Waldemar Spilman E Sua Orquestra – Baile De Reveillon (1960)

Hoje o Toque Musical apresenta mais um álbum de música dançante. É “Baile de Reveillon”, lançado em 1960 pelo extinto selo Internacional, reunindo uma seleção de sucessos a cargo da orquestra de Waldemar Szpilman, nascido em Owtroviec, Polônia, em 1905, e falecido em 2003, no Rio de Janeiro, aos 98 anos. De sólida carreira musical como violonista, saxofonista, clarinetista, líder de orquestra e compositor, era primo do pianista Wladyslaw Szpilman, retratado no filme “O pianista”, de Roman Polanski, e pai do músico Marcos Szpilman, criador da Rio Jazz Orchestra. Veio para o Brasil com seus irmãos Moisés e Samuel, em 1925 e, algum tempo depois, naturalizou-se brasileiro. Szpilman integrou a Orquestra Sinfônica Brasileira e foi programador da Rádio MEC. Em 1945, criou sua própria orquestra, com a qual animou os bailes cariocas por mais de vinte anos.  Em novembro-dezembro de 1956, a Continental lançava seu disco de estreia, um 78 rpm com “Penthouse mambo”, de Bebo Valdez, e “Samba em fantasia”, do próprio Szpilman em parceria com Astor Silva. Mais tarde, era lançado o primeiro LP da orquestra, o ‘dez polegadas’ “Dançando com Waldemar Szpilman e sua Orquestra”. Em 1959, veio o segundo LP, “O primeiro baile”, pela mesma Internacional que, no ano seguinte, lançou o terceiro, “Baile de Reveillon”, exatamente o álbum que o TM oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos. No repertório, a curiosidade fica por conta da inclusão de “Unchained melody”, que voltaria a fazer sucesso em 1990, incluída no filme “Ghost – Do outro lado da vida”. Também se destaca a participação de Paulo Moura no sax-alto, na faixa “Have lips, will kiss in the tunnel of love” (o famoso “Túnel do amor”). Tudo isso e muito mais, fazendo deste “Baile de Reveillon” uma autêntica preciosidade para ouvir e dançar o ano inteiro. Que comece a festa!

pra fazer nosso samba
samba
derniere reverie
expression
unchained melody
the tender trap
have lips will kiss in the tunnel of love
baby face
voando para new york
na cadência do samba
who
my heart belongs to daddy



*Texto de Samuel Machado Filho

Dionysio E Seu Quinteto – Romance No Texas Bar (1959)

Como eu sei que iriam me pedir o primeiro disco do Dionysio e Seu Quinteto, decidi postá-lo também.
Pessoalmente, eu gosto mais deste primeiro lp, talvez pelo repertório, pela capa e também pela qualidade do som, que aqui está exemplar.
Vamos aguardar agora é o “Sax Magia”, quem sabe ele aparece por aqui numa próxima oportunidade?
Vão aí… na dose dupla especial ;0

cem por cento
nêga
se todos fossem iguais a você
que murmurem
i love paris
falam meus olhos
it’s not for me to say
mocinho bonito
o apito no samba
cha cha cha no texas
tequila
saudade da bahia

Dionysio E Seu Quinteto – Sax & Ritmo (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos. Segue aqui mais uma raridade, que segundo contam é um álbum muito procurado por colecionadores, principalmente estrangeiros. Isso, muito por conta dos músicos que fazem parte do quinteto do saxofonista Dionísio de Oliveira (ou Dionysio com Y, se preferirem). Antes, porém, de entrarmos nesse mérito, o certo é apresentarmos o ‘bandlearder’. Dionysio era paulista, iniciou-se na música tocando bateria, mas acabou trocando a percussão rítmica pelo sopro, tocando saxofone e clarinete. Integrou diferentes e renomadas orquestras em São Paulo e no Rio de Janeiro, para onde se mudou e seguiu carreira. Tocou também em diversas rádios e fez parte do ‘cast’ de instrumentistas da antiga TV Tupi, do RJ. Foi nos meados dos anos 50 que ele formou o seu conjunto, contando com músicos talentosos, que alguns anos mais tarde se tornariam célebres instrumentistas. Me refiro ao violonista Baden Powell, o baterista Edson Machado e o contrabaixista Wilson Marinho. Os outros músicos do quinteto eu só consegui  identificar pelo primeiro nome – Lucas (piano), Alcides (bongô) e Perez (pandeiro) –  relação essa que apareceu a primeira vez no blog do Zecaloro, através da dica de um de seus visitantes. A mesma lista foi transposta para o Dicionário (in)Cravo Albin, que é talvez a única fonte de informação sobre Dionysio e o seu quinteto. Conforme também podemos identificar por lá, Dionysio e Seu Quinteto gravou apenas três discos, todos pelo selo Internacional CID Hi-Fi. “Sax & Ritmo” foi o segundo álbum, lançado em 1959, no mesmo ano e embalo do primeiro disco, “Romance no Texas Bar”. O terceiro lp viria no ano seguinte, 1960, “Sax Magia”, que para mim, é o mais raro, afinal é o único que ainda falta na minha coleção 🙂
O repertório é misto composto de ‘standards’ da música internacional, além de sambas e chorinhos, um deles de autoria do próprio Dionysio.
Acho que eu nem preciso dizer para os amigos conferirem… tá na mesa! 😉

ave maria lola
sabbosito asi
saia do meu caminho
vento vadio
my blue heaven 
broadway melody
a certain smile
i’m in the mood for love
el reloj
tu me acostumbraste
zangadinho
manhoso

