Frank Morris E Sua Orquestra (196…)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Como todos já devem saber, o Toque Musical é um blog que prima pela qualidade, mas também e principalmente pela curiosidade. Temos aqui todo tipo de artista, gênero musical, gravações e publicações das mais variadas, tudo sempre relacionado ao universo fonográfico produzido no Brasil. Excepcionalmente, apresentamos também coisas que vem de fora, internacionais, mas sempre com algum viés brasileiro. Entre tantos e tantas, hoje eu trago um disco que me chamou a atenção logo que eu o achei. Trata-se de mais um daqueles discos da Odeon e seu selo Imperial. Lp sem data, mas possivelmente da primeira metade dos anos 60, na tradicional capa sanduíche. Teria me passado batido, não fosse o perfeito estado da capa. Me interessei, inicialmente, mais por conta disso, um lp de capa sanduíche (original) super bem conservado é coisa rara de se ver. E realmente era isso mesmo, um disco novinho em folha, com quase seus 50 anos! Prova de que nunca havia sido tocado era o selo de segurança tampando o buraco do vinil. Esse selinho, cabaço de vinil, garantia ao comprador que o disco nunca havia sido tocado antes. Uma ideia bem legal, mas que parece ter sido exclusividade da Imperial/Odeon, assim como eram os modelos capa sanduíche. Era tudo patenteado. Acredito que esta tenha sido a primeira vez que eu pus a mão em um disco virgem de 50 anos (hehehe…)
Bom, mas o que me levou a postá-lo aqui é a quase certeza de que se trata de mais uma produção nacional. Um disco como tantos outros lançados por aqui, com pinta de estrangeiro, apenas para atrair público. Uma seleção de temas exclusivamente internacionais, bem ao gosto do público da época. Frank Morris e Sua Orquestra é com certeza um nome fictício criado para engrossar o caldo de títulos da gravadora. Confiram os primeiros sinais sonoros de um disco virgem de 50 anos. 🙂

tea for two
dancing in the dark
a could have danced all night
tenderly
three coins in the fountain
when i fall in love
just one of those things
september song
moonglow
i can’t give you anything but love
mack the knife
the lady is a tramp
.

Orlando Silva – 25 Anos Cantando Para As Multidões (1968)

Olá amigos cultos e ocultos! Atendendo a um pedido muito especial, estou postando aqui este álbum do Orlando Silva. Trata-se de uma coletânea relançada pela Odeon através de seu selo Imperial, em 1968. Originalmente este lp se chama “25 Anos Cantando Para As Multidões”. Um seleção com o melhor de Orlando Silva pela Odeon.
Como se trata de uma postagem extra, fiz meio que as pressas. Nem a capa eu recortei direito

errei, erramos
ciúmes sem razão
bohemio
uma saudade a mais, uma espera a menos
fuga
mentiras
a última canção
faixa de setim
horas iguais
desespero
dá-me tuas mãos
eu e ela
.

The Rebels – Twist, Hully Gully, Surfin’ (1965)

Olá amigos cultos e ocultos do meu Brasil brasileiro e também aos estrangeiros de coração bem brasilerio… um bom dia a todos! E por falar em Brasil e seus brasileiros, hoje tem mais manifestações em massa por todo o país. Por aqui, creio, o bicho vai pegar… até porque hoje tem jogo da Copa das Confederações no Mineirão. Eu vou na passeata, mas quero ficar longe de qualquer tumulto. Vou de bike porque se precisar, caio na trilha. Não sei não, mas com tanta coisa que precisa ser resolvida nesse nosso país, se dependermos de manifestações, acho que vamos assim até o fim do ano, ou mais…
Mas deixando de lado essas questões, vamos ao que nos compete aqui, música para se ouvir com outros olhos. Hoje, vamos de rock, ou algo bem próximo disso. Tenho aqui para vocês mais um disco (e raro) de um dos primeiros grupos de rock brasilerios, The Rebels. Neste lp lançado pelo selo Imperial (e um dos primeiros discos estéreos lançado no Brasil) vamos encontrar o grupo com ainda mais vigor, trazendo um repertório muito bom, principalmente porque temos aqui três músicas dOs Beatles e mais uma série de clássicos da música jovem, que nessa época ainda era chamada de twist, hully gully, surfin’…
Para aqueles que não conhecem, The Rebels foi um grupo de rock/twist, formado no final dos anos 50. Em alguns sites informam que eles surgiram no Rio de Janeiro e depois mudaram-se para São Paulo. Eu, porém, me apoio em outras fontes que dizem que o grupo é mesmo paulista. Formado inicialmente por José Gagilardi Jr (guitarra base e vocal); Romeu Benvenutti (guitarra solo); Lídio Benvenutti, o Nene (bateria); José Carlos Camargo (baixo) e Gaspar (piano). Em 1960 José Gagilardi Jr sai do conjunto para se tornar o Prini Lorez, lembram dele? Os rebeldes dão uma pausa, mas retornam em 62 com uma formação diferente. No lugar de Gagilardi entra Constantino, Nene se transfere para o baixo, entra Nino na bateria e José Carlos Camargo assume a guitarra solo, além de se tornar o principal compositor. Sim, além dos ‘covers’ eles também compunham (pelo menos neste disco). Com esta formação eles gravaram ainda mais dois discos, cada um em gravadoras diferentes. Gravaram também um disco com um cantor americano chamado Dave Gordon (King Dave And The Rebels), mas este, acho, já com outra formação. Confiram aí…
walk right in
i want to hold your hand
a world without love
rebel surf
la bamba
if i had a hammer
let’s go
she loves you
a hard day’s night
my bonnie
about noon
mambo jambo twist
.

Série Tesouros Brasileiros – Marchas E Dobrados (196…)

Boa noite amigos cultos e ocultos! São quase 10 horas da noite e curiosamente não recebi mais que quatro ou cinco e-mails perguntando pelo Toque Musical. Isto talvez seja uma prova de que pouca gente esteve visitando o blog neste domingo. Melhor assim, não preciso ficar feito louco tentando explicar a grande dúvida. Afinal, o que aconteceu com o blog? Porque ao acessar o endereço www.toque-musicall.com não vemos mais o Toque Musical? Simples: (desculpe a expressão) foi uma ‘cagada’ do meu provedor de hospedagem. Paguei tudo direitinho, não sei o que houve ainda. Estou reclamando, mas até agora nada…
Enquanto não resolvo o problema, vamos manter abastecido o nosso Toque Musical em sua versão ‘blogspot’. Espero resolver tudo o mais rápido possível.
Temos para carimbar o domingo um disco para quem realmente escuta música com outros olhos. Segue aqui o álbum “Marchas e Dobrados”. Disco lançado pelo selo Imperial, como convém, sempre com pouquíssimas informações. Mesmo assim, vamos encontrar no que aparentemente seria uma série (Tesouros Brasileiros) os mais importantes dobrados paulistas, marchas e hinos, inclusive o Hino Nacional Brasileiro. Eis aí um disquinho interessante que merece ser ouvido, principalmente pelo repertório. Um agrado aos paulistas, já que até no futebol o meu Galo deu mole para eles. Vamos que vamos! E fiquem ligados, pois pelo jeito virão por aí novas mudanças. Já que o corpo padesse, salvemos então o espírito. O Toque Musical não pode parar!

hino nacional brasileiro
capitão caçulo
comandante aristarchio pessoa
hino a joão pessoa
canção do soldado
soldados do fogo
canção da guarda civil
anhaguera
1554
praça das bandeiras
ho! meu são paulo
alerta paulista
.

Pablo Gavilan E Seus Românticos – E Os Namorados Dançam (196?)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Puxado às cegas de dentro do baú, o disco sorteado foi este aqui da Imperial. Confesso a vocês que nem cheguei a ouvir o lp direito, portanto não tenho muito o que falar de um álbum que também não nos traz muitas informações. Ao que tudo indica Pablo Gavilan e Seus Românticos é mais um daqueles nomes fantasias. Numa olhada rápida pelo Google não encontraremos qualquer referencia ao suposto artista, o que veremos no máximo é algum anúncio do disco pelo Mercado Livre. Pablo Gavilan é certamante um codinome para algum grande sax tenor. No álbum não consta a data de lançamento, mas pelo que tudo indica, considerando também o repertório, eu suponho que seja da primeira metade dos anos 60. Vamos encontrar aqui uma série de sucessos. Boleros ultraromânticos de Anísio Silva, Raul Sampaio, Waldir Machado, da dupla Jair Amorim e Evaldo Gouveia e outros mais. Será que alguém aqui consegue identificar qual o saxofonista incorpora Pablo Gavilan? Fiquei curioso…

quero beijar-te as mãos
minha serás eternamente
beija-me depois
se eu pudesse
pressentimento
onde estás agora
tu, somente tu
tu hás de pensar em mim
interesseira
estou pensando em ti
devolva-me
sonhando contigo

Noel Rosa E Sua Turma Da Vila (1968)

Olá meus prezados amigos cultos e ocultos! Antecedendo ao aniversário de Noel Rosa, postamos aqui, na segunda feira, uma bela coletânea do compositor cantando suas próprias músicas. Ontem, em homenagem ao dia de seu nascimento tivemos um super álbum duplo, um disco raro e especial. Hoje, mais uma vez, vamos com Noel. É sempre bom um antes, um durante e um depois. Não dá para enjoar de Noel Rosa. Neste lp, lançado pela Odeon/Imperial, temos uma seleção de fonogramas raros. De um lado, abrindo o disco, temos seis faixas com Noel Rosa cantando. Algumas, inclusive, são repetidas, apresentadas nas duas últimas postagens. Do outro lado temos músicas de Ary Barroso e Noel & Vadico, interpretadas por João Petra de Barros. O cantor e compositor Luiz Barbosa também comparece em outras três faixas encerrando assim este delicioso ‘long play’. Não deixem de conferir!

conversa de botequim – noel rosa

joão ninguém – noel rosa

arranjei um fraseado – noel rosa

onde está a honestidade – noel rosa

provei – noel rosa e marilia batista

você vai se quiser – noel rosa e marília batista

sentinela alerta – joão petra de barros

duro com duro – joão petra de barros

feitiço da vila – joão petra de barros

sou jogador – luiz barbosa

bumba no caneco – luiz barbosa

um sorriso igual ao teu – luiz Barbosa

Os Violinos Do Rio – Valsas Eternas (1961)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje não tem samba, não tem bossa, não tem jazz, rock ou mpb. Hoje todo mundo vai dançar… Dança mais quem não gostar. Vamos de valsa, pois afinal o Toque Musical é um espaço onde se escuta com outros olhos. E eu digo isso não é atoa, pois, pessoalmente não sou muito fã de valsa. Nem para dançar. Mas há sempre algumas, que de tanto que se houve, acaba se acostumando. São clássicas, são clássicos…

Eis aqui um disquinho bem escolhido. Valsas de Strauss, Lehar, Ivanovici, Tchaikovsky e tantas outras, sem esquecer uma bem brasileira, a única, de Gastão Lamounier e Mário Rossi, “E o destino desfolhou”. Encontrar esse disco na rede é coisa muito fácil, há vários a venda no Mercado Livre, porém o que é mesmo difícil é saber quem foi esse tal Maestro Petek. Sinceramente, eu não sei. Ao que tudo indica parece ser um nome fantasia para uma orquestra chamada “Violinos do Rio”. De verdadeiro aqui só sei do arranjador, o compositor e violinista Nelson Macedo, autor de inúmeras obras do repertório erudito brasileiro. Possivelmente foi o próprio Nelson o regente deste disco, feito para o selo Imperial em 1961. A orquestra Violinos do Rio, provavelmente, foi formada por músicos da Sinfônica do Teatro Municipal do Rio de Janeiro. O disco tem sim um certo apelo comercial e busca nesse repertório agradar a um público além daquele erudito, que frequentava os concertos. Música ‘crássica’ para o povo!

dança húngara nº 5

viúva alegre

olhos negros

fascinação

pigalle

conto dos bosques vienenses

ouro e prata

mademoiselle de paris

la seine

cielito lindo

sobre ondas

tema do concerto para piano e orquestra

vida vienense

princesa das czardas

rosa do sul

eva

valsa do danúbio

conde de Luxemburgo

sonho de outono

os patinadores

valsa das flores

amor cigano

true love

torna a surriento

danúbio azul

ciribiribin

e o destino desfolhou

sous le ciel de paris

maria bonita

vozes da primavera

valsa do imperador

Luiz Bonfá – Violão Boêmio (1968)

Olá amigos cultos e ocultos! Na falta de tempo e mais ainda, numa indisposição estomacal que não me dá a menor motivação, sou obrigado a partir para os meus ‘discos de gaveta’.

Trago para vocês este álbum do compositor e violonista Luiz Bonfá, relançado pela Odeon, através de seu selo Imperial, em 1968. Este lp foi gravado 1958 e também pode ser encontrado no Abracadabra com sua capa original. A minha escolha foi meio na sorte. E que sorte tem vocês de poderem ouvir o violão do Bonfá interpretando além de composições próprias, músicas de Vinícius de Moraes, Bororó, Josué de Barros, Canhoto e a dupla Noel Rosa e Vadico. Esta é a primeira vez que eu posto um disco do Luiz Bonfá. Acho que estamos precisando ouvi-lo mais por aqui, concordam?

bom que dói

boulevard

abismo de rosas

índia

paramaribo

tinguá

dobradinho

eurídice

da cor do pecado

walquíria

dona carol

feitiço da vila

 

Osny Silva – Valsas Brasileiras (1969)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Há uns dias atrás me deram a incumbência de digitalizar alguns discos do cantor Osny Silva. Devo confessar a vocês que nunca dei muita bola para este artista. O pouco que eu já havia escutado me pareceu suficiente para coloca-lo meio que de lado. Eu, inclusive, já até postei um outro disco dele aqui no Toque Musical. Mas realmente, não me interessei. Injustamente, percebo agora. Entre os álbuns que digitalizei, este de valsas brasileiras foi o que mais me chamou a atenção. Foi ouvindo com calma, com outros olhos e ouvidos, que pude reparar na beleza que é este trabalho. Não posso negar que foi a flauta quem verdadeiramente me fisgou. Adoro o som de flautas. Música que tem flauta então, me ganha na hora. E aqui neste lp, muito bem dosado em todos os sentidos, temos uma seleta das mais famosas valsas populares brasileiras, com a presença marcante deste instrumento. O Osny Silva também me surpreendeu com sua voz de urso oscilante (só ouvindo para entender – nada pejorativo, por favor!). Um tenor ‘sanfônico’ que neste lp arrasa. Talvez graças aos arranjos para um conjunto simples de flauta, bandolim e violão. Queria eu saber quem é este conjunto que acompanha o cantor. Quem são os músicos? Esse flautista… Seria o Copinha, Dante Santoro…alguém aí sabe? Infelizmente, os discos do selo Imperial não trazem ficha técnica. De qualquer forma, o que nos vale é a música. O disco é lindo. Alguém aqui  quer ouvir? Dá um toque, a gente se encontra no GTM. 😉

 

noite cheia de estrelas

dirce

folhas ao vento

pálida morena

mimi

deusa da minha rua

pisando corações

há um segredo em teus cabelos

nancy

amando sobre o mar

aurora

tardes de lindóia

Mike Falcão – Sonhei Que Estávamos Dançando (1960)

Aproveitando o embalo, já que falamos ontem sobre Walter Wanderley, vamos hoje, novamente falar sobre ele. Ou melhor, vamos ouvi-lo, desta vez como Mike Falcão, outro codinome atribuído a ele. Seguindo a mesma linha e estilo, propostos pela Odeon para o Ivan Casanova, Mike Falcão é também mais um nome por trás de grandes instrumentistas, que por razões diversas jamais foram citados. Penso que esses grupos musicais criados pela Odeon, não foram apenas no sentido de desviar questões contratuais. Mas sim de gerar novos nomes para o ‘cast’ do selo paralelo da gravadora, no caso, o Imperial.

Neste álbum a presença de Walter Wanderley se faz ainda mais presente, através de seu estilo inconfundível ao piano e órgão. O repertório mescla doze temas variados, entre músicas nacionais e internacionais. Também, um excelente elepê, que merece o nosso toque musical.

how high the moon

i love paris

ao pés da cruz

saudade da bahia

i’ll never fall in love again

diana

lá vem a baiana

praça onze

around the world

moulin rouge

this can’t be love

besame mucho

Ivan Casanova E Seus Conjuntos – Melodias Célebres Do Cinema (196?)

Boa noite, amigo cultos, ocultos e associados! Antes que a terça vire quarta, aqui vai nossa postagem do dia. Hoje trazendo, mais uma vez, Ivan Casanova e Seus Conjuntos. Desta vez apresentado vários temas clássicos do cinema internacional. Um nome de fachada criado para esconder estrategicamente, por questões contratuais, artistas como Walter Wanderley. Muitos afirmam que este foi um codinome adotado por Walter, assim como outros. Porém ao ouvirmos este disco, quem ainda não sabe da história, há de pensar que Ivan Casanova é um saxofonista. Isto porque em quase todas as doze faixas o que mais se destaca é o saxofone. Daí, eu concluo que o tal codinome não se refere necessariamente ao Wanderley. Certamente ele está tocando neste elepê, percebe-se logo pelo estilo ao piano, mas, como dizem, uma andorinha só não faz verão. Havia ali outros grandes nomes que vale também ser citados, mas nessa história só vazou o Wanderley. Taí, um assunto bom para ser comentado aqui. Vamos lá amigos, demonstrem interesse! Quem sabe alguma coisa além, vem cá contar para nós 🙂

singing in the rain

blues skies

an affair to remember

ebb tide

unchained melody

around worldbe my love

stella by starlight

over the rainbow

love is a tender trap

high society

whatever wil be, will be

Caminho Da Roça – Quadrilha Marcada (1978)

Olá amigos cultos, ocultos e associados! Eu ontem informei a vocês que estaria adiantando as minhas férias, devido ao tombo que levei. Tive uma fratura no joelho e o médico me mandou ficar de repouso absoluto. Nem precisava, pois a dor está de amargar. Agradeço desde já à todos as mensagens de solidariedade recebidas. Isso faz um bem que vocês não imaginam. Talvez por isso mesmo foi que eu resolvi voltar, pelo menos hoje, e fazer uma postagem que neste mês não poderia faltar. Todos os anos eu sempre postei um ou mais discos relacionados às festividades juninas. Seria uma grande falta se eu tivesse deixado passar em branco, não é mesmo? Assim sendo, está aqui o meu representante, “Caminho da Roça – Quadrilha Marcada” foi um lp lançado pela Odeon, através de seu selo Imperial em 1978. No álbum não consta créditos para os intérpretes, o que me faz pensar que sejam essas gravações mais antigas, ‘fonogramas de gaveta’ prontos para serem utilizados comercialmente nessas ocasiões. O que vale mesmo é o repertório, com músicas tradicionais e bastante conhecidas do público. O lado B do disco é feito mesmo para a quadrilha dançar, sem pausa e marcadinha, como manda o figurino 🙂
Agora eu posso fazer o meu repouso tranquilo e dar aquela parada necessária. Porém, estando eu aqui de molho, eventualmente, farei mais algumas postagens e repostagens (êta cachaça, sô!)
Em julho, o Toque Musical completa 5 anos! E eu não posso deixar essa data também passar em branco. Farei aqui algumas chamadas de celebração e também estarei reforçando o aviso da nossa mudança em agosto. Cinco anos já merece uma certa independência, não é mesmo? Fiquem ligados, a festa ainda vai começar 😉

o sanfoneiro só tocava isso
antonio, pedro e joão
capelinha de melão
isso é lá com santo antonio
noites de junho
sonho de papel – pula fogueira
cai, cai, balão – chegou a hora da fogueira
vamos dançar a quadrilha (pot pourri)

The Jet Rockers – Rock Espetacular! (196…)

Opa! Finalmente estamos na área! E sem muitas delongas, vamos ao que interessa. Hoje vamos de rock, ou do que seria um dos primeiros discos do gênero lançados no Brasil. The Jet Rockers é o nome do conjunto que interpreta aqui, com muita competência por sinal, os grandes sucessos do ‘rock’n’roll’ e outras baladas. O grupo é mencionado como sendo da Jovem Guarda, mas quem foram seus integrantes é coisa que eu não consegui descobrir em 15 minutos. O mais importante é que um disco ótimo de se ouvir e, porque não, de dançar. Vale uma conferida e um comentário aqui ajudando a esclarecer quem foram ‘Os Jets Rockers”. Alguém se habilita? 🙂 Espetacular!

see you later, alligator / rock around the clock / shake, rattle and roll
little darling
hey mama
only you
bat masterson
my prayer
little devil / pink show laces / stupid cupid / love me tender / you are my destiny
greenfield
tutti frutti
itsy bitsy teenie weenie yellow polka-dot bikini
look for a star
train of love

The Supersonics – É Papo Firme Vol. 2 (1969)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Embora eu saiba que a maioria não lê nada do que eu escrevo aqui, deixo inicialmente duas informações. Primeiro, com relação aos links de indicação para outros blogs, sites, etc… Eu estou progressivamente repondo todos que eu me lembro, pois não tenho mais registro da lista anterior. Caso eu tenha me esquecido de algum, é só me lembrarem, ok? O segundo toque diz respeito a uma novidade que criei (ainda em fase de teste), um outro blog, talvez mais uma filial cujo o sentido é ser unicamente um mostruário de todas as postagens feitas no Toque Musical. Vocês entram e logo de cara verão as (literalmente) milhares de capas de discos, referentes às postagens. Isso, de uma certa forma, ajuda na hora de pesquisar e encanta o olhar dos apreciadores. Vocês poderão ter acesso a ele clicando, na barra lateral, o item, VITRINE TOQUE MUSICAL. Espero que os amigos gostem 😉
Falando agora do disco do dia, hoje vamos ainda na onda da Jovem Guarda. Eis aqui mais um desses grupos criado nos anos 60. The Supersonics não é um grupo de destaque da época, porém, pelo que vemos aqui, gravaram pelo menos dois discos. Não achei informações sobre eles, mas suponho que seja mais um ‘arranjo’ de gravadora. Provavelmente, nem deve ser os mesmo músicos o disco de volume 1. Geralmente, discos e conjuntos como este eram criados da noite para o dia, escalando um grupinho de músicos de estúdio, aproveitando as sobras de fitas, tempo livre de estúdio e mesmo para fazer uma produção barata e paralela. Por certo esses discos também tinha muita saída. Era uma parcela pequena de jovens daquele tempo que tinha acesso á verdadeira música moderna juvenil, que vinha, naturalmente, de fora, o rock…
Temos assim, um álbum ‘papo firme’, recheado de ‘covers’ de sucessos da música pop sessentona, principalmente do período da Jovem Guarda. Divertido, vale ouvir…

stormy
goodbye
stella
será
tormenta
vou pedir outra vez
i started a joke
sentado a beira do caminho
dizzy
não há luar nem céu bonito
vou recomeçar
ninguém vai tirar você de mim

Carioca And His Cuban Percussion Orchestra – Chachacha Explosivo (1962)

Muito bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Enfim, após passar uma semana me recuperando das perdas e danos, retomo nossas postagens em um novo endereço. Aliás, em novos endereços. Por loucura ou pura teimosia, repliquei o Toque Musical em 10 vezes. Ou seja, criei, além deste, mais nove blogs iguaizinhos. Com a ajuda de alguns amigos, pretendo ainda criar mais. Numa próxima onda terrorista como foi essa, vou ‘poluir’ a rede de Toque Musical. Colocarei na rede pelo menos umas 20 cópias do blog, com o detalhe de serem atualizados todos, simultâneamente. Por enquanto, só estará público este endereço. Lembro também que existe uma outra versão do blog pelo WordPress, o qual muitos de vocês já conhecem e que funciona como uma filial, sem link, obviamente. Assim sendo, não vai ser por falta de toques que vocês irão ficar sem música. Quanto aos vilões do Toque Musical, eu quero mais é que morram secos de ódio, sufocados e mudos na inveja, infiltrados ou não no nosso GTM. Quanto ao Blogger, mais uma vez, obrigado pelos ‘espaços cedidos’. Viva a hipocrisia! (desde que me permitam continuar existindo)

Aproveito também o momento para pedir a todos um voto de confiança e amizade em forma de um gesto, que aparentemente pode parecer, de minha parte, um pedido de pura vaidade, mas não é não. Gostaria de ver uma demonstração de simpatia através do quadrinho de seguidores. Acho que não seria pedir muito aos amigos que se colocassem como seguidores, como já o fizeram alguns. É uma coisa boba, eu sei, mas demonstra, para mim, uma outra força, um estímulo e a simpatia. Se o número de seguidores for igual ou próximo ao crescente GTM, eu ficarei muito satisfeito e verei que vale a pena continuar a empreitada. Para um blogueiro como eu, o importante é o ‘feed back’. Se não escuto nem o eco do meu toque, não há mais porque continuar ‘cantando’.
Como prova de gentileza, dou sequência ao Toque Musical com um disco super bacana, que eu acredito, venha a agradar a todos. Não bastasse a bela capa, temos aqui um belíssimo disco. Eis aqui o que eu considero o melhor disco de ‘Cha Cha Cha’ já gravado no Brasil: Carioca And His Cuban Percussion Orchestra. Este álbum eu reencontrei, após muito procurar, em uma banca de feira da Praça 15, no Rio. Para a minha felicidade o álbum ainda era ‘zero bala’, virgem até no selo de proteção, coisa típica dos discos da Imperial/Odeon. Nunca havia sido tocado antes, vejam que beleza!
Assim sendo, temos aqui o já apresentado Ivan Paulo da Silva, mais conhecido como Maestro Carioca, que na verdade era paulista. Acredito que o ‘Carioca’ veio do fato dele ter a sua atuação artística mais concentrada no Rio de Janeiro. Apenas por curiosidade, é dele aquele famoso prefixo do “Reporter Esso”, da Rádio Nacional. O cara era mesmo muito bom.
Neste belíssimo álbum, como se pode ver logo de cara, Carioca se dedicou a explorar (com maestria, diga-se de passagem e com retundâncias) o que era, ainda então, um dos gêneros mais populares daquela época, o ‘cha-cha-cha’. O Maestro Carioca engana bem (no bom sentido, claro!) se fazendo passar por um ‘bandleader’ cubano. Sinceramente, não deixa nada a desejar, chegando mesmo a superar muitos cubanos. Aqui encontraremos um repertório fino, com músicas bem conhecidas do público, em arranjos de matar de inveja a Orquestra Aragón (ou vice-versa, hehehe…)

o terceiro homem
limelight
stranger in paradise
las secretarias
temptation
monalisa
el bodegueiro
me lo duo adela
again
rum and coca-cola
chachacha nº 5
alexander’s sagtime band

Ivan Casanova E Seus Conjuntos – Um Olhar, Uma Dança, Um Amor… (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Muita gente por aqui ainda não se tocou quanto ao ocorrido, os arquivos deletados do Mediafire. Muita gente por aqui não costuma ler o cabeçalho do blog e nem sempre dão muita bola para o que eu escrevo nas postagens. São esses os que vão mais amargar com a situação. Afoitos, vão continuar fazendo seus pedidos e eu irei atendê-los, mas na medida do possível. Vão todos para a fila de espera e o atendimento será por ordem de chegada. Repetido, estou dando prioridade às postagens mais recentes e aos exclusivos criados pelo Toque Musical. Todo novo ‘re-toque’ virá agora nos comentários feitos pelo Mediafire, afinal é ele quem nos tirou os links e agora vai voltar para nos dar o que queremos, não é mesmo? Algumas outras postagens, as que são chamadas ‘REPOST’, continuarão sem links, sendo apenas possível acessá-los dentro do Grupo de Discussão do Toque Musical. Quem quiser participar, as portas estão sempre abertas. Quem quiser sair, da mesma forma, portas escancaradas, bye bye… Espero ter sido bem claro. Dúvidas, mandem um e-mail 😉

Falando agora da postagem do dia, temos aqui “Ivan Casanova e Seus Conjuntos”. Na verdade, Walter Wanderley em um codinome bastante singular. Este álbum já foi postados em outros blogs, mas como sempre, merecendo de um arquivo mais completo (meia-boca aqui, só os meus textos). “Um olhar, uma dança, um amor…” foi um lançamento da Odeon, através do seu selo Imperial. Ao que tudo indica o disco saiu em 1960 e pelo que eu fiquei sabendo, essas gravações eram ‘sobras’ de estúdio, um material muito bom que a Odeon soube bem aproveitar. Em todas essas faixas (ou quase todas) há a participação do Walter Wanderley. Mas também participam outros grandes instrumentistas. Para evitar amolação quanto aos créditos e outras ‘inhacas’, a gravadora lançou mão de um artifício comum usado pelas editoras, o nome falso, ou como muitos preferem, o codinome. Daí nasceu “Ivan Casanova” e seus conjuntos (no plural), porque logo percebemos, ao ouvir o disco, que o Walter Casanova, ou Ivan Wanderley (como queiram) está tocando com diferentes músicos e até (possivelmente) em momentos diferentes. Entendo este álbum como uma compilação na qual WW é o mais presente. O conteúdo, ou o repertório, é da melhor qualidade como se pode ver logo a baixo. Disco delicioso de se ouvir. Instrumental de primeira, bem jazzístico, com bossa e também ambiente (me fez lembrar as músicas de elevadores da antiga loja Mesbla, hehehe…)
the man i love
chega de saudades
el reloj
love is the tender trap
angústia
on the sunny side of the street
o apito no samba
aqueles olhos verdes
no tabuleiro da baiana
stormy weather
pastorinhas
te quiero dijiste

Armando’s Trio – Som De Boate Vol. 2 (1970)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Metendo a mão no gavetão virtual, tirei por sorteio o disco de hoje. Temos aqui mais um disco do Armando de Souza Lima, mais conhecido como ‘Armando do Solovox’. Este é mais um de seus discos prometidos, que eu vivo ensaiando em postá-lo, mas nunca o fiz. “Som de Boate” saiu pela Odeon, através de seu selo Imperial. Aliás, este foi o segundo volume, mas com eu já comecei na desordem, o primeiro fica para uma próxima oportunidade. Eu já falei aqui sobre o Armando do Solovox, por sinal, a única informação relevante sobre esse compositor e instrumentista está nas páginas do Toque Musical. Ele veio do Amazonas, se firmou como músico no Rio de Janeiro, na década de 50. Gravou vários discos, inclusive de 78 rpm. Como eu já disse, o seu grande diferencial era o Solovox, um pequeno teclado, inventado nos anos 40 por um engenheiro da Hammond, que era acoplado ao piano ou orgão. Armando era conhecido como o “Rei do Solovox”. Nos anos 60 ele tocava muito em casas noturnas, boates e restaurantes, e seu som era ideal para esses lugares. O piano e o solovox juntos tocavam ao fundo, suavemente, transformando o falatório e o barulhinho de louças e talheres numa espécie de ‘sinfonia ambiente’. Acho que é daí que vem aquela de “música ambiente”. Sem dúvida, sua música era também ótima para se ouvir no elevador ou em grandes magazines, coisa que hoje em dia não se ouve mais.

“Som de Boate” reflete bem esse seu momento tocando em casas noturnas. No repertório cabia de tudo, mas principalmente temas consagrados, que ganhavam aqui uma interpretação singular, principalmente com o tal tecladinho. Neste segundo volume, que é quase uma continuação do primeiro, temos uma seleção musical onde predomina os temas internacionais, sucessos daqueles momentos. Mas cabe também o autoral e o samba. Há inclusive uma faixa de ‘pot pourri’ com os sambas: “Vem chegando a madrugada”, de Noel Rosa de Oliveira e Adil de Paula; “Atira a primeira pedra”, de Ataulfo Alves e Mário Lago e “Tristeza”, de Haroldo Lobo e Miltinho. Pessoalmente eu gosto e destacaria outra mistura, a faixa 2 do lado B, temos nessa a deliciosa “Mah-ná, mah-ná”, do genial compositor italiano Piero Umiliani; “Palmas no samba”, de autoria do próprio Armando e “O conde”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. E tem mais… Vale dar uma conferida!
you’ve got your troubles
parole
misty
vem chegando a madrugada
atira a primeira pedra
tristeza
gorgeio
hey jude
mah-ná, mah-ná
palmas no samba
o conde
somewhere my love
love is all
i started a joke
it hurts to say goodbye

As Melhores Mulheres – Cantadas Por Um Homem Qualquer Ou Qualquer Homem (1957)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Neste domingo é vou me dedicar às solicitações e reposição de alguns ‘toques’ que a turma, há tempos vem esperando por aqui. Infelizmente este é um trabalho solitário e amador, o que pede aos que o seguem uma certa paciência. Posso demorar a atender um pedido, mas se estiver ao meu alcance, tá na mão 🙂

Estou trazendo aqui um disco que vale por dois, ou, um disco que teve dois momentos na indústria fonográfica. Lançado inicialmente em 1957, este interessantíssimo lp, cujo o título e subtítulo já dizem tudo, “As melhores mulheres – cantadas por um homem qualquer ou por qualquer homem”. Sim, uma seleção de canções clássicas do nosso repertório popular, com nomes de mulheres. Algo bem parecido com outros discos que eu já postei aqui, como o especial “Há sempre um nome de mulher” e o Lúcio Alves no lp com arranjos de Chico Moraes. Este último foi uma produção do Aloysio de Oliveira, o qual, eu suspeito é também o produtor deste álbum de 57. Aliás, não só o produtor, ele também participa do côro masculino, embora não conste em nenhum momento o seu nome no disco. Este belíssimo lp nos traz apenas as informações de que foram Antonio Carlos Jobim e Orlando Silveira os responsáveis pelos arranjos, músicos e intérpretes não são citados. Curiosamente, já na década de 60, possivelmente entre 62 ou 63, essas mesmas  gravações foram relançadas, através do selo Imperial, da Odeon, como o nome de “Dançando com as garotas”. Já neste relançamento, com uma capa de César Vilela, o disco assume uma outra identidade e passa a ser “Os Guanabara Boys”. Eis aí uma prática comum na Odeon daqueles tempos, que relançava seus velhos álbuns com nova roupagem através do estilismo da Imperial.
Bom, mas seja como for, este trabalho, com nome, sobrenome e apelido é acima de tudo um disco imperdível. Quem ainda não o ouviu, faça-me o favor…

aurora
helena, helena..
zazá
rosa morena
emília
maria
marina
dolores
ai que saudades da amélia
madalena
juracy
um nome de mulher

Lord Astor E Seu Conjunto – É Dança (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Não é de hoje que muitos vem me pedido para postar este disco do Lord Astor, a última postagem feita pelo Loronix. Teimei um pouco em fazê-lo, mas visto que os pedidos ainda são constantes, vou então postá-lo de uma vez e acabar com a novela. Além do mais, acho que este álbum vai cair bem no domingo. Todo mundo continua dançando.
Conforme foi dito pelo Zeca, esta capa também foi usada em outro disco do Selo Imperial. O que, aliás, era uma prática comum, visto que esses títulos eram na verdade relançamento. Não sei exatamente sobre o presente lp, na verdade nunca vi outro disco do Lord Astor com este mesmo repertório. Mas é bem provável que o álbum tenha saído com outra capa. Por outro lado, me lembrando aqui, o Selo Imperial, que era da Odeon, nasceu bem no início dos anos 60, criado para vendas a domicílio. Pelo exemplar que eu tenho em mãos é possível que tenha sido um lançamento de 1961.
O certo é que se trata de um disco muito bom, feito mesmo para dançar, tendo uma seleção musical de dar gosto. Traz em suas faixas músicas nacionais e internacionais, sucessos daquele momento, que hoje se tornaram clássicos. Lord Astor e seu conjunto é mesmo um show. Confiram…

agora é cinza
a noite do meu bem
copacabana
fita amarela
oh! carol
star dust
este seu olhar
feitiço da vila
dindi
the diary
eu sei que vou te amar
laura

Zezinho E Os Copacabana – Um Coquetel E Uma Dança (1961)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Começamos a semana com um disco bem bacana e que certamente irá atrair o interesse de muitos por aqui. Lançado originalmente em 1957 sob o título de “Mesa de Pista”, este álbum de Zezinho e Os Copacabana foi relançado alguns anos depois, na década de 60, sob o título de “Um Coquetel, Uma Dança” com uma nova capa (feita por César Vilela), para o selo Imperial. Como já sabemos, o selo Imperial era uma espécie de subsidiária da Odeon. Foi criada por André Midani para vendas pelo correios e a domicílio e segundo contam, por algum tempo, vendia mais discos que a própria Odeon.
Este lp é um bom exemplo de um disco feito para dançar, mesclando a música americana (o jazz e o blues), com a brasileira (o samba). Foram diversos os conjuntos e orquestras que atuavam no mesmo estilo, na cena musical de Copacabana, no Rio de Janeiro dos anos 50, assim como faziam Zezinho e Os Copacabana. Numa época em que músicos e maestros, influenciados por arranjos sofisticados, buscavam inspiração em orquestras como a de Stan Kenton. Um tendência seguida pelos passos pioneiros de Radamés Gnattali, que já nos anos trinta fazia a fusão do samba com o jazz.
Em “Mesa de Pista” ou “Um Coquetel, Uma Dança”, se preferirem, temos de um lado um ‘pout pourri’ com temas nacionais e internacionais, numa sequência sem pausas, feita exatamente para se poder dançar por mais tempo. Do outro lado segue uma série de sambas clássicos em arranjos exclusivos feitos por alguns dos próprios componentes do conjunto, Al Quincas, Astor e Vadico.
Taí um disquinho que merece comentários e outros complementos. Eu, por aqui, já estou passando da minha hora. O trabalho me chama. Vão conferindo aí…
pout pourri:
wabash blues
adios
baião caçula
de papo pro á
pois é
chora cavaquinho
dulce y amoroso
begin the beguine
tiradentes
faceira
feitio de oração
morena boca de ouro
homenagem
longe dos olhos
não dou conselho