Festival Dos Festivais (1966)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Aproveitando que eu andei digitalizando alguns discos de festivais, achei por bem compartilha-los com vocês. Já encaminhei um tanto para que o nosso resenhista de plantão, o Samuca, faça aqui as devidas e sequentes apresentações. Eu, mais uma vez, vou me limitar apenas na seleção e publicação das postagens. Eventualmente, vou dando uns pitacos.
Iniciando a semana dedicada aos festivais de música, que muito sucesso faziam desde os anos 60, eu abro com este lp, lançado pelo selo Philips em 1966. Trata-se de uma coletânea, um resumo de suas produções para alguns dos festivais de música da época. Escolhi este lp para abrirmos nossa semana temática também por conta de uma contracapa cheia de informações, que me garante uma postagem imediata. Nem preciso entrar em detalhes. Me poupem… hehehe…

saveiros – elis regina
gina – wayne fontana
a banda – nara leão
ensaio geral – gilberto gil
dia das rosas – claudette soares
amor, sempre amor – f. pereira
o cavaleiro – geraldo vandré
disparada – jair rodrigues
canção de não cantar – elis regina
fran den wind – ronaldo
chorar e cantar – claudette soares
jogo de roda – elis regina
canção do negro amor – silvio aleixo

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Vários – Momento Especial Vol. 4 (1979)

Amigos cultos e ocultos, bom dia! Segue aqui, enfim, o último disco que tenho da série “Programa Especial”, o volume 4. Nele, como podemos ver, temos Alcione, Chico da Silva, Jair Rodrigues e Leci Brandão. Uma coletânea, desta vez, voltada para o samba. Confiram…

não deixe o samba morrer – alcione
o conde – jair rodrigues
ombro amigo – leci brandão
na beira do mangue – jair rodrigues
não chore não – alcione
pandeiro é meu nome – chico da silva
ela- jair rodrigues
o surdo – alcione
marias – leci brandão
o barba azul – chico da silva
lá vem você – alcione
pout pourri de samba – jair rodrigues
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Panorama Da Música Popular Brasileira (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu não dispenso aqui no blog são as coletâneas. Acho elas ótimas, pois nos permite uma visão mais panorâmica de um determinado tema ou artista. Não é atoa que aqui a gente também acabe produzindo nossas próprias coletâneas exclusivas, sempre fazendo muito sucesso.
Hoje temos uma coletânea oferecida pela Organização Philips Brasileira. Um disco não comercial, promocional, lançado pela gravadora e selo Philips, em 1967, provavelmente como cortesia de fim de ano. A empresa e sua marca chegou ao Brasil em 1924, mas só depois da Segunda Guerra Mundial foi que as atividades industriais se iniciaram por aqui. A Philips produzia lâmpadas e aparelhos eletrônicos e ao longo do tempo foi se tornando uma gigantesca organização, atuando em campos diversos da produção industrial de eletroeletrônicos. A sua indústria fonográfica e selo surgem no final dos anos 50. E ela investe pesado na música, principalmente como gravadora. Tem entre seus contratados artistas dos mais importantes, tanto nacionais quanto internacionais. É inegável a contribuição da gravadora para com a música brasileira. São muitos os títulos lançados por ela e aqui, nesta coletânea, vamos encontrar um leque especial com alguns dos melhores momentos de sua produção até o ano de 1967. Certamente, tudo isso já passou por aqui, mas vale a pena ouvir de novo 😉

preciso aprender a ser só – os cariocas
disparada – jair rodrigues
apelo – silvio aleixo
a praça – ronnie von
upa, negrinho – elis regina
dia das rosas – claudette soares
no cordão da saideira – edu lobo
laranja madura – ataulfo alves
pedro pedreiro – nara leão
depois do carnaval – noite ilustrada
ensaio geral – gilberto gil
e nada  mais – os gatos
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Jair Rodrigues – Estou Lhe Devendo Um Sorriso (1980)