Aldo Taranto E Sua Orquestra – Sonhos, Amor E Violinos (1959)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu pensei que não chegaria a tempo de fazer nossa postagem diária. A quinta feira foi dura, muita ralação, reunião e no final do dia mais reunião (de condomínio). Nessa altura do campeonato eu quero mesmo é uma cama.
Foi muito por conta disso que eu escolhi para postar este álbum com o Maestro Aldo Taranto e Sua Orquestra. Não vou precisar falar do artista e nem das músicas, tá tudo explicadinho na contracapa. Digo apenas que este lp foi o primeiro lançamento da Companhia Internacional de Discos (não confundir com a CID – Companhia Industrial de Discos). Uma gravadora que pelo que eu sei, não teve muito sucesso, durou pouco. Os álbuns da Orquestra de Jaú são, talvez, os únicos, além deste, que conheço. São discos bem produzidos e com artistas de qualidade.
O Maestro Aldo Taranto e sua orquestra fazem um trabalho muito bom, com músicas bem escolhidas, somente composições de autores nacionais. Zzzz… desculpem, o sono bateu… confiram daí que eu daqui vou para os braços de Morfeu.

por causa de você
a volta do boêmio
abandono cruel
vitrine
se todos fossem iguais a você
prece de amor
abismo
sonhado contigo
conceição
ouça
graças a deus
foi tudo ilusão

Orquestra Continental De Jaú – Convite Para O Baile (1959)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Dando sequência em nosso baile de fim de semana, eu agora apresento o outro disco da Orquestra Continental de Jaú, “Convite para o baile”. Este sim, foi o primeiro álbum gravado por eles em 1959. Como o segundo, ele também saiu pelo selo Internacional Hi Fi, da Companhia Brasileira de Discos. Este tem as mesmas característas do segundo álbum, músicas para baile. Um seleção de ritmos dançantes, num repertório misto que procura contemplar os sucessos da época, nacionais e internacionais. “Convite para o baile”, a exemplo de discos como os de Waldir Calmon (Feito para dançar), é contínuo, ou seja, sem pausas entre as músicas, permitindo aos casais um tempo de dança maior, sem ‘quebra’, sem perder o ‘rebolado’. Entre uma música e outra, há sempre uma original vinheta, em acordes de uma guitarra haviana. Também como no lp anterior, a última música é um dobrado (coisa curiosa), “Dois corações”, de Pedro Salgado. Dançou? Agora sai marchando…

peguei um ita no norte
agoar é cinza
love is a many splendored thing
together
frenesi
la blusa azul
perfidia
delilah jones
olhos verdes
o paito no samba
dois corações

Orquestra Continental De Jaú – Chegou A Orquestra De Jaú (1960)

Olá amigos, boa noite! Cheguei um pouco encima da hora. Pelo jeito o baile já começou, mas vai ficar melhor e podem ter certeza, vai durar em todo o fim de semana. Digo isso porque farei de hoje e amanhã uma festa ao som da Orquestra Continental de Jáu. Há tempos venho adiando essa apresentação, mas ontem tive o tempo necessário para ouvir e preparar os dois únicos álbuns gravados por essa excelente ‘big band’, a Orquestra Continental de Jaú. Confesso que até então nunca havia ouvido a orquestra com tanto interesse. Fiquei mesmo entusiasmado, a ponto de já preparar duas ou mais postagens, quem sabe… Mesmo com informações suficientes para nossa resenha de apresentação, achei por bem pesquisar um pouco mais sobre a orquestra que foi um dos mais importantes e prestigiados grupo de bailes do interior paulista. Sob a direção do Maestro Waldomiro Lobo, atuaram em todo o estado de São Paulo e também no Paraná e sul de Minas Gerais. Era uma orquestra famosa e de alto nível profissional. Em 1959, depois do reconhecimento nacional, através também de apresentações em rádios e televisão, eles gravaram o primeiro lp para o quase desconhecido selo Internacional.
Eu fiz uma confusão, publicando aqui o que foi na verdade o segundo disco, de 1960. O álbum é um desfile de sucessos nacionais e internacionais da época, ou seja, samba, bolero, fox e mambo. Um disco bem ao estilo da época, feito para dançar. Ao final temos até o famoso dobrado “Colonel Bogey”, todo mundo marchando de volta para casa. Tenho certeza que após ouvirem este álbum, vão querer também o primeiro, o qual vai ficar para amanhã, com direito a bonus e tudo mais…

blue star
manhattan
fita amarela
esse teu olhar
besame puchunguita
vereda tropical
choro na gafieira
besame mucho
palladium party
feitio de oração
pent house mambo
colonel bogey