Vanja Orico E A T. B. Samba – A Passarela Do Samba (1984)

 Boa noite, amigos cultos e ocultos! Quando não estou com pressa, estou atrasado, o que quer dizer quase a mesma coisa. Essa semana tá pegando! Ontem eu até esqueci de publicar a postagem que fiz, só percebi isso agora a pouco. Sorte é que já estava tudo pronto, foi só por à público. Como hoje so me sobrou esses últimos 30 minutos do dia, vou aqui lançando mão de outro que já estava na ”gaveta’. Para ser rápido, escolhi um compacto, por sinal, bem oportuno. No início da semana eu havia postado um disco da Vanja Orico, vi que todos gostaram, decidi então postar este compacto também. Um disco bem apropriado para o momento também pelo fato de que já estamos perto do Carnaval. Embora eu não tenha encontrado, numa rápida pesquisa, qualquer informação descente sobre este compacto, tudo me leva a crer que ele foi lançado  próximo da inauguração do Sambodromo do Rio. O disquinho, inclusive é uma produção da Secretaria de Turismo do Rio e Funarj, voltado para a temática carnavalesca e mais exatamente ao Sambódromo, onde acontecem os desfiles das Escolas de Samba. No disco, apenas duas músicas, Compacto simples, mas já uma raridade que vale conhecer.

a passarela do samba
bandeira da vida
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Valdênio – Esquinas E Bares (1992)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! O calor por aqui está bravo e a lombeira também. Não vejo a hora de cair na cama, mesmo sem um ar condicionado. Mas antes, porém, eu vou deixando um toque musical extraído aqui das Minas Geraes. Apresento, para os que não conhecem, o Valdênio, um dos grandes artistas mineiros, músico do grupo Zé da Guiomar em seu primeiro disco, lançado em produção independente no início dos anos 90. Valdênio estudou violão clássico com Cláudio Beato e violão popular com Juarez Moreira. No início de sua carreira participou de diversos festivais e formou o grupo “Queluz de Minas”, nos anos 80 (disco este, um compacto também já postado aqui no Toque Musical). Esteve envolvido em diversos projetos até lançar “Bares e Esquinas”. Um álbum, realmente, que merece a nossa atenção. Composições de qualidade, todas de Valdênio. Um time de músicos de primeiríssima (Juarez Moreira, Chico Amaral, Ezequiel Lima, Nenem, Ricardo Fiuza, Bauxita, André Dequech, Kiko Mitre, Carla Villar, Bill Lucas, Sérgio Moreira, Telo Borges, Eduardo Delgado…). A direção musical e os arranjos são de Juarez Moreira. Pô, sinceramente, este disco não tem o que se falar. Tem é que se ouvir!

esquinas e bares
alegre
hecatombe
santo oficio
saudades do dia que não fui a madrid
tez
jazzmim
69 blues
pé de moleque
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Carioca & Devas – Mistérios Da Amazônia (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não esquecermos que as sextas feiras por aqui já foram mais independentes, eu hoje vou postar um legítimo disco de produção paralela. Temos aqui um disco, o primeiro de Ronaldo Freitas, o “Carioca” e seu grupo Devas. Quem não conhece e vê de relance este disco há de pensar que se trata de uma produção regional e pelo título, “Mistérios da Amazônia”, deve pensar que é algo  bem distante, soando como o carimbó. Mas não, não se trata de música regional. O papo aqui  é instrumental. Música de qualidade, bem construida e trabalhada. Composiçoes e arranjos do proprio Ronaldo Carioca, que aqui faz uma incurssão quase progressiva. Música instrumental inspirada em elementos ambientais das regiões norte e nordeste. Por se tratar de música instrumental com um desenvolvimento progressivo, muitas pessoas colocam este disco no hall do rock progressivo nacional, mas sinceramente, creio que não era essa a postura dos músicos envolvidos. Carioca e o Grupo Devas trilharam por outros caminhos, prova disso são seus outros discos, pautados numa música insturmental muito própria, com influencias jazzisticas e experimental. Eles vem ainda acompanhados por outros músicos da cena de vanguarda paulista, como é o caso de Zé Eduardo Nazário.

canto dos pescadores
homenagem a são salvador
lamento do recife
manhã oriental
amanhecendo
mistérios da amazônia
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Marcelo Vouguinha – Forma Livre (1983)

