Altamiro Carrilho – Boleros Em Desfile N. 2 (1959)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje o TM apresenta a vocês o segundo volume de “Boleros em desfile”, com o notável flautista e maestro Altamiro Carrilho (Santo Antônio de Pádua, RJ, 21/12/1924-Rio de Janeiro, 15/8/2012) e seu misterioso “conjunto de solistas”. O primeiro volume, que já lhes oferecemos, saiu em 1958. E, já naquela ocasião, a Copacabana não revelou nem mesmo quem seriam os tais solistas recrutados por mestre Altamiro para gravar o álbum, e estes não foram listados nem mesmo na contracapa da edição original, que inclusive traz uma caricatura do mestre da flauta, feita por Mendez, e cedida pela revista “Radiolândia”.  Segundo o texto, o primeiro “Boleros em desfile”, lançado pela então “marca do caramujo” como parte de uma série chamada “Selo de ouro”, iniciada pouco antes com o LP “Quando os astros se encontram”, de Ângela Maria e Waldyr Calmon, tinha o objetivo de acrescentar  “novas cores e tonalidades”  nas gravações de álbuns ditos “dançantes”, produzidos em grande escala na época, e ideais para animar festas de família e salões dançantes que não possuíam música ao vivo,  portanto, produtos de retorno garantido nessa ocasião. Valem inclusive os palpites feitos pelo amigo Augusto na resenha do primeiro volume, Sivuca, Moacyr Silva, Fafá Lemos etc.

Eis na íntegra o texto de contracapa da edição original deste segundo “Boleros em desfile” , de fins de 1959, de autor desconhecido:
“Altamiro Carrilho volta ao salão de danças com os seus ‘Boleros em desfile n.o 2’. Já esperávamos o sucesso do primeiro volume. As características modernas da apresentação, a seleção de músicas e músicos, o jeito novo de tocar os velhos sucessos, tudo fazia prever a aceitação expressiva por parte do público. Novo e cuidadoso desfile foi então organizado. Doze boleros que fizeram a delícia de nossas festas voltam aos salões, no sopro, nas cordas e na batida espetacular do moderno conjunto de Altamiro Carrilho. Cada pequeno trecho desses boleros tem um solista. Muito maior se torna a fixação das melodias. Mais colorido. Mais vibrante. Com originalidade. Com gosto. Há uma nova forma, um sentido novo de valorização dos temas. ‘Boleros em desfile n.o 2’ é, antes de mais nada, um desfile de músicas de classe, um desfile de instrumentação nova, um desfile de trechos musicais que se unem, e formam um todo esplêndido, conduzidos cada qual com acento e características próprias”.
Como se percebe, nem mesmo neste segundo volume o mistério dos solistas que o gravaram sob a batuta de mestre Altamiro foi desfeito. Afora isso, o repertório é realmente de extremo bom gosto, trazendo clássicos desse gênero que os brasileiros  sempre prestigiaram. Predominam hits internacionais (“Cachito”, ‘Que murmuren”, “Quien será”, “Hipocrita”, “Frenesi”, “Perfume de gardenia”etc.).  Mas há também um sucesso nacional do gênero, “Jamais te esquecerei”, do violonista Antônio Rago, que apareceu em versão apenas instrumental , em 1947, e um ano depois recebeu letra de seu primo, Juracy Rago, ficando o registro cantado por conta de Nélson Novaes. Mistério à parte, vale a pena curtir mais este volume de “Boleros em desfile”, que Altamiro Carrilho e seus solistas anônimos nos ofereceram. Dá-me o prazer desta contradança?
hipócrita
quem será
cachito
que murmurem
aquellos ojos verdes
frenesi
perfume de gardênia
desamparada
camino verde
jamais te esquecerei
nosotros
donde estará mi vida
* Texto de SAMUEL MACHADO FILHO

 

Altamiro Carrilho E Seu Conjunto De Solistas – Boleros (1958)

Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! Peço desculpas a todos que nos acompanham, pelas pausas, as vezes tão longa e sem postagens. Sei que muitos ainda visitam o TM diariamente e para esses, principalmente, que eu ainda continuo na ativa. Além do mais, este é o mês de aniversário do Toque Musical. Estamos completando 8 anos! Não vai ter festa, não vai ter bolo… Mas a música continua rolando, espaçada ou não. Para ouvir ou para dançar.
Segue nesta noite um disco que eu acho ótimo. Creio que já comentei aqui, adoro bolero e cha-cha-chá e é nessa que nós vamos hoje. Tenho para vocês este excelente lp do grande Altamiro Carrilho, safra dos anos 50. Coisa muito boa! Lançado originalmente em 1958 pela discos Copacabana, o álbum trazia uma outra capa e se chamava “Boleros Em Desfile”. Foi relançado nas décadas de 60 pelo selo Som e nos 80 pelo selo Beverly. Nessas gravações Altamiro Carrilho vem acompanhado por outros grandes músicos solistas, os quais eu não sei informar, pois não há registro de quem eram os instrumentistas. Porém, pelo estilo de cada instrumento tocado a gente arrisca nomes como Moacyr Silva, Sivuca, Fafá Lemos… Será? Serão? Vamos deixar essa história para o “Boleros Em Desfile N. 2, que é a postagem que virá em seguida, na competente resenha do meu amigo Samuel Machado Filho. Ele com certeza deve saber quem eram os tais solistas que acompanham o Altamiro. Enquanto isso, o melhor é mesmo saborear este repertório cheio de clássicos

perfídia
dos almas
nas horas de sonho
angústia
nunca jamás
contigo en la distancia
vereda tropical
pecadora
sinceridad
historia de un amor
pecado
.

Vários – É Sempre O Papai (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Eu estava mesmo esperando o dia de hoje chegar para postar este lp. Não fosse meu filhote vir logo cedo com um baita sorriso e um presente na mão, eu talvez nem me lembraria que hoje é o Dia dos Pais. Aliás, o que eu não lembraria é deste disco, pois o mesmo ficou na gaveta esperando a sua hora. E comigo, tudo que fica no aguardo, corre sempre o risco de passar batido, passar do tempo… Mas felizmente eu me lembrei 🙂
Segue então o lp “É sempre o papai”, álbum lançado pela gravadora Copacabana em 1960, seguindo a mesma onda da RCA Victor, que no ano anterior havia lançado uma coletânea assim com alguns dos artistas da casa. A Copacabana fez o mesmo e lançou em 1960 este álbum, explorando o tema do Dia dos Pais. Reuniu alguns de seus melhores e mais populares artistas para conceber esta coletânea com onze faixas, todas com referência ao Papai. Como podemos ver logo a baixo, na relação, temos um grupo de artistas dos mais queridos do público e um repertório pontual, do Papai!
Sendo o Toque Musical um espaço onde também se escuta música com outros olhos, eu não poderia deixar de comentar esta curiosa capa. Vejam vocês, isso lá é jeito de segurar uma criança? Ou melhor dizendo, não podiam ter feito uma fotografia um pouquinho diferente? A impressão que passa é a de um homem espremendo a criança. Com aquelas duas mãozonas na frente, parece até que ele está agredindo, ao invés de brincando. Será que ninguém percebeu isso na época? Ou será que naquela época ninguém se ligava nisso? Ah… vai entender… Feliz Dia dos Pais!

apresentação – floriana faissal
o sorriso do papai – carequinha, altamiro carrilho e côro infantil
meu pai – adelaide chiozzo e côro do club do guri
papai resolve – carequinha, altamiro carrilho e côro infantil
papai, mamãe e eu – angela maria
alô papai – jorge veiga
é sempre o papai – carequinha e jorge veiga
deus te abençoe papai – angela maria e joão dias
o presente do papai – sonia delfino e côro do club do guri
papai é o maior – carequinha, altamiro carrilho e côro infantil
dia do papai – zilda martins
.

