Pirataria É Isso…

Olá amigos cultos e ocultos! Veja aqui vocês o que eu encontrei sendo vendido no Mercado Livre (por 40 reais!). Nesse mundo tem muito nêgo que não vale nada. Olha só o que esse FDP está fazendo, na maior cara dura, anda vendendo os discos e gravações que ele baixa na internet como se fosse raridades, como se fossem produções suas. Na verdade ele produz sim. Produz o material que ele coleta aqui e ali. Monta ‘autênticos’ cds, que segundo ele, é material para colecionador. Tremendo cara de pau! E ainda criou uma marca: Produções Lado B”. Não bastasse essas gravações caseiras, bootlegs e nossas coletâneas, ele também copia e vende discos considerados raros, como fazem alguns malucos na Europa e Japão. Acontece que o cara está aqui e vendendo abertamente suas pilhagens no Mercado Livre. Olhe só a ‘lojinha virtual’ do ‘Barba Negra’, a CDTECA-Viveiros no Mercado Livre. Certamente, quem compra os produtos desse cara são pessoas que não sabem que tudo aquilo que ele vende pode ser baixado e ou copiado gratuitamente na internet. Infelizmente serão esses os ‘patos’, aqueles que irão bancar a esperteza desse malandro.
Estou postando isso aqui também no sentido de me eximir de qualquer relação como essa baixaria, que em associação só existe pelo fato de terem usado a arte do Toque Musical. Como todos já sabem, o Toque Musical não vende o que produz ou o que posta. De uns tempos para cá, anunciei que não estaria mais repondo links dos discos postados, que só o faria para aquelas postagens de coletânea e gravações exclusivas. Para aqueles que ainda assim insistiam em pedir discos que não tenho mais condições de repor links, dei ainda uma outra opção que é a da troca, da doação em troca de um favor. Nunca cobrei, apenas pedi e assim tenho feito, enviando para poucos e deixando que os mesmo se manifestem na colaboração. Uma relação totalmente diferente da que estou mostrando agora lá no Mercado Livre. Esse sim é um tremendo Capitão Gancho! Tô pasmo!

Mediafire, Um Tremendo Lixo!

MEDIAFIRE É LIXO. QUEM USA ESTÁ SENDO ROUBADO, INVADIDO E PRINCIPALMENTE MONITORADO.
A APARENTE EFICIÊNCIA DO MEDIAFIRE É APENAS UM CHAMARISCO. QUEM CONSOME MEDIAFIRE ESTÁ ENGOLINDO SEM SABER TODO TIPO DE MERDA. ESTÁ ENCHENDO SEU COMPUTADOR DE PROGRAMAS ESPIÕES, SPAMS E CONTROLADORES REMOTOS. TODOS OS ARQUIVOS ENVIADOS PARA O MEDIAFIRE, MESMO QUE ESTEJAM COM SENHAS, SÃO ABERTOS E ANALISADOS. QUEM USA ESSE SERVIÇO PARA GUARDAR COISAS CONFIDENCIAS, TOME CUIDADO! O MEDIAFIRE ESTÁ SENDO INVESTIGADO PELA CIA. FIQUEM ESPERTOS! FUJAM DESSA ARAPUCA!

 

FÉRIAS ANTECIPADAS – PAUSA FORÇADA

Olá meus prezados amigos cultos, ocultos e associados! Como eu já venho informando e muitos de vocês já sabem, julho é o mês das minhas férias e eu queria aproveitar parte desse tempo livre para os preparativos de transferência e inauguração do novo Toque Musical. Penso em transferir nossas atividades para uma base mais independente, sem ter de ficar nas mãos do Blogger, sujeito à chuvas e trovoadas. Por essa razão, já está em fase de conclusão o novo site/blog do TM. Em agosto, com certeza, estaremos de casa nova. Os endereços antigos, as filiais, deverão permanecer temporariamente, mas nossas atividades ficarão concentradas no novo endereço. Logo que tudo estiver concluído, todos os associados ao GTM receberão o aviso da mudança, ok?
Mas o motivo maior desta atípica postagem é na verdade outro. Ontem, eu tive um acidente, num tropeço caminhando pela rua. Levei um belo tombo de bobeira e fui de joelho no chão. Resultado: trinquei um osso e fui parar no Pronto Socorro. O que parecia ser uma bobagem, acabou se transformando num problema mais sério. Estou eu agora aqui sem condições para me locomover, de repouso absoluto por uns 30 dias ou mais. Fui obrigado a usar um tutor para manter a minha perna reta. As dores vão sendo controladas a base de remédios, que também me deixam muito sonolentos. Diante a esse quadro de incapacidade, creio que terei que antecipar as minhas férias. Ou melhor dizendo, antecipar minha pausa no blog. Infelizmente eu não tenho condições de ficar preparando novos discos e postagens para vocês. Até que eu consiga voltar a rotina, vamos dar uma parada, ok? Se ao longo dos próximos dias eu me sentir melhor, talvez até arrisque me levantar da cama para preparar novos toques musicais.
Nessas horas, música é um dos melhores remédios, mas no meu caso eu só tenho condições mesmo de ouvir deitadinho e quieto em meu quarto. E por falar nisso, deixa eu voltar para a cama. Minha perna voltou a doer, ai, ai, ai…

RESPOSTA A UM COMENTÁRIO ANÔNIMO

Um cidadão deixou seu comentário na postagem de sábado. Para entender esta minha resposta é interessante ler o que ele escreveu. Diante aos últimos fatos ocorridos, acho que seria apropriado eu trazer a minha defesa para frente das cortinas.


Meu prezado amigo (da onça) oculto, em muito do que você escreveu é verdadeiro, não irei contestar. Você tem razão. Porém, lendo tudo isso que você ocupou seu tempo escrevendo, fico aqui pensando o que realmente o está incomodando. Imagino que você deva ser um seguidor do blog ou não teria assim tantos dados a respeito da minha pessoa e das coisas que escrevo por aqui. Suponho também que nesse tempo já deve ter baixado alguma coisa, nem que fosse para se certificar do meu talento(?) para a criação de capas. Para uma pessoa tão íntegra como você, que respeita as leis dos homens e de Deus, deve ter sido difícil essa tarefa de se envolver num meio tão sórdido. Fico matutando também em que mundo tão certo e justo você vive. Sinceramente teria vontade de viver num mundo assim. Mas todos nós sabemos que esse mundo perfeito, onde as leis e o bom senso caminham juntos não existe. Pelo menos não existe em países como o nosso. Não sei de onde você vem, mas certamente não é de um lugar como o nosso. Se fosse, você perceberia um pouco além do livrinho de regras de boas condutas que lhe forçaram a ler.