Na sequencia, aqui vai outro disquinho independente, também fruto das Minas Geraes. Lançado em 1983, este é um compacto raro e de produção limitada, criado por compositor mineiro, Marcelo Vouguinha. Sobre ele, eu confesso, não sei nada e não há nada na rede que nos possa clarear a história. Por outro lado, temos um time de músicos bem conhecidos, pelo menos aqui em Minas, com destaque para a cantora Vanessa Falabella, que canta em uma das faixas.
forma livre
trilhos urbanos
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Carlos Careqa – Os Homens São Todos Iguais (1993)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu, sem mais aviso prévio e sem tarefas diárias. Sigo agora nas postagens de acordo com a minha vontade e meu tempo livre. Isso é muito bom, pois não fico mais ancioso ou preocupado, pensando em qual vai ser o disco do dia. Agora eu inverti, qual vai ser o dia do disco ;)
Para encerrar de vez esse domingo, vou deixando aqui postado este álbum independente do cantor e compositor catarinense, Carlos Careqa. “Os homens são todos iguais” foi um álbum lançado em 1993. Creio eu que foi este o primeiro álbum do Careqa. Nele há algumas músicas que marcaram época, pelo menos para mim. Começando por “Não dê pipocas aos turistas”, uma visão tão divertida de Curitiba que vale até um repeteco. “Acho” é outra música que eu também adoro, com uma letra bem criativa. Aliás, este é o grande mérito do Carlos Careqa, letras bem construídas, com tiradas inteligentes e poéticas. Há outras músicas também muito boas que fazem deste um de seus melhores oito discos :) Há nele a participação especial de figuras como Arrigo Barnabé e o falecido Itamar Assumpção. Com mais esses aditivos, não há o que duvidar da qualidade deste trabalho. Muito bom e eu recomento ;)

não dê pipoca ao turista
acho
os homens são todos iguais
subway
a última quimera de s.a.p
o outro lado
não dê pipoca ao turista II
alles plastik
menudo’s theme
tá na cara que é
deus não pensa
cidade
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Copa-Leme Orquestra – Músicas Imortais Álbum Coleção De Ouro (1971)

Olá amigos cultos e ocultos! Como eu sei que por aqui há uma legião de fãs de orquestras, vou hoje caprichar na postagem para essa turma. Temos aqui um disco que só mesmo no Toque Musical vocês poderiam encontrar. Trata-se de um obscuro álbum duplo, lançado possivelmente em 1971, através de um selo chamado ‘Disc News’. Curiosamente, mesmo sendo um álbum duplo,não há nele qualquer tipo de informação que vá além da própria lista de músicas. Pesquisando pelo Google também não chega muito longe, vamos vê-lo apenas no Mercado Livre. Em resumo, temos aqui um álbum duplo de uma orquestra chamada Copa-Leme Orquestra, a qual nos apresenta um repertório clássico, com todas aquelas músicas que sempre fazem o sucesso. Por conta, inclusive, de alguns ‘pot-pourri’ eu achei melhor não nomear as faixas. De qualquer forma, através do selo é fácil fazer essa identificação.
Taí um bom disco para o sábado ;)

mi españa
siboney
la cucaracha
frenesi
samba do teleco teco
lobo bobo
a felicidade
saba de orfeu
petit fleur
suas mãos
tom thomb’s tune
estupido cupido
eu sei que vou te amar
tu
manhã de carnaval
my reverie
clair de luna
mon couer est um violin
over the rainbow
coimbra
story weather
le gondolier
cuando tu me quieras
sonhando contigo
mi oracion
que quero um samba
faceira
sal e pimenta
sonho e fantasia
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Grupo Queluz De Minas (1981)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Hoje eu vou mandar aqui um compacto, produção independente aqui de Minas Gerais. Apresento aos que não conhecem o grupo Queluz de Minas. Um conjunto vocal nascido no final dos anos 70, na cidade de Conselheiro Lafaiete. Segundo eles contam, o grupo foi criado no intúito de fazer um show em homengem ao um músico da cidade, João Salgado que vem de uma das famílias de fabricantes da famosa ‘Viola de Queluz”. Queluz é uma região no município de Conselheiro Lafaiete onde, entre o final do século XIX e o início do século XX, eram fabricadas por duas famílias (Meirelles e Salgado) as violas de pinho, que hoje se tornaram raríssimas e cobiçadas por todo bom violeiro.
O Grupo Queluz de Minas, pelo que sei só gravou este compacto e (me parece) um lp (ou cd?). Não encontrei nada a esse respeito, mas é possível saber. Alguns de seus integrantes prosseguiram em carreira individual e com outros grupos. Ao que parece eles continuam na ativa, pelo menos no Facebook onde mantem uma página.

