José Domingos – Exemplo (1981)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago para vocês um disco muito bacana e que há tempos venho ensaiando a postagem, mas sempre aparecia outra coisa, me tirando do alvo. Hoje, finalmente, ele sai…
Temos aqui o álbum “Exemplo” do cantor e compositor José Domingos, um artista que pouco se houve falar, embora tenha lá muitos anos de estrada e alguns bons discos gravados. Nascido em Guaxupé, Minas Gerais, logo cedo se mudou com a família para São Paulo. Foi por lá que iniciou sua carreira artística, no início dos anos 60 como cantor da noite, se apresentando em boates ao lado de outros grandes nomes da época. Eu sempre confundi ele com o Noite Ilustrada, talvez pela semelhança física e pelo estilo musical. E pelo que pude verificar, essa não era uma confusão só minha, muita gente pensava assim. Ao que consta, ele gravou até então seis discos. Eu mesmo só conheço este e mesmo sem saber dos demais digo sem medo de errar, este foi seu melhor trabalho. Não se trata de um álbum essencialmente autoral. Há nele suas belas composições e também a de outros como o Lupicínio Rodrigues de quem ele interpreta três clássicos, entre eles a música “Exemplo” que dá nome ao disco. Para acabar de embelezar a coisa, temos um time de músicos de primeiríssima. Não vou aqui listá-los, mas só para se ter uma ideia, Zé Domingos vem acompanhado por Amilson Godoi, que também foi responsável pelos arranjos e regência; Cláudio Henrique Bertrami; Heraldo do Monte; Isidoro Longano (o Bolão); Hector Costita e outra feras mais…
Ao que parece, discos do Zé Domingos nunca chegaram a ser divulgado em blogs musicais. Nunca vi um. Este está sendo o primeiro e o Toque Musical  se sente muito honrado em dar o primeiro toque. Álbum bacana, produção independente que as grandes gravadoras não souberam dar o devido valor. Um grande artista. Vale a pena conhecer!

universo de um copo
exemplo
santa ignorância
 é sempre amor
brasa
vou partir
deusa da minha rua
minha casa
ela disse-me assim
lágrimas
grande ciúme
canção do amor sem fim
são paulo fim do dia

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Brazil By Music – Brazil By Cruzeiro (1972)

Olá amigos cultos e ocultos! Aproveitando o intervalo do jogo dos dois centenários, Atlético X Palmeiras pela Copa do Brasil, vou logo fazendo a postagem do dia antes que esta acabe ficando para amanhã. Na verdade, bem que podia, pois ainda não ‘mapeei’ bem este álbum. Ou seja, ainda não encontrei as informações corretas sobre ele. O que posso dizer é que se trata de um álbum promocional da Linhas Aéreas Cruzeiro do Sul. Um disco cujo o ‘carro chefe’ é o seu famoso jingle, que pelo que sei foi criado pela turma do Azymuth, ainda em sua fase embrionária. Ao que consta em outras fontes, o disco é uma parceria do Azymuth como o Marcos Valle. No álbum não há se quer uma informação a esse respeito. Não há ficha técnica ou qualquer outro sinal além das músicas e arranjos, que para um bom conhecedor apontam para este que (ainda) é um dos melhores grupos instrumental brasileiro. O álbum, de capa dupla, traz um repertório bem elaborado com vários clássicos da MPB em arranjos brilhantes. Por conta de tudo isso e também do número limitado de cópias lançadas, este disco se tornou um objeto de desejo para muitos colecionadores. Se alguém tiver interesse, creio que o disco ainda está disponível para venda. Basta dar um toque, ok?

jingle cruzeiro
está fazendo um ano – aquarela do brasil
zazueira – mas que nada
tristeza
país do futebol
até pensei
zanzibar
nào tem solução – marina – rosas
samba de verão
prenda minha
asa branca
wave
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Emilinha Borba – Força Positiva (1981)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! Depois de sete anos nessa batalha ‘blogmusical’, eu vou dizer uma coisa: ando num desânimo que vocês não fazem ideia. Sei que uma das razões dessa minha ‘broxada’ tem a ver com a interatividade que por aqui já não existe. Mas no fundo, a culpa é minha mesmo. Sou eu quem deveria estar instigando vocês através de mais postagens, mais envolvimento e conteúdo… porém, está me faltando ânimo (e tempo que anda cada vez mais curto). Mesmo assim, vamos lá, no pingado…
Tenho hoje para vocês este álbum da Emilinha Borba. Um disco lançado por ela própria, de forma independente, no início dos anos 80. Naquela época vários artistas, sem encontrar espaço nas grandes e tradicionais gravadoras, partiram para os lançamentos independentes. Nessa empreitada muitos deles acabavam se enveredando também para o trabalho de produção a ponto de criarem suas próprias empresas. Emilinha foi uma dessas. Investiu na produção criando a Discos EPA (Emilinha Produções Artísticas). Lançou assim, “Força Positiva”, um lp feito na cara e na coragem, somente com músicas então inéditas. Um repertório variado contemplando velhas e novas paixões, ou por outra, antigos e novos compositores. Embora muito bem assistida em todos os aspectos dessa produção, achei meio pobre alguns arranjos. A economia de uma orquestra faz uma falta danada para uma cantora do quilate de Emilinha.