Me pergunto quem é você para dizer o que é certo ou errado. Cara, você me desculpe, respeito a sua opinião, mas você está um pouco enganado. Eu criei este blog por prazer, gosto de música e gosto de conversar e criar novas amizades, com pessoas com as mesmas afinidades. O espaço que me foi oferecido pelo Blogger não é de graça não. Indiretamente eles nos sufocam de propagandas e spams, ganham às custas da popularidade do blog, se apropriam de informações sigilosas ou confidenciais, não respeitando nem nossa própria intimidade. Hipócrita aquele que se levanta para defender ações repressoras contra o que alegam ser anarquismo. Nessa historia não tem ninguém perdendo, o que está acontecendo é uma revolução. O mundo está mudando e muitos conceitos também. Novos ofícios estão nascendo e muitos outros morrendo simplesmente por estarem superados, obsoletos. Todo aquele que não souber acompanhar as mudanças está agora sofrendo, resistindo ao inevitável. A revolução digital cria novos conceitos, gera novas oportunidades. As indústrias fonográficas e cinematográficas, por exemplo, não souberam ainda se formatarem para os novos tempos. Isso porque utilizando a mesma receita de bolo eles não irão muito longe. A Kodak faliu por conta do inevitável, seu produto se tornou obsoleto. Nas industrias fono e cinematográficas o seu produto não se tornou obsoleto, mas replicável, abundante e ordinário. Dizer que a culpa foi da pirataria, dos famintos, dos miseráveis, dos anarquistas, dos comunistas e até dos aproveitadores não é bem uma verdade, embora à olhos leigos isso se pareça tão claro. É preciso ver um pouco além das montanhas, tirar o manual da frente dos olhos!

Ao criar o Toque Musical eu diria mesmo que foi um ato anarquista. Onde estava a nossa música? Onde estavam nossos discos? Onde estavam os nossos velhos artistas? Se a rede é uma grande enciclopédia (ou pelo menos deveria ser), não há lugar mais certo para também termos lá essas informações. A música não é só arte, um trabalho ou um negócio. É também informação e um direito de todos nós. Você sabe, por exemplo, onde estão os fonogramas da música brasileira das décadas de 50, 60 e 70? Sabe quem detém os direitos? Sabe quanto eles faturam e em consequência o que os artistas ganham nisso? Você faz ideia de quanta coisa boa ficou esquecida, perdida ou foi sucateada para os ‘States’, Japão e Europa? Você sabia que diversos discos clássicos da MPB foram lançados lá fora e o artista aqui não ganhou nada com isso? Você conhece bem a música popular brasileira? Para o seu governo, o blog Toque Musical nunca foi reprovado por nenhum artista. Nunca houve UM que fosse a reclamar da divulgação. Muito pelo contrário, tenho inúmeros e-mails e mensagens de apoio e gratidão de artistas e parentes de saudosos outros. Todos reconhecendo o valor de um trabalho que deveria ser feito pelo Governo, a Indústria Fonográfica, as Fundações e Associações Culturais. Infelizmente nenhuma delas cumprem o seu papel de maneira integral. Cada qual com seu motivo, interesse ou limitações. Não bastasse o apoio e aprovação, muitos artistas ainda, procuram espontaneamente o Toque Musical pedindo que divulguem seu trabalho. Eu tenho certeza de que não estou tirando o leite da boca dos filhos dos artistas, nem os estou prejudicando financeiramente, pois eles sabem que são os verdadeiros vilões nessa história. Meu prezado, não penso também que eu esteja me aproveitando da situação, usufruindo da generosidade dos ‘ingênuos’ provedores e sites da Internet. O Blogger não está me dando nada de graça. O meu e-mail, de não sei quantos megabites, super dinâmico e moderno, oferecido pelo Google não é verdadeiramente de graça. Indiretamente e involuntariamente eu estou trabalhando para eles. Aliás, eu só não, todos nós, inclusive você. Meu chapa, há muito mais merda nessa história do que a gente tem aqui para discutir e imaginar. Divulgar antigos fonogramas, obras maravilhosas esquecidas, artistas, nomes, épocas e até mesmo a história da própria indústria fonográfica não pode ser considerado um crime. Sabendo que discos raros, fonogramas e gravações importantes poderiam ser totalmente esquecidos e tendo eu acesso a tudo isso, acho injusto e inaceitável continuar mantendo guardado, limitado à poucos olhos e ouvidos. Quando, através da ‘sua lei’ eu teria condições para manter por tanto tempo um blog como este? Quando um projeto de lei aceitaria a proposta do Toque Musical? Não dá, meu caro, para querer ser ‘certinho’ como você. Infelizmente eu devo ser mesmo um marginal. Um marginal e idiota que ainda dá ouvidos e responde a tamanha desafeição.

Quanto a jogar pérolas aos porcos, acho que este sempre foi o pensamento de uma elite desprezível, que considera todo aquele fora dos seus limites como um não merecedor. Talvez eu seja comunista sim, mas não carrego bandeiras ou pertenço a alguma agremiação. Sou talvez um ‘bôbo solitário’ que não quer nada mais do que ser feliz e levar o que me faz feliz aos outros. Não me importa se 80% dos meus visitantes são os ocultos, ainda assim eles são meus amigos. E aqui não é uma loja de disco, não tem nada a venda. Há no máximo uma troca, uma interação e muita afinidade. Através do Toque Musical tenho conhecido pessoas interessantíssimas, inclusive e pessoalmente, muitos artistas, gente que eu jamais imaginaria que um dia iria conhecer. É aí que mora o grande barato de continuar tocando o blog. Este é um diário de um personagem chamado Augusto.

O Toque Musical, seja bom ou seja ruim, está contando uma história que até os corvos querem ouvir. Apenas alguns burros, empacados, não consegue se mover e ver a cena por outro ângulo.

