Banda Do Canecão – 100 Anos De Carnaval (1973)

Pois é, amigos cultos e ocultos… Já estamos em clima de carnaval! É hora de esquecer as tristezas e brincar, pular, cantar, ao som de marchinhas e sambasque marcaram época. Esse , por sinal, é o objetivo do álbum que o TM prazeirosamente oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos, gravado pela Banda do Canecão. Originalmente, o grupo foi formado em 1967, para a cerimônia de inauguração do Canecão, uma casa de shows do Rio de Janeiro que marcou época, situada no bairro de Botafogo, e onde se apresentaram artistas dos mais variados estilos e tendências musicais, como Elis Regina, Roberto Carlos, Caetano Veloso, Maysa, Elymar Santos, Chico Buarque, Maria Bethânia, Cazuza, Los Hermanos, RPM, Marisa Monte… Infelizmente, em 2010, o Canecão, após algumas retomadas, fechou definitivamente suas portas. Entre 1967 e 1975, a Banda do Canecão lançou cerca de 20 álbuns gravados ao vivo, todos pela Polydor/Philips (depois Phonogram, Polygram e atualmente Universal Music). E o álbum triplo que apresentamos (ou melhor, reapresentamos) hoje é um dos mais expressivos trabalhos da banda, tanto é assim que permaneceu em catálogo por mais de quinze anos: “Cem anos de carnaval”, que o TM já havia postado anteriormente como “Cem anos de samba”. Acontece que esse é o título de um outro álbum da mesma gravadora, com sambas interpretados pelo grupo Os Caretas. Agora, estamos colocando tudo no lugar certo, e trazendo de volta esta autêntica preciosidade. Em três LPs, a Banda do Canecão oferece uma autêntica retrospectiva do que melhor se produziu para embalar a maior festa popular brasileira. E a gravadora não regulou mixaria: preparou até um folheto histórico, ricamente ilustrado, contando uma verdadeira epopeia do carnaval brasileiro, num trabalho de pesquisa iconográfica e de texto caprichadíssimos. Os discos propriamente ditos ficaram sob a batuta de dois autênticos “cobras” em produção fonográfica: Paulinho Tapajós e Jairo Pires. Jairo, inclusive, fez parte do grupo de pesquisa que resultou na seleção musical deste álbum, e do qual também participaram José Ramos Tinhorão, Maurício Quadrio e Sérgio Cabral (autor, inclusive, de um livro sobre as escolas de samba). A direção de estúdio é de Guti e Fernando Adour, com Zezinho na coordenação musical, arranjos do maestro Peruzzi e o aparato técnico de gravação e mixagem impecável, sempre característico dos trabalhos da então Phonogram, a cargo de Ary Carvalhaes, Luís Cláudio Coutinho e Paulo Sérgio. Todo esse timaço nos oferecendo esta beleza que o TM traz de volta, reunindo, em pot-pourris, nada mais nada menos que CENTO E TRINTA E UMA músicas, entre sambas e marchinhas, com títulos jamais esquecidos pelos foliões, tipo “Jardineira”, “Mamãe eu quero”, “Alá-lá-ô”, “A-E-I-O-U”, “O teu cabelo não nega”, “Não tenho lágrimas”, “Confete”, “Sassaricando”, “Aurora”, “Ai, que saudade da Amélia”, “Bigorrilho”, “A lua é dos namorados”, “Cabeleira do Zezé”, “Cidade maravilhosa”, “Máscara negra”…  Músicas que marcaram época, dessas que ninguém esquece. Com direito a alguns sambas-enredo de escolas, tipo “Bahia de todos os deuses”, “Festa para um rei negro’ (“Pega no ganzê, pega no ganzá”)… Um trabalho impecável, que sem dúvida irá proporcionar momentos de pura animação e entretenimento, fazendo a gente cantar, pular e dançar até se acabar. E agora, ó abre alas, que a Banda do Canecão quer passar!

Bom Carnaval a todos!

*Texto de Samuel Machado Filho

Banda Do Canecão – 100 Anos De Samba (1973)

Olá amigos cultos e ocultos! Entramos, enfim, na semana do Carnaval. E logo de saída eu trago este box, uma autêntica festa de carnaval. São três discos, com 131 músicas que ilustram uma boa parte do repertório do samba carnavalesco de todos os tempos. Um trabalho dos mais interessantes lançado pela Phonogram, através de seu selo Polydor, em 1973, ano fértil para a música brasileira. Temos aqui a tradicional Banda do Canecão, que como o próprio nome diz, era a banda da casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, surgida nos anos 60. A banda fez tanto sucesso que acabou sendo contratada do Phonogram. Segundo consta, eles gravaram mais de 20 discos, sempre na ‘atmosfera’ da apresentação ao vivo, numa sequencia de músicas tal qual um pot-pourri. Nesta coletânea homenageando os 100 anos de samba. Uma caixa essencial para quem coleciona discos e mais, para quem quer conhecer um pouco esse vasto repertório. Desta vez, eu nem vou listar as músicas dos discos, são tantas… Confiram esta postagem no GTM. Como sempre, completa, inclusive com imagens do encarte em forma de libreto, que vem acompanhando os discos. E viva o Carnaval!

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