Festival Dos Festivais (1966)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Aproveitando que eu andei digitalizando alguns discos de festivais, achei por bem compartilha-los com vocês. Já encaminhei um tanto para que o nosso resenhista de plantão, o Samuca, faça aqui as devidas e sequentes apresentações. Eu, mais uma vez, vou me limitar apenas na seleção e publicação das postagens. Eventualmente, vou dando uns pitacos.
Iniciando a semana dedicada aos festivais de música, que muito sucesso faziam desde os anos 60, eu abro com este lp, lançado pelo selo Philips em 1966. Trata-se de uma coletânea, um resumo de suas produções para alguns dos festivais de música da época. Escolhi este lp para abrirmos nossa semana temática também por conta de uma contracapa cheia de informações, que me garante uma postagem imediata. Nem preciso entrar em detalhes. Me poupem… hehehe…

saveiros – elis regina
gina – wayne fontana
a banda – nara leão
ensaio geral – gilberto gil
dia das rosas – claudette soares
amor, sempre amor – f. pereira
o cavaleiro – geraldo vandré
disparada – jair rodrigues
canção de não cantar – elis regina
fran den wind – ronaldo
chorar e cantar – claudette soares
jogo de roda – elis regina
canção do negro amor – silvio aleixo

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Antena Um – Sucessos FMPB (1981)

Surgida em 1975, por iniciativa do empresário Orlando Negrão, a Antena 1 FM de São Paulo foi uma das primeiras rádios comerciais a apostar numa programação segmentada e de qualidade. De início, a emissora estava mais voltada para o público jovem, com programação baseada em música pop e rock, além de MPB contemporânea. Com o passar dos anos, a Antena 1 foi mudando seu estilo, passando a atingir o segmento conhecido como adulto contemporâneo, e voltando-se para as classes A e B, executando flashbacks de música internacional. No final dos anos 1980, passou a transmitir via satélite, tornando-se a primeira rede de emissoras de rádio FM do Brasil. Atualmente, a Rede Antena 1 conta com 21 emissoras, sendo sete próprias e as demais afiliadas, e vem se firmado como uma opção de qualidade para o público mais exigente. Além, é claro, de poder ser ouvida aqui na web. É justamente dos primórdios da Rede Antena 1, quando a MPB também fazia parte de sua programação, a coletânea que o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados. Trata-se de “Antena 1 – Sucessos FMPB”, lançada em 1981 pela Philips/Polygram, hoje Universal Music, gravadora que sempre teve entre seus contratados autênticas “feras” de nossa música popular. Embora não haja crédito ao responsável pela seleção de repertório, esta é de arrepiar. O disco já começa arrebentando, com “Meu bem, meu mal”, grande hit de Gal Costa na época. Depois tem um irresistível dueto de Ivan Lins com a então esposa  Lucinha, “Amor”, Zizi Possi com “Caminhos de sol” (mais conhecida por “Um minuto além”), o grupo Boca Livre (então já contratado da Polygram, após lançar os dois primeiros LPs de forma independente), com “Folia”, Renato Terra com “Raio de Sol”, o grupo Céu da Boca (do qual fez parte a cantora Verônica Sabino) com a expressiva “Clarissa”, extraída do primeiro álbum do conjunto, Robertinho de Recife e a esposa Emilinha interpretando “Feliz com você”…  Robertinho, por sinal, é parceiro de Capinam na faixa seguinte, “Seja o meu céu”, na interpretação da inesquecível Nara Leão. O “Tremendão” Erasmo Carlos vem com o megahit “Minha superstar”, faixa extraída do álbum “Mulher (Sexo frágil)”, por sinal o mais vendido de toda a sua carreira. Ângela Ro Ro interpreta “Vou lá no fundo”, Eduardo Dusek vem com “Injuriado”, o Boca Livre retorna acompanhando Elza Maria (cantora que, ao que parece, não foi muito longe na carreira) em “Pena de sabiá”, um certo Heraldo com “Primavera” e, para encerrar, o sempre competentíssimo Roupa Nova, com a expressiva releitura de “Lumiar”, de Ronaldo Bastos e Beto Guedes, grande hit deste último de 1977. Enfim, uma compilação que nos dá uma ideia do que a Antena 1 apresentava musicalmente em seus primeiros tempos, na parte nacional, além de nos oferecer um pouco do que a MPB produzia de mais expressivo no início da década de 1980, na interpretação de alguns de seus expoentes. Divirtam-se…

meu bem, meu mal – gal costa
amor – ivan lins
caminhos do sol – zizi possi
folia – boca livre
raio de sol – renato terra
clarissa – céu da boca
feliz com você – robertinho de recife
seja o meu céu – nara leão
minha super star – erasmo carlos
vou lá no fundo – angela roro
injuriado – eduardo dusek
pena de sabiá – elza maria
primavera – heraldo
lumiar – roupa nova
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*Texto de Samuel Machado Filho

Panorama Da Música Popular Brasileira (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu não dispenso aqui no blog são as coletâneas. Acho elas ótimas, pois nos permite uma visão mais panorâmica de um determinado tema ou artista. Não é atoa que aqui a gente também acabe produzindo nossas próprias coletâneas exclusivas, sempre fazendo muito sucesso.
Hoje temos uma coletânea oferecida pela Organização Philips Brasileira. Um disco não comercial, promocional, lançado pela gravadora e selo Philips, em 1967, provavelmente como cortesia de fim de ano. A empresa e sua marca chegou ao Brasil em 1924, mas só depois da Segunda Guerra Mundial foi que as atividades industriais se iniciaram por aqui. A Philips produzia lâmpadas e aparelhos eletrônicos e ao longo do tempo foi se tornando uma gigantesca organização, atuando em campos diversos da produção industrial de eletroeletrônicos. A sua indústria fonográfica e selo surgem no final dos anos 50. E ela investe pesado na música, principalmente como gravadora. Tem entre seus contratados artistas dos mais importantes, tanto nacionais quanto internacionais. É inegável a contribuição da gravadora para com a música brasileira. São muitos os títulos lançados por ela e aqui, nesta coletânea, vamos encontrar um leque especial com alguns dos melhores momentos de sua produção até o ano de 1967. Certamente, tudo isso já passou por aqui, mas vale a pena ouvir de novo 😉

preciso aprender a ser só – os cariocas
disparada – jair rodrigues
apelo – silvio aleixo
a praça – ronnie von
upa, negrinho – elis regina
dia das rosas – claudette soares
no cordão da saideira – edu lobo
laranja madura – ataulfo alves
pedro pedreiro – nara leão
depois do carnaval – noite ilustrada
ensaio geral – gilberto gil
e nada  mais – os gatos
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Nara Leão, Paulo Autran, Tereza Rachel e Oduvaldo Vianna Filho – Liberdade, Liberdade (1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Não sei se dou bom dia ou meus pêsames. Afinal, a ‘idiotocracia’, tão bem exercida pelo povo brasileiro, ontem nós levou ao golpe e agora é esperar a terra e a cal, pois no fundo do poço nós já estamos. Sinceramente, não vejo luz no fim do túnel, muito pelo contrário. Pressinto que vamos logo entrar num caos, que mais uma vez nos levará a perder nossa liberdade. Diante ao que vem pela frente, achei oportuno repostar este disco, mesmo sabendo que a multidão que nos levou a esse estado não vai ouvir, não sabe do que se trata e nem tem condições para absorver tal interpretação. Mesmo assim, vale trazer a tona, pois muito do que se falava nessa época, cabe direitinho nos dias atuais. Para não perder tempo, replico aqui um texto extraído da internet com algumas outras informações que complementam o texto da contracapa:
No ano seguinte ao golpe militar, o Grupo Opinião estréia uma das obras pioneiras do teatro de resistência. A peça Liberdade, Liberdade, escrita por Millôr Fernandes e Flávio Rangel, reúne textos de diferentes épocas e estilos para falar de um direito que está prestes a ser seqüestrado.
Como lembra, na época, o crítico Décio de Almeida Prado, ninguém clama por liberdade se não se sente ameaçado de perdê-la. Esta premissa é a idéia que permanece nas entrelinhas do espetáculo e que dá sentido e contundência a cada palavra proferida em cena. O texto que Millôr Fernandes escreve no programa do espetáculo aborda com bom humor a dificuldade de falar de uma coisa que falta e que não se pode reivindicar:
“Uma pitadinha de liberdade aqui, uma lasquinha de liberdade ali (…) e a turma vai vivendo que afinal também o pessoal não é tão voraz assim. Já está mais ou menos acostumado. Por isso o texto que escrevemos e selecionamos para Liberdade, Liberdade é bem ameno. Lírico, pungente, uma gracinha leve, uma coisinha, assim, delicadinha. Não é por nada não – só medo. (…) Porque, senão, vão dizer por aí, mais uma vez, que eu sou um cara perigoso. E eu tenho que responder mais um vez, com lágrimas nos olhos: Triste país em que um cara como eu é perigoso. (…)” 1
Em outro texto, o Grupo Opinião assina coletivamente um quase manifesto em que diz:
“Muitos acharão que Liberdade, Liberdade é excessivamente circunstancial. O ato cultural muito submetido ao ato político. Para nós, essa é a sua principal qualidade. (…) Consciente de si, do seu mundo, [o artista brasileiro] marca a sua liberdade, inclusive, realizando obras que são necessárias só por um instante. E que, para serem boas, necessariamente terão que ser feitas para desaparecer; deixando na história não a obra, mas, a posição. (…) muitas vezes a circunstância é tão clara, tão imperiosa, que sobe à realidade (…). Afirmamos que nesse instante a realidade mais profunda é a própria circunstância – e nesse momento não ser circunstancial é não ser real”.2
Os princípios do teatro de resistência encontram no espetáculo do Grupo Opinião talvez a primeira das inúmeras formas que assumirá durante os anos de silêncio para denunciar o esquema opressor que domina o país. Os autores constroem o texto por meio de pesquisa, tradução e síntese de textos de outros autores. Conseguem obter uma coerente e sagaz estrutura dramatúrgica com fragmentos da literatura universal dedicados ao tema da liberdade, costurados com canções sobre o mesmo assunto e com corrosivas piadas. Criam assim uma aproximação entre as tomadas de posição de autores de outros tempos e outros países e a situação brasileira de 1965. Paulo Autran é o ator a quem cabe a condução do espetáculo e os melhores papéis. O crítico Yan Michalski, que dedica quase metade de sua coluna à apreciação do ator, afirma que “a versatilidade demonstrada por Paulo Autran é impressionante: em duas horas de espetáculo ele esboça umas dez ou quinze composições diferentes, sempre adequadas e inteligentes, sempre livres de quaisquer recursos de gosto fácil” – e considera que este virtuosismo é resultado do “domínio dos problemas técnicos” e “de todos os meios de expressão do ofício de ator”. 3 A crítica de um modo geral ressalta também o desempenho de Tereza Raquel e faz algumas observações negativas em relação ao trabalho de Oduvaldo Vianna Filho e à direção do espetáculo.

Embora bastante questionado na época, por ser mais um show do que propriamente uma peça de teatro, Liberdade, Liberdade revela-se uma iniciativa seminal, que influencia fortemente a dramaturgia da década. O espetáculo faz enorme sucesso no Rio de Janeiro e em longa turnê pelo país, tendo tido desde então muitas novas montagens no Brasil e no exterior.

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Brazil – Song & Sound The World Around (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês uma coletânea de MPB produzida pela Philips holandesa para o mercado europeu, em 1976. Este disco, pelo que tudo indica, faz parte de uma série intitulada “Song & Sound The World Around”, um mostruário da música de vários países pelo mundo. Obviamente, material de arquivo da própria gravadora nesses diferentes países.
Para esta seleção ‘Brazil’, vamos encontrar artistas como Tom Jobim, Jorge Ben, MPB-4, Ivan Lins, Nara Leão, Gilberto Gil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Baden Powell e Carlos Lyra em gravações extraídas de discos dos primeiros anos da década de 70. Inclui-se nessa seleção outras gravações, essas dos anos 60. Eis um disquinho interessante, recheado de sambas, que é o forte e o que realmente interessa os gringos.

o mundo encantado do monteiro lobato – jair rodrigues
part6ido alto – mpb-4
apito na batucada – escola de samba da cidade
nordeste, seu povo, seu canto e sua gente – nara leão
afrolatino – carlos lyra
nhá tereza – ivan lins
paz amor e alegria – acadêmicos do salgueiro
expresso 2222 – gilberto gil
caramba galileu da galiléia – jorge ben
bala com bala – lis regina
petit waltz – baden powell
aguas de março – tom jobim
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Garota De Ipanema – Trilha Original Do Fime (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu hoje estava para postar uma homenagem ao Nonato Buzar, que veio a falecer neste domingo. Pensei em postar algum disco dele, mas pecebi que não tenho nenhum além dos arquivos de dois dos seus trabalhos. Só não postei porque não estava no padrão TM, quer dizer, sem capa e contracapa. Mas ainda farei, quem sabe, uma coletânea. Ele merece 🙂
Também perdemos o cineasta, num caso trágico, o cineasta Eduardo Coutinho. Fiquei pasmo com o caso. A vida imitando a ficção… loucura!
Acho que meio por conta do Cinema’ foi que hoje eu decidi então postar este disco, a trilha sonora do filme “Garota de Ipanema”, de Leon Hirszman. ‘Para me facilitar e também abrilhantar nossa postagem, vou pegando emprestado o texto escrito por Fernando Zamith em 2011 sobre o filme:

Uma raridade. “Garota de Ipanema” (1967), de Leon Hirszman (1937-1987), é um dos filmes brasileiros mais esquecidos da história. Que mistério cerca esse sumiço? É algo deliberado deixá-lo no limbo da memória?
Mesmo entre os defensores do cinema novo, há uma omissão velada. Parece até que apagaram os detalhes maiores da filmografia do cineasta de “Eles Não Usam Black-Tie” e “São Bernardo”. Quando muito aparece só o nome do filme e o ano (1967) e pronto.
Também pouca gente menciona que o co-roteirista do filme foi ninguém menos do que Glauber Rocha, ícone do movimento cinema novo. Glauber Rocha? Exatamente, mas em algumas fichas técnicas publicadas seu nome não aparece. Por que será?
O filme não existe em DVD e nem ganhou lançamento em fita VHS lá pelos anos 80. Inspirada na canção mais celebrada de Antonio Carlos Jobim e das mais gravadas no mundo, o filme surpreendeu, pois nada trazia dos versos famosos da letra de Vinicius de Moraes.
Nada a ver com a canção inspirada na garota adolescente da vida real (Helô Pinheiro). A garota do filme é um personagem fictício, a jovem Márcia, de 17 anos, papel da atriz então iniciante Márcia Rodrigues. O roteiro ainda tem um crédito para Vinicius de Moraes (que aparece na tela), ao lado de Eduardo Coutinho.
“Garota de Ipanema” – o filme é mais um retrato social de pais e filhos no Rio de Janeiro dos anos 60. Um elenco de nomes famosos em pequenos papéis. O jornalista João Saldanha, por exemplo, faz o pai da garota de Ipanema. Nas imagens do vídeo abaixo, você pode vê-lo entrando no Fusca estacionado numa rua do bairro.
No filme, quem também aparece é um jovenzinho Chico Buarque. E ele canta uma composição que ficou famosa: “Noite dos Mascarados”. Aliás, a trilha sonora é um achado. Há até um rock com letra de Vinicius de Moraes cantado por Ronnie Von. Eis o set-list da trilha original de “Garota de Ipanema”, com base no LP de vinil. Quem se lembra dos lados A e B?:
noite dos mascarados – elis regina e chico buarque
lamento do morro – nara leão
surf board – orquestra
ela é carioca – tamba trio
poema dos olhos da amada – vinícius de moraes
a queda – orquestra
tema de abertura (garota de ipanema) – orquestra
por você – ronnie von
chorinho – chico buarque
ária para morrer de amor – baden powell
rancho das namoradas – quarteto em cy e mpb-4
tema da desilusão (garota de ipanema) – orquestra
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Nara Leão E Dominguinhos – Projeto Pixiguinha 1978 (2012)

Boa noite, meus prezados cultos e ocultos! No corre corre e sem tempo, aqui vai a postagem do dia. Mais um show do Projeto Pixinguinha transformado em ‘webdisco’. O sexto volume da nossa série. Temos desta vez Nara Leão ao lado de Dominguinhos num encontro em 1978. Participam também no acompanhamento o conjunto Os Carioquinhas e o Trio Ritmo Nordestino. Eu assisti a esse show no Palácio das Artes. Bom demais!

Confiram no site da Funarte, na página do Projeto Pixinguinha, as informações detalhadas deste e de outros shows memoráveis.

chegando de mansinho – nara e dominguinhos

saudade matadeira – nara e dominguinhos

forró na casa de biu – sete meninas – dominguinhos

dominguinhos fala ao público

pé de serra – matuto de opinião – vassourinhas – evocação – dominguinhos

desafinado – nara leão

camisa amarela – nara leão

sem compromisso – nara leão

1 x 0 – os carioquinhas

tigresa – nara leão

joão e maria – nara e dominguinhos

davilicença – nara, dominguinhos e os carioquinhas

o seu amor – nara leão

tim tim por tim tim – nara leão

este seu olhar – corcovado – nara, dominguinhos e os carioquinhas

tenho sede – dominguinhos

Do Barquinho Ao Avião: 30 Anos De Bossa Nova – 30 Anos De Lider (1987)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje pela manhã eu tive a ingrata surpresa de ver que todos os meus ‘toques’ de postagens foram apagados do provedor Mediafire. Fiquei realmente muito chateado. Eles limparam todos os meus arquivos. Entraram na minha conta e simplesmente deletaram tudo. Isso, me parece, aconteceu com todos aqueles que tinha arquivos hospedados nesse provedor. Fiquei mesmo injuriado com a postura do Mediafire, mas depois, refletindo, vi que essa talvez tenha sido a melhor opção, para evitar a degola, semelhante ao que aconteceu com o Megaupload. Apesar de terem ‘deletado’ os dados que eu armazenei, sem pagar nada (em termos…), eles não apagaram a minha conta e estão aceitando os ‘uploads’ (isso é que me intriga). Ok, parti do zero, vamos lá… Como existem mais de duas mil postagem carecendo de novos ‘toques’ e se torna ‘augustalmente’ impossível repor todos eles de uma só vez, farei então o seguinte… De agora em diante, o que vale é a postagem atual, presente. Quem quiser mesmo conhecer os ‘toque musicais’ vai ter que ficar mais ligado, atento ao diário do blog.

As providências que pretendo tomar no momento são as de repor, primeiramente, aquilo que é exclusivo no Toque Musical, as últimas postagens e posteriormente as solicitações por ordem de entrada. Este é um trabalho demorado, daí peço a compreensão e paciência dos amigos. Observem que toda postagem atualizada será um comentário do nosso querido Mediafire. Como não sei por quanto tempo os arquivos ficaram hospedados neste site, sugiro a todos ficarem mais presentes e atentos. Reposição agora pode demorar.
Se acaso as portas se fecharem para o ‘sobe e desce’, vou também mudar a política por aqui. Aquilo que antes era de graça, assim poderá vir a ser cobrado, pelo menos para pagar a manutenção e permanência dessa fonte.
Confesso que fiquei meio sem tesão para fazer a postagem de hoje. Acabei nem preparando nada de especial. Aquela boa coletânea ou mesmo uma colaboração enviada por algum amigo, vai ficar para uma próxima vez. Porém, para não dizerem que eu fugi da briga, ou que faltei à sessão, vai aqui uma coletânea comemorativa dos 30 anos de Bossa Nova. Trata-se de um disco promocional usado pela empresa aérea Lider. Uma coletânea já editada pela Polygram, com seleção de repertório feita por Roberto Menescal. São músicas bem conhecidas de todos e algumas até já apresentadas aqui. Não é exatamente o que eu queria para hoje, mas diante à tudo que ocorreu e aos poucos 15 minutos finais deste sábado, só restou mesmo como opção este lp. Divirtam-se 🙂
rio – os cariocas
você e eu – nara leão
coisa mais linda – caetano veloso
garota de ipanema – sergio mendes e bossa rio
aguas de março – tom jobim
carta ao tom 74 – toquinho e vinicius
falsa baiana – joão gilberto
surfe board – roberto menescal e seu conjunto
desafinado – gal costa
o barquinho – tamba trio
chega de saudade – tom jobim
corcovado – sylvia telles
borandá – edu lobo e tamba trio
triste – elis regina
de palavra em palavra – mpb-4

Quincas Berro Dágua – Trilha Sonora Original (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Acordei já meio no atraso. Segunda feira é barra… e eu não aprendo a deixar alguma coisa pronta no fim de semana. Acabo tendo que recorrer aos meus essenciais ‘discos de gaveta’. Esses sim, estão sempre prontos para uma emergência.

Como hoje é dia de trilhas, aqui vai um disquinho raro que me foi enviando há algum tempo atrás e eu já nem me lembro que foi o colaborador (são tantas emoções). O fato é que eu não cheguei a postar esse disco antes porque ainda faltavam os selos. Deixei-o na gaveta dos incompletos, mas mais incompleto está o meu tempo de ficar aqui digitalizando algo novo. Vai ser mesmo esse disco, sem os selos infelizmente.
O que temos aqui é um compacto duplo, de cinco faixas, lançado pela Philips. Trata-se da trilha sonora de uma peça teatral de João Augusto, adaptada do livro “Morte e a morte de Quincas Berro D’Agua” de Jorge Amado, publicado originalmente em 1959. A peça “Quincas Berro D’Agua” estreou no Teatro Vila Velha, de Salvador, em 1972 e trazia uma trilha original, composta exclusivamente para o trabalho. Temos aqui composições de Dorival Caymmi, Fernando Lona, Edil Pacheco e João Augusto, Gereba e Patinhas. Músicas interpretadas pelo MPB-4, Nara Leão, Fernando Lona, Edil Pacheco e Gereba. Os arranjos são de Luiz Claudio e Magro Waghabi. A direção musical foi de Roberto Menescal, Mazola e Paulo Tapajós. Com podemos ver, um grande trabalho, embora resumido a um compacto. Capinha bacana também, vocês não acham? 🙂 Confiram aí…
canto de nanã – mpb-4
beira mágoa – nara leão
baião de quincas – gereba
ensinaça – edil pacheco
venha – fernando lona

Nara Leão – Nara Rara – Coletânea Toque Musical (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje, sábado, dia de coletânea, estou trazendo de volta esta coletânea da Nara Leão que eu havia feito e postado há pouco mais de um mês e que misteriosamente foi (totalmente) removida do blog. Essa eu não consegui resgatar nem no rascunho. Pelo jeito que as coisas vão, pelas nuvens cinzas que pairam no nosso céu musical, não demora muito as ‘eminências pardas’ bloquearem o nosso Toque Musical de vez. Felizmente eu já fiz uns três clones dele, prontos para entrar no ar assim que o bicho começar a pegar por aqui.
Estou postando novamente essa minha coletânea, que com certeza corre o risco de ser novamente deletada. Mas desta vez o papo aqui continua no Grupo do Toque Musical. Quem quiser baixar e ouvir essa coletânea, vai ter ser através desse novo canal de comunicação. Quem ainda não se inscreveu, basta fazê-lo usando a caixa do Grupos Google que se encontra na barra lateral do blog.
Segue então a Nara Leão com uma seleção de 26 momentos raros. Músicas e gravações que não se encontram juntas facilmente. Um tipo de compilação musical que teria sido um ótimo projeto fonográfico para se lançar por aí. Talvez, por isso mesmo, é que ‘eles’ o retiraram do mapa. Modéstia a parte, ficou mesmo muito boa. Quem quiser conferir, já sabe… só lá no GTM (Grupo Toque Musical).

pinóquio
menina da agulha
maria
o mundo fantástico do uirapuru
sublime pergaminho
nordeste, seu povo, seu canto e sua glória
vinte anos
pai e filho
o estrangeiro
era uma vez um jardim
dorão do zepelin
o profeta
taí
mal de amor
insensatez
por causa de você (com roberto menescal)
áudio da primeira apresentação de nara
traduzir-se (com fagner)
noite dos mascarados (com mpb-4)
duelo (com chico buarque)
joana francesa
camisa amarela
preconceito
as tears go by
a estrada e ovioleiro (com sidney miller)
pra mode chatear

Nara Leão – Nara Pede Passagem (1966) REPOST

Olás! Para não deixar de chover no molhado, aqui venho eu com mais um clássico disco dos anos 60. Escolhi para hoje este lp por duas razões, a primeira é porque se trata de um disco da Nara dos que eu mais gosto. Tenho ele na lembrança de bons momentos. Me recordo que, ainda na infância (pré adolescência, melhor dizendo), costumávamos brincar, falando e rindo da foto da capa. A gente dizia que a Nara era a irmã do Spock, aquele personagem de orelhas pontudas do seriado de ficção científica, “Jornada nas estrelas”. Sempre me lembro disso e dou boas risadas. Ela está realmente parecendo uma vulcaniana. Mas longe de tudo isso, havia também o lado musical, as músicas de Chico Buarque, que nessa altura já era o artista mais popular lá em casa. Foi muito graças à Nara Leão que passei a conhecer e gostar mais de samba, dos verdadeiros sambistas dos morros cariocas. Sem dúvida, este disco é uma jóia. Além do Chico tem também a estréia de Sidney Miller com a música que dá nome ao disco. Tem Noel, Vinícius e Baden, Jards Macalé, Paulinho da Viola, Elton Medeiros, Nelson Cavaquinho e seu parceiro Guilherme de Brito. Como se lê e todos já sabem, Nara vem muito bem apoiada. O texto de contracapa é do poeta Ferreira Gullar. O álbum é produzido por Dori Caymmi e a regência é do maestro Gaya.
A segunda razão, agora que cheguei até aqui, já não é mais motivo. Seria apenas para justificar a minha pressa. Eu não pensava em me estender tanto…

pede passagem
olê olá
amei tanto
palmares
recado
amo tanto
pedro pedreiro
quatro crioulos
pranto de poeta
madalena foi pro mar
pecadora
deus me perdoe

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

A Música De Fogaça (1982)

Bom dia! É curioso como algumas coisas passam despercebidas por nós. Até ontem eu não fazia ideia de que o político, Sr. José Fogaça, ex prefeito de Porto Alegre em dois mandatos e candidato derrotado na última eleição para o governo de seu Estado, fosse o mesmo Fogaça, compositor de mão cheia, que um dia eu conheci através dos discos da dupla gaúcha Kleiton & Kledir. Vejam só vocês… Nunca liguei uma coisa com outra, mas considerando e comparando os dois extremos, acho que ele teria tido menos dissabores se tivesse levado adiante sua carreira de compositor. Tô falando assim, mas confesso, não conheço muito o político e sua atuação. Aliás, eu de política sou um zero (que colocado do lado certo posso valer alguma coisa). Mas, pelo pouco que eu li, Fogaça sempre gostou de política, desde os tempos em que era líder estudantil. Teve também sua cota de participação na época das ‘Diretas Já’ ao lado de Ulisses Guimarães e Tancredo Neves. Sendo um dos articuladores no sul.
Temos aqui, o que eu acredito ser seu único disco. Ou melhor dizendo, um disco com as suas composições. Este álbum foi produzido por Kleiton Ramil e lançado em 1982 pela Deck Produções através do selo Polyfar (Polygram). Nele temos reunidas doze músicas gravadas por diferentes e consagrados artistas nacionais, como vocês mesmo poderão constatar logo abaixo…

ei de voltar para o sul – nara leão
piquete do caveira – almôndegas
sexto sentido – fafá de belém
novas marés – fernando ribeiro
lagoa dos patos – kleiton & kedir e mpb-4
vento negro – almôndegas
uni duni tê – kleiton & kledir e mpb-4
filha mulher – olivia hime
viração 0 mpb-4
há um pouco do meu coração em portugal – almôndegas
vinho amargo – quarteto em cy
semeadura – kleiton & kledir e fogaça

II Festival Internacional Da Canção Popular (1967)

