João Gilberto – El Concierto Del Dia Seguinte – Madrid 1985 (2014)

Olá amigos cultos e ocultos! Como havia dito, esta é uma semana de surpresas e exclusividades, que fazem do Toque Musical um espaço único e sem igual (ups, até rimou). Para a nossa sexta feira eu estou trazendo uma outra produção da casa. Mais um bom registro do nosso querido João Gilberto, que com toda certeza vai fazer sucesso por aqui.
Há algum tempo atrás, conversando com um amigo espanhol, ele me contou sobre a primeira vez que o João Gilberto se apresentou na Espanha. Me disse que um amigo seu havia gravado todo show e por contingências do destino, ele foi quem acabou ficando com a fita. Uma pepita de ouro para ele. Um registro histórico guardado a sete chaves. Eu, na época dessa conversa bem que tentei convencê-lo a liberar o áudio para o Toque Musical, mas ele foi irredutível. Mas, como dizem, o que é do homem o bicho não come. Foi só esperar e eis que agora me chegou todo o material. Através de uma boa dica de um dos nossos amigos, consegui puxar pelo Torrent o comentado primeiro concerto de João Gilberto na Espanha. Acredito que este arquivo sonoro não seja o mesmo deste amigo espanhol. Provavelmente haviam outros também fazendo o ‘piratex’. O arquivo que baixei no Torrent veio com um áudio baixo, com as músicas separadas de maneira tosca, desmembradas de um áudio linear, um programa da Radio Nacional de España/Radio 3, segundo informação do texto em anexo, veiculado em 2010. Certamente, desde então, muita gente pode ter gravado este programa. E agora ele está aqui. Eu recuperei o áudio, dando um ganho substancial. Criei a arte e capinha, pois afinal a coisa aqui tem que ter uma boa apresentação. Não sei se vou agradar, mas acho que a capa ficou bonitinha.
Para uma melhor compreensão do que foi este show em Madrid, reproduzo a baixo o texto do “Anonymous”:
Show realizado em 19 de julho de 1985, João contava 54 anos de idade. Na noite anterior, portanto aos 18 de julho daquele ano, João havia executado sua mítica apresentação no festival de Montreux, que virou o primeiro disco ao vivo de sua carreira. Organizado pela prefeitura de Madrid, o show fazia parte da programação de “Los Veranos de la Villa”, onde constavam duas noites dedicadas à Bossa Nova. Na programação estavam agendados Antônio Carlos Jobim & Banda Nova para o dia 19/07 e João Gilberto para o dia 20/07. Tom já estava na Espanha, onde se apresentou no IX Festival de Jazz de Vitória-Gasteiz no dia 17/07. Contudo, João e sua equipe solicitaram à organização do evento que invertesse as datas de apresentação – muito possivelmente por motivos de saúde, uma vez que é possível perceber nessa gravação que João começava a transparecer um início de gripe, tossindo entre as canções. Com as entradas esgotadas para os dois dias, os organizadores atenderam ao pedido do artista e trocaram as datas. Assim, quem havia comprado entradas para ver Tom acabou assistindo João e vice-versa. Foram quase 1h30min de espera no sufocante verão de Madrid, e o público recebeu João “en el recinto castrense del Patio Central del Conde Duque de Madrid” com uma algazarra entre o alívio e a indignação. É possível que tenha sido seu primeiro concerto na Espanha. Vestia a mesma roupa que usara na noite anterior na Suíça (paletó cinza de padronagem xadrez, calça bege e tênis branco). Manteve praticamente o mesmo repertório e a mesma máxima potência hipnótica, ainda assim percebe-se um show sensivelmente distinto do anterior, capaz de revelar, no cotejo entre as apresentações, informações preciosas acerca do bruxo de Juazeiro. Para além das canções incluídas no disco de Montreux, podemos escutar nessa gravação de Madrid as canções “Wave”, “Chega de saudade”, “Eclipse”, “Doralice” e “Aos pés da cruz”. O destaque fica para “Você já foi à Bahia?”, escrita por Dorival Caymmi e inédita em toda a discografia oficial ou mesmo dentre as gravações piratas disponíveis na rede.
tim tim por tim tim
você já foi a bahia?
rosa morena
sem compromisso
wave
retrato em branco e preto
pra que discutir com madame
desafinado
chega de saudade
garota de ipanema
o pato
eclipse
adeus américa
a felicidade
estate
isto aqui o que é
doralice
menino do rio
aos pés da cruz
preconceito
aquarela do brasil
.

