Continental 30 Anos De Sucessos (1973)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Olha, vou ser sincero com vocês… estamos em total decadência. Sim, o Toque Musical nunca esteve tão em baixa. E isso se deve a uma série de fatores, a começar por essa plataforma que embora seja perfeita, já não atende aos requisitos que hoje pedem mais interação e imediatismo. As redes sociais, mais especificamente o Facebook e o Youtube passaram a ser a bola da vez. Tudo pode ser encontrado nesses dois ambientes de uma maneira muito mais rápida e interativa e de uma certa forma o interesse do público está mudando, se generalizando. Ampliando os horizontes, mas numa profundidade cada vez mais rasa. Daí, ninguém tem mais saco para acompanhar postagens. O que dizer então quando para se ter acesso ao que se publica aqui precisa antes se associar a um grupo? Sem dúvida, isso é desestimulante e só mesmo que está muito interessado é que encara o jogo. E o jogo hoje se faz muito mais rápido. Demorou, dançou… Por isso, se quisermos nos manter ativos por mais 10 anos, o jeito é acompanhar os novos tempos e implementar novas alternativas. Daí, penso em migrar definitivamente o Toque Musical para o Youtube. Há tempos venho pensando nisso, talvez agora seja a nossa hora. Fiquem ligados, logo o nosso canal vai estar na rede com tudo aquilo que já postamos por aqui. Será um trabalho longo, afinal, repor mais de 3 mil postagens não é moleza. Mas vamos tentar 🙂
Marcando esse momento, eu hoje trago para vocês um álbum triplo comemorativo, da gravadora Continental, lançado lá pelos idos de 1973, ano de uma das melhores safras da indústria fonográfica brasileira. 73 foi o ano em que essa gravadora completou seus 30 anos de atividade e lançou este álbum cujo os discos são de 10 polegadas. São três lps percorrendo todas as fases da gravadora, trazendo os mais diferentes artistas em ordem cronológica. Começa em Vicente Celestino, indo até aos Novos Baianos. São trinta músicas que expressam bem os 30 anos desta histórica gravadora.
Confiram já no GTM 😉

Disco 1
noite cheia de estrelas – vicente celestino
positivismo – noel rosa
implorar – moreira da silva
ondas curtas – orlando silva
brasil – francisco alves e dalva de oliveira
cai, cai – joel e gaúcho
brasil pandeiro – anjos do inferno
é doce morrer no mar – dorival caymmi
mágoas de um trovador – silvio caldas
copacabana – dick farney
Disco 2
felicidade – quarteto quitandinha
flamengo – jacob do bandolim
na paz do senhor – lúcio alves
delicado – waldir azevedo
feitiço da vila – araci de almeida
jura – mario reis
risque – aurora miranda
menino grande – nora ney
linda flor – elizete cardoso
dúvida – luiz bonfá e antonio carlos jobim
Disco 3
tristeza do jeca – tonico e tinoco
fechei a porta – jamelão
dor de cotovelo – elis regina
mas que nada – jorge ben e conjunto de zá maria
o baile da saudade – francisco petronio
nhem nhem nhem – martinho da vila
dela – ciro monteiro
adeus batucada – célia
você mudou demais – claudia barroso
o samba da minha terra – novos baianos
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Elizeth Cardoso – Elizeth Interpreta Vinícius (1963)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vamos nesta manhã de sexta feira trazendo um clássico da mpb. Temos aqui a grande Elizeth Cardoso interpretando músicas de Vinícius de Moraes e seus parceiros, em disco original lançado pela Copacabana em 1963. Embora o disco não traga nenhuma informação técnico-artística se sabe que  essas gravações contaram com a regência e arranjos do maestro Moacir Santos, com participações de Baden Powell, Vadico, Nilo Queiroz e o próprio Vinicius de Moraes.
Este lp voltaria (claro!) a ser reeditado no final dos anos 60 com uma outra capa e posteriormente em versão cd, até chegar no mp3, versão a qual os amigos já podem desfrutar não é de hoje, O Toque Musical só veio para colaborar nesse compartilhamento 😉

mulher carioca
pela luz dos olhos teus
sempre a esperar
menino traveso
consolação
triste de quem
se você disser que sim
ai quem ama
lembre-se
valsa sem nome
canção do amor ausente
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Elizeth Cardoso – Elvira Pagã – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 119 (2014)

