Continental 30 Anos De Sucessos (1973)

Olá, amiguíssimos cultos e ocultos! Olha, vou ser sincero com vocês… estamos em total decadência. Sim, o Toque Musical nunca esteve tão em baixa. E isso se deve a uma série de fatores, a começar por essa plataforma que embora seja perfeita, já não atende aos requisitos que hoje pedem mais interação e imediatismo. As redes sociais, mais especificamente o Facebook e o Youtube passaram a ser a bola da vez. Tudo pode ser encontrado nesses dois ambientes de uma maneira muito mais rápida e interativa e de uma certa forma o interesse do público está mudando, se generalizando. Ampliando os horizontes, mas numa profundidade cada vez mais rasa. Daí, ninguém tem mais saco para acompanhar postagens. O que dizer então quando para se ter acesso ao que se publica aqui precisa antes se associar a um grupo? Sem dúvida, isso é desestimulante e só mesmo que está muito interessado é que encara o jogo. E o jogo hoje se faz muito mais rápido. Demorou, dançou… Por isso, se quisermos nos manter ativos por mais 10 anos, o jeito é acompanhar os novos tempos e implementar novas alternativas. Daí, penso em migrar definitivamente o Toque Musical para o Youtube. Há tempos venho pensando nisso, talvez agora seja a nossa hora. Fiquem ligados, logo o nosso canal vai estar na rede com tudo aquilo que já postamos por aqui. Será um trabalho longo, afinal, repor mais de 3 mil postagens não é moleza. Mas vamos tentar 🙂
Marcando esse momento, eu hoje trago para vocês um álbum triplo comemorativo, da gravadora Continental, lançado lá pelos idos de 1973, ano de uma das melhores safras da indústria fonográfica brasileira. 73 foi o ano em que essa gravadora completou seus 30 anos de atividade e lançou este álbum cujo os discos são de 10 polegadas. São três lps percorrendo todas as fases da gravadora, trazendo os mais diferentes artistas em ordem cronológica. Começa em Vicente Celestino, indo até aos Novos Baianos. São trinta músicas que expressam bem os 30 anos desta histórica gravadora.
Confiram já no GTM 😉

Disco 1
noite cheia de estrelas – vicente celestino
positivismo – noel rosa
implorar – moreira da silva
ondas curtas – orlando silva
brasil – francisco alves e dalva de oliveira
cai, cai – joel e gaúcho
brasil pandeiro – anjos do inferno
é doce morrer no mar – dorival caymmi
mágoas de um trovador – silvio caldas
copacabana – dick farney
Disco 2
felicidade – quarteto quitandinha
flamengo – jacob do bandolim
na paz do senhor – lúcio alves
delicado – waldir azevedo
feitiço da vila – araci de almeida
jura – mario reis
risque – aurora miranda
menino grande – nora ney
linda flor – elizete cardoso
dúvida – luiz bonfá e antonio carlos jobim
Disco 3
tristeza do jeca – tonico e tinoco
fechei a porta – jamelão
dor de cotovelo – elis regina
mas que nada – jorge ben e conjunto de zá maria
o baile da saudade – francisco petronio
nhem nhem nhem – martinho da vila
dela – ciro monteiro
adeus batucada – célia
você mudou demais – claudia barroso
o samba da minha terra – novos baianos
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Festival Dos Festivais (1966)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Aproveitando que eu andei digitalizando alguns discos de festivais, achei por bem compartilha-los com vocês. Já encaminhei um tanto para que o nosso resenhista de plantão, o Samuca, faça aqui as devidas e sequentes apresentações. Eu, mais uma vez, vou me limitar apenas na seleção e publicação das postagens. Eventualmente, vou dando uns pitacos.
Iniciando a semana dedicada aos festivais de música, que muito sucesso faziam desde os anos 60, eu abro com este lp, lançado pelo selo Philips em 1966. Trata-se de uma coletânea, um resumo de suas produções para alguns dos festivais de música da época. Escolhi este lp para abrirmos nossa semana temática também por conta de uma contracapa cheia de informações, que me garante uma postagem imediata. Nem preciso entrar em detalhes. Me poupem… hehehe…