Enquanto houver em mim o prazer de compartilhar o que escuto, não pouparei esforços. Faço o que faço por amor. Gosto disso 🙂

Ministério da Cultura cede à indústria cultural

Entre discursos, reuniões bilaterais e possíveis acordos comerciais, um ponto da agenda da comitiva americana que acompanha Barack Obama em sua visita ao país chama atenção. O secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, se reuniu na sexta-feira passada (18) com a ministra da Cultura, Ana de Hollanda. O pedido, em forma de “visita de cortesia”, partiu do governo americano. A pauta oficial falava em Ano Interamericano da Cultura e a Convenção da Unesco para a Diversidade — mas o assunto dominante foi um tema quente para o ministério no começo de 2011: propriedade intelectual.No pedido da embaixada norte-americana, fica claro: o secretário de Comércio dos EUA queria falar sobre direitos autorais. E é difícil discutir isso com Ana de Hollanda sem passar pela Reforma da Lei de Direitos Autorais. Marcia Regina Barbosa, a nova responsável pela área no ministério, participou do encontro e confirmou o tema: “Ele sabe que estamos passando por um processo de reformulação do projeto de lei e mencionou que se coloca à disposição para ajudar”. Quando Gilberto Gil assumiu como ministro, em 2003, o Ministério da Cultura (MinC) começou a estreitar relações com o Creative Commons e aderiu não só à licença, usada a partir dali nos seus projetos, mas também a uma visão mais flexível sobre o copyright.A partir de 2007, quando o cargo passou para o ex-secretário-executivo Juca Ferreira, o MinC decidiu mexer no vespeiro e propôs a discussão sobre uma revisão na lei brasileira de direitos autorais que, se aprovada, criaria exceções para o uso educacional e legalizaria o remix e cópias privadas e não-comerciais de obras protegidas. O criador do Creative Commons, Lawrence Lessig, chegou a dizer que, se as mudanças fossem adotadas, o Brasil teria a mais moderna legislação do mundo nessa área. O texto do projeto, resultado das discussões no período, entrou em consulta pública na internet em 2010 e a versão final foi mandada para a Casa Civil no final do governo anterior. Mas, agora, com a pasta sob o comando de Ana de Hollanda, ele provavelmente passará por novas mudanças. Desde o começo do mandato da compositora, o MinC tomou a contramão.Logo em janeiro, a ministra desvinculou o selo Creative Commons do conteúdo do site e fez elogios ao Escritório Nacional de Arrecadação (Ecad), famoso pela falta de transparência no repasse de direitos autorais de músicas e principal adversário da reforma, que criaria um órgão governamental para fiscalizá-lo. Em entrevistas, apesar de afirmar que ainda não lera o texto, Ana deixou claro que compartilhava os mesmos pontos de vista das entidades que tanto se opuseram a ele. A equipe que tocava a reforma saiu do Ministério. A Diretoria de Direitos Intelectuais foi ocupada por Marcia Regina Barbosa, que integrou o Conselho Nacional de Direito Autoral (CNDA) e já escreveu um artigo com o advogado Hidelbrando Pontes, conhecido defensor do copyright e ligado ao Ecad. “Ganhamos a guerra, pode ter absoluta certeza”, garante Roberto Mello, presidente da Associação Brasileira dos Músicos (Abramus), um opositor da política anterior do ministério que se diz “bastante satisfeito” com a nova gestão. “Pode esquecer esses ativistas que estão protestando, eles já eram. O Ministério foi completamente desaparelhado”, afirma. Ruptura: O que ainda se discute é o porquê de uma mudança tão radical em um governo de continuidade. O sociólogo Joe Karaganis, pesquisador do Social Science Research Council — que chefiou um estudo de três anos sobre a pirataria em países emergentes —, fala em realinhamento.“Tem sido feita muita pressão para que o Brasil adote uma linha mais amigável aos interesses dos EUA e para que siga suas recomendações em relação aos direitos autorais. A escolha de Ana de Hollanda e suas primeiras ações a esse respeito refletem isso”, diz Karaganis. Com os norte-americanos insatisfeitos, o Brasil poderia, em tese, começar a sofrer retaliações comerciais. Por isso, o novo MinC teria decidido se alinhar à cartilha dos grandes conglomerados da música e do cinema. “As pequenas ações da ministra apontam basicamente para a realização da agenda da indústria cultural”, afirma Pablo Ortellado, do Grupo de Políticas Públicas para o Acesso à Informação da USP. O que Ana de Hollanda está fazendo – e dizendo – vai na direção do que quer a Aliança Internacional de Propriedade Intelectual (IIPA, na singla em inglês), entidade que reúne órgãos como a MPAA, associação que representa os estúdios cinematográficos, e a RIAA, representante o mercado fonográfico. Em relatório divulgado da semana passada, a associação recomenda que o país endureça a legislação antipirataria. O Brasil foi classificado com um dos 40 países do mundo a se “prestar atenção”. A entidade diz que a flexibilização da legislação é “inconsistente com um equilíbrio viável entre proteções e exceções”, além de “desnecessária”. O estudo poderia ser só um retrato do que são os países na visão das indústrias que combatem a troca de arquivos e cópias ilegais. Sua importância, porém, é bem maior e tem ligação até com a visita de Gary Locke a Ana de Hollanda na última sexta-feira. A IIPA envia as informações ao Escritório de Comércio, que as usa na elaboração do Special 301 — uma lista anual dos países que não colaboram com a propriedade intelectual e que é usada como pressão em acordos comerciais bilaterais. Os EUA têm um mecanismo para ajudar países em desenvolvimento com a isenção de impostos na exportação de produtos, mas atrela o benefício justamente à maneira como eles cuidam dos direitos autorais. Quem desagradar perde o benefício.Ortellado teme que, por medo, o governo brasileiro siga à risca as recomendações da indústria e evolua para políticas repressoras — como a do “three strikes”, que permite a retirada de conteúdo ou mesmo a suspensão da conexão de usuários acusados de infrações de copyright. O cenário catastrófico ainda não se anuncia, mas o pesquisador já arrisca um ponto final ao menos para o projeto formulado no ano passado: “A ministra vai sentar em cima da reforma. A posição da indústria é não mudar a lei”. FONTE – Tatiana de Mello Dias e Rafael Cabral

Olá foliões cultos e ocultos! Estão todos prontos para enfrentar o Carnaval?
Para aqueles que ainda não sintonizaram, o Toque Musical tem um bom acervo de postagens dedicado à outros carnavais. Não deixem de conferir… AQUI

Sábado Na Feira Do Vinil

Já ia me esquecendo… sábado é dia de Feira de Discos! Fim de ano tá chegando e eu precisando fazer um dinheirinho, hehehe… Acho que vou levar alguns discos também para vender por lá. O foda é que eu sempre acabo comprando mais do que vendendo. Já começei a separar as minhas raridades para levar. Tô descendo da estante algumas coisas do acervo do Toque Musical e olha que já tem nego me ligando atrás de disco. Calma moçada! Tem para todos… Apareçam por lá e confiram as ofertas 😉