E chegamos à edição de número 119 do nosso Grand Record Brazil, apresentando duas cantoras de diferentes estilos, mas ainda assim bastante representativas.
 A primeira delas é a também vedete e atriz Elvira Pagã (Elvira Olivieiri Cozzolino,  Itararé,SP, 6/9/1920-Rio de Janeiro, 8/5/2003), uma das personalidades mais ousadas de seu tempo, cuja beleza e sensualidade lhe deram fama e até resultaram em inúmeras prisões, um autêntico “sex symbol”. Já abordada pelo GRB em seu volume de número  59, Elvira volta aqui com seis gravações de sua carreira-solo que não haviam aparecido no mesmo, conseguidas bem depois de sua postagem pelo nosso companheiro, amigo e pesquisador Beto de Oliveira. Em seu segundo disco, o Continental  15251, lançado bem em cima do carnaval de 1945, em fevereiro, Elvira interpreta quatro marchinhas, duas em cada fonograma. No lado A, matriz 973, ela interpreta, de Gadé, Amado Régis e Almanyr Grego, “E o mundo se distrai”e “Meu amor és tu”. No lado B, matriz 974, ela nos traz “Cabelo azul” e “Briga de peru”, ambas de Herivelto e Roberto Martins (que não tinham qualquer parentesco, apesar do sobrenome ser o mesmo). Depois temos as faixas do Todamérica TA-5333, gravado em 14 de julho de1953 e lançado em setembro do mesmo ano, com dois sambas da própria Elvira: no lado A, matriz TA-508, “Reticências”, sem parceria, e, no verso, matriz TA-507, “Sou feliz”, parceria de um certo M. Zamorano. Elvira Pagã encerra sua participação neste volume do GRB com as músicas de seu derradeiro 78 (ela só gravou nesse formato),do extinto selo Marajoara, número MA-10012, com duas composições de sua autoria para o carnaval de 1959. No lado A, matriz M-23, o samba “Vela acesa”, que fez com Orlando Gazzaneo e Orlando Valentim.E no lado B, matriz M-24, a marchinha “Viva los toros”, esta em parceria apenas com Gazzaneo. Enfim, mais seis faixas com Elvira Pagã para enriquecer a coleção de nossos amigos cultos,ocultos e associados (ficou faltando apenas o samba-jongo “Batuca daqui, batuca de lá”, de 1950).
A outra intérprete deste volume do GRB é a eterna “Divina”, “Magnífica” e “Enluarada” Elizeth Cardoso (Rio de Janeiro, 16/7/1920-idem, 7/5/1990). Dela temos cinco faixas marcantes, a maioria de seu início de carreira. De seu primeiro disco,o Star 202, de 1950, provavelmente lançado em março desse ano (e retirado do mercado por “problemas técnicos” jamais esclarecidos), temos, na faixa 10, o lado B, “Mensageiro da saudade”, samba de Ataulfo Alves e José Batista, com acompanhamento de Acyr Alves e sua orquestra. Logo depois, Elizeth foi para a então nascente Todamérica, onde estreou no dia 27 de julho de 1950 gravando dois sambas (estruturalmente sambas-canções)  lançados em outubro seguinte no disco TA-5010. O lado A, matriz TA-19 e oitava faixa desta seleção, é “Complexo”, de Wilson Batista e Magno de Oliveira. Mas o hit maior estava no lado B, matriz TA-20 e faixa 7 de nossa sequência: “Canção de amor”, de Chocolate e Elano de Paula, que consagrou Elizeth, saudada como grande revelação de 1950, e tornou-se o carro-chefe da cantora para sempre. A penúltima faixa é a clássica toada “Prece ao vento”, de Alcyr Pires Vermelho, Gilvan Chaves e Fernando Luiz Câmara, lançada originalmente em 1954 pelo Trio Nagô. O registro de Elizeth Cardoso aqui incluído é de 1956, extraído do LP de 10 polegadas “Fim de noite”, selo Copacabana, relançado dois anos mais tarde em 12 polegadas e com quatro faixas a mais. Por fim, Elizeth nos apresenta “Venho de longe”, samba-canção de Dermeval Fonseca e Alberto Ribeiro,gravação Todamérica de 25 de janeiro de 1952, lançada em abril seguinte sob número TA-5145-B, matriz TA-238. Enfim, foi o que deu para o amigo Augusto selecionar para o GRB desta semana. Mas seu esforço, com certeza, sempre vale a pena… Divirtam-se!
Texto de Samuel Machado Filho
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Linda Batista, Elizeth Cardoso, Onilda Figueiredo & Carmen Barbosa – Seleçào 78 RPM Do Toque Musical Vol. 118 (2014)

