II Festival Internacional Da Cançao Popular (1967)

Um dia longo, um tanto triste, pero soy latino americano e nunca me engano. Vamos enfrente que a estrada é a mesma para todos nós. Somente a música tem o poder mágico de nos acalentar ou de nos acompanhar. Vamos a ela…

Hoje, embora longe das coisas que sempre ficam próximas, tive o cuidado de deixar tudo preparado para não faltar com a postagem do dia. Estou em trânsito pelas estradas de Minas, mas antenado com a ‘blogsfera’ e o resto do mundo. Reservei para o nosso sábado este disco bacana sobre o II FIC de 1967. Acredito que não se trata de um álbum oficial, mas tem tudo a ver. Temos aqui um lp lançado pelo selo Ritmos da Codil em 1967. Nele temos o lado A, composto de seis músicas gravadas ao vivo no próprio festival, sendo que duas delas foram as finalistas – “Travesseia” com Milton Nascimento e “São os do norte que vem” com Claudionor Germano – respectivamente 2º e 5º lugares. No lado B temos gravações feitas nos estúdios da Rio Som de outras que foram classificadas, com direção artística de Agostinho dos Santos.

Conferia aí mais este toque do amigo aqui viajante 😉
travessia – milton nascimento
são os do norte que vem – claudionor germano
morro velho – milton nascimento
fala baixinho – ademilde fonseca
se você voltar – zezé gonzaga
maria, minha fé – agostinho dos santos
margarida – maricene
carolina – maricene
segue cantando – quarteto 004
chora minha nêga – reginaldo bessa
foi no carnaval – tita
o sim pelo não – alcyvando luz
quem diz que sabe – quarteto 004

Abertura – Festival Da Nova Música Brasileira (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Esta postagem está sendo novamente publicada, apesar das tentativas perpretadas por alguns invejosos, que de alguma forma conseguiram retirar esta e outras do nosso rol de raridades no Toque Musical. Tem gente que fica muito incomodada com o fato de alguns títulos serem postados aqui primeiro. Como dizem, ‘a inveja é uma merda!’.

Como eu estou com um pouco de preguiça, vou apenas fazer como a grande maioria… Segue a baixo um texto sobre o Festival Abertura, extraído exatamente das páginas do site da Rede Globo.
Lançado no final de 1974, com direção de Arnaldo Artilheiro e Carlos de Oliveira e produção de Renato Correa e Castro, o festival Abertura foi criado para estimular compositores e cantores que não tivessem conquistado até o terceiro lugar em qualquer outro festival televisionado. As músicas eram selecionadas por uma comissão indicada pela direção da Divisão de Shows da Rede Globo e submetidas à aprovação da direção da Central Globo de Produção (CGP).
O festival teve cinco apresentações, sendo quatro eliminatórias e a finalíssima, realizadas entre janeiro e fevereiro de 1975, no Teatro Municipal em São Paulo, na presença de um público significativo. Quarenta músicas participaram das eliminatórias. O júri era formado por Marcos Valle, Diogo Pacheco, Damiano Cosella, João Evangelista Leão, Maurício Kubrusly, José Márcio Penido e Sérgio Cabral, todos escolhidos pela direção da Central Globo de Produção e presididos por Aloísio de Oliveira, que não teve direito a voto. As músicas classificadas foram divulgadas antes mesmo da realização do programa, e as gravadoras puderam veicular as canções nos meios de comunicação. Nas quatro eliminatórias e na finalíssima foram apresentados shows de artistas consagrados da MPB, como Ivan Lins, Gal Costa, Martinho da Vila e Erasmo Carlos, que levaram ao palco suas mais recentes canções. Com a presença do então prefeito de São Paulo, Miguel Colassuono, em 5 de fevereiro foram entregues no Teatro da Globo (SP) os prêmios em dinheiro aos três primeiros colocados. Carlos Vergueiro, autor de Como um ladrão, conquistou o primeiro lugar; Fato consumado, de Djavan, ficou em segundo lugar; e Muito tudo, de Walter Franco, em terceiro. Os outros premiados foram Hermeto Pascoal, pelo melhor arranjo, com Porco na festa; Clementina de Jesus, como a melhor intérprete com A morte de Chico Preto; e Alceu Valença, pelo incentivo à pesquisa, com Vou danado pra Catende. Radamés Gnatalli e Mário Lago ganharam os prêmios de colaboração prestada à MPB.
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tamanco malandrinho – tom e dito
cmo um ladrão – carlinhos vergueiro
antes que eu volte a ser nada – leci brandão
vaila – ednardo
ben-ti-vi – jorge mautner
ébano – luiz melodia
ficaram nus – burnier e cartier
fato consumado – djavan
muito tudo – walter franco
o tempo – reginaldo bessa
princípio do prazer – jards macalé

I Festival do Samba Na Bahia (1967)

Meus caríssimos, hoje eu tenho a honra de lhes apresentar um disco raro em todos os sentidos. “I Festival do Samba na Bahia”, um lp raríssimo lançado pela memorável gravadora baiana JS Discos em 1967. A primeira vista, pela capa e título, temos a idéia de que se trata de um disco de samba regional e tradicional. Daí é só colocar a bolacha no prato e sentir que o buraco é mais embaixo. Ou melhor, que o nível da coisa é mais acima. Nada de sambão, na verdade música popular brasileira da melhor qualidade. Samba sim, mas com gosto de bossa, de canção, de todo aquele espírito musical que imperava nos anos 60 e nos festivais. Uma seleção que ultrapassa o gosto regional, mesmo sendo o conteúdo temático principal, a Bahia e o Samba. Aqui podemos ouvir o Inema Trio, presente em cinco das doze faixas do álbum. Temos também neste disco composições de Antonio Carlos Pinto e José Carlos Figueiredo que viriam alguns anos depois formar a dupla Antonio Carlos e Jocafi. Por aí já dá para se ter uma idéia do estilo de samba deste suposto festival. Digo ‘suposto’ porque não encontrei em minhas pesquisas nenhuma referencia a este Festival. Daí, suponho (que me corrijam aqueles que sabem) que este disco não se trata de uma coletânea de finalistas de um festival. Também não se trata de um festival que aconteceu nos anos 70 como foi colocado pelo pesquisador e crítico musical Zuza Homem de Mello ao assinar o catálogo “No palco, os Festivais”, do Instituto Cravo Albin. Acho que ele não leu direito o título do álbum e nem o texto na contracapa. Observem que o lp tem o seguinte nome: “Primeiro Festival DO Samba NA Bahia” e não “Primeiro Festival de Samba da Bahia”. Entendi que nesta sutil diferença, a JS Discos (em 1967!) – que se despontava como o selo e gravadora do artista baiano – se apoiou na onda dos festivais (que se fazia forte naquela década) para (talvez) ‘alavancar’ as vendas deste lp. É certo que nos anos 60 e 70 aconteceram dezenas de festivais, nacionais e regionais e que infelizmente os registros de muitos desses eventos ficaram apenas na memória de alguns poucos ou fragmentados na sua própria história. Assim, com o passar do tempo, numa visão distanciada dos fatos, fica mesmo muito difícil separar o joio do trigo.
“Libertamos os grilhões a que nos cingiam as distâncias com o Centro Sul. Encurtamos os caminhos para todos – músicos, poetas e cantores. Somos a nova verdade bahiana nesse primeiro Festival do Samba na Bahia. Somos mais que um selo. Somos uma bandeira.”
Este trecho de texto da contracapa, mais do que um simples reflexo dos grandes festivais do eixo Rio-São Paulo, se refere à JS como o grande estandarte ou porta voz dos artistas que estavam fora daquela esfera principal.

alagados – inema trio
maria – inema trio
morte do amor – carlos ganzineu e inema trio
d’angola é camará – josé carlos figueiredo
roda de samba – inema trio
fim de festa – prefixo 4
retorno – carlos gazineu e sue safira
sebastião e a serenata – rosa virginia
cheguei tarde – antonio moreira
samba do mercado – inema trio
abolição – rosa virginia
na piedade um caso por caso marie oliveira

I Festival Nacional De MPB – O Brasil Canta No Rio (1968)