poeira
existindo
contra o canto nesta hora
alvorecer
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Jacaré – Choro Frevado (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que eu descobri recentemente. Na verdade eu o adquiri em um lote de disco que comprei em um sebo no Recife. Há tempos esse disco está esperando uma oportunidade de ser apresentado aqui. Hoje eu resolvi postá-lo e porque não dizer, conhecê-lo melhor. Confesso que me surpreendi. Aliás, quando se trata de artistas nordestinos eu geralmente me surpreendo, pois a turma lá pra cima tem uma musicalidade ímpar.
Temos aqui o ‘Jacaré’, apelido de Antonio da Silva Torres, um genial instrumentista e compositor pernambucano. Músico nato, que veio a ser descoberto, tardiamente, pelo violonista Maurício Carrilho na década de 80. Gravou apenas este disco através de um projeto cultural patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Recife e Funarte, o Projeto Nelson Ferreira, que buscava registrar e promover a boa música  feita na região e seus artistas. O disco de Jacaré foi o segundo volume de uma série do qual eu só conheço este lp. Com apoio e produção artística de Maurício Carrilho, o disco foi lançado em 1985. Como se trata de uma produção cultural, certamente o número de cópias (discos) foi pequena, insuficiente para apresentar o artista aos quatro cantos do país. Mesmo assim já valeu o esforço, o registro para a posteridade. Mesmo de maneira tímida, este trabalho permaneceu. A Funarte, pelo que sei, chegou até a relançá-lo em formato cd. Este é mais um daqueles álbuns que a gente precisa mesmo conhecer. Na verdade, não só o disco, mas também o artista. Para melhor apresentá-los, vou tomar aqui emprestado o texto do jornalista Marcos Toledo, publicado no Jornal do Commercio do Recife, há 12 anos atrás:

Antônio da Silva Torres é o nome que está nos seus documentos. Mas nem pelo seu famoso apelido, Jacaré, talvez você o reconheça. Quem curte o ritmo do choro, contudo, encontrará entre a pouco variada discografia disponível em CD um álbum desse cavaquinista de 72 anos, natural do bairro do Cordeiro, Recife. O talento de Jacaré, reconhecido por instrumentistas de renome nacional, não corresponde ao modo como ele vive hoje, relevado e desmotivado, levando a vida a animar rodas de chorões pelos bares da vida. Ainda assim, o músico tem um projeto de lançar mais um disco de inéditas, que já conta com o apoio do violonista e produtor Maurício Carrilho.
Ainda criança, ele tomou gosto pelo cavaquinho. O pai, Josias Olímpio Torres, era barbeiro e também violonista. “Ele levava muitos amigos para tocar lá em casa”, lembra Jacaré. Antes de se tornar um profissional da música, o cavaquinista trabalhou como auxiliar do alfaiate Arlindo Melo, que era também cantor de boleros e lhe deu o apelido pelo qual ficou conhecido até hoje. Seguiu, paralelamente, na alfaiataria e tocando o instrumento.
A vida do músico começou a ficar meio incerta com a morte dos pais. Sentindo-se sozinho, entrou para um circo e foi parar em Campina Grande, na Paraíba. “Depois, quiseram ir para o Peru mas eu não quis”, recorda.
De volta a Pernambuco, Jacaré voltou a ser alfaiate, já de maneira autônoma. Em sua mente, havia um outro objetivo: tocar no rádio, talvez, o que havia de melhor em termos de trabalho para um músico, naquela época. “Aqueles sonhos bestas que a gente tem”, define o artista, com um pouco de ressentimento.
O sonho, o cavaquinista começou a realizar quando, mais uma vez, foi para o interior. No município de Limoeiro, onde viveu por quatro anos, conseguiu uma vaga para atuar no regional da Rádio Difusora local. Lá, seu padrinho de crisma, Galba Bittencourt, sugeriu que voltasse ao Recife para tocar na Rádio Clube. Era o ideal de Jacaré participar de um conjunto em uma grande rádio da capital e ele resolveu arriscar. “Estava ansioso e não tinha compromisso com mulher”, conta.
TRABALHO PRÓPRIO – Foram seis anos. Primeiramente, integrando o regional de Martinho da Sanfona e, depois, o famoso do saxofonista Felinho. A experiência, logo se transformou na primeira oportunidade – por intermédio do radialista Aldemar Paiva – de Jacaré gravar seu primeiro disco, um compacto duplo pelo selo Mocambo, da gravadora Rozenblit.
O instrumentista explica que começou a compor porque “não gostava de tocar música dos outros”. Assim, faturou o primeiro lugar com uma de seus temas num concurso do programa Céu e Inferno, da Rádio Clube. “Dá um trabalho danado fazer música”, afirma. “Tenho que estar muito tranqüilo, com a cabeça tranqüila.”
O estilo de interpretação de Jacaré é, até hoje, elogiado por diversos músicos brasileiros especialistas em choro. O que sempre dificultou a sua afirmação como compositor é o fato dele não ler nem escrever música. O cavaquinista conta que sua avó, organista de igrejas, até que insistiu para que ele aprendesse. “Mas eu era menino”, tenta justificar. O talento de Jacaré, no entanto, era latente desde criança. “Meu irmão começou antes de mim, mas o pessoal só queria que eu tocasse. Aí, ele desistiu.”
Jacaré, então, criou suas próprias músicas como aprendera a executar a de virtuoses do seu instrumento, como Waldir Azevedo: por ouvido. Assim, idealizou as 13 composições que formam seu único álbum, Choro Frevado, lançado pela primeira em 1985, como segundo volume do Projeto Nelson Ferreira, da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, com apoio da Funarte. A produção artística e vários arranjos são assinados pelo violonista Maurício Carrilho.
Depois que deixou de ser músico nas rádios, Jacaré ainda integrou conjuntos de bom nível que se apresentavam em hotéis nos bairros da Boa Vista (São Domingos) e Boa Viagem (Casa Grande & Senzala). “Era com carteira assinada”, lembra. “Eu ganhava mais do que na rádio.” A experiência no setor hoteleiro, no entanto, não chegou a uma década.
Após esse período, o músico começou a amargar a falta de espaço para atuar. Os bares, último reduto dos chorões, já não abre tanto espaço para esse ritmo secular. As gravadoras, muito menos. “Está tão horrível, que eu saio todo dia atrás da música. Eu, um (intérprete de) violão e um (de) pandeiro. Quando eles não vêm, eu vou só”, diz, parafraseando um samba sem querer.
Do seu único álbum, reeditado em CD, Jacaré afirma que recebeu 100 cópias para divulgação e apenas R$ 34 relativo a direitos autorais. Se já é difícil para o músico brasileiro que tem suas músicas devidamente editadas receber seus royalties, imagine para o cavaquinista pernambucano, que nunca teve suas músicas editadas, não tem conta no banco e cujo endereço é informação para poucos.
Um pouco amargurado, Jacaré vive hoje modestamente de aluguel numa pequena casa conjugada no bairro de Salgadinho (Olinda). Ele a atual esposa, Maria José, que canta em corais. Para achá-lo, somente por intermédio de amigos como o violonista Henrique Annes que, quando recebe convites para tocar em outras cidades – Rio de Janeiro, São Paulo –, tenta levar o cavaquinista.
Mesmo sem muita esperança, na última vez que esteve no Rio de Janeiro – em janeiro deste ano, durante um festival que homenageou os 100 anos do choro – gravou quatro novas composições no estúdio da gravadora Acari, de Maurício Carrilho e Luciana Rabello.
O instrumentista garante que tem mais composições e espera contar com apoio de algum órgão cultural do governo para realizar o que seria seu segundo álbum. Ele conta que, quando viaja, sente-se mais inspirado a compor. “ A gente se esquece dos problemas”, explica. Na mesma viagem ao Rio, no início do ano, fez o choroTricolor, uma homenagem ao clube Santa Cruz.
Contatado por telefone, o músico e produtor Maurício Carrilho confirmou que está com as quatro faixas gravadas por Jacaré arquivadas e que, assim que o músico pernambucano tiver as outras músicas prontas, pode avisá-lo. “A gente manda as passagens para ele vir gravar”, garantiu.
Até lá, quem quiser ouvir os choros de Jacaré, além do disco, pode conferi-lo, ao vivo, em bares do Recife Antigo, como o História e o Scotch.

