Classe A – RCA Victor Coletânea (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu sempre gostei foi de coletâneas. Eram através delas que a gente  podia degustar diversos artistas de uma determinada gravadora. Uma forma de levar ao público os diferentes artistas, misturando os ‘medalhões’ com aqueles ainda pouco conhecidos. O difícil era achar uma coletânea realmente fina, com artistas e repertório de qualidade. Nesse sentido, a RCA sempre brilhou. Acho que talvez até pela qualidade de seu ‘cast’. Em 1975 a gravadora lançou esta coletânea com alguns de seus mais destacados artistas. Acho que nem preciso falar muito, só pela capa se pode ver que o grupo é seleto, só música bacana, sucessos de uma época onde ainda se fazia boa música. Este é mais dos muitos bons presentes oferecidos pelo amigo Fáres, a quem mais uma vez eu agradeço. E vamos nessa que a coisa é boa. Aguardo vocês no GTM 😉

bodas de prata – joão bosco
diacho de dor – maria creuza e antonio carlos & jocafi
pote de mel – carlos walker
jogo da vida – tamba trio
ligia – lucio alves
chega – ivan lins
disritimia – martinho da vila
meia noite – antonio carlos & jocafi
tristeza chama tristeza – eliana pittman
se alguém telefonar – milton carlos
massa falida – cesar costa filho
flicts – sergio ricardo
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Vários – Levanta A Poeira (1977)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Unindo o útil ao agradável (ou coisa assim), aqui venho eu trazendo para vocês a postagem desta sexta feira. Digo isso, poque estou postando hoje um disco de doação, feito pelo amigo Fáres, que gentilmente nos ofertou e eu, como prometido, fiquei de digitalizar o lp para ele. Nessas horas, todos saem ganhado. Até porque, o disco de hoje é uma interessante coletânea, com algumas faixas que vale a pena relembrar. “Levanta a poeira” foi lançado em 1977, trata-se de uma coletânea daquelas tipo ‘salada mista’, onde a gravadora junta um pouco de tudo aquilo que tem de sucesso e faz isso, um mexidão. Como podemos ver aqui, temos uma relação de músicas e artistas bem diferentes entre si, embora todos rezem da mesma missa, a música popular brasileira. Temos Geraldo Vandré, Helena de Lima, Toquinho & Vinícius, Maria Creuza e entre esses, outros nomes como Mutinho, Luiz Carlos, Clovis de Lima, Beto Scala, Diomedes e Mauro Silva, artistas que com seus fonogramas complementam esta curiosa produção. Gosto de coletâneas como esta, confusas e mal trabalhadas. Sempre rola algo que estava me faltando ouvir.
No mesmo ano de 1977 a Som Livre também lançou um disco (de samba) como título bem parecido, “Levanta Poeira”, o qual, também já foi postado aqui no Toque Musical. Pensei até que fosse continuação da saga

levanta a poeira – mauro silva e sua banda
sabendo usar, não vai faltar – luiz carlos
oi lá – mutinho e toquinho
mas que doidice – maria creuza
porta estandarte – geraldo vandré
ri – barracão – chorou, chorou – helena de lima
recado ao samba – diomedes
meu panamá – mutinho
marcha da quarta feira de cinzas – toquinho e vinícius
rosa flor – geraldo vandré
moça do cabelo cacheado – beto scala
volta por cima – clovis de lima
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Maria Creuza – Sedução (1981)

Maria Creuza Silva Lima. Este é o nome de batismo da cantora de quem o Toque Musical oferece hoje, aos seus amigos cultos, ocultos e associados, o álbum por ela gravado na RCA em 1981, “Sedução”. Maria Creuza veio ao mundo na cidade de Esplanada, na Bahia, no dia 26 de fevereiro de 1944. Aos dois anos de idade mudou-se com a família para Salvador. Quando cursava o ginásio, no Colégio Ipiranga, passou a se interessar por música, nas aulas de canto orfeônico. Ainda na adolescência, destacou-se como “crooner” do grupo Les Girls, o que lhe valeu convites para apresentações  em emissoras de rádio. Por quatro anos, apresentou na TV Itapoan (hoje Record Bahia) o programa “Encontro com Maria Creuza”, e começou em disco gravando músicas em inglês, contratada por uma gravadora local. Em 1965, conhece o compositor Antônio Carlos Pinto, da dupla Antônio Carlos e Jocafi,ainda iniciante como ela, com quem se casaria três anos mais tarde. Em 1966, participou do festival  O Brasil Canta, da TV Excelsior, defendendo uma composição de Antônio Carlos Pinto, “Se não houvesse Maria”, incluída um ano depois em seu primeiro LP, “Apolo 11”. Em 1967, no festival de MPB da Record, defendeu outra composição do futuro cônjuge, “Festa no terreiro de Alaketu”. Em fins de 1969, através do compositor Chico ‘Fim-de-Noite” Feitosa, conheceu o Poetinha Vinícius de Moraes, com quem,  um ano mais tarde, a convite dele, fez um show do qual também participou Dori Caymmi, em Punta Del Este, no Uruguai, gravado ao vivo e que marcou o início de uma feliz parceria com Vinícius. Sua discografia inclui quase 30 álbuns (em português e espanhol), entre LPs e CDs, e vários compactos, nela se destacando títulos como “Yo… Maria Creuza” (1972, considerado seu melhor trabalho em disco), “Eu disse adeus” (1973),  “Sessão nostalgia” (1974), “Maria Creuza e os grandes mestres do samba”, “Meia-noite” (1977),“Poético” (homenagem a Vinícius de Moraes, 1982), “Todo sentimento” (2003) e “É melhor ser alegre que ser triste” (outra homenagem ao Poetinha, 2007). Entre seus sucessos destacam-se “Maria vai com as outras”, “Desmazelo”, “Diacho de dor”, “Patota de Ipanema”, “Chega pra lá”, “Dom de iludir” e “Feijãozinho com torresmo”. Seu respeitável currículo inclui shows  dentro e fora do Brasil, e a cantora continua em franca atividade, alternando concertos no Vinícius Bar, do Rio de Janeiro, e apresentações pela Europa.
Este “Sedução”, de 1981, é dedicado por Maria Creuza a seus filhos e,por tabela, à família, e também à presença em seu coração do Poetinha Vinícius de Moraes, morto no ano anterior. Com produção de Dori Caymmi e Raymundo Bittencourt (que também assinam os arranjos,ao lado de Lincoln Olivetti e João Luiz Avelar),tem um repertório romântico de bom gosto, como de hábito nos trabalhos da cantora. Regravações de “Me deixa em paz” (Monsueto), “Frenesi”, “A felicidade”, “Alumbramento”, “Caminhos cruzados” e “Dejame ir”, alternam-se com outras páginas então inéditas em disco, inclusive uma composição da própria Maria Creuza, em parceria com Zé do Maranhão, “Regras de um jogo”. Curiosamente, no coro, está nada mais nada menos do que Jane Duboc! Enfim, um trabalho impecável e imperdível da notável Maria Creuza, que o TM hoje nos oferece.
me deixa em paz
tordesilhas
deixe
dejame ir
caminhos cruzados
frenesi
alumbramento
regras de um jogo
assovio
 a felicidade

Texto de SAMUEL MACHADO FILHO.

Toquinho, Vinícius & Amigos (1973)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Contrariando as expectativas, por aqui, realmente, não vai ter Copa! Não adianta nem pedir ajuda à Fifa, ao Lula ou à Dilma. Adoro futebol, mas aqui ninguém é idiota. Vai que o Joseph Blatter e sua gang resolvem começar a fazer exigências… querer deixar isso aqui parecido com o Loronix, tudo em inglês, texto perfeito padrão Fifa… sem chance! Aqui, faço eu!
Vamos então rodando o nosso disco do dia. Vamos com este célebre lp de Toquinho & Vinícius lançado pela RGE/Fermata em 1973. Um álbum cheio de convidados, como se pode ver logo pela capa: Chico Buarque, Maria Bethania, Maria Creuza, o italiano Sergio Endrigo e Ciro Monteiro, que aparece aqui em suas últimas gravações.

apelo – toquinho, vinincius e maria bethania
que martírio – toquinho, vinícius e ciro monteiro
tomara – toquinho, vinícius e maria creuza
poema degli occhi – toquinho e sergio endrigo
samba da rosa – toquinho e vinicius
você errou – toquinho, vinícius e ciro monteiro
e se esqueça de mim – toquinho
la cada – toquinho, vinícius e sergio endrigo
viramundo – toquinho e maria bethania
lamento no morro – toquinho, vinícius e maria creuza
desencontro – toquinho e chico buarque
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III Festival Internacional Da Canção Popular Vol. 2 (1968)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Segue aqui mais um disco do III Festival Internacional da Canção Popular, o volume 2. Confesso que li pouco sobre os antigos festivais de música popular da década de 60. Aliás, sempre faço confusão, pois foram tantos e com nomes, as vezes, até parecidos. O interessante nessa época é que a indústria fonográfica investia pesado nesses projetos. Produziam não apenas o disco com as ’12 mais`, aquelas finalistas, mas também e na sequência, lançavam aquelas músicas que chegavam a classificação. Isso era muito legal, pois permitia que o público apreciasse as outras músicas (que em muitos casos eram tão boas ou melhores que as finalistas. Mas enfim, essa é uma questão polêmica, envolve o gosto do freguês e os planos das gravadoras.
Segue assim este que é o volume 2, trazendo novas canções, mas se repetido em alguns intérpretes. Músicas   de alto nível, principalmente pelos arranjos e batutas dos nossos grandes maestros. Vale uma conferida!