O Toque Musical tem a grata satisfação de oferecer a seus amigos cultos, ocultos e associados mais um álbum do inesquecível e eterno Jair Rodrigues. Trata-se de “Estou lhe devendo um sorriso”, lançado em 1980 pela Philips/Polygram (hoje Universal Music).  Sob a batuta do sempre eficiente Armando Pittigliani na direção de produção, e com arranjos de Wilson Mauro, Luiz Roberto e Aécio Flávio, este é outro impecável trabalho fonográfico do “cachorrão”, num repertório essencialmente sambístico. A faixa-título e de abertura, de autoria de Serafim Adriano, teve mais tarde regravações por Ney Viana e Elza Soares. Compositores de peso e prestígio assinam as demais faixas do disco: a dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim (“Mestre-sala do amor”),  Noca da Portela (“Mais feliz quem sabe perdoar”, que tem Daniel Santos como parceiro), Wando (“Cantarola”, feita por ele junto com Leônidas Paulo e Nilo Amaro, aquele dos Cantores de Ébano), Ari do Cavaco (“Conversa fora”, parceria com Otacílio, que também assina “Falso baiano”, com Gê Martins), Zuzuca (“Moro no morro”), Talismã (“Madrigais – Meu sexto sentido”, parceria com Raimundo Prates) e a dupla João Nogueira-Edil Pacheco (“Salve a Bahia”). O Chico Xavier que compôs “Lenda do rei dos vaqueiros e do boi mandingueiro”, por certo, não é o líder espírita… Walmir Lima e Jandyr Aragão vêm com “Ponto central”, e, na faixa de encerramento, Jair mostra seu lado romântico ao regravar “Mané Fogueteiro”, samba-canção do grande João de Barro, o Braguinha, antigo sucesso de Augusto Calheiros, ao qual dá excelente interpretação, elogiada até mesmo pelo próprio autor. Enfim, um intérprete versátil, eclético, que tinha como principais características o bom humor e a alegria contagiantes, além de, claro, ser um cantor extraordinário. Para ouvir e lembrar com saudades deste notável  intérprete que foi Jair Rodrigues!

estou lhe devendo um sorriso

conversa fora

cantarola

mestre sala do amor

mais feliz quem sabe perdoar

ponto central

falso baiano

moro no morro

madrigais

salve a bahia

lenda do rei dos vaqueiros e do boi mandingueiro

mané fogueteiro

,

* Texto de Samuel Machado Filho

Jair Rodrigues – Com A Corda Toda (1972)

O Toque Musical tem a grata satisfação de oferecer a seus amigos cultos, ocultos e associados  o décimo-primeiro álbum-solo do inesquecível Jair Rodrigues (Igarapava, SP, 6/2/1939-Cotia, SP, 8/5/2014). O eterno “cachorrão” dispensa quaisquer apresentações. É impossível esquecer sua grande energia, sua alegria contagiante, sucessos como “Deixa isso pra lá”, “Disparada”, “Vou de samba com você”, “Majestade o sabiá”, “Festa para um rei negro”, “Na beira do Mangue”, “O importante é ser fevereiro”, “Orgulho de um sambista, “O conde”, “Bloco da solidão”, “Louvação” (em dueto com a não menos inesquecível Elis Regina,  sua companheira no “Fino da bossa”, da antiga TV Record) e tantos mais. Seu extenso currículo inclui turnês vitoriosas pelos EUA, Europa e Japão. E, quando de sua morte repentina e inesperada, aos 75 anos, ainda estava com a agenda de shows lotada! Pois este álbum faz jus a seu título: quando foi lançado, em 1972, o grande Jair estava de fato com a corda toda. Além de possuir o padrão técnico apuradíssimo que então caracterizava as produções da gravadora Philips/Phonogram, hoje Universal Music, o disco tem um repertório excelente, essencialmente sambístico, a começar pela faixa-título, de autoria da dupla Beto Scala-São Beto. O álbum já começa com um sucesso inesquecível, “Se Deus quiser”, do próprio Jair em parceria com o não menos saudoso Wando, de quem o “cachorrão” já havia registrado, um ano antes, outro hit, “O importante é ser fevereiro” (parceria com Nilo Amaro), que projetou nacionalmente o compositor-cantor mineiro. Com “Se Deus quiser”, ele e Jair repetiram a dose… Outro sucesso de Jair neste disco é o samba “A dança do cafuné”, de autoria de Zuzuca (Adil de Paula), de nítida inspiração africana, e que também seria destaque no carnaval de 1973. Bidi, que então atuava no grupo Originais do Samba, demonstrando espantosa habilidade na cuíca, assina “Tenderepá”. A dupla Evaldo Gouveia-Jair Amorim, autênticos “hitmakers” dos anos 1960/70, aqui comparece com “O amor e a rosa”. O baiano (de Maragogipe) Edil Pacheco assina “Me achei de novo”. O belenense-paraense Gildo Moreno bate ponto neste álbum do grande Jair com “Eu também vou”. Outro hit desse disco é “Baby, sou brasileiro”, de autoria de Sinhozinho (Eliodório Pereira Oliveira, Barreiras, BA, 23/4/1932-Anápolis, GO, 6/3/1979), que por sinal era muito amigo de Jair, em parceria com  Reginaldo Santos. Trabalhos das duplas Bedéo-Neno (“Toca direito, Olegário”), Luiz Carlos-Lelé (“Aniversário”), Marco César-Nílton Moreira (“Sapateia”) e Ozir Pimenta-Antônio Valentim (“Sete de setembro”) completam este primoroso trabalho discográfico que o TM oferece hoje a vocês. Ouçam e constatem: o grande Jair Rodrigues estava, de fato, “Com a corda toda”!