E vai para o ar mais uma edição do Grand Record Brazil, a de número 118. É mais um volume dedicado às cantoras, apresentando quatro grandes intérpretes que fizeram história em nossa música popular.
Para começar, temos Linda Batista (Florinda Grandino de Oliveira, São Paulo, 14/6/1919-Rio de Janeiro,  17/4/1988),que marca presença no GRB desta semana com quatro faixas bastante expressivas, todas em gravações Victor. A primeira é a divertida marchinha “No boteco do José”, sucesso do carnaval de 1946, alusivo à conquista do campeonato carioca de futebol pelo Vasco da Gama (o time era então chamado “expresso da vitória”), no ano anterior, invicto, fazendo menção inclusive ao atacante Lelé (Manuel Pessanha, 1918-2003), artilheiro do certame, de chute fortíssimo.  Flamenguista convicto, Wilson Batista fez a marchinha em parceria com Augusto Garcez, e Linda a gravou em 21 de setembro de 1945, sendo lançada ainda em  novembro com o n.o 80-0348-A, matriz S-078294. Logo depois,ao lado das Três Marias, com acompanhamento da orquestra do maestro Passos,  Linda interpreta o clássico samba-canção “Bom dia”, de Herivelto Martins e Aldo Cabral, em gravação de 2 de julho de 1942, lançada pela marca do cachorrinho Nipper em setembro do mesmo ano, disco 34962-A, matriz S-052569. “Bom dia” tem inúmeras regravações, destacando-se as de Dalva de Oliveira e Maria Bethânia. Ruço do Pandeiro e Alfeu de Brito assinam o samba “Quem sabe da minha vida sou eu”, que Linda gravou em 13 de agosto de 1941, com lançamento em outubro seguinte sob n.o 34814-A, matriz S-052327. Linda Batista encerra sua participação neste volume com o divertido samba-de-breque “Eu fui à Europa”, de Chiquinho Sales. No enredo, Linda é uma cantora brasileira que vai se apresentar numa rádio europeia, mas é presa, confundida com uma espiã, e levada para a execução. Porém… tudo não passou de um sonho! Gravação de 10 de junho de 1941, lançada em agosto do mesmo ano com o n.o 34785-A, matriz S-052241. Nestas duas últimas faixas,o acompanhamento é creditado aos Diabos do Céu, mas estes não eram mais os integrantes da orquestra formada e dirigida por Pixinguinha, e sim os do regional de Benedito Lacerda, como sempre fazendo maravilhas com sua flauta inconfundível.  Como a denominação era de propriedade da Victor, outros grupos também podiam aparecer nos selos dos discos como Diabos do Céu, caso do regional de Benedito.
 A eterna “Divina”, “Enluarada” e “Magnífica” Elizeth Cardoso, nascida (16/7/1920) e falecida (7/5/1990) no Rio de Janeiro, intérprete de uma longa e vitoriosa carreira, bate ponto aqui com outras quatro faixas,todas gravadas em seu início de carreira. Primeiro, temos seu primeiro  sucesso maiúsculo, “Canção de amor”, samba do comediante Chocolate (Dorival Silva, 1923-1989) em parceria com Elano de Paula, que se tornaria para sempre carro-chefe de Elizeth. Saiu no disco de estreia da cantora na Todamérica, n.o TA-5010-B, gravado em 27 de julho de 1950 e lançado em outubro seguinte, matriz TA-20, do qual também apresentamos logo depois o lado A, “Complexo”, samba de Wilson Batista e Magno de Oliveira, matriz TA-19. Meses antes, porém, Elizeth  havia gravado seu primeiro disco na Star, futura Copacabana, número 202, do qual apresentamos o samba do lado B, “Mensageiro da saudade”, composto por Ataulfo Alves e José Batista, com acompanhamento da orquestra de Acyr Alves. Esse disco, lançado provavelmente em março de 1950, seria logo retirado das lojas pela gravadora, que alegou “problemas técnicos”, jamais esclarecidos devidamente. Por fim, Elizeth canta “Venho de longe”, samba-canção de Dermeval Fonseca e Alberto Ribeiro, gravação Todamérica de 25 de janeiro de 1952, lançada em abril do mesmo ano, disco TA-5145-B, matriz TA-238.
Natural do Recife, a capital pernambucana, Onilda Figueiredo, a cantora que apresentamos a seguir, deixou, segundo consta,  uma escassa discografia. Gravou, em 78 rpm, quatro discos com oito músicas, entre 1956 e 1958, todos pela Mocambo, gravadora que por sinal tinha sede no Recife, e pertencia aos irmãos Rozenblit.  Foi também contratada da Rádio Jornal do Commércio, e era presença constante nos programas de auditório da emissora recifense, cujo slogan era “Pernambuco falando para o mundo”.  Fez ainda uma participação na coletânea “Catorze maiorais em boleros” (Copacabana, 1964), interpretando “Duas cruzes”. Ei-la aqui com as faixas de seu 78 de estreia, o Mocambo 15094, lançado em junho de 1956, com dois boleros. Primeiro, o lado B, matriz R-695, “Desespero”, de autoria de Ângelo Iervolino. E, em seguida, o lado A, o clássico “Nunca! Jamais! (Nunca! Jamás!)”, matriz R-694, de autoria do mexicano Lalo Guerrero, em versão de Nélson Ferreira, também notável compositor e então diretor artístico da Mocambo. Enorme sucesso, “Nunca! Jamais!” seria mais tarde faixa de abertura do único LP da cantora, o 10 polegadas “A voz de Onilda Figueiredo”, sendo também gravado por outros intérpretes (Ivon Cúri, Ângela Maria, Rosa Pardini, Zezé Gonzaga etc.).
Finalmente, lembramos de uma cantora expressiva, que infelizmente partiu muito cedo: Cármen Barbosa. Carioca do bairro do Catumbi, nascida em 4 de setembro de 1912, ela faleceria em 3 de setembro de 1942, um dia antes de fazer trinta anos, vítima de grave doença. Ela aqui comparece com as quatro faixas finais de nossa seleção desta semana. De início tem “Banalidade”, samba de Gilberto Martins (nada banal,apesar do título), gravação Columbia de 19 de junho de 1939, lançada em julho seguinte sob n.o  55073-A, matriz 165. O samba-canção “Carnaval que passou” é do mestre Benedito Lacerda, que muito incentivou Cármen Barbosa em sua carreira e por sinal a acompanha com sua flauta mágica em todas as quatro faixas que ela interpreta aqui, à frente de seu regional.  Gravação Victor de 30 de abril de 1937, lançada em agosto do mesmo ano, disco 34192-A, matriz 80390 (aqui, o regional de Benedito Lacerda aparece com o nome de Boêmios da Cidade). O samba “Depois que ele partiu” é também de Benedito, agora em parceria com Gilberto Martins, e Cármen o gravou na Columbia em 8 de agosto de 1939, com lançamento em setembro sob n.o 55157-B, matriz 187. Por fim, temos outro bom samba, “Adeus, Favela”, de Nélson Trigueiro e Paulo Pinheiro, gravação Columbia de 13 de maio de 1939, lançada em junho seguinte sob n.o  55069-A, matriz 152. Enfim, uma edição em que o GRB revive quatro grandes cantoras da MPB, cujo legado é sempre desfrutável e imperdível. Até a próxima!
* Texto de Samuel Machado Filho
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Elizeth Cardoso – Naturalmente (1959)