Obs.: Jacaré faleceu em 2005

galho seco
saudade de limoeiro
goianinha
jacaré de saiote
silvana
vai e vem
jacaré voador
jacarezinho
chorinho caiçara
pro herminio
sem rancor
jaciara
saudoso cavaquinho

Charme Faces – Um Plano (2002)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Finalmente é sexta-feira! Mesmo estando eu um tanto ‘pitimbado’, cheio de dores, como cabe a todo cidadão na ‘idade do condor’. Foi por estar meio mal que não tive ânimo para postar nesses últimos dois dias. Hoje me sinto um pouco mais animado, a ponto de curtir uma balada (mas regada a água mineral) e de quebra ainda botar um som para todo mundo dançar. Oha ele aí…
No início do ano estive em São Paulo e por lá comprei, numa garimpada pelos sebos do Centro, uma série de curiosidades musicais, discos que me chamaram a atenção. Produções nacionais, claro, mas específicamente da terra da garôa. Gêneros dos mais variados. Fico impressionado de ver essas produçoes independentes, coisas que parecem circular apenas na própria cidade, ou para um grupo muito específico. É o caso deste álbum (duplo!) do trio “Charme Faces”, um grupo de rap muito bem arranjado. Os ‘manos’ fazem um som bem gostoso, um batido contagiante, que leva qualquer um  no clima. Claro, é música puramente americana, ‘black music’, um estilo conhecido do ‘charme’, que agrada com facilidade. O que pega é a qualidade dos ‘raps’, as letras são fraquinhas, somadas a um vocal típico de paulista suburbano que puxa o ‘erre’. Mas no mais, o disco é bem interessante de se ouvir, seja com esses ou com outros olhos. Infelizmente eu não tenho nenhuma informação do grupo. Pelo Google também não encontramos muita coisa além das próprias músicas. O Charme Faces, pelo pouco que pude ver é uma trio muito bem conceituado do rap, inclusive internacional. A música “Sexta feira” é um dos seus hits mais conhecidos. Taí uma boa razão para essa apresentação. Hoje é sexta feira!

