Ely Arcoverde – O Orgão Que Canta Sambas (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Enquanto ainda me sobra um tempo, vou mandando ver nas postagens, que de uns tempos para cá passaram a não ser tão diárias como antes. No receio de não conseguir segurar a peteca, escalei o amigo Samuca para cuidar das reservas. Logo ele também estará aqui e certamente apresentando nossos discos de uma forma mais completa e envolvente. Aguardem!
Eu hoje estou trazendo um disco que comprei recentemente. Não fosse o amarelado, a oxidação do papel da capa, eu diria que  este é um disco novo. Aliás, o vinil realmente é novo e ao tirá-lo da capa a impressão que me deu foi a de que nunca foi tocado por mãos ou agulha. Ficou guardado por 47 anos e só agora está entrando na trilha. Adoro isso. Adoro escutar discos antigos e novos assim. Melhor ainda quando o artista é de primeira linha e traz no álbum um repertório no mesmo nível. Claro, estou falando do Ely Arcoverde que neste lp, produzido pela Fermata através de seu selo Premier, dá um verdadeiro show nos teclados. Peraí… teclados não, orgão elétrico! E o que ele faz no instrumento é mesmo genial, o título do álbum já diz tudo, “o orgão que canta sambas”. E canta mesmo. O cara consegue tirar sons em seu orgão que parece mesmo canto. Muito bacana! E como vocês mesmos podem ver, o repertório é ótimo!

helena, helena
eu não tenho onde morar
marina
rosa morena
não tem solução
favela
nunca mais
o nosso amor
copacabana
ta-hi (taí)
carinhoso
fechei a porta
.

Juca Chaves – Muito Vivo

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Antes de sair para a já tradicional Feira do Vinil e CDs Independentes, vou deixando pronta aqui a postagem do dia. A semana de humor ainda não fez cócegas o suficiente nos nossos ouvidos, por tanto, acho que vou dar sequência. Farei mais uma semana dedicada ao sorriso.
Para o sábado, estou trazendo mais uma vez o Juca Chaves. “Muito Vivo” é um disco que pela capa engana a gente. Parece ser gravado ao vivo, mas não é, o que acaba sendo melhor, afinal disco do Juca ao vivo é piada. Mas aqui, o que temos são 12 de suas mais famosas canções, sempre satirizando o cotidiano social, político ou artístico brasileiro. Não tenho certeza, nem vou verificar isso agora, mas algumas das faixas deste disco estão contidas também no álbum anterior que postei aqui no Toque Musical.
Deixa eu ir… já estou atrasado… até mais…

take me back to piauí
jeová, jeová
eu, o ignorante
contrabando de café
trenzinho elétrico
vou viver num arco íris
paris tropical
e no fundo ela era igual as outras
caixinha, obrigado
auto retrato
nasal sensual
chapéu de palha com peninha preta