Olá amigos cultos e ocultos! Uma boa noite para todos! Hoje eu estou atendendo a um pedido especial do ‘frère’, Chris Rousseau, que lá de Marselha aguarda ansioso por este toque. Esta é na verdade uma recomposição de uma velha postagem feita aqui algum tempo atrás. Creio que irá agradar a todos, num geral.
Temos aqui a grande Elizeth Cardoso, ou Elizete, como aparece escrito as vezes em seus discos. Temos mais uma vez o álbum “Naturalmente”, apresentado agora em seu formato original, lançado em 1959, conforme consta no selo do relançamento. O álbum traz um texto de apresentação assinado pela escritora Eneida de Moraes, um nome, por sinal, pouco lembrado nos dias de hoje. Eneida foi uma jornalista e escritora e aparece aqui na foto de contracapa, ao lado da Elizeth Cardoso. “Naturalmente” é um lp fino, com doze músicas escolhidas a dedo. E a dedo também deve ter sido a escalação dos músicos que compõe o trabalho. Não é por acaso ele que desperta o interesse de tanta gente, não apenas por conta da cantora, mas também pela orquestra e músicos que a acompanham. Vou aqui apenas reproduzir o texto da escalação:Severino Filho é o responsável pelos arranjos, neste elepê. Também foi o irmão moço de Ismael Netto,o regente da orquestra, que contou com a colaboração preciosa dos pistões Laerte Rezende, José Moura, Alberico Moura, Hercule Calastri, dos trombones Edmundo Maciel, Armando Palla, Waldemar Moura e Francisco, dos violinos Nirenberg, Homero, Pascoli, Adolfo, Colaccico, Pinchito, Jorge e Pinheiro, dos violóes Cezar e Flinkas, dos celos Guerra e Oliani. Ao piano este Chaim, o bateria foi Paulinho, o contrabaixo Sebastião Marinho, a harpa foi Fumagália, a guitarra Temistocles de Araújo, Chuca-Chuca no vibrafone, Nicolino Cópia na flauta, o oboé e corningles foi Hans, o violão foi JOÃOZINHO GILBERTO. Os ritmistas foram Alberto de Souza, Bide, Geraldo Barbosa. No côro de Sereverino Filho as vozes são de Hortência, Odaléa e  Ivone, de Altair, badeco Cosme, Quartéra e Waldir.”

