Noites Do Sertão (Tavinho Moura) – Trilha Sonora Original (1984)

Bom dia a todos! Esta vai ser uma semana meio complicada para mim. Para variar, tô atarefado nos três turnos, envolvido em outras paixões… Não sei nem se vou dar conta das minhas obrigações. Por isso, serei ainda mais breve em nossos encontros diários.
Na pressa, estou hoje postando um ‘disco de gaveta’, aqueles que ficam na reserva para situações como esta. Não o postei antes porque pelo que andei vendo já era um disco bem comentado em outros blogs. Por essa mesma razão, não vou nem entrar em detalhes sobre ele, além do óbvio… Trata-se da trilha sonora original do premiado filme de Carlos Alberto Prates Correia, “Noites do Sertão”, de 1984. A música do filme ficou a cargo de Tavinho Moura, que com seu talento, produziu um belíssimo trabalho, também premiado (melhor trilha sonora) e em diversos festivais…
Vejo que minha hora já está passando. Paro por aqui… Hoje estou cheio de reticências…

glória
buriti
claro do poções
rozeozins de nuvens
saudades do peixe amnso
a boca
boi
maravilha vilhamaral
noites do sertão
horas almas
noturnos
fox trote
espampã fogueira
beira mar
aboios
jipe
sonho
fazendeiro rico
gente de fora vem
amormeuzinho

Corrida Do Ouro – Trilha Sonora Original Da Novela (1974)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Agosto chegou e eu também. Estou de volta para retomarmos os nossos toques ‘fonoaudiomusicais’. Neste fim de semana, logo que pude, fui procurando colocar em dia as nossas correspondências e postagens, atendendo aos pedidos para restaurar antigos toques. Infelizmente, alguns títulos postados, eu não terei como repor imediatamente. Pretendo para esses refazer os arquivos que antes não estavam devidamente completos, com contracapas, selos e encartes. Peço aos solicitantes que tenham um pouco mais de paciência e aguardem…
Para recomeçar, eu pensei em fazer desta uma semana temática, dedicada, mais uma vez, às trilhas sonoras de novelas. Gosto muito de trilhas, em geral sempre trazem coisas que a gente não ouvirá em outros discos. Músicas e artistas que muitas vezes acabam ficando limitados, apenas como parte da trilha, algo parecido também com os compactos, não é mesmo? Por outro lado, me lembrei agora, que já havia planejado uma outra estratégia de programação, manter (até quando for possível) um esquema onde pudéssemos dedicar cada dia à um tipo de disco/artista, como já venho fazendo com as sextas feiras de independentes e os sábados de coletâneas. Sei que estou arrumando mais sarna para coçar, mas vamos tentar… Adotaremos as segundas feiras então para as trilhas, ok? Amanhã, quem sabe, pode ser para os clássicos e eruditos. Também tenho muitos títulos nesses gêneros e gostaria de mostrar a vocês.
Pois bem, seguimos então com a trilha do dia. Temos aqui a da novela setentona da Rede Globo, “Corrida do Ouro”, levada ao ar no horário das 19 horas. As músicas que fazem parte dessa trilha são todas do genial Zé Rodrix, numa de suas melhores fases de criação. Aliás, o Zé Rodrix, eu considero, foi um dos nossos maiores compositores ‘de encomenda’. Quero dizer, um daqueles compositores que melhor soube criar encima de trabalhos encomendados. Não foi por acaso que ele criou alguns dos mais bonitos e criativos jingles da propaganda brasileira. O Zé era fera! Nesta trilha, produzida por Guto Graça Mello e Eustáquio Sena, temos 12 temas interpretados aqui não apenas pelo seu criador, mas também por alguns artistas do ‘cast’ da Som Livre. Os arranjos são do próprio Zé Rodrix. Um excelente disco, vale conferir ;)

gerações – zé rodrix
quem sabe – montesuma
laranja da terra – eustáquio sena
gilda – orquestra som livre
olho d’agua – golden boys e trio esperança
corrida do ouro – zé rodrix e coral som livre
teresa – betinho
nem pensar – sandra brea
a bem da verdade – edy star e zé rodrix
agora – orquestra som livre
indecisão – betinho
granizo – orquestra som livre

