Virtuose (1977)

Boas noites, meus prezados amigos cultos e ocultos! Vai a saudação no plural para valer pelos dias faltosos. Desculpem, mas o tempo, a cada dia que passa vai ficando mais escasso.  Porém, sempre que possível vamos renovando as postagens.
Hoje eu estou trazendo uma curiosa coletânea. Mais um daqueles discos promocionais, feito por encomenda e certamente, com tiragem limitada. Trata-se de um box com dois lps, produzidos para a AEG-Telefunken do Brasil S.A., reunindo alguns de nossos melhores violonistas. Um encontro em disco inusitado e quase tão improvável quanto as coletâneas que fazemos por aqui. Digo isso pelo fato de que a Telefunken foi quem cuidou da pós produção de seu brinde. Criou uma coletânea com gravações de artistas do selo Continental e RCA Victor. Em outras palavras, colocaram na caixa um lp com selo RCA e outro da Continental. Temos no disco da Continental Dilermando Reis, Rago, Paulinho Nogueira e Poly. No disco da RCA temos os Índios Tabajaras, Baden Powell e Sebastião Tapajós. Ainda sobra espaço para o violonista inglês Julian Bream interpretando duas peças de Villa-Lobos. É, sem dúvida, uma coletâneas de excelentes fonogramas, gravações originais extraídas de outro discos. Traz também encartes e livreto contando a história do violão. Muito bacana. Vale uma conferida

fantasia – improviso op. 66, de chopin – índios tabajaras
valsa das flores – quebra nozes op. 71, de tchaikovisky – índios tabajaras
dança ritual do fogo, de manuel de falla – índios tabajaras
recuerdos de la alhambra – índios tabajaras
valsa n. 7 op.64 n. 2, de chopin – índios tabajaras
o vôo do besouro – índios tabajaras
valsa n. 6 op.64 n. 1, de chopin – índios tabajaras
prelúdio n. 2, de villa-lobos – julian bream
schottisch-choro, de villa-lobos – julian bream
allegro sinfônico – sebastião tapajós
carinhoso – dilermando reis
adda – poly
bachianinha n. 1 – paulinho nogueira
despertar da montanha – dilermando reis
violão no samba – luiz bonfá
xv de julho – poly
caxinguelê – dilermando reis
vê se te agrada – dilermando reis
zelão – paulinho nogueira
odeon – poly
uma valsa dois amores – dilermando reis
tenebroso – rago
da cor do pecado – paulinho nogueira
marcha dos marinheiros – dilermando reis
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Baden Powell + Cordes – Mélancolie (1975)

Olá amiguíssimos, cultos e ocultos! Aqui estamos nós em 2016. Mais um ano que se inicia. Espero que seja mais iluminado, mais criativo em termos musicais. Que pelo menos isso nos salve e nos acalente por conta de tanta coisa coisa ruim nesse mundo e neste Brasil. Desejo que 2016 seja um ano de reflexão, de ajustes e acertos. Que possamos continuar alimentando de boa música aqueles que a procuram. E foda-se pro resto… “bad music for bad people”.
Para começar bem o ano nada melhor que um trabalho de altíssima qualidade, um disco bom em todos os sentidos. Me refiro certamente a este ‘Melancolie’, lp lançado na França pelo nosso grande violonista Baden Powell. Um álbum luxuoso, de capa dupla, gravação de primeira linha… edição francesa, naturalmente, o autêntico lp de discófilo colecionador. Não sei se este disco chegou a se lançado aqui no Brasil. Porém, em sua versão digital (CD), ele ganhou mais 4 músicas. Um repertório maravilhoso, entre temas autorais, clássicos da mpb e até uma música do contrabaixista Guy Pedersen, músico que está sempre presente em seus discos franceses. Neste disco Baden canta e vem acompanhado por Guy Pedersen (baixo), Jean Arpino (bateria e percurssão) e Janine de Waleyne que faz um belo vocalização. Os arranjos de cordas e regência são do maestro Jacques Denjean. Confiram
ano e meio
se todos fossem iguais a você
midjao
acalanto das nonas
rosa maria
aos pés da santa cruz
horizon
saudades da bahia
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Baden Powell – Rio Das Valsas (1988)

Indiscutivelmente, Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, RJ, 6/8/1937-Rio de Janeiro, 26/9/2000) foi um dos maiores violonistas de todos os tempos, e um dos maiores músicos brasileiros de seu tempo. Também notável compositor, teve músicas em parceria com nomes do quilate de Billy Blanco (“Samba triste”), Paulo César Pinheiro (“Lapinha”, “Violão vadio”) e principalmente Vinícius de Moraes, com quem assina hits inesquecíveis, tais como “Samba em prelúdio”, “Berimbau”, “Deixa”, “Consolação” e “Canto de Ossanha”. Baden possui uma impressionante discografia com cerca de setenta títulos, incluindo LPs, CDs e compactos. Parte de seus discos foi gravada no exterior, em países como França, Alemanha e Japão. O Toque Musical, inclusive, já ofereceu a seus amigos cultos, ocultos e associados, alguns desses títulos. Agora, tem a honra e a satisfação de apresentar mais um álbum de Baden. Trata-se de “Rio das valsas”,  uma produção independente patrocinada pelo Banerj (Banco do Estado do Rio de Janeiro, mais tarde privatizado) e gravada em 1988. Aliás, este foi o primeiro trabalho que Baden Powell  gravou no Brasil depois de longa temporada na Europa. Mais precisamente no Estúdio Transamérica, de São Paulo, então um dos melhores do Brasil.