Nós, obsoletos…

Nenhuma notícia me animou tanto, nos últimos tempos, quanto a da volta do disco de vinil.
O vinil tinha sido declarado morto, definitivamente acabado, com a chegada do CD. Continuava à venda em nichos obscuros das lojas de disco, apenas para colecionadores de antiguidades e outros tipos esquisitos.
Mas aconteceu o seguinte: descobriram que as gravações em vinil eram superiores, em matéria de fidelidade sonora, às gravações digitais. Algo a ver com a reprodução dos harmônicos, não me peça detalhes.
E mais: concluíram que a desvantagem mais evidente do vinil em comparação com o CD, o ruído de superfície, o chiado da agulha no sulco, na verdade é uma vantagem, faz parte do seu charme.
As pessoas não sabiam bem o que estava faltando no CD e de repente se deram conta: faltava o chiado. Faltavam o poc da sujeira no disco e o crec-crec do arranhão.
Dizem que já se chegou ao cúmulo de acrescentar um chiado em gravações em CD, para simular o ruído de uma agulha lavrando um sulco inexistente. Não sei.
O que interessa a nós, obsoletos, no resgate do vinil é a perspectiva que ele nos traz do desagravo. Eu já tinha me resignado à obsolescência.
Como o disco de vinil, existia apenas como objeto de curiosidade e comiseração: sem telefone celular, sem nada nos bolsos que me informe instantaneamente as cotações na bolsa de Tóquio, a temperatura em Moscou e a raiz quadrada de 117 enquanto toca uma música e me faz uma massagem, sem nenhum outro uso para meu laptop além de escrever estes textos, mandar e receber e-mails e, vá lá, colar do Google, um homem, enfim, com saudade das pequenas cerimônias humanas do passado, como a de levar um rolinho de filme para ser revelado na loja.
E agora surge esse exemplo de regeneração para a nossa espécie, a dos relegados pela técnica. Ainda voltaremos ao convívio dos nossos contemporâneos sem precisar esconder que não temos tuiter.
Os discos de vinil saíram do seu nicho e hoje ocupam espaços respeitáveis, em contraste com os CDs, que perdem espaço.
Também podemos sair do pequeno espaço da nossa resistência e proclamar que os anúncios do nosso fim foram prematuros e ainda temos alguma utilidade.
É só nos explicarem algumas coisas. O que quer dizer a tecla “Num Lock” no computador, por exemplo?”

(Luís Fernando Veríssimo)

Atenção amigos cultos e ocultos de Belo Horizonte e região! Amanhã, sábado, vai acontecer mais uma edição da Feira do Vinil e CD’s independentes. A festa acontece o dia inteiro, de 10 as 18 horas. Vai ter muita gente vendendo e comprando discos. Colecionadores, lojistas, donos de sebos, todos munidos com preciosidades para todo o gosto. Se você está na cidade, não deixe de conferir. Eu também vou estar!

Um Desencontro No Au Bon Gourmet

Olá amigos cultos e ocultos! Começo a semana com uma postagem diferente, pelo menos inicialmente. Estou trazendo a público uma questão que eu gostaria de compartilhar com todos e por certo receber os comentários e opiniões.
Recebi neste fim de semana, para meu espanto (pois nunca passei por uma situação semelhante), um e-mail de um advogado (pelo menos é o que ele afirma ser), ‘informando’ que a gravação amadora do lendário show no restaurante Au Bon Gourmet, feito por Tom, Vinícius, João Gilberto e Os Cariocas é hoje de propriedade do Instituto Moreira Sales. Que esse registro fôra ‘vendido’ pelo radialista Pica Pau, segundo ele, detentor dos direitos autorais (embora a gravação tenha sido feita e era de propriedade de Jorge Karam). O advogado pede a retirada do arquivo imediatamente, sob pena de uma ação judicial. Como vocês todos devem saber, o Toque Musical não é uma loja virtual de discos. Aqui não há comércio ou ‘outros negocinhos’. Não estamos vendendo ou doando discos, fitas ou qualquer outro objeto do gênero. Aqui, apenas falamos desses e os indicamos. Será que encontraremos no site do IMS acesso à esses arquivos sonoros? Será que a história da Música Popular Brasileira só pode ser contada e ouvida através de grupos limitadores? Como é que é isso?
Publico a baixo a minha resposta, que foi enviada a este advogado. Para evitar possíveis ‘penas de talião’, estou retirando o link enviado. Caso alguém o procure, sabe-se que o mesmo eu poderei repassar por e-mail. Segue a baixo a minha resposta:
Sr Advogado,
a título de esclarecimento, gostaria de mais informações sobre o assunto. Pelo que eu sei, esta gravação, assim como tantas outras relacionadas à Bossa Nova estão disponíveis não apenas na Internet, em diversos sites para download, mas também (e principalmente) no Japão onde são comercializadas em cópias piratas. O mais curioso disso tudo é saber que os detentores de acervos dessa natureza, venderam (por um bom dinheiro) essas fitas (ou cópias) para colecionadores japoneses, os quais em seguida começaram a vender cópias (apenas no Japão) para interessados no mundo inteiro.
Se o senhor perceber bem, verá que no blog não há arquivos para serem baixados. O Toque Musical não disponibiliza produtos, apenas indica conteúdo. Por outro lado, gostaria também que o senhor me mostrasse esse contrato assinado. Como posso ter a certeza de que a gravação é a mesma e pertence ao IMS? Ela está acessível às pessoas, mesmo que para venda? Afinal, como é isso? Vocês tem o direito, estão usando esse material para alguma pesquisa? Estão disponibilizando à pesquisadores? Qual é o critério necessário para se ter direito a ouvir o conteúdo dessas gravações? Sinceramente, essas são questões que não apenas eu o faço, mas com toda a certeza muitos querem saber. Vivemos hoje um momento de revolução (e evolução). A lei do direito autoral ainda não foi mudada e nas condições atuais suas normas não se aplicam. Prova disso é que hoje qualquer conteúdo digital pode e está sendo compartilhado livremente. É bom lembrar que aqui, ninguém roubou nada de ninguém. Não há crime em falar publicamente sobre isso. A gravação que eu indico no meu blog está espalhada pela rede. Existem, que eu sei, pelo menos mais uns oito locais, sites ou blogs (isso para não falar em torrent, e-mule e tantos outros) compartilhando esses arquivos. Sugiro ao senhor fazer essa investigação, pois não será privando um blog respeitado como o Toque Musical que seu trabalho estará resolvido. Mesmo retirando a minha indicação de locais para se baixar os arquivos, eles continuarão existindo e com certeza estarão se multiplicando. Ao longo dos 3 anos de existência do blog, nunca tive problemas dessa natureza, isso porque não publico material que esteja em catálogo e nem os comercializo ou aceito doações em dinheiro em função do meu trabalho. Estou apenas preenchendo um espaço vazio, levando às pessoas interessadas um pouco de informação, história e cultura, a nossa cultura fonográfica e musical, que desde a muito tempo vem sendo sucateada, vendida ou entregue para estrangeiros, ou ainda capsuladas em museus que ninguém pode acessar.
Sugiro ainda que o senhor processe a Google, ao Rapidshare, Mediafire, Megaupload e tantos outros verdadeiros fomentadores, donos das ferramentas e responsáveis principais pelo que anda acontecendo no mundo, nesse sentido. São nesses que vocês devem focar. Não adianta aparar a grama, precisa mesmo é acabar com a praga. Resta saber o que é ou não é a praga. Eu, no meu entender, vejo que a praga é a ganância, o oportunismo vantajoso, a inveja e a ignorância…
Para finalizar, consultei o departamento jurídico do Instituto Moreira Sales sobre a sua pessoa e não encontrei o seu nome no quadro de funcionários ou de profissionais prestando serviços ao mesmo. Afinal, a quem mesmo o senhor está defendendo os direitos?
Cordialmente,
Augusto TM