Times Square – Trilha Sonora Do Melhor Show Musical Da Televisão (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Continuo agarradão, cheio de serviço e doido para ir para casa. Na folga, antes do último ’round’, enquanto como um pão de mel, vamos ao disco do dia.
Tenho aqui “Times Square”, trilha sonora original de um programa musical de televisão nos anos 60. Por certo, alguns de vocês irão lembrar. Este programa era apresentado na TV Excelsior, Canal 2, do Rio de Janeiro. Era produzido pelo Carlos Manga. Os textos de Haroldo Barbosa e Mario Meira Guimarães. A produção musical e as próprias músicas são de João Roberto Kelly. No elenco desse grandioso espetáculo participaram figuras como Daniel Filho, Dorinha Durval, Grande Otelo, Castrinho, Ema D’Avila e muitos outros. Deve ter sido realmente um musical dos mais interessantes. As músicas são ótimas, confiram…

times square – abertura
transviados
aeromoças
gangsters
garotas do pensionato
cowboys
pot pourri:
sanba de branco
cha cha cha de cabo frio
só vou de balanço
twist no samba
hully gully do velhinho
risoleta
times square – abertura
risoleta
twist no samba de branco
cha cha cha de cabo frio
hully gully do velhinho
samba de branco

Orquestra TV Sound – Temas De Novelas (1964)

Na sequência, aqui vai um compacto raro, que traz a trilha de abertura de uma antiga novela da TV Record, a trama “Renúncia”, de Roberto Freire, que na época fez muito sucesso. Contava com a estréia do galã, Francisco Cuoco, contracenando com a atriz Irina Greco (nunca mais ouvi falar dessa atriz).
A música tema era na verdade uma composição de Elmer Bernstein, chamada “Progress”, executada pela Orquestra TV Sound, da TV Record, tendo como arranjador e regente o maestro Ciro Pereira. Do outro lado do compacto, que é simples, temos outro tema, “Inspetor Burke” (Burke’s law), de Herschel Gilbert. Este aí fazia parte de algum seriado, suponho… não me lembro… não tenho nem cabeça para sair procurando informação. Desculpem, esgotei… Boa noite! Zzzz….

progress (tema de renúncia)
inspetor burke (tema de burke’s law)

Marília Pêra – Elas Por Ela (1990)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Sempre correndo, aqui vou eu, aproveitando a brecha…
Hoje eu estou trazendo um disco que há muito já devia estar postado aqui. Comprei este álbum (duplo!) numa banca de saldão, em Sampa, logo que foi lançado. Acho que na época, o vendedor nem percebeu isso e liberou a bolacha por uma bagatela. Mas, assim como veio barato para mim, também acabei o vendendo nas mesmas condições. Só me arrependi de não ter feito uma cópia. Porém, mais uma vez, ele volta às minhas mãos, graças à colaboração de um amigo. 
“Elas Por Ela” foi um musical idealizado, dirigido e interpretado por Marília Pêra, no início dos anos 90. Fez muito sucesso na época, a ponto de merecer o registro em disco da EMI e depois ainda, inspirar uma nova versão num especial da Rede Globo. Neste trabalho, Marília Pêra não interpreta canções, mas sim os cantores, ou melhor dizendo, as cantoras. Sempre muito afinada, ela encarna algumas de nossas maiores cantoras, em temas consagrados. O espetáculo é bem ‘família’, inclusive para a Marília que conta com a participação de boa parte da sua. Filhos, sobrinha, irmão, maridos… todos empenhados e com muita responsabilidade.
Eu havia pensado em separar cada uma das músicas do álbum, mas preguiçosamente achei melhor manter a sequência linear, conforme nos é apresentado, sem pausas. Talvez num outro momento eu faça a separação. Por hora, eu quero mesmo é chocolate! Vão daí que eu vou daqui… ;)
a louca chegou
tem francesa no morro
texto de aracy cortes e j, maia
linda flor
pedacinhos do céu
século do progresso
camisa amarela
chica chica bum chica
mulher exigente
loura ou morena
texto de dalva de oliveira
mensagem
orgulho
que será (abajur lilás)
teus ciúmes
parabéns pra você
aves daninhas
vingança
duro nega!
beija-me
texto de eneida
ô abre alas
primeira bateria
o teu cabelo não nega
funga funga
pó de mico
evocação
coisinha do pai
lata dágua
vai com jeito
perigosa
a flor e o espinho
se queres saber
onde está você
demais
morrer de amor
fim de caso
vai, vai mesmo
amendoim torradinho
casaco marrom
túnel do amor
pare o casamento
opinião
mamãe coragem
texto caetano veloso
sonho meu
clementina, cadeê você
marinheiro só
juízo final
aquarela do brasil
texto andré valle 
seguidilla
têmpera