meu cheiro
poema da alma
dona do ar (brinco de ouro)
meu amor não envelhece
voltaste
o herói da noite
amante amigo
eu vou até amanhã
sinuca de bico
o milagre da luz
meu dinheiro não é borracha
ninguém fica pra semente
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Quinteto Agreste – Sol Maior (1982)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Para não passarmos em branco o fim de semana, de última hora, aqui vai um disco bacana, que cura qualquer depressão domingueira. Apresento a vocês o Quinteto Agreste, um grupo cearense de primeiríssima qualidade, surgido lá pelos anos 70, em Fortaleza. Injustamente, foi um conjunto que não recebeu a devida atenção da crítica e de um público a nível nacional. Ficaram meio que restritos ao regional, não conseguindo a merecida projeção. Pelo pouco que sei, o grupo ainda se mantém ativo, apesar de algumas alterações. Gravaram ao longo do tempo dois lps e um compacto. Depois, parece, lançaram um cd nos anos 2000. “Sol Maior” foi o primeiro lp, produção independente lançada em 1982, com o apoio da Fundação Cearense de Pesquisa e Cultura. Um trabalho realmente muito bem produzido e autêntico. São dez faixas entre temas autorais e outros conhecidos como “Na hora do almoço”, de Belchior; “Vaca Estrela, Boi Fubá”, de Patativa do Assaré e “Riacho do Navio”, de Luiz Gonzaga e Zé Dantas. Não deixem de conferir… O link não fica no blog, não demora no GTM, não espera ninguém:)

quase bom, quase ruim
é assim o meu amor
de sol a sol
todo meu ouro
na hora do almoço
mourão
fortaleza, meu xodó
sertão
vaca estrela, boi fubá
riacho do navio
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Zimbo Trio – Tributo A Tom Jobim Vol. 1 (1988)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Iniciamos esta manhã de terça feira mantendo o alto nível musical. Pois não há nada melhor do que começar o dia ao embalo da boa música, não é mesmo? É certo que aqui, no Toque Musical, não existe música ruim, as vezes temos algo curioso, mas apenas para temperar nosso cardápio sofisticado, hehehe…
Vamos assim com o Zimbo Trio neste álbum lançado em 1988. Um disco que foi originalmente criado para o mercado japonês. Encomenda muito específica, com escolha de repertório e tudo mais que os japoneses podem comprar. O álbum acabou sendo também lançado no Brasil, de maneira meio que independente, por uma entidade chamada CLAM (Clube dos Amigos da Música). Este disco, que eu saiba tem pelo menos outras duas versões de capa e chegou a ser relançado em versão cd. Embora conste como sendo o volume 1, eu mesmo nunca vi o tal volume 2, daí penso que ele não chegou a ser lançado. Ou quem sabe, o pacote completo ficou só no Japão.

felicidade
chega de saudade
wave
garota de ipanema
só danço samba
desafinado
triste
samba de uma nota só

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Tânia Braz – Mistura Pura (1992)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Chegamos aqui a mais uma postagem dedicada aos artistas do meu bairro, quero dizer, da minha cidade de Belo Horizonte :) Trago agora para vocês a cantora e compositora Tânia Braz, uma artista que se estivesse vivendo no Rio ou em São Paulo, certamente estaria por aí fazendo o maior sucesso. De formação acadêmica, iniciou sua jornada artística no renomado coral da UFMG, o Ars Nova. Formada em Arquitetura, acabou se ‘bandeando’ para a música onde também se graduou em composição e orquestração na Escola de Música da UFMG. Estudou canto lírico, teatro e dança, sendo assim uma artista bem completa. Sempre esteve envolvida em projetos culturais da cidade, principalmente na década de 90, quando então teve a oportunidade de gravar este que foi o seu primeiro disco. Tânia Braz é mesmo uma artista e tanto, mostrando sua arte em diversos e diferentes espetáculos. Passou pela música espanhola e latino americana com seu grupo “Agny”, com o qual realizou diversas apresentações em Belo Horizonte. Trabalhou também com o grupo Uakti e foi vocalista e compositora no grupo de rock progressivo “Arion” com quem gravou um cd , voltado principalmente para o mercado internacional. O disco foi distribuído pela gravadora Rock Symphony/Musea e Tânia consagrada como uma das melhores cantoras de progressivo no mundo em 2001.
“Mistura Pura”, seu primeiro disco solo, é um lp muito interessante, onde Tânia nos apresenta suas boas composições e também interpreta com estilo outras, como “Gracias a la vida”, de Violeta Parra; “La vien rose”, de Edith Piaf; “Don’t cry for me Argentina”, da obra “Evita”, de Andrew Lloyd Weber.
Tânia passeia bem por todos os gêneros que se envolve. Ao longo desse tempo ela gravou, pelo menos, mais uns dois cds. Eu não os conheço, mas acredito que sejam tão bons quanto este. ;)

don’t cry for me argentina
cada coisa
juanita
congado do pai
la vien rose
pescador
crisis is over
segue no vazio
a lição
gracias a la vida
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Geninho Lima – Vida Belvedere Blues (1990)