O presente trabalho de mestre Baden, com produção do grande Franco Paulino,  apresenta um selecionado e bem cuidado repertório de valsas, mostrando, segundo a contracapa, que a beleza do Rio de Janeiro não está apenas  no carnaval, nas praias ou nas paisagens naturais, mas também nas valsas criadas por compositores nascidos na “cidade maravilhosa”.  São dez faixas, nas quais Baden demonstra toda sua técnica e virtuosismo. E apresentando clássicos imperdíveis de Pixinguinha (“Rosa”), do próprio Baden (“Valsa sem nome”, “Velho amigo”, “Canção do amor ausente”, as três em parceria com Vinícius de Moraes), da dupla Sílvio Caldas-Orestes Barbosa (“Chão de estrelas”, daquelas que não tem quem não conhece), do flautista Patápio Silva (“Primeiro amor”, aliás seu maior sucesso autoral), Freire Júnior (“Revendo o passado”). Vinícius ainda assina as outras duas faixas restantes: “O que tinha de ser”, de sua parceria com outro mestre, Tom Jobim, e, sozinho “Valsa de Eurídice”, que o próprio Baden Powell gravou inúmeras vezes, inclusive no exterior.  A contracapa também apresenta pequenas biografias dos compositores cujas obras foram aqui incluídas, inclusive o próprio Baden, é claro. Enfim, um álbum cuidadíssimo, tanto em repertório quanto em qualidade técnica e apresentação gráfica. Com tantas qualidades, que mais se pode pedir? Agora é ouvir e desfrutar
rosa
serenata do adeus
valsa sem nome
primeiro amor
velho amigo
o que tinha de ser
chão de estrelas
canção do amor ausente
revendo o passado
valsa de eurídice
Texto de Samuel Machado Filho

Brazil – Song & Sound The World Around (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês uma coletânea de MPB produzida pela Philips holandesa para o mercado europeu, em 1976. Este disco, pelo que tudo indica, faz parte de uma série intitulada “Song & Sound The World Around”, um mostruário da música de vários países pelo mundo. Obviamente, material de arquivo da própria gravadora nesses diferentes países.
Para esta seleção ‘Brazil’, vamos encontrar artistas como Tom Jobim, Jorge Ben, MPB-4, Ivan Lins, Nara Leão, Gilberto Gil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Baden Powell e Carlos Lyra em gravações extraídas de discos dos primeiros anos da década de 70. Inclui-se nessa seleção outras gravações, essas dos anos 60. Eis um disquinho interessante, recheado de sambas, que é o forte e o que realmente interessa os gringos.

o mundo encantado do monteiro lobato – jair rodrigues
part6ido alto – mpb-4
apito na batucada – escola de samba da cidade
nordeste, seu povo, seu canto e sua gente – nara leão
afrolatino – carlos lyra
nhá tereza – ivan lins
paz amor e alegria – acadêmicos do salgueiro
expresso 2222 – gilberto gil
caramba galileu da galiléia – jorge ben
bala com bala – lis regina
petit waltz – baden powell
aguas de março – tom jobim
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Sílvia Maria – Coragem (1981)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu até que estava animado com os discos de samba, mas por não ter nada que achasse relevante em minha gaveta, preferi tomar outro rumo. Ou melhor, decidi postar outra coisa, outro disco… Vamos hoje com a cantora paulista Silvia Maria. Uma artista muito talentosa que em 1973 estreou em lp com o excelente álbum “Porte de rainha”, álbum este que eu já postei aqui há tempos atrás. Passaram-se quase oito anos até que ela voltasse em um novo álbum solo. Tomou coragem, quer dizer, gravou em 1980 este que foi o seu segundo trabalho e que justamente se chama “Coragem”. Um disco também muito bom, com dez faixas muito bem escolhidas e participação especial do violonista Baden Powell.
Pelo jeito, Silvia Maria não é desses artistas que gravam muito, mas sim que gravam bem. Em 2011 ela voltou à cena lançando o CD “Ave rara”. Vamos ver se a gente o encontra para postarmos aqui no Toque Musical numa próxima oportunidade. Confiram

