Vox Populi – Spassomanguim (1969)

Olá amigos cultos e ocultos. Aproveitando a leva dos compactos, hoje eu trago  aqui algo especial e extremamente raro, o único registro da banda de rock mineira, Vox Populi. Trata-se de um compacto lançado pela gravadora mineira Bemol, provavelmente em 69 ou 70. Porém, algumas fontes informam que o grupo, de Belo Horizonte, nasceu em 1968 e este compacto pode ter sido lançado nesse período, quando surgiam também os primeiros lançamentos do selo Bemol (antes era o selo Paladium). O Vox Populi foi uma banda de rock formada por figuras importantes como Tavito, Fredera e Marco Antonio Araújo. Eu não tenho certeza, mas suponho que este Vox Populi é o mesmo que gravou pela Musidisc um lp em 67 ou 68, quando ainda eram um conjunto de MPB. Esse também é outro disco raro, disputado a tapas por colecionadores, relançado em cd só na Europa. Acredito que o compacto que temos aqui foi o período da transição do Vox Populi para Som Imaginário. E neste disquinho podemos sentir isso, os primeiros passos para o rock. Aliás, diga-se de passagem, um perfeito e autêntico disco de rock psicodélico, com vários nuances do que fez o Som Imaginário no primeiro lp.
Infelizmente, o compacto que eu tenho está em péssimas condições. Mesmo assim, procurei extrair o seu áudio da melhor forma possível. Como também não tinha capa e nem mesmo uma referência de como era, criei então essa exclusiva para a nossa postagem.

imagem dupla
fora de foco
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Pacífico Mascarenhas – Sambacana VI (1988)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Tenho hoje para vocês este lp do compositor mineiro Pacífico Mascarenhas, considerado o pioneiro da Bossa Nova em Minas Gerais. Já apresentei aqui outros discos dele. Este, inclusive, eu achava que já tinha postado. A capa é bem legal com fotos da turma da Savassi, nos anos 50. Savassi era o nome de uma padaria, depois também deu nome a praça onde um dia ela existiu. Pacífíco fazia parte desse grupo.
Neste álbum, de capa dupla, lançado com selo Bemol em 1988, Pacífico Mascarenhas nos apresenta um repertório autoral, com regravações e novas composições. Seu Sambacana VI conta com um time de músicos de primeiríssima: Helvius Vilela, Juarez Moreira, Ezequiel Lima, Rubinho e Lincoln Cheib. Na contracapa, como podemos ver, além das letras, temos também o método para acompanhamento de piano patenteado pelo artista.

amo você
poderia escrever um livro
serenata
demolição
praça da savassi
leva-me pra lua
rio de janeiro
outras noites assim
férias
eu gosto mais do rio
da sua própria voz
se eu tivesse coragem
dançando com você
nosso amor não deu certo
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Jorge Goulart, Nora Ney, Antônio Guimarães E Waldir Silva – Feitiço Da Vila Vol. 1 (1971)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um disco dos mais interessantes, um álbum verdadeiramente raro e, por que não dizer, histórico. Um registro musical ao vivo de uma apresentação na noite de belorizontina dos cantores Jorge Goulart e Nora Ney e também, de quebra, dois grandes instrumentistas mineiros, o pianista Antonio Guimarães e o cavaquinista Waldir Silva num encontro mais que memorável. Sim, trata-se de um disco que poucos tiveram o prazer de conhecer porque sua tiragem foi bem limitada e nunca chegou a se relançado ou relembrado em alguma outra edição. Suponho até que a própria Bemol nem tenha mais as fitas master dessas gravações que aconteceram na numa noite de 1971, na boate Feitiço da Vila, em Belo Horizonte. Um belíssimo show que ficou registrado em disco, mantendo-se todo o clima do ambiente, sem pausas e sem faixas, tudo muito linear. O show se abre com Nora Ney interpretando Dolores Duran, Silvio Cesar e Noel Rosa. Depois é a vez do maestro e pianista Antonio Guimarães que arrasa em temas de Ary Barroso. Do outro do disco o samba toma conta, novamente com Nora Ney e o parceiro Jorge Goulart que desfilam Paulino da Viola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Sinval Silva, Noel e Ary Barroso. Ah… Olha eu esquecendo do grande Waldir Silva. Ele também  está presente no acompanhamento e interpretando duas músicas de Sinhô, “Gosto que me enrosco” e “Jura”.
Sem dúvida, o grande destaque deste lp é mesmo o casal Nora e Jorge. Nesta época eles estavam morando em Belo Horizonte. Este disco foi produzido pelo próprio Jorge Goulart e pelas informações que colhi em uma tiragem muito pequena. A ideia inicial era a de gravar outros discos na mesma linha, registro de shows, tanto assim que este era o volume 1. Mas ao que parece, a coisa ficou só na vontade. Uma pena, pois pouco se tem desses registros da noite de Beagá.
Para esta postagem eu preparei o arquivo de maneira a facilitar a vida de vocês. Como se trata de um show (embora editado), as músicas apresentadas não trazem uma separação por faixas, o disco corre direto nos dois lados. Daí eu resolvi editar, mas sem tirar um segundo de gravação. Está tudo completo. Eu coloquei apenas um ‘fade in’e um ‘fade out’ quando necessário, dividindo o disco em 16 faixas. Mas para não dizerem que eu aleijei ainda mais a edição do show, deixo também um arquivo completo, inteiro, unindo apenas o lado A com o lado B.
Quando falei da raridade (e também curiosidade) deste disco não pensei num preciosismo que o fizesse valer tanto, segundo o preço ‘ofertado’ por um maluco no Mercado Livre. O cara tem a coragem de cobrar 1390,00! Muito sem noção