Tavinho Moura – Cabaret Mineiro (1981)

Bom dia, moçada culta e oculta! Tenho percebido que muita gente (outros blogs) estão pegando carona nas minhas postagens. Vez por outra ando encontrando ‘links alienígenas’ colocados logo a baixo de algum post. Confesso que não sei bem como tudo isso funciona, se são os próprios blogueiros que o fazem ou se automaticamente esses links vão brotando no meu blog. O certo é que ontem a coisa foi  exagerada, havia uma lista com mais de trinta links e dos mais diversos blogs. Decidi então dar uma boa faxina, investigar e entender como tudo acontece. Acabei, por falta de paciência e de tempo mudando algumas configurações do blog, o que alterou inclusive na parte de diagramação, fontes e formatos. Estou agora fazendo esta postagem e ainda nem vi o resultado. Espero não precisar mudar mais nada.
Na postagem teste, temos então o compositor mineiro, Tavinho Moura e seu premiado trabalho para o filme de Carlos Alberto Prates Correia, “Cabaret Mineiro”. Aliás, diga-se obrigatoriamente de passagem, premiado não só a música, mas o filme num todo. Prêmios de melhor filme, trilha, diretor, ator, atriz, fotografia e montagem. Quem ainda não viu o filme, vale a pena procurar e assistir. A trilha é impecável, ótima, da primeira à última faixa. As composições e adaptações são de Tavinho Moura, assim como os arranjos e orquestração. Há também duas músicas de Noel Rosa, “Nunca… jamais” e “Prá esquecer”. Participam do disco a mesma a turma do filme, atores e músicos. Não vou nem listá-los aqui, pois esta é grande se encontra nos créditos do encarte (em anexo). Mesmo assim é bom destacar a participação de grupos e artistas como Flávio Venturini e boa parte do seu 14 Bis, Conjunto Naquele Tempo, Grupo Tacuabé, Uakti Oficina Instrumental, Marujada de Montes Claros e a sensualíssima atriz e cantora Tânia Alves (êta morena boa!).

cabaret mineiro
nunca… jamais
o sonho
a rua de baixo
dona mariana
tema de salinas
maria manteiga – bunda virada
suite do quelemeu
prá esquecer
o aventureiro do são francisco
serenata das virgens
te pega te pica
meu semblante é teu sentido
onça
chirimia das loucas
o trem das loucas
paixão come pequi
adeus adeus

Morte E Vida Severina (1966)

Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Vez por outra eu trombo com a postagem do disco “Morte e Vida Severina”, com a mesma estampa que vemos logo acima. Vocês, por certo, também já devem tê-la visto e até mesmo baixado, como eu fiz muitas vezes. Acontece que até hoje ninguém postou de verdade o tal disco. O que encontramos, além da capinha, é uma outra gravação, a trilha do filme de Zelito Viana, que não corresponde ao proposto. Cansado de levar gato por lebre, eu vou aqui postar o verdadeiro álbum da peça, lançado originalmente em 1966.

