Esse Rio Que Eu Amo (1961)

Olá, amigos cultos e ocultos! O Toque Musical apresenta hoje mais um álbum relacionado ao cinema. É a trilha sonora do filme “Esse Rio que eu amo”, produção de 1961 dirigida por Carlos Hugo Christensen (Santiago del Estero, Argentina, 15/12/1914-Rio de Janeiro, 30/11/1999), com roteiro de Millôr Fernandes. Tendo como pano de fundo o carnaval carioca, o filme adapta quatro contos da literatura brasileira: “Balbino, o homem do mar” e “Milhar seco”, ambos de Orígenes Lessa, “A morte da porta-estandarte”, de Aníbal Machado, e “Noite de Almirante”, de Machado de Assis. No elenco, grandes artistas da época: Jardel Filho, Odete Lara, Tônia Carrero, Diana Morel, Wilson Grey e Francisco Dantas, entre outros. No lado A, temos uma regravação da “Sinfonia do Rio de Janeiro”, de Tom Jobim e Billy Blanco, na interpretação de Lana Bittencourt e Haroldo de Almeida, com orquestração e direção de Lírio Panicalli. Tem ainda o samba “Ele é engraxate”, grande sucesso na época, interpretado por coro infantil, e o samba-canção “Dentro da noite”, de Normando e Édison Borges, na voz do próprio Normando. Por último, no lado B, uma seleção de sambas carnavalescos, tipo “Levanta Mangueira”, “Madureira chorou” e “Quero morrer no carnaval”. Em suma, este é mais um disco que merece a postagem do nosso TM, com toda a justiça. Confiram no GTM. 

sinfonia do rio de janeiro
a montanha, o sol, o mar
ele é engraxate
dentro da noite
você passou
levanta mangueira
madureira chorou
no outro carnaval
lágrimas
perdi a esperança
quero morrer no carnaval
foi ela
saudade de cetim



*Texto de Samuel Machado Filho

Saudosa Minas Gerais (1956)

Hoje, o TM oferece a seus amigos cultos e ocultos rara e preciosa parcela do rico acervo musical do estado de Minas Gerais. A música, inclusive, está presente em Minas desde o período colonial, mais precisamente desde a segunda metade do século XVI, quando a Companhia de Jesus trouxe para o estado os primeiros instrumentos musicais, com o objetivo de converterem os indígenas aos costumes europeus, difundindo a música barroca. Por décadas, os jesuítas foram responsáveis tanto pelo ensino da gramática e do latim quanto pela alfabetização musical nas escolas. Outro marco de identidade cultural de Minas são as bandas de música, que se desenvolveram a partir do século XIX. Sem esquecer as serestas de Diamantina, verdadeira tradição na cidade, terra natal do ex-presidente da República Juscelino Kubitschek de Oliveira (1902-1976). Compositores nascidos em Minas, como Ary Barroso (nascido em Ubá), Ataulfo Alves (de Miraí) e Alcyr Pires Vermelho (de Muriaé) deram expressiva contribuição para nossa música popular. Assim como a turma do Clube da Esquina, liderada por um mineiro de coração, Mílton Nascimento, surgida nos anos 1970. Sem esquecer grupos de rock como o Skank e o Jota Quest, ainda hoje em plena atividade. “Saudosa Minas Gerais”, o álbum que o TM nos traz hoje, foi lançado por volta de 1955/56 pela Columbia, hoje Sony Music, num tempo em que o LP estava em fase de implantação entre nós e tinha dez polegadas. Trata-se de uma compilação reunindo alguns intérpretes então contratados da gravadora, evidentemente extraídas de 78 rpm, e suas oito faixas, direta ou indiretamente, possuem elos de ligação com a música e a cultura popular mineira.  A curiosidade fica por conta da presença de Zilá Fonseca (Iolanda Ribeiro Angarano, São Paulo, 12/4/1919-Rio de Janeiro, 30/5/1992) em três faixas, uma em dueto com Cauby Peixoto, então despontando para o estrelato (“Elvira”, que abre o disco, adaptação em ritmo de baião da modinha “Elvira, escuta”),  e outras duas com Carlos Henrique (“Minha zabelê” e “Mineiro apaixonado”, ambas também baiões). Carlos Henrique ainda interpreta outro baião, “Alice”, em dueto com Aracy Costa, outra cantora de sucesso na época.  “Peixe vivo”, a música predileta do já citado ex-presidente JK, motivo folclórico de sua Diamantina natal, é aqui interpretada por Mary Duarte e Paulo Fernandes, e também em ritmo de baião, que nesse tempo ainda tinha força. As Irmãs Cavalcanti (Odemi e Noemi, esta última vocalista do Trio de Ouro em sua segunda fase) vêm com outras duas faixas bastante expressivas: o rasqueado “Terra distante” (parceria de Noemi com Sílvio Pereira de Araújo, o Pereirinha) e a faixa-título, que aliás encerra o disco, a “valsinha” “Saudosa Minas Gerais”, das próprias Cavalcantis. Por fim, temos um verdadeiro clássico da música sertaneja de raiz, a canção “Felicidade de caboclo”, de Gino Alves e Pichincha, no registro original de Caxangá e Sanica, lançado originalmente em bolacha de cera no finalzinho de 1954. Enfim, uma compilação rara e de valor histórico inestimável, que agora o TM possui a grata satisfação de nos oferecer. É ir pro GTM correndo, baixar e conferir…

elvira – cauby peixoto e zilá fonseca
minha zabelê – zilá fonseca e carlos henrique
alice – carlos henrique e aracy costa
mineiro apaixonado – carlos henrique e zilá fonseca
peixa vivo – mary duarte e paulo fernandes
terra distante – irmãs cavalcanti
felicidade de caboclo – caxangá e sanica
saudosa minas gerais – irmãs cavalcanti