feitiço da vila – nora ney
solidão – nora ney
pra você – nora ney
último desejo – nora ney
baixa do sapateiro – antônio guimarães
três lágrimas – antônio guimarães
rancho fundo – antônio guimarães
taboleiro da baiana – antônio guimarães
é luxo só – antônio guimarães
aquarela do brasil – antônio guimarães
foi um rio que passou em minha vida – jorge goulart
não sou feliz – jorge goulart
último baile da monarquia – jorge goulart
gosto que me enrosco – waldir silva
jura – waldir silva
adeus batucada – nora ney
barracão – jorge goulart
cadência do samba – nora ney
vai saudade – jorge goulart
vai mesmo – nora ney
o orvalho vem caindo – jorge goulart
o orvalho vem caindo – nora ney
a fonte secou – nora ney
aquarela mineira – jorge goulart
feitiço da vila – jorge goulart e nora ney
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Grupo Folclórico Banzé (1997)

Olá amigos cultos e ocultos! Em nosso programa de variedades musicais, tenho para hoje este interessante lp, lançado pelo selo Bemol, em 1997 (creio eu). Trata-se de um dos importantes grupos folclóricos de Minas Gerais, mais exatamente, da cidade de Montes Claros, o Grupo Folclórico Banzé. Este é um grupo essencialmente de danças, criado no final dos anos 60 pela pesquisadora e professora do Conservatório Estadual  de Música Lorenzo Fernandez, Zezé Colares Moreira. O nome Banzé foi uma variação natural do que era a ‘Banda da Zezé’. O grupo, ao longo de todos esses anos, participou dos mais importantes festivais folclóricos, nacionais e internacionais, tendo também em sua trajetória dezenas de premiações, sendo hoje um patrimônio cultural da cidade de Montes Claros. Este lp é um registro musical do trabalho do grupo e traz em seu repertório músicas e temas de domínio público. São canções natalinas e outros temas tradicionais extraídos em suas pesquisas pelas mais diversas cidades do norte de Minas Gerais. Um trabalho muito bonito que merece ser sempre lembrado.

músicas natalinas:
folia
são gonçalo
catopês
aboio
traíra
carneiro
bastão
sapo e gia
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Renato Mota – Brasileiro (1992)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Fazendo jus a tradição, coisa que há muito eu não faço, tenho para este domingo um disco de artista aqui de Minas. Estamos falando do cantor e compositor Renato Mota, um dos grandes talentos da atual música mineira. Iniciou sua carreira nos anos 80. De lá pra cá tem produzido uma obra de alta qualidade. Já gravou uma série de discos (CDs e DVD) e este lp foi seu primeiro trabalho, “Brasileiro”, lançado de forma independente pelo selo Bemol. O disco viria a ser relançado em cd alguns anos depois pela Movieplay com outro nome, “Caixa de Sonhos”, nome de uma das faixa do disco. “Brasileiro” é um trabalho bem elaborado, com músicas sofisticadas, num estilo que lembra bem o Ivan Lins internacional e jazzístico. Renato conta com a participação de altas feras como Toninho Horta, Nivaldo Ornelas, Marcus Viana e outros mais

caixa de sonhos
só pra te ver feliz
coisas de minas
aprendiz
menina da lua
brasil brasileiro
peregrino
além do sol
montanhas
navio de partida
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Fabiano Pimenta – As Ruas E As Serestas (1970)