saveiros – elis regina
gina – wayne fontana
a banda – nara leão
ensaio geral – gilberto gil
dia das rosas – claudette soares
amor, sempre amor – f. pereira
o cavaleiro – geraldo vandré
disparada – jair rodrigues
canção de não cantar – elis regina
fran den wind – ronaldo
chorar e cantar – claudette soares
jogo de roda – elis regina
canção do negro amor – silvio aleixo

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Brasil Selo Exportação (1978)

No decorrer dos anos 1970, com o sucesso obtido pela Som Livre, gravadora vinculada à Rede Globo de Televisão, as emissoras concorrentes decidiram criar seus próprios selos fonográficos. Dessa maneira, surgiram a Bandeirantes Discos, a Seta (vinculada à Record)e a GTA (Gravações Tupi Associadas). Esta última, vinculada à Rede Tupi, grande rival da Globo na época, surgiu em 1976, e seu primeiro lançamento foi a coletânea “Sucessos pop Difusora”, recheada de hits internacionais, e produzida pela rádio AM paulistana de mesmo nome, que também pertencia ao grupo Diários Associados e tinha uma programação para a juventude, embrião do que as FMs teriam bem mais tarde. O disco (que tinha na capa o desenho de uma macaca vestida de Mona Lisa) foi um sucesso, sendo logo seguido de um segundo volume. A GTA fazia praticamente o mesmo que a Som Livre, ou seja, trilhas sonoras das novelas da Tupi e compilações nacionais e internacionais de gêneros diversos, a partir de fonogramas cedidos pelas co-irmãs. Mas, com a falência da emissora, em 1980, acabou também sumindo do mercado fonográfico, o mesmo acontecendo com a Seta e a Bandeirantes Discos, que também não foram muito longe. A Som Livre, vocês sabem, continua na ativa. É justamente uma coletânea da GTA que o Toque Musical está oferecendo hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados. Trata-se de “Brasil selo exportação”. Com seleção de repertório a cargo de Ana Maria Mazzocchi, cujo nome está ligado ao extinto Sebo de Elite, uma loja de discos raros que comandou por mais de quinze anos em São Paulo, o álbum reúne vários nomes da MPB de então, a maior parte bastante conhecidos. A exceção fica por conta de Neuber, um cantor-compositor que a própria GTA tentou emplacar sem êxito, aqui com a faixa “Análise”, que encerra o LP. No mais, verdadeiras “feras” da MPB batem ponto neste disco: Maria Bethânia, logo de saída, vem com “Terezinha”,  cujo autor, Chico Buarque, aparece logo em seguida com a não menos antológica “Basta um dia”, também composição sua. Temos ainda a inesquecível Elis Regina com “Sentimental eu fico”, de Renato Teixeira, Lula Carvalho com “Portão antigo”, releitura de uma composição de Antônio Maria originalmente lançada por Renata Fronzi em 1953, Ney Matogrosso interpretando “A gaivota”, de Gilberto Gil, a não menos inesquecível cantora e violonista Rosinha de Valença com sua “Os grilos são astros”, Fafá de Belém com a sensível “Dentro de mim mora um anjo”, de Suely Costa e Cacaso, João Nogueira com sua “Albatrozes”, Nana Caymmi revivendo “Perdoa, meu amor”, de Georges Moran e J. G. de Araújo Jorge, hit de Orlando Silva em 1947, Gal Costa com a versão “Louca me chamam” (Crazy he calls me)”, feita pelo poeta concretista Augusto de Campos a partir de original dos norte-americanos Carl Sigman e Bob Russell, e Alaíde Costa com um trabalho da parceria Ivan Lins-Vítor Martins, “Corpos”. Tudo isso em uma compilação de inestimável valor artístico e histórico, trazendo de volta um pouco da melhor MPB da década de 1970. É ouvir e comprovar.