Amigos cultos e ocultos, boa noite! Continuando a mostra dos artistas e conjuntos mineiros, segue aqui mais um. Desta vez eu apresento a vocês, Geninho Lima, um guitarrista e violonista que foi destaque nos anos 80 na música feita em Minas Gerais. Pelo pouco que eu sei, ele gravou uns três disco solo e esteve presente em gravações de outros artistas. Há tempos ele anda sumido, não sei se ainda continua produzindo. O que se encontra de informação é somente através de suas músicas, publicadas no Youtube. Quem sabe, uma hora dessas alguém, ou ele próprio, apareça por aqui esclarecendo um pouco mais as coisas?
“Vida Belvedere Blues”, creio eu , foi o seu terceiro disco, produção independente de 1990. Um álbum de capa dupla, bem produzido e um repertório autoral acima da média. O disco foi gravado no Estúdio JG, do baterista João Guimarães, que também marca presença no disco ao lado de outras feras como Mário Castelo e Gilberto Diniz (Agência Tass), Reginaldo Silva (Kamikaze), Marcos Gauguin (Sgt. Pepper’s Band), Carlos Ivan e Fernando Chico. Um bom disco, podem conferir

vida
estou longe demais
africa
o novo amor se acabou
belvedere blues
não faz sentido
eu vi
vícios maléficos
a brisa
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Edição Extra – Tudo Trocado (1987)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! Na sequência das postagens dos grupos de Beagá, eu escolhi para hoje um disco que não me desse trabalho. Rápido de digitalizar, pois se trata de um EP, um disco com apenas quatro faixas, porém para contrariar as minhas expectativas, trata-se de uma banda totalmente desconhecida, inclusive em pesquisas no Google. Eu como não tenho tempo a perder, nem vou correr atrás de informação. Esta, por certo, uma hora aparece. Sempre tem alguém que conhece, que sabe alguma coisa… quando não, até mesmo os próprios artistas. Por onde será que anda essa moçada hoje em dia?
A música do Edição Extra reflete bem a atmosfera dos anos 80, porém eu imagino que eles não decolaram por conta da sua música, que ao meu ver (e ouvir) fica numa indecisão entre pop, rock… meio que rebuscado, sei lá… acho que faltou uma pega, um refrão… Talvez ao vivo a música do Edição Extra funcionasse melhor. Independente de qualquer coisa, penso que a banda merece uma segunda chance, por isso é que ela está aqui. Faz parte da história da música jovem feita em Minas. Querem conhecer?

papo furado
tudo trocado
o que é que é isso
já faz tempo
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Eugênio Brito – Trilha Mineira (1991)

Olá amigos cultos e ocultos! Eu pensei que iria ficar mais folgado a partir deste mês, tendo assim mais tempo para me dedicar às postagens, mas realmente está difícil. Morreu o Jair Rodrigues, teve o Dia das Mães… e eu acabei não prestando as minhas homenagens. Podia até fazê-las agora, porém ainda estou na dívida com a ‘minerada’. Vou continuar nesta semana apresentando a música que vem de Minas.
Para hoje eu trago esta produção independente do compositor Eugênio Brito, lançada em 1991 pela editora Letra & Música e gravado na Bemol. Este álbum é resultado da premiação de Eugênio Brito no 1º Festival de Música da Cidade de Vespasiano, realizado em 1990. Neste festival, produzido também pela Letra & Música, Eugênio faturou o primeiro lugar com a canção “Trilha Mineira” e teve também outra música, “Giramundo”, classificada entre as oito finalistas. O lp saiu no ano seguinte, sendo produzido pelo próprio artista e contando com a participação de outros grandes nomes da música mineira, como Maurício Tizumba, Fernando Rodrigues e outros. André Dequech e Renato Mota, que também tocam nas faixas, são os responsáveis pelos arranjos. Por aí já dá para sentir as qualidades deste trabalho. Confiram!

sangria
doce rio acima
trilha mineira
brincadeira
os miseráveis
daniel
terra/nação
viramundo
neneco
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Serpente (1985)