vinheta
sexta feira
te amo demais
seu corpo
sexta feira (intrumental)
a cruz
minha hora chegou
cansei do seu amor
um plano
ficar sem ninguém
puro desejo
rainha da pista
esqueça do passado
vinheta outra chance
outra chance
te amo demais (instrumental)
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Labirinto – Kadjwynh (2012)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Domingo, para não variar, é um dia cheio de surpresas, geralmente desagradáveis. Como já foi noticiado em todos os veículos de comunicação, principalmente pela web, morreu hoje o nosso grande cavaquinista Waldir Silva. Eu cheguei até pensar em dedicar esta postagem a ele, mas infelizmente não tenho como preparar uma para de imediato. Assim, estou pelo menos repondo no GTM os dois discos que temos publicado aqui. Logo que possível  a gente faz a homenagem, afinal este é um artista que merece o nosso carinho.
Como disse, o domingo é um dia de surpresas, mas que também podem ser boas. Eis aqui uma delas, a conceituada banda Labirinto. Hoje eu estou postado um disco lançado no ano passado. Trata-se de um EP cujo nome é “Kadjwynh”, que segundo informações quer dizer ‘energia vital’ na língua indígena Kayapó. O trabalho foi editado em formato cd e também em lp, em tiragem limitada. Como se pode ver nas ilustrações, o vinil é super bacana, totalmente estampado num desenho que lembra muito uma arte japonesa, embora não tenha nada a ver. Confesso que comprei este disco mais pela sua arte, digno de ficar na discoteca sempre exposto, de forma decorativa. Mas o que é belo por fora é ainda mais primoroso por dentro. Me fez lembrar um pouco de tudo que já ouvi em matéria de rock progressivo, psicodélico e coisas do gênero. Gostei tanto do trabalho dessa moçada que acabei comprando também o álbum duplo “Anatema”, lançado em 2010, genial! Para que gosta de rock progressivo, eis aqui uma superbanda. Esta eu fiz questão de postar e indicar. Não basta ouvir apenas, tem que comprar o disco e ir ao show. Aos interessados, sugiro que visitem o site da banda. Vale a pena!

non sunt daemones
tuira
piam ket
cairo
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Cabine C (1987)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós neste sábado frio… acho que hoje eu nem vou sair de casa. Desânimo total! Tomar uma sopa ou talvez um mingau (putz, até rimou!)
Seguimos com mais uma curiosidade do rock tupiniquim, desta vez lá dos anos 80, Cabine C, alguém aí se lembra? Formada em Sampa por Ciro Pessoa (ex Titãs), Marinella 7, Wania Forghieri e Anna Ruth. Foi mais uma das muitas bandas surgidas naquela década, buscando seu lugar ao sol. Ficou só neste lp, disco este, por sinal, produzindo pelo Luiz Schiavon do RPM. Álbum independente, com onze faixas, também conhecido como “Fósforos de Oxford”, nome de uma de suas músicas. O Cabine C traz um ‘rock’ bem aos moldes do que rolava naquela época do pós punk. Suas músicas trazem elementos do gótico, industrial, dark… muito influenciada pelas bandas inglesas de ramificação mais ‘cult’ da onda ‘New Wave’. O Cabine C teve seu segundo momento ao ser incluído em uma copilação lançada há alguns anos atrás na Inglaterra, ao lado de outras bandas brasileiras, o cd “The Sexual Life of The Savages”.

pânico e solidão
lapso de tempo
anos
jardim das gueixas
a queda do solar de usher
lágrimas
opus 2
tão perto
soldadas
neste deserto
fósforos de oxford
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Câmbio Negro HC – O Espelho Dos Deuses (1990)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu amanheci nervoso e vou culpar o meu Galo, que ontem fez a besteira de empatar com o Botafogo e agora está fora do campeonato. Por conta disso eu hoje estou bem ‘hardcore’, chutando a lata… E como já entramos no embalo do rock, aqui vai um que eu gosto muito, o Câmbio Negro HC, esquecido entre tantas outras edições e semanas dedicas ao gênero aqui no Toque Musical. Desta vez ele saí, com força total, mostrando o quanto ainda está atualíssimo, tanto no estilo quanto nos temas abordados em suas músicas. O Câmbio Negro HC é uma banda de origem pernambucana. Acredito até que seja uma das pioneiras do gênero no cenário recifense do rock. Formada no início dos anos 80, foi uma das bandas de maior destaque, participando ativamente dos maiores festivais, chegando a dividir palco com outros grandes nomes, inclusive internacionais. “O Espelho dos Deuses” foi seu primeiro disco, lançado em 1990, em produção independente. Em 92 eles gravaram um outro disco, também independente, “Terror nas ruas”, mantendo a mesma linha pesada e reafirmando sua importância na cena rock do Recife e porque não dizer do Brasil.
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programados pra morre
meu filho
evolução
fantoches
psicopatas de deus
a ordem
agonia de 64
ao filho do homem
vaticano
reatores
farsa
emergência
o espelho dos deuses
consciência inválida
descontrole
o ecologista morto
ecos de horror
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Galo Metal – Torcida Organizada (2002)