Toques Para Quem Se Toca

Depois de mais de cinco anos envolvido com blogs, publicando as mais diversas coisas e principalmente música, a gente vai aprendendo a lidar com as situações que surgem e com o público que nos visita. É natural que as pessoas reajam e comentem sobre um determinado assunto. É natural também que elas aprovem ou não o que foi publicado e em alguns casos, esse comentário pode ser uma critica. Tudo bem, faz parte da coisa. Mas vejo que alguns desafetos se tornam crônicos e obsessivos. Existem pessoas sem medida, que por algum motivo fazem questão de serem chatos e destruidores. Sinceramente, hoje em dia isso já não me afeta. Comentários tolos, insultuosos e maldosos eu ignoro. Em alguns casos eu os apago porque chegam mesmo a ultrapassar o senso crítico da maldade. Outros, como este último (que por sinal foi replicado em outras postagens) eu prefiro até deixar, mostrando à própria anônima criatura que sua pedra lançada em minha direção só serviu para a construção e o fortalecimento do meu castelo. Nessa minha analogia, tem gente que nunca vai aprender a entrar pelo portal. Teimam em atravessar o fosso e acabam sempre na boca do jacaré. Disso tudo apenas uma coisa me incomoda. Começamos a desvirtuar o sentido cultural dos Comentários. O assunto passar a não ser mais o da postagem. Isso não é legal. Contudo, continuo sempre incentivando a nossa comunicação. Facilito o acesso sem criar os entraves dos códigos de verificação para não desestimular os comentários. Não é por acaso que os links são colocados lá.
Quanto à questão de álbuns que são postados aqui ou ali, isso para mim é irrelevante. Ou melhor, faz parte do nosso intercambio. Ninguém pode se sentir dono de nada nessa situação. Pouquíssimas vezes eu recorri a álbuns postados por outros blogs, quando o fiz foi citando o autor (em casos muito específicos). Por certo, que muito do que postei também foi postado em outros blogs, antes ou depois. Nem por isso quer dizer que sejam os mesmo arquivos. Exclusividade é uma palavra que aqui só faz sentido se houver algum diferencial. E essa diferença se faz apenas com dedicação, capricho e muita criatividade. Como já dizia a Rita Lee: “Mas que falta de imaginação. Eu não. Meu departamento é de criação.”

Toques Para Quem Se Toca

Algumas pessoas têm estranhado o fato de que os links para a postagem do João Gilberto, às vezes aparecem inválidos. Realmente, os links foram feitos para uma validade de 12 horas. O motivo é muito simples. Diante ao enorme interesse por essa gravação, tivemos espantosamente só no primeiro dia mais de 300 buscas. Depois verifiquei que em outros blogs, sites e comunidades do Orkut, também já anunciavam a raridade. Até aí, maravilha… só que todo mundo estava usando o link fornecido ao Toque Musical. Daí, resolvi adotar o link temporário, motivando as pessoas a criarem os seus próprios. Cheguei inclusive a retirar dos Comentários um outro link. Agradeço a boa intenção da pessoa que o fez, mas prefiro eu mesmo o faze-lo. Espero que em outros blogs esta gravação também seja postada. E que as pessoas entendam de uma vez por todas como foi importante trazer à tona um material escondido por 50 anos. E pensar que nós brasileiros fomos os últimos a ter acesso a este material, enquanto cópias de má qualidade eram vendidas lá fora por um preço absurdo. É o que eu sempre digo, os estrangeiros sabem mais da nossa música do que nós mesmos. Eles valorizam o conteúdo e nós o produto. Por isso estamos sempre pagando mais caro. Por causa dessa postagem alguns poucos (aqueles que lucravam de alguma forma com isso) estão me taxando de pirata. Eu? Só eu? Teve um idiota, figura renomada, que diz que o pirata é aquele que sobe (“são os que sobem é que a gente está de olho”). Teve também um outro, que pelo Orkut, andou distribuindo em doses homeopáticas essas gravações, por sinal muito ruins e justificou sua ação dizendo que não queria ver esse trabalho nas mãos dos blogs piratas. Perfeito! Só que no dia seguinte, entrou anônimo e silenciosamente aqui para baixar. Me mandou um recado dizendo que apesar do ’malware’, tinha conseguido baixar o arquivo. Dá para entender pessoas assim? Quer dizer que o vilão nessa estória sou eu. Aquele que vem no anonimato, entra no blog, baixa tudo que encontra ou interessa, carrega e vai embora, também não é muito diferente do pirata. Aquele acadêmico ou aquele repórter em busca de elementos para seus trabalhos também estão na pirataria. O inocente cidadão que traz em seu celular diversas ‘musiquinhas’ como toques musicais, também e sem saber, participa da pirataria. Em resumo, neste mundo virtual e de novos (pré) conceitos, estamos todos no mesmo barco. O barco do capitão Blackbeard. Como disse um amigo meu, é a necessidade que gera leis e regulamentos. Agora, vai depender de qual necessidade é a mais urgente, a cultural ou a econômica. E você, de que lado vai ficar?
O pior pirata é aquele que não enxerga a realidade, porque usa dois tapa-olhos.

