Raul De Barros – O Trombone De Ouro (1983)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Mais uma vez, correndo contra o tempo e na brecha, vou deixando logo cedo a postagem do dia. O dia hoje vai ser foda, muita coisa para fazer em apenas 18 horas. Mas vamos lá…

Puxando um ‘de gaveta’, o escolhido foi o Raul de Barros e seu trombone nota 10. Temos aqui um disco lançado por ele através do selo CID. Na verdade, uma seleção de seus grandes sucessos. E ao que parece, algumas faixas são regravações. Vão conferindo aí, porque eu já estou de saída.

na glória

pennsylvani 6-5000 – tea for two

copacabana

doce de côco

ave maria

pedacinhos do céu

ela disse-me assim – canção de amor

chattanooga choo choo – the continental

carinhoso

angustia – recuerdos de ipacaray

ginga das palmas

Raul De Barros E Dilermando Pinheiro – Trombone Zangado (1955)

Upa! Finalmente liberado (nos próximos 15 minutos) para a postagem do nosso domingão! Como todos têm sido muito bonzinhos comigo eu, vou continuar retribuindo nas raridades fonográficas. Hoje eu tive mais tempo para preparar com calma um raro toque musical, que agora eu apresento a vocês. Eis aqui um disco bacana, coisa rara de se ver e ouvir por aí; “Trombone Zangado”. Chega a tal ponto, que tem um camarada vendendo um exemplar no Mercado Livre por nada menos que 900 reais. Ou ele perdeu o cabeção, ou eu estou com uma preciosidade aqui e não sabia. Sem dúvida, o disco é ótimo, mas pagar essa grana só se for colecionador apaixonado ou rico metido a besta. O meu está na mão, quem quiser me fazer uma proposta… hehehe…

Bom, o que temos aqui é um lp, segundo o Dicionário Cravo Albim, gravado em 1955 pelo trombonista Raul de Barros ao lado do sambista Dilermando Pinheiro. Eu, sinceramente, nunca vi este disco, pois o que eu tenho, acredito, foi um relançamento de 1969, pelo mesmo selo Rádio. O encarte do álbum é bem simples, sem nenhuma informação além de título e artistas, chega a ser quase conceitual com a frase: “O bom está no disco, a capa é proteção”. A impressão que me passa é de um disco parte de uma caixa ou coleção. Mesmo assim, no selo vamos encontrar as informações básicas. “Trombone Zangado é na verdade, um disco dividido, com faixas alternadas entre Raul de Barros com Escola de Samba e Dilermando Pinheiro com conjunto. Fica claro, porém, que Raul de Barros está presente também no conjunto que acompanha Dilermando. Ouvindo hoje, com mais atenção, percebi uma coisa interessante nas músicas com Dilermando Pinheiro que até então eu não havia notado, o som do batuque do artista no chapéu de palha. Cheguei a pensar que fosse problema na digitalização e tratamento do som, era um barulho seco, mas ritmado. Era o chapéu de palha, no qual ele batucou por mais de 20 anos.
O repertório, como podemos ver logo abaixo é formado por sambas, choros e maxixes, muitos deles, autênticos e expressivos clássicos. Viva a música brasileira!
ginga do candango – raul de barros com escola de samba
consolo de otário – dilermando pinheiro com conjunto
arrasta a sandália – raul de barros com escola de samba
não era por interesse – dilermando pinheiro com conjunto
sarambá – raul de barros com escola de samba
história antiga – dilermando pinheiro com conjunto
soprando ligeiro – dilermando pinheiro com conjunto
cigana do catumbi – raul de barros com escola de samba
coração de pedra – dilermando pinheiro com conjunto
se você soubesse – raul de barros com escola de samba
um bocadinho só – dilermando pinheiro com conjuto
implorar – raul de barros com escola de samba

Raul De Barros – Ginga De Gafieira (1958)

Olá, amigos cultos e ocultos! Tem dias em que a gente fica num desânimo que não dá nem vontade de levantar da cama. Essa etapa eu até consegui vencer, mas sinceramente, estou me arrastando para fazer qualquer outra coisa, inclusive a postagem de hoje. Mesmo assim, vamos a ela, um ‘disco de gaveta’ para não dar muito trabalho.