Olha o Galãaaao aí de volta! Mais um toque atleticano. Me lembrei que hoje temos um clássico, Atlético e Cruzeiro se enfrentam mais a tarde. O time ‘azul babado’ vem louco atrás de uma vitória que sirva para levantar o ânimo de sua torcida, que tem andado tão calada (porque será?). Para esquentar a disputa, segue aqui uma coletânea heavy metal dedicada ao Galo, lançada em 2002, reunindo 13 bandas de rock mineiras expressando toda a paixão por esse super time. Eu já havia postado esta coletânea em um outro momento e com a capa original dentro de um pacote em homengem ao Atlético. Como não foi um post exclusivo, faço-o agora e como uma capa nova (não sei onde foi parar o meu cd).
A propósito, já estão no GTM os links de outros discos sobre o Atlético que foram postados aqui, ok?

eminence – alma preto e branca
cocreto – fechado como galo
maria pretinha – a caminho do mineira
vienna – tradição e glória
perpetual dusk – symbol of glory
comboio – peso e poder
reffer – 3 pontos
vinicius gezebel – galo sinistro
caution – tributo ao rei
los w’s – galofilia
carahter chama alvinegra
my faut nervus – o galo de todos os tempos
hifen – galo metal
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Dorival Caymmi – Caymmi (1985)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje, domingo, estou fazendo a minha última postagem antes de entrar de férias. São férias curtas, apenas uns dez dias, mas o suficiente para eu descansar. Depois eu volto para ainda a tempo brindarmos os 6 anos do blog Toque Musical. E para luminar a cavernar e abrilhantar nosso espaço, vou deixar durante esse tempo um presente especial. Aqui, tudo é ao contrário. Eu saio e deixo a luz acessa. Faço aniversário e dou presente. :)
Olha aí, depois de tantos pedidos, estou trazendo para vocês este disco de Dorival Caymmi. Uma produção limitada, sob os auspícios da Fundação Emílio Odebrecht. Lançado não comercialmente em 1985 para um seleto grupo, em um luxuoso box contendo além de um álbum dúplo, um livro sobre o artista (Caymmi – Som Imagem Magia). O conteúdo fonográfico ficaria inédito até 1997, quando então recebeu um edição em  cd. Mas podemos dizer que já se trata de um material fora de catálogo e consequentemente, merece a nossa atenção.
Este disco foi uma produção que envolveu o próprio Caymmi. Traz, por certo, algumas das muitas e mais famosas de suas composições. Depoimentos de Caribé, Jorge Amado, Tom Jobim e Caetano Veloso. Para completar o prato, temperos especiais: um time de músicos de primeiríssimas, a começar pelo regente e arranjador principal, Radamés Gnattali. Aliás, um time não, dois ou mais… Não vou nem mencioná-los para não me estender muito. Essas informações vão incluidas no ‘pacote’, ok?

depoimento de jorge amado
é doce morrer no mar
festa na rua
a preta do acarajé
cançào da partida
a lenda do abaeté
o que é que a baiana tem?
depoimento de caetano veloso
depoimento tom jobim
das rosas
dora
eu fim uam viagem
peguei um ita no noirte
maracangalha
acalanto
depoimento carybé
caymmiana
você já foi a bahia?
joão valentão
samba da minha terra
sargaço mar
a mãe dágua e a menina
pescaria
vatapá
marina
dois de fevereiro
oração de mãe menininha
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Den Sorte Skole – Lektion III (2013)

Olá amigos cultos e ocultos! O Toque Musical é um blog, como todos sabem, voltado para a produção musical e fonográfica brasileira. Mas também vai a miúde, apresentando curiosidades que muitas vezes se contrastam com outros títulos, mais tradicionais. Com já disse outras vezes, este não é um blog de música para gente velha e ultrapassada. Não é o espaço específico da Bossa Nova, Jovem Guarda, do Samba, dos saudosos cantores e orquestras do rádio nos anos 40 e 50, não é o do Regional, do Sertanejo, do Jazz, do Rock, do Pop, do Erudito, ou de qualquer outro. O Toque Musical é na verdade um pouco de tudo isso. Um reflexo da minha própria diversidade e curiosidade fonomusical. E é muito por conta dessas e outras que eventualmente podem surgir por aqui coisas diferentes, algo aparentemente meio atípico… Eis aqui um bom exemplo.