é luxo só
suas mãos
olha-me, diga-me
praça 7
onde estará meu amor
sozinha
na cadência do samba
jogada pelo mundo
você voltou
pedestal
fui procurar distração
e nada mais
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Especial De Natal Parte 1 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 82 (2013)

Vem chegando mais um final de ano, e mais um Natal! Tempo de reunir a família, preparar o presépio, a árvore e a ceia, trocar presentes (com direito até ao chamado “amigo oculto”)… sem, é claro, esquecer que é o aniversário de Jesus. Tempo também de cantar músicas alusivas à chamada festa máxima da cristandade. Evidentemente, o Grand Record Brazil  entra nesta semana em clima natalino, apresentando a primeira de duas partes de uma seleção de músicas gravadas na era do 78 rpm para comemorar a data. Ela foi extraída de uma compilação realizada em 2006, por nosso colega e amigo Thiago Mello, para o seu blog Bossa Brasileira (http://bossa-brasileira.blogspot.com). Serão ao todo vinte gravações (algumas já aparecidas em nosso volume 4, agora voltando com melhor qualidade sonora), e aqui apresentamos as primeiras dez.  Abrindo esta seleção, temos a introdução, apenas instrumental,  a cargo do grande Radamés Gnattali, de “Cantigas de Natal”, um pot-pourri  de canções do gênero interpretadas pelos Trios Melodia e Madrigal em disco Continental 20106, de 1951, do qual apresentaremos as duas partes em nosso próximo volume.  Em seguida, Neyde Fraga (São Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987) apresenta, de seu terceiro disco, o Elite Special (selo então coligado da Odeon) N-1020-A, editado em 1950, a marchinha “Quando chega o Natal”, de autoria de Sereno (Inácio de Oliveira, São Paulo, 1909-idem, 1978), matriz FB-539, muito bem acompanhada pelos Demônios da Garoa (que, como ela, também eram do cast da Rádio Record de São Paulo, então “a maior”) e pela orquestra e coro do maestro Edmundo Peruzzi (Santos, SP, 1918-idem, 1975). Curiosamente, em outra tiragem desse disco, o número da matriz foi alterado para MIB-1097. Aurora Miranda (Rio de Janeiro, 1915-idem, 2005), irmã de Cármen, comparece com duas faixas que gravou na Odeon:  “Natal divino”, marchinha de Mílton Amaral, do disco 11288-A, gravado em 4 de dezembro de 1935 e lançado logo em seguida, matriz 5173, e o samba “Sinos de Natal”, de Djalma Esteves e Vicente Paiva, do disco 11174-B, gravado em 18 de outubro de 1934 para lançamento, é claro, em dezembro, matriz 4935. Leny Eversong (Hilda Campos Soares da Silva, Santos, SP, 1920-São Paulo, 1984), notável intérprete de hits nacionais e internacionais, nos brinda com a marchinha “Prece de Natal”, de José Saccomani, Lino Tedesco e Walter Mello, lançada em dezembro de 1953 pela Copacabana sob n.o 5172-B, matriz M-559. “Noite de Natal”, interpretada por Dalva de Oliveira com a orquestra de Roberto Inglez, é o famoso “Noite feliz  (Stille nacht, heilige nacht)”, com letra diferente da que costumamos cantar, assinada por Mário Rossi, em gravação feita em 1952, nos estúdios da EMI, em Londres, durante a longa e vitoriosa excursão da cantora pela Europa, e lançada no Brasil pela Odeon com o n.o X-3372-A (série azul internacional), matriz CE-14164. A música nasceu por um capricho de ratos que, em 1818, entraram no órgão de uma igreja da cidade austríaca de Arnsdorf e roeram seus foles. Preocupado com a possibilidade de um Natal sem música nesse ano, o padre Joseph Mohr foi logo procurar um instrumento para substituir o antigo.  Nessas peregrinações, imaginou como teria sido o nascimento de Jesus, em Belém. Fez anotações, levou-as até o músico Franz Gruber para musicar… e pronto! Assim nasceu “Noite feliz”.  Já que falamos em Aurora Miranda, sua irmã Cármen (1909-1955), ainda hoje uma referência em termos de Brasil no exterior, aqui interpreta a marchinha “Dia de Natal”, de Hervê Cordovil, gravação Odeon de 16 de outubro de 1935, lançada  em dezembro seguinte sob n.o  11289-A, matriz 5170. Ângela Maria e João Dias interpretam, em dueto, a singela toada ‘Papai Noel esqueceu”, da parceria Herivelto Martins-David Nasser, lançada pela Copacabana para o Natal de 1955, sob n.o 20022-B (série “de exportação”), matriz M-1412. Um ano depois, em dezembro de 1956, nessa mesma série (20033-A, matriz M-1706), a Copacabana lançou o registro de Elizeth Cardoso para a canção “Cantiga de Natal”, de autoria da compositora e pianista Lina Pesce (Magdalena Pesce Vitale, São Paulo, 1913-idem, 1995), gravada originalmente por Mário Martins, em 1954, no mesmo selo.  Encerrando esta primeira parte, uma marchinha da dupla Alvarenga e Ranchinho, “Presente de Natal”, interpretada por Zelinha do Amaral com doce voz de menina e delicioso sotaque de caipirinha. Foi sua única gravação, feita na Victor em 12 de novembro de 1936 e lançada em dezembro seguinte sob n.o 34116-B, matriz 80250. Semana que vem, apresentaremos a segunda parte desta seleção natalina do GRB. Até lá!
*Texto de SAMUEL MACHADO FILHO