samba da partida
fim de abril
irmão de fé
poema das lágrimas
kangala
pedacinhos do céu
fim de papo
acalmar
desperta
canção das flores
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Baden Powell – Estudos (1971)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui estou eu aproveitando a brecha para introduzir meu ‘post’. (ups!) Hoje, muito mais correndo contra o relógio. Eu precisava ter ainda umas quatro horas para finalizar este dia. Corre daqui, corre dalí… aqui vai um “disco de gaveta”. prontinho, esperando sua vez.
Vamos com este maravilhoso álbum de Baden Powell, que todos já conhecem bem. Está entrado em nosso acervo, mais para compor a lista, pois acredito que já foi bem compartilhado. Mais um clássico de Baden, só ele e seu violão. Não posso deixar de destacar uma das interpretações mais inspiradas e apaixonante deste lp, “Serenata do adeus”. de Vinícius de Moraes. Eu chego a ficar arrepiado. Linda demais!

encontsta pra vê se dá
prá valer
pai
serenata do adeus
tapiilraiuara
valsa sem nome
é isso aí
chão de estrêlas
crepúsculo
tema triste
baixo de pau (um abraço, ernesto)
último porto
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Garota De Ipanema – Trilha Original Do Fime (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu hoje estava para postar uma homenagem ao Nonato Buzar, que veio a falecer neste domingo. Pensei em postar algum disco dele, mas pecebi que não tenho nenhum além dos arquivos de dois dos seus trabalhos. Só não postei porque não estava no padrão TM, quer dizer, sem capa e contracapa. Mas ainda farei, quem sabe, uma coletânea. Ele merece 🙂
Também perdemos o cineasta, num caso trágico, o cineasta Eduardo Coutinho. Fiquei pasmo com o caso. A vida imitando a ficção… loucura!
Acho que meio por conta do Cinema’ foi que hoje eu decidi então postar este disco, a trilha sonora do filme “Garota de Ipanema”, de Leon Hirszman. ‘Para me facilitar e também abrilhantar nossa postagem, vou pegando emprestado o texto escrito por Fernando Zamith em 2011 sobre o filme:

Uma raridade. “Garota de Ipanema” (1967), de Leon Hirszman (1937-1987), é um dos filmes brasileiros mais esquecidos da história. Que mistério cerca esse sumiço? É algo deliberado deixá-lo no limbo da memória?
Mesmo entre os defensores do cinema novo, há uma omissão velada. Parece até que apagaram os detalhes maiores da filmografia do cineasta de “Eles Não Usam Black-Tie” e “São Bernardo”. Quando muito aparece só o nome do filme e o ano (1967) e pronto.
Também pouca gente menciona que o co-roteirista do filme foi ninguém menos do que Glauber Rocha, ícone do movimento cinema novo. Glauber Rocha? Exatamente, mas em algumas fichas técnicas publicadas seu nome não aparece. Por que será?
O filme não existe em DVD e nem ganhou lançamento em fita VHS lá pelos anos 80. Inspirada na canção mais celebrada de Antonio Carlos Jobim e das mais gravadas no mundo, o filme surpreendeu, pois nada trazia dos versos famosos da letra de Vinicius de Moraes.
Nada a ver com a canção inspirada na garota adolescente da vida real (Helô Pinheiro). A garota do filme é um personagem fictício, a jovem Márcia, de 17 anos, papel da atriz então iniciante Márcia Rodrigues. O roteiro ainda tem um crédito para Vinicius de Moraes (que aparece na tela), ao lado de Eduardo Coutinho.
“Garota de Ipanema” – o filme é mais um retrato social de pais e filhos no Rio de Janeiro dos anos 60. Um elenco de nomes famosos em pequenos papéis. O jornalista João Saldanha, por exemplo, faz o pai da garota de Ipanema. Nas imagens do vídeo abaixo, você pode vê-lo entrando no Fusca estacionado numa rua do bairro.
No filme, quem também aparece é um jovenzinho Chico Buarque. E ele canta uma composição que ficou famosa: “Noite dos Mascarados”. Aliás, a trilha sonora é um achado. Há até um rock com letra de Vinicius de Moraes cantado por Ronnie Von. Eis o set-list da trilha original de “Garota de Ipanema”, com base no LP de vinil. Quem se lembra dos lados A e B?:
noite dos mascarados – elis regina e chico buarque
lamento do morro – nara leão
surf board – orquestra
ela é carioca – tamba trio
poema dos olhos da amada – vinícius de moraes
a queda – orquestra
tema de abertura (garota de ipanema) – orquestra
por você – ronnie von
chorinho – chico buarque
ária para morrer de amor – baden powell
rancho das namoradas – quarteto em cy e mpb-4
tema da desilusão (garota de ipanema) – orquestra
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Rodolfo Mayer & Baden Powel – Meu Cavalo Swasti (1961)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos! Como uma coisa sempre leva a outra, eu hoje achei por bem de apresentar este álbum que traz a presença do jovem Baden Powell em uma performace livre, criando de improviso os temas de fundo para os textos de “Meu cavalo Swasti”, de Roger François, declamandos pelo ator Rodolfo Mayer. O álbum é mesmo uma maravilha, em se tratando de figuras como Rodolfo Mayer e Baden Powell, pode saber, só pode ser coisa boa. Roger François, por outro lado, é para mim uma novidade. Eu nunca havia antes ouvido este disco. Procurei informações no Google, mas curiosamente não há nada, inclusive sobre este álbum, também não há muito o que contar. Suponho que Roger François seja um escritor francês. Os textos, claros e poéticos, escolhidos e interpretados por Rodolfo Mayer são um espetáculo de sensibilidade. Ficam ainda melhores tendo o talento espontâneo de Baden Powell. O grande pecado deste disco está na gravação, na distribuição dos graves, agudos e enfim, do volume. O som maravilhoso do violão muitas vezes se perde num silêncio ou entres estalos inevitáveis do velho vinil. Mesmo assim, procurei melhorar ao máximo a qualidade, retirando ‘na unha’ os estalos mais evidentes. Vale a pena conferir. E não demorem, pois o tempo é curto, a fila anda e eu não irei repostar novamente o link no GTM, ok?