“Morte e Vida Severina – Auto de Natal Pernambucano” é um poema cênico, escrito por João Cabral de Melo Neto em 1956, a pedido de Maria Clara Machado, para o Grupo Tablado encenar no natal, mas que não chegou a acontecer ( ou foi?). Em 1965 ele voltou adaptado, musicado pelo então jovem compositor, Chico Buarque de Holanda. A peça foi levada ao palco através do Teatro da Universidade Católica de São Paulo, o ‘Tuca”, no dia de sua inauguração. No auge da ditadura, pelo cunho social, logo na estréia o grupo teve problemas com os milicos. A polícia militar e toda má sorte de repressores baixaram no local. Houve prisões e tumulto. Este álbum foi gravado (supostamente) nesse dia. Ao contrário do disco dar trilha do filme, neste temos editado o áudio de toda a encenação, ou seja, a poesia interpretada ao vivo. A gravação histórica foi lançada pela Companhia Brasileira de Discos, com selo Philips, em 1966. No mesmo ano saiu também um compacto duplo, gravado em estúdio e lançado pelo selo Cáritas com o mesmo grupo do Tuca. Me lembro deste disquinho, eu ainda menino, não parava de ouvi-lo na radiola Philco, na casa da minha tia. Acho que ainda sei de cor toda a faixa “Mulher na janela”. Eu cantava direto esse trecho, brincando com os amigos. Como eu não gosto de ‘café pequeno’, tô incluindo no pacote o compacto também. Espero que vocês gostem.

PS.: por favor, perdoem os meus erros crassos, ortográficos e e essa falta de paciência para conferir se ficou tudo no lugar. Ôtôtentando aprendê, tá?

O Marginal – TSO (1974)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje eu vou tomar o dia para postar compactos. Começo com este, um compacto simples lançado em 1974, trazendo a música tema do filme “O marginal”, dirigido por Carlos Manga, também lançado naquele ano. Esta música é de autoria de Roberto e Erasmo Carlos. Aqui ela é interpretada em duas versões, com o cantor Wilson Miranda e instrumental com a Orquestra de Chico Moraes.
O filme eu assisti uma vez, mas não me lembro mais da história. Sei que se trata de um policial, tendo o ator Tarcísio Meira como o protagonista, fazendo o papel de um criminoso. O roteiro, segundo contam, foi escrito por Manga, Dias Gomes e Lauro Cesar Muniz. Este último se inspirou na trama para criar a história da novela “Escalada”, da Globo no ano seguinte.
Confiram aí… mais tarde tem mais…

o marginal – wilson miranda
o marginal – orquestra de chico moraes

Casais Proibidos – Trilha Sonora (1981)

Aproveitando a onda romântica e indo mais a fundo, vou extrapolar de vez. Afinal o Toque Musical foi feito também para despertar a curiosidade e como lema, “um lugar para quem escuta música com outros olhos”, né não? Só que nesta postagem vamos inverter a ordem dos fatores, mas sem alterar o produto.

Na sequência, temos aqui a trilha do curioso (e pretensioso) filme de Ubiratan Gonçalves, “Casais Proibidos”. Nunca vi este filme, mas bem que gostaria. Acho ótimas essas pornochanchadas e hoje em dia virou até filme “cult”. Ubiratan começou na televisão, logo no seu início, nos anos 50. Foi ator, trabalhando como comediante na televisão por muitos anos. Depois se voltou para o cinema e produziu pérolas como, “Será que ela aguenta?”; “Eu compro essa virgem”; “Doador sexual”; “Nuas do asfalto” e “As panteras negras do sexo”. Tá ruim ou quer mais?
Em “Casais proibidos” temos uma trilha sonora feita sob medida e executada por um grupo de artistas provavelmente de São Paulo. Nessa hora eu volto ao nosso lema e recomendo, música para se ouvir com outros olhos. Vai nessa lôbo mau!
.
casais proibidos
contrastes
recordações
amante prá você
preciso lembrar de te esquecer
hey campeão
somos apenas humanos
de corpo e alma
quem somos nós
prece da carne