*Texto de Samuel Machado Filho

Via Paulista (1992)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Seguindo em nossa luta musical (quase) diária, eu hoje trago para vocês o disco Via Paulista, que é o registro fonográfico de um projeto de show idealizado e produzido pelo músico Eduardo Gudin e pelo produtor e letrista José Carlos Costa Neto, no início dos anos 90. O Via Paulista rolou por uns dois anos no teatro do Sesc Pompéia, sempre apresentando encontros memoráveis com os mais diferentes artista da época. Em 1992 foi lançado este lp com algumas das gravações feitas ao vivo, trazendo nomes como Jorge Benjor, Leila Pinheiro, Rosa Maria, André Christovam, Luiz Tatit, José Miguel Wisnik, Ná Ozzetti, Guilherme Antes e outros. Vale a pena rever esses shows 😉

bebete vãobora – jorge benjor e g.r.a.s.r.f.s.
trem das onze – guilherme arantes
documentário – rosa maria e andré christovam
fica esse samba comigo – leila pinheiro e eduardo gudin
tudo para o paraguay – lingua de trapo e césar brunetti
trio de efeitos – ná ozzetti, luiz tatit e josé miguel wisnik
motorista de taxi – arrigo barnabé e itamar assumpção
século xx – sandra de sá e luni
crônica de um rio – guilherme arantes
tambor – leila pinheiro e eduardo gudin
reckless blues – rosa maria e andré christovam
disco – luiz tatit e josé miguel wisnik
.

Cauby Peixoto – Blue Gardenia (1955)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Peço a todos que me desculpe a falta de assiduidade, pelas espaçadas postagens que um dia já chegaram a ser diárias. Infelizmente, os tempos são outros, ainda mais curto, mas mesmo assim, procuro manter o carro funcionando, mesmo em marcha lenta 🙂
Há menos de uma semana perdemos um de nossos maiores cantores, o grande Cauby Peixoto. E eu aqui não poderia deixar de prestar uma homenagem a ele e a todos os seus fãs. Como no dia de seu falecimento eu não tive condições de fazer uma postagem, optei por renovar alguns links de outros discos já apresentados aqui, no Toque Musical. Nessa hora, só mesmo quem frequenta o grupo, o GTM, vai saber desses novos links. Por isso é importante está ligado tanto aqui no TM quanto no GTM, ok?  😉
Muito bem, hoje, finalmente, estou conseguindo prestar essa homenagem e apresento a vocês, “Blue Gardenia”, o primeiro lp gravado por Cauby Peixoto, em 1955. Trata-se de um lp de 10 polegadas reunindo oito músicas, incluindo a que dá nome ao disco. São gravações feitas pelo artista na Columbia, em discos de 78 rpm. A propósito disso, hoje ainda estou encaminhando para no nosso amigo Samuel Machado Filho uma farta seleção de músicas gravadas por Cauby em 78 rpm, para compormos mais uma edição da série Grand Record Brazil. Fiquem ligados aqui no Toque Musical. Os próximos dias prometem!

blue gardenia
triste melodia
um sonho e um olhar
daqui para a eternidade
a pérola e o rubi
sem porém nem porque
nossa rua
final de amor
.

Sidney – Isto É Dança Vol. II (1962)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Hoje eu aproveito para postar aqui um disco há tempos solicitado e agora novamente. Depois de algumas garimpadas, acabei achando este volume dois, completando assim a série lançada pela Columbia no início dos anos 60, do pianista Sidney, com acompanhamento de orquestra e côro, sob a direção do mestre Astor.

nossos momentos
sou eu
tea for two
whispering
murmúrio
o nosso amor
the apartment
romântico (tema da balada n. 1)
oba
eclipse
voltei
ave maria
.

Paraguassú – Mágoas De Um Trovador (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje chegamos na postagem de número 3.000. Podia até ser mais, não fossem tantas pausas que de um tempo para cá eu tenho dado. As vezes até eu me espanto com esse número, uma prova de que já nos tornamos tradição.
E falando em tradição, em coisas das antigas, eu trago hoje Roque Ricciardi, mais conhecido como Paraguassú, um pioneiro do rádio e da fonografia nacional. Violonista, cantor e compositor paulista, autor de toadas clássicas da música popular brasileira. Não vou entrar em muitos detalhes, pois em breve teremos aqui uma nova edição do Grand Record Brazil, trazendo o Paraguassú em uma resenha completa feita pelo nosso amigo e colaborador, Samuel Machado Filho.
Quero apenas apresentar este disco, um verdadeiro clássico, muitas vezes desprezado pela grande mídia. Temos aqui “Mágoas de um trovador”, primeiro lp de 12 polegadas lançado pelo artista, trazendo uma seleção de suas antigas composições em uma nova releitura, com arranjos do maestro Erlon Chaves. Um disco muito bonito, que merece o nosso toque musical. Confiram

lamentos
meu violão
madrugada na roça
lua triste
porteira velha
madalena
nunca mais
esse boemio sou eu
mágoas
velho monjolo
luar da minha terra
rosário de lágrimas
.