Tenho para vocês o lp “Ginga de Gafieira”, do grande trombonista Raul de Barros, um nome que dispensa maiores comentários. Este lp, é outro, já bem tocado em diversos blogs, mas que eu faço questão de também apresentá-lo no Toque Musical. Lançado originalmente em 1958, este álbum traz um autêntico repertório de sambas que o Raul tocava com seu grupo nas gafieiras do Rio. É um tipo de música que sempre esteve em voga, tanto assim que chegou a ser relançado pela Odeon nos anos 70, através de seu selo Imperial, em 80 pelo selo Jangada e em 90 saiu também em cd, pela Kuarup. Como se pode ver, o que temos aqui é o 3.0, com uma capa que seria a mesma usada na versão cd. Acredito que a capa original, de 58 (que ninguém tem e ninguém viu) seja a mesma que vemos aqui…
Desculpem, mas hoje está ‘druris’, como dizia um amigo meu. Tá difícil… vou voltar pra cama ou afundar no sofá fingindo assistir a Sessão da Tarde.
amigo velho
cidade maravilhosa
arrasta a sandália
jogadinho
trombone travesso
colher de chá
gosto que me enrosco
pé de chumbo
se acaso você chegasse
ginga de gafieira
neptuno
pau de burro

Raul De Barros, Ruy Rey, Risadinha E Roberto Ferri – Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2012)