Vinicius de Moraes – Nossa Filha Gabriela (1972)

Olá amigos cultos e ocultos! O tempo anda curto, mas o Toque Musical não pode parar. Ainda limpando a gaveta, tenho outro disco que sempre ficou esperando oportunidade. Temos aqui mais uma das boas trilhas de novela feita pela dupla Toquinho e Vinícius. “Nossa Filha Gabriela” foi uma novela da extinta TV Tupi, dirigida por Carlos Zara e que foi ao ar em 1971. Foi a primeira vez que uma telenovela recebeu um tratamento musical como este, com uma trilha exclusiva, como no cinema. Depois dessa experiência a dupla viria a fazer mais sucesso em novas músicas destinadas à teledramaturgia, como “O Bem Amado” e “Fogo Sobre a Terra”. Este disco tem também como destaque Vinicius cantando. Acho que depois das experiências em diversos shows e no Circuito Universitário, o poeta resolveu soltar um pouco mais a voz.

sei lá… a vida tem sempre razão
amor e solidão
ele e ela
modinha 1
o céu e o meu chão
la casa (diálogo)
la casa
valsa para uma menininha
a rosa desfolhada
o pato
modinha 1 (toquinho)
o céu e o meu chão

Morte E Vida Severina – Trilha Sonora Do Filme (1977)

Bom dia! Ontem pela, primeira vez, tive tempo e paciência para conhecer melhor os meus contadores de visita e estatísticas. Tenho três contadores no blog, sendo um deles oculto, o da Google. E justamente este, o mais completo, eu nunca havia investido, nem sabia como funciona. Mas quem tem amigo não morre pagão. Com uma pequena ajuda dos amigos, eu vou aos poucos ampliando meus conhecimentos sobre as ferramentas que disponho no blog. Que maravilha! Agora consigo localizar de onde vem os acessos e até já consigo ver os amigos ocultos. Mas o melhor foi saber de onde vem as pedras. Agora ficou mais claro… quem diria… Fico aqui pensando apenas numa coisa, como é estranha a natureza humana. Só isso…

Vamos agora falar do disco do dia. Hoje temos aqui a trilha sonora original do filme de Zelito Viana, “Morte e Vida Severino”, de 1977, baseado no livro de João Cabral de Melo Neto. Este texto/poema se tornaria um clássico a partir dos anos 60 quando foi levado para o palco. Chico Buarque de Holanda musicou alguns dos poemas do livro. Na versão cinematográfica, veio nos anos 70 este filme do diretor Zelito Viana. A trilha sonora é de Airton Barbosa, um dos integrantes do Quinteto Villa-Lobos. A música de Chico também está presente. Participam do álbum os mesmos intérpretes do filme, as cantoras-atrizes Elba Ramalho e Tânia Alves, os atores Jofre Soares, Stenio Garcia, José Dumont e o próprio diretor. Também estão presentes músicos como Geraldo Azevedo e Kátia de França, entre outros… O resultado em disco não podia melhor tendo ainda a direção artística de Marcus Vinicius e a produção de Marcus Pereira. Muito bom! Confiram aí…
de sua formosura
severino – o rio – notícias do sertão
mulher na janela
homens de pedra
todo o céu e a terra
encontro com o canavial
funeral de um lavrador
chegada ao recife
as ciganas
despedida do agreste
o outro recife
fala do mestre carpina

Coral De Joab – O Melhor Das Novelas (1972)

Olá amigos cultos e ocultos! Em janeiro deste ano eu postei um compacto com o tema da Copa do Mundo de 70, o famoso Prá frente Brasil”, um disquinho com a orquestra do maestro Guerra Peixe em conjunto com o Coral de Joab. Ficou desde então uma dúvida ou uma questão a ser esclarecida: quem era o Coral de Joab? Taí uma pergunta que eu não soube responder, embora tenha insistentemente procurado informações. Passado todo esse tempo, ainda continuo na mesma… Nem com meu faro de detetive Olho Vivo consegui chegar às vias de fato. O pouco que eu sei é que este coral foi muito atuante nos anos 60 e 70. Gravaram muitos jingles, trilhas, discos comemorativos e também atuaram como ‘pano de fundo’ para diversos artistas.