Orquestra Brasileira De Espetáculos – Boleros Em Orquestra Vol. 2 (1962)

O bolero é um ritmo de origem cubana, mesclando raízes espanholas com influências locais de inúmeros países hispanos-americanos, e a primeira composição desse gênero tão popular surgiu em 1885. Chamava-se “Tristezas”, composto e interpretado por José Sanchez, um cantor cubano que , curiosamente, não teve formação musical. Mais tarde, o bolero seria adotado pelos mexicanos, e depois por toda a América Latina, sofrendo modificações, em especial no ritmo, que ficou mais lento, e na temática das letras, que ganharam feição mais romântica.  O mais famoso bolero mexicano é o clássico “Besame mucho”, de Consuelo Velásquez, curiosamente lançado por seu conterrâneo Pedro Vargas em um espetáculo no Cassino da Urca, do Rio de Janeiro, em 1941,merecendo inúmeras gravações a nível mundial. O bolero influenciou o samba-canção brasileiro, o mambo, o chá-chá-chá e a salsa. Nos anos 1960, apareceu na República Dominicana uma variante do bolero, chamada “bachata”.
Entre os países em que o bolero tem tradição, está, evidentemente, o Brasil. Aliás, meu saudoso pai adorava boleros, especialmente quando interpretados pelo espanhol Gregório Barrios, tendo também simpatia pelo chileno Lucho Gatica, outro grande intérprete internacional do gênero.  E hoje oferecemos aos amigos cultos, ocultos e associados do nosso Toque Musical um álbum de boleros, lançado pela Columbia (hoje Sony Music) em 1962, com execução a cargo da misteriosa Orquestra Brasileira de Espetáculos (que posteriormente lançaria, pela futura CBS, vários LPs com versões orquestradas de sucessos de Roberto Carlos, autêntico astro da gravadora). É o segundo volume de “Boleros em orquestra”, sendo que o primeiro foi lançado um ano antes, pela orquestra de Astor Silva, o Astor do Trombone (será que ele também regeu a orquestra aqui?). O curioso é que, na verdade, trata-se de sucessos nacionais e internacionais executados em ritmo de bolero, e não de clássicos do gênero.  E  o repertório executado é de excelente qualidade, com versões “bolerescas” de páginas do porte de “Conceição” (eterno prefixo de Cauby Peixoto),  “Nossos momentos” (“Momentos são iguais àqueles em que eu te amei”…), “Ave Maria no morro” (talvez o maior hit autoral de Herivelto Martins),  “Cabecinha no ombro” (“Encosta tua cabecinha no meu ombro e chora”…), “É fácil dizer adeus”, “Promessa”, e as internacionais “Poinciana” (cujo título refere-se a uma árvore mais conhecida como chorão), “Misrlou”, “Príncipe Igor’, “My Love for you”(então hit de Johnny Mathis) , “Love is a many splendored thing’ (do filme de mesmo nome, de 1955, rebatizado no Brasil como “Suplício de uma saudade”) e “Till”.Tudo num clima bem romântico, de “dois pra lá, dois pra cá”, tão característico dos boleros. A destacar que mais tarde surgiriam mais dois volumes de “Boleros em orquestra”: o terceiro ainda em 1962, com a orquestra de Astor do Trombone, e o quarto e último em 1965, este de procedência mexicana, com execução a cargo da Orquestra Première. E aí? Dá-me o prazer desta contradança?
misirlou
conceição
poinciana
cabecinha no ombro
love is a many splendored thing
nossos momentos
príncipe igor
é fácil dizer adeus
my love for you
promessa
till
ave maria do morro
* Texto de Samuel Machado Filho

Alcides Gerardi – Palavras De Amor (1961)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu tenho reunião de condomínio e não posso faltar, afinal, eu sou o síndico. Tim Maia, me ajude! O tempo está curto e enquanto espero a chegada dos moradores, vou aqui traçando o que dá para traçar. Mais que de pressa, vou escolhendo no sorteio qual dos meus ‘discos de gaveta’ entra hoje.
Olha aí, vamos trazendo de volta o cantor gaúcho Alcides Gerardi, acompanhado pela orquestra do maestro Britinho. “Palavras de amor” foi mais um dos muitos discos que o cantor gravou na Columbia/CBS. Este, lançado em 1961 e pelo título já diz tudo. Um álbum ultraromântico regado a sambas e boleros…
Xiii… vou ter que parar… Chegaram três condôminos aqui… acho que vou começar a reunião. Me acuda Santo Tim!

palavras de amor
deixa que eu sofra
nem saudade
penumbra
injustiça
reversão
maria do mal fim
meu carinho
mulher de ninguém
só penso em você
ninguém a teus pés
desprezo
.

Roberto Faissal – Canção Da Mulher Amada (1961)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu estou trazendo um disquinho aqui que tem a minha idade e somente hoje é que eu vim a conhecê-lo, ou melhor dizendo, ouví-lo. Eu sempre achei que fosse este um disco de poesia, pois pelo pouco que sei, Roberto Faissal era um rádio-ator da Rádio Nacional. Nunca tive a curiosidade nem de ler a contracapa, embora o álbum já tivesse passado pelas minhas mãos várias vezes. Pois é, mas tudo tem seu tempo e sua hora. Eis que chegou a vez…
Este lp foi lançado em 1961 pela Columbia. Um disco diferente até então. Mal recebido pela crítica, que não pôs muita fé no ator como cantor. Segundo uma nota do jornal carioca A Noite, Roberto Faissal forçava muito a voz nos tons graves ‘sem ter o necessário preparo técnico para tanto’. Mas, distante há mais de meio século, ouvindo hoje eu não tenho essa impressão. Acho mesmo diferente, principalmente porque se trata de uma gravação fora dos padrões da época. Um disco gravado apenas por voz e violão. Coisa que só se ouvia e à maneira da turma da Bossa Nova. Eis aí a ‘canção’ como um estilo. “Canção da mulher amada” é um disco bacana, romântico e sensível. Traz em seu repertório composições muito boas de Roberto Faissal, que surpreende como compositor. Há também canções de autoria de Luiz Antonio, Antonio Maria, da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia. Este último também é figura importante no disco. É Evaldo Gouveia quem acompanha, ao violão, o cantor.

canção da mulher amada
canção pra saudade ir embora
cantiga de quem está só
canção de onde vem a saudade
canção de eu e tu
canção do amor que volta
canção do amor que lhe dou
canção pra ninar gente grande
canção da rosa que te dou
canção do amor que não vai
canção da procura de mim
canção do que não pode esquecer
.