terezinha – maria bethania

basta um dia – chico buarque

sentimental eu fico – elis regina

portão antigo – lula carvalho

a gaivota – ney matogrosso

os grilos são astros – rosinha de valença

dentro de mim mora um anjo – fafá de belém

albatrozes – joão nogueira

perdoa meu amor – nana caymmi

louca me chamam – gal costa

corpos – alaide costa

análise – neuber

*Texto de Samuel Machado Filho

Panorama Da Música Popular Brasileira (1967)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu não dispenso aqui no blog são as coletâneas. Acho elas ótimas, pois nos permite uma visão mais panorâmica de um determinado tema ou artista. Não é atoa que aqui a gente também acabe produzindo nossas próprias coletâneas exclusivas, sempre fazendo muito sucesso.
Hoje temos uma coletânea oferecida pela Organização Philips Brasileira. Um disco não comercial, promocional, lançado pela gravadora e selo Philips, em 1967, provavelmente como cortesia de fim de ano. A empresa e sua marca chegou ao Brasil em 1924, mas só depois da Segunda Guerra Mundial foi que as atividades industriais se iniciaram por aqui. A Philips produzia lâmpadas e aparelhos eletrônicos e ao longo do tempo foi se tornando uma gigantesca organização, atuando em campos diversos da produção industrial de eletroeletrônicos. A sua indústria fonográfica e selo surgem no final dos anos 50. E ela investe pesado na música, principalmente como gravadora. Tem entre seus contratados artistas dos mais importantes, tanto nacionais quanto internacionais. É inegável a contribuição da gravadora para com a música brasileira. São muitos os títulos lançados por ela e aqui, nesta coletânea, vamos encontrar um leque especial com alguns dos melhores momentos de sua produção até o ano de 1967. Certamente, tudo isso já passou por aqui, mas vale a pena ouvir de novo 😉

preciso aprender a ser só – os cariocas
disparada – jair rodrigues
apelo – silvio aleixo
a praça – ronnie von
upa, negrinho – elis regina
dia das rosas – claudette soares
no cordão da saideira – edu lobo
laranja madura – ataulfo alves
pedro pedreiro – nara leão
depois do carnaval – noite ilustrada
ensaio geral – gilberto gil
e nada  mais – os gatos
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Máximo de Sucessos (1971)

Meus prezados amigos cultos e ocultos. Segue aqui uma coletânea das mais interessantes. Uma seleção com alguns dos mais expressivos artistas que gravavam pela Philips no início dos anos 70. Disco mono, porém de capa dupla. Um luxo que as gravadoras, na época, podiam se dar, ou nos dar, melhor dizendo. Esta é sem dúvida uma coletânea rara que muito colecionador gostaria de por a mão. Foi o disco inicial, o primeiro de uma série que viria a ser lançada pela gravadora durante aquela década. Não tenho muita certeza, nem tive tempo de pesquisar, mas creio que chegaram a quase 20 volumes. Uma boa estratégia da gravadora para apresentar seus artistas e lançamentos. E começou bem 😉

rosa dos ventos – chico buarque de hollanda
madalena – ivan lins
mano caetano – jorge ben e maria bethania
a próxima atração – ivan lins
chuvas de verão – maysa
o sorriso de narinha – trio mocotó
bloco da solidão – jair rodrigues
london london – gal costa
oba la vem ela – jorge ben
a semana inteira – erasmo carlos
quem viu helô? – claudette soares
deixa estar – mpb-4

Brazil – Song & Sound The World Around (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês uma coletânea de MPB produzida pela Philips holandesa para o mercado europeu, em 1976. Este disco, pelo que tudo indica, faz parte de uma série intitulada “Song & Sound The World Around”, um mostruário da música de vários países pelo mundo. Obviamente, material de arquivo da própria gravadora nesses diferentes países.
Para esta seleção ‘Brazil’, vamos encontrar artistas como Tom Jobim, Jorge Ben, MPB-4, Ivan Lins, Nara Leão, Gilberto Gil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Baden Powell e Carlos Lyra em gravações extraídas de discos dos primeiros anos da década de 70. Inclui-se nessa seleção outras gravações, essas dos anos 60. Eis um disquinho interessante, recheado de sambas, que é o forte e o que realmente interessa os gringos.