Eu não achei mais informações, mas encontrei um outro disco deles com temas de novelas. Eis aqui o álbum “O melhor das novelas”. São temas bastante conhecidos, principalmente para a turma que está acima dos 40. Um disco muito interessante. Vale uma conferida e se possível uma luz… um complemento informativo sobre o grupo. Estou aguardando… ;)
o bofe (tema de o bofe)
love’s whistle (tema de bandeira 2)
o primeiro amor (tema de o primeiro amor)
a música do meu caminho (tema de o preço de um homem)
candida (tema de sol amarelo)
rock and roll lullaby (tema de selva de pedra)
bel-ami (tema de bel-ami)
você não tá com nada (tema de bandeira 2)
na selva de pedra (tema de selva de pedra)
mariana (tema de o primeiro amor)
hippie (tema de o preço de um homem)
selva de pedra (tema deo primeiro amor)

Deus Lhe Pague – TSO (1976)

Bom dia, meus prezados amigos cultos e ocultos! Vamos nós começando a semana, trazendo sempre uma rara novidade ou uma grata lembrança, para alegar nossas vidas.

Começo a semana com um disco que pouca gente conhece e só recentemente veio a ser relançado em cd na coleção que reuniu toda a discografica de Vinícius de Moraes, intitulada “Como dizia o poeta”. “Deus lhe pague” foi uma super produção cênica-musical produzida por Mário Prioli, sob a direção de Bibi Ferreira e tendo Walmor Chagas e Marília Pera na frente do elenco. O texto é uma adaptação da peça de Joracy Camargo e as músicas de Edú Lobo e Vinicius de Moraes. Este, sem dúvida, foi um musical ao qual a imprensa na época parece não ter dado muita bola. E o espetáculo acabou não merecendo a devida repercussão. Podemos dizer que chegou mesmo a ser um fracasso. Obviamente, não foi pela qualidade da obra e dos artistas envolvidos. “Deus lhe pague” é um clássico do nosso teatro e já foi levada ao público por diversos grupos cênicos. O certo é que esta versão ficou um pouco apagada e talvez por isso mesmo o álbum nunca antes tenha sido relançado. Com tudo, ou apesar de tudo, o disco é muito bacana e vale mesmo uma conferida ;) Quem ainda não conhece, tá na mão…
eu agradeço
o que é que tem sentido nesta vida
samblues do dinheiro
lamento do joão
labirinto
tá difícil
um novo dia
além do tempo
decididamente
pobre de mim
joão não tem de quê
cara de pau

Sergio Ricardo Lindolpho Gaya – Trilha Sonora Original Do Filme Esse Mundo É Meu (1964)

Para quem gosta de cinema e música de qualidade, eis aqui um álbum nota 10. A trilha original do filme de Sérgio Ricardo, “Esse mundo é meu”, de 1964. Não vou entrar em detalhes sobre esse longa, deixando a apresentação para o texto interno, do também cineasta Cacá Diegues. O álbum, em capa dupla, foi produzindo por Roberto Quartin para o selo Forma. A orquestração e os arranjos são do maestro Lindolfo Gaya e as composições de Sérgio Ricardo que, obviamente, participa também cantando e tocando. Um dos raros trabalhos fonográficos da época com ficha completa dos artistas e profissionais envolvidos. Assim é que eu gosto, tudo mastigadinho ;) .