A quem possa interessar… Temos aqui um disco de seresta. Um autêntico mineirinho, que nos remente a imagens das noites de uma Diamantina, que hoje quase já não existem mais. As noites de serestas que ecoavam muito além das montanhas de Minas, tendo como um de seus maiores entusiastas a figura de Jucelino Kubichek, filho entre os mais ilustres da cidade.
Neste lp temos o seresteiro Fabiano Pimenta acompanhado por Waldir Silva e seu regional interpretando os clássicos das noites de serestas em Diamantina. Gravado no Estúdio Bemol, em Belo Horizonte no inicio dos anos 70.

diamantina em seresta
meiga virgem
varrer-te da memória
as ruas e as serestas
elvira escuta
é a ti flor do céu
acorda minha beleza
sonhei-a
gondoleiro do amor
noite cheia de estrelas
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Vito Mancini – Dê-me Um Sorriso (198…)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Hoje é sexta feira e só para não esquecer, este foi o dia que por muito tempo eu adotei aqui como sendo o ‘dia do artista/disco independente’. Por essas, por outras e mais outras, vou mandando aqui um compacto independente, gravado na Bemol nos anos 80. A Bemol, embora seja uma gravadora tradicional, nunca assumiu uma postura de editora. Muitos dos discos lançados com seu selo foram na verdade produção independente. E como em Belo Horizonte, na época, só tinha mesmo a Bemol, todo mundo que podia, gravava lá.
Bom, temos aqui o disco de um cara o qual eu vivia encontrando pelas ruas de Belô. Depois sumiu, como quase tudo e todos produzidos naquela década de 80. Seu nome é Vito Mancini. Me lembro de tê-lo visto tocando em algum barzinho, naquela época. Fui procurar por ele no Google e também no Facebook, mas não achei nada. Será que este cara ainda está na ativa? Foi o que eu me perguntei, pois quando a gente não encontra uma pista do ‘caboclo’, pode saber, abandonou o barco… Mas, enfim, falando do disco, temos aqui este compacto duplo no qual Vito Mancini nos apresenta quatro composições próprias. O disquinho é bem interessante e tem, sem dúvida, as suas qualidades. Começando pela própria gravação, trabalho de primeira do veterano Dirceu Cheib. Vito vem acompanhado por um time de músicos de primeira: Célio Balona, Toninho do Carmo, Ezequiel Lima, Zé Eustáquio e Maluf. Quem conhece a música mineira sabe bem o ‘naipe’ dessa turma. E a música de Vito tem bem a cara de Minas, das coisas feitas na Geraes 🙂 Não sei bem ao certo, mas creio que o Vito Mancini chegou a gravar também um lp, com arranjos do Marilton Borges. Vou ver se acho esse disco para postar aqui. Até lá, quem sabe, a gente consegue mais informações sobre esse artista.

aluanda
dias de carnaval
dê-me um sorriso
tipo simples
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Elma Mara – Porta Da Esperança (1986)

Olás! Boa noite a todos os cultos e os ocultos! Para não esquecer que as sextas feiras já foram dias exclusivos para muitas postagens de artistas/discos independentes, eu hoje, neste fim de sexta feira, vou postar aqui dois compactos de produção independente. O primeiro aqui é um disquinho de uma cantora e compositora chamada Elma Mara. Teria me passado despercebido, não fosse o compacto ter também uma capa bem composta com uma  ilustração que nos convida a olharmos mais atentamente. Para a minha grata e coincidente supresa, o disquinho foi gravado e produzido no Estúdio Bemol e contou com a brilhante participação de alguns grandes músicos mineiros: Lincoln Cheib, Alexandre Lopes, Gilberto Diniz, Alfonso Maluf e (olha aí…) minha co-cunhada Juliana Serra. Com esse time de músico, não dá para deixar a Elma Mara passar em branco. O quê que esses sambas têm? O quê que a sambista tem???