engano – morgana
visão – taiguara
mestre sala – elza soares
filho de iemanjá – mary lauria
américa, américa – luiza
praia só – maria creuza
maria é só você – maria creuza
o tempo terá tua paz – mariá
corpo e alma – clara nunes
mergulhador – luiza
despertar – doris monteiro
canto do amor armando – mary lauria
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Maria Creuza – De Onde Vens (1972)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Hoje vamos ligeirinho… estou cheio de costura, como dizia a minha tia. Muito serviço e pouco tempo livre. Enquanto saí o café, vamos ao disco do dia 🙂
Hoje eu tenho para vocês a Maria Creuza, grande cantora baiana, em um álbum lançado originalmente na Argentina. Aliás, me parece (salvo o engano), a gravação também foi feita por lá, lançado através do selo Trova. A capa, inclusive, era outra (a da imagem pequena). No Brasil o disco saiu no mesmo ano de lançamento na Argentina, 1972, mas com outra capa. Me parece também que no seu relançamento em cd a capa já surge com o título “De onde vens”, coisa que não constava no vinil nacional. Um outro fato que reforça a minha suposição do disco ter sido mesmo gravado na Argentina é a participação especial de Sebastião Tapajós e Pedro (Sorongo) Santos, que naquela época também estavam por lá fazendo gravações e apresentações.

O álbum de Maria Creuza é belíssimo, bem produzido e trazendo um repertório refinado com músicas de Dorival Caymmi; Johnny Alf; Antonio Carlos e Jocafi; Dori Caymmi e Nelson Motta; Toquinho e Vinicius, Jobim e Newton Mendonça; Pixinguinha e Braguinha… Putz, só jóia rara! Quem ainda não ouviu este disco, eu recomendo…
de onde vens
você já foi à bahia?
eu e a brisa
queixas
joão valentão
mas que doidice
ossain
foi a noite
morena flor
carinhoso
insensatez
você abusou

Seleção 72 (1972)

Olá amigos cultos e ocultos, do Brasil e do mundo! A Copa está começando e eu nem me preparei devidamente para acompanhá-la aqui no Toque Musical. Eu bem que poderia ter separado alguns discos relacionados ao futebol e ao Campeonato Mundial, mas sinceramente, estou com preguiça. Preguiça de futebol e dessa seleção brasileira. Vou torcer, é claro, pelo meu Brasil, mas com o mesmo tesão que tenho torcido pelo meu glorioso Galo. Digo glorioso porque um dia ele já foi para mim. Porém, o futebol já não é mais o mesmo. Hoje em dia não temos mais jogadores e craques. O que existe são profissionais do futebol. Uns jogam bem, outros são estrelas, mas muito poucos são mesmo bons de bola. Aliás, o que se vê hoje é apenas um espetáculo. O show não pode parar. Tô com o Dunga, mas prefiro mais a Branca de Neve, essa pelo menos se dá bem no final da estória.
De qualquer forma, apenas para celebrar uma tradição, vou postar aqui alguma coisa que pelo menos lembre o futebol. Na falta de tempo e do tesão, vou postando aqui algo que sobre esse assunto só se vê na capa. Temos aqui um disco promocional do Grupo Microlite, detentores das marcas Ray-O-Vac, Saturnia e Lipasa. Nem sei se essas famosas marcas do passado ainda existem. A da pilha sim, até comprei umas alcalinas um dia desses.
O certo é que este disco promocional, feito pela Fermata, traz doze faixas mistas, contendo músicas de artistas brasileiros, trilhas de filmes, jazz e alguns outros temas internacionais, como podemos conferir logo a baixo. Dos artistas brasileiros, todas as faixas fazem parte de discos já bem conhecidos e baixados no universo musical dos blogs. Os temas internacionais também são bem populares e bastante agradáveis. A “Seleção 72”, embora não tenha ido à Copa, tem uma bola cheia no gramado, esperando o artilheiro que possa fazer um gol. Vai nessa que a parada é da boa! 🙂

eu sei que vou te amar – maria creuza
este seu olhar – dick farney
we’ve only just begun – lawrence welk
l’ultimo romantico – pino donaggio
por causa de você – maria creuza
theme from “borsalino” – claude bolling
maria vai com as outras – toquinho e vinícius
somos dois – dick farney
theme from “summer of 42” – lawrence welk
here, there & everywhere – tony osborne
a time for us – bob ralston
lady bird – gerry mulligan e chet baker

Maria Creuza (1980)

Atendendo a um pedido muito especial e com um ligeiro atraso, trago aqui este disco da Maria Creuza, grande intérprete. Uma das cantoras favoritas de Vinicius de Moraes. E com certeza de muita gente, como a amiga Morgana, que já contribuiu diversas vezes com seus links “salva-pátria”. Em retribuição, finalmente, consegui encontrar seu tão desejado disquinho. Realmente, “Lua de São Jorge” do Caetano ficou muito bonita na voz da Maria Creuza e o arranjo enriquece ainda mais a melodia. Não é o meu preferido, mas tá valendo… 😉
1-mais que a tua ausencia
2-na paz do teu sorriso
3-esse homem
4-contragosto
5-algo contigo
6-odum
7-ta faltando
8-lua de são jorge
9-escravo da alegria
10-ruinas
11-o poeta e o cobertor