Este disco já foi apresentado em outros blogs e não poderia faltar aqui no Toque Musical, que também adora a arte de Sérgio Ricardo. Se você ainda não viu este rodando por aí, aproveita agora… ;)
cabocla jandira
sonho
chorinho da barbearia
nem fome nem eito
tempestade I
pregão
oxalá, meu pai
esse mundo é meu
tempestade II
cabocla jandira

Arena Conta Zumbi (1965)

Interessante… Em pouco mais de uma semana, três pessoas, em situações totalmente distintas, me perguntaram se eu teria no blog o disco Arena conta Zumbi. Eu tinha certo de que já o havia postado, não sei porque razão. Depois me lembrei de outras encarnações e tudo ficou claro. Realmente, eu ainda não o apresentei aqui no Toque Musical. Portanto, hoje vamos a ele :)
“Arena conta Zumbi” é uma peça teatral de Augusto Boal e Gianfrancesco Guarnieri, com música composta por Edú Lôbo. O musical, um marco na trajetória do Teatro de Arena, estreou neste saudoso e emblemático teatro de São Paulo, no dia 1 de maio de 1965. A direção musical foi de Carlos Castilho que também participa tocando violão e a direção geral de Augusto Boal. No elenco, entre outros haviam o Guarnieri, Lima Duarte, Dina Sfat e Marília Medalha.
O texto da peça é baseado no romance de João Felício dos Santos e conta a história do Quilombo dos Palmares e da vinda de Zambi para o Brasil num barco negreiro. Porém, a adaptação de Boal e Guarnieri refletia a realidade do momento, o contexto social, cultural e principalmente político do país naqueles anos. Como exemplo, temos incluído um discurso do General Castelo Branco que na peça é fala do personagem, o governador Dom Ayres.
Esta peça teve várias montagens, não apenas no Brasil, mas também na Argentina, Uruguai, França e América.
Apesar de existir pausa entre falas e músicas no disco, eu achei por bem não separá-las, mantendo inteiros os lados A e B.

Aí Vem O Dilúvio (1981)

Hoje, para encerrar a mostra dos musicais, teremos um dilúvio. Calma! O dilúvio a que me refiro é apenas o nome deste musical que eu chamaria de infanto-juvenil, muito conhecido por aqui. Dos italianos Garinei e Giovannini, traduzida e adaptada por Brancato Jr., a peça conta de maneira bem humorada a passagem bíblica de Noé e sua arca. Me parece que já foi montado no Brasil pelo menos umas três vezes. Aqui temos em disco a montagem de 1981, que acredito ter sido a primeira. É estranho, a gente vai procurar informações sobre as montagens brasileiras no Google, mas o máximo que encontramos são currículos de atores relacionados à peça, algum sebo vendendo o vinil que já virou raridade ou pequenas notas em diários eletrônicos que nada acrescentam. Como eu não vi e nem conheço bem este musical, vou me limitar a dizer que a trilha que ouvi e achei muito interessante. Confiram vocês também!

um lugar na mesa
que pena que seja pecado
padres e sinos
bela noite sem sonho
isto é o amor
as formigas
san crispin
doce clementina
a pombinha
um lugar na mesa

Alô, Dolly! (1966)

Aqui, temos outro musical importante, que também não pode faltar nesta mostra, “Hello Dolly!” ou “Alô Dolly!”. Sucesso de bilheteria e mundialmente conhecido, aqui no Brasil não foi diferente, a ponto de render temporadas e até esse disquinho. A versão brasileira contava com Bibi Ferreira, Paulo Fortes e um grande elenco, como podemos ver na capa.
Eu já vi este disco postado por aí, em outros blogs, não é novidade. Mas aqui também temos a nossa versão. Desculpem, mas hoje o dia foi de amargar. Já estou até ‘variando’ de sono Zzzz…

abertura
ponho a mãozinha aqui
tem que ser aquela
ponha uma roupa de domingo
meu chapeu enfeitarei de fitas
marche, marche, marche
dançando
na marcha da vida a passar
elegancia
alô dolly!
apenas um momento
adeus, querida
final

Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força (1964)

Como eu havia prometido, aqui está, o disco de “Como vencer na vida sem fazer força”.
Mais uma comédia musical americana famosa por aqui. Teve sua estréia em 1964, no Teatro Carlos Gomes, Rio. Seu elenco era composto por um time de atores dos mais brilhantes. Contam que até a Elis Regina fez o teste para participar da primeira montagem, mas perdeu para Marília Pera. A adaptação do texto original foi de Carlos Lacerda para os diálogos e Billy Blanco para as canções. Isso, sem dúvida, confere a este musical um interesse ainda maior. Até o Moacyr Franco se superou e chega mesmo a nos surpreender.

ouverture / como vencer – moacyr franco
feliz em espera-lo para o jantar – marília pêra
o cafezinho – paulo araujo, berta loran e côro
o jeito da companhia – moacyr franco, nestor montemar, paulo araujo e côro
a secretária não é brinquedo – francisco dantas e côro
foi um dia trabalhoso – moacyr franco, marília pêra e berta loran
os buldogues – moacyr franco e procópio ferreira
modelo de paris – marília pêra, berta loran e côro
rosemary – moacyr franco, marília pêra e paulo araujo
cinderela querida – berta lorane côro
coração de ouro – procópio ferreira e lilian fernandes
eu creio em você – moacyr franco e côro
confraria – moacyr franco, nestor montemar, geisa gama e côro
final – marília pêra e toda a companhia.

Minha Querida Lady – Bibi Ferreira E Paulo Autran (1962)

Mais um musical de grande sucesso em todo o mundo, “My Fair Lady”. Baseado na novela “Pygmalion” de Bernard Shaw, estreou na Broadway em 1956. Me parece que até hoje ela ainda continua em cartaz. Foi um tremendo sucesso e logo teve versões espalhadas por vários lugares, tendo inclusive sua versão ‘holliwoodiana’ para o cinema.
No Brasil sua estréia aconteceu em 1962 com Bibi Ferreira e Paulo Autran. Considerada uma das melhores versões, “Minha querida lady” foi sucesso também por aqui. A versão é de Henrique Pongetti para o texto e Victor Berbara as canções. A regência ficou por conta do maestro Alexandre Gnattali. No elenco ainda fazem parte Jayme Costa, Estellita Bell, Helio Paiva e Sérgio de Oliveira. Sem dúvida, esta versão foi mais uma que mereceu seu registro em disco. Muito bom, confiram este toque ;)

abertura
porque não podem os ingleses aprender?
tão felizes
bocadinho só
sou um homem bem comum
já verás, mestre higgins
o rei de roma ruma a madrid
eu dançaria assim
gavota de ascot
a rua onde ela mora
valsa da embaixada
vitória
vou me casar em matrimônio
sem você
ao seu olhar me acostumei
final

Jesus Cristo Super Star (1972)

Olá caríssimos (rapidinho), hoje é dia de espetáculo! E eu tenho a honra de trazer até vocês o consagrado musical dos anos 70, “Jesus Cristo Super Star”. Criado por Tim Rice e Andrew Lloyd Webber – autor de tantos outros trabalhos como “Cats”, “O Fantasma da Opera” e “Evita” – este musical foi sucesso imediato em todo o mundo, com montagens em vários países, inclusive no Brasil. Por aqui, a versão foi de Vinicius de Moraes e gerou este merecido lp. Gravado em estúdio, o disco contou com a participação de todo o elenco da peça. A regência é do nosso já conhecido, maestro Salinas.

céu na cuca
tudo está bem
sinédrio e hosanna
simão zelote
sonho
tenta não pensar
gethsemane
negação de pedro
vamos reperit
rei herodes
arrependimento de judas
condenação
superstar
PS.: temos duas versões para avaliação, uma editada e outra integral/ripagem bruta, sem tratamento. Mas em todos os dois casos o som está ótimo!