Atencão!

Olá! A partir de hoje, eu estarei recolhendo os endereços de e-mail daqueles que estiverem interessados em continuar participando do Toque Musical. Diante às constantes ameaças e ao patrulhamento que vem a cada dia cercando os blogs, vejo que é hora de buscar alguma alternativa para que, se necessário, continuemos como um grupo privado. Sinceramente essa idéia não me agrada, pois limita o acesso de pessoas e restringe a ação cultural do blog. Farei o possível para manter as coisas como estão, mas por via de dúvidas vamos fazer o seguinte: os interessados deverão formalizar seu pedido de participação, enviando um e-mail para toquelinkmusical@gmail.com . Nesta comunicação deve constar apenas o pedido de participação, que será dado ao endereço do e-mail enviado. Só serão incluídos os pedidos feitos dessa forma, com uma solicitação explicita e direta. Ainda tenho algumas dúvidas quanto ao número de participantes aceitos no formato privado. Me parece que há um limite. Se for verdade, vai ficar complicado… Gostaria de contar com as sugestões de vocês. Se alguém tiver uma outra idéia, por favor me envie.
Contudo, recolhendo endereço de e-mails, na pior das hipóteses como fechamento do blog, ainda assim teremos a chance de manter o grupo e quem sabe, abrir um novo espaço. O importante agora é juntar os interessados. Peço ainda aos amigos do blog que divulguem aos outros, principalmente os estrangeiros, que nessa hora devem estar boiando.
No momento em que a chuva começar a cair, a arca irá se fechar.

Prêmio Dardos & Outros Agradecimentos

Como confirmou o Márcio Proença do blog Sombaratinho: “os estrangeiros dão muito mais valor ao que é nosso do que nós mesmos”. E eu cada vez me convenço mais dessa premissa e a aplico neste momento. Fui um dos indicados pelo blogueiro holandês Martoni em seu blog Rádio Forma & Elenco ao Prêmio Dardos. Pelo que vim a saber, essa é uma premiação simbólica agraciada aos blogs cujo o desempenho foi reconhecido através de seu conteúdo no campo cultural, criativo e ético. Seria bom se o Toque Musical estivesse mesmo dentro dessas condições. Mas eu o aceitei, não apenas pela consideração ou pelo meu trabalho, mas (e principalmente) porque premiações como esta tende a estreitar os laços de amizade, criando aproximações, diminuindo as barreiras de comunicação entre todos. Agradeço ao amigo Martoni pela lembrança e a todos que como ele compartilham desta simpatia ao meu blog. Espero continuar fazendo por merecer. Agradeço também ao Márcio Proença pela gentil citação ao meu trabalho em uma de suas últimas postagens.
Bom, seguindo às regras, devo indicar quinze outros blogs, que ao meu ver também seriam merecedores. Na verdade eu teria mais, a começar pelos blogs linkados ao meu. Mas como sei que a grande maioria já recebeu o seu por outras vias, vou me ater a outros que me são importantes e por diferentes razões:
A Música Que Vem De Minas – pelo bom começo e pelo que nos aguarda.
Abracadabra LP’s o Brasil – pela sintonia espiritual e musical (embora não seja recíproco)
Acervo Origens – por ser de um violeiro bacana, ligado em suas raízes.
Br-Instrumental – por ser um pioneiro instrumental e com muita qualidade.
CB Latin Jazz Corner – pela latinidad, pelo jazz, pela presença sempre comentada.
Chiadofone – pela pesquisa séria e resgate de fonogramas antigos.
Entresseio – pela diversidade, simpatia e pela presenç sempre comentada.
Gravetos & Berlotas – pela sintonia no rock, nos gravetos e principalmente nas berlotas.
J Thyme… Kind – pelos acessos raros e pelo coração brasileiro.
João Donato – pela simpatia e criatividade musical, porque sou fã desse maluco 🙂
Na Era do Rádio – pelas lembranças dos Anos Dourados e pelo sax de Sandoval Dias.
Outras Bossas – por ser da Joyce, por ser jóia rara.
Saravá Club – por ser um pioneiro, inovador com muito swing.
Vida Digital – Know-How – pelas sempre boas dicas de sites
Visão Estenopeica – por manter viva a técnica da fotografia pinhole.
(pronto, taí… agora é só avisar aos agraciados)
*Este prêmio deveria se chamar Corrente. Você pega o seu e passa pra frente 🙂

Toque Musical – 1 Ano Fazendo Você Recordar!

Hoje o blog Toque Musical está completando um ano de existência. Isto, para mim, é uma grande felicidade e prova de resistência, pois eu mesmo não acreditava que estaria aqui este tempo todo. Ao longo desse período foram feitas mais de 700 postagens, trazendo diariamente pelo menos um título musical relevante e raro. Tivemos também muitas contribuições e aqui eu aproveito para agradecer a duas pessoas em especial, Jean e Edu. Sem ter cruzado o caminho com esses dois, o Toque Musical não teria chegado até aqui. Valeu demais moçada! Outras pessoas também contribuíram e deram muita força para que o TM seguisse em frente e não desanimasse. E olha que não foram somente os amigos ocultos. Os cultos e os célebres também passaram por aqui, deixando suas mensagens, o apoio e o mais importante, a aprovação. Por certo este 1 ano não foi só flores, tivemos também alguns espinhos, como críticas negativas, terrorismo e até tentativas de sabotagem. Mas nada disso chegou a afetar o meu animo. Sou naturalmente otimista.
O Toque Musical continua com o mesmo espírito de sempre. Continua sendo um blog amador e pessoal, sem pretensões informativas ou além do que foi proposto inicialmente. Não sou jornalista e nem escritor. Sou apenas uma pessoa apaixonada por música, por discos e pela história que circunda este universo. Muitos devem se perguntar o que eu ganho com isso, considerando o trabalho que dá manter diariamente um blog como este. Sem dúvida há muito trabalho, principalmente por trás do que se vê. Mas o prazer que eu tenho de poder estar envolvido com este universo musical, de poder apresentar, aprender e conhecer mais sobre a música brasileira e seus artistas, não tem preço. Isso para não falar no intercâmbio cultural, no contato com pessoas que têm as mesmas afinidades. Só isso já me basta. Não quero dinheiro e nem doações. Não preciso e nem acho correto cobrar alguma coisa, mesmo que seja apenas para a manutenção do blog. Este não é o meu estilo e nem a minha determinação. Já me basta a questionável posição em que me encontro, forçando a barra como um anarquista que sinaliza para novos tempos.
Vou enfrente sem promessas e sem hora certa para parar. Da minha parte, enquanto houver emoção e prazer vai existir um toque musical.
Bom, como de costume, seguindo a tradição, no dia de aniversário sempre tem um bolo. Taí o nosso… Hoje não tem música… Hoje eu estou ‘dando o bolo’.