Carequinha – Os Grandes Sucessos Do Carequinha (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Começamos logo cedo, porque a fila não pára e o tanto de coisa que eu tenho para fazer, talvez não me permita a postagem mais tarde. Trago para hoje o nosso tradicional palhaço Carequinha. Ele já fazia sucesso antes de eu nascer e na minha infância foi figura muito importante e querida. Eu sabia quase todas as músicas que ele cantava. Aliás, quem dessa geração não curtiu o Carequinha, não é mesmo? Segue aqui então este lp, lançado originalmente em 1961 pela Copacabana, reeditado em 1975. Nele, como se pode ver pela capa, encontraremos os seus maiores sucessos fonográficos, as 10 mais do Carequinha :), que vem sempre acompanhado por Altamiro Carrilho e o Coral Infantil de Irany de Oliveira. Sobe a lona, o espetáculo vai começar!

rock do ratinho
história de gago
parabéns, parabéns
menino legal
valsa da mãe preta
o bom menino
escolinha do carequinha
canção da primeira comunhão
canção da criança
alma de palhaço
.

Altamiro Carrilho E Sua Bandinha – Natal (1959)

Olá meus prezados amigos cultos e ocultos! Como disse, vamos ao longo do mês postando alguns discos de  natal. Desta vez, trago para vocês o “Natal” de Altamiro Carilho e sua Bandinha. Disco gravado para o Natal de 59. No repertório temos aquela clássica seleção, que muda aqui e ali, mas vai sempre nas mesmas. Mas isso não quer dizer que seja ruim. Muito pelo contrário. É bom ouvir diferentes interpretações de uma música. E no pique natalino todas, mesmo se repetindo, são sempre muito bem vindas. Eu pessoalmente adoro este disco do Altamiro, principalmente por conta da belíssima capa, cuja a imagem ficou marcada na minha memória (e já naquela época eu achava este disco velho, ora vejam vocês!).

jingle bells
o tannenbaum
saudade de papai noel
lapinha de jerusalem
boas festas
lá vem papai noel
natal das crianças
natal branco
noite silenciosa
o velhinho
24 de dezembro
.

Altamiro Carrilho – Choros Imortais (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na pausa para um lanche, vou logo deixando aqui o disco do dia. Ontem eu cheguei tão cansando que nem me lembrei de publicar o texto da postagem. E só agora estou enviando  o ‘toque’ para o GTM.
Vamos nessa terça feira brava de chorinho, na interpretação magistral do mestre Altamiro Carrilho. Minha ideia era a de postar os “Choros Imortais – N. 1”, seguindo naturalmente a ordem, porém eu não encontrei a tempo o danado do disco. Prometo que numa próxima ocasião postarei o número 1. Sinceramente, não sei qual dos dois é o melhor. Neste segundo disco de choros temos doze pérolas, realmente imortais, brilhantemente executadas por Altamiro, acompanhado pelo Regional de Canhoto e também a Orquestra da gravadora Copacabana.

urubu malandro
sonoroso
aperitivo
o que tu és (três estrelinhas)
flamengo
só para moer
arranca
entre amigos
modulado
espinha de bacalhau
o saci na flauta
.

Altamiro Carrilho E Sua Bandinha – Vai De Valsa (1970)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Vejam vocês, neste mês de agosto ‘o ceifador’ tem mesmo se mostrado implacável com nossos músicos artistas. Todo dia morre um, êta mêsinho agourento, putz! Desta vez, lá se foi o Altamiro Carrilho, grande flautista da música brasileira. Estamos vivendo um momento, uma época, onde inevitavelmente, as gerações de ouro da música brasileira estão se findando. Vamos aos poucos perdendo nossos verdadeiros artistas, gente que se tornou grande pelo trabalho, talento e competência. Nomes que foram se formando num processo de amadurecimento gradual, sem ajuda de My Space, Facebook e outras ferramentas de sucesso instantâneo, hoje tão comuns. Mesmo o medíocre dessas gerações ainda dá de dez em seu similar atual o que, aliás, no meu entendimento nem se compara, está até a baixo da média. O que estamos vendo agora é o final da festa. Nossos ilustres convidados já estão partindo.

Em homenagem ao Altamiro, deixo aqui este seu disco de valsas, lançado em 1970. Me parece, salvo o engano, que a seleção reúne gravações de 78 rpm, da década de 50. Sem dúvida, um músico como o velho Altamiro Carrilho vai fazer falta. Mas ficará para sempre em nossa memória musical.

