Paulo Barreiros – Violão Amigo (1959)

Violonista, compositor, arranjador e professor de violão. Trata-se de Paulo Medeiros, autêntico virtuose das cordas, que o TM focaliza hoje. Paulo veio ao mundo na cidade de Botucatu, interior de São Paulo, em janeiro de 1909. Teve suas primeiras aulas práticas de violão com Silvério Paes. Angelino de Oliveira (autor, entre outras, do clássico “Tristeza do jeca”) deu-lhe os primeiros conselhos práticos no campo da composição popular, como também Guido Bisacó e Mário Cacace, este último professor de canto orfeônico. Paulo aprofundou seus estudos de violão, teoria musical e harmonia deslocando-se periodicamente para São Paulo. Foi aluno dos professores Atílio Bernardini e Isaías Sávio, e estudou também no Conservatório Paulista de Canto Orfeônico, sob a direção do maestro Batista Julião. Nessas idas e vindas, conheceu e atuou com grandes nomes que despontavam para o mundo violonístico, caso de Aníbal Augusto Sardinha, o Garoto, Ângelo Apolônio, o Poly, Laurindo de Almeida e Aymoré.  No Rio de Janeiro, Paulo Barreiros foi aluno de orquestração e regência do maestro Guerra Peixe. Trabalhou como músico profissional ao lado de outros grandes nomes da MPB e foi ativo membro-fundador da Sadembra (Sociedade Arrecadadora de Direitos de Execução Musical do Brasil). Deixou um substancial número de composições próprias e transcrições para o violão e, entre suas obras, destacam-se: “Coração de poeta”, “Choro típico” (números 1 e 2), “Velha saudade”, “Canção de outono”e “Mara”. Transcreveu para o violão obras de compositores eruditos (Bach, Liszt, Beethoven, Chopin) e populares (Ary Barroso, Dorival Caymmi, Ernesto Nazareth, Lírio Panicalli, etc.), revelando-se habilidoso arranjador, talvez um dos melhores de sua geração. Como violonista, formou ainda, juntamente com o professor Aymoré ao violão-baixo, e Manoel Marques na guitarra portuguesa, um trio que se apresentou durante muito tempo em programas de rádio, televisão e teatros por todo o Brasil. Paulo Barreiros faleceu em São Paulo, em março de 2004, com a avançada idade de 95 anos,  deixando gravados dois LPs-solo, além de outros acompanhando cantores como Roberto Fioravante e Ely Camargo. E é justamente seu primeiro LP como solista de violão editado pela Chantecler, em 1959, que o TM hoje oferece a seus amigos cultos, ocultos e associados. Trata-se de “Violão amigo”, que mereceu um entusiasmado texto de contracapa assinado por Moraes Sarmento, então notório apresentador de programas musicais de cunho saudosista na Rádio Bandeirantes de São Paulo. Neste disco, teremos oportunidade de ouvir alguns de seus notáveis arranjos para violão, de peças como “Aquarela do Brasil” e “Na Baixa do Sapateiro”, do mestre Ary Barroso, os tangos “El choclo” e “La cumparsita”, o dobrado “Capitão Caçulo” (conhecido também como “Canção do Exército” ou “Canção do soldado paulista”), além de trabalhos assinados por Armandinho (“Guru”, “Doloroso” e “Sempre no meu coração”) e Santana (“Sublime esperança”). O segundo LP de Paulo Barreiros, “Um violão em duas épocas”, só sairia em 1963, e ambos os discos seriam relançados juntos em CD com o título de “Violão brasileiro”. E o TM oferece hoje uma rara oportunidade, através deste primeiro LP, de apreciarmos o talento e a versatilidade deste notável violonista, tanto como arranjador quanto como executante, que infelizmente poucos brasileiros conhecem ou sequer sabem que existiu. Confiram…

aquarela do brasil

el choclo

guru

la cumparsita

concerto d’autunno

doloroso

na baixa do sapateiro

sublime esperança

marcha dos marinheiros

sempre no meu coração

moonlight fiesta

capitão caçula

*Texto de Samuel Machado Filho

Mario Albanese – Jequibáu na Broadway (1967)

Boa tarde, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu, cada dia mais sumido, porém, ainda não completamente perdido. Graças ao amigo e colaborador Samuca, vamos aos trancos e barrancos mantendo acesa a chama do Toque Musical. Hoje quem traz a postagem sou eu mesmo, mas o Samuel continua no baralho e até mais atuante em suas resenhas (para a nossa felicidade).
Tenho hoje para vocês uma boa raridade, Mário Albanese e seu álbum ‘Jequibau na Broadway’, disco lançado em 1967 pelo selo Chantecler. Foi o seu segundo lp pela gravadora e que muitos consideram como sendo uma continuação de ‘Jequibáu’, uma obra prima, a qual Mário Albanese dividiu os créditos com o maestro Ciro Pereira. No presente lp temos um repertório de composições próprias de Mário e Ciro no ritmo do Jequibáu, somado a outros temas famosos e internacionais muito bem arranjados. Um trabalho de padrão internacional. Não deixem de conferir…
Numa próxima oportunidade postaremos também aqui o ‘Jequibáu’, uma joia brasileira premiada, que até hoje não recebeu por parte de nós brasileiros a sua merecida atenção. Aguardem, pois a resenha vai ser do Samuca, quer dizer, super completa 😉

zambo
un homme et une femme
o caminho das estrelas
days of wine and roses
longe de você
maré alta
fim de semana em guarujá
the shadow of your smile
certa vez
não posso esquecer