Toque Musical vai fazer 1 ano!

Dia 30 deste mês o Toque Musical completa um ano de atividade. Olhando para trás, ao longo desse tempo, tivemos uma média de dois discos postados todos os dias. São quase 700 títulos variados, com os mais diversos gêneros que cantam e encantam a música no Brasil. O que me chama mais atenção é ter permanecido ainda hoje longe dos holofotes, apesar de já ter sido visitado por mais de 100 países. Pesando tudo na balança, acabo acreditando que é bom mesmo que o TM se mantenha na sombra, mesmo usando protetor fator 60. Como disse o outro: você se torna responsável por tudo aquilo que cativa. E isso dá um trabalho…

Toque para quem se toca…

Olha aí gente, sei que muitos ao entrarem aqui no blog, vão direto em busca do link e não se dão ao trabalho de ler os textos das postagens. Eu até que entendo e já recebi comentários sobre isso, inclusive desaforos e críticas insanas. Sem dúvida, ninguém é obrigado a ler as bobagens que eu escrevo, mesmo porque, muitos dos que freqüentam a casa não sabem um “A” de português. Mas como diz o velho ditado “em terra de cego quem tem um olho é rei”. Isso quer dizer que quem está mais inteirado do que acontece neste blog, transita por ele sem problemas e o aproveita mais. Aqueles que são desatentos ou não querem perder um tempinho lendo a postagem (que propositalmente tem um texto curto) ficam sempre ‘boiando’. Estou escrevendo isso apenas para salientar e esclarecer as dúvidas mais comuns.
1- o TM não hospeda arquivos de música e nem tem link direto para baixar os discos das postagens
2- o TM apenas indica o endereço do site onde o arquivo se encontra
3- o TM publica esse endereço somente na seção de Comentários
4- o TM prioriza sempre a manutenção de postagens mais recentes
Para ter acesso aos arquivos, o visitante deve proceder da seguinte forma. Clic no título da postagem correspondente. Uma outra página se abrirá trazendo a postagem completa, incluindo os comentários. É por aí que se deve copiar o endereço indicado para download. Em seguida cole o mesmo na barra de seu navegador, indo assim ao site provedor onde o arquivo está. Por lá, basta seguir as instruções do site e pronto! (mas tem que ler). Atenção! Não tente buscar o endereço do arquivo clicando em Comentários, pois para alguns navegadores como o Firefox a janela que se abre, muitas vezes não permite copiar o endereço integral. Daí a pessoa acha que o link não está funcionando.
Outro toque, diz respeito às postagens cujos arquivos já não se encontram mais ativos em seu provedor. Como já disse várias vezes, este é um processo lento de atualização que vou fazendo na medida em que tenho disponibilidade. Acredito que até o fim deste mês de julho já tenhamos todas as postagens sem problemas. Contudo, não deixem de acusar as falhas. Errar é do humano… e corrigir também!

Toques para quem se toca – Links dando erro

Tenho recebido inúmeros pedidos e reclamações quanto aos links dos álbuns postados. Gostaria de informar que todos aqueles hospedados no Rapidshare estão funcionando perfeitamente. Alguns poucos, após o terceiro mês sem procura, realmente acabam caducando. Mas medida do possível e quando solicitados, eu os tenho renovado. Há porém um pequeno problema que ultimamente vem acontecendo, que é essa questão do link que não abre. |Isso tem acontecido por duas principais razões: inexperiência ao usar o Rapidshare e desatenção ao copiar e colar o link. Alguns navegadores, como o Firefox limita a área do quadro de comentários e acaba cortando o link (quando este é muito grande). Se você não estiver atento, corre o risco de copiar apenas um trecho do link, que assim de nada vale e aparece o ‘error’. Para piorar a situação, o Rapidshare adotou um sistema de verificação da contra-senha que parece coisa de maluco. Você escreve no quadrinho as letras que aparecem a baixo, lembrando-se de que só irá digitar aquelas onde aparecem um desenho de gatinho. Isso realmente é um saco, mas faz parte da “brincadeira”. Do meu lado, tento fazer o possível para atendê-los da melhor maneira. Só não mudarei o meu sistema de postagem e nem penso em deixar o Rapidshare, que apesar de chato é o mais confiável. Moçada, como já dizia um amigo: rapadura é doce, mas não é mole não!

Toques para quem se toca – Links e postagens antigas.

Tenho recebido várias notificações de visitantes sobre links que caducaram. Infelizmente isto acontece se dentro de um determinado período eles não forem requeridos por alguém.

Nos últimos meses tenho procurado normalizar a situação, aceitando links apenas do Rapidshare, que apesar dos pesares é o mais confiável e viável à todos. Criei um e-mail exclusivo para reclames de links quebrados, pois aqueles que são deixados no Comentários (eu confesso) acabam ficando esquecidos. Porém, parece que nem todos se tocaram para este fato. Dessa forma, estou atendendo apenas àqueles que estão pedindo por e-mail.
Devo em breve adotar um novo sistema de postagem. Devido a falta de tempo e minhas outras atividades que agora começam a pipocar, penso em reduzir o número de postagens diárias ou alternar os dias. Sinto muito, mas embora não pareça, isso toma um bocado de tempo da gente.
As postagens com links vencidos serão, na medida do possível re-postadas em nova data, dando a essas uma outra chance de serem vista – já que nem todos sabem ou querem explorar conteúdos antigos do blog.
Até o momento continuo sem alterações, mas fique de olho… “Nada permanece inalterado até o fim”.

2008 é amanhã!!!

Para você ganhar belíssimo Ano Novo cor de arco-íris, ou da cor da sua paz, Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido (mal vivido ou talvez sem sentido) para você ganhar um ano não apenas pintado de novo, remendado às carreiras, mas novo nas sementinhas do vir-a-ser, novo até no coração das coisas menos percebidas (a começar pelo seu interior) novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota, mas com ele se come, se passeia, se ama, se compreende, se trabalha, você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita, não precisa expedir nem receber mensagens (planta recebe mensagens? passa telegramas?). Não precisa fazer lista de boas intenções para arquivá-las na gaveta. Não precisa chorar de arrependido pelas besteiras consumadas nem parvamente acreditar que por decreto da esperança a partir de janeiro as coisas mudem e seja tudo claridade, recompensa, justiça entre os homens e as nações, liberdade com cheiro e gosto de pão matinal, direitos respeitados, começando pelo direito augusto de viver. Para ganhar um ano-novo que mereça este nome, você, meu caro, tem de merecê-lo, tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil, mas tente, experimente, consciente. É dentro de você que o Ano Novo cochila e espera desde sempre.
Carlos Drummond de Andrade


Toques para quem se toca

Este blog, quando foi criado, tinha a intensão de compartilhar com seus visitantes um pouco daquilo que eu considero importante na música editada, dando atenção exclusiva para gravações raras, fora de catálogo, curiosidades e coisas afins. Ao longo desses seis meses, tenho apresentado no Toque Musical um pouquinho de cada uma dessas coisas. Por certo, não estou aqui simplesmente para distribuir músicas. Não gasto meu tempo fazendo a alegria de muitos em função de uma simples vaidade, também não estou interessando em dinheiro ou qualquer outro tipo de lucro comercial; direto ou indireto. O TM só existe porque eu acredito na amizade, no intercâmbio cultural e musical. Quando resolvi abrir à público meu espaço, foi para dar também oportunidade a outras pessoas além do meu pequeno grupo. Aos que me conhecem existe uma linha direta de comunicação, o meu e-mail. Para os demais, inicialmente, só através da seção Comentários do blog. Não foi atoa que os links estão colocados nessa área. Pensei que assim, talvez, ficasse mais fácil para as pessoas deixarem “um alô”. Pode parecer bobagem, mas um obrigado, um valeu, uma dica qualquer ou mesmo uma crítica negativa sempre servem de incentivo. Tirando meus velhos e bons associados e uns poucos visitantes assíduos, o resto só vem aqui mesmo na surdina para baixar os arquivos. Eu posso entender muito bem os diversos motivos das pessoas, por isso quero que vocês também entendam os meus. A partir de agora, os links só serão apresentado mediante a uma solicitação e permanecerão por tempo limitado. Aos poucos irei também retirar os links das postagens antigas. Aviso que não adianta fazer uma cópia, pois os links atuais estarão sem valor. Assim, silenciosos visitantes aproveitem pois a festa está para acabar.

Algumas ponderações…

A gente as vezes idealiza as coisas, mas nem sempre elas permanecem como queríamos. Este é o caso do Toque Musical. Minha intensão era apresentar aqui um leque de variedades musicais, as que possuo, coleciono e que me acompanham desde a adolescencia. Esta discoteca é bem variada e por ela se pode ter uma idéia de como foi a minha formação musical (enquanto ouvinte). Não sou um estudioso da música e nem mesmo me relaciono com ela de forma sistemática e crítica. Meu negócio é mesmo amador, no sentido extrito da palavra. Gosto de música, dos discos e seus encartes. Queria que o Toque Musical fosse um pouco diferente de outras experiências passadas. Mas a gente acaba caindo no senso comum e faz de novo tudo igual. Parei para pensar nisso e ponderando, cheguei a conclusão de que agora só irei postar aquilo que gosto e que tenho. Afinal, o meu toque musical tem que ser, senão inédito, pouco tocado. Não quero mais me limitar à mpb, embora seja ela a melhor música do planeta. Mesmo porque, meus tesouros nacionais já se tornaram ‘exclusivo de todos’. Vez por outra vejo que até os meus fracos textos de postagens estão sendo aproveitados (fiquem a vontade), quando não na íntegra, pelo menos fragmentados. O negócio é mesmo trilhar um caminho verdadeiro. Ou eu faço o que gosto ou terei que gostar do que faço. Como quem faz sou eu, farei então como me agradar. O meu toque musical continua, agora para além das fronteiras.
PS.: aproveitando a viagem, gostaria de informar que os meus títulos em estão disponíveis para troca e venda. Interessados, entrem em contato!

Toque Inicial

O Toque Musical foi o nome que eu escolhi para melhor definir a proposta do meu blog. Estarei postando aqui regularmente uma diversidade musical que considero essencial para um ouvido inteligente. Não sou pretensioso e nem me considero um estudioso da música a ponto de definir o que é o melhor. Sou apenas um apreciador com uma vivência musical e fonográfica bastante ampla. Quero, mais uma vez, compartilhar com vocês um pouco disso tudo. Trazer semanalmente amostras de pérolas produzidas pela indústria fonográfica. Este universo é bastante amplo e diversificado. Para aqueles que conhecem bem essa nova onda dos blogs musicais, sabe quanta coisa foi resgatada, para não dizer ressuscitada. Álbuns e artistas esquecidos, viram nessa tomada ilegal (mas essencial) um novo momento. Contrariando a indústria e o consumo banalizado, a música gravada ressurgi neste instante como um outro conceito. Forçosamente as gravadoras e detentoras dos direitos fonográficos tiveram que correr atrás do prejuízo. Prejuízo este que só foi percebido depois de constatarem que aquilo que eles haviam deixando no limbo por tanto tempo era alvo de interesse de muitos. Por outro lado, aquilo que para eles pareciam uma ameaça (os blogs), passou a ser visto (embora de forma velada) como um instrumento de divulgação, um termômetro da viabilidade de relançamento de um determinado álbum ou artista. Infelizmente, alguns criadores de blog, na ânsia de popularidade, acabam ultrapassando as leis do bom senso. Publicam (mais que) indevidamente lançamentos e trabalhos recentes que prejudicam a todos. Eu sou totalmente contrário a essa prática, como também a de postagem sem conteúdo, nada além de um link. Esses, acabam caindo na mesma questão da banalidade. Não estamos aqui para concorrer com as editoras, artistas e gravadoras. Aqueles que assim o fazem não conseguem enxergar muito além da chamada pirataria. Musica é cultura. Esta é uma grande verdade que foi propagada no verso das capas dos LPs dos anos 70.