Obrigado, senhor flautista! Você brilhou aqui, agora vai brilhar no céu.

saudade de ouro preto

tarde de Lindóia

terna saudade (por um beijo)

suely

teus ciúmes

ledinha

no tempo do onça

vieni sul mar

morrer… sem ter amado

raio de sol

só pelo amor vale a vida

valsa da meia noite

 

 

Altamiro Carrilho – Revive Patápio E Interpreta Clássicos (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu de volta. Juro que tentei manter nossas postagens, mas infelizmente a internet dos lugares por onde passei não serviam nem para e-mail. Por essa razão, nem os ‘REPOSTs’ tiveram vez. Estou vendo aqui que temos algumas dezenas de e-mails, os quais eu irei abrindo e lendo na medida do possível e por ordem de entrada. Logo, todos estarão atendidos. Por hora, vamos apenas manter a postagem do dia.

Aproveitando esse finalzinho de domingo, aqui vai um toque musical, Altamiro Carrilho interpretando algumas pérolas do genial Pattápio Silva e também peças clássicas para flauta, inclusive “Galope”, do próprio Altamiro. Essas gravações foram feitas e lançadas originalmente em 1957. Foram relançadas pela Discos Marcus Pereira em 1977. Confiram aí essa beleza. Eu, de cá já vou dormir, pois a viagem foi longa. Zzzz…
primeiro amor (patápio silva)
margarida (patápio silva)
zinha (patápio silva)
sonho (patápio silva)
serata d’amore (patápio silva)
serebata oriental (e. koller)
despertar da montanha (eduardo souto)
canção triste (tchaikovsky)
hora staccato (dinicu)
canção da primavera (mendelssohn)
galope (altamiro carrilho)

Dorival Caymmi – Vários (1991)

Olás! Inicialmente eu gostaria de informar aos amigos que, na medida do possível, estou restaurando os ‘toques’ que vocês me apontam como falhos. Nunca deixo de passar mais de uma semana sem corrigir o que me é solicitado, porém alguma coisa sempre acaba ficando para trás. Quando acontecer, basta comentar e insistir… minha cabeça está a cada dia mais confusa.
Hoje iremos de Dorival Caymmi. Ou melhor dizendo, com a música de Dorival Caymmi. Este é um disco que não traz outro título além do nome do grande compositor baiano. Trata-se, por certo, de uma coletânea com diversos intérpretes da música de Caymmi. O lp tem como data em seu selo o ano de 1991, mas com toda certeza ele foi um relançamento. Embora eu não tenha encontrado informações a respeito, ao que tudo indica, ele foi lançado na década de 60. O produtor, Nazareno de Brito, reuniu alguns de seus maiores sucessos gravados por artistas do selo Beverly. Temos assim uma coletânea das mais singulares, com gravações sessentistas raras, que valem a pena serem ouvidas ou relembradas. Confiram…

nem eu – agnaldo rayol
marina – roberto silva
dora – angela maria
a jangada voltou só – trio tropical
eu não tenho onde morar – trio nordestino
peguei um ita no norte – conjunto de orlando pereira
joão valentão – angela maria
só louco – almir ribeiro
saudade de itapoã – wilson ferreira
nunca mais – angela maria
o mar – edy pollo
maracangalha – altamiro carrilho

Arrelia, Lamartine E Altamiro Carrilho – Ride Palhaço (1958)