Para que esta sexta-feira não fique com cara de que foi em vão, resolvi incluir mais um álbum, que tenho (quase) certeza de que ainda não foi publicado em nehum outro blog. Espero que os amigos apreciem e também comentem.
Este é álbum oficial do I Festival Nacioanal de MPB – O Brasil canta no Rio – promovido pela TV Excelcior. Aqui estão reunidas as músicas que vieram a ser classificadas no festival, sendo “Modinha” de Sérgio Bittencourt a merecida vencedora. Esta música foi defendida pelo ‘papa-festivais’ Taiguara e depois disso veio a ser gravada por outros inúmeros cantores da MPB, se tornando um clássico desde então. Vale mais do que nunca conferir esta bolacha.
(esta eu peço que aguardem até amanhã, quando já terá saído do forno, ok?)

você passa eu acho graça – clara nunes
ultimatum – marcos valle e anamaria valle
a vez e a voz da paz – taiguara
presente de mãe d’agua – maria creuza
capoeira – joão dias
reza praiana – mary lauria e o grupo de ensaio
modinha – taiguara
berenice – beth carvalho
bloco do eu sozinho – marcos valle
salina – mary lauria e o grupo de ensaio
dia de alegria – pedrinho rodrigues
lema – mauro marcelo

Estamos Com Onze No V Festival De MPB TV Record (1969)

Alguém aqui pediu, a um tempo atrás, que fosse postado discos de festivais. Na medida do possível eu venho fazendo isso. Acho esses discos a celebração da criatividade musical brasileira, álbuns que nos mostra um leque variado de artistas. Gosto principalmente das gravações ao vivo, que nos remete ao tempo e registra ali um momento histórico. O disco que temos aqui não é exatamente um álbum oficial de festival, mas sim uma seleção dos artistas do ‘cash’ da RGE que participaram do V Festival da Música Popular Brasileira da TV Record em 1969. Este lp é uma jóia, que mesmo apesar de estar um pouco “debilitado”, eu não poderia deixar de apresentar. Infelizmente o vinil, com seus arranhões tão profundos quantos os sulcos, não passam despercebidos. É uma pena, mas apesar de tudo, vale conferir. Raridade!

1- de vera – novos baianos
2- hey mister – ary toledo
3- jeitinho dela – tom zé e novos baianos
4- alô helô – edgar e os tais
5- bola branca – claudia
6- casa azul – roberta faro
7- monjolo – maria odette
8- vou trocar de namorada – os três morais
9- bola pra frente – tom zé
10- tocha – expedito faggioni
11- falta uma rés – silvio aleixo

III Festival Internacional Da Canção Popular Rio – Vol. 1 (1968)

maré morta – edu lobo
sonho – egberto gismonti
amada canta – claudette
maria é só você – agora 4
mestre sala – tuca
corpo e alma – paulo cesar
rainha do sobrado – elmo rodrigues
rua da aurora – lucelena
engano – márcia
por causa de um amor – paulo marquez
herói de guerra – silvia mria e o vocal
prá não dizer que não falei de flores – trio marayá
praia só – geise

O Melhor Dos Festivais De Minas 1984

Este disco é o resultado de um projeto criado pelo governo mineiro em 1984. Um festival que reunisse os vencedores de outros festivais regionais de música pelo estado. Como é sabido, em Minas Gerais, eventos dessa natureza sempre tiveram vez. Este foi o primeiro, não sei dizer se houve continuidade, afinal projetos e políticas sociais não são o forte dos nossos governos. Quanto ao disco, apesar de ser um álbum simples com apenas oito músicas, não deixa de se uma boa amostra da produção nos festivais mineiros. Isso é que é toquinho mineiro, uai!

1- amanhecer – Marcus Bolivar
2- agua do cantil – Silvio Rabelo, Julio Regis e Sergio Rabelo
3- coisa simples – Robertinho Brant
4- luci – Toninho Ledo
5- destroier – Maurilio Rocha
6- pintura – Arlindo Maciel
7- estrada de ferro bahia-minas – Eros Januzzi e Jose Emilio Guedes
8- sete cantigas para chorar – Toniho Resende