Olá amigos cultos e ocultos, boa noite! Para esta semana eu resolvi reunir aqui algumas coisas do ‘bairro’. Ou melhor dizendo, alguns discos dos diferentes ‘clubes de esquina’ que temos nessa Belô. As vezes é bom tirar a poeira, ressuscitar os mortos e os esquecidos, assim como dar luz a prata da casa. Tem muita coisa interessante que merece ser lembrada. Vou começando por essa que foi, com certeza a mais ‘descolada’ banda de rock da cidade: Serpente. Um grupo que tinha tudo para decolar, não fosse as montanhas de Minas que os impediam de serem vistos e ouvidos como as diversas bandas que surgiam no país naqueles anos 80. No meu entendimento, faltou a eles um bom produtor, ou mais ainda, uma gravadora. A banda surgiu em 82, formada por Kêta (vocal) e Dida (baixo). O Serpente fazia sucesso por onde passava. Tinham aquela essência do bom rock’n'roll. Para ser mais exato, os caras se incorporavam na melhor banda da Terra, os Rolling Stones, ao lado dos Beatles, claro ;) Traziam aquela atitude da dupla Jagger e Richards, sem serem caricatos. Tocaram muito nas noitadas de Beagá, nas Calouradas da Puc e Ufmg. Outro grande barato do Serpente era que os caras se empenhavam em criar músicas próprias. Seu grande ‘hit’ foi “Poe na roda”, um rock com todos os ingredientes ‘stoneanos’ e uma letra na medida, mensagem simples e direta, como convém ao estilo. Outra música que também merece destaque é “Dia louco”. Esta talvez, seja aquela com maior apelo comercial, uma música que bem produzida e com outros arranjos, estaria agora figurando entre os sucessos da música pop nacional dos anos 80. Em 1985 eles gravaram este EP no estúdio do João Guimarães, baterista de outra saudosa banda, o Kamikaze. O disco foi uma produção independente, o que quer dizer que o número de cópias também não grande. Hoje o lp se tornou uma raridade, peça procuradíssima por colecionadores, inclusive estrangeiros. Este vinil é uma peça importante da história do rock em Belo Horizonte. Ah, eu já ia me esquecendo… O grupo Serpente foi o embrião da banda mais que cover, mais que over dos Stones, a carismática ‘It’s Only Rolling Stones’. Sem bairrismo, a melhor banda de Rolling Stones do Brasil ;)
Para aqueles mais ‘antenados’ no ‘rock tupiniquim’, interessados em saber um pouco mais da história do grupo Serpente e do It’s Only Rolling Stones, eu sugiro assistirem documentário “Vinte Anos na Estrada do Rock”, de Flávia Barbalho. Demorei com este disco, mas agora já estou pondo na roda, valeu? ;)

dia louco
se você dançar
coisa do tipo
poe na roda
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Compositores Brasileiros Contemporâneos – 13. Festival de Inverno da UFMG (1986)

Olá amigos cultos e ocultos! Abril é o mês em que eu mais estou ocupado, quase não tenho tempo para nada. É só trabalho! Preciso achar um momento para a música, para os discos e para o blog. O importante para mim é fazer tudo por prazer e não por obrigação (aliás, que obrigação?)
Segue na postagem de hoje este lp, lançado em 1986 pela Universidade Federal de Minas Gerais para o 13. Festival de Inverno, realizado em São João Del Rey. Época boa, quando ainda a UFMG acreditava em seu festival. Inclusive, o termo “Festival de Inverno” foi criado por eles, mas ao longo do tempo acabaram perdendo até o nome como algo exclusivo. Creio até que alguém já registrou ‘Festival de Inverno’, ou se tornou algo comum. Ainda nos anos 80 o Festival de Inverno da UFMG era o máximo, um evento que todos queriam participar. A produção artística durante o mês de julho, nas áreas de artes plásticas, música e letras eram intensas, a ponto de merecerem publicações. Este disco é um bom exemplo. Gravado ao vivo, possivelmente no Teatro Municipal de São João Del Rey, ele nos apresenta obras de seis compositores brasileiros, da chamada ‘Música Contemporânea’: Michel Philippot, Gilberto Mendes, J. A. de Almeida Prado, Armando Albuquerque, Arthur Nestrovski e Vânia Dantas Leitas. Como na edição anterior do Festival, onde também fora produzido um lp, acredito que este também tenha sido com os alunos que participaram das oficinas. Infelizmente, não encontrei outros dados sobre este disco, mas tenho certeza que logo aparece alguém aqui com a informação necessária. Também, se for do interesse de vocês, poderei em uma próxima ocasião postar o lp do 12. Festival. Deixo aqui também um link, “Música Contemporânea em Minas Gerais“, tese da historiadora Vânia Carvalho Lovaglio, na qual ela pontua também essas passagens dos Festivais de Inverno da UFMG.
piece n. 2 (para violino solo) – michel philippot
retrato – gilberto mendes
epsódio animal – j. a. de almeida prado
sonatinha – armando albuquerque
litania – arthur nestrovski
aju ramô – vania dantas leite
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Vanja Orico E A T. B. Samba – A Passarela Do Samba (1984)