Quero apresentar a vocês um trabalho muito interessante realizado pelo coletivo “Den Sorte Skole”. Um projeto musical concebido pelos músicos, compositores e DJ´s, Simon Dokkedal, Fernando Martin Jakobsen e Martin Hojland, em 2003. Ao longo de dez anos eles andaram produzindo um material muito interessante, fazendo pesquisas, coletando músicas e sons de várias partes do mundo e dos mais diferentes gêneros musicais. Eles criam colagens, misturando de maneira harmoniosa e natural os mais diferentes sons, obtendo assim um resultado bastante agradável. Uma cocha de retalhos bem trabalhada que gerou um primeiro álbum em cd, Lektion #1, em 2006. Dois anos depois viria Lektion #2, em vinil. E finalmente agora, em 2013 eles lançam Lektion #3, uma concepção em vinil bem luxuosa. Por certo, trata-se de um ‘web disco’, algo parecido com a nossa coleção Grand Record Brazil. Um trabalho o qual envolve questões de ‘royaties’, direitos autorias, os quais inviabilizaria qualquer produção física, comercial ou mesmo puramente cultural que ultrapasse esses limites. Grande parte desse material foi coletado na própria web, inclusive, muita coisa de blogs, como foi o caso do Toque Musical.
Para quem está aberto a essas incursões mix, eis aqui o canal direto com Den Sorte Skole. No site vocês poderão baixar os três volumes, ok?
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Agostistinho de Matos – Um Violão Dentro Da Noite (198…)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Ontem, sexta feira, eu não postei nada. Juntou a preguiça com a falta de tempo e deu no que deu… Mas para compensar, vou ver se hoje consigo fazer duas postagens, para não perdermos a intesidade ;)
Vou logo apresentando aqui o disco que seria o de ontem: “Um violão dentro da noite”, do violonista mineiro Agostinho de Matos. Aliás, ao que parece, este foi o seu único registro fonográfico e ainda assim de maneira independente. Agostinho, para os que não o conhecem, foi um dos importantes professores de violão em Belo Horizonte. Muitos músicos e artistas conhecidos passaram pela sua escola, a EMAB. Ele também foi radialista, apresentando programas musicais nas Rádios Inconfidência e Guarani, aqui na capital Mineira. Também atuou na televisão, na extinta TV Itacolomi. Neste lp, cuja a data de gravação e lançamento não sejam informados (creio que é da década de 80), temos um repertório totalmente autoral, onde ele executa choro, tango, valsa, fox, balada, serenata e até música ao estilo paraguaio. Segundo contam, o professor Agostinho era um pouco avesso às gravações e só lançou este disco depois de muitos insistirem com ele. Vamos conhecer?

pascoal amigo
bela vista
berceuse
cheguei de mansinho
amargurado
argentinita
wilson, o pescador
canção de amor
e assim sou feliz
ave maria em serenata a dosquelim
ponteando a viola
o infinito é assim
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Paurillo Barroso – Acalantos E Canções (1966)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Finalmente chegou o meu computador. E para a minha felicidade acabei adquirindo um Dell ‘made in USA’, coisa fina! Agora estou na fase de instalar os antigos programas, que numa nova máquina pede novos programas. Ainda me faltam alguns, inclusive um editor de imagens, um Photoshop e coisas assim… Vou instalando sem pressa, mas para não deixar os amigos na mão, irei postando aquilo que já tenho pronto, inclusive os ‘discos de gaveta’.
Aproveitando também que já estamos no fim do dia, próximos da hora de dormir, vou deixando aqui para vocês alguns acalantos. Vamos hoje trazendo o compositor Francisco Paurillo Barroso, um dos mais importantes compositores, porém mais conhecido entre os ‘entendidos’, músicos e pesquisadores. Paurillo Barroso foi autor de músicas famosas como “Flor de lïz”, Flor do desejo”. “Dorme filhinho”, “Mãe preta”, “Para ninar” e muitas outras. Além de compositor foi também diretor da Sociedade de Cultura Artísitca, , diretor do Teatro José de Alencar e também do cassino Atlântico. Neste lp, lançado em 1966 de maneira independente, sob coordenação do próprio compositor, iremos encontrar doze canções e acalantos na interpretação de duas outra grandes artistas, a soprano Rita Paixão, acompanhada da pianista Irany Leme. Um belíssimo e emocionante conjunto musical, muito apropriado para um fim de noite como este. Corre para o GTM, o disco já está lá ;)
para ninar
dorme filhinho
mãe preta
ninando
chanson four ton someil
tu
historeta
três hai kais
meprise
lembras- te
sonho atrevido