porta da esperança
desilusão
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Galo – Canto De Amor Mais Alto (1971)

Olá amigos cultos e ocultos! Finalmente estou de volta! Como todos devem saber, estive de férias, curtindo um pouco o litoral. Vocês sabem, mineiro de férias precisa, as vezes, de uma praia. Mas não demorou muito para eu ficar sentido saudades das minhas montanhas. Voltei, alegre e saltitante… E não é para menos, afinal com tanta coisa boa acontecendo.
Neste mês de julho o Toque Musical está completando 6 anos de atividades e eu, ao contrário dos anos anteriores, não fiz muito alarde, pois percebo que para a festa, só mesmo os amigos mais chegados estarão presentes. Tudo bem, melhor assim… o bolo é pequeno, mas está uma delícia!
Para completar a festa, o meu galinho, ou melhor dizendo, o Galãaaao, me deu a grande alegria de ser o Campeão da Taça Libertadores da América. Tô rindo a toa 🙂 Em sua homenagem, vou aqui postando este lp produzido pela Bemol em 1971, “Galo, canto de amor mais alto”. Um documento histórico do futebol brasileiro, com texto de um dos mais apaixonados e ilustre atleticano, o saudoso escritor Roberto Drummond. No álbum temos também a narração de alguns dos melhores momentos do Atlético Mineiro em campo, numa época em que futebol era mais que paixão. Vale a pena ouvir esse disco, mesmo aqueles que não são torcedores do ‘vingador’. Parabéns ao Clube Atlético Mineiro por esse tão sonhado título. Viva o Galo!

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Alegria (1980)

Olá, amigos cultos e ocultos! Para a alegria de vocês, eu estou voltando, no embalo do Carnaval. Ainda não estou totalmente pronto para encarar a tarefa musical diária. Mas acho bom retomar logo as postagens, pois já comecei a ficar mal acostumado e preguiçoso. Por enquanto vamos recomeçar sem muitas promessas e sem a obrigação de sermos diários, ok? Eu ainda não consegui resolver todos os meus `pepinos`, inclusive o conserto do meu computador. Estou fazendo essas novas postagens via Mac, usando outros programas de áudio, coisa que eu ainda não domino totalmente. Era bem mais fácil e rápido pelo Windows, mas tudo bem, logo a gente vai afiando…
Como estamos no Carnaval, Alegria! É isso aí, alegria geral. Este é o nome do disco que abre aqui o nosso carnaval. Eis aqui um raro lp da Bemol, lançado provavelmente em 1980, reunindo 14 sambas de gênero carnavalesco, de sambistas mineiros. Muitos desses artistas fazem parte da Velha Guarda do Samba de Belo Horizonte. Entre os destaques temos o sambista Milton Rodrigues Horta, mais conhecido como “Lagoinha”. O conjunto que acompanha os cantores era também formado por músicos da melhor qualidade, entre eles, o mais famoso, o cavaquinista Waldir Silva. Em resumo, temos aqui um disco de carnaval mineiro. Quem pensa que por aqui não tem carnaval, não se enganou. Porém, não é por falta de samba, músicos e compositores. O que acontece é que quando chega o Carnaval eles todos vão para o Rio de Janeiro, hehehe…
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querendo aparecer – jurandi silva
tobogã – paulo sobrinho
os guizos da colombina – aquiles junior
não chore não – lagoinha
que que isso – brito
bloco do delegado – edú alves
entra quem pode – terezinha soares
joão mamãe – paulo sobrinho
zé camisolão – enio barbosa
mágoa no carnaval – geraldo tavares
lágrimas – marcio josé
garota bh – francisco carioca
eu mandei cacá na venda – lagoinha
catimba – nilton rocha