se deus quiser

me achei de novo

com a corda toda

eu também vou

sapateia

dança do cafuné

baby sou brasileiro

o amor e a rosa

toca direito olegário

aniversário

tenderepá

sete de setembro

* Texto de Samuel Machado Filho 

Máximo de Sucessos (1971)

Meus prezados amigos cultos e ocultos. Segue aqui uma coletânea das mais interessantes. Uma seleção com alguns dos mais expressivos artistas que gravavam pela Philips no início dos anos 70. Disco mono, porém de capa dupla. Um luxo que as gravadoras, na época, podiam se dar, ou nos dar, melhor dizendo. Esta é sem dúvida uma coletânea rara que muito colecionador gostaria de por a mão. Foi o disco inicial, o primeiro de uma série que viria a ser lançada pela gravadora durante aquela década. Não tenho muita certeza, nem tive tempo de pesquisar, mas creio que chegaram a quase 20 volumes. Uma boa estratégia da gravadora para apresentar seus artistas e lançamentos. E começou bem 😉

rosa dos ventos – chico buarque de hollanda
madalena – ivan lins
mano caetano – jorge ben e maria bethania
a próxima atração – ivan lins
chuvas de verão – maysa
o sorriso de narinha – trio mocotó
bloco da solidão – jair rodrigues
london london – gal costa
oba la vem ela – jorge ben
a semana inteira – erasmo carlos
quem viu helô? – claudette soares
deixa estar – mpb-4

Jair Rodrigues – Jair De Todos Os Sambas (1969)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Hoje, 7 de Setembro, eu deveria estar apresentando aqui algum disco relacionado ao tema da Independência, ou algo assim. Mas, confesso que não tive muito ânimo e nem nada pronto em meus ‘discos de gaveta’. Por outra, achei aqui este disco do Jair Rodrigues. Gosto muito dessa fase (anos 60) do Jair, não apenas por um repertório de qualidade, mas também pelos arranjos, que até então eram feitos com muito zelo e por gente competente. “Jair de todos os sambas” é um título que já diz tudo. Aqui encontraremos uma seleção de sambas de sucesso, muitos deles nascidos na voz do próprio artista. Um bom disco, que mesmo já bem divulgado em outros blogs, merece o nosso toque. 🙂

bahia de todos os deuses

bloco do sujo

levanta a cabeça

avenida iluminada

enxuga a tristeza do olhar

em nome da lua, da mulata e do samba

casa de bamba

vê que luar

pra que dinheiro

o conde

na brincadeira do mundo

feiticeira

olelê, cheguei agora

quem entra na roda é rei

leva meu samba

O Máximo De Sucesso Da Música Popular Brasileira (1968)