Os discos de humor são mesmo muito divertidos, mas depois de ouvi-los umas três vezes, já não vemos mais tanta graça assim, principalmente se forem apenas de piadas. Por outro lado, aqueles que são de humor musical a gente acaba até aprendendo a letra e cantarolando sempre. Eis aí uma prova do poder da música, do quanto ela funciona como um veículo diluente, fortificante ou condutor. Através da música tudo toma um outro aspecto, se pode amplificar ou mesmo diluir uma ideia. Isso me fez lembrar do Pachecão, um professor de cursinho pré vestibular, que utilizava da música para fazer seus alunos decorarem a matéria. Ele adaptava os tópicos de estudos em melodias conhecidas, ou seja, ele criava versões tipo paródias, que todos cantavam e acabavam aprendendo. O método do professor eu acabei adotando e adaptando-o para resolver os meus problemas de memória imediata.
Bom, mas voltando ao que eu dizia (antes que eu esqueça), os discos de humor são mais duráveis em nossa mente, e no desejo dela, quando existe a música como base. Eu continuarei postando aqui essas curiosidades, sejam elas cantadas, faladas ou sussurradas. Mas, para que o toque continue sendo musical é preciso haver música. Daí, vamos alternando até mesmo no estilo de humor.
Eu havia separado para esta semana humorística, além do que já tivemos, outros álbuns, como os dos palhaços Carequinha e Arrelia. Embora esses discos caíssem melhor na semana do Dia das Crianças, também são trabalhos cheios de humor e de interesse para os amigos cultos e ocultos do blog.
Temos aqui então, este álbum super bacana, lançado pelo selo do caramujo em 1958. Trata-se, como se pode ver, no título e na capa, de um disco cujo o personagem principal é o palhaço Arrelia, figura que fez muitas crianças rirem e tantas outras chorarem, de mêdo de palhaço. Arrelia interpreta aqui doze músicas do grande Lamartine Babo. Este por sua vez, também participa do disco e quem os acompanha é Altamiro Carrilho e sua bandinha. Embora os elementos que fazem o lp sejam aparentemente circenses, as músicas são todas temas e sucessos de carnaval. E ao contrário do que eu imaginava, estão longe do senso de humor infantil. Confiram o toque…

ride palhaço
moleque indigesto
ahi, hein!?
história… do brasil
a… e… i… o… u…
linda morena
só dando com uma pedra nela…
isto é lá com santo antônio
babo… zeira…
chegou a hora da fogueira
boa bola
teu cabelo não nega

Altamiro Carrilho – Clássico Em Choro (1979)

Por mais que eu queira fugir das homenagens, não posso esquecer que hoje é comemorado o Dia dos Pais. Melhor dizendo, o dia do papai. Salve, salve todos nós!
Embalando o fim do dia, escolhi este delicioso álbum do Altamiro Carrilho. Para quem não conhece está valendo mais o toque. Um disco muito bacana, ao estilo daqueles do Maestro Peruzzi misturando a música clássica com o samba. No caso de Altamiro o que temos são outros tantos clássicos (bem populares) em versões de choro. Um casamento interessante, que agrada a todos, principalmente ao papai aí, que agora pode escutar tranquilo o disquinho antes de ir dormir. 🙂

arioso (da cantata n. 156) – j. s. bach
valsa n. 7 (op. 64 n. 2) – chopin
a lenda do beijo (da zarzuela) – soutullo e vert
melodia em fá – anton rubinstein
pour elise – beethoven
minueto em sol – beethoven
sonata (suite em lá menor para flauta solo) – j. s. bach
5ª sinfonia (tema de apresentação) – beethoven
dança das horas (da Gioconda) – ponchielli
minueto em lá – boccherini
junho (barcarola – op. 37 n. 6) – tchaikowsky
canção da primavera (op. 62 n. 6) – mendelssohn

Noites Cariocas – Ao Vivo No Municipal (1988)

É, pelo jeito os nossos conhecedores de música popular brasileira andam mais que ocultos, estão mesmo sumidos. Até agora ninguém se manifestou em relação às duas últimas postagens. Tanto os Hamornipops quanto Aimé Vereck não foram identificados pelos nossos pesquisadores de plantão. Será que não há ninguém por aqui que saiba nos dar mais informações sobre os dois últimos discos postados? Estaria faltando mais interação entre nós ou realmente ninguém sabe mesmo? Continuamos na obscuridade…
Mas para não ficarmos totalmente no escuro, vamos mudar o rumo. Vamos para as Noites Cariocas, onde pelo menos as estrelas brilham, tanto no céu quanto no palco do Teatro Municipal. Para quebrar um pouco a monotonia, o álbum do dia (ou da noite?) é dedicado ao chorinho. Temos aqui este belíssimo álbum editado pela extinta Kuarup, “Noites Cariocas”. Um registro ao vivo de um ‘big’ sarau realizado no Teatro Municipal do Rio de Janeiro nos anos de 1987 e 88. Como podemos ver logo pela capa do disco, participam como figuras principais: Altamiro Carrilho, Zé da Velha, Paulo Sérgio Santos, Chiquinho do Acordeon, Paulo Moura, Paulinho da Viola e Joel Nascimento. Pois é, noites cariocas não são apenas para o samba. O choro também, sempre teve seu lugar garantido na Cidade Maravilhosa.

noites cariocas
carinhoso
aleluia
chorando baixinho
chiquinha gonzaga
espinha de bacalhau
doce de côco
ingênuo
inesquecivel
sarau para radamés
remexendo
um a zero
urubu malandro

Altamiro Carrilho E Sua Bandinha Na TV (1957)

Nossa postagem de hoje é dedicada às bandinhas de coreto de todo o Brasil. Quem nunca viveu a experiência da música ao vivo, tocada na praça por uma bandinha, não sabe como isso é encantador e divertido. Esse tipo de manifestação musical há muito já perdeu seu lugar. Poucas e antigas praças e parques ainda conservam seus coretos e é nelas que ecoam os sons de velhas marchinhas, dobrados, choros, valsinhas e todo tipo de música tocada por um grupo, geralmente de músicos amadores. Hoje em dia as bandinhas viraram raridades.
Raridade também é este disco do flautista Altamiro Carrilho. Logo que a televisão se tornou uma realidade no Brasil, ele foi contratado pela TV Tupi para fazer parte da programação. Liderou com seu conjunto um programa em horário nobre se tornando ainda mais conhecido do grande público. É exatamente desse período as gravações do presente lp, lançado em 1957 pelo selo do caramujo, a Copacabana, que pelo grande sucesso teria ainda um segundo volume no ano seguinte. Uma saudosa viagem ao universo musical do que eu me referi na introdução. Música de coreto, música para o povo! São quatorze faixas por onde desfilam alguns dos temas mais tradicionais do repertório de bandas. Na foto da capa podemos ver Altamiro e sua bandinha sobre um coreto cenográfico, em ação no programa da TV Tupi. Observem, temos no canto esquerdo a figura de Sivuca tirando quase de ouvido os solos em seu acordeon. Bacana, né? Confiram o toque feito para se ouvir também com outros olhos. 😉

avante camaradas
tico tico no fubá
sobre as ondas
marchinha do grande galo
fita amarela
flor amorosa
marcha do centenário
são paulo quatrocentão
flor do abacate
branca
dorinha meu amor
lig lig lig lé
kananga do japão
vassourinha

Compactos Diversos

Bom dia a todos! Inicialmente eu gostaria de explicar a situação de duas postagens que fiz nas últimas semanas. Me refiro aos discos de Orlando Silva e Francisco Alves pela Collector’s Editora. Recebi uma solicitação desta editora pedindo para retirar os links dos dois discos. Eu até então não sabia que os referidos discos ainda se encontram em catálogo. Os discos ainda estão em catálogo e podem ser adquiridos através do site da Collector’s. Foi uma surpresa saber disso, inclusive porque eu tenho interesse em completar a minha coleção. Os arquivos digitalizados são uma mão na roda, mas nada substitui ao fetiche do objeto disco de vinil. Vou logo comprar os que faltam em minha coleção e aconselho a todos que façam o mesmo. Sei que muitos irão dizer a vitrola já não faz mais parte de suas vidas e que o melhor mesmo é o mp3 ou semelhante. Para esses, eu aconselho também entrar no site ou enviar um e-mail aos donos da editora. Acredito que eles, além dos discos, devem estar vendendo as gravações digitalizada como fazem as gravadoras atualmente. Os preços não devem ser uma coisa muito absurda, mesmo considerando se tratar de um material tão precioso. Diante a tudo isso, não faz sentido e eu nem quero manter as tais postagens com links. Peço publicamente desculpas ao Ricardo Manzo, responsável pela Collector’s Editora, pelo inconveniente e só espero que esse fato tenha também um lado positivo, despertando a atenção e o interesse das pessoas pelo trabalho de resgate musical da editora. Para compensar, em breve teremos uma outra série, tão rara e interessante quanto a da Collector’s Editora.

Hoje estamos chegando ao final de nossa mostra de compactos. Sei que muita gente tem gostado e eu também, mas o Toque Musical não fica só numa faixa. Há tempos venho recebendo e-mails da moçada mais jovem e roqueira pedindo a vez. Tá na hora de virar o disco. Assim, na próxima semana, a temática vai ser o rock’n’roll ou coisa parecida.
Vamos seguindo em frente com mais seis compactos raros, todos da primeira geração dos disquinhos lançados no Brasil. Temos aqui um Altamiro Carrilho e Sua Bandinha, interpretando um repertório com clássico de toda banda típica de coretos, tradição que hoje em dia só comum em cidades do interior. Seguindo, temos um compacto do selo Cantagalo trazendo uma marchinha carnavalesca, cantada por Alventino Cavalcante e um samba também carnavalesco na voz de Luizito. Eu não conheço esses artistas, mas achei o disco interessante 🙂 Temos em outro disco a presença de Gilberto Alves interpretando o pioneiro Donga (e mais), num momento raro. Para dançar, seguimos com Paulinho e seu conjunto num quase ‘pot-pourri’ dançante com três temas de sucesso de cada lado. Uma autêntica dupla de música sertaneja, Torres e Florencio, em um raro compacto lançado pela Chantecler, possivelmente no final dos anos 50. Finalizando, vamos com o Trio Surdina, ainda com Fafá Lemos, interpretando quatro clássicos do mestre Ary Barroso pelo selo Musidisc. Uma maravilha. Momentos raros que não voltam mais 😉
Altamiro Carrilho e Sua Bandinha
saudades de matão
saudades de ouro preto
saudades de pádua
última inspiração
+
Alventino Calvalcante
casamento bossa nova
Luizito
amor, porque me faz sofrer
+
Gilberto Alves
pelo telefone
saudades de tatuí
+
Paulinho e Seu Conjunto
samba de teleco-teco
lobo bobo
a felicidade
petite fleur
quem é
tom thumb’s tune
+
Torres & Florencio
campo grande
cavalo zaino
moda da mula preta
pingo d’agua
+
Trio Surdina
rio de janeiro
bahia (na baixa do sapateiro)
aquarela do brasil
risque

Uma Noite No Bataclan (1975)

Olá amigos cultos e ocultos! Começando a semana, aqui vamos nós para mais uma jornada… As férias se foram e as obrigações se acumularam. Volto à minha rotina, sempre correndo, sempre com pouco tempo. Ontem nem tive como preparar algumas novidades (ou raridades?). Terei que recorrer à minha reserva de gaveta.

Hoje iniciamos com este disco, muito interessante, lançado pela Som Livre em 1975. “Uma Noite No Bataclan” foi uma espécie de continuação musical da trilha da novela Gabriela, escrita por Walter George Durst, numa adaptação do romance “Gabriela, Cravo e Canela” de Jorge Amado. Bataclan era o nome de um famoso cabaré e cassino em Ilhéus, frequentado pelos coronéis na década de 20. Na novela era o ponto de recreação e encontro dos ‘senhores da cidade’, o cabaré e bordel onde todos se encontravam para beber, conversar sobre política, dançar e namorar com ‘as moças’ da casa. Através da novela este famoso e memorável reduto se tornou ainda mais conhecido e seu nome seria adotado em diversas casas noturnas pelo Brasil a fora (eu mesmo conheço uns três). Mas o Bataclan baiano foi inspirado no francês e hoje em Ilhéus é um centro cultural. Devido ao sucesso da novela e seus ícones, a Som Livre lançou esta coletânea boêmia associada ao Bataclan. Embora não corresponda à música da época, me parece, foi o suporte complementar musical que trilhava algumas cenas da novela naquele ambiente. Nesta seleção variada encontraremos as seguintes músicas e intérpretes:
a volta do boemio – nelson gonçalves
malagueña – los indios
vingança – linda batista
siboney – orquestra serenata tropical
bigurrilho – jorge veiga
mano a mano – carlos lombardi
o meu boi morreu – cravo e canela
bar da noite – nora ney
história de un aor – pepe avila y los bronces
castigo – roberto luna
mambo jambo – perez prado
tortura de amor – waldick soriano
perfume de gardenia – bienvenido granada
jura – altamiro carrilho

Abel Ferreira E O Choro – Nova História Da Música Popular Brasileira (1978) 2

Como eu havia anunciado, esta semana é dedicada à voz feminina. Porém, eu também disse que teríamos, semanalmente, um volume da coleção Nova História da MPB. Dessa forma e excepcionalmente teremos hoje duas postagens (oooba!). Estou afirmando isso, mas ainda nem tive tempo de preparar nossa artista do dia. Eu bem que poderia ter escolhido uma representante feminina da série, mas a participação das mulheres nesta coleção é quase insignificante, se limitando a Dolores Duran e Rita Lee, que ainda por cima dividem discos, respectivamente, com Tito Madi e Secos & Molhados. Além do mais, a ordem de apresentação dos volumes, eu achei por bem fazê-la na ordem alfabética, visto que não há uma numeração expressa para cada álbum lançado.
Temos então o disco do Choro, sendo o clarinetista Abel Ferreira o seu representante. Não entendi muito bem o motivo, visto que das oito faixas apenas em duas ele é o solista. De qualquer maneira é um disco que nos dá uma pequena amostra do que é o chorinho e alguns de seus chorões.

numa seresta – abel ferreira
dinorá – altamiro carrilho e seu regional
quando a minha flauta chora – dante santoro e regional
chorando baixinho – abel ferreira e regional
espinha de bacalhau – severino araújo e orquestra tabajara
andré de sapato novo – carlos poyares
na glória – raul de barros e regional
eu quero é sossego – paulo moura e conjunto

Antonio Maria – Trilha Sonora Original Da Novela (1968)

Muito bem, aqui vou eu finalizando as postagens dos disco de trilhas de novelas. Como quase ninguém comentou, imagino que não tenham gostado, embora o número de downlods tenha sido considerável. Seja como for, com esta postagem encerro a sessão novelas.
Posso dizer que fecho com a mesma chave de ouro que abri dias atrás, com “Nino, o italianinho”. Um belo e raro disco, agora celebrando a cultura portuguesa, com certeza!
Antonio Maria foi uma novela também da TV Tupi, apresentada em 1968, escrita e dirigida por Geraldo Vietri. Não tenho muita certeza, mas acho que foi por aí que começaram a aparecer os atores Tony Ramos, Aracy Balabanian e Denis Carvalho.
A trilha sonora deste disco é muito bacana. Temas portugueses, com certeza. Mas tendo à frente o Sergio Cardoso e Altamiro Carrilho e Sua Bandinha que praticamente tocam em quase todas as faixas. Muito bom, podem conferir…

tema de amor em forma de prelúdio – sergio cardoso
soneto – dp – sergio cardoso
só nós dois – tony de matos
coimbra – altamiro carrilho e sua bandinha
uma casa portuguesa – altmiro carrilho e sua bandinha
corridinho 1951 – altamiro carrilho e sua bandinha
canção do mar – sergio cardoso
cantico negro – sergio cardoso
lado a lado – tony de matos
bailinho da madeira – altamiro carrilho e sua bandinha
a rosinha dos limões – altamiro carrilho e sua bandinha
tiroliroliro – altamiro carrilho e sua bandinha

Altamiro Carrilho E Sua Famosa Bandinha Nas Festas Juninas (1964)

Vejam só como uma coisa leva a outra… Por falar em música regional, sanfona e o mês de junho que vai indo, acabei me lembrando das festas juninas, uma tradição que hoje em dia, mais ainda, vem perdendo sua força. Há muito que estamos trocando nossas tradições. Hoje o negócio são as raves, o funk, o halloween, o country sertanejo e por aí a fora. Porém ainda existem aqueles que se lembram e até celebram essas festas. Foi pensando nelas (em vocês) que eu achei de boa hora postar este disco do Altamiro Carrilho. O álbum é uma festa, como todos os ingredientes que formam uma autêntica folia na roça. A bandinha toca o repertório de ocasião tendo Ary Leite como o apresentador e narrador entre uma faixa e outra. Confiram este toque!

abertura (avante camaradas)
festa caipira
pula sapo
nair
mate amargo
marin pescador
gavião calçudo
festas juninas – pout-pourri
caipirinha
saudades do matão
no tempo do onça
viva o comedador biguá
festa na roça