Corporação Musical N. S. Das Dores De Itapecerica – Concerto No Horto (1980)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Os ‘ocultos’ permanecem apenas para mantermos a saudação. A partir de agora, os amigos têm nomes, sobrenomes e endereço de e-mail, pelo menos lá no GTM. Agora, o blog Toque Musical incorpora mais ainda o site do Grupo Toque Musical. É isso aí, estamos expandindo! Como diz o outro, há males que vem para o bem, pelo menos é o que foi para mim. Essa mudança que muitos acham ter sido radial, na verdade, apenas acompanha o radicalismo imposto nos últimos tempos. Embora eu esteja ‘tomando Active com Johnny Walker’ para tudo isso, me preocupo mais com ações individuais. O mundo está cheio de loucos e por aqui alguns surtaram de vez, transformando a paixão em ódio (que coisa esquisita, e logo comigo?). Pois é, como bom mineiro, eu tenho mais é que ficar com um pé atrás e o olhar bem a frente para não tropeçar. Continuo fazendo o que eu gosto e da maneira que quero. As mudanças no blog, todos logo se adaptarão. Eu não terei tempo para ficar aqui todos os dias explicando o que aconteceu e como se faz para entrar no GTM. Espero que os amigos aqui, mutuamente se ajudem, como tem sido feito no site do grupo. Há pessoas que entram no blog mas não tomam o trabalho de ler os informativos. Precisam ficar mais atentas 😉

Para a postagem de hoje, muito apropriado, tenho aqui um disco interessante, lançado pela Bemol em 1980. Trata-se de uma gravação ao vivo feita na Igreja do bairro Horto, em Belo Horizonte. Quem é da cidade deve conhecer o santuário, hoje bem modificada. Esta minha escolha não foi atoa. Quando criança, eu frequentei esta igreja, morava no bairro Sagrada Família. Tenho boas lembranças daqueles tempo…
Mas como eu dizia, temos aqui um concerto musical singular (no bom sentido, claro!), uma tradicional banda, a Corporação Musical Nossa Senhora das Dores, da cidade de Itapecerica, apresentando dobrados e marchas, fúnebres e festivas. Gravado ao vivo na Igreja do Horto, esse evento musical ocorreu, por iniciativa da Paróquia do Senhor Bom Jesus do Horto, no sentido de aproximar duas comunidades, a do bairro na metrópole e a do interior. O bairro do Horto foi formado por moradores que vieram de cidades do interior, muitos deles da cidade de Itapecerica. A banda, tradicional desta cidade, veio se apresentar para os seus conterrâneos e teve aqui o seu registro gravado. Este talvez seja um álbum que vai mesmo interessar ao povo daqui. Mas não deixa de ser uma curiosidade, típica do nosso Toque Musical para quem sabe escutar com outros olhos 😉 Confiram… (lá no GTM)
dobrado major belchior mendes
dobrado padre gil
dobrado sinfônico muralhas de jericó
marcha festiva ilana
marcha festiva nossa senhora da glória
marcha festiva dona antonieta
marcha cidade das rosas
dobrado carlos felipe
marcha fúnebre saudades do dinho totonho
marcha fúnebre morte do justo

Celio Balona – Vôo Noturno (1986)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Cá estamos em mais uma sexta independente. Este é um dia que permanece em nossa programação. As sextas feiras estarão sempre à disposição do artista/disco independente. Aquele que estiver interessado em promover seu trabalho fonográfico (musical e poético) através do Toque Musical, basta fazer contato. Terei o maior prazer em ouvir e tendo lá as suas qualidades (ou curiosidade), mais ainda em publicar no blog.

Fiquei aguardando a autorização de um artista para postar hoje o seu disco, mas só depois me dei conta de que o disco não é uma produção totalmente independente. Daí achei melhor postar um outro… De imediato me veio a luz, vai ser um disco do Célio Balona. Verifiquei no blog quais eu já havia postado e escolhei “Vôo Noturno”, album lançado em 1986. Mas, peraí… não estou eu pensando em postar outro disco semi independente? Parece que sim, este álbum traz o selo Bemol, foi gravado em seus estúdios e pelo próprio Dirceu Cheib. Porém, a Bemol já não é mais um selo musical, ou melhor, nunca foi. É acima de tudo um estúdio de gravação. Uma gravadora que se presta à todo tipo de trabalho, principalmente o musical. Este álbum é talvez ainda maisindependente, produzido, dirigido e arranjado e mixado pelo próprio artista. Isso é muito legal, pois Célio, assim teve total liberdade para fazer o seu disco. Por sinal, um belíssimo trabalho. Não sei porque eu ainda não o havia postado. Temos aqui um trabalho mais moderno, onde Balona se transforma e se inventa entre teclados. Digo moderno no sentido de inovação em relação a outros trabalhos. Pessoalmente, entre os que tenho e conheço, “Imagens“, disco de 83, é o meu preferido. “Vôo Noturno, porém, não fica para trás, um disco instrumental de primeira grandeza, gostoso de ouvir e com um toque bem mineiro, uai! Balona vem acompanhado por MariltonBorges, no piano e teclados; Jairo Lara, no saxofone; Gilberto Diniz, no baixo e Edson de Paulo na batera. Por aí já deu para sentir, não é mesmo? (olha aí, Célio! mais um no Toque Musical)
nissei
dama da noite
ginga
noturno
trem do norte
tudo de mim
zig zag
mística

Brasa 4 (1968)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Tenho percebido que toda a postagem que faço no fim de noite, acaba entrando como se fosse do dia seguinte. E olha que muitas vezes são postagens que eu abro logo pela manhã, para garantir a vaga do dia. Mas, por alguma razão essa minha manobra não tem dado certo. Preciso ficar esperto e liberar tudo logo cedo. O que falta é tempo! Quando se trabalha no passado, as coisas tendem a andar sempre atrasadas, deve ser isso 🙂
Hoje eu vou postando aqui um disco que há muito eu vinha trabalhando, tentando extrair ao máximo suas músicas, que infelizmente neste exemplar estavam quase impossíveis de ouvir, devido ao seu mal estado de conservação. Me fez lembrar aquele disco do Germano Mathias que eu postei aqui no Toque Musical há algum tempo atrás. Tentei de todas as formas dar uma melhorada, mas não adiantou muito. Fiquei na esperança de que um outro, em melhor estado, aparecesse por aqui. Acontece que os velhos discos do Germano são mais difícieis de achar que nota de 100. No caso do Brasa 4 não é muito diferente. O álbum estava um lixo, tanto a capa como o vinil. Mas sabendo eu que este disco é pura raridade, com certeza outro igual e em melhores condições, tão cedo não irá aparecer por aqui (e nem por aí…). Daí, me debrucei sobre o disquinho e fiquei quase um mês dando um trato na ‘obra’. Para quem não conhece a história deste disco, ao baixá-lo e ouvi-lo há de pensar: “com tanto disco bom, o cara foi pegar logo esse para arrumar”. Isso porque o presente álbum é uma sucessão de ‘covers’, uma interpretação copiosa e bem amadora, (no geral), de hits dos anos 60 e sucessos da Jovem Guarda. A qualidade dos nossos artistas aqui, principalmente dos cantores, não é lá uma maravilha. Talvez por conta disso mesmo, ele tenha se limitado à um número de cópias suficiente apenas para os mais interessados, os próprios artistas, seus familiares e amigos. Mas não seria apenas por conta disso que eu me dispus a restaurá-lo e trazer para ser publicado no blog. Como todos sabem, o Toque Musical é um espaço para se ouvir com outros olhos. Este lp, embora limitado artísticamente, é uma obra rara que registra um momento musical da juventude belorizontina nos anos 60.
O Brasa 4 era um programa de auditório realizado aos sábados pela antiga TV Itacolomi, em Belo Horizonte. Produzido pelo, hoje já lendário, Dirceu Pereira, o nome Brasa 4 vem, obviamente da expressão usada pela turma do Roberto Carlos (é uma brasa, mora?) e o 4 vem do número da emissora, o velho canal 4. Eu nessa época também frequentava o auditório da TV Itacolomi, só que era para assistir o Gurilândia.
O programa Brasa 4 era uma espécie de versão mineirinha dos programas da Jovem Guarda. Se não me falha a memória, ele entrava no ar uma hora antes do oficial, apresentado pelo Roberto Carlos. Era um programa jovem e de calouros. Por lá passavam todos os aspirantes à Roberto, Erasmo, Wanderléa, Martinha, Ronnie Von, Os Incríveis… Apesar de todo o amadorismo de nossos artistas, a produção, ao contrário, buscava ser bem profissional. Contratavam músicos profissionais para manterem ‘a cozinha’ funcionando, convidavam artistas consagrados e também os conjuntos locais que já eram bem conhecidos por aqueles que frequentavam os bailes em clubes da cidade.
Este álbum foi gravado como uma espécie de estímulo à esses novos e pretensos artistas. Foram selecionados aqueles que melhor se apresentaram durante o ano. O disco foi gravado no estúdio Bemol, considerando o repertório, provavelmente em 1968. Além dos ‘hits internacionais do momento’ e da Jovem Guarda, há também uma versão (com certeza a primeira) de” Travessia”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Depois de ouvir o Milton cantar a sua “Travessia”, ouvir o Edinho é uma travessia em brasa (e descalço), mora?