Boa noite, prezados! Ufa! Finalmente em casa e em tempo de postagem! Nem no fim de semana eu estou tendo folga. Também, quem mandou eu querer fazer deste blog um diário? Agora aguenta…
Para o nosso sábado de coletânea eu tenho aqui este álbum lançado pela Philips em 1968, trazendo alguns de seus artistas de destaque, nomes consagrados que fazem desta uma seleção de primeira qualidade. Nem é preciso falar muito, vem estampado no encarte o que vamos encontrar. Alguns desses fonogramas a gente pode até considerar como raridades. É o caso de Tuca interpretando “Verde”, de Mário de Castro e Antonio Carlos Ducan, ou “Madrugada (Caranval acabou)”, de Arthur Verocai e Paulinho Tapajós, na voz de Magda. Taí uma coletânea que a pena pedir e ouvir 😉

lapinha (da bienal de são paulo) – elis regina
frevo rasgado – gilberto gil
januária – claudette soares
quem dera (da bienal de são paulo) – mpb-4
até segunda feira – jair rodrigues
e nada mais – agora 4
viola enluarada – jari rodrigues
eu e a brisa – márcia
madrugada (carnaval acabou) – magda
verde – tuca
retrato em branco em preto – quarteto em cy
samba da benção – elis regina 

Jair Rodrigues – Os Melhores Sambas Enredos De 1974 (1974)

Boa noite amigos cultos e ocultos! Como é, estão gostando das atrações? Pois é, apensar dos pesares o Toque Musical vai em frente. Como disse um dos nossos amigos, para quê ligar para dez quando se tem mil. Tem nêgo aí achando que o blog morreu. Morreu sim, morreu pra ele e mais meia dúzia de bossais (não confundir com quem gosta de bossa). Vão ficar agora lambendo a vitrine, esperando que outro blog replique o arquivo ou se fazendo de bonzinhos, com outra máscara, para conseguirem um convite para o Grupo do Toque Musical. É, tem que ser assim mesmo 😉 O grande problema por aqui eu sei que sou eu mesmo. Sei que tem muita gente que não gosta de mim, pelo que eu falo e também pelo que eu deixo de falar. A verdade é que se trata de uma antipatia gratúita e isso tem a ver com a forma diferenciada que toco esse blog. No fundo, eu me divirto muito com tudo isso. Chego a achar engraçado o preconceito de alguns que vêem na minha pessoa, realmente, um baixinho mameluco, metido a ‘blackpower’, pretenciosamente falando de coisas que não condiz com esta figura.

Bom, agora falando para aqueles que merecem, segue aqui o meu grito final de carnaval. Apenas para fecharmos a ‘festança’, aqui vai mais uma postagem. Trago para vocês o Jair Rodrigues neste compacto, onde temos quatro dos melhores sambas enredos do ano de 1974. Acredito eu que essas músicas só saíram em compacto. Não me lembro de um disco do Jair com esses temas.
Conhecem? Querem conferir? Então, olhe para o lado direito do monitor, na tela do blog vocês verão uma caixinha do Googles Grupos. É nela que quem quiser, poderá solicitar a participação no GTM e receber diariamente os toques musicais. Quem não quiser, que espere até que outro blog lhe faça o favor, ou ainda, vão ouvir lá na HWR. Continuarei fornecendo à turma da rádio com prazer. Não é por conta de um bando de bossais que irei ofuscar minha boa relação com quem criou a rádio. A caravana continua… (saí fora, lôbo bôbo!)
o mundo melhor de pixinguinha
rei de frança na ilha da ssombração
festa do divino
dona santa, rainha do maracatú

Elis Regina E Jair Rodrigues – 2 Na Bossa (1965) REPOST

Olá amigos! O dia hoje foi quente, em todos os sentidos desagradáveis. Além do calor, do trabalho e do meu cansaço, estou com problemas de doença na família. Isso desestrutura qualquer qualquer um. Contudo, não faz parte dos nossos assuntos musicais. É uma questão particular e aqui ela não vem ao caso. Espero apenas que esses problemas não venha a afetar nossa rotina diária de postagens. Estou comentando isso apenas para que vocês não fiquem no ar, caso aconteça o inesperado e eu tenha que me ausentar por alguns dias. Como hoje eu não tive muito tempo, fui obrigado a recorrer aos meus ‘álbuns de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para as emergências.