o mundo encantado do monteiro lobato – jair rodrigues
part6ido alto – mpb-4
apito na batucada – escola de samba da cidade
nordeste, seu povo, seu canto e sua gente – nara leão
afrolatino – carlos lyra
nhá tereza – ivan lins
paz amor e alegria – acadêmicos do salgueiro
expresso 2222 – gilberto gil
caramba galileu da galiléia – jorge ben
bala com bala – lis regina
petit waltz – baden powell
aguas de março – tom jobim
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Elis Regina / Gal Costa – Comapctos (1970-69)

Boa noite, amigos cultos e ocultos. Graças a Deus, recuperei todos os arquivos que haviam em um velho computador. Foi mesmo muita sorte. consegui resgatar tudo no último suspiro da antiga máquina. Agora ela pifou de vez. Havia deixado no hd mais de 500 gigas de mp3, coisas inclusive que eu nem me lembrava de ter arquivado. Entre tanta coisa, achei aqui os arquivos de dois compactos, um da Elis Regina e outro da Gal Costa. Me lembro de já ter tido esses disquinhos e foi por isso mesmo que achei de boa postá-los aqui. Não sei mais de onde tirei esses arquivos, certamente foi coisa já postada em algum blog. Mesmo assim, independente de qualquer coisa achei por bem de postá-los. Hoje, mais que nunca eu estou compartilhando. Vamos de Elis em compacto duplo lançado em 1970 e Gal Costa em seu também compacto duplo de 69. todos dois lançados pela Philips. Duas boas safras, duas boas pedidas

Elis Regina
madalena
fechado pra balanço
falei e disse
vou deitar e rolar
Gal Costa
baby
a coisa mais linda que existe
saudosismo
mamãe coragem
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Cantando A Mulher – Coletânea Toque Musical (2015)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bom dia, em especial, a todas as mulheres, cultas e ocultas! Hoje é o dia delas, o Dia Internacional da Mulher! Eu não me recordo de já ter feito aqui alguma homenagem nessa data para você, mulher. Mas pode ter certeza, estou sempre pensando, sintonizado em suas ondas. Ah, mulheres… de todos os tipos, de todas as horas… mães, esposas, amantes, amigas, irmãs. Mulher até Presidente. Elas estão em todas. E o que seria de nós, homens, sem elas? Adoro esse ser que me completa em todas as suas vertentes e vértices. Êta bicho bão, sô!
Para homenageá-las, criei então essa pequena coletânea, um tanto irregular e talvez até injusta por não acrescentar tantas outras belas e talvez até mais apropriadas composições, que temos no cancioneiro popular. É, eu realmente podia ter escolhido mais músicas. Por certo, melodias que exploram a temática mulher é coisa que não nos falta. Mas eu achei por bem ficarmos apenas em 20 músicas, sendo essas tão variadas quanto as próprias escolhas de postagem do Toque Musical. O importante é agradar aos gregos e troianos, misturar mineiros e baianos, alhos com bugalhos. Porém, acima de tudo, festejando sempre a mulher. Parabéns a todas por este dia!