 

Sylvio Mazzucca E Sua Orquestra – Baile De Sucessos (1961)

Olá meus amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu já no começo da madrugada preparando esta postagem para vocês, quando deveria estar dormindo. As 6 horas já tenho que estar de pé. Mas enquanto o sono não vem, eu vou adiantando as coisas para que logo ao amanhecer o dia vocês já possam apreciar outra boa raridade.
Aqui vai mais um disco do grande maestro e ‘band leader’ Sylvio Mazzucca com sua excelente orquestra, trazendo o “Baile de Sucessos”, um álbum fino que tem em seu programa uma seleção de 16 temas variados de sucesso, músicas nacionais e internacionais, bem conhecidas do público, mas que ele fez questão de gravar, mostrando que quando se tem talento, mesmo o perfeito fica ainda mais que perfeito. Mas quanto a isso, eu deixo para que vocês mesmo decidam, ok? Muito legal este disco 🙂

a felicidade – eu sei que vou te amar
the secret – venus
petite fleur – just young
apito no samba – piston de gafieira
stupid cupid – dynaminte!
recardo – lamento
história – milagre da volta
tunel of love – the diary
.

Côro Infantil Do Clube Do Guri Com Orquestra Sob Direção De Lyrio Panicali – Cantigas De Roda (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Quando o Dia das Crianças cae no sábado, o domingo automaticamente passa a ser uma prorrogação. Afinal, todo domingo é dia da criança, quando os pais levam seus filhos para os parques, jardins, clubes… tudo em nome da diversão.
Assim sendo, aqui vai mais um disco relacionado ao universo infantil. Claro que estamos falando aqui do universo das crianças de 40, 50 ou 60 anos atrás, quando, por exemplo, dar com um pau num gato era coisa mais natural desse mundo. Tem gente, hoje em dia, que fica horroziado com essa letra. Mas os tempos eram outros e gato só servia mesmo para fazer tamborim.
Temos aqui um disco de cantigas de roda, lançado pelo selo Columbia, em 1961. Nele encontraremos doze temas clássicos interpretados pelo Côro Infantil do Clube do Guri, de Samuel Rosenberg, acompanhados de orquestra sob a orquestração e regência do maestro Lyrio Panicali. Taí, mais um disquinho para matar a saudade daquele tempo de criança. Aaah…

ciranda, cirandinha
carneirinho, carneirão
eu entrei na roda
de marré, marré, marré
passarás, não passarás
onde está a margarida
nesta rua tem um bosque
terezinha de jesus
atirei o pau no gato
passa, passa gavião
eu fui no tororó
o cravo brigou com a rosa
.

Grande Orquestra Sob Regência De Renato De Oliveira – Fascinação (1957)

Olá amigos cultos e ocultos! Ontem eu acabei furando com vocês. Infelizmente não tive mesmo condições nem para postar um ‘disco de gaveta’. Trabalhei o dia todo. Hoje a situação foi a mesma, ralação em pleno domingo. Não fosse as contas para pagar, eu talvez estivesse em casa descansando e
selecionando discos para postar durante a semana.
Mas vamos ao que interessa. Vamos com a Grande Orquestra Columbia sob a regência do maestro Renato de Oliveira. “Fascinação” é um álbum lançado pela Gravadora Columbia no final dos anos 50. Este disco, de uma certa forma, buscava apresentar ao público o seu novo maestro, o então jovem Renato de Oliveira. O disco traz uma seleção musical, segundo o próprio texto de contracapa de Ary Vasconcelos, ‘de melodias  inesquecíveis do repertório denominado ‘semi-clássico’. Temas internacionais famosos que aqui neste disco ganham ainda mais brilho sob a batuta do maestro Renato de Oliveira. Confiram!

fascinação
serenata
amoureuse
a lenda do beijo
avant de mourir
os milhos de arlecrim
leda
csardas
.

Sylvio Mazzucca E Sua Orquestra – Baile De Aniversário (1958)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje é sexta feira 13, uma data que para muitos é considerado um dia de azar. Eu, ao contrário, penso diferente. Primeiro, é sexta feira, melhor dia da semana. E segundo, é 13 de setembro, data do aniversário do meu melhor amigo. E é para ele esta postagem especial. Para ele e para todos aqueles que hoje completam mais um ano de vida. Parabéns, amigão! Parabéns a todos vocês, privilegiados por terem nascido nesse maravilhos ciclo astral! Setembrinos, virginianos… são sempre gente boa, isso eu garanto! 🙂
Segue aqui este álbum de 1958 do maestro Sylvio Mazzucca, o rei dos bailes. Este é uma daqueles discos que dispensa maiores apresentações, principalmente porque traz em sua contracapa toda a informação necessária. E eu como estou me preparando para ‘o baile’, tenho pouco tempo para ficar aqui dando explicações. Como podemos ver, trata-se de um álbum feito por encomenda, um presente para uma data geralmente festiva e para a época, consequentemente dançante. O disco se divide em apenas seis faixas longas nas quais são apresentadas 18 músicas em forma de ‘pot pourri’. Os temas apresentados, claro, são voltados para uma autêntica festa de aniversário, na qual não poderiam faltar músicas como, “Parabéns prá você”, “Feliz aniversário” e “Anniversary Song”. As demais músicas que completam o disco cumprem o seu papel de entreter os convidados numa festa dançante. Feita a postagem, agora é correr para um abraço. Feliz aniversário e muitos e bons anos de vida!

parabéns a você
feliz aniversário
anniversary song
chá chanzinho
with all my heart
tequila
alone
convite ao samba
não tenho lágrimas
night club
pour elise
o que é que a baina tem
you turned tables on me
do, ré, mi
tv tema
love me forever
diana
moonglight fiesta
.