 Boa noite, amigos cultos e ocultos! Quando não estou com pressa, estou atrasado, o que quer dizer quase a mesma coisa. Essa semana tá pegando! Ontem eu até esqueci de publicar a postagem que fiz, só percebi isso agora a pouco. Sorte é que já estava tudo pronto, foi só por à público. Como hoje so me sobrou esses últimos 30 minutos do dia, vou aqui lançando mão de outro que já estava na ”gaveta’. Para ser rápido, escolhi um compacto, por sinal, bem oportuno. No início da semana eu havia postado um disco da Vanja Orico, vi que todos gostaram, decidi então postar este compacto também. Um disco bem apropriado para o momento também pelo fato de que já estamos perto do Carnaval. Embora eu não tenha encontrado, numa rápida pesquisa, qualquer informação descente sobre este compacto, tudo me leva a crer que ele foi lançado  próximo da inauguração do Sambodromo do Rio. O disquinho, inclusive é uma produção da Secretaria de Turismo do Rio e Funarj, voltado para a temática carnavalesca e mais exatamente ao Sambódromo, onde acontecem os desfiles das Escolas de Samba. No disco, apenas duas músicas, Compacto simples, mas já uma raridade que vale conhecer.

a passarela do samba
bandeira da vida
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Valdênio – Esquinas E Bares (1992)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! O calor por aqui está bravo e a lombeira também. Não vejo a hora de cair na cama, mesmo sem um ar condicionado. Mas antes, porém, eu vou deixando um toque musical extraído aqui das Minas Geraes. Apresento, para os que não conhecem, o Valdênio, um dos grandes artistas mineiros, músico do grupo Zé da Guiomar em seu primeiro disco, lançado em produção independente no início dos anos 90. Valdênio estudou violão clássico com Cláudio Beato e violão popular com Juarez Moreira. No início de sua carreira participou de diversos festivais e formou o grupo “Queluz de Minas”, nos anos 80 (disco este, um compacto também já postado aqui no Toque Musical). Esteve envolvido em diversos projetos até lançar “Bares e Esquinas”. Um álbum, realmente, que merece a nossa atenção. Composições de qualidade, todas de Valdênio. Um time de músicos de primeiríssima (Juarez Moreira, Chico Amaral, Ezequiel Lima, Nenem, Ricardo Fiuza, Bauxita, André Dequech, Kiko Mitre, Carla Villar, Bill Lucas, Sérgio Moreira, Telo Borges, Eduardo Delgado…). A direção musical e os arranjos são de Juarez Moreira. Pô, sinceramente, este disco não tem o que se falar. Tem é que se ouvir!

esquinas e bares
alegre
hecatombe
santo oficio
saudades do dia que não fui a madrid
tez
jazzmim
69 blues
pé de moleque
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Carioca & Devas – Mistérios Da Amazônia (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Para não esquecermos que as sextas feiras por aqui já foram mais independentes, eu hoje vou postar um legítimo disco de produção paralela. Temos aqui um disco, o primeiro de Ronaldo Freitas, o “Carioca” e seu grupo Devas. Quem não conhece e vê de relance este disco há de pensar que se trata de uma produção regional e pelo título, “Mistérios da Amazônia”, deve pensar que é algo  bem distante, soando como o carimbó. Mas não, não se trata de música regional. O papo aqui  é instrumental. Música de qualidade, bem construida e trabalhada. Composiçoes e arranjos do proprio Ronaldo Carioca, que aqui faz uma incurssão quase progressiva. Música instrumental inspirada em elementos ambientais das regiões norte e nordeste. Por se tratar de música instrumental com um desenvolvimento progressivo, muitas pessoas colocam este disco no hall do rock progressivo nacional, mas sinceramente, creio que não era essa a postura dos músicos envolvidos. Carioca e o Grupo Devas trilharam por outros caminhos, prova disso são seus outros discos, pautados numa música insturmental muito própria, com influencias jazzisticas e experimental. Eles vem ainda acompanhados por outros músicos da cena de vanguarda paulista, como é o caso de Zé Eduardo Nazário.

canto dos pescadores
homenagem a são salvador
lamento do recife
manhã oriental
amanhecendo
mistérios da amazônia
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Marcelo Vouguinha – Forma Livre (1983)