cúmplice – juca chaves
elegia – péricles cavalcanti
mulher – zé renato
tigreza – caetano veloso
mulher brasileira – benito di paula
mulheres – martinho da vila
aí que saudades da amélia – noite ilustrada
eu quero essa mulher assim mesmo – monsueto
todas as mulheres do mundo – marcus pitter
sexo frágil – erasmo carlos
todas as mulheres do mundo – rita lee
eu gosto de mulher – mr. catra
eu gosto é de mulher – ultrage a rigor
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A Bossa De Ontem É De Sempre (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Finalmente é sexta feira e aqui estou eu, de novo ao ‘volante’. É muito bom poder contar com o amigo Samuel, seus textos são ótimos, bem informativos, mas isso aqui precisa também ter um lado pessoal, passional e até tendencioso, porque não? 🙂 Daí, o Augusto aqui volta para que o Toque Musical não perca essas características (tem que ter o lado irritante, kkk…)
Para esta sexta feira ficar mais feliz eu estou trazendo outra boa doação, feita pelo nosso amigo Fáres. Vamos de bossa nova, nesse lp lançado pela CBS em 1975. Trata-se de uma coletânea reunindo alguns dos artistas do seu ‘cast’, da década de 60: Tito Madi, Conjunto Farroupilha, Thelma Soares, Maysa e a Elis Regina (do tempo que ela assinava o nome com dois L). Esta era uma boa maneira das gravadoras reapresentarem artistas, que muitas vezes já nem faziam parte do seu elenco, mas que tinha deixado ali um legado de sucesso. E a Bossa Nova, que nunca morreu, vez por outra acendendo paixões, estava naquele 75 em alta. Daí talvez um bom motivo para acionar alguns de seus artistas ‘bossanovistas’. O repertório é, sem dúvida, muito bom e bem conhecido de todos. Um deguste sempre necessário que acaba fazendo a gente revisitar velhos álbuns.

o barquinho – maysa
carinho e amor – tito madi
o pato – conjunto farroupilha
samba de uma nota só – thelma
amor e paz – tito madi
1, 2, 3, balançou… – ellis regina
menina moça – tito madi
depois do amor -maysa
a mesma rosa amarela – conjunto farroupilha
garota de ipanema – thelma
silêncio – ellis regina
manhã de carnaval – thelma
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Garota De Ipanema – Trilha Original Do Fime (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Eu hoje estava para postar uma homenagem ao Nonato Buzar, que veio a falecer neste domingo. Pensei em postar algum disco dele, mas pecebi que não tenho nenhum além dos arquivos de dois dos seus trabalhos. Só não postei porque não estava no padrão TM, quer dizer, sem capa e contracapa. Mas ainda farei, quem sabe, uma coletânea. Ele merece 🙂
Também perdemos o cineasta, num caso trágico, o cineasta Eduardo Coutinho. Fiquei pasmo com o caso. A vida imitando a ficção… loucura!
Acho que meio por conta do Cinema’ foi que hoje eu decidi então postar este disco, a trilha sonora do filme “Garota de Ipanema”, de Leon Hirszman. ‘Para me facilitar e também abrilhantar nossa postagem, vou pegando emprestado o texto escrito por Fernando Zamith em 2011 sobre o filme:

Uma raridade. “Garota de Ipanema” (1967), de Leon Hirszman (1937-1987), é um dos filmes brasileiros mais esquecidos da história. Que mistério cerca esse sumiço? É algo deliberado deixá-lo no limbo da memória?
Mesmo entre os defensores do cinema novo, há uma omissão velada. Parece até que apagaram os detalhes maiores da filmografia do cineasta de “Eles Não Usam Black-Tie” e “São Bernardo”. Quando muito aparece só o nome do filme e o ano (1967) e pronto.
Também pouca gente menciona que o co-roteirista do filme foi ninguém menos do que Glauber Rocha, ícone do movimento cinema novo. Glauber Rocha? Exatamente, mas em algumas fichas técnicas publicadas seu nome não aparece. Por que será?
O filme não existe em DVD e nem ganhou lançamento em fita VHS lá pelos anos 80. Inspirada na canção mais celebrada de Antonio Carlos Jobim e das mais gravadas no mundo, o filme surpreendeu, pois nada trazia dos versos famosos da letra de Vinicius de Moraes.
Nada a ver com a canção inspirada na garota adolescente da vida real (Helô Pinheiro). A garota do filme é um personagem fictício, a jovem Márcia, de 17 anos, papel da atriz então iniciante Márcia Rodrigues. O roteiro ainda tem um crédito para Vinicius de Moraes (que aparece na tela), ao lado de Eduardo Coutinho.
“Garota de Ipanema” – o filme é mais um retrato social de pais e filhos no Rio de Janeiro dos anos 60. Um elenco de nomes famosos em pequenos papéis. O jornalista João Saldanha, por exemplo, faz o pai da garota de Ipanema. Nas imagens do vídeo abaixo, você pode vê-lo entrando no Fusca estacionado numa rua do bairro.
No filme, quem também aparece é um jovenzinho Chico Buarque. E ele canta uma composição que ficou famosa: “Noite dos Mascarados”. Aliás, a trilha sonora é um achado. Há até um rock com letra de Vinicius de Moraes cantado por Ronnie Von. Eis o set-list da trilha original de “Garota de Ipanema”, com base no LP de vinil. Quem se lembra dos lados A e B?:
noite dos mascarados – elis regina e chico buarque
lamento do morro – nara leão
surf board – orquestra
ela é carioca – tamba trio
poema dos olhos da amada – vinícius de moraes
a queda – orquestra
tema de abertura (garota de ipanema) – orquestra
por você – ronnie von
chorinho – chico buarque
ária para morrer de amor – baden powell
rancho das namoradas – quarteto em cy e mpb-4
tema da desilusão (garota de ipanema) – orquestra
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Elis Regina – Como & Porque (1969)

Muito bom dia, amigos cultos e ocultos! Para o dia de hoje eu já estava planejando continuar na base da orquestra e conjuntos dos anos 60, mas por alguma razão eu sonhei que estava postado este disco da Elis Regina. Pode parecer estranho, mas no sonho até a música em senti. Sonhei que estava ouvindo a Elis cantando a “Aquarela do Brasil”. Acordei com a música na cabeça e fui cantarolando pro banheiro. Continuei solfejando até encontrar o disco e agora ele está aqui 🙂 Não resisti a tentação… Maravilha este lp, o qual, creio, todos já conhecem, mas vale a pena ouvir de novo. Elis vem acompanhada por um time de feras: Antônio Adolfo no piano; Hermes na percussão; Zé Roberto no contrabaixo; Wilson (literalmente) da Neves e Roberto Menescal. Este último é o responsável pelos arranjos do conjunto e os arranjos de orquestra ficam por conta do maestro Erlon Chaves. Vamos ouvir? Dá-lhes GTM!

aquarela do brasil – nega do cabelo duro
o sonho
vera cruz
casa forte
canto de ossanha
giro
o barquinho
andança
les parapluies des cherbourg
samba da pergunta
memórias de marta saré
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O Máximo De Sucesso Da Música Popular Brasileira (1968)

Boa noite, prezados! Ufa! Finalmente em casa e em tempo de postagem! Nem no fim de semana eu estou tendo folga. Também, quem mandou eu querer fazer deste blog um diário? Agora aguenta…
Para o nosso sábado de coletânea eu tenho aqui este álbum lançado pela Philips em 1968, trazendo alguns de seus artistas de destaque, nomes consagrados que fazem desta uma seleção de primeira qualidade. Nem é preciso falar muito, vem estampado no encarte o que vamos encontrar. Alguns desses fonogramas a gente pode até considerar como raridades. É o caso de Tuca interpretando “Verde”, de Mário de Castro e Antonio Carlos Ducan, ou “Madrugada (Caranval acabou)”, de Arthur Verocai e Paulinho Tapajós, na voz de Magda. Taí uma coletânea que a pena pedir e ouvir 😉

lapinha (da bienal de são paulo) – elis regina
frevo rasgado – gilberto gil
januária – claudette soares
quem dera (da bienal de são paulo) – mpb-4
até segunda feira – jair rodrigues
e nada mais – agora 4
viola enluarada – jari rodrigues
eu e a brisa – márcia
madrugada (carnaval acabou) – magda
verde – tuca
retrato em branco em preto – quarteto em cy
samba da benção – elis regina 

Verão Vermelho – Trilha Original Da Novela (1970)

Olá amigos cultos e ocultos! Com o feriadão de terça feira, acabei conseguindo ganhar a segunda feira também. Que felicidade! Agora terei tempo de atender aos que ainda estavam na pendência. Vamos ver se consigo colocar em dia as velhas postagens, ou pelo menos aquelas que me foram solicitadas.

