquato Neto e “Felicia”, de José Jorge & Ruy Maurity.

Agostinho dos Santos (1958)

Embora hoje sem muito tempo para o blog, eu ainda sim gostaria de postar alguma coisa legal. Fiquei sem saber, afinal todos os bons e velhos álbuns parece já terem sido postados. Por força das circunstâncias vou ser breve e limitado. Um disco só por hoje. Daí, escolhi um dos cantores que mais aprecio, Agostinho dos Santos. Este, com certeza não é um dos seus melhores discos e nem é o meu preferido. Mas se tratando de Agostinho tudo vale.
…e boa noite!