Na sequencia, aqui vai outro disquinho independente, também fruto das Minas Geraes. Lançado em 1983, este é um compacto raro e de produção limitada, criado por compositor mineiro, Marcelo Vouguinha. Sobre ele, eu confesso, não sei nada e não há nada na rede que nos possa clarear a história. Por outro lado, temos um time de músicos bem conhecidos, pelo menos aqui em Minas, com destaque para a cantora Vanessa Falabella, que canta em uma das faixas.
forma livre
trilhos urbanos
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Carlos Careqa – Os Homens São Todos Iguais (1993)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu, sem mais aviso prévio e sem tarefas diárias. Sigo agora nas postagens de acordo com a minha vontade e meu tempo livre. Isso é muito bom, pois não fico mais ancioso ou preocupado, pensando em qual vai ser o disco do dia. Agora eu inverti, qual vai ser o dia do disco ;)
Para encerrar de vez esse domingo, vou deixando aqui postado este álbum independente do cantor e compositor catarinense, Carlos Careqa. “Os homens são todos iguais” foi um álbum lançado em 1993. Creio eu que foi este o primeiro álbum do Careqa. Nele há algumas músicas que marcaram época, pelo menos para mim. Começando por “Não dê pipocas aos turistas”, uma visão tão divertida de Curitiba que vale até um repeteco. “Acho” é outra música que eu também adoro, com uma letra bem criativa. Aliás, este é o grande mérito do Carlos Careqa, letras bem construídas, com tiradas inteligentes e poéticas. Há outras músicas também muito boas que fazem deste um de seus melhores oito discos :) Há nele a participação especial de figuras como Arrigo Barnabé e o falecido Itamar Assumpção. Com mais esses aditivos, não há o que duvidar da qualidade deste trabalho. Muito bom e eu recomento ;)

não dê pipoca ao turista
acho
os homens são todos iguais
subway
a última quimera de s.a.p
o outro lado
não dê pipoca ao turista II
alles plastik
menudo’s theme
tá na cara que é
deus não pensa
cidade
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Copa-Leme Orquestra – Músicas Imortais Álbum Coleção De Ouro (1971)

Olá amigos cultos e ocultos! Como eu sei que por aqui há uma legião de fãs de orquestras, vou hoje caprichar na postagem para essa turma. Temos aqui um disco que só mesmo no Toque Musical vocês poderiam encontrar. Trata-se de um obscuro álbum duplo, lançado possivelmente em 1971, através de um selo chamado ‘Disc News’. Curiosamente, mesmo sendo um álbum duplo,não há nele qualquer tipo de informação que vá além da própria lista de músicas. Pesquisando pelo Google também não chega muito longe, vamos vê-lo apenas no Mercado Livre. Em resumo, temos aqui um álbum duplo de uma orquestra chamada Copa-Leme Orquestra, a qual nos apresenta um repertório clássico, com todas aquelas músicas que sempre fazem o sucesso. Por conta, inclusive, de alguns ‘pot-pourri’ eu achei melhor não nomear as faixas. De qualquer forma, através do selo é fácil fazer essa identificação.
Taí um bom disco para o sábado ;)

mi españa
siboney
la cucaracha
frenesi
samba do teleco teco
lobo bobo
a felicidade
saba de orfeu
petit fleur
suas mãos
tom thomb’s tune
estupido cupido
eu sei que vou te amar
tu
manhã de carnaval
my reverie
clair de luna
mon couer est um violin
over the rainbow
coimbra
story weather
le gondolier
cuando tu me quieras
sonhando contigo
mi oracion
que quero um samba
faceira
sal e pimenta
sonho e fantasia
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Grupo Queluz De Minas (1981)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Hoje eu vou mandar aqui um compacto, produção independente aqui de Minas Gerais. Apresento aos que não conhecem o grupo Queluz de Minas. Um conjunto vocal nascido no final dos anos 70, na cidade de Conselheiro Lafaiete. Segundo eles contam, o grupo foi criado no intúito de fazer um show em homengem ao um músico da cidade, João Salgado que vem de uma das famílias de fabricantes da famosa ‘Viola de Queluz”. Queluz é uma região no município de Conselheiro Lafaiete onde, entre o final do século XIX e o início do século XX, eram fabricadas por duas famílias (Meirelles e Salgado) as violas de pinho, que hoje se tornaram raríssimas e cobiçadas por todo bom violeiro.
O Grupo Queluz de Minas, pelo que sei só gravou este compacto e (me parece) um lp (ou cd?). Não encontrei nada a esse respeito, mas é possível saber. Alguns de seus integrantes prosseguiram em carreira individual e com outros grupos. Ao que parece eles continuam na ativa, pelo menos no Facebook onde mantem uma página.

poeira
existindo
contra o canto nesta hora
alvorecer
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Jacaré – Choro Frevado (1985)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Eis aqui um disco que eu descobri recentemente. Na verdade eu o adquiri em um lote de disco que comprei em um sebo no Recife. Há tempos esse disco está esperando uma oportunidade de ser apresentado aqui. Hoje eu resolvi postá-lo e porque não dizer, conhecê-lo melhor. Confesso que me surpreendi. Aliás, quando se trata de artistas nordestinos eu geralmente me surpreendo, pois a turma lá pra cima tem uma musicalidade ímpar.
Temos aqui o ‘Jacaré’, apelido de Antonio da Silva Torres, um genial instrumentista e compositor pernambucano. Músico nato, que veio a ser descoberto, tardiamente, pelo violonista Maurício Carrilho na década de 80. Gravou apenas este disco através de um projeto cultural patrocinado pela Prefeitura da Cidade do Recife e Funarte, o Projeto Nelson Ferreira, que buscava registrar e promover a boa música  feita na região e seus artistas. O disco de Jacaré foi o segundo volume de uma série do qual eu só conheço este lp. Com apoio e produção artística de Maurício Carrilho, o disco foi lançado em 1985. Como se trata de uma produção cultural, certamente o número de cópias (discos) foi pequena, insuficiente para apresentar o artista aos quatro cantos do país. Mesmo assim já valeu o esforço, o registro para a posteridade. Mesmo de maneira tímida, este trabalho permaneceu. A Funarte, pelo que sei, chegou até a relançá-lo em formato cd. Este é mais um daqueles álbuns que a gente precisa mesmo conhecer. Na verdade, não só o disco, mas também o artista. Para melhor apresentá-los, vou tomar aqui emprestado o texto do jornalista Marcos Toledo, publicado no Jornal do Commercio do Recife, há 12 anos atrás:

Antônio da Silva Torres é o nome que está nos seus documentos. Mas nem pelo seu famoso apelido, Jacaré, talvez você o reconheça. Quem curte o ritmo do choro, contudo, encontrará entre a pouco variada discografia disponível em CD um álbum desse cavaquinista de 72 anos, natural do bairro do Cordeiro, Recife. O talento de Jacaré, reconhecido por instrumentistas de renome nacional, não corresponde ao modo como ele vive hoje, relevado e desmotivado, levando a vida a animar rodas de chorões pelos bares da vida. Ainda assim, o músico tem um projeto de lançar mais um disco de inéditas, que já conta com o apoio do violonista e produtor Maurício Carrilho.
Ainda criança, ele tomou gosto pelo cavaquinho. O pai, Josias Olímpio Torres, era barbeiro e também violonista. “Ele levava muitos amigos para tocar lá em casa”, lembra Jacaré. Antes de se tornar um profissional da música, o cavaquinista trabalhou como auxiliar do alfaiate Arlindo Melo, que era também cantor de boleros e lhe deu o apelido pelo qual ficou conhecido até hoje. Seguiu, paralelamente, na alfaiataria e tocando o instrumento.
A vida do músico começou a ficar meio incerta com a morte dos pais. Sentindo-se sozinho, entrou para um circo e foi parar em Campina Grande, na Paraíba. “Depois, quiseram ir para o Peru mas eu não quis”, recorda.
De volta a Pernambuco, Jacaré voltou a ser alfaiate, já de maneira autônoma. Em sua mente, havia um outro objetivo: tocar no rádio, talvez, o que havia de melhor em termos de trabalho para um músico, naquela época. “Aqueles sonhos bestas que a gente tem”, define o artista, com um pouco de ressentimento.
O sonho, o cavaquinista começou a realizar quando, mais uma vez, foi para o interior. No município de Limoeiro, onde viveu por quatro anos, conseguiu uma vaga para atuar no regional da Rádio Difusora local. Lá, seu padrinho de crisma, Galba Bittencourt, sugeriu que voltasse ao Recife para tocar na Rádio Clube. Era o ideal de Jacaré participar de um conjunto em uma grande rádio da capital e ele resolveu arriscar. “Estava ansioso e não tinha compromisso com mulher”, conta.
TRABALHO PRÓPRIO – Foram seis anos. Primeiramente, integrando o regional de Martinho da Sanfona e, depois, o famoso do saxofonista Felinho. A experiência, logo se transformou na primeira oportunidade – por intermédio do radialista Aldemar Paiva – de Jacaré gravar seu primeiro disco, um compacto duplo pelo selo Mocambo, da gravadora Rozenblit.
O instrumentista explica que começou a compor porque “não gostava de tocar música dos outros”. Assim, faturou o primeiro lugar com uma de seus temas num concurso do programa Céu e Inferno, da Rádio Clube. “Dá um trabalho danado fazer música”, afirma. “Tenho que estar muito tranqüilo, com a cabeça tranqüila.”
O estilo de interpretação de Jacaré é, até hoje, elogiado por diversos músicos brasileiros especialistas em choro. O que sempre dificultou a sua afirmação como compositor é o fato dele não ler nem escrever música. O cavaquinista conta que sua avó, organista de igrejas, até que insistiu para que ele aprendesse. “Mas eu era menino”, tenta justificar. O talento de Jacaré, no entanto, era latente desde criança. “Meu irmão começou antes de mim, mas o pessoal só queria que eu tocasse. Aí, ele desistiu.”
Jacaré, então, criou suas próprias músicas como aprendera a executar a de virtuoses do seu instrumento, como Waldir Azevedo: por ouvido. Assim, idealizou as 13 composições que formam seu único álbum, Choro Frevado, lançado pela primeira em 1985, como segundo volume do Projeto Nelson Ferreira, da Fundação de Cultura da Cidade do Recife, com apoio da Funarte. A produção artística e vários arranjos são assinados pelo violonista Maurício Carrilho.
Depois que deixou de ser músico nas rádios, Jacaré ainda integrou conjuntos de bom nível que se apresentavam em hotéis nos bairros da Boa Vista (São Domingos) e Boa Viagem (Casa Grande & Senzala). “Era com carteira assinada”, lembra. “Eu ganhava mais do que na rádio.” A experiência no setor hoteleiro, no entanto, não chegou a uma década.
Após esse período, o músico começou a amargar a falta de espaço para atuar. Os bares, último reduto dos chorões, já não abre tanto espaço para esse ritmo secular. As gravadoras, muito menos. “Está tão horrível, que eu saio todo dia atrás da música. Eu, um (intérprete de) violão e um (de) pandeiro. Quando eles não vêm, eu vou só”, diz, parafraseando um samba sem querer.
Do seu único álbum, reeditado em CD, Jacaré afirma que recebeu 100 cópias para divulgação e apenas R$ 34 relativo a direitos autorais. Se já é difícil para o músico brasileiro que tem suas músicas devidamente editadas receber seus royalties, imagine para o cavaquinista pernambucano, que nunca teve suas músicas editadas, não tem conta no banco e cujo endereço é informação para poucos.
Um pouco amargurado, Jacaré vive hoje modestamente de aluguel numa pequena casa conjugada no bairro de Salgadinho (Olinda). Ele a atual esposa, Maria José, que canta em corais. Para achá-lo, somente por intermédio de amigos como o violonista Henrique Annes que, quando recebe convites para tocar em outras cidades – Rio de Janeiro, São Paulo –, tenta levar o cavaquinista.
Mesmo sem muita esperança, na última vez que esteve no Rio de Janeiro – em janeiro deste ano, durante um festival que homenageou os 100 anos do choro – gravou quatro novas composições no estúdio da gravadora Acari, de Maurício Carrilho e Luciana Rabello.
O instrumentista garante que tem mais composições e espera contar com apoio de algum órgão cultural do governo para realizar o que seria seu segundo álbum. Ele conta que, quando viaja, sente-se mais inspirado a compor. “ A gente se esquece dos problemas”, explica. Na mesma viagem ao Rio, no início do ano, fez o choroTricolor, uma homenagem ao clube Santa Cruz.
Contatado por telefone, o músico e produtor Maurício Carrilho confirmou que está com as quatro faixas gravadas por Jacaré arquivadas e que, assim que o músico pernambucano tiver as outras músicas prontas, pode avisá-lo. “A gente manda as passagens para ele vir gravar”, garantiu.
Até lá, quem quiser ouvir os choros de Jacaré, além do disco, pode conferi-lo, ao vivo, em bares do Recife Antigo, como o História e o Scotch.