Para hoje, dia de trilhas, vamos com a da novela global e setentona, “Verão Vermelho”. Escrita por Dias Gomes, esta novela traz uma trilha totalmente original, feita de encomenda para a trama. Como sempre, em se tratando de boas produções musicais, temos o Nelson Motta, que como poucos, soube escolher bem os temas e artistas que fazem parte do disco. Esta é uma das trilhas de novela, cujo o disco se tornou uma raridade. Se não me engano, acho que ela nunca chegou a ser relançada em formato cd, como aconteceu com tantas outras trilhas de novelas da Rede Globo. Vale uma conferida, muito boa!
verão vermelho – elis regina
vitória, vitória, vitória (tema de raul) – nonato buzar
ela (tema de patrícia) – regininha
jornada (tema de selma) – wilson das neves
onde você mora? (tema de flávio) – luiz eça
baião do sol (tema de geralda) – nelson angelo
the time of noon (tema de amor) – erlon chaves
ela (tema de patrícia) – antonio adolfo
vitória, vitória, vitória (tema de raul) – erlon chaves
assim é a bahia – roberto menescal
onde você mora? (tema de flavio) – ruy felipe
verão vermelho – luiz eça

Elis Regina E Jair Rodrigues – 2 Na Bossa (1965) REPOST

Olá amigos! O dia hoje foi quente, em todos os sentidos desagradáveis. Além do calor, do trabalho e do meu cansaço, estou com problemas de doença na família. Isso desestrutura qualquer qualquer um. Contudo, não faz parte dos nossos assuntos musicais. É uma questão particular e aqui ela não vem ao caso. Espero apenas que esses problemas não venha a afetar nossa rotina diária de postagens. Estou comentando isso apenas para que vocês não fiquem no ar, caso aconteça o inesperado e eu tenha que me ausentar por alguns dias. Como hoje eu não tive muito tempo, fui obrigado a recorrer aos meus ‘álbuns de gaveta’, aqueles que estão sempre prontos para as emergências.

Vamos assim com este delicioso disco de Elis Regina e Jair Rodrigues. Um álbum clássico dos anos 60. Um encontro ao vivo de dois importantes intérpretes da música popular brasileira. Este lp é o resultado de um show promovido por Walter Silva no lendário Teatro Paramount nos dias 9, 10 e 11 de abril de 1965. Nele se apresentaram juntos Elis Regina, Jair Rodrigues e acompanhando, o Jongo Trio, formado por Cido Bianchi no piano, Sabá no contrabaixo e Toninho Pinheiro na bateria. O projeto inicial era a apresentação de Elis junto com o Wilson Simonal e o Zimbo Trio. Mas por questões contratuais e agendas eles acabaram não podendo participar. Outro que também foi chamado mas também não pode fazer parte do show era Baden Powell, que preferiu ir para a Alemanha. Após assistir uma apresentação de Jair Rodrigues, que na época fazia sucesso com a música “Deixe isso prá lá”, Elis não teve dúvidas de que seria ele o seu companheiro no show. Como é notório, as apresentações foram um grande sucesso e renderam aos artistas um contrato com a TV Record para um programa semanal e ao vivo, o famoso “O Fino da Bossa”, onde grandes nomes em início de carreira se apresentavam. Sucesso leva a mais sucesso. “2 na Bossa” valeu ainda para mais dois volumes nos anos seguintes. Falar de repertório nessa altura do campeonato é bobagem. Todo mundo já conhece. Melhor mesmo é ouvir 😉
pot pourri de sambas
preciso aprender a ser só
ziguezague
terra de ninguém
arrastão
reza
tá engrossando
deus com a família
menino das laranjas