Amigos cultos e ocultos do Toque Musical, espero que vocês tenham tido uma excelente passagem de ano. E é com muita alegria que lhes apresentamos a sexta edição do Grand Record Brasil, a primeira deste novo ano de 2012. Para começar, aqui está um músico que foi também chefe de orquestra: Roberto Ferri. Junto com o pai, Orlando Ferri, ele animava bailes por todo o Estado de São Paulo, apoiado por músicos bastante qualificados e experientes. O disco desse notável músico escolhido para esta seleção foi o Odeon 13327, gravado no dia 29 de maio de 1952 e chegado às lojas em setembro seguinte. Ferri, atuando ao solovox (instrumento considerado o primeiro sintetizador monofônico da história da música) e apoiado por regional, executa no lado A, matriz 9325, dois clássicos do inesquecível poeta do mar da Bahia, Dorival Caymmi: ”A jangada voltou só” e “É doce morrer no mar” (esta última é uma parceria com o escritor, também baiano, Jorge Amado, que às vezes, como aqui, era omitido nos selos dos discos). No lado B, matriz 9324, por conseguinte gravada antes, Ferri executa o choro “Levanta poeira”, do mestre de Santa Rita do Passa Quatro, Zequinha de Abreu (1880-1935), editado como “chorinho sapeca”, e cuja primeira gravação só se deu em 1942, na Victor, pela Orquestra do maestro Passos. Em seguida, iremos relembrar Domingos Zeminian, que ganhou a imortalidade com o pseudônimo de Ruy Rey (São Paulo, 1915-Rio de Janeiro, 1995). Ator, cantor, compositor e “band-leader”, especializou-se na interpretação de ritmos hispânico-americanos (bolero, rumba, mambo, guaracha, chá-chá-chá, etc.). E também era de carnaval (quem não se lembra, por exemplo, da marchinha “A mulata é a tal”?). Tanto que o disco apresentado aqui é o Continental 15974, gravado em outubro de 1948 e lançado em janeiro de 49, claro, um mês antes da folia, com duas marchinhas. Com acompanhamento da Orquestra Tabajara de Severino Araújo, ele interpreta no lado A, matriz 1978, gravado no dia 8, “Espanhola diferente”, composta por Nássara, autor de inúmeros êxitos carnavalescos, e pelo alagoano Peterpan, que no gênero também nos deu hits como “Apanhador de papel” e “Marcha do caracol”. No lado B, gravado no dia 6, portanto dois dias antes, matriz 1974, temos “Legionário”, de João “Braguinha” de Barro, outro nome que muito contribuiu para engrandecer nosso repertório carnavalesco, em parceria com José Maria de Abreu, paulista de Jacareí, que concebeu vários hits clássicos de nosso cancioneiro, bastando lembrar “Alguém como tu”, “E tome polca”, “Se amar é bom” e “Boa noite, amor”, o prefixo pessoal de Francisco Alves. Aliás o carnaval de 1949 foi um dos mais ricos em termos musicais, bastando lembrar, por exemplo, “Chiquita bacana”, “Pedreiro Valdemar”, “Jacarepaguá”, “A Lapa”, “Nêga maluca”, “A coroa do rei”, “Balzaqueana”… A seguir, um mestre do trombone: Raul de Machado de Barros (Rio de Janeiro, 1915-Itaboraí, RJ, 2009). Músico e maestro dos mais notáveis, ele aqui executa dois choros à frente de seu regional, gravados na Odeon em 15 de junho de 1949 e lançados em setembro seguinte no disco 12948. No lado A, matriz 8521, temos “Eu, hein!”, de autoria de Felisberto Martins, à época também diretor artístico da Odeon. E o lado B, matriz 8520, é simplesmente um dos clássicos do chamado “repertório de gafieira”: “Na Glória”, composto pelo próprio Raul em parceria com Ary dos Santos. Um sucesso inesquecível, por ele regravado em outras oportunidades com a mesma competência. Até eu estava esperando para ter este registro original em minha coleção, tenho que confessar! Encerrando, temos Francisco Ferraz Neto, aliás, Risadinha (São Paulo, 1921-Rio de Janeiro, 1976), que evidentemente ganhou esse apelido por seu temperamento alegre. Ele marcou presença sobretudo no carnaval, com hits do porte de “O doutor não gosta” e “Se eu errei”. Risadinha aqui comparece com o disco Odeon 13599, gravado logo no comecinho de 1954 (4 de janeiro) e ido para as lojas em março seguinte. Acompanhado de regional, ele regravou dois sucessos: no lado A, matriz 10017, o rojão (espécie de baião mais acelerado) “Forró em Limoeiro”, de Edgar Ferreira, lançado no final do ano anterior por Jackson do Pandeiro em seu primeiro disco. No lado B, matriz 10018, um clássico do samba: “Se acaso você chegasse”, de Lupicínio Rodrigues e Felisberto Martins, primeiro sucesso nacional de Lupi, originalmente lançado em 1938 pelo também estreante Ciro Monteiro. Samba esse que receberia inúmeros outros registros de sucesso, e que projetaria, em 1959, Elza Soares. Enfim, o GRB começa o ano novo com o pé direito, e faço votos que todos tenham um ótimo 2012, repleto de alegrias, realizações e conquistas!

*SAMUEL MACHADO FILHO


Raul de Barros – Com Seu Trombone Romântico (1955)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bem rapidinho, pois quem sabe faz a hora e não espera acontecer.
Hoje vamos com o Raul de Barros, considerado o mais brasileiro dos nossos trombonistas, autor do célebre samba choro “Na Glória”. Foi um dos mais impotantes no seu instrumento. Gravou dezenas de discos e participou de mais uma centena. Seu trombone tocou alto na gafieira, a ponto de se tornar um instrumento fundamental em qualquer casa de baile do gênero. Gafieira sem trombone, não era mais gafieira.
Tenho aqui este álbum de dez polegadas. Mais um dos que eu comprei na mão do catador de papelão. Lançado em 1955 pelo selo Odeon, Raul nos apresenta um repertório com oito temas românticos e populares. De um lado músicas nacionais, choros e samba, incluíndo de sua autoria a faixa “Melodia Celestial”. Do outro lado dedicado ao internacional em ritmo de fox. Confiram…

ai yoyo (linda flor)
melodia celestial
vamos com calma
voltei ao meu lugar
poema (de fibisch)
please
i’d never forgive myself
intermezzo (de provost)