Obs.: Jacaré faleceu em 2005

galho seco
saudade de limoeiro
goianinha
jacaré de saiote
silvana
vai e vem
jacaré voador
jacarezinho
chorinho caiçara
pro herminio
sem rancor
jaciara
saudoso cavaquinho

Charme Faces – Um Plano (2002)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Finalmente é sexta-feira! Mesmo estando eu um tanto ‘pitimbado’, cheio de dores, como cabe a todo cidadão na ‘idade do condor’. Foi por estar meio mal que não tive ânimo para postar nesses últimos dois dias. Hoje me sinto um pouco mais animado, a ponto de curtir uma balada (mas regada a água mineral) e de quebra ainda botar um som para todo mundo dançar. Oha ele aí…
No início do ano estive em São Paulo e por lá comprei, numa garimpada pelos sebos do Centro, uma série de curiosidades musicais, discos que me chamaram a atenção. Produções nacionais, claro, mas específicamente da terra da garôa. Gêneros dos mais variados. Fico impressionado de ver essas produçoes independentes, coisas que parecem circular apenas na própria cidade, ou para um grupo muito específico. É o caso deste álbum (duplo!) do trio “Charme Faces”, um grupo de rap muito bem arranjado. Os ‘manos’ fazem um som bem gostoso, um batido contagiante, que leva qualquer um  no clima. Claro, é música puramente americana, ‘black music’, um estilo conhecido do ‘charme’, que agrada com facilidade. O que pega é a qualidade dos ‘raps’, as letras são fraquinhas, somadas a um vocal típico de paulista suburbano que puxa o ‘erre’. Mas no mais, o disco é bem interessante de se ouvir, seja com esses ou com outros olhos. Infelizmente eu não tenho nenhuma informação do grupo. Pelo Google também não encontramos muita coisa além das próprias músicas. O Charme Faces, pelo pouco que pude ver é uma trio muito bem conceituado do rap, inclusive internacional. A música “Sexta feira” é um dos seus hits mais conhecidos. Taí uma boa razão para essa apresentação. Hoje é sexta feira!

vinheta
sexta feira
te amo demais
seu corpo
sexta feira (intrumental)
a cruz
minha hora chegou
cansei do seu amor
um plano
ficar sem ninguém
puro desejo
rainha da pista
esqueça do passado
vinheta outra chance
outra chance
te amo demais (instrumental)
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