Coletânea Aum Soham – Brasil 68-75 (2011)

Hoje, sábado, vamos nos dedicar às coletâneas! Temos aqui uma feita pelo meu amigo, o artista multimídia Aum Soham, trazendo para nós uma seleção, que segundo ele, foi a trilha de um bom momento em sua vida. Com certeza, as músicas reunidas aqui fizeram e fazem o momento de muita gente, inclusive o meu.

top top – mutantes
refazenda – gilberto gil
atrás do trio elétrico – caetano veloso
baioque – maria bethania
lingua do p – gal costa
ponta de areia – elis regina
carlos, lucia, chico e tiago – milton nascimento
paisagem da janela – lô borges
me deixa em paz – alaide costa e milton nascimento
a tua presença morena – maria bethania
paisagem inútil – caetano veloso
o rouxinol – gilberto gil
mora na filosofia – caetano veloso
passarinho – gal costa
magrelinha – luiz melodia
os povos – milton nascimento
caça a raposa – elis regina
maldição – maria bethania
dom quixote – mutantes
fuga número dois dos mutantes – mutantes
baby – mutantes

II Festival Internacional Da Canção Popular (1967)

Olá amigos cultos e ocultos! Como nesta semana eu já andei postando um disco de Festival, acho que vou mandar outro para vocês. Segue aqui um raríssimo e esperado exemplar do II Festival Internacional da Canção Popular, edição Rio, de 1967. Este álbum, com certeza, vai fazer muita gente dar pulinhos da alegria. Temos aqui momentos realmente memoráveis que jamais voltaram a ser vistos e principalmente ouvido pela grande maioria. Eu mesmo, que tenho o disco a tanto tempo, já faz um tempão que não o ouço. As vezes a gente precisa dar uma geral nas estantes de discos. Fico aqui matutando, tem discos que eu não escuto faz tempo. É, mas mesmo que eu quisesse… nem que eu tivesse mais 100 anos de vida, acho que não daria tempo de ouvir tudo. Por isso eu vivo numa constante overdose musical. No dia em que eu acabar de digitalizar todos os meus discos (hoje por volta de 6 terabites, com backup!), acho que não saberei o que fazer depois. Mas tenho a certeza de uma coisa, terei uma tremenda discoteca digital, capaz de suprir os mais variados gostos. Se um dia a música no mundo desaparecer, podem me procurar, eu tenho tudo guardado 😉 Como eu disse uma vez ao Zecaloro, eu não tenho só os meus, tenho também os seus 😉 e os de outros blogs que fazem um bom serviço completo. Meu alvo principal é sempre a música/disco fora de catálogo. São dos esquecidos é que precisamos nos lembrar e preservar. O novo terá o seu amanhã.
Bom, mas falando do álbum do dia, confesso estar um pouco confuso. Me lembrei agora que já havia postado um outro disco deste II Festival em maio do ano passado. Essas histórias de festivais bagunçam a minha cabeça, principalmente porque há discos que foram lançados com músicas de um determinado festival, mas necessariamente não são as representativas ou as que chegaram à final. No caso específico deste lp, as músicas e artistas não correspondem aos apontados com finalistas ou vencedores. Há, por exemplo, quatro faixas com a Gracinha Leporace. Será que ela defendeu essas quatro músicas no festival? Não estou bem certo e nem quero procurar agora essa informação. Vou deixar essa questão em aberto para ver se algum dos amigos cultos e ocultos esclarecem as coisas. As vezes é bom ter comentários que vão além, pertinentes ao disco postado e que complementam a informação. Me sinto mais motivado quando percebo esse interesse. Falem, Zuzas!

margarida – gutemberg guarabyra e grupo manifesto
carolina – nara leão
o sim pelo não – mