Elebra – Memória 5 (1988)

O TM hoje oferece aos seus amigos cultos e ocultos e associados o quinto volume de uma série denominada “Memórias”, destinada à preservação de nossa memória musical, oferecida como brinde aos clientes da Elebra, uma empresa de informática que não existe mais, e que foi a maior do setor na época em que havia reserva de mercado para o mesmo no Brasil.

A série foi produzida pelo incansável pesquisador João Carlos Botezelli, o popular Pelão, que tem um respeitável currículo no setor fonográfico. Basta dizer, por exemplo,  que ele produziu, em 1974, o primeiro LP do mestre Cartola.  Trabalhos de Nélson Cavaquinho , Adoniran Barbosa, Théo de Barros, Inezita Barroso e Raphael Rabello também estão entre suas mais esmeradas produções discográficas.  E tudo na base da amizade…

Este quinto LP da série “Memórias”, editado em 1988, é dedicado a conjuntos vocais e/ou instrumentais brasileiros de várias épocas e estilos. Para a seleção de repertório, mestre Pelão contou com a colaboração, entre outros, do jornalista Arley Pereira e do autor de novelas Walther Negrão. Seleção esta muito bem feita, com masters cedidos por quatro gravadoras, em que desfilam conjuntos marcantes na história de nossa música popular, interpretando clássicos inesquecíveis. A seleção inclui “Trem das onze”, do mestre Adoniran, com os sempre notáveis Demônios da Garoa, “Gauchinha bem querer”, de Tito Madi, na interpretação impecável e plena de autenticidade do Conjunto Farroupilha, “Forró de Mané Vito”, de Gonzagão e Zé Dantas, com o Quinteto Violado, um raro registro de “Nêga do cabelo duro”, de Rubens Soares e David Nasser, com o Bando da Lua, “Estrada do sol”, de Tom Jobim e Dolores Duran, com o Trio Irakitan, o saltitante “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu, com Os Três Morais, “É com esse que eu vou”, de Pedro Caetano, com seus criadores, os Quatro Ases e um Coringa… A bossa nova vem com o Zimbo Trio, executando “Balanço Zona Sul”, de Tito Madi, o Sambalanço Trio numa releitura de “Pra machucar meu coração”, de mestre Ary Barroso, e o Jongo Trio com “Menino das laranjas”, de Théo de Barros. Os Titulares do Ritmo aqui interpretam “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam. E, para finalizar, “A voz do morro’, de Zé Kéti, com o conjunto de mesmo nome, organizado pelo próprio autor, e no qual despontaram nomes importantes da MPB, como Paulinho da Viola e Élton Medeiros. Repertório de qualidade, conjuntos expressivos, ótimas performances… Que mais se pode querer?

pra machucar meu coração – sambalanço trio

tico tico no fubá – os três morais

balanço zona sul – zimbo trio

o menino das laranjeiras – jongo trio

forró do mané vito – quinteto violado

estrada do sol – trio irakitan

nega do cabelo duro – bando da lua

gauchinha bem querer – conjunto farroupilha

é com esse que eu vou – quatro azes e um coringa

ponteiro – titulares do ritmo

trêm das onze – demônios da garôa

a voz do morro – conjunto a voz do morro

.* Texto de Samuel Machado Filho

Feliz Natal Para Você (1955)

Muito bom dia a todos os amigos, seja eles cultos, ocultos ou apenas associados! Começo com um bom dia para desejar a todos uma boa noite. Boa noite de Natal. Desejo a todos muita paz, amor e alegria, pois de tristeza nenhum dia deveria ser. Mas, sem dúvida, será uma noite melancólica, de reflexão e de perdão (nesse último quesito, tá difícil, mas eu vou tentar!) Também pode ser uma noite de música e é por conta disso que eu ainda, no último instante, trago mais um presente de Natal.
Segue aqui este lp de 10 polegadas reunindo alguns dos brilhantes nomes do ‘cast’ da Odeon numa saudação ao Natal de 1955. Certamente as músicas presentes neste lp foram também lançadas em 78 rpm (que me corrija ou me complete o amigo Samuel Machado). São temas clássicos e alguns até já apresentados aqui, mas vale a pena ouvir mais uma vez, até porque é mais uma boa seleção musical de natal. Não deixem de conferir! Mais uma vez, Feliz Natal a todos!

noite de natal (white christmas) – orquestra e coral severino araújo
dezembro – roberto paiva
natal – odete amaral
o natal chegou – trio irakitan
noite santa silenciosa – orquestra e coral severino araújo
noite linda de natal – alcides gerardi
natal de nossa terra – dalva de oliveira
feliz natal, boas festas – trio irakitan
.

 

Trio Irakitan – Canta O Sucesso (1969)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Lá vou eu de novo recorrer aos meus “discos de gaveta”, pois o resto da noite eu vou passar numa festa. Mas para não deixar o fluxo de postagem tão espaçado, vou marcando presença aqui. Numa escolha sortida, o que veio para hoje é este disco do Trio Irakitan. Pode parecer estranho, mas eu nunca ouvi este disco direito, só mesmo no momento de sua digitalização. Sinceramente, não é dos meus melhores, em termos de repertório. Um misto romântico bem ‘italianado’, pode-se dizer que boa parte do disco são de versões da canção italiana. Confiram daí, que eu de cá vou tomar um banho. A ‘night’ me espera!

ama-me esta noite
quando o amor inspira poesia
quando o amor chegar
stella
melhor que você
noite vazia
custe o que custar
num sorriso teu
quem diria
noite chuvosa
balada ao mar
tiritando
..

José Vasconcelos Conta Histórias De Bichos (1962)

Bom dia criançada culta e oculta! Com tantas manifestações relacionadas ao ao universo infantil e principalmente por conta de ser hoje o Dia das Crianças, aqui vamos nós com uma homenagem a altura e bem ao gosto do Toque Musical. Apesar de reduzir o fluxo de postagens, o TM não pára e continua mandando vê… e ouvir, claro!
Olha aí, que legal! Trago para vocês este raro e interesantíssimo lp do saudoso comediante José Vasconcellos, figura que foi muito popular, principalmente nos anos 60. Este álbum tem um quê de especial porque não se resume apenas a mais um disco do humorista. Trata-se de um disco voltado para o público infantil. As músicas são criações do maestro Lindolfo Gaya, com letras de Pascoal Longo. Eu mesmo, quando criança, ouvi este disco até acabar e sabia até cantar as músicas de introdução. Taí outro e importante valor agregado, a cada história contada pelo Zé, vem de abertura um trecho musical cantado por algumas estrelas do ‘cast’ da Odeon na época. Daí, já deu para perceber… Celly Campello, Moreira da Silva, Anísio Silva, Stellinha Egg, Elza Soares, Noriel Vilela, Trio Irakitan, Norma Bengell e até o João Gilberto. Curiosamente, tem por aí alguns fãs do João que nunca ouviram essa faceta, vão gostar. Ë nessa hora que eu fico pensando e me perguntando, quando que a indústria fonográfica conseguiria repetir algo parecido, ou, do mesmo nível. Ah, que bobinho sou eu… isso tudo já é coisa do passado. (acho que é por isso que eu sou tão saudosista)

o presunto do jacaré – celly campello
a roupa do leão – joão gilberto
o elefante tarzan – noriel vilela
vicente, o peru diferente – norma bengell
o rato cangaceiro – trio irakitan
rosa, a macaca formosa – anísio silva
a barata serafina – elza soares
panchito, o galo tenor – trio esperança
a pirraça da tartaruga – stellinha egg
o gato raulino – moreira da silva
.

Trio Irakitan – As Vozes E O Ritmo Do Trio Irakitan (1958)

Olá amigos cultos e ocultos! Seguimos aqui com mais disco do Trio Irakitan. Estou trazendo este lp porque, ao que parece, ele ainda não teve a sua vez. Eu, por outro lado, eu adoro esse trio. Assim, vamos às vozes e ritmos do Trio Irakitan em sua formação inicial, com Edino, Gilvan e Joãozinho. Creio eu que este foi o segundo lp de 12 polegadas lançado por eles. Álbum muito bom, recheado de baião, toada e samba. Aliás, um disco onde predomina a música de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira. Composições que são, muitas delas, verdadeiros clássicos da música popular brasileira. Embora não conste no texto ou em qualquer outro lugar do disco, temos como participação, quase especial, o grande Sivuca que além de tocar, foi também o responsável por diversos dos arranjos. Como disse, um álbum dos melhores. Quem conhece não vai perder 😉

de perna bamba
moinho d’água
benzim
mangaratiba
asa branca
lancha nova
fogo pagô
dono dos teus olhos
kalú
siridó
baião
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Trio Irakitan – Outros Sambas Que Gostamos De Cantar (1958)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Eu ontem cheguei em casa tão cansado, que ao fazer a postagem, acabei esquecendo de publicá-la. Mas antes que comecem a questionar, agora há pouco, fui logo corrigindo a falha.

Para compensar, vou trazendo um álbum bem bacana. Por certo, já bem divulgado em outros blogs, mas eu não resisti a tentação, afinal é um disco do Trio Irakitan e dos melhores! Além do mais, o disco está novinho, uma tentação para se ouvir e principalmente digitalizar. Ficamos então como o Trio Irakitan cantando uma seleção de sambas de primeira. Lançado em 1958, este lp foi a continuação de um sucesso, “Os sambas que gostamos de cantar”, disco do ano anterior. Realmente, não dava para ficar só no primeiro. Trio Irakitan cantando samba é o que há! Depois deste, acho até que vou também postar o outro também. Aguardem… 😉

praça onze

helena, helena

beija-me

meu consolo é você

fita amarela

arrasta a sandália

nega do cabelo duro

madalena

não tenho lágrimas

o que é que a baiana tem

sandália de prata

quando anoitece

 

Trio Irakitan – Três Vozes Que Encantam (1955)

Boa tarde, quase noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Eu havia planejado para hoje um disquinho bacana, “Gadê E Walfrido Silva – Gafieira – 1956”, para a nossa postagem de hoje, mas percebi logo a tempo que era um álbum da Musidisc. Embora seja um dos primeiros lançamentos do selo do Nilo Sérgio e que certamente nunca mais será relançado, achei melhor não publicá-lo no Toque Musical. Não sei se vocês já perceberam, mas eu não posto mais discos desse selo. Os que estão no blog ficaram apenas para compor a sequência e com os REPOSTs, também não trazem links para download. São limitados ao nosso GTM (Grupo de discussão do Toque Musical), apenas para quem faz parte desse seleto grupo.

Para compensar a falta de uma raridade, eu trouxe outra. Temos aqui o Trio Irakitan, em seu primeiro álbum de 10 polegadas, lançado em 1955 pelo selo Odeon. Este foi o disco de estréia de um trio que merecidamente conquistou seu espaço na história a música popular. O repertório procura demonstrar exatamente o potencial do trio, músicas variadas que vão de samba à bolero, de valsa à baião.
Faço uma observação quanto à qualidade da gravação. Infelizmente este era um disco que estava bem surrado. Passei um bom tempo dando uma geral no som, mas ainda assim não ficou lá grande coisa. Vale mais para conhecer e ouvir com outros olhos.
ave maria do morro
sinceridad
a velha das ervas bentas
os quindins da yaya
valsa de uma cidade
segredo
te sigo esperando
sina de cangaceiro

Noel Rosa – Vários Odeon (1962)

Olá! Hoje, para facilitar a minha vida e alegrar a de todos nós, vamos com a música de Noel Rosa. É como dizem, quando o doce é bom a gente não enjoa. Noel é sempre Noel, seja cantado por quem for. E aqui ele vem nas vozes e instrumentação de grandes nomes do ‘cast’ da Odeon, no início dos anos 60. Este álbum, conforme nos indica um dos textos da contracapa, foi lançado pela gravadora no sentido de relembrar o Poeta da Vila, no 25º ano de sua morte. Foram reunidos neste lp doze das mais badaladas músicas criadas por Noel Rosa, um verdadeiro festival de sucessos. Muitas dessas gravações vocês também poderão encontrar em outros discos da gravadora já postados aqui anteriormente. Na contracapa há também um texto do Sérgio Cabral falando um pouco sobre cada uma das faixas, o que facilitou ainda mais o meu trabalho.
O toque inicial eu já dei, agora vocês podem ir rolando a bola. 😉

feitio de oração – coral de ouro preto
mulato bamba – mário reis
fita amarela – sambistas da guanabara
rapaz folgado – francisco egydio
feitiço da vila – côro odeon
último desejo – roberto luna
até amanhã – trio irakitan
pastorinhas – a banda do corpo de bombeiros rj
gago apaixonado – moreira da silva
eu vou prá vila – astor e orquestra
pra esquecer – solon salles
conversa de botequim – fafá lemos

Brazilian Hits (1959)

Boa tarde a todos (mas com algumas exceções). Eu aqui, com a minha boca doendo e cheia de pontos, sinceramente, não estou para aguentar sapos, muito menos tamanduás e outros ‘bichinhos’ silvestres. Peço aos amigos que me perdoem (além dos habituais erros de português) os excessos em discussões bobas que alguns indivíduos me levam a travar. Infelizmente é assim, merda, quanto mais se mexe, mais fede. Só mesmo dando descarga para a coisa descer. Mas vamos deixar essa conversa para os bastidores, que aqui se transformou no Comentários.
Vamos hoje como outra coletânea, desta vez oficial, lançada pela Odeon no final dos anos 50. “Brazilian Hits” é um disco que reúne em suas doze faixas uma seleção interessante. Temos aqui Luiz Paes Arruda, Léo Peracchi, Trio Irakitan, Brasíla Ritmos e Os Brasileiros. Não posso afirmar com certeza, mas acredito que essas músicas foram retiradas de outros álbuns lançados na época, por isso chamo o disco de coletânea. O repertório é clássico, doze músicas bem conhecidas do público, verdadeiros ‘brazilian hits’. Léo Peracchi e Luiz Paes Arruda, com suas orquestras e côro, praticamente dominam as faixas. O que sobra fica por conta dos outros, ou seja, uma faixa por cada. Contudo, ou mesmo assim, “Brazilian Hits” é um disco bem bacana que a gente ouve do início ao fim. Podem conferir… 😉
na baixa do sapateiro – léo peracchi e sua orquestra
não tenho lágrimas – trio irakitan
carinhoso luiz arruda paes e sua orquestra
baião – léo peracchi e sua orquestra
delicado – brasília rítmos
kalú – léo peracchi e suas orquestra
tico tico no fuba – léo peracchi e sua orquestra
maracangalha – os brasileiros
aquazrela do brasil – léo peracchi e sua orquestra
mulhé rendeira – luiz arruda paes e sua orquestra

Coletânea Do Lindenor – Hipopótamo Zeno (2007)