swasti
cavalgarei swasti
levarei um presente
preparo-me
encontro com meu pai
volto da casa de meu pai
visitarei o mundo
encontrarei as crianças
o milagre do santo
encontro
1. intermezzo
maluco
embriaguez
as duas velhinhas
2. intermezzo
o cristo do devoto
3. intermezzo
a criança que a convidou-a para almoçar
o homem superior
fim de viagem – converso com swasti
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Baden Powell & Vinícius De Moraes – Os Afro-Sambas (1966)

Olá amigos cultos e ocultos! Ontem recebi duras, porém importantes, críticas de um amigo sobre o que eu escrevo e como escrevo as coisas aqui no Toque Musical. Realmente, os textos das minhas postagens trazem sempre muitos erros, sejam lá de ortografia, concordâncias, ou mesmo de caráter histórico e informativo. Há, sem dúvida, muita coisa errada por aqui (e vai além, hehehe…), mas mesmo assim eu insisto, teimoso como um burro, vou tocando sozinho esse meu ‘mal hábito’. E o mais curioso de tudo isso é que mesmo sendo assim como sou, como é o Toque Musical, tem por aí muita gente que nos copia, que seguem uma ‘linha’ semelhante. Eu já disse isso, o TM faz escola! 😉
Em homenagem ao meu amigo crítico e também a todos os outros cultos e ocultos, eu hoje trago este álbum, um clássico que despensa maiores apresentaçoes. Aliás, melhor apresentação que o texto do próprio autor, ainda mais sendo ele Vinícius de Moraes, não poderia haver. “Os Afro-sambas” é um disco dos mais importantes da MPB, lançado através do selo Forma, de Roberto Quartin, em 1966. Produzido de maneira livre, sem se prender a questões e padrões comerciais, o disco traz apenas oito músicas, mas que são a continuidade de um trabalho que a dupla iniciou quatro anos antes, quando ‘se conheceram’, vamos dizer assim. Um trabalho excepcional, que mesmo nunca esquecido, não poderia deixar de ser lembrado aqui. Há ‘medalhões’ que a gente precisa sempre cultuar, não é verdade?

canto de ossanha
canto de xangô
bocochê
canto de yemanjá
tempo de amor
canto de pedra preta
tristeza e solidão
lamento de exu
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Dulce Nunes – Dulce (1965)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós com mais uma toque musical. Sempre trazendo raridades e curiosidades da fonografia nacional. E para comemorar o feriadão que vem chegando (o meu já começa amanhã) e também para levantar a moral e contrabalancear a programação postal (hehehe…), eu trago para vocês esta jóia de disco, a bela Dulce Nunes numa produção de Roberto Quartin e seu sofisticado selo Forma. Beleza de lp, lançado em 1965. Traz um repertório da melhor qualidade e participações prá lá de especiais, além dos arranjos e regência do maestro Guerra Peixe. Entre os músicos participantes temos Baden Powell, recém chegado da Europa, trazendo além de seu violão, uma série de músicas, composições em parceria com outros grandes, que fazem parte deste álbum. Nota 10!
cântico
bom dia amigo
canção da minha amanda
canção em modo menor
estrada branca
derradeira primavera
canção do amor ausente
minha desventura
canção de ninar meu bem
eurídice
onde está você?
soneto da separação