João De Jesus Paes Loureiro E Salomão Habib – Belém. O Azul E O Raro (1998)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Sexta feira, ainda e antes que ela acabe, deixa eu postar aqui o disco do dia. Estou trazendo hoje um cd que ganhei de presente do meu grande amigo paraense, Daniel. Foi muito graças a ele que tenho descoberto outros sons do outro lado do rio. A cultura paraense é riquissima e de uma certa forma, ainda pouco conhecida pras bandas do sul. Neste cd, de produção independente podemos constatar isso, num encontro da poesia com a música. Temos aqui dois grandes artistas paraenses,  o escritor e poeta João de Jesus Paes Loureiro e o violonista e compositor Salomão Habib. Intercalando música e poesia, os dois traçam a paixão pela cidade de Belém. Trata-se, sem dúvida de um trabalho de muita sensibilidade. Além do cd, acompanha também a obra o livro de João de Jesus, “Para ler como quem anda nas ruas”. Estou ainda degustando, lentamente, “Belém. O Azul e o Raro”. Tenho certeza que quem ouvir vai gostar. Porém, dificilmente vocês o encontrarão ainda para a venda. Assim, vamos ao GTM, último  recurso para quem escuta com outros olhos ;)
para ler com quem anda nas ruas – poesia de joão de jesus paes loureiro
belém antiga
guaimiaba
cabanagem
avemaria de belém
canção para belém

Marlui Miranda – Rio Acima (1986)

Olá amigos cultos e ocultos! Abril é um mês complicado para mim. Sempre cheio de muita coisa para fazer, daí não sobra tempo para o blog e nem para responder às solicitações. Estou, dentro do possível, repondo os links pedidos. Tenham paciência e enquanto isso, vão curtido as novas postagens.
Hoje, sexta feira, venho trazendo mais uma produção independente. Pela primeira vez estou postando aqui no Toque Musical um disco da cantora e compositora cearense Marlui Miranda. Já passava da hora de termos aqui algum trabalho desta artista, que também está entre as minhas favoritas. Marlui tem um trabalho muito próprio, uma música voltada para as questões indígenas e ecológicas. Suas pequisas nessas áreas lhe renderam um reconhecimento internacional e vários prêmios. Trabalhou em filmes e documentários, criando diversas trilhas. Já tocou e se apresentou ao lado de grandes nomes como Egberto Gismonti, Gilberto Gil, Nana Vasconcellos e internacionais como Jack De Johnette e John Surman.
“Rio Acima” foi seu terceiro álbum e traz além de suas composições, músicas como o clássico “Na asa do vento”, de Luis Vieira e João do Vale e também “Volto prá curtir”, de Jards Macalé e Waly Salomão.

na asa do vento
tininim
morena bonita
volto prá curtir
lavandeira
na zagaia
do pilá
neliandra
no tempo do espicho

Chico Lessa – No Tom De Sempre (2009)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Chegamos então à sexta feira, o melhor dia da semana! E hoje eu espero que seja mesmo. Esse tempo nublado não vai molhar o meu chapéu :)
Como tradicionalmente a sexta é dia de artista/disco independente, eu venho trazendo para vocês um disco nota 10, lançado em 2009 e pouca repercussão teve na época. Eu mesmo, não conhecia. Não conhecia este trabalho, mas o Chico Lessa é figurinha carimbada, cantor e compositor, um artista que tem sua trajetória associada ao pessoal do Clube da Esquina, aos festivais e agitos musicais cariocas daqueles anos 70. Eu sempre pensei que o Chico fosse mineiro, mas o cara é capixaba, nasceu em Vitória. Tomei um baita susto ao vê-lo nas fotos deste cd. Me lembro dele magrinho, meio hipponga. De repente me aparece assim, quase careca, de cabelso brancos… caraí… o tempo passou mesmo! Mas, considerando o inevitável, ele até que está muito bem e melhor ainda nessa produção feita pelo amigo Toninho Horta. Bom, por aí já dá pra imaginar o que temos neste cd. “No mesmo tom de sempre” é um trabalho que contempla (claro!) as composições de Chico, algumas, inclusive, em parcerias. Esta que dá nome ao disco, por exemplo, é uma música que ele fez em parceria com o Márcio Borges e foi incluida no disco “Os Borges – Em Famíla (1980)“. Como se pode ver pela contracapa são ao todo doze músicas, com participações super especiais de outros artistas como Carlar vilar, Yuri Popoff, Rudi Berger, Tatta Spalla, Robertinho Silva, Chico Amaral, Lô Borges, Juarez Moreira, Nivaldo Ornellas… e tem mais… inclusive o Toninho Horta, claro!
Quem quiser saber mais sobre o Chico Lessa e também sobre o lendário Clube da Esquina, sugiro uma visita ao blog Museu Clube da Esquina. Tem muita história para contar :)
Se alguém estiver interessado em comprar o cd, ainda é possível adquiri-lo através do site da Música Que Vem De Minas.

cá entre nós
ciúmes do rei
puxando o trem
poucas e boas
no tom de sempre
mesmo assim
vitória blues
sinal verde
groove do suá
samba do caxinguelê
seu fã
veneciano ausente