Vamos assim com este delicioso disco de Elis Regina e Jair Rodrigues. Um álbum clássico dos anos 60. Um encontro ao vivo de dois importantes intérpretes da música popular brasileira. Este lp é o resultado de um show promovido por Walter Silva no lendário Teatro Paramount nos dias 9, 10 e 11 de abril de 1965. Nele se apresentaram juntos Elis Regina, Jair Rodrigues e acompanhando, o Jongo Trio, formado por Cido Bianchi no piano, Sabá no contrabaixo e Toninho Pinheiro na bateria. O projeto inicial era a apresentação de Elis junto com o Wilson Simonal e o Zimbo Trio. Mas por questões contratuais e agendas eles acabaram não podendo participar. Outro que também foi chamado mas também não pode fazer parte do show era Baden Powell, que preferiu ir para a Alemanha. Após assistir uma apresentação de Jair Rodrigues, que na época fazia sucesso com a música “Deixe isso prá lá”, Elis não teve dúvidas de que seria ele o seu companheiro no show. Como é notório, as apresentações foram um grande sucesso e renderam aos artistas um contrato com a TV Record para um programa semanal e ao vivo, o famoso “O Fino da Bossa”, onde grandes nomes em início de carreira se apresentavam. Sucesso leva a mais sucesso. “2 na Bossa” valeu ainda para mais dois volumes nos anos seguintes. Falar de repertório nessa altura do campeonato é bobagem. Todo mundo já conhece. Melhor mesmo é ouvir 😉
pot pourri de sambas
preciso aprender a ser só
ziguezague
terra de ninguém
arrastão
reza
tá engrossando
deus com a família
menino das laranjas

IV Festival De Música Popular Brasileira Vol. 1 (1968)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Começamos a semana bem, relembrando a ‘Era dos Festivais’. Há algum tempo atrás eu pensei em juntar todos os discos relativos aos Festivais, da década de 60 a 80 e postá-los no Toque Musical. Acontece que sempre falta um ou outro e além do mais se eu fosse entrar nessa, ficaria um mês inteiro só falando sobre o assunto. Por outro lado, já existe um blog especializado no assunto. Daí, prefiro ir de vez em quando postando os meus sem necessariamente ter que seguir uma ordem.
Tenho aqui o volume 1 do IV Festival de Música Popular Brasileira, realizado pela TV Record de São Paulo em 1968. Como disse bem Zuza Homem de Mello em seu livro “A Era dos Festivais”, o ano de 1968 foi marcado por uma fase de transição, “a Era dos Festivais entrava em sua curva descendente”. Os militares no poder, a Tropicália, o AI-5, Gil e Caetano presos, a perseguição política, os exilados… Era um momento político conturbado onde este 4º festival aconteceu. Terminaria aí a sua fase contestadora. Os Festivais que viriam depois já não teriam esse perfil.
No presente álbum temos relacionadas doze músicas classificadas…

benvinda – mpb-4
boletim – trio marayá
são paulo, meu amor – marília medalha
a família – jair rodrigues
casa de bamba – josé ventura
sem mais luanda – joyce
dom quixote – os mutantes
atento, alerta – marília medalha e egberto gismonti
sentinela – mpb-4
cantiga – o quarteto
o viandante – lucelena
todas as ruas do mundo – rosely

Rede Globo De Televisão – Cortesia De Fim De Ano (1971)

Já que estamos na semana das curiosidades, aproveito inicialmente para informar que criei a pouco tempo atrás uma comunidade no Orkut. Temos por lá também uma bandeira do Toque Musical. Como não sou muito ligado nessas coisas, acabei por não comunicar à vocês. Mas recentemente resolvi investir um pouco nele, ou melhor, no público que o acessa, divulgando um pouco mais o blog. Fiquei admirado com a resposta imediata. Em pouco mais de um mês eu já estou cheio de amiguinhos e pelo jeito, vamos só aumentando a comunidade. Confesso a vocês que sou um completo ignorante em relação ao Orkut. Na verdade eu não tenho é muita paciência com esse tipo de relacionamento. Mas devo admitir sua eficiência como ferramenta de divulgação. Por lá tenho publicado as capinhas dos discos que já foram postados juntamente com um link para o blog. Eis aí mais um recurso que eu não estava utilizando.
Bom, aqui temos um álbum promocional distribuído de brinde pela Rede Globo de Televisão. Este disco foi oferecido como cortesia de fim de ano. Uma maneira da Globo anunciar as novas mudanças que viriam a partir do ano de 1971. A rede de televisão estava em fase de melhorias, como a chegada da transmissão a cores. Programas como o Som Livre Exportação, Faça Humor Não Faça Guerra, Discoteca do Chacrinha, Balança Mas Não Caí, além das novelas Irmãos Coragem, Pigmalião 70 e Verão Vermelho são alguns dos temas de abertura apresentados neste lp.