Meus Favoritos Columbia (1956)

Bom noite, amigos cultos e ocultos! Estou eu aqui passando um mal com minha coluna. Depois que chega na idade do condor, todo dia tem uma enhaca diferente. Esses dias eu não estou nada bem. Mas vou tentar aqui fazer esta postagem para ver se me distraio um pouco.
Segue aqui este lp de 10 polegadas, lançado pela Columbia nos anos 50. Como se pode ver, trata-se de uma coletânea reunindo gravações de cinco cantores do ‘cast’ da gravadora: Cauby Peixoto, Luiz Claudio, Lana Bittencourt, Alcides Gerardi e Zezé Gonzaga. São músicas extraídas de bolachas em 78 rpm desses artistas, sucessos nos anos de 1955 e 56. Vamso conferir?

para que recordar – alcides gerardi
os pobres de paris – luiz claudio
meu benzinho – lana bittencourt
lisboa antiga – cauby peixoto
história de um amor – luiz claudio
arrivedercy roma – zezé gonzaga
é tão sublime o amor – cauby peixoto
tudo foi ilusão – alcides gerardi

Carnaval De 1956 (1956)

Bom dia, ou melhor, boa tarde, amigos foliões cultos e ocultos! Não estive na farra do carnaval, mas acordei mesmo tarde. Estava aqui pensado que fosse ainda umas nove horas da manhã, em virtude do silêncio em que está a cidade. É BH, sabe como é… Ontem eu saí na rua para ver o movimento e por incrível que pareça, me deparei com um grupo de quase 200 pessoas na rua, ouvindo e curtindo sabe o que? Funk, mas das antigas, a lá James Brown. Uma coisa super curiosa, quase surreal, considerando estarmos em pleno carnaval. Mas Belô tem dessas coisas, quando a gente menos espera, ao virar uma rua, encontra uma surpresa. Por mais que minha cabeça estivesse no samba, não pude resistir ao balanço daquela moçada. Discotecagem na rua, uma pilha de caixas acústicas e o povo mandando vê… Encontrei até alguns amigos e cheguei a ser reconhecido e fotografado. Tô ficando famoso! Hehehe…

Mas deixando o ‘groove’ de lado, vamos ao que realmente interessa, ao disco do dia e ao nosso Carnaval. Tenho aqui para vocês mais um disquinho clássico, do caraná de 1956. Não há quem não goste de velhas marchinhas, principalmente em sua época de ouro. “Carnaval de 1956”, trás alguns sucessos do ano lançados pelo selo Columbia. É aquele disquinho tradicional, que a cada novo ano era lançado pelas grandes gravadoras. Neste encontraremos…
nem toda flor tem perfume – cauby peixoto
gato preto – lana bittencourt
gente bem – carlos henrique
cinza – ruth amaral
eu chorei – lana bittencourt
cabo frio – cauby peixoto
quebranto de solteirona – ruth amaral
tô caindo – walter damasceno

Astor – O Baile Do Ano (1962)


Bom dia, amigos cultos e ocultos! É isso aí… É assim mesmo que eu gosto, cultos ou ocultos, todos marcando presença. Sei bem que comentários a gente faz quando algo realmente nos impressiona, seja de uma forma ou de outra. Comentar por obrigação é mesmo um saco e ninguém está aqui apenas para dizer ou ouvir um lacônico ‘muito obrigado’. Mas quando eu percebo que está havendo um ‘feed back’, um retorno, me sinto mais animado e procuro responder à altura, fazendo valer mais um dia. Tenho certeza que os amigos aqui vão também apreciar este álbum, que eu acredito ainda ser inédito nos blogs.

Temos aqui, mais uma vez, Astor Silva, dirigindo a Orquestra Columbia, num belíssimo álbum lançado em 1962. Este disco é verdadeiramente muito bom, tanto na parte dos arranjos quanto na escolha do repertório. Astor comanda a orquestra com seu trombone, direcionando cada música de forma exemplar e sem exageros. Junto à essa orquestra de metais, costura as brechas o piano de Vadico e o côro formado pelos próprios instrumentistas. No texto da contracapa, escrito por Ary Vasconcelos, temos um detalhado painel de cada uma das faixas, o que adianta o meu lado e esses quinze minutos para a postagem. Confiram já esta maravilha. Isso sim é que é metais em brasa, mora?
madeira de lei
tumba lê lê
aquelos ojos verdes
los dos sabemos
pennsylvania 6-5000
astor em hollywood
in the mood
chatanooga choo choo
castiguei
samba maravilhos
angelitos negros
triste não

Tito Madi – Romance (1960)


Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Eu já devia ter me acostumado com as chuvas que caem por aqui no fim do ano, mas a de hoje pela manhã valeu pela temporada. Putz, como chove nessa cidade! Acabei ficando preso em casa (eu é que não sou bobo de sair num transito desses) e enquanto isso, adianto o que ficou no atraso e aproveito para fazer também nossa postagem.
Não é por acaso que eu hoje estou postando outro disco do Tito Madi. Quando chove, logo automaticamente me vem a cabeça o “Chove lá fora” do Tito Madi. Foi por conta desta canção que eu então decidi quem viria hoje nos embalar. “Romance” é um álbum de 1960, lançado pelo selo Columbia. Não tem o “Chove lá fora”, mas traz outras belas canções que caem como uma luva para se ouvir num dia chuvoso assim. Tito Madi vem acompanhado pela orquestra de Lyrio Panicali, que cuidou dos arranjos e regência. Destaco (sem bairrísmo) a gostosa bossa, “Pouca duração”, de Pacífico Mascarenhas. Adoro essa música 🙂
a menina sonha azul
a canção da esperança
ternura antiga
malagueña
cansaço
pedrinhas de cor
aí de mim
amor em pedaços
nunca me esqueça
mi ducha lejana
a voz dos sinos
pouca duração