José Vasconcelos Conta Histórias De Bichos (1962)

Bom dia criançada culta e oculta! Com tantas manifestações relacionadas ao ao universo infantil e principalmente por conta de ser hoje o Dia das Crianças, aqui vamos nós com uma homenagem a altura e bem ao gosto do Toque Musical. Apesar de reduzir o fluxo de postagens, o TM não pára e continua mandando vê… e ouvir, claro!
Olha aí, que legal! Trago para vocês este raro e interesantíssimo lp do saudoso comediante José Vasconcellos, figura que foi muito popular, principalmente nos anos 60. Este álbum tem um quê de especial porque não se resume apenas a mais um disco do humorista. Trata-se de um disco voltado para o público infantil. As músicas são criações do maestro Lindolfo Gaya, com letras de Pascoal Longo. Eu mesmo, quando criança, ouvi este disco até acabar e sabia até cantar as músicas de introdução. Taí outro e importante valor agregado, a cada história contada pelo Zé, vem de abertura um trecho musical cantado por algumas estrelas do ‘cast’ da Odeon na época. Daí, já deu para perceber… Celly Campello, Moreira da Silva, Anísio Silva, Stellinha Egg, Elza Soares, Noriel Vilela, Trio Irakitan, Norma Bengell e até o João Gilberto. Curiosamente, tem por aí alguns fãs do João que nunca ouviram essa faceta, vão gostar. Ë nessa hora que eu fico pensando e me perguntando, quando que a indústria fonográfica conseguiria repetir algo parecido, ou, do mesmo nível. Ah, que bobinho sou eu… isso tudo já é coisa do passado. (acho que é por isso que eu sou tão saudosista)

o presunto do jacaré – celly campello
a roupa do leão – joão gilberto
o elefante tarzan – noriel vilela
vicente, o peru diferente – norma bengell
o rato cangaceiro – trio irakitan
rosa, a macaca formosa – anísio silva
a barata serafina – elza soares
panchito, o galo tenor – trio esperança
a pirraça da tartaruga – stellinha egg
o gato raulino – moreira da silva
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Do Barquinho Ao Avião: 30 Anos De Bossa Nova – 30 Anos De Lider (1987)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Hoje pela manhã eu tive a ingrata surpresa de ver que todos os meus ‘toques’ de postagens foram apagados do provedor Mediafire. Fiquei realmente muito chateado. Eles limparam todos os meus arquivos. Entraram na minha conta e simplesmente deletaram tudo. Isso, me parece, aconteceu com todos aqueles que tinha arquivos hospedados nesse provedor. Fiquei mesmo injuriado com a postura do Mediafire, mas depois, refletindo, vi que essa talvez tenha sido a melhor opção, para evitar a degola, semelhante ao que aconteceu com o Megaupload. Apesar de terem ‘deletado’ os dados que eu armazenei, sem pagar nada (em termos…), eles não apagaram a minha conta e estão aceitando os ‘uploads’ (isso é que me intriga). Ok, parti do zero, vamos lá… Como existem mais de duas mil postagem carecendo de novos ‘toques’ e se torna ‘augustalmente’ impossível repor todos eles de uma só vez, farei então o seguinte… De agora em diante, o que vale é a postagem atual, presente. Quem quiser mesmo conhecer os ‘toque musicais’ vai ter que ficar mais ligado, atento ao diário do blog.

As providências que pretendo tomar no momento são as de repor, primeiramente, aquilo que é exclusivo no Toque Musical, as últimas postagens e posteriormente as solicitações por ordem de entrada. Este é um trabalho demorado, daí peço a compreensão e paciência dos amigos. Observem que toda postagem atualizada será um comentário do nosso querido Mediafire. Como não sei por quanto tempo os arquivos ficaram hospedados neste site, sugiro a todos ficarem mais presentes e atentos. Reposição agora pode demorar.
Se acaso as portas se fecharem para o ‘sobe e desce’, vou também mudar a política por aqui. Aquilo que antes era de graça, assim poderá vir a ser cobrado, pelo menos para pagar a manutenção e permanência dessa fonte.
Confesso que fiquei meio sem tesão para fazer a postagem de hoje. Acabei nem preparando nada de especial. Aquela boa coletânea ou mesmo uma colaboração enviada por algum amigo, vai ficar para uma próxima vez. Porém, para não dizerem que eu fugi da briga, ou que faltei à sessão, vai aqui uma coletânea comemorativa dos 30 anos de Bossa Nova. Trata-se de um disco promocional usado pela empresa aérea Lider. Uma coletânea já editada pela Polygram, com seleção de repertório feita por Roberto Menescal. São músicas bem conhecidas de todos e algumas até já apresentadas aqui. Não é exatamente o que eu queria para hoje, mas diante à tudo que ocorreu e aos poucos 15 minutos finais deste sábado, só restou mesmo como opção este lp. Divirtam-se 🙂
rio – os cariocas
você e eu – nara leão
coisa mais linda – caetano veloso
garota de ipanema – sergio mendes e bossa rio
aguas de março – tom jobim
carta ao tom 74 – toquinho e vinicius
falsa baiana – joão gilberto
surfe board – roberto menescal e seu conjunto
desafinado – gal costa
o barquinho – tamba trio
chega de saudade – tom jobim
corcovado – sylvia telles
borandá – edu lobo e tamba trio
triste – elis regina
de palavra em palavra – mpb-4

João Gilberto E Antonio Carlos Jobim – Seleção De 78 RPM Do Toque Musical (2011)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Como todos já devem saber, conforme informei em postagens anteriores, nossa segunda feira será exclusiva, com as postagens do ‘selo virtual’ adotado pelo Toque Musical. Para abrilhantar ainda mais nossas postagens, eu convidei um grande comentarista musical, nosso amigo culto, Samuel Machado Filho. Caberá a ele todas as resenhas referente às postagens da segundona. E começa agora 😉

*O Gran Record Brazil nos apresenta doze preciosas gravações, todas com obras e/ou arranjos deste gênio tijucano criado em Ipanema que foi Antônio Carlos Brasileiro de Almeida Jobim (Rio de Janeiro, 1927-Nova York, EUA, 1994) cuja obra ainda hoje é reconhecida internacionalmente. Para começar, o 78 Odeon de número 14662,com João Gilberto, lançado em abril de 1961. De um lado, o clássico de Caymmi “Saudade da Bahia”, gravação de 10 de março daquele ano, matriz 14663. O outro lado foi gravado um dia antes, 9 de março, matriz 14662, e nele João revive “Bolinha de papel”, outro clássico do samba, este de Geraldo Pereira, original de 1945 na voz dos Anjos do Inferno (você pode ouvir as duas gravações originais dessas obras na coletânea “Os sambas que João Gilberto adora”, também no Toque Musical). O disco serviu de “aperitivo” para o terceiro e último LP que João Gilberto fez no Brasil, que no entanto, só terminou de ser gravado em setembro de 61, dada a ex trema mania de perfeccionismo do gênio baiano. Em seguida, recuaremos dez anos no tempo e conheceremos o primeiro disco de João: ele saiu em agosto de 1952 pela Copacabana com o número 099, e tem dois sambas-canções bem ao gosto da época: “Meia-luz”, de Hianto de Almeida e João Luiz, e “Quando ela sai”, de Hianto de Almeida e João Luiz. Prestem atenção da interpretação do futuro papa da bossa nova, muitos jamais irão notar que é João Gilberto mesmo! Em seguida temos “Manhã de carnaval”, inesquecível clássico de Luiz Bonfá e Antônio Maria incluído no filme “Orfeu negro” (nos cinemas, “Orfeu do carnaval”), produção ítalo-francesa rodada em cores no Brasil e falada em português, vencedora da Palma de Ouro em Cannes e do Oscar de filme estrangeiro. João Gilberto fez seu registro em 2 de julho de 1959, matriz 13623, com lançamento logo em seguida com o número 14495-A. A sexta faixa é a deliciosa “O pato”, de Jayme Silva e Neusa Teixceira, gravação d e 4 de abril de 1960, matriz 14147, lançada em agosto seguinte com o número 14653-A, que na verdade foi feita por João Gilberto para seu segundo LP, “O amor, o sorriso e a flor”. Na sétima faixa, um autêntico “atrevimento” do mestre Jobim ao acompanhar Agostinho dos Santos ao piano em outra música de “Orfeu negro”, “A felicidade”, sua e do poetinha Vinícius de Moraes. A RGE chegou a pôr a gravação nas lojas, em julho de 1959, com o número 10168-B, matriz RGO-1239, mas logo providenciou outro registro com Agostinho, com orquestração de Enrico Simonetti, este o que ficou mais conhecido. Temos depois “Estrada do sol”, que completa a trilogia de composições de Tom Jobim com Dolores Duran, iniciada com “Se é por falta de adeus” e continuada com “Por causa de você”. Este raríssimo registro de Maria Helena Raposo (Mocambo 15211-A, matriz R-939) parece ter sido o primeiro (talvez em março ou abril de 1958, não há indicação exata de mês), e foi incluído também no único LP da cantora, “Encantamento… na voz de Maria Helena Raposo”. A gravação mais conhecida, a de Agostinho dos Santos, é de 23 de maio do mesmo ano, na Polydor. “Frevo de Orfeu”, também do filme “Orfeu negro”, aparece em duas versões distintas, a primeira lançada pela RGE em novembro de 1960 com o nr. 10269-B, matriz RGO-1458, com a orquestra da gravadora (estranhamente não se ouve coro nenhum, apesar da indicação no selo!). A segunda é a original, a cargo de orquestra e coro dirigidos pelo próprio Tom Jobim, registrada na Odeon em 2 de julho de 1959 com lançamento a toque de caixa com o número 14495-B, matriz 13624, e também em compacto duplo intitulado “João Gilberto canta músicas de “Orfeu do Carnaval”, que também tem “Manhã de carnaval”, aqui incluída, além de outras duas não presentes aqui na voz de João, “A felicidade” e “O nosso amor”. Em seguida, uma bela demonstração de como Jobim “pintava e bordava” em termos de orquestração e regência: o samba-canção “Há um deus”, de Lupicínio Rodrigues, interpretado por Dalva de Oliveira, o eterno “rouxinol do Brasil”. Registro imortalizado na Odeon em 6 de maio de 1957, mas que só saiu em outubro seguinte com o número 14259-A, matriz 14737. Para encerrar, temos outro clássico da parceria de Jobim com o poetinha Vinícius: “Se todos fossem iguais a você”, na interpretação de nada mais nada menos que Vicente Celestino, “a voz orgulho do Brasil”, registrada na sua RCA Victor de sempre em 30 de janeiro de 1959 com lançamento em abril seguinte sob número 80-2050-A, matriz 13-K2PB-0581. Notem como Celestino está contido, interpretando a composição de forma correta. A música é do texto da peça “Orfeu da Conceição”, texto de Vinícius e música de Jobim, e saiu pela primeira vez em 1956, na voz de Roberto Paiva, em LP de dez polegadas da Odeon. Desde então, tem sido uma das mais conhecidas e regravadas composições do repertório jobiniano. Ouça , colecione e deleite-se com estes raríssimos registros!

saudades da bahia – joão gilberto
bolinha de papel – joão gilberto
meia luz – joão gilberto
quando ela sai – joão gilberto
o pato – joão gilberto**
a felicidade – agostinho dos santos e tom jobim
estrada do sol – maria helena raposo
frevo – côro e orquestra rge
frevo – tom jobim, orquestra e côro odeon
há um deus – dalva de oliveira e tom jobim
se todos fosse iguais a você – vicente celestino
* TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO
** ÚNICA MÚSICA QUE NÃO FOI EXTRAÍDA DE UM DISCO DE 78 RPM (JG- REGISTROS NA CASA DE CHICO PEREIRA)

João Gilberto – Registros Na Casa De Chico Pereira (1958) REPOST (Sempre!)

Começamos a semana ainda em tom de curiosidade. Ou melhor dizendo, em João de curiosidade (e raridade). Isso mesmo, João Gilberto. Temos para hoje um raro e lendário registro do pai da Bossa Nova. Não se trata de um disco, mas sim de uma gravação amadora feita no apartamento do fotógrafo Chico Pereira em 1958. Trata-se de um registro anterior ao disco de estréia de João Gilberto e da própria Bossa Nova. Um dado histórico e muito importante da nossa música. Vai bombar, com toda certeza.
Recebi essa preciosidade há um tempo atrás de um amigo músico, Christophe Rousseau. Ele também é um exímio engenheiro de som e durante um bom tempo passou trabalhando este áudio. O resultado ficou formidável, pois a gravação é caseira e muito antiga. Segundo ele me informou, nunca antes essas gravações vieram a púbico (e com essa qualidade).
Recentemente é que a questão voltou a baila, quando no livro “Chega de Saudade”, Ruy Castro comenta o episódio dos encontros e das gravações. Desculpe, eu não li o livro e pouco sei sobre essa história. O fato é que nesta gravação temos um registro livre e descontraido, feito na casa de Chico Pereira. Somente João e seu violão ao lado dos amigos Toninho Botelho, Astrud, Chico e sua esposa. Para este áudio histórico eu resolvi criar uma capinha (versão cd e lp), assim como sempre faço, para a apresentação. A listagem a baixo refere-se apenas às musicas identificadas, muitas delas inclusive são inéditas e nunca foram gravadas por João. Há também incluídas algumas outras músicas que até então não foram reconhecidas. Eu também não consegui identificar, mesmo ao ouvi-las várias vezes. Outro dado importante desta gravação são os momentos de conversa entre eles. Sem dúvida um documento sonoro dos mais importantes. Espero que vocês gostem 😉

um abraço no bonfá
chega de saudade
bim bom
ho ba la la
é luxo só
desafinado
saudade fez um samba
esse seu olhar
a felicidade
preconceito
caminhos cruzados
mágoa
lobo mau
brigas nunca mais
louco
trevo de quatro folhas
o pato
aos pés da cruz
rosa morena
joão valentão
chão de estrelas
nos braços de isabel
lá vem a baiana
doralice
você não sabe amar
beija-me

João Gilberto – The Boss Of Bossa Nova (1962) REPOST

Pronto! Fui votei e voltei 🙂 No caminho fiquei pensando na tremenda sacanagem que fiz com vocês postando jingles dos políticos. Isso para não falar do Tiririca, que nessa entrou de gaiato. Sinceramente, vamos falar de brasileiros de verdade. Gente que realmente fez e faz pelo Brasil. Prefiro falar de música e de João Gilberto. Acho que só ele é capaz de formatar o meu domingo.
Tenho aqui um presente, uma colaboração do amigo Chris. Na verdade, nem era exatamente para ser publicado no blog, mas como eu disse, hoje só mesmo o João para me tirar essa sensação de engano (será que eu votei bem?).
Vamos com o álbum internacional “The Boss Of Bossa Nova”, lançado em 1962. Este foi o segundo álbum gravado por João Gilberto nos Estados Unidos. Nele temos o artista acompanhado, em algumas faixas, por Walter Wanderley e seu conjunto. Da mesma forma temos os arranjos, feitos por Antonio Carlos Jobim. Este álbum, embora seja daqueles que nunca envelhecem, é de uma certa maneira difícil de se ver por aí. Discão!
Acho que com esta postagem eu salvei o dia. Meu melhor voto é para a sensibilidade 😉

bolinha de papel
samba da minha terra
saudade da bahia
o barquinho
a primeira vez
amor em paz
eu e você
insensatez
trenzinho
presente de natal
coisa mais linda
este seu olhar

PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

João Gilberto – Mais Vivo – Coletânea Comemorativa 80 Anos (2011)

Olá, moçada culta e oculta. Há pouco mais de meia hora, ontem, foi aniversário do grande Jão, que um dia foi Joãozinho de Juazeiro e dos amigos próximos como Tom e Vinícius. Joãozinho que virou João Gilberto, a lenda viva. Se vocês pensaram que eu me esqueci desta data, não se enganaram, esqueci mesmo. Porém, esta postagem no início da madrugada está sendo estratégica e providencial. Ainda nos próximos dias irão repercutir notícias sobre os 80 anos de João Gilberto. Daí, estamos na ordem do dia 🙂
Como o nosso sábado tem sido dedicado às coletâneas, esta veio bem a calhar. Selecionei 14 momentos de apresentações ao vivo que João fez no Brasil e exterior. Não há nada de muito raro ou extraordinário nessas gravações além do que são, registros extraídos de shows, alguns, inclusive, até podem ser visto no Youtube. Mesmo assim, uma seleção caprichada como esta, não se encontra fácil por aí. Além dos belos momentos musicais, tem também a produção visual de capa, feita, modéstia a parte, pelo ‘papai’ aqui – que procura assim agregar os valores e, espero, despertar o interesse de vocês 😉
Ao João Gilberto, minhas saudações! Desejo a ele muita paz, saúde e serenidade. Obrigado por estar vivo!

carinhoso
aquarela do brasil
guacira
louco
ronda
estate
desafinado
eu vim da bahia
garota de ipanema
vou te contar (wave)
retrato em branco e preto
corcovado
triste
morena boca de ouro
PS.: VAI LÁ EM CASA OUVIR ESTE DISCO, EU FAÇO UMA CÓPIA PARA VOCÊ!

João Gilberto – Live In Tokyo (2004)

Depois que eu comentei sobre o João Gilberto e este ‘bootleg’, recebi uma série de e-mails pedindo para publicá-lo logo. Ok, está na mão… vamos chegar junto 🙂

Temos aqui uma versão paralela do que foi lançado oficialmente pela Verve. Com certeza, numa qualidade inferior à gravação comercial, questionável inclusive pelo perfeccionismo do próprio artista, mas extremamente valioso para nós, seus apaixonados fans. Trata-se de 25 canções, as quais eu ainda dei uma retocada, tanto na edição do som, quanto da produção da capa. Vale como uma curiosidade exclusiva, retirada da lavra do nosso já conhecido colecionador sueco e trazida até a mim pelo ‘brother’ Chris Rousseau.
ligia
aguas de março
foi a noite
de conversa em conversa
eu sambo mesmo
caminhos cruzados
samba de uma nota só
wave (vou te contar)
retrato em branco e preto
bolinha de papel
ave maria no morro
um abraço no bonfá
isso aqui o que é
corcovado
chega de saudade
desafinado
insensatez
felicidade
mulata assanhada
foi o destino talvez
estate
preconceito
curare
saudade da bahia
garota de ipanema

Brasil: A Century Of Song – Bossa Nova Era (1995)

Bom dia! No passo ligeiro, aqui vai o disco de hoje. Estou numa correria que só vendo… Tenho para hoje uma coletânea de gaveta, daquelas que ficam prontas para qualquer emergência. Um coletânea feita por gringos e a qual é chamada de bossa nova. Como se a música brasileira se resumisse a nisso. Mas a gente entende porque sabemos que a nossa música tem mesmo muita bossa. Uma música de personalidade mais que expressiva. O disquinho que apresento já é da geração cd, mas seu conteúdo oscila entre o antigo e o moderno, entre o Samba e Bossa Nova. Contudo, vale a pena ouví-lo, pois nele encontraremos coisas muito interessantes e até raras, que não se encontram fácil por aí. Esta é uma copilação feita por americanos (ou canadenses?) em parceria com uma produtora brasileira. Um autêntico disco feito pelo e para o mercado norteamericano. É bem possível que haja algum engano nos créditos das músicas, mas se tiver, eu vou deixar à cargo de vocês, especialistas. Podem comentar… Vejam (e ouçam) o que temos no disquinho:

a felicidade – joão gilberto
o orvalho vem caindo – j. t. meirelles e conjunto
só quero ver – beth carvalho
dindi – sylvia telles e rosinha de valença
desacato – antonio carlos & jocafi
ela desatinou – chico buarque
canto de ossanha – toquinho & vinícius
quando eu penso na bahia – elizeth cardoso e cyro monteiro
pedro pedreiro – quarteto em cy
aqui ó – toninho horta
oh what a sight – oscar castro neves & império serrano
berimbau/cuíca/cavaquinho/tristeza – edu lobo, sylvia telles, rosinha de valença, meirelles e +
pescador – baden powell
rapaz de bem – leila pinheiro
vrap – grupo beijo & coral da usp
rio – leny andrade

Os Sambas Que João Gilberto Ama (2009)

Bom dia! Começando a quarta feira com muito pique, fui logo preparando esta coletânea, mais que especial, para fazer valer o dia. Esta seleção musical a qual eu denominei “Os Sambas que João Gilberto Amam” foi inspirada numa outra que saiu no ‘mercado paralelo’ do japonês no ano passado, reunindo uma série de sambas antigos, clássicos que o nosso querido João Gilberto sempre incluiu em seu repertório. Os arquivos me foram enviados pelo Chris Rousseau e agora, depois de preparar uma capinha com sabor tropical, apresento montado um álbum que foi sem nunca ter sido. Como vocês podem observar logo a baixo, trata-se de uma coletânea com gravações originais e algumas, inclusive, muito raras.

Só mesmo através de coletâneas como esta podemos hoje em dia ter acesso às velhas bolachas de 78 rpm. Gravadoras como RCA, Odeon e Copacabana sempre se preocuparam em relançar seus antigos sucessos na época de ouro do vinil. Com a chegada do cd as preocupações se concentraram no máximo aos ‘Long Plays’, em especial àqueles que tiveram boa vendagem. Foi mais por iniciativas isoladas, como as dos selos Revivendo e Moto Discos, que viemos a ter contato com pérolas esquecidas no fundo do mar. As questões de direito de publicação, exclusividades e contratos tiranos foram o grande empecilho para que uma seleção como esta pudesse vir a público. Viva hoje a liberdade conquistada na anarquia! Salve os novos tempos e a tecnologia que nos permitiu ter acesso ao que achávamos já ter perdido, a nossa memória fonográfica e musical. Por favor, não me venham falar de direito autoral baseado em estruturas comerciais fracassadas. Ponha o cifrão de lado e use o bom senso. Nem tudo que tem valor se adquire através do dinheiro. A riqueza cultural não pode ser vendida. Ela é naturalmente do povo, feita para o povo e pelo povo. É preciso separar o joio do trigo…
aquarela do brasil – francisco alves
no tabuleiro da baiana – luiz barbosa e carmem miranda
morena boca de ouro – silvo caldas
da cor do pecado – silvo caldas
a primeira vez – orland silva
aos pés da cruz – orlando silva
samba da minha terra – band da lua
acontece que eu sou baiano – anjos do inferno
rosa morena – anjos do inferno
doralice – anjos do inferno
sem compromisso – anjos do inferno
bolinha de papel – anjos do inferno
pra que discutir com madame – janet de almeida
eu sambo mesmo – anjos do inferno
de conversa em conversa – isaura garcia e os namorados da lua
tintim por tintim – os cariocas
adeus america – os cariocas
eu quero um samba – os namorados da lua
quando você recordar – garotos da lua
amar é bom – garotos da lua
duas contas – trio surdina
outra vez – dick farney
você esteve com meu bem – marisa
quando ela sai – joão gilberto
meia luz – joão gilberto

João Gilberto – Aos Vivos (2009)

Bom dia a todos! Hoje não chove lá fora, pelo menos por enquanto… e aqui dentro o sol já raiou 🙂 Ontem na introdução, ao comentar sobre meu desejo de postar um ‘bootleg’ do João Gilberto, esperava que alguns se manifestassem desejosos de ouvir o que tenho aqui para mostrar. Para meu espanto, ninguém se tocou. Ninguém fez referência ou teve a curiosidade de saber. Fiquei pensando em todas as possíveis razões, mas preferi acreditar no impacto do disco do Tito Madi. Talvez tenha sido este o motivo. Uma imagem reluzente tem mais poder do que as palavras. Todos se centram no Tito Madi, daí quem não conhecia, ‘entrou de sola’ e quem já conhecia, não quis ‘meia sola’. Me refiro ao fato de que esse disco já havia sido postado anteriormente em outros blogs. Quem já o havia baixado achou que era a mesma coisa, mas não é não!
Bom, deixemos isso prá lá… vem prá cá. Mesmo sem manifestação de interesse, sei que a grande maioria adora o João Gilberto (inclusive eu!). Por isso, não vou deixar que essa conversa passe ‘no batido’, mas sim na batida… no toque do Midas, o grande João Gilberto!
Desta vez temos uma coletânea, reunido momentos de apresentações ao vivo feitas pelo João em épocas e lugares distintos. Essas gravações, autênticos ‘bootlegs’, foram selecionadas e trabalhadas pelo meu amigo Christophe Rousseau e na parceria eu criei a capinha (gostaram?).
Temos 14 momentos do artista em apresentações que se iniciam em Recife, seguindo depois para outros lugares que não foi possível identificar e nem saber a data. Há também registros de encontro com o Astrud e o saxofonista americano Stan Getz, certamente feito nos ‘States’. Eu acredito que algumas coisas aqui nunca chegaram a ser gravadas oficialmente por Ele. As gravações estão em muito boa qualidade e tratadas pelo Chris ficaram ainda melhor.
Sem dúvida, ouvir João Gilberto ao vivo é outra coisa. Seu carisma se faz presente apenas ao ouví-lo e ao vivo fica inda mais evidente essa sensação. Minha intenção ao fazer esta postagem foi mais uma vez a de demonstrar o quanto Ele é importante para mim, para você e para todos os que estão vivos.

aos pés da cruz
as três da manhã
ave maria do morro
hino nacional brasileiro
farolito
odete
lealdade
foi a noite
solidão
recife, cidade lendária
você esteve com meu bem
corcovado (astrud e stan getz)
você e eu (astrud e stan getz)
garota de ipanema (astrud e stangetz)
brazil com s (bônus)

Os Garotos Da Lua – Sete Toques Musicais Com João Gilberto (2010) REPOST

Mais um bom dia para vocês! Continuo na matinal, pois meu tempo anda muito curto (e grosso). A sorte é que eu já tinha algumas coisas já preparadas e ainda conto com os meus famosos ‘arquivos de gaveta’ para casos de emergência, hehehe…
Hoje, temos de volta a genialidade do mestre João. Estou trazendo para vocês esta coletânea, que eu mesmo fiz, dos Garotos da Lua e João Gilberto. Estão reunidas as gravações do grupo com João Gilberto, lançadas originalmente em discos de 78 rpm. Esses discos não são novidades na ‘blogosfera’, já foram postados em diversos outros blogs e até nos ‘orkuts da vida’. Porém, modéstia à parte, aqui eles receberam um tratamento especial, com capinhas e um som restaurado pelo meu amigo Christopher Rousseau. De quebra, ainda incluí como bônus, os dois solos de João gravados em 1958 e 59. Taí um pacotinho de primeira.
Deixo as considerações e complementos para vocês no Comentários. Por aqui eu paro porque já estou passando da minha hora. O tempo urge e a caravana passa…

recruta biruta (antonio almeida e nassar) – 1950
bateria sentido (erasmo silva) – 1950
anjo cruel (wilson batista e alberto rego) – 1951
sem ela (raul marques e betinho) – 1951
não diga não (tito madi) – 1956
amar é bom (zé ketti e jorge abdala) – 1951
quando você recordar (valter souza e milton silva) – 1951
Bônus JG 1958-59
bim bom
chega de saudade
a felicidade
o nosso amor

Joao, Tom, Vinicius & Os Cariocas – Um Encontro No Au Bon Gourmet (1962) REPOST

E o Carnaval passou… Agora, para curar a ressaca só tomando outra dose. Mas desta vez a panacéia curativa vai ser outra. Cheguei a conclusão que tratamentos homeopáticos nesses casos não resolvem, principalmente depois que o organismo acostuma. Tem mesmo que ser diário! Para os bons entendedores esta introdução tem múltiplos sentidos.
Hoje eu vou fazer diferente, repostando uma gravação que todos já conhecem, “Um encontro no Au Bon Gourmet”. Trata-se de um show, duas noites no restaurante Au Bon Gourmet, no Rio, onde se encontraram as ilustres figuras de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas. Realmente um encontro e tanto, que ainda contou com a presença na ‘cozinha’ de Milton Banana na bateria e Otávio Bailly no contra-baixo. Sob a direção musical de Aloysio de Oliveira, o show foi uma espécie de batismo, a primeira apresentação em público de canções que em pouco tempo se tornariam clássicos da nossa MPB. Este é mais um daqueles históricos registros do começo da Bossa Nova que foi apresentado primeiramente no Loronix. Logo em seguida eu também o publiquei aqui no Toque Musical, criando inclusive uma capinha para ele. Agora eu o trago de volta neste ‘repost’, incluindo o registro da primeira noite (remixada pelo Chris. Merci!) que nas versões anteriores não estava presente. Na verdade não há muitas diferenças entre as duas noites de show. A qualidade do som é até mais precária na primeira apresentação, contudo não deixa de ser um documento sonoro curioso e interessante. Temos assim o registro completo daquela apresentação histórica de 1962…

01. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
Os Cariocas
02. Samba de uma Nota Só (Antonio C. Jobim/Newton Mendonça)
Tom Jobim & Os Cariocas
03. Corcovado (Antonio Carlos Jobim)
João Gilberto & Os Cariocas
04. Samba da Bênção (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes
05. Amor em Paz (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
06. Bossa Nova e Bossa Velha (Miguel Gustavo)
Os Cariocas
07. Samba do Avião (Antonio Carlos Jobim)
Tom Jobim & Os Cariocas
08. O Astronauta (Baden Powell/Vinicius de Moraes)
Vinicius de Moraes & Os Cariocas
09. Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi)
João Gilberto
10. Insensatez (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto
11. Garota de Ipanema (Antonio C. Jobim/V. de Moraes)
João, Tom & Vinicius
12. Devagar com a louça (Haroldo Barbosa/Luiz Reis)
Os Cariocas
13. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes)
João Gilberto & Os Cariocas
14. Garota de Ipanema /Só Danço Samba / Se Todos Fossem Iguais a Você (Jobim/Vinicius) Todos juntos
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* o repertório das duas noites é exatamente o mesmo, apenas com ligeiras diferenças e uma música a mais.

Ary Barroso – Nova História Da Música Popular Brasileira (1977) 6

Olá meus caríssimos! Continuo a lembrar, principalmente aos desavisados e desatentos visitantes, que estou recolhendo os contatos de interessados em manter o acesso ao blog, caso venhamos mesmo a nos transferir para um espaço privado. Já temos listado mais de 600 solicitações. Ainda bem que o espaço e virtual 😉
Temos aqui outro campeão de audiência da coleção Nova História da Música Popular Brasileira. Seguindo a ordem alfabética, a semana é de Ary Barroso. Um dos mais férteis compositores brasileiros e mundialmente conhecido, principalmente por sua Aquarela do Brasil. Nasceu em Ubá, Minas Gerais, onde viveu até por volta dos 18 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro e daí começa sua grande caminhada. Foi advogado, jornalista, radialista, vereador, dirigente esportivo, amante do futebol e principalmente compositor de canções que refletem o verdadeiro espírito brasileiro. Sua música sempre foi evocando os valores e costumes de seu país. Ary sempre lutou pela autenticidade da nossa arte maior, a música popular.
Eu sou um cara privilegiado, pois tenho comigo há mais de 20 anos, um óculos que pertenceu ao Ary Barroso. Quando eu conto esta história todo mundo duvida e nem mesmo mostrando ele na minha cara as pessoas se convencem. Na verdade, nem eu acredito, pois a única coisa que tenho é a palavra do antiquário que jurou de pé junto que o óculos era do Ary. Nunca dei muita bola para isso, embora já tivesse visto fotos antigas dele com o tal óculos. A foto da capa deste disco é uma delas e é possível comparar. De puro sarro, resolvi incluir no pacote as fotos do meu óculos do Ary Barroso para vocês também compararem. Infelizmente este não tem como compartilhar, mas está à disposição para aqueles que queiram comprovação.

na batucada da vida – elis regina
no tabuleiro da baiana – carmen miranda e luiz barbosa
como vaes você? – carmen miranda
na baixa do sapateiro – anjos do inferno
aquarela do brasil – silvio caldas
os quindins de iáiá – cyro monteiro
morena boca de ouro – joão gilberto
risque – linda batista

Antonio Maria – Nova História Da Música Popular Brasileira (1978) 5

Olá amigos, cada vez mais cultos que ocultos! Espero que tenham relaxado com o disco de ontem. De vez em quanto é bom tê-lo a mão para umas práticazinhas 🙂
Inicialmente quero fazer público os meus sinceros agradecimentos ao amigo Carlos, que mais uma vez contribuiu para com a qualidade da nossa postagem. Valeu demais!
Aqui estamos nós com mais um exemplar da coleção Nova História da Música Popular Brasileira. Seguindo, como foi dito, uma ordem alfabética. O número desta semana é dedicado ao cronista e compositor Antonio Maria. Não vou entrar em detalhes porque estes já estão incluídos. Só tenho a dizer que é um álbum nota 10 da coleção. Embora sempre fique um gostinho de ‘quero mais’.

menino grande – nora ney
ninguém me ama – nora ney
se eu morresse amanhã de manhã – dircinha batista
frevo n.2 do recife – maria bethania
valsa de uma cidade – os cariocas
canão da volta – dolores duran
suas mãos – silvia telles
manhã de carnaval – joão gilberto

O Encontro No Au Bon Gourmet (1962)

Aproveitando um tempinho livre, resolvi criar uma capinha para este registro histórico e raro. Uma maneira de dar cara (pelo menos aqui no TM) ao que poderia ter sido um disco. Aliás um grande disco! Para os que ainda não sabem, ou ainda não o viram (e ouviram) no Loronix, eis aqui uma outra alternativa de conhecer essas gravações. Trata-se de um show, uma temporada no restaurante Au Bon Gourmet, onde se encontraram as ilustres figuras de Tom Jobim, Vinícius de Moraes, João Gilberto e o grupo Os Cariocas. Realmente um encontro e tanto, que ainda contou com a presença na ‘cozinha’ de Milton Banana na bateria e Otávio Bailly no contra-baixo. Sob a direção musical de Aloysio de Oliveira, o show foi uma espécie de batismo, a primeira apresentação em público de canções que em pouco tempo se tornariam clássicos, como “Garota de Ipanema”, “Samba do avião”, “Samba da benção” e “Só danço samba”. Há também outros momentos memoráveis nessas gravações, que embora um pouco precárias, possuem um valor inestimável. Vamos ao toque…

01. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes) Os Cariocas
02. Samba de uma Nota Só (Antonio C. Jobim/Newton Mendonça) Tom Jobim & Os Cariocas
03. Corcovado (Antonio Carlos Jobim) João Gilberto & Os Cariocas
04. Samba da Bênção (Baden Powell/Vinicius de Moraes) Vinicius de Moraes
05. Amor em Paz (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes) João Gilberto & Os Cariocas
06. Bossa Nova e Bossa Velha (Miguel Gustavo) Os Cariocas
07. Samba do Avião (Antonio Carlos Jobim) Tom Jobim & Os Cariocas
08. O Astronauta (Baden Powell/Vinicius de Moraes) Vinicius de Moraes & Os Cariocas
09. Samba da Minha Terra (Dorival Caymmi) João Gilberto
10. Insensatez (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes) João Gilberto
11. Garota de Ipanema (Antonio C. Jobim/V. de Moraes) João, Tom & Vinicius
e Devagar com a louça (Haroldo Barbosa/Luiz Reis) Os Cariocas
12. Só Danço Samba (Antonio Carlos Jobim/Vinicius de Moraes) João Gilberto & Os Cariocas
13. Garota de Ipanema; Só Danço Samba; Se Todos Fossem Iguais a Você (Antonio C. Jobim/V. de Moraes) Todos
Direção de Aloysio de Oliveira