Baden Powell – A Vontade (1963)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Cá estou, um tanto atrasado, mas sempre presente. Talvez até atrasado para a apresentação deste lp de Baden Powell. Por certo, todos aqui já o conhecem bem, mesmo assim faço questão de postá-lo aqui no Toque Musical, afinal, não é em qualquer lugar que se acha um ‘arquivinho completo”, com capa, contracapa e selo, bem original 🙂 Eis então o nosso toque do dia. Bem à vontade, vai aqui o grande Baden com seu violão, cheio de samba e de bossa, em composições próprias, parcerias e mais uns tantos clássicos que fazem deste álbum também um clássico. Baden vem acompanhado apenas, e em algumas faixa, de Jorge Ferreira da Silva (na flauta), João Batista Stockler (na batera) e Pedro (Sorongo) Santos (no seu Sorongo). Com uma capa super bonita – desenho e criação de Cesar Villela, o homem das artes gráficas, responsável por tantas outras que deram uma identidade visual à Elenco – o álbum está perfeito! Podemos também apreciar a contracapa, com fotos onde aparecem ao lado de Baden as ilustres figuras de Nara Leão, Caymmi, Tom, Menecal e Odette Lara. Não sei bem qual foi o motivo dessas fotos, pois nenhum deles participam do disco. Talvez tenha sido mais como uma espécie de ‘aval’ para um músico em seu segundo disco. Maravilha total. Este é curtir e curtir… (putz, como estou repetitivo!)

garota de ipanema

berimbau

o astronauta

consoloção

sorongaio

samba do avião

saudades da bahia

candomblé

conversa de poeta

samba triste

 

Tito Madi, Juca Chaves, Jonas Silva E Baden Powell – Seleção 78 RPM Do Toque Musical (2011)

O Gran Record Brazil chega à sua terceira edição, e apresenta relíquias do final da década de 1950, começo da de 60, que certamente se constituem em autênticos presentes de Papai Noel para colecionadores.

Para começar, um nome que dispensa qualquer tipo de apresentação: Chaiki Madi, aliás Tito Madi, paulista de Pirajuí. E ele abrilhanta a terceira edição do GRB com seu 78 rpm de estreia na gravadora Colúmbia, futura Sony Music, lançado ao apagar das luzes de 1959 (certamente em dezembro) com o número 3101, já emplacando dois sucessos estrondosos, com orquestração e regência de Lírio Panicalli (Queluz, SP, 1906-Niterói, RJ, 1984), autêntica fera do setor. Abrindo o disco, matriz CBO-2172, uma joia inspiradíssima de Luiz Antônio: “Menina-moça”, que fez parte da trilha sonora do filme “Matemática, zero… amor dez”, comédia dirigida por Carlos Hugo Christensen, filmada em cores (Agfacolor) e estrelada por Alberto Ruschel e Suzana Freire, tendo também no elenco Jayme Costa, Agildo Ribeiro, Heloísa Helena (não confundir com a política fundadora do PSOL), entre outros. E “Menina-moça” era o tema principal da película, cuja trilha sonora também saiu em LP pela Colúmbia (apenas o lado A foi disponibilizado em blogs). Teve inúmeras gravações, mas a melhor continua sendo a de Tito Madi. O lado B, gravado oito matrizes depois (CBO-2180) é outro carro-chefe do autor de “Chove lá fora”, mais um produto de sua inspiração: o belo samba “Carinho e amor”, outra pérola imperdível do cancioneiro romântico, e também regravada inúmeras vezes, inclusive pelo próprio Tito. “Carinho e amor” também fez do parte do LP de mesmo nome, que Tito dividiu com o pianista José Ribamar, e foi o primeiro álbum brasileiro da Colúmbia gravado em estéreo (esse sim esta inteiro nos blogs!). Em seguida, iremos nos encontrar com o “menestrel do Brasil”, Juca Chaves. Ele estreou em disco na Chantecler, em outubro de 1959, com dois sambas de sua autoria: “Nós, os gatos…” e “Chapéu de palha com peninha preta”. Apenas três meses depois, em janeiro de 1960, e já por outra gravadora, a RGE de José Scatena, foi para as lojas o segundo 78 do humorista, estampando no selo o número 10206, e com arranjo e regência do italiano Enrico Simonetti, então um dos maestros de plantão na gravadora. A matriz RGO-1440, no lado A, apresenta uma divertida gozação do “Juquinha” com o então chefe da nação Juscelino Kubitschek de Oliveira, a hoje clássica “Presidente bossa nova”, não faltando referências a seu característico sorriso, a suas viagens aéreas constantes, à nova capital que seria inaugurada em abril daquele ano (Brasília) e às aulas de violão que JK tinha com Dilermando Reis. Com a mesma mordacidade, o lado B, matriz RGO-1441, é o choro “Tô duro”, crítica clara à situação de miséria que vivia (e ainda vive) boa parte de nossa população. Aliás, era uma época de inflação galopante, que estava perto de 40% ao ano (diante disso, inflação de 6% ou 7% ao ano como a atual não é nada…). Ambas as músicas também constaram do primeiro LP do humorista, “As duas faces de Juca Chaves”. Outra preciosidade é o segundo e último 78 rpm do cantor Jonas Silva, sobre o qual não há informações disponíveis. Ele estreou em 1955 na Mocambo, com os sambas “Andorinha” e “Eu gosto de você”, e – um mistério! – só fez o segundo 78 seis anos mais tarde. Ele saiu pela Philips em julho de 1960, com o número P61068H e a vantagem de ser inquebrável, prensado em vinil! No lado A, uma das mais conhecidas composições de Tito Madi, o samba “Saudade querida”, hit absoluto naquele ano, gravado por inúmeros intérpretes e, claro, pelo próprio Tito. No lado B, outro samba, “Complicação”, dos mesmos Chico Feitosa e Ronaldo Bôscoli que nos deram, nesse mesmo ano, o samba-canção “Fim de noite”, na voz de Alaíde Costa. É a única gravação desta preciosidade, ao menos em 78 rpm, e o acompanhamento no selo diz apenas que é por conjunto. Para finalizar, temos o genial violonista Baden Powell de Aquino (Varre-Sai, RJ, 1937-Rio de Janeiro, 2000) em mais um bolachão inquebrável da Philips, com o número P61103H, lançado em julho de 1961. Abrindo o disco, uma “Lição de Baião” assinada por Jadir de Castro e Daniel Marechal. E o curioso é que o baião na época andava meio esquecido, com a bossa nova no apogeu, mas ainda com um público fiel ao gênero, particularmente a colônia nordestina, que sempre existiu nos grandes centros urbanos, São Paulo em especial. A letra é cantada por coral masculino, e começa até em francès! O lado B nos traz o belo samba instrumental “Do jeito que a vida quer”, assinado por nada mais nada menos do que o cearense de Fortaleza Eduardo Lincoln Barbosa Sabóia, mais conhecido como Ed Lincoln. Ambas as músicas do 78 que encerra este volume do GRB saíram depois no segundo LP de Baden Powell, intitulado “Um violão na madrugada”. Enfim, oito joias imperdíveis para colecionadores. Não percam!
menina moça – tito madi
carinho e amor – tito madi
presidente bossa nova – juca chaves
tô duro – juca chaves
complicação – jonas silva
saudade querida – jonas silva
lição de baião – baden powell
do jeito que a gente quer – baden powell
*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Dionysio E Seu Quinteto – Romance No Texas Bar (1959)