Dick Farney E Seu Quarteto De Jazz – Jazz After Midnight (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Êta dominguinho para me deixar irritado! Hoje foi o dia…

Se por um lado a minha gripe passou (agradeço a atenção dos amigos), por outro quem agora ficou doente foi o meu amplificador. Não sei o que deu nele, pifou! Tentei instalar um outro, mas esse por estar fora de uso à décadas, está cheio de ruídos e estourando as minhas caixas Lando. Sem chance! Vou ter que comprar outro 🙁 Nesse meio tempo terei que cair de sola nos meus ‘discos de gaveta’. Ainda bem que o ‘baú’ tá cheio, embora nem sempre tenha aquilo que eu penso em postar. Para que a noite também não fique um bode, vou bater de Jazz, de Dick Farney e Seu Quarteto. Eis aqui um discão raro, em todos os sentidos. Quem tem um desses pode se considerar um felizardo, pois além de musicalmente ser muito bom, já nasceu raridade, visto ter sido o primeiro LP de 12 polegadas lançado pela Columbia, em 1956! Na época, este disco foi lançado, talvez como um ‘piloto’ pela gravadora, embora a justificativa maior, no texto de Roberto Corte-Real, fosse a de que seria uma homenagem ao compositor americano, George Gershwin. Um bom pretexto para uma ‘jam session’ com Dick Farney ao piano; Casé no sax alto; Rubinho na bateria e Shoo Viana no contrabaixo. Reunidos no Teatro de Cultura Artística, de São Paulo, Dick e seu quarteto estão a vontade, tocando de improviso alguns dos mais belos temas de Gershwin. Como comentário final, eu não poderia esquecer de outra beleza, a fotografia da capa. Putz, lindona, não?

strike up the band
embraceable you
oh! lady be good
but not for me
i got rhythm
a foggy day
the man i love


Vesperal Dançante Columbia Vol. 2 (1956)

Olha eu aqui de novo! Por essa ninguém esperava, não é mesmo? Pois é, acho que ainda há tempo de uma vesperal dançante. Sinceramente, não fiquei satisfeito… Resolvi incluir mais um disquinho da mesma safra. Temos aqui uma coletânea da gravadora Columbia, reunindo seis de seus artistas: Maranhão, Carlinhos, Ribamar, Luizinho, Indio e Nestor Campos. Essas gravações, certamente, foram extraídas de bolachas de 78 rpm e mais certo ainda, nunca vieram novamente à público. A série “Vesperal Dançante Columbia”, em três volumes, foi lançada em 1956. Estou atrás do volume 3, se alguém souber ou tiver para me enviar, eu agradeço. 🙂

sh-boom – maranhão
nós três – ribamar
refúgio – luizinho
contigo – carlinhos
juca – carlinhos
é tão gostoso, seu moço – maranhão
araponga – índio
as lavadeiras – nestro campos

As Doze Mais – Volume 3 (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Custei mas cheguei… e vou confessar uma coisa, mais uma vez eu esqueci do blog. Esqueci de preparar a postagem. Logo hoje que é dia de coletânea, eu não preparei nada e nenhum dos amigos blogueiros, também, não mandaram nada. O jeito foi apelar, mais uma vez, para as coletâneas oficiais, verdadeiramente lançadas no mercado.

Temos assim, uma seleção da gravadora Columbia, um disco trazendo alguns de seus artistas de maior sucesso. E como se pode ver pela capa, não são apenas os artistas nacionais, tem também estrangeiros. Confiram aí…
siete notas de amor – trio panchos
jambalaya – jo stafford
serenata do adeus – silvio caldas
a certain smile – johnny mathis
noite – cauby peixoto
lamento – alexandre gnattali
meu segredo – luiz claudio
chega de saudade – os cariocas
till – precy faith
ontem e hoje – os seresteiros
ave maria lola – sylvio mazzucca
come prima – os trigemeos vocalistas

Leny Andrade – Registro (1979) REPOST

Como grande parte do que eu havia digitalizado e preparado para futuras postagens ficou no HD’ pifado’, estou tendo que recorrer aos meus ‘arquivos de gaveta’ e também às versões digitais, como é o caso deste disco da Leny Andrade. Este disco foi mais uma das gentilezas do ‘brother’ Chris e foi ele quem me lembrou de postá-lo. Sem dúvida, uma grande pedida. “Registro”, embora tenha saído na versão CD, já se tornou um disco raro. Há muito já se tornou um fora de catálogo. Neste disco Leny Andrade vem com a bola toda. Difícil dizer que seja um dos seus melhores discos, afinal todo disco dela é excelente. Este é um álbum que contempla um repertório fino com muito samba, bossa e jazz. Basta ver a relação das músicas, escolhidas a dedo. Sem dúvida, um discaço!

i love you, you love me
coisas distantes
vai de vez
nós
homenagem a joão gilberto
de conversa em conversa
tim tim por tim tim
eu quero um samba
historinha da bossa
homenagem ao malandro
considerando
meu canário vizinho azul
registro
samba nascimento vida e morte