alô brasil, aquele abraço
hora da buzina
discoteca do chacrinha
balança mas não cai
faça humor não faça guerra
som livre exportação
teletema – regininha
menina – cláudio cavalcanti
gente humilde – márcia
pigmaleão 70 – umas e outras
verão vermelho – elis regina
irmãos coragem – jair rodrigues
quarentão simpático – umas e outras
hora da buzinha

Jair Rodrigues – 10 Anos Depois (1974)

Olha aí… mais um disquinho que vocês não encontram em qualquer lugar. Como ontem eu havia postado um Simonal, achei que cairia bem este lp de Jair Rodrigues. Um álbum com o mesmo clima, para contrabalanciar os toques.
Comemorando dez anos de gravações em 1974, Jair resolve lançar este disco fazendo um apanhado do que foi sua carreira até aquela data. Não se trata de uma simples coletânea, podemos considerar como mais um disco de carreira. Um lp de capa dupla, muito bem produzido e com um repertório que inclui até um tango de Gardel. Sem dúvida, o destaque vai para um de seus maiores sucessos, “Deixa isso pra lá” de Alberto Paz e Edson Menezes. Esta música é considerada uma das precursoras do rap no Brasil, chegou inclusive a ser regravada por um grupo desses a um tempo atrás, me parece até que com a participação do próprio Jair Rodrigues. Confiram, pois é um discão!
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deixa isso pra lá
eu e a viola
o conde
o sol nascerá
tristezas
as lavadeiras da favela
casa de bamba
pra que dinheiro
bloco da solidão
vem chegando a madrugada
depois do carnaval
disparada
mangueira em tempo de folclore
a festa do divino
o mundo melhor de pixinguinha
rei da frança na ilha da assombração
perfil de são paulo
por una cabeza
castigo
cadeira vazia
molambo
dó-ré-mi

Jair Rodrigues – Antologia da Seresta Vol. 2

Fazendo a tabelinha do dia, achei por bem postar este disco muito bom do Jair Rodrigues. Eu mesmo nunca tinha ouvido este disco e confesso, fiquei impressionado. A partir dos anos 8o, deixei de acompanhar a carreira de muitos artistas, o Jair foi um deles. Mas este disco ficou fino! A começar pelo repertório, a interpretação ponderada de Jair além dos arranjos e instrumentação belíssimos. Participam do álbum músicos como Copinha e Dino 7 Cordas, entre outros… Infelizmente eu não achei o volume 1, assim ataco logo com o 2, se gostarem eu procurarei e postarei depois (até rimou!)

lágrimas
revendo o passado
pra são joão decidir
sertaneja
o ébrio
boneca
sinhá maria
céu moreno
velho realejo
senhor da floresta
rapaziada do brás

Jair Rodrigues – O Samba É Mais Samba Com Jair Rodrigues (1965)

Eis aí uma boa safra. Durante a semana estarei postando algumas jóias rara para a alegria desses visitantes silenciosos. Aqui temos um disco do Jair Rodrigues, figura que dispença apresentação, num álbum raro, no qual não consta a data de realização, apenas a constatação (1965) através do texto, no verso da capa, ao se referir à faixa “Terra Carioca” como sido gravada em homenagem aos 400 anos da cidade do Rio de Janeiro. Curiosamente este também não está presente na discografia do artista e tão pouco é comentado ou citado na rede. Acredito que realmente se trata de um álbum raro e quem conhece vai querer conferir.

1- tá engrossando
2- pout pourri
falsa baiana/é luxo só/tem que balançar/o samba da minha terra/eu quero um samba
3- ué
4- picapau
5- encanto do mar
6- eu vou prá lá
7- eu e a roseira
8- zé do trem
9- samba do carioca
10- garoto do morro
11- barra vento
12- terra carioca