Muito bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. Infelizmente, para alguns ocultos (metidos a cultos), o dia vai ser babando e roncando na cama (e sozinho), recompensando a noite amarga que passaram como raposas desprezando as uvas. É foda, a inveja é mesmo uma merda! Por certo, não há desculpas para erros, pelo menos para aqueles que conseguem ver uma espinha no rosto na Gisele Bundchen. Depois que inventaram um corretor automático de textos, tem nêgo aí se achando… Eu, não tenho nem como negar, sou um analfabeto buscando aprender a escrever. Mas nessa ‘escolinha’, que mais parece a do professor Raimundo Canabrava (digo, Canavieira), o que tem de aluno ‘colando’ os meus exercícios, não é pouco. Outros, invejando o meu progresso, vão jogando pedras. Mas fazem isso de maneira covarde, ocultos em seus anonimatos. Fazem críticas dessa natureza porque não sabem nada além da espinha na Gisele Bundchen. Mesmo sendo ‘crititica’, não deixam de estar me prestando um favor. Vão aí apontando os meus erros, que eu de cá irei corrigindo. No final, quem fica mesmo ‘bem na fita’ sou eu 😉
Mas, mudando de pau para cacete (ou vice versa), eu quero mesmo é chocolate! Levanto, sacudo a poeira e dou a volta por cima…
Hoje, nosso encontro é com as coletâneas e convidados. Como eu já havia informado anteriormente, os sábados por aqui (até segunda ordem) passaram a ser dedicados às coletâneas, minhas e dos meus convidados. Estou, aos poucos, convidando os parceiros de blogs musicais para nos brindarem com suas seleções. Acho essa ideia bem legal, pois abre um diálogo maior com os colegas, uma forma de interação do grupo e compartilhamento das nossas afinidades. Se você, amigo blogueiro, ainda não recebeu o meu convite, aguarde… eu chego já 😉
Estou trazendo para vocês uma seleção musical feita pelo amigo DJ Mandacarú, do site Hipopótamo Zeno. Ao convidá-lo, por sorte, de imediato ele já tinha uma coletânea prontinha, que fez em homenagem ao seu   falecido pai. Ele até já a havia postado no HZ e fez muito sucesso. Pelas circunstâncias e mais ainda pelo repertório, bem ao gosto do Toque Musical, eu não tive a menor dúvida. Tomei a liberdade de criar essa capinha, usando o nome do Seu Lindenor. É esta mesma a postagem do dia. Reproduzo a baixo a lista das músicas relacionadas conforme a maneira bem original feita pelo nosso amigo. 
1 – Coqueiro Velho, mega sucesso de Orlando Silva em 1940.
2 – Camisola do Dia, ouvida em primeira mão uns seis meses antes de ser gravada, com o próprio Nelson Gonçalves no Clube Recreativo Iguatuense.
3 – Aqueles Olhos Verdes, boleraço com o Trio Irakitan.
4 – You’ll Never Know, com o invejadíssimo Dick Haymes – pela voz e por ter sido marido da Rita Hayworth.
5 – September Song e 6 – Days of Wine and Roses, com o preferido acima de todos Frank Sinatra.
7 – Basin Street Blues, com a preferida acima de todas Ella Fitzgerald.
8 – Canção da Mulher Amada, do único disco do rádio-ator Roberto Faissal, acompanhado pelo Evaldo Gouveia.
9 – Eu e o Rio, com o Miltinho acompanhado apenas pelo violão do Baden Powell.
10 – Canção de Amor, da paixão da vida toda, Elizeth Cardoso.
11 – Go Down Moses, com o Louis Armstrong largando o hot jazz e caindo de cabeça em hinos religiosos.
12 – Devagar Com a Louça, com Os Cariocas, dando roupa nova aos sambas da antiga.
13 – Desafinado, com o Tamba Trio entortando mais ainda a bossa nova.
14 – Saudade do Brazil, pela beleza atemporal da música de Tom Jobim.


Trio Irakitan – Os Boleros Que Gostamos De Cantar (1960)

Bom dia a todos! Hoje eu acordei um pouco mais nostálgico que de costume. Fiquei lembrando dos meus tempos de criança, na casa de meus primos mais velhos. Me lembro da radiola Philips com compartimento para os lps. Haviam sempre aqueles mesmos discos, uma dúzia ou mais, que a gente ouvia sem parar. Entre esses, me lembro bem do Trio Irakitan e os primeiros do Roberto Carlos, eram os preferidos da casa. Acho interessante lembrar disso, pois eu fui criado vivendo nas casas de tios, tanto por parte de mãe como de pai. Em todos os dois ambientes sempre existiu muita música e discos, principalmente. Acho que o meu gosto musical é bem variado, muito por conta dessa ‘base’. Por um lado, o da minha mãe, haviam os artistas populares, a Jovem Guarda e os mais antigos das décadas de 40 e 50. Do lado do meu pai, a família era mais ligada à Bossa Nova, ao rock, jazz, blues e também os eruditos. Daí, deu no que deu… hehehe…
Pois é, foi lembrando disso que eu fiquei motivado a postar aqui este disco do Trio Irakitan. Este era um dos álbuns preferidos daquela turminha, que hoje está por volta dos sessenta e tal… Êta tempo bão! Eu era feliz e não sabia. Hoje eu sou muito mais 🙂 porque tenho guardado essas lembranças comigo.
Este álbum, eu bem sei, não é novidade nos outros blogs musicais e talvez não seja para muitos de vocês. Mesmo assim eu insisto, não apenas pelo meu desejo saudosista, mas por ser realmente um álbum que merece o nosso toque musical. Aqui vamos encontrar doze boleros clássicos em versões para o português e numa interpretação que não deixa nada a desejar. Confiram!

tão somente uma vez
santa
perfídia
aqueles olhos verdes
desesperadamente
sonhando contigo
três palavras
prisioneiros do mar
frenesi
tudo foi ilusão
queira me muito
talvez, talvez, talvez…

Trio Irakitan – Nossa Casa De Cha Cha Cha

Olá, meus prezados amigos cultos e ocultos. Sempre desnivelado e sem parâmetros, aqui estou eu desenterrando espíritos que encantam, surpreendem e também espantam. Tem gente que gosta, tem gente que não. Eu vou seguindo em frente… enfrentando crititicas e palavrões. Com já dizia o poeta Paulo César Pinheiro, “o importante é que a nossa emoção sobreviva”. A minha, eu garanto, está em ótima forma, obrigado!

Para hoje temos, mais uma vez, o excelente Trio Irakitan desfilando um repertório variado e bem conhecido de todos em ritmo de Cha-cha-cha. Mas afinal, (a pergunta que não quer se calar) o que é mesmo o Cha-cha-cha? Eu ainda tenho as minhas dúvidas :))) mas vou ficar apenas como sendo uma derivação dos ritmos cubanos que no início dos anos 60 estavam bombando por aqui (e pelo mundo, né?). E com não podia deixar de ser, um bom prato para um trio tão versátil quanto foi o Irakitan. Este disco é muito bacana, ótimo para uma festinha retrô e principalmente para relembrar e descontrair. Relaxa que encaixa 😉
neurastênico
dá nela
dama das camélias
de papo pro á
aurora
você
tem gato na tuba
chiquita bacana
china pau
a mulata é a tal
marina
coisa linda

Trio Irakitan – Para Crianças De 6 A 60 (1969)

Bom dia a todos! Iniciando a semana, eu trago para vocês um dos grupos vocais que eu mais aprecio, o Trio Irakitan. Este grupo surgiu no inicio anos 50 em Natal (RN) e era formado inicialmente por Edson França, Paulo Gilvan e João da Costa Neto. Curiosamente e inicialmente fizeram sucesso fora do Brasil. Viajaram para vários países da América Latina e também estiveram no México por uma longa temporada, onde por lá se apresentaram em boates, na tv e chegaram inclusive a participar de um filme chamado “Llévame en tus brazos”. Adquiriram neste país aquele estilo de vocalização. No Brasil, iniciaram como parte do elenco da Rádio Nacional e logo em seguida foram contratados pela Odeon, onde gravaram seu primeiro disco, um 78 rpm com um bolero e um baião. Não demorou muito para fazerem sucesso também por aqui e se tornarem referência para outros grupos vocais. Em 1965 eles sofreram um abalo com o suicídio de Edinho. Mas voltaram em trio dois anos depois, com a entrada de Antonio Santos, o Toni. Estiveram um tempo fora de circulação, mas retornaram nos anos 80 com nova formação, quando entra Edil no lugar de Toni. E nos anos 90, mais uma mudança, saí Edil e entra seu irmão Edilson Andrade.
A história do Trio Irakitan bem que merecia ser contada em detalhes. Há coisas ainda mais interessantes a serem ditas, mas o tempo é curto e eu preciso ir trabalhar. Deixo essa para os historiadores e especialistas contarem. Na rede há muita coisa sobre eles. Vale a pena conhecer melhor esse sensacional grupo vocal brasileiro. Eu recomendo a leitura do livro “A Incrível História do Trio Irakitan”, da jornalista Íris Gamenha.
O disco que temos aqui, lançado pela Imperial/Odeon, é uma coletânea que reúne algumas das mais descontraídas e divertidas canções populares, dedicadas à um público que inclui também as crianças. Extraídas de diversos momentos do trio ainda na primeira formação. Muito legal 😉

companheiros eu sei tocar
cadafau
os peixinhos do mar
escravos de jó
o marinheiro
na minha casa tem
a velha a fiar
napoleon
gato careteiro
são joão
o galo
dondin dondá