Elizete Cardoso – Magnífica (1959)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Pelo visto eu terei que ficar batendo na mesma tecla até que todos entrem no ritmo do nosso GTM (Grupo do Toque Musical). Alguns visitantes, no desejo aflito de ir logo baixando os discos postados, não se preocupam em ler as informações do blog, principalmente depois dos últimos fatos ocorridos e consequentemente das mudanças que fiz no Toque Musical. Há nesse caso dois pontos fundamentais que devem ser observados. O primeiro diz respeito à associação dos amigos no grupo. Muita gente fica mais perdida que cego em tiroteio, sem saber como se inscrever. A coisa é bem simples, leiam o cabeçalho do blog. As informações estão bem claras. Após fazerem a inscrição, aguardem até que eu os aprovem no grupo. Não estou fazendo restrições a ninguém, nem mesmo aos espíritos de porco, que apesar de serem chatos, sei que no fundo nutrem uma grande admiração por mim. Agindo com educação e respeito, terão os mesmo privilégios dos demais. Os inscritos após aprovados, podem configurar suas contas no site do GTM, escolhendo a maneira que melhor lhes agradarem para o recebimento das mensagens. O segundo ponto importante, diz respeito à utilização do endereço de e-mail do grupo. Este, nunca deve ser usado para mensagens ou solicitação de músicas ou links. Evitem usar esse canal, deixando-o exclusivamente para os ‘toques’ (links) referentes às postagens do Toque Musical. Mensagens e links de terceiros, enviados para lá, serão imediatamente retirados e seu autor, se repetir o erro, será excluído do GTM. Quando quiserem um novo link para uma postagem antiga, basta colocar a mensagem no Comentário referente à ela. Assim que eu tiver tempo, farei a reposição. Infelizmente, a situação tem piorado e o terrorismo passa a ser feito até por bossais, o que me levou a tomar essas medidas.

Tem gente (os bossais) que acha que tudo isso me prejudicou, que o Toque Musical tem perdido o seu ‘tesouro’. Lêdo engano. Eu não perdi nada, absolutamente nada! O blog continua inteiro, sem corte ou censura nas publicações. Estão aqui todas as postagens que fiz desde o início. Faço ‘back up’ diariamente do TM e quanto aos discos… aah… esses continuam na minha estante, no meu toca discos e nos quase 15 terabites já digitalizados. Daí, quando um ‘doente’ pensa que está me sacaneando, está na verdade fazendo mal a ele próprio e aos demais visitantes do blog. O povo aqui, que não é bôbo nada, já sabe o que fazer, deixa o cabra babando sozinho, ignora que ele acaba surtando. Não posso negar que acho tudo isso ótimo. Fale mal, mas fale (sempre) do Toque Musical 😉 Putz, até rimou… hehehe…
Bom, agora falando da postagem do dia, hoje eu estou só respondendo à altura. Como havia dito anteriormente, estou no momento voltado para a produção musical mais recente, mas nem por isso fácil de encontrar. Quero aqui também dar a vez a um público que sempre me prestigia e aos discos e artistas da minha geração. Não necessariamente que sejam todos lá do meu gosto pessoal. Como vocês já sabem, eu escuto música com outros olhos 🙂
Aqui então, o disco escolhido para o domingo. Vejam só que beleza, Elizete Cardoso (ou Elizeth, como queiram), neste ótimo álbum gravado por ela em 1959. “Magnífica” nos traz um repertório especial, exclusivo para as composições de Marino Pinto. Neste lp, Elizeth Cardoso interpreta suas canções, a maioria em parceria com grandes nomes, tais como Vadico, Mario Rossi, Carlos Lyra, Antonio Carlos Jobim e outros mais. Participam deste disco, além do próprio Marino Pinto, Altamiro Carrilho, que tocou e também dirigiu a gravação, o jovem violonista Baden Powell e também os maetros Mozart Brandão e Severino Filho que cuidaram da orquestração e o côro. Com um time desses e os valores agregados, não tem como dizer que este álbum da Elizete Cardoso não é magnífico.
música do céu
que dizer?
reverso
cidade do interior
herança
renúncia
madrugada
velhos tempos
velha praça
aula de matemática
até quando?

A Visit To Brazil (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, é dia de coletâneas, mas eu, infelizmente não tive tempo de preparar uma daquelas seleções exclusivas que fazem tanto sucesso por aqui. Como os companheiros de outros blogs também não se manifestam, apresentando suas coletâneas, o jeito foi eu improvisar. Aliás, não se trata bem de um improviso, temos aqui uma verdadeira seleção fonográfica. Um disquinho raro e curioso, bem a cara do nosso Toque Musical.

Tenho para vocês um álbum estrangeiro, uma coletânea que segundo seus produtores é de música brasileira. Este disco foi lançado em 1958 nos Estados Unidos pelo pequeno selo Seeco, criado na década de 40 por Sidney Siegel. Siegel era um joalheiro e também um amante da música latina. No início dos anos 40 ele decidiu investir parte de sua renda, na rentosa joalheiria “Casa Siegel” para se dedicar à uma produção fonográfica diferenciada. A Seeco foi um selo pioneiro ao procurar produzir nos Estados Unidos álbuns de música latina (Seeco – For The Finest In Latin-American Recordings). O selo durou um bom tempo e lançou uma diversidade musical até então pouco conhecida nos ‘States’. Música cubana, argentina, caribenha, brasileira, mexicana, ritmos latinos em geral, além de franceses e espanhois, tudo passou pela Seeco.
Este curioso álbum traz uma seleção por onde passam Angela Maria, Elizeth Cardoso, Carmen Costa e o grupo vocal Titulares do Ritmo. Há também nomes como Uccio Gaeta, Carminha Mascarenhas e Heleninha Costa. Uma coisa que me chamou a atenção foram as gravações que parece terem sido feitas para este lp. Acredito que nossos artistas gravaram com exclusividade para a Seeco. Digo isso porque eu não me lembro de já ter ouvido essas versões. Como esta gravadora tinha o hábito de fazer ela mesma os registros, deduzo que sejam então exclusivas. Não foi simplesmente uma coleta de fonogramas ‘comprados’ e prontos. A qualidade da gravação, embora o disco seja ‘made in usa’ e esteja impecável, fica muito a desejar. Vale mesmo pela curiosidade. Confiram e dêem suas opiniões… 🙂
carinhoso – angela maria
bem te vi atrevido – uccio gaeta
coisas de mulher – titulares do ritmo
dora – angela maria
facundo – carmen costa
vem ver – angela maria
espinita – carminha mascarenhas
não devo sonhar – angela maria
contigo en la distancia – uccio gaeta
rio e amor – angela maria
agarrarinha – carminha mascarenhas
fala mangueira – angela maria
o amor é tudo – elizeth cardoso
sinfonia do samba – heleninha costa
terra seca – angela maria

Meu Brasil – Coletânea De Milan Filipovic

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui estamos em mais um sábado de coletâneas. Vou aproveitar a pausa do almoço para fazer logo a nossa postagem. Hoje temos como convidado o Milan Filipovic, do excelente blog Parallel Realities. Essa ideia de coletâneas, convidando outros blogs parceiros, começou com o sérvio, eu inclusive fui por ele um dos convidados, apresentado uma seleção da Alaide Costa. A minha versão é um pouquinho diferente, se prolonga por um prazo indeterminado. Enquanto houver aqueles que atendam ao meu convite, os colaboradores espontâneos e eu próprio criando novas coletâneas, a programação continua.
Em “Meu Brasil”, Milan reuniu para nós alguns de seus artistas brasileiros, ao que parece, os que ele mais aprecia. Temos aqui o equivalente a um álbum duplo de 10 polegadas, ou seja, dezesseis músicas, extraídas (quase todas) de discos neste formato. A escolha dos artistas e repertório refletem bem o perfil do “Parallel Realities”. Cantoras das décadas de 40, 50 e 60, além de umas pitadas intrumentais de Ribamar, Alberto Mota, Pocho e Moacyr Silva. Gostei, uma bela seleção. Vamos conferir?

ternura antiga – marisa gata mansa
só por amor – odete lara
ô ba la la – norma benguell
com açucar e com afeto – waleska
insensatez – alaide costa
apelo – elizete cardoso
suas mãos – sylvia telles
e a noite chegou – francineth
cantiga de quem está só – neusa maria
brigas de amor – angela maria
ser só – dalva andrade
carinho perdido – isaura garcia
a noite do meu bem – ribamar
canção de amor – alberto mota
mente – pocho
meiga presença – moacyr silva

Elizete Cardoso – Canção Do Amor Demais (1958)

Outra vez… estou me servindo do que ficou na ‘gaveta’, pois pelo jeito, a minha semana vai ser corrida. Para não comprometer nosso encontro diário, terei que lançar mão daquilo que tenho pronto e que só não havia sido publicado por já ter sido bastante explorado em outros blogs. Todavia, em se tratando de Elizete Cardoso e mais exatamente deste álbum “Canção do Amor Demais”, não há porquê eu me desculpar. Este disco é um clássico, um marco da música popular brasileira, uma jóia que não tem tempo incerto. Foi lançado em 58, através do selo Festa de Irineu Garcia, antecipando ou anunciando o que viríamos a conhecer como Bossa Nova. Um álbum que na época de seu lançamento não chegou a chamar muita atenção devido a pouca popularidade de seus autores, Vinicius de Moraes e Antonio Carlos Jobim. Somente Elizete, a intérprete, era o nome de peso, uma artista já consagrada. O disco trazia uma outra sonoridade e em duas de suas faixas, “Chega de Saudade” e “Outra Vez’, haviam um ‘quê’ de diferente, a batida do violão de João Gilberto, coisa que até então não se ouvia antes (em termos…). A medida em que a Bossa Nova veio nascendo é que “Canção do Amor Demais” foi adquirindo seu real valor e se tornando um clássico e um marco da nossa música. É um disco que, para o Toque Musical, é bem mais que uma simples postagem de gaveta. É uma necessidade e uma grande honra poder dizer que aqui também tem… E chega de saudade!

chega de saudade
serenata do adeus
as praias desertas
caminho de pedra
luciana
janelas abertas
eu não existo sem você
outra vez
medo de amar
estrada branca
vida bela
modinha
canção do amor demais

Elizeth Cardoso – Live In Japan (1977)

Para alegrar nosso domingo, embora um pouco já no fim do dia, vamos com este disco da Elizeth. Como se vê na capa, gravado ao vivo no Japão. Uma seleção dos melhores momentos do show acontecido no Teatro Shibuya Kokaido, Tokyo, em setembro de 1977. Um show que deve ter ficado na memória dos japoneses, principalmente a magnética, já que nesta época a tecnologia digital ainda estava no forno. Infelizmente, como acontece em grande parte dos álbuns ao vivo, este é mais um (grande) álbum simples. Podiam ter feito um duplo, incluir mais músicas. Shows como este mereciam uma produção fonográfica final mais caprichada. Será que são só os japoneses que merecem? 🙂 Brincadeiras a parte, parte logo pra ação… grande disco!

Barracão (Luis Antônio / Oldemar Magalhães)
Na Cadência do Samba (Ataulfo Alves / Paulo Gesta)
Apelo (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
A Noite do Meu Bem (Dolores Duran)
Última Forma (Baden Powell / Paulo César Pinheiro)
Naquela Mesa (Sergio Bittencourt)
É Luxo Só (Ary Barroso / Luis Peixoto)
Manhã de Carnaval (Luis Bonfá / Antônio Maria)

Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)

Outra Vez (Tom Jobim)

5 Estrelas Interpretam Bossa Nova (1963)


Este disco, lançado em 1963, traz cinco das mais famosas cantoras do cash da gravadora Continental. Elizeth Cardoso, Carminha Mascarenhas, Lucienne Franco, Marisa (Gata Mansa) e Morgana. O álbum reúne, numa copilação de bossa nova, faixas escolhidas dos discos dessas cantoras. Bacaninha, vale o toque.

01 – ELIZETH CARDOSO – Menino Travesso (Moacir Santos / Vinicius de Moraes)
02 – MARISA – Chora Tua Tristeza (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini)
03 – CARMINHA MASCARENHAS – Ciúme Teu Ma (Walter / Joluz)
04 – MORGANA – A Flor (Vera Brasil / De Rosa)
05 – LUCIENNE FRANCO – Da Rosa Que Nasceu Nosso Amor (Baden Powell / Heloísa Setta)
06 – MARISA GATA MANSA – Céu e Mar (Johnny Alf)
07 – LUCIENNE FRANCO – Imenso Amor (Luis Bonfá / Maria Helena Toledo)
08 – MORGANA – Cravo Vermelho (Pernambuco / Sergio Malta)
09 – CARMINHA MASCARENHAS – Nós e o Mar (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
10 – ELIZETH CARDOSO – Seu Olhar (Laís Antunes)

Elizeth Cardoso – Feito Em Casa (1974)

Mais um grande disco que ficou na espera e que também já foi postado por aí. Eu, por vez, quero apenas reforçar a existencia deste maravilhoso álbum da Elizeth e ter a honra de contar com ele em minha seleção para o Toque Musical. O lp saiu em 1974, cheio de samba e alegria. Aqui você encontra a diva cantando “Peso dos anos”, de Walter Rosa e Candeia; “Antes, durante e depois”, de Paulo Valdez e Paulo César Pinheiro; “Igual à flor”, de Nelzinho e Délcio Carvalho e “Batido na palma da mão”, de Otacílio e Ari do Cavaco. É pegar e ouvir…