O Grupo (1968)

Olá, amigos cultos e ocultos! O TM apresenta a vocês hoje o LP de um conjunto vocal-instrumental que infelizmente durou pouco tempo, aliás foi  o único álbum que registraram. O nome é o mais sintético possível: O Grupo. Formado por quatro rapazes pra lá de talentosos, Roberval, Raimundo, Jaime e Maurício, O Grupo ficou conhecido do público ao acompanhar Roberto Carlos no samba “Maria, carnaval e cinzas”, de Luiz Carlos Paraná, no Festival de MPB da TV Record, em 1967. Esta música, inclusive, foi o lado A do compacto simples de estreia do Grupo, lançado ainda em 67 pela Odeon, tendo no verso “Canto de perdão”, de Roberval, um dos integrantes, em parceria com Hedys Barroso Neto. “Maria, carnaval e cinzas” também está neste único LP do Grupo, como faixa de encerramento. E é um trabalho de primeira, concebido sob a batuta de Mílton Miranda, com direção musical de outro “cobra”, Lírio Panicalli, e assistência de produção de Orlando Silva (que, certamente, não era o “cantor das multidões”). Os competentísssimosrapazes do Grupo, literalmente, “botam pra quebrar” em um repertório basicamente composto de sucessos nacionais da ocasião. Nas orquestrações e regências, além do próprio Lírio Panicalli em “Passa por mim” e “Morrer de amor”, temos ainda Antônio Adolfo em “Sá Marina” (por sinal um de seus maiores hits autorais), “Januária”, “Eu e a brisa” (eterno clássico de Johnny Alf) e “Diane”, Carlos Monteiro de Souza no clássico “Travessia”, inesquecível obra-prima de Mílton Nascimento, Ugo Marotta em “O bonde”, e Nelsinho em “Maria, carnaval e cinzas”.  Tudo isso com a irrepreensível qualidade técnica então característica das produções da Odeon, e recomendado por um entusiasmado Paulo Sérgio Valle no texto de contracapa. Um resultado de fato magnífico, que merece mais esta postagem do TM e irá agradar muito. Após esse disco, eles ainda gravariam algumas faixas esparsas em álbuns mistos e desapareceriam de cena. De qualquer forma, este LP do Grupo vale como um documento musical precioso daquele que é conhecido como “o ano que não terminou”, 1968, para desfrute de todos aqueles que apreciam nossa música popular no que ela tem de melhor e mais expressivo. Aproveitem…

alegria de carnaval
januária
passa por mim
pelas ruas do recife
rosa branca
o bonde
sá marina
eu e a brisa
morrer de amor
travessia
diane
maria carnaval e cinzas

*Texto de Samuel Machado Filho

O Grupo (1968)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Hoje eu estou trazendo aqui um disco que está sempre na boca de espera para entrar no blog. Temos aqui “O Grupo”, um quarteto vocal surgido nos anos 60, formado por quatro rapazes, um dos quais eu jurava ser o Antonio Adolfo. Não sei bem de onde eu tirei essa ideia, talvez porque um deles, o de óculos se pareça com o maestro compositor, ou ainda porque temos no discos diversas faixas que são de sua autoria e também, Antonio Adolfo assina a maior parte das regências e orquestrações. “O Grupo” era um quarteto moderno e este foi o seu primeiro disco. O quarteto vocal gravou mais dois discos, eu inclusive tenho as cópias, mas esses nem se comparam ao primeiro, tanto nos arranjos quanto na escolha do repertório. Temos aqui, por exemplo, a primeira gravação de “Sá Marina”, de Antonio Adolfo e Tibério Gaspar. “Travessia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant é outra. Me parece que foi a primeira gravação depois do Bituca, salvo o engano. Tá me faltando aqui falar um pouco sobre os quatro elementos que formam “O Grupo”. No disco e em outros lugares que procurei só vejo os rapazes sendo chamados pelo primeiro nome: Roberval (Taylor?); Raymundo (Nonato?); Jaime (Alem?) e Maurício (Tapajós, Duboc?). Entre parênteses são apenas suposições e ironia, nada sério. Deixo aqui a questão em aberto. Quem foram realmente os componentes dO Grupo? Alguém aí se arrisca? Fiquem a vontade para comentar. 😉

alegria de carnaval
januária
passa por mim
pelas ruas do recife
rosa branca
o bonde
sá marina
eu e a brisa
morrer de amor
travessia
diane
maria, carnaval e cinzas