Brazilian Jazz Quartet – Coffee & Jazz (1958)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Finalmente está chegando as minhas merecidas férias. Espero até o fim da semana já estar com o pé na estrada, sem hora para chegar ou sair, sem lenço, mas com documentos! Vou levar comigo o computador e muita música na bagagem, mas isso não é garantia de que teremos postagens regulares. Pode ser que eventualmente, eu com saudades, dê um toque aqui, outro ali… vamos ver… 🙂
Nesta manhã linda de sol e céu azul me inspirou na escolha do disco do dia. Vamos ouvir jazz! “Coffee & Jazz” é uma dessas pérolas que todo amante de jazz e discófilo cuida com todo o carinho. Conheço pelo menos uns três tipos que são bem assim, apaixonados por Dick Farney e toda aquela turma dos antigos festivais de jazz de São Paulo. Esse disco em especial, do Brazilian Jazz Quartet então, nem se fala. Quem os tinha e eu pedi, me deixaram até hoje esperando, na promessa de me enviarem uma cópia em mp3, com suas respectivas capinhas e selo. Sei que não foi por esquecimento, mas sim um capricho. Quiseram esnobar, mas o que é do homem o bicho não come. Eu agora também tenho o meu exemplar e o que é o melhor, um álbum em perfeito estado. E para matar ainda mais nego de raiva estou postando o disco aqui. Música é para ouvir, tocar, cantar e compartilhar. De que me adianta ter uma infinita e rara coleção de discos se não compartilho essa emoção com os outros?
Pois é, temos aqui este quarteto genial lançado por Roberto Corte-Real nos dois festivais de jazz que aconteceu em São Paulo, nos anos 50. Formado pelo pianista Moacyr Peixoto, irmão do Cauby; Casé no saxofone; Rubens Barsotti na bateria e Luiz Chaves na guitarra. Depois de tocarem juntos, numa tremenda sintonia, nesses famosos festivais de jazz em Sampa, os quatro foram convidados pela Columbia para gravarem um autêntico disco de jazz. Sem se preocuparem muito com a escolha das músicas, o álbum foi nascendo de maneira natural. Como cabe ao jazz, muita improvisação e arranjos feitos na hora, de ouvido. Os caras chegam no estúdio, pegam seus instrumentos, sintonizam-se uns aos outros e mandam bala… Tocam o que gostam, jazz… com direito ao cafezinho 😉

the lonesome road
when your lover has gone
cop-out
black satin
makin’ whoopee
no moon at all
old devil moon
dont get around much anymore
you’d be so nice to come home to
i’ll close my eyes
alone
too marvelous for words

Zé Trindade – Quadrilha Na Roça (1958)

Amigos cultos e ocultos, cheguei!
Como a semana foi meio confusa para mim, além do aniversário do João Gilberto, o Dia dos Namorados… quase me esqueci de postar aqui mais um disco de festa junina. Aliás um ótimo disco para se colocar em festas, as poucas tradicionais que ainda existem pelo Brasil.
Ano passado eu cheguei a ir numa grande festa junina, mas estava tão descaracterizada que de junina só tinha mesmo o mês. Bandeirolas e balões de plástico industrializados, garotos vestidos de ‘cowboy’, barraquinhas vendendo pizza e bolinho de feijão, tudo isso eu aceitei. Mas foi o fim da picada quando percebi que a música tocada, por dois marmotas, era aquela sertanejo brega. Meu Deus! Nos intervalos, pelas caixas de som só saiu (desculpem a expressão) merda, ou coisas sem a menor sintonia com o clima. Tinha de Restart à Ivete Sangalo (oí gente!), uma verdadeira caricatura da caricatura de uma festa de São João. E não tinha fogueira… Seria tão bom se os organizadores dessas festas fossem um pouco mais tradicionais, afinal a ideia da festa é essa mesma, manter as tradições, ou pelo menos relembrá-las. No que depender de boa música, bons momentos para uma festa, aqui no Toque Musical tem para dar e compartilhar 😉
Um bom disco e que eu recomendo para a ocasião é este aqui do Zé Trindade. Lançado pela Columbia em 1958, o lp reúne faixas gravadas pelo humorista em discos de 78 rpm, durante os anos de 56 e 57, acrescentando também novas gravações que completam o álbum de 10 polegadas.
Talvez, muita gente hoje em dia não se lembre ou não sabe quem foi o Zé Trindade. Ator, humorista, poeta… um tipo realmente muito divertido. Me lembro de tê-lo visto pela última vez no cinema fazendo uma ponta no filme “Um trem para as estrelas”, de Cacá Diegues. Na contracapa há um texto de apresentação do artista feito pelo Chico Anísio. Confiram aqui, completo e na melhor qualidade 😉

quadrilha na roça
bandinha do mané
quadrilha no escuro
taca fogo
quadrilha para inglês ver
são joão na vila
festança boa
fogueira de são joão

* a Ivete Sangalo entrou na história apenas porque realmente estava tocando, não tenho nada contra a música dela, na verdade nem conheço direito. A única coisa que sei é que ela tem um vozerão e é uma gata 😉 

Carlinhos Vergueiro – Felicidade (1983)




Olá, amigos cultos e ocultos! Ontem, quinta feira e hoje até o momento, o Blogger não está deixando eu acessar a minha conta no blogspot. Informam que estão em reparos técnicos. Com isso, nossas postagens ficam paradas. Não sei se isso acontece também em outros blogs. Diante a pausa inesperada, nossas postagens seguirão através do WordPress, que tem sido uma espécie de filial do Toque Musical. Nosso encontro hoje é com o cantor e compositor Carlinhos Vergueiro. Entre os diversos discos lançado por ele, “Felicidade” é um daqueles que eu ainda não vi postado em outras fontes. Produzido por Chico Batera, o álbum nos traz dez faixas com arranjos de Guilherme Vergueiro, Oscar Castro Neves, Nelson Angelo, Reynaldo Arias e Cristovão. As músicas são todas de Carlinhos e parceiros. Ele conta ainda com uma legião de bons músicos que dão ‘ao bolo’ um confeito especial. Confiram…
a voz do Brasil
sonho de salsa
tempo na mão
ciúme
felicidade
ninfeta
sobe e desce (hino da troca sobe e desce, olinda)
pretinha
uma estória de amor

o ilusionista

Alcides Gerardi – Vítimas Iguais (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! Rapidinho e bem resumido, aqui vou eu… O tempo urge e a caravana passa…

Há algum tempo atrás, alguém que não me lembro mais, me pediu insistentemente para postar aqui mais discos do Alcides Gerardi, em especial o seu famoso “Vítimas Iguais”. Na época eu não tinha o disco em mãos, mas prometi que o faria assim que ele aparecesse. Demorou, mas finalmente o disco está aqui. Só espero que o amigo oculto ainda esteja também. Para os fãs do cantor gaúcho, temos no Toque Musical quatro outros títulos dele.

flor da madrugada
a dor do amor
e daí?
deixa
covardia
vítimas iguais
maria anita
na casa dela
rua da amargura
regeneração
preocupação
você não vem

Armando Y Su Solovox – Ensalada Musical (1959)

Bom dia a todos! No mês de março deste ano eu postei um disco do Armando, “o rei do solovox” e havia prometido para breve trazê-lo novamente no disco “Som de Boate” do Armando’s Trio. Acabei me esquecendo da promessa (que ninguém cobrou) e hoje, por acaso (e também por que yo no tuve tiempo, hehehe…), estou postando este álbum lançado pela Columbia na Argentina, possivelmente no final dos ano 50 ou início dos 60. Conforme eu já havia publicado, Ele foi um instrumentista/tecladista que fez um relativo sucesso nessa época, tocando em diversas casas noturnas do Rio e São Paulo. Seu diferencial era o Solovox, um pequeno teclado eletrônico de três oitavas, o qual ele tocava juntamente com o piano. No presente álbum, temos um repertório variado, com diversos ritmos dançantes, entre samba, rock, rumba, fox-trot e outros mas. O álbum saiu pela série “Bailable Especial”. Pelo que pude entender, este disco não parece ter sido lançado no Brasil. Feito mesmo para o mercado argentino. Por sinal, este arquivo me foi enviado como uma colaboração por um hermano argentino, seguidor do Toque Musical. Gracias!

yo naci en el morro
siluetas
duerme negrita
fueron tres años
el isleño
no tuve tiempo
el gato de la señora
fracasos de amor
de azul pintado de azul
clases de cha-cha-cha
el gran simulador
la machicha

Silvio Caldas (1956) REPOST

Olha aí Sílvio, na ‘calda’ deste cometa, segue agora um 10 polegadas também bacanão. Este foi o seu primeiro lp pela Columbia, reunindo alguns de seus, para época, recentes trabalhos lançados em 78rpm. Silvio Caldas foi um artista singular. Um homem de pés no chão e uma cabeça que voava por muitos céus. Em sua vida, sempre soube lidar com o lado artístico-profissional e o pessoal. Durante sua jornada de vida, esteve envolvido em diversos projetos pessoais, se afastando as vezes da vida artística. Mas nunca deixou o barco à deriva, voltando sempre e encantando com sua arte. Foi um dos poucos cantores sem rival e um compositor sempre muito ativo. O que fez dele um dos mais queridos e lembrados artistas da música brasileira. Não é atoa que o Toque Musical tem trazido alguns de seus discos.
são francisco
turca do meu brasil
se eu pudesse
perfil de são paulo
pierrot
mágua
jangada
vivo em paz

Zilá Fonseca (1956)

Aproveitando a ‘dobradinha’ com Cauby, nada melhor do que Zilá Fonseca, afinal os dois intérpretes já haviam atuado juntos em 1954, no bolero “Vaya com Dios”, de Russel, James e Pepper, com versão de Joubert de Carvalho. Embora pouco lembrada, Zilá foi uma cantora do rádio tão popular quanto as que hoje ainda lembramos e nesta época fazia muito sucesso, chegando a ser a segunda cantora mais votada como a Rainha do Rádio em 1957. Acredito que ela foi perdendo o seu carisma, quando ainda na primeira medade dos anos 60, deixou de gravar, limitando também suas apresentações. Foi aos poucos caindo no esquecimento. Seu nome verdadeiro era Iolanda Ribeiro Angarano.
contigo
dois estranhos
conflito
desamparada
se valsarmos outra vez
sonhei
dissimuladamente
sob o cèu de paris

Roberto Carlos – Primeiros Discos (1959 a 62)

Nesta postagem agrupei os primeiros disquinhos do Rei Roberto Carlos. A um tempo atrás, encontrar um compacto desses era um achado. As músicas que o Roberto canta eram registros raros, apagados pela própria fama, esquecidos em nome de um novo sucesso. Hoje, continua sendo um bom negócio, não mais pelo conteúdo, mas pelo objeto em si. Aqui estão reunidos quatro discoscompactos/EP/LP de 1959, 60, 61 e 62. Mais um toque super legal.

Roberto Carlos – Louco Por Você (1961):
01 – Não É por Mim
02 – Olhando Estrelas
03 – Só Você
04 – Mr. Sandman
05 – Ser Bom
06 – Chore Por Mim
07 – Louco Por Você
08 – Linda
09 – Chorei
10 – Se Você Gostou
11 – Solo Per Ti
12 – Eternamente
Roberto Carlos (1960):
A- Canção Do Amor Nenhum e B- Brotinho Sem Juízo
Roberto Carlos (1962):
1A – Fim de Amor
1B – Malena
2A – Susie
2B – Triste e Abandonado
Roberto Carlos (1959)
A – João e Maria e B – Fora do Tom