Abel Ferreira E O Choro – Nova História Da Música Popular Brasileira (1978) 2

Como eu havia anunciado, esta semana é dedicada à voz feminina. Porém, eu também disse que teríamos, semanalmente, um volume da coleção Nova História da MPB. Dessa forma e excepcionalmente teremos hoje duas postagens (oooba!). Estou afirmando isso, mas ainda nem tive tempo de preparar nossa artista do dia. Eu bem que poderia ter escolhido uma representante feminina da série, mas a participação das mulheres nesta coleção é quase insignificante, se limitando a Dolores Duran e Rita Lee, que ainda por cima dividem discos, respectivamente, com Tito Madi e Secos & Molhados. Além do mais, a ordem de apresentação dos volumes, eu achei por bem fazê-la na ordem alfabética, visto que não há uma numeração expressa para cada álbum lançado.
Temos então o disco do Choro, sendo o clarinetista Abel Ferreira o seu representante. Não entendi muito bem o motivo, visto que das oito faixas apenas em duas ele é o solista. De qualquer maneira é um disco que nos dá uma pequena amostra do que é o chorinho e alguns de seus chorões.

numa seresta – abel ferreira
dinorá – altamiro carrilho e seu regional
quando a minha flauta chora – dante santoro e regional
chorando baixinho – abel ferreira e regional
espinha de bacalhau – severino araújo e orquestra tabajara
andré de sapato novo – carlos poyares
na glória – raul de barros e regional
eu quero é sossego – paulo moura e conjunto

Solistas Populares (1957)

Na dobradinha da noite, aqui vai mais um disquinho bacana. Uma seleção da Odeon para seus artistas instrumentistas. Uma pequena coletânea para adoçar a boca, lançada possivelmente em 1957. Fazem parte deste lp os seguintes artistas e músicas na ordem das faixas:
Carolina Cardoso de Menezes (piano) – uma farra em campo grande
Roberto Ferri (solovox) – ho!
Mário Gennari Filho (acordeon) – baía com h
Portinho (sax alto) – folhas soltas
Garoto (banjo) – polquinha sapeca
Raul de Barros (trombone) – amanhecendo
Garoto (guitarra) – choro triste
Aimê Vereck (ocarina) – maquininha

Raul De Barros – Hoje Tem Baile (1959)

A gente às vezes recebe umas contribuições, que embora sejam interessantes, muitas vezes acabam por nos dar mais trabalho na hora da postagem. Por favor, não me interpretem mal. Se dá trabalho é porque é bom e merece. No caso deste disco do Raul de Barros foi assim. Só faltou a capa e maiores informações. A capa eu consegui, mas informações sobre este álbum e data é que é difícil. Em vários locais que eu pesquisei não vi uma referência sobre o lp, que fosse plo menos a data. Mas nada! Parece que o álbum não consta na dicografia do Raul (será?). Seja como for, fica em aberto este post para futuras correções. O lp traz doze faixas com músicas bem conhecidas do público em geral, feitas para dançar na sala, no salão ou na gafieira. Relembrando bons tempos que já não se vêem mais. Para os que não conhecem o Raul de Barros, saibam que ele foi um dos grandes do trombone, instrumentista, regente e compositor. É dele o famoso chorinho “Na Glória”, presente também neste lp, vocês lembram? Toque aí…

01 – Implorar
02 – Tequila
03 – Lisboa antiga
04 – Never let me go
05 – Na glória
06 – In the mood
07 – Abre a janela
08 – Patrícia
09 – Nêga
10 – Beguin the beguine
11 – Baltazar
12 – Morena boca de ouro