Como eu sei que iriam me pedir o primeiro disco do Dionysio e Seu Quinteto, decidi postá-lo também.
Pessoalmente, eu gosto mais deste primeiro lp, talvez pelo repertório, pela capa e também pela qualidade do som, que aqui está exemplar.
Vamos aguardar agora é o “Sax Magia”, quem sabe ele aparece por aqui numa próxima oportunidade?
Vão aí… na dose dupla especial ;0

cem por cento
nêga
se todos fossem iguais a você
que murmurem
i love paris
falam meus olhos
it’s not for me to say
mocinho bonito
o apito no samba
cha cha cha no texas
tequila
saudade da bahia

Dionysio E Seu Quinteto – Sax & Ritmo (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos. Segue aqui mais uma raridade, que segundo contam é um álbum muito procurado por colecionadores, principalmente estrangeiros. Isso, muito por conta dos músicos que fazem parte do quinteto do saxofonista Dionísio de Oliveira (ou Dionysio com Y, se preferirem). Antes, porém, de entrarmos nesse mérito, o certo é apresentarmos o ‘bandlearder’. Dionysio era paulista, iniciou-se na música tocando bateria, mas acabou trocando a percussão rítmica pelo sopro, tocando saxofone e clarinete. Integrou diferentes e renomadas orquestras em São Paulo e no Rio de Janeiro, para onde se mudou e seguiu carreira. Tocou também em diversas rádios e fez parte do ‘cast’ de instrumentistas da antiga TV Tupi, do RJ. Foi nos meados dos anos 50 que ele formou o seu conjunto, contando com músicos talentosos, que alguns anos mais tarde se tornariam célebres instrumentistas. Me refiro ao violonista Baden Powell, o baterista Edson Machado e o contrabaixista Wilson Marinho. Os outros músicos do quinteto eu só consegui  identificar pelo primeiro nome – Lucas (piano), Alcides (bongô) e Perez (pandeiro) –  relação essa que apareceu a primeira vez no blog do Zecaloro, através da dica de um de seus visitantes. A mesma lista foi transposta para o Dicionário (in)Cravo Albin, que é talvez a única fonte de informação sobre Dionysio e o seu quinteto. Conforme também podemos identificar por lá, Dionysio e Seu Quinteto gravou apenas três discos, todos pelo selo Internacional CID Hi-Fi. “Sax & Ritmo” foi o segundo álbum, lançado em 1959, no mesmo ano e embalo do primeiro disco, “Romance no Texas Bar”. O terceiro lp viria no ano seguinte, 1960, “Sax Magia”, que para mim, é o mais raro, afinal é o único que ainda falta na minha coleção 🙂
O repertório é misto composto de ‘standards’ da música internacional, além de sambas e chorinhos, um deles de autoria do próprio Dionysio.
Acho que eu nem preciso dizer para os amigos conferirem… tá na mesa! 😉

ave maria lola
sabbosito asi
saia do meu caminho
vento vadio
my blue heaven 
broadway melody
a certain smile
i’m in the mood for love
el reloj
tu me acostumbraste
zangadinho
manhoso

Baden Powell & Stephane Grappelli – La Grande Reunion (1974)

Bom dia amigos cultos e ocultos! A semana aqui para o meu lado continua quente e em todos os sentidos. Muita coisa boa para postar, mas também muitas outras com que me preocupar. Abril, normalmente é um mês atarefado e eu peno para não ficar para trás. Mas sem música diária eu não aguento, preciso dela para adoçar a vida e acalmar meu espírito.

Por falar em adoçar e acalmar, eis aqui um bom paliativo como poucos. Um lp auto astral, com todas as qualidades necessárias para fazer da segunda feira um dia feliz. Vamos hoje conferir outro disco com o nosso grande Baden Powell. Desta vez ele vem acompanhado pelo violinista franco italiano Stephane Grappelli, um dos grandes nomes do jazz europeu. “La Grande Reunion” foi gravado em Paris, em 1974 e lançado pelo selo francês, Festival. No Brasil o disco foi editado, masi ou menos na mesma época, pelo selo Imagem, de Jonas Silva, um dos ‘garoto da lua’ que veio a ser substituído por João Gilberto (um dia ainda quero falar sobre o Jonas e suas aventuras fonográficas). O certo é que este álbum marca o encontro de Baden com Grappelli, num trabalho de gravação feito em apenas dois dias. O disco traz um repertório essencialmente de Bossa Nova, ou exclusivamente de música brasileira. O violino e o estilo de Grappelli são muito próprios e de uma certa forma, domina toda a gravação. Bem porque, ele aqui é quem ‘entra de sola’, Baden fica mais na marcação. Mas sem ele para abrir o caminho, dificilmente Grappelli e sua turma -formada por Guy Pedersen no contrabaixo, Pierre Alain Dahan na bateria e Clément de Waleyne na percussão – chegariam a esse resultado. Ah, é bom lembrar também da participação de Jorge Rezende, que ao lado do grupo, ajuda no tempero da percussão brasileira. Taí um álbum muito bom de se ouvir. Bem tocado em outros blogs e agora também no nosso Toque Musical 😉
eu vim da bahia
meditação
berimbau
desafinado
samba de uma nota só
isaura
amor em paz
brazil

Baden Powell – Nosso Baden (1980)

Hoje, cheio de compromissos e sem muito tempo, vou aproveitar para atender aos pedidos. Esta é a quinta vez que alguém me pede para postar ou localizar o “Nosso Baden”. Parece que no Loronix já era e se tem em outras fontes, não foi localizada. Como estou no corre corre, vamos unir o útil ao agradável, vamos então de Baden Powell. Não vou nem entrar nos detalhes, visto que o Zeca já deu o recado. Se hoje a noite ainda me sobrar um tempinho, farei mais uma postagem, para não ficarmos batendo na mesma tecla, ok? Manda vê aí….

mesa redonda
jongo
até eu
cai dentro
odeon
queixa
abismo de rosas
ingênuo
canção das flores

Baden Powell – Love Me With Guitars (1976)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu fiquei na dúvida, não sabia se postava um Sergio Mendes, um Paulinho Nogueira ou um Baden Powell. Confesso que tirei no palitinho e deu Baden em duas tentativas. Sempre faço assim para comprovar os caprichos do destino.
Temos então o “Love me with guitars”, um álbum originalmente intitulado “O mundo musical de Baden Powell”, lançado em 1964 pelo selo francês Barclay, o primeiro de uma série gravado por ele na Europa. Ao longo do tempo e da carreira de Baden, este trabalho teve pelo menos umas duas edições, sem falar nas versões em cd. Capas diferentes e sob o curioso nome de “Love me with guitars” (de onde foi que eles tiram isso?) Bom, até aí tudo bem. Confunde um pouco a cabeça da gente e na desatenção nos leva a comprar gato por lebre, ou seria comprar o gato novamente? Digo isso porque, mesmo sabendo que se trata daquele velho lançamento internacional, a gente ainda insiste na esperança de ouvi-lo sem os defeitos de algumas faixas. Parece não haver nessas o sincronismo dos canais, provocando um ruído estranho, uma reverberação, que sem dúvida compromete a audição. Quem tem ouvidos apurados e quer sentir a magnitude musical do instrumentista, nessa hora passa raiva. Eu não chego a ser assim tão radical, mas sempre é bom ouvir a coisa certinha 🙂 Nesta edição pelo selo Image de 1976 também não foi diferente, tá lá o barulho. Felizmente a tecnologia da digitalização e suas ferramentas me permitiu aplacar um pouco esse defeito. Não ficou 10, mas modéstia a parte, acho que consegui amenizar a situação. Contudo, se acaso vocês não gostarem, basta importar o cd duplo lançado em 2003 na França. O ‘albinho digital’ reúne a produção do músico no período que vai de 1964 a 72, gravações feitas para os selos Barclay e Festival. Obviamente estão incluidas todas as músicas desse lp e certamente sem os tais ‘defeitinhos’. Apreciem e comentem 😉

deve ser amor
choro para metronome
adágio
berimbau
samba em prelúdio
chanson d’hiver
samba triste
berceuse a jussara
prelude
eurídice
bachiana
garota de ipanema

Baden Powell – Gravado Ao Vivo Em Paris (1973)

Olá! Correndo contra o tempo, aqui vai a postagem do dia. Hoje eu já sei que nem a noite vou ter tempo para afinar a viola, portanto vamos com o que já está na agulha. Vamos mais uma vez com o grande violonista Baden Powell neste álbum gravado ao vivo em Paris. Escolhi este ‘álbum de gaveta’ porque é de um artista que não precisa de muitas apresentações, ainda mais aqui no Toque Musical. Baden é figurinha cativa. Neste show predominam as composições em parceria com Vinícius de Moraes e tem mais… inclusive Chopin e Bach. Disco lindo! Mas vou deixar os complementos e comentários por conta de vocês, amigos cultos e ocultos. Desculpem, mas estou atrasadíssimo! O trabalho me chama! Bye, bye…

garota de ipanema
valsa de eurídice
jesus alegria dos homens
marcha escocesa
berimbau
tristeza
samba triste
tristesse
consolação

Brasil: A Century Of Song – Bossa Nova Era (1995)

Bom dia! No passo ligeiro, aqui vai o disco de hoje. Estou numa correria que só vendo… Tenho para hoje uma coletânea de gaveta, daquelas que ficam prontas para qualquer emergência. Um coletânea feita por gringos e a qual é chamada de bossa nova. Como se a música brasileira se resumisse a nisso. Mas a gente entende porque sabemos que a nossa música tem mesmo muita bossa. Uma música de personalidade mais que expressiva. O disquinho que apresento já é da geração cd, mas seu conteúdo oscila entre o antigo e o moderno, entre o Samba e Bossa Nova. Contudo, vale a pena ouví-lo, pois nele encontraremos coisas muito interessantes e até raras, que não se encontram fácil por aí. Esta é uma copilação feita por americanos (ou canadenses?) em parceria com uma produtora brasileira. Um autêntico disco feito pelo e para o mercado norteamericano. É bem possível que haja algum engano nos créditos das músicas, mas se tiver, eu vou deixar à cargo de vocês, especialistas. Podem comentar… Vejam (e ouçam) o que temos no disquinho:

a felicidade – joão gilberto
o orvalho vem caindo – j. t. meirelles e conjunto
só quero ver – beth carvalho
dindi – sylvia telles e rosinha de valença
desacato – antonio carlos & jocafi
ela desatinou – chico buarque
canto de ossanha – toquinho & vinícius
quando eu penso na bahia – elizeth cardoso e cyro monteiro
pedro pedreiro – quarteto em cy
aqui ó – toninho horta
oh what a sight – oscar castro neves & império serrano
berimbau/cuíca/cavaquinho/tristeza – edu lobo, sylvia telles, rosinha de valença, meirelles e +
pescador – baden powell
rapaz de bem – leila pinheiro
vrap – grupo beijo & coral da usp
rio – leny andrade

Berlin Festival – Guitar Workshop (1967)

Olá a todos! Hoje pela manhã estive ouvindo uns discos de jazz e me lembrei deste álbum lançado pelo selo alemão MPS, onde temos o nosso Baden Powell como uma das estrelas. Como eu havia postado aqui, dias atrás, um lp internacional do violonista, achei por bem fazer um extra, trazendo este álbum de jazz, com as honras do Mestre Baden. As vezes é preciso a gente sair do convencional, dando outros toques e indo além do esperado.

Desta forma, temos para hoje o “Berlin Festival”. Um registro ao vivo dos melhores momentos no “Guitar Workshop” de 1967. Aqui temos cinco feras das cordas: os americanos Jim Hall, Barney Kessel, Elmer Snowden e Buddy Guy dividindo o disco com o brasileiro Baden Powell. Cada um dentro do seu estilo – jazz, blues e bossa – são apresentados em faixas exclusivas e em doses quase homeopáticas. É uma pena que o álbum não seja duplo, pois bem que merecia. Fica ao final ‘um gostinho de quero mais’. Aos amantes do jazz, do violão e guitarra, este disco é fundamental. Uma verdadeira aula de mestres. Espero que vocês apreciem…
elmer snowden
– lazy river
– elmer’s boogie
buddy guy
– first time i met the blues
– drinking muddy water
barney kessel
– on a clear day
– manhã de carnaval
jim hall
– careful
jim hall & barney kessel
– you stepped out of a dream
baden powell
– garota de ipanema
– samba triste
– berimbau