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Som Verde – I Festival Som Verde Da Música Sertaneja (1982)

O Toque Musical prossegue sua retrospectiva dedicada aos festivais apresentando desta vez o álbum com as doze finalistas de um certame de âmbito regional. Trata-se do I Festival Som Verde de Música Sertaneja, realizado em 1982 com promoção da Rádio Guarani Onda Rural, de Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. A Guarani pertencia ao grupo Diários Associados e encerrou suas atividades por conta da venda de seus prefixos para igrejas evangélicas. Nessa mesma época, havia também o festival de música sertaneja da Rádio Record de São Paulo, que por certo motivou a Guarani a fazer algo semelhante em Minas. E com um patrocinador de prestígio: a Monark, fabricante de bicicletas, ainda hoje existente, embora sem a mesma participação de mercado que tinha na época. Além do imprescindível apoio da Secretaria de Agricultura mineira. O objetivo, conforme explica a contracapa do disco, era o de revelar novos cantores e compositores sertanejos. Foram sete eliminatórias e 84 músicas concorrentes. Doze delas foram para a final do certame, acontecida no Pavilhão de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte, que registrou um público de 25 mil pessoas presentes. E são justamente essas músicas finalistas que compõem o álbum que o TM hoje oferece a seus amigos cultos, ocultos e associados.  Gravado em Belo Horizonte mesmo, o disco saiu pela Continental (selo Chantecler), uma das gravadoras que mais investiam em música sertaneja na época, ao lado da extinta Copacabana. A única coisa que a contracapa não diz é qual foi a música vencedora. Como vocês perceberão, as músicas são interpretadas por duplas e trios oriundos de Minas mesmo, que certamente não ficaram conhecidos a nível nacional. Mas o esforço de ouvir este disco vale a pena, e muito, pois são trabalhos de primeiríssima qualidade, mostrando a mais autêntica música sertaneja brasileira. Um álbum que o TM oferece com a satisfação de sempre, e que será uma grata surpresa para todos que o baixarem e ouvirem. É só conferir…

meu boi carreiro –

recanto sertanejo – roninho e ronei

zé boiadeiro – caturana e flor da noite

assim é o meu sertão – os canários do sertão

carregando a minha cruz – matilde e manda brasa

cantiga do sertanejo – jaquelane e ibram

casas de barro – dudu e zezé

saudosa musa – mastro e maestro

tempo de boiadeiro –

tristeza de um carreiro – arcanjo e noé

*Texto de Samuel Machado Filho

III Festival Da Música Popular Brasileira – As Doze Finalistas (1967)

O TM prossegue sua série de álbuns dedicada a festivais de música apresentando a seus amigos cultos, ocultos e associados este curioso exemplar do gênero. O certame em foco aqui é o III Festival de MPB da TV Record, acontecido em 1967, e que ficou conhecido como “o festival da virada”, pois foi nele que Caetano Veloso e Gilberto Gil ensaiaram os primeiros passos da Tropicália, com músicas que a seguir comentaremos, e assim por diante. O lançamento deste disco ficou por conta da Chantecler, então braço fonográfico das lojas Cássio Muniz (espécie de Magazine Luiza da época, mal comparando), que colocou praticamente todo o seu cast na época para interpretar  as doze finalistas do certame (acrescidas de mais duas faixas), com arranjos a cargo de Damiano Cozzella, Willy Join, Edmundo Cortes e Jacques Sandi, este o regente em todas as faixas. E com direito até a uma foto, na capa, do antigo Teatro Paramount (então conhecido por Record Centro, e hoje Teatro Renault), onde aconteceram as eliminatórias e a final desse histórico e importantíssimo certame musical. Naquele tempo, praticamente todas as gravadoras se beneficiavam do “boom” de vendas dos discos de festivais, e não é de se estranhar que a Chantecler também fizesse o seu, com os recursos (e contratados) de que então dispunha. Se não, vejamos: logo na abertura temos a vencedora, “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam, originalmente defendia por Edu com Marília Medalha e o conjunto vocal Momento Quatro, aqui interpretada em dupla por Joelma (então já sucesso nas paradas com músicas românticas) e Carlos Cézar. “Bom dia”, de Gilberto Gil e Nana Caymmi, que esta última defendeu, aqui vem com Mariana Porto de Aragão. “Roda viva”, de Chico Buarque, defendida por ele próprio no festival, é interpretada neste disco por José Augusto Sergipano (vamos chama-lo assim para não confundir com o atual, que é carioca), cujo repertório era recheado de boleros e canções românticas. “A estrada e o violeiro”, de Sidney Miller, que ele próprio apresentou junto com Nara Leão, aqui vem com a obscura Maria Helena, em dupla com Marcelo Duran. “O cantador”, de Dori Caymmi e Nélson Motta, que deu a Elis Regina o prêmio de melhor intérprete do certame, é cantada neste disco por Nalva Aguiar, então grande estrela da Jovem Guarda, que mais tarde, a exemplo de Sérgio Reis, abrigou-se entre os artistas sertanejos. “Samba de Maria”, de Frsancis Hime e Vinícius de Moraes, apresentada originalmente por Jair Rodrigues, aqui vem com a obscura Simoney.  Defendida nesse festival por Ronnie Von, a marcha-rancho “Uma dúzia de rosas” aqui vem, curiosamente, na voz de Rosa Miyake, paulista de Lins, descendente de japoneses, recém-saída da novela “Yoshiko, um poema de amor”, da extinta Tupi, onde fez o papel principal. Rosa também apresentou durante anos o programa “Imagens do Japão”, dedicado à colônia nipônica, e exibido em várias emissoras, inclusive a Gazeta de São Paulo e a extinta Rede Mulher. O eterno e inesquecível Reginaldo Rossi foi escalado para interpretar, neste disco, “Domingo no parque”, de Gilberto Gil, uma das músicas que começou a odisseia do movimento tropicalista. A outra, “Alegria, alegria”, de Caetano Veloso, tem sua interpretação neste disco a cargo do obscuro Toni Ricardo. “Ventania ou De como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando”, de Geraldo Vandré, é cantada neste álbum por Edmundo DaMatta, intérprete cujas primeiras apresentações públicas aconteceram em 1964, no programa “Hebe e simpatia”, apresentado por Hebe Camargo, por tabela sua madrinha artística, na antiga TV Paulista, futura Globo (é só o que se sabe dele). Na faixa seguinte, volta José Augusto Sergipano, para interpretar o frevo “Gabriela”, de Chico Maranhão, originalmente defendido pelo MPB-4. Cantor, apresentador de rádio e TV  e também dublador de vários personagens de desenhos animados norte-americanos, como  o gato Batatinha (da turma do Manda-Chuva) e a tartaruga Touchê, Roberto Barreiros foi escalado pela “marca do galinho madrugador” para interpretar o belo samba “Maria, carnaval e cinzas”, de Luiz Carlos Paraná, originalmente defendido pelo “rei” Roberto Carlos. Em seguida, volta também Marcelo Duran, agora com a polêmica “Beto bom de bola”, aquela que, de tão vaiada, fez com que seu autor e intérprete, Sérgio Ricardo, quebrasse seu violão e o atirasse na plateia, fato que marcaria para sempre a carreira de Sérgio. Por fim, temos Giane, criadora de hits românticos como “Dominique”, “Angelita” e “Olhos tristes”, interpretando “Volta amanhã”, de Fernando César e Maria Brito, curiosamente também vaiada pela plateia quando defendida no festival pela já citada Hebe Camargo. Enfim, mesmo sendo um álbum apenas de “covers”, é um trabalho curioso e interessante, que permite comparar estas interpretações com as dos cantores que defenderam estas músicas nesse que, sem dúvida, foi um dos mais importantes festivais de MPB em todos os tempos. Confiram…

ponteio – joelma e carlos cezar

bom dia – mariana porto de aragão

roda viva – josé augusto

a estrada e o violeiro – maria helena e marcelo dutan

o cantador – nalva aguiar

samba de maria – simoney

uma dúzia de rosas – rosa miyake

domingo no parque – reginaldo rossi

alegria alegria – toni ricardo

de como um homem perdeu seu cavalo e continuou andando – edmundo matta

gabriela – josé augusto

maria carnaval e cinzas – roberto barreiros

beto bom de bola – marcelo duran

volta amanhã – giane

*Texto de Samuel Machado Filho

Círculo Sertanejo (1981)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa gostosa nessa vida é presentear e ser presenteado. Não há nada melhor que a gente ganhar algo que a gente tanto queria. E mais ainda, presentear alguém com algo que ela muito quer. Foi mais ou menos algo assim que aconteceu comigo. Eu estava a digitalizar alguns discos que ganhei e entre eles havia este, um box com três lps, reunindo uma série de fonogramas, clássicos da música sertaneja, dos arquivos da gravadora Chantecler, que foi o selo que mais investiu no gênero caipira. Eu estava no momento tocando o disco na minha ‘vitrola’, talvez um pouco alto, quando de repente a campainha de casa tocou. Era o vizinho, um senho já idoso e eu logo pensei, “puxa, devo estar incomodando o velho com o barulho”. Mas qual nada. Para a minha surpresa e estranheza ele estava chorando. Ele veio até a minha porta pedir para ouvir direito o que estava tocando. Ele também gosta de discos de vinil e tem um bocado. O velho ficou alucinado quando viu essa caixa. Ele a segurava como se não fosse soltar mais, via e revia por dentro e por fora. Lia a lista de músicas, segurava como se fosse um bichinho de estimação. Sabia todas as músicas e começou a me contar suas histórias. Eu já havia acabado o trabalho de digitalização, mas ele ficou ali, querendo ouvir mais… Como meu tempo era meio curto e mais ainda, vendo a satisfação daquele homem, não tive dúvida, virei para ele disse: “olha aqui, Seu João, leva este disco com o senhor, é um presente meu para você”. O velho ficou numa satisfação que não dá para descrever. Eu também, naquela hora tive uma satisfação por oferecer a alguém um presente. Confesso que alguns dias depois eu quase me arrependi. Não por ter lhe dado os discos, mas porque agora eu sou obrigado a ouvir isso diariamente. Não se trata de ser ruim, afinal o que temos nesse box com três lp são 39 clássicos da autêntica música sertaneja, trazendo o melhor do ‘cast’ e arquivos da gravadora, com duplas famosas tipo, Mariano e Caçula, Tonico e Tinoco, Liu e Léo, Tião Carreiro e Pardinho, Cascatinha e Inhana, Pedro Bento e Zé da Estrada, Torres e Florêncio, Mandy e Sorocabinha e também, Duo Guarujá, Irmãs Castro, Nhá Barbina, Miranda, Paraguassú, Zé Messias, Teixeirinha e mais um montão de artistas. Este box foi uma produção feita exclusivamente para os assinantes do Círculo do Livro. Uma seleção com os mais consagrados artistas da música caipira, autêntica sertaneja. Taí, uma oportunidade que os amigos não devem perder. Façam como o Seu João, vai na fonte… 😉

luar do sertão – tonico e tinoco
moda da mula preta – torres e florencio
menino da porteira – tião carreiro e pardinho
barbaridade – pedro bento e zé da estrada
chuá chuá – tonico e tinoco
cabecinha no ombro – duo guarujá
saudades de matão – tonico e tinoco
cana verde – tonico e tinoco
índia – cascatinha e inhana
pingo dágua – tonico e tinoco
chalana – irmãs castro
moda da pinga – nhá barbina
festa na roça – miranda
toada de multirão – zé messias e seus parceiros
bonde camarão – mariano e caçula
casinha pequenina – paraguassú
rei do gado – tonico e tinoco
rei do café – liu e leo
canoeiro – tonico e tinoco
coração de luto – teixeirinha
maringá – tonico e tinoco
meu primeiro amor – cascatinha e inhana
tristeza do jeca – tonico e tinoco
mágoas de boiadeiro – pedro bento e zé da estrada
no braço dessa viola – torres e florêncio
sodade do tempo véio – mandy e sorocabinha
estrada da vida – milionário e josé rico
roubei uma casada – lourenço e lourival
beijinho doce – irmãs castro
rio de lágrimas – tião carreiro e pardinho
disco voador – jaço e jacozinho
saudades do japão – irmãos kurimori
malandrinho – tião carreiro
saudade da minha terra – milionário e josé rico
orgulhoso – irmãs castro
seresta – alvarenga e ranchinho
caçando e pescando – cacique e pagé
boi soberano – zé carreiro e carreirinho
luar do sertão – renato andrade

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Compactos – Giane (1965) – Silvana (1973)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados!  O TM oferece hoje mais uma seleção de compactos, dessas que tanto têm agradado a vocês. Esses dois tesouros de sete polegadas que hoje lhes oferecemos foram lançados nas décadas de 1960 e 70, e trazem um repertório essencialmente romântico. O mais antigo item de nossa seleção é o compacto simples de Giane (Georgina Morozine dos Santos), uma das precursoras da Jovem Guarda. Paulista de Bebedouro, ela se mudou ainda pequena para Jaboticabal, passando a infância entre essa cidade e Ribeirão Preto, onde começou sua carreira, na TV Tupi, Canal 3, atuando também como crooner da orquestra de Jaboticabal. Seu primeiro disco, em 78 rpm, foi lançado pela Chantecler em fevereiro de 1962, apresentando o samba médio “Quero ver” e o bolero “Por acaso”. É responsável por sucessos inesquecíveis, tais como “Dominique”, “Angelita”, “Não saberás”, “Olhos tristes” (com participação especial de Barros de Alencar), “Saudade que não foi sequer saudade”, etc. Recebeu inúmeros prêmios ao longo de sua carreira, como o Troféu Chico Viola, em 1964, e, um ano depois, o Roquette Pinto de melhor cantora. O TM oferece um single de Giane lançado pela Chantecler por volta de junho de 1964. De um lado, “Preste atenção (Fais attention)”, versão de Paulo Queiroz para uma balada romântica de origem francesa, que no entanto faria mais sucesso na voz de Wanderley Cardoso, sendo por sinal o primeiro grande hit do cantor. No lado B, o divertido twist “Eu não posso namorar”, de Geraldo Nunes e Roberto Muniz, com um coral à la pato Donald simplesmente hilariante. Ambas as faixas apareceriam depois no segundo LP de Giane, lançado em março de 1965. Por outro, temos o compacto duplo de Silvana (Terezinha Almeida de Oliveira, Campos, RJ, 8/7/1941). Responsável por hits como “Amor, fonte da vida”, “Espinhos da saudade”, “Novilheiro  e “Pombinha branca”, formou uma bem-sucedida dupla com Rinaldo Calheiros interpretando tangos (“Cantando”, “Onde estás, coração?”, “Amor”…). Foi casada com o também cantor Marco Aurélio, já falecido, e igualmente gravaram músicas em dupla. Aqui, um compacto duplo Copacabana de 1973, no qual ela interpreta “Se tem que ser adeus… adeus”, de César e Cirus, lançada no ano anterior por Waldik Soriano, “Nunca mais eu te esqueci”, de Almir Rogério, aquele do “Fuscão preto”, em parceria com Jean Pierre, “Você é muito importante em minha vida”, composição de Cláudio Fontana, e “Avenida do amor”, de Carlos Bonani.  Enfim, uma seleção com repertório flagrantemente popular, apresentando letras simples e diretas, músicas como não se fazem mais atualmente. Confiram…

*Texto de Samuel Machado Filho

preste atenção – giane
eu não posso namorar – giane
se tem que ser adeus… adeus – silvana
nunca mais eu te esqueci – silvana
você é muito importante em minha vida – silvana
avenida do amor – silvana
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Compactos – Roberton Riberti (1977) – Ataulfo Junior (1973)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! Seguem aqui mais dois compactos, desta vez trazendo o cantor e compositor paulista Roberto Riberti neste compacto de pré lançamento de seu primeiro lp, disco este já postado aqui no Toque Musical em outros tempos. Na sequência, temos o filho do Mestre Ataulfo Alves, o Ataulfo Jr. figura de muito talento, sambista, compositor e intérprete consagrado, com muitos discos gravados, principalmente compactos, entre eles temos este aqui de 73. Confiram

apenas mais um – roberto riberti
canção popular – roberto riberti
teu reinado – roberto riberti
rendição – roberto riberti
canto de amor – ataulfo junior
o samba seguinte – ataulfo junior
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Ely Camargo – Gralha Azul (1965-88)

A quem possa interessar… (e com certeza vai), tenho para o dia de hoje este belíssimo trabalho, lançado originalmente em 1965 pela gravadora Chantecler. Trata-se de um raro lp com a cantora e folclorista goiana Ely Camargo e participação do grupo vocal Os Titulares do Ritmo, apresentado temas folclóricos do Estado do Paraná. A gralha azul é um pássaro, símbolo deste Estado.
Em 1988 este álbum foi reeditado através da Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, recebendo um novo tratamento de áudio e desta vez apresentado em alto estilo num álbum de capa dupla e oito páginas com todas as informações sobre o trabalho. Foi produzido em edição limitada e não comercial. O lp original nunca voltou a ser relançado, infelizmente. Mas a versão digital está aqui, no Toque Musical. Confiram no GTM, ok?

gralha azul
lajeana
tiraninha
sabiá
cana verde
jogos infantis – cirandas
barreado
pau de fita
balainha
cena do boi
cena do cavalinho
cena do barão
cena da bernunça
cuá fubá
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Belchior (1976)

Boa noite, prezado amigos cultos e ocultos! Tenho para hoje um disco o qual eu gosto muito e sempre pensei em postá-lo no Toque Musical. Finalmente temos aqui o primeiro lp de Belchior lançado, segundo a unanimidade, em 1974. No meu lp, que eu também acredito que seja original de época, consta no selo como sendo de 76. Talvez seja um relançamento da Chantecler, visto que em 76 o artista já fazia muito sucesso e em outra gravadora. Uma oportunidade do galinho cantar de novo. (por falar em Galo… não, não me fale do Galo hoje…)
Vamos então com este disco, que não é nenhuma raridade. Já foi e sempre é bem divulgado em outros sites e blogs. Nada de especial além do fato de ser este um belíssimo trabalho de um artista o qual só temos a elogiar. Quem não conferiu ainda, a hora é essa. Vai lá no GTM!

mote e glosa
a palo seco
senhor dono da casa
bebelo
máquina I
todo sujo de baton
passeio
rodagem
na hora do almoço
cemintério
máquina II
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Victor Rafael – Quando A Noite Acontece (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estamos neste domingão, quente como um forno e para refrescar, só no suco 🙂 e bem gelado!
Trago hoje para vocês um raro e muito interessante álbum, lançado pela Chantecler em 1963. Esta gravadora/selo sempre foi mais focada na música sertaneja e regional, mas também investiu na música popular urbana e em artistas muitas vezes pouco conhecidos do grande público. É o caso do cantor e compositor Victor Rafael, um artista da noite paulista. No início dos anos 60 ele cantava na boate Delval, em São Paulo. Esta boate era famosa e tinha até o seu próprio conjunto. O cantor Caco Velho chegou a ser diretor artístico da casa e por lá passaram muitos nomes famosos. Victor Rafael era contratado da boate e neste que foi o seu disco de estréia ele vem acompanhado pelo orgão do maestro Aloysio Figueiredo e o conjunto da boate Delval. Um time de músicos realmente muito bons. O repertório também não fica por menos. Traz sambas de Dorival Caymmi, João Roberto Kelly, Nelson Cavaquinho, Paulo Pires e também composições próprias em parcerias. Eu definiria o Victor Rafael como um misto de Ataulfo Alves e Agostinho dos Santos. Infelizmente não há na rede nenhuma informação sobre este artista além do seu próprio disco.

quando a noite acontece
bem não faz
quando você voltar
eu não tenho onde morar
primeiro de abril
zé da conceição
nem sequer uma rosa
mairiporã
compreenda
pezinho pra frente
o melhor do amor
preciso de alguém
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Theodoro Nogueira – Missa A N. S. Dos Navegantes (1964)

Boa noite, meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! E cá estamos no fim de mais um ano e logo mais é Natal. Eu pensei em postar aqui mais um disco natalino, porém quebrando a sequência, mas sem querer sair do tom, vou trazer algo mais interessante. Tenho para hoje um álbum da linha ‘fora de série’, da gravadora Chantecler. Lançado em 1964, o disco é um verdadeiro achado, a começar pelo conceito de capa que é dupla e só tem frente. O verso é forrado numa imitação de couro. No miolo temos um encarte de duas páginas e um envelope onde o disco vem guardado. Produções como esta só mesmo para trabalhos de alto nível e especiais. Aqui temos ele, uma missa cantada. Aliás, a primeira missa cantada em português, conforme descreve a capa. A missa é a de Nossa Senhora dos Navegantes, um trabalho encomendado ao maestro Theodoro Nogueira pela Prefeitura do Guarujá para a inauguração da igreja de mesmo nome. Todos os detalhes deste trabalho eu vou deixar que os amigos mesmos descubram no próprio álbum. Como sempre, aqui segue completo!

missa a  nossa senhora dos navegantes
ave maria
cinco cantos joaninos
eu não sou parede não
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Roberto Fioravante – Valsas De Zequinha De Abreu (1964)

Incontestavelmente, José Gomes de Abreu, aliás, Zequinha de Abreu (1880-1935) é um monumento  entre os compositores de nossa música popular.  Sua obra-prima, o choro “Tico-tico no fubá”, é conhecida internacionalmente, e tem várias gravações. O mestre de Santa Rita do Passa Quatro (SP) deixou um total de 122 músicas conhecidas e editadas, incluindo marchas, tanguinhos, foxes, choros,sambas, dobrados etc.  E o gênero que mais cultuou foi exatamente a valsa, com  47 títulos. As valsas de Zequinha são primorosas, de cunho paulista-interiorano e brasileiro, um gênero criado por ele mesmo. Quem as ouve, mesmo pela primeira vez, reconhece sua brasilidade e paulistanidade típicas. Pois este álbum que o Toque Musical hoje oferece a seus amigos cultos, ocultos e associados, é dedicado justamente às valsas de Zequinha de Abreu, e foi lançado em 1964 pela Chantecler. Para interpretá-las, a “marca do galinho madrugador” escalou um autêntico seresteiro à moda antiga, Roberto Fioravanti, paulistano da Bela Vista, o velho e bom Bixiga, nascido em 1913 e neto de italianos.  Seu amor pela música cresceu ainda na adolescência,quando o pai o levava a serestas. Sua carreira artística começou na Rádio Educadora Paulista, onde fazia pequenas participações. Ali conheceu o compositor e versionista Fred Jorge, que o levou para a recém-inaugurada Chantecler. “Fiorindo”, como era conhecido,  foi, por sinal, um dos pioneiros da gravadora, e por ela registrou, em 1958, seu primeiro LP, “Seresteiro da saudade”, primeiro de uma série de cinco com o mesmo título.  Lançou ainda, entre 1959 e 1961, cinco discos 78 rpm com nove músicas, e, até 1970, gravou um total de dez LPs. Enquanto se dedicava à carreira, conseguiu um emprego na Rádio São Paulo (“a voz amiga”), como responsável pelo setor de cópias,mantendo as duas funções até se aposentar.  Chegou até a receber uma proposta de contrato da lendária Rádio Nacional do Rio de Janeiro, mas recusou no ato, pois era muito apegado à família. Em 1987, participou de um álbum de produção independente dedicado à obra do compositor  Mauro DaMotta, interpretando “Volta ao interior” e “Valsa de Pouso Alegre”, tendo sido esta sua derradeira aparição em disco.  Nos últimos anos de vida, o cantor residiu na Mooca, e faleceu em primeiro de junho de 1998. Hoje, há um espaço a ele dedicado no Museu Memória do Bixiga, reunindo tudo o que foi possível a respeito de sua vida e carreira, inclusive o chapéu preto com que ele costumava se apresentar. No presente LP, Fioravanti interpreta doze das valsas mais conhecidas de Zequinha de Abreu, que aliás só compunha música instrumental.  Os versos  eram  colocados depois, geralmente por encomenda dos editores. O disco abre com a valsa mais famosa de Zequinha, “Branca”,por ele composta em 1917, em homenagem a uma menina de 13 anos,Branca Barreto, filha do então chefe da estação ferroviária de sua Santa Rita natal. Zequinha adorava a menina, e, a pedido do pai, deu o nome de Branca à valsa, que estava sem título. Mais tarde, recebeu letra o poeta e escritor Décio Abramo, que adotou o pseudônimo de Duque d’Abramonte. Outros trabalhos memoráveis de Zequinha  no gênero valsa também marcam presença, tais como “Tardes em Lindóia”, “Amando sobre o mar”, “Aurora”, “Rosa desfolhada” (homenagem a Santa Terezinha do Menino Jesus), “Morrer sem ter amado” e “Só pelo amor vale a vida”, a faixa de encerramento. Enfim, um trabalho que só reafirma a brasilidade e a paulistanidade da obra de Zequinha de Abreu, cuja obra, sem sombra de dúvida, ficou e ficará para sempre na memória de tantos quantos apreciem o melhor de nossa música popular. Um autêntico “rosário de valsas”, conforme diz a contracapa.
branca
alma em delírio
morrer sem ser amado
último beijo
amando sobre o mar
tardes em lindóia
aurora
nosso ideal
rosa desfolhada
amor imortal
longe dos teus olhos
só pelo amor vale a vida

*Texto de Samuel Machado Filho

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Vanja Orico – Vanja 64 (1964)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Como eu sempre falo aqui e vocês, obviamente percebem, a cada dia o meu tempo de dedicação ao blog fica mais escasso. Daí, acaba acontecendo esses intervalos e as resenhas… ah, essas nem se fala. Acabam ficando mornas, sem graça e lacônicas. Penso então que o interesse na leitura se deve ao fato do próprio texto. E realmente eu sei, as vezes a coisa é bem fraquinha e desestimulante. Por essas e outras foi que eu decidi abrir o espaço para que outros aqui resenhasse. Convidei o Samuca, Samuel Machado Filho, que prontamente e na maior animação tem me ajudado, fazendo a série Grand Record Brazil do Toque Musical ser bem mais que uma simples postagem. Agora, penso em incluir um novo resenhista, dando ao Toque Musical algo além de apenas toques e links de compartilhamento. Sempre acreditei que blog de música bom tem que ter mais que links e discos, precisa de um conteúdo textual. Com mais um reforço chegando, espero que isso aconteça. Quem sabe assim, os amigos aqui dêem mais atenção. É só aguardar…
Pois bem, aqui vai o toque musical do dia: Vanja 64. Terceiro álbum da cantora, atriz e cineasta Vanja Orico, lançado pela Chantecler em 1964. Este lp é realmente muito bom e para o meu gosto pessoal, um de seus melhores trabalhos musicais. Vanja vem acompanhada por côro e orquestra, sob a regência do maestro Francisco Morais. Aqui ela nos apresenta um repertório nota 10, mesclando o samba, a bossa e temas nordestinos. Quem bem pode nos apresentar este lp é Ary Vasconcelos. É dele o texto da contracapa. Pensei até em reproduzí-lo aqui, mas creio que vocês irão preferir ler na própria contracapa. Fiquem a vontade… eu vou é dormir!

dandara
aruanada
afoché
a morte do deus de sal
acender as velas
é lampa
opinião
maria moita
sassaruê
carroussel
o nordeste não se rende
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Vilma – Minha Decisão (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Estava eu procurando “É preciso dizer adeus”, de Jobim e Vinícius, quando me deparei com este disco, o qual eu nunca tinha visto. Fiquei curioso para ouví-la, pois só conheço a música na vozes de Miúcha e Gal Costa. Difícil superar as duas cantoras, mas a minha ilustre desconhecida Vilma, não faz por menos. Interpreta muito bem e o arranjo dá aquele toque que faltava. Procurei no Google por alguma informação sobre essa cantora, mas com os poucos dados fica difícil. Nem mesmo o disco a gente vê na pesquisa. Não está à venda nem pelo Mercado Livre. Mesmo sem as devidas informações de apresentação, acho legal postar esse lp. É um trabalho de qualidade, com boas músicas, bons arranjos e uma boa interpretação. Vamos postá-lo mesmo assim.  Vai que uma hora dessas aparece alguém que sabe alguma coisa. Todo complemento é válido. Comentários está aí é para isso 😉

minha decisão
campo aberto
você não vai dizer adeus
rascunho
quero ser sua
não me diga adeus
a fonte secou
mora na filosofia
noutros dias, quem sabe
proposta
lenço aberto
janela do mundo
é preciso dizer adeus
carnaval sem beleza
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The Jordans, The Jet Black’s E Ronnie Cord – 3 Compactos (2013)

Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! Vamos hoje engrossar o caldo, ao invés de um, vamos com três compactos de gêneros e estilos familiares entre si. Temos inicialmente o conjunto The Jordans com dois sucessos internacionais, sendo que na faixa do lado B eles vem acompanhados pelo grupo vocal Os Titulares do Ritmo. O The Jet Black’s é outro grupo da época, também aqui apresentam mais dois sucessos internacionais, trilhas de filmes importantes de Hollywood. E para finalizar, temos um compacto do Ronnie Cord, aquele que fez parte da discoteca de todo roqueiro, cuja a faixa principal é “Rua Augusta”, um clássico do rock nacional, música de Hervê Cordovil.
not for sale – the jordans
midnight in moscow – the jordans
shave and scandal in the family – the jet black’s
zorba o grego – the jet black’s
rua augusta – ronnie cord
brotinho difícil – ronnie cord
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Pinduca – Sucesso É Pinduca (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Chegando já na reta final do dia, aqui vamos nós com mais um toque musical raro e aparentemente exclusivo (até então), antes que eu desmonte de vez sobre o teclado, vou rapidinho passando a bola…
Tenho para vocês um álbum raro do percussionista, vibrafonista, organista, compositor, professor, maestro e arranjador sergipano, Luis D’almeida Assunção, mais conhecido como ‘Pinduca’. Eis aí um nome pouco lembrado, mas que esteve presente nos mais diversos momentos da nossa música popular e erudita. Traçar aqui a trajetória deste artista é coisa que demanda tempo e eu já caindo pelas tabelas não posso garantir muita coisa. Mas saibam que Pinduca foi um artista incomum, merecedor de toda a nossa atenção. Acredito que existam outras fontes de informação sobre ele, mas vou ‘linkando’ vocês para a coluna do jornalista e historiador Luiz Antonio Barreto. Lá ele explica bem quem foi o mestre Pinduca.
Para completar, vamos apenas fazer uma pequena apresentação deste disco. “Sucesso é Pinduca” explica bem qual é a proposta, um repertório variado contemplando em especial algumas música de verdadeiro suceso. Pessoalmente, acho o disco meio fraco, principalmente quando mesmo sem querer comparamos algumas de suas faixas com as versões originais. No fundo, o que pega mesmo são os arranjos… sei não, acho que poderiam ter feito coisa melhor. Mas independente dos meus comentários, ouvir este disco é algo que necessário. Nem que seja para me provar o quanto eu estou enganado.

una lacrima sul viso
lawrence of arabia
mar amar
beijo gelado
times square
amor de mentirinha
vai de vez
dandara
berimbau (capoeira)
cadê joão
tema de james bond
pantera cor de rosa
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José Rastelli – Eu E Meu Amigo Violão (1960)

Olá amigos cultos e ocultos! Depois de postar recentemente o volume 3 da série “Eu e meu amigo violão”, vi o quanto este artista é admirado e o quanto ele é mal divulgado. Fiquei de repostar o volume 2 e aproveitando o ensejo, aqui vamos com o primeiro. Agradeço aos dois amigos cultos que prontamente me enviaram os arquivos dos discos. Felizmente eu já encontrei todos eles, como manda o figurino. Sem dúvida, esta série é muito boa e ouvindo hoje com mais atenção o primeiro, acho que entre eles é o melhor. O repertório é dos mais agradáveis e variado, o que demonstra a riqueza técnica e musical de José Rastelli.

aquarela do brasil
chuá chuá
tristesse
mentiroso
última inspiração
milongueiro de ayer
abismo de rosas
la cumparsita
malagueña
india
ave maria
valsa do adeus
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José Rastelli – Eu E Meu Amigo Violão – Vol. 3 (1964)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Sei que muitos dos amigos aqui ainda esperam a reposição de links para velhas postagens. Sei também que alguns até já desistiram devido a demora. Pois é, eu sinto muito. Gostaria mesmo que os links se eternizassem, se a necessidade de reposição. Isso também dá um trabalho danado. Infelizmente, até hoje, eu não consegui recuperar todos os links que se perderam quando o Mediafire resolveu cancelar a minha conta free. Desde então tenho buscado a reposição conforme as solicitações de vocês. Porém, os pedidos foram tantos que se acumularam. Definitivamente eu não tenho como atender de imediato e muitas vezes nem de responder prontamente aos comentários e e-mails. O negócio é ter paciência. Como já disse, a prioridade é sempre da postagem do dia. Quem acompanha o blog diariamente não perde nada. Daí, é com vocês. Eu faço a minha parte. Se estão chegando no fim da festa, sinto muito…
Hoje eu vou postar este volume 3 do violonista José Rastelli para compensar um pedido de reposição, do volume 2, que até hoje eu não refiz. E não refiz porque o referido lp sumiu, não sei onde eu o coloquei e o pior, também não tenho mais a cópia digitalizada. Enquanto espero o reaparecimento do tal disco, vamos com este, o volume 3, que traz em seu repertório onze temas variados e conhecidos, bem na linha dos álbuns anteriores.
Rastelli estreou em disco pela Chantecler, no início dos anos 60. Era um virtuoso do instrumento. Gravou esta série que se chamou “Eu e meu amigo violão”, a qual fez  muito sucesso naqueles tempos. Tempos em que o aprendiz se mirava em verdadeiros instrumentistas.

os milhões de arlequins
siboney
conversando com a saudade
adiós muchachos
amando sobre o mar
el relicario
madreselva
carnaval em veneza
capricho árabe
le lac de côme
sin palabras
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Antonio Carlos Barbosa Lima – Viola Brasileira – Concerto Em Hi Fi (1963)

Olá amigos cultos e ocultos! Andei dando uma filtrada nos comentários através de uma outra configuração para evitar os ‘spams’, mas pelo jeito espantou também os ‘cultos’. Mas tudo bem… acho que já estou começando a exigir demais de vocês.
Para darmos sequencia nesta quarta feira, eu estou trazendo este raro e belísimo álbum lançado pela Chantecler em 1963. “Concerto em Hi Fi – Viola Brasileira”. Um disco gravado pelo excepcional violonista Antonio Carlos Barbosa Lima, acompanhado por orquestra e regência do maestro Armando Belardi. Nele é apresentado pela primeira vez o “Concertino para Viola Brasileira e Orquestra de Câmara” e “7 Prelúdios (6 nos modos da viola)”, do compositor, também mestre de Barbosa Lima, Theodoro Nogueira. Para quem gosta de viola, este disco é obrigatório, pois foi talvez a primeira incurssão da viola caipira no campo da música erudita. O disco é um registro de um concerto realizado na época, no Teatro Municipal de São Paulo. Um trabalho belíssimo, pouco explorado e conhecido do público, mesmo naqueles tempos…
concertino para viola brasileira e orquestra de câmara:

alegro moderato
andante expressivo
festivo
6 prelúdios (nos modos da viola):
lentamente
bem ritmado
lento – animado – lento
vagaroso
vivo
moderado – ligeiro
prelúdio nº 7 (bem chorado)

Antonio Guimaraes e Seu Conjunto – O Fabuloso Guimaraes (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Durante a semana, estive ouvindo aquele disco do Waldir Calmon, o “Boleros”, o qual eu não conhecia. Apesar de ter uma capa super bacana e um repertório interessante, ainda assim, achei meio sonso, sei lá… não me agradou. Fiquei na vontade… Coincidentemente, ontem, encontrei em um sebo este álbum do pianista Antônio Guimarães, que de uma certa forma sempre me lembrou o Waldir Calmon. Guimarães e Seu Conjunto eram nos anos 50 uma das grandes atrações da boate Fred’s, no Rio de Janeiro. Este álbum, pelo que eu pude verificar, foi lançado em 1963 pela Chantecler. Um disco aos moldes dançantes da época, com uma seleção musical eclética, embalanda ao ritmo do samba. Bem curioso e porque não dizer interessante. Coisa bem típica de casa noturna, como era o Arpège, do Calmon. Outro detalhe interessante é a presença de Airto Moreira, que era o baterista do conjunto e na época era chamado de Airto Guimorvan.

mattinata

hollyday for strings

lenda do beijo

dança das horas

viúva alegre

malagueña

jalousie

copacabana

i love paris

perfídia

c’est ci bom

yo soy manouga