Olá amigos cultos e ocultos! Como nesta semana eu já andei postando um disco de Festival, acho que vou mandar outro para vocês. Segue aqui um raríssimo e esperado exemplar do II Festival Internacional da Canção Popular, edição Rio, de 1967. Este álbum, com certeza, vai fazer muita gente dar pulinhos da alegria. Temos aqui momentos realmente memoráveis que jamais voltaram a ser vistos e principalmente ouvido pela grande maioria. Eu mesmo, que tenho o disco a tanto tempo, já faz um tempão que não o ouço. As vezes a gente precisa dar uma geral nas estantes de discos. Fico aqui matutando, tem discos que eu não escuto faz tempo. É, mas mesmo que eu quisesse… nem que eu tivesse mais 100 anos de vida, acho que não daria tempo de ouvir tudo. Por isso eu vivo numa constante overdose musical. No dia em que eu acabar de digitalizar todos os meus discos (hoje por volta de 6 terabites, com backup!), acho que não saberei o que fazer depois. Mas tenho a certeza de uma coisa, terei uma tremenda discoteca digital, capaz de suprir os mais variados gostos. Se um dia a música no mundo desaparecer, podem me procurar, eu tenho tudo guardado 😉 Como eu disse uma vez ao Zecaloro, eu não tenho só os meus, tenho também os seus 😉 e os de outros blogs que fazem um bom serviço completo. Meu alvo principal é sempre a música/disco fora de catálogo. São dos esquecidos é que precisamos nos lembrar e preservar. O novo terá o seu amanhã.
Bom, mas falando do álbum do dia, confesso estar um pouco confuso. Me lembrei agora que já havia postado um outro disco deste II Festival em maio do ano passado. Essas histórias de festivais bagunçam a minha cabeça, principalmente porque há discos que foram lançados com músicas de um determinado festival, mas necessariamente não são as representativas ou as que chegaram à final. No caso específico deste lp, as músicas e artistas não correspondem aos apontados com finalistas ou vencedores. Há, por exemplo, quatro faixas com a Gracinha Leporace. Será que ela defendeu essas quatro músicas no festival? Não estou bem certo e nem quero procurar agora essa informação. Vou deixar essa questão em aberto para ver se algum dos amigos cultos e ocultos esclarecem as coisas. As vezes é bom ter comentários que vão além, pertinentes ao disco postado e que complementam a informação. Me sinto mais motivado quando percebo esse interesse. Falem, Zuzas!

margarida – gutemberg guarabyra e grupo manifesto
carolina – nara leão
o sim pelo não – mpb-4
canto da despedida – gracinha
de serra, de terra e de mar – claudete soares
desencontro – gracinha leporace
travessia – elis regina
cantiga – mpb-4
oferenda – gracinha leporace
eu sou de oxalá – quarteto em cy
canção de esperar você – gracinha leporace

Bossa Nova (1985)

Olá amigos! Custei mas cheguei! Meu domingo foi super movimentado, só agora estou podendo ligar o computador. Mas esta vai ser rapidinha. Estou cansado e com sono. Para que o dia não passe em branco, ainda mais um domingo, estou deixando aqui esta coletânea de Bossa Nova da Fontana/ PolyGram. Não tem nenhuma novidade ou raridade, mas sempre agrada.
Confira aí, porque agora eu vou dormir. Zzz……

chega de saudade – tom jobim
brigas nunca mais – elis regina
coisa mais linda – caetano veloso
este seu olhar / só em teus braços – lúcio alvves e sylvia telles
garota de ipanema -os cariocas
ela é carioca – sergio mendes e bossa rio
falsa baiana – joão gilberto
você e eu – nara leão
surf board – roberto menescal e seu conjunto
desafinado – gal costa
o barquinho – tamba trio
você – dick farney e norma bengell

Liberdade, liberdade… – Espetáculo Cénico-musical (1965)

Aproveitando a onda do “deixa que eu edito”, aqui vai mais um disco sem separação de faixas. Na verdade este é um álbum que não carece necessariamente de tal edição. Isto porque o espetáculo também não tem pausas. Assim, só faz sentido separar as faixas para facilitar a localização imediata de algum trecho. Este disco é o registro ao vivo do espetáculo cénico-musical, apresentado no Teatro de Arena de Copacabana em abril de 1965, com texto de Millôr Fernandes e direção de Flávio Rangel. O elenco era formado por Paulo Autran, Tereza Rachel, Nara Leão e Oduvaldo Vianna Filho, numa produção conjunta do Teatro Opinião e do Teatro de Arena de São Paulo. Em plena ditadura militar o musical, se é que podemos dizer assim, foi sucesso imediato, percorrendo várias cidades do país. No ano seguinte, diante a repercussão, os militares resolvem proibir sua apresentação.

“Muitos acharão que Liberdade, Liberdade é excessivamente circunstancial. O ato cultural muito submetido ao ato político. Para nós, essa é a sua principal qualidade. (…) Consciente de si, do seu mundo, [o artista brasileiro] marca a sua liberdade, inclusive, realizando obras que são necessárias só por um instante. E que, para serem boas, necessariamente terão que ser feitas para desaparecer; deixando na história não a obra, mas, a posição. (…) muitas vezes a circunstância é tão clara, tão imperiosa, que sobe à realidade (…). Afirmamos que nesse instante a realidade mais profunda é a própria circunstância – e nesse momento não ser circunstancial é não ser real”.
Trecho do manifesto do Grupo Opinião