san francisco – redig
canzone per te – roberta
como é grande o meu amor por você – os intrusos
o que há de mal em mim – bitons
you only live twice – os agitadores
when summer is gone – analfa bites
estudio 17 – os agitadores
você não serve pra mim – amir
meu vestidinho – dalva rigueti
lonely – os intrépidos
quando – jamal
travessia – edinho

Mara Do Nascimento – Instrumental (1982)

Muito boa noite amigos cultos e ocultos! Estou chegando agora para colocar a nossa postagem em dia. Hoje foi  o dia de encerramento do Conexão Vivo, um super evento musical que reuniu uma legião de bons artistas da nova safra da música brasileira. O lance aconteceu no Parque Municipal, de Belo Horizonte. Começou na quarta e terminou hoje. Além dos shows, houve também uma edição especial da Feira do Vinil e CD Independente, onde vários  colecionadores e lojistas estivaram por lá expondo suas bolachas. Eu também estive por lá vendendo meus discos de jazz e outras raridades. Sempre sem tempo, paguei uma pessoa para ficar vendendo os discos para mim. Só estive por lá mesmo ontem a noite e hoje durante todo o dia. Para não variar, comprei mais do que vendi. Por 100 reais comprei de um camarada 15 discos ‘zero bala’ do Neil Young, os primeiros e ainda por cima, importados. Não resisti… hehehe… Hoje o dia lá no Parque foi regado  à muita música boa, onde se destacava muito o instrumental. Tivemos por lá uma série de respeitáveis músicos que fizeram valer o meu dia. Inspirado com toda essa carga musical e ainda no ritmo feminino, vou postando  um disco da violonista e compositora mineira, Mara do Nascimento. “Instrumental” é uma álbum da melhor qualidade, onde temos onze temas próprios, todas composições de Mara. Para engrossar o caldo e dar mais brilho ao seu “Instrumental”, ela conta com um time de músicos de primeira. Gente como Gilson Peranzetta, Eduardo Delgado, Yuri Popoff, Lydston do Nascimento, Lena Horta e outros no mesmo grau.
Música de qualidade pronta para o consumo. Confiram aí este álbum, que além do mais é uma produção independente (e olha que nem é sexta feira!).

de mim
até que enfim
sujeito a mudança
sai que la vai
meus meninos
de volta pra casa
nós todos
baião do doidos
conversa
momento aqui entre nós

Cynthia Martins & Marcus Bolivar – Mais Que Nunca (1987)

Bom dia! Com a passagem do Carnaval eu quase me esqueci que hoje é sexta feira. Tô aqui com a cabeça na terça, pensando na semana longa que terei pela frente. Que bobeira! Hoje é sexta, dia da postagem dos independentes. A propósito, estou pensando em lançar aqui também o dia da coletânea. Sempre tem alguém me pedindo isso e outros, inclusive, já até me enviaram suas seleções musicais. Acho que coletâneas como o “Beleza Pura“, “A Bossa Pelo Mundo“, “Luiz Gonzaga Instrumental” e tantas outras têm caído bem no gosto da freguesia 🙂
Como hoje eu fui pego meio que de surpresa, tive que apelar para os meus ‘arquivos de gaveta’. Puxei o primeiro dos independentes que veio à mão. Felizmente era algo que eu já pretendia postar. Temos aqui a dupla mineira Cynthia Martins e Marcus Bolivar. Me lembro que na década de 80 eles fizeram um relativo sucesso por aqui. Cheguei a assistir certa vez uma apresentação dos dois em um bar da capital. Eram bem talentosos e isso pode ser conferido neste que foi o único disco da dupla, uma produção independente, gravado na Bemol em 1987. As composições são todas próprias, assim como os arranjos, que ficam por conta de Marcus Bolivar. A música de destaque é “Amanhecer”, vencedora de festival, também incluída no disco “O melhor dos Festivais de Minas – Ano I“. “Mais que nunca” é um álbum muito bem gravado pelo nosso Dirceu Cheib. Eles ainda contaram com a participação da nata musical mineira, músicos como Marilton Borges, Jairo Lara, Lincoln Cheib, Juliana Serra, José Marcos Almeida, Gilberto Diniz, Cleber Alves, Ivan Correia, Marcus Viana e tem mais… Um belo trabalho que merece o nosso toque musical.

fatia de ilusão
mais que nunca
espelho
arsenal
coisas do interior
cigano
navegante
rio da vida
antares
amanhecer

Pequenos Cantores De Belo Horizonte Do Colégio Santo Agostinho – 10 Anos (1978)

Muito bom dia, meus prezados amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje é especial e se faz por diferentes motivos. Estou postando este disco em homenagem a um amigo, que depois de anos vim a reencontrar ontem, por acaso, na Praça da Liberdade. Conversamos um bom tempo, relembrando o passado e falando do presente. Inevitavelmente falamos de música. Ele foi aluno num dos tradicionais colégios da capital mineira, o Santo Agostinho e fazia parte do coral dos Meninos Cantores de Belo Horizonte. Comentei sobre o blog e ele me falou do disco que gravou no colégio. Parece até mentira, mas nessa semana eu estive com o tal disco na mão. Prometi a ele que enviaria uma cópia, ou mais certo, postaria no blog. As coincidências não param por aí. Ao ouvir direito o disco percebi que havia nele uma música, “Prece ao vento”, de Gilvan Chaves e Alcyr Pires Vermelho. Minha mãe era apaixonada por essa canção e por acaso, ontem, foi a data de seu aniversário. Nada mais justo que eu postar hoje este disco, vocês não acham? Além do mais, o presente álbum tem qualidades e curiosidades típicas que caem como luvas em nosso Toque Musical. Vejam vocês…
O Colégio Santo Agostinho foi um dos poucos, ou talvez o único, na cidade a promover a música como parte de seu projeto educacional, através de atividades contínuas com seus alunos. Criou nos anos 60, a exemplo dos “Pequenos Cantores da Guanabara”, o seu grupo musical, inicialmente apenas com a intenção de homenagear o ‘Dia das Mães’. Ao longo dos anos e sempre renovando as vozes, eles foram gravando novos discos, lps e compactos. Em 1978 o coral completou 10 anos de atividades e para comemorar a data, lançaram este álbum duplo, que é uma síntese de tudo o que foi produzido por eles. O fato mais interessante desses lançamentos é que todos os discos tiveram o apoio profissional, os arranjos de quatro grandes nomes da música mineira, Aécio Flávio, Célio Balona, José Guimarães e Waldir Silva. Percebe-se também ao ouvir que os maestros também foram instrumentistas. A qualidade é mesmo muito boa e inquestionável. O repertório também não fica por menos. Tem inclusive o hino do meu glorioso Atlético Mineiro (quer mais oquê?). Uma questão de tradição, claro!
Como disse, trata-se de uma coletânea e das gordas! Não sei informar se depois desses dez anos o Colégio continuou a manter a tradição criada pelo seu diretor, o Padre José Bruña Alonso e o professor e músico Roberto Tarcísio Bacil. Este disco, assim como os outros lançados pelo coral, vocês poderão encontrar no blog ‘A Música Que Vem De Minas’, um espaço exclusivamente ‘uai’.
Segue aqui a minha versão… 😉

o que será
minha história
barracão
hino do colégio
conto de areia
et maintenant
retalhos de cetim
o ouro e a madeira
eres tú
bandeira branca
carinhoso
pout pourri – marchinhas de ontem:
pierrô apaixonado
jardineira
o teu cabelo não nega
periquitinho verde
linda morena
de menor
serafim e seus filhos
prece ao vento
belo horizonte criança
roda viva
hino do clube atlético mineiro
pout-pourri de samba:
crítica
não deixe o samba morrer
estão voltando as flores
meus tempos de criança
valsinha
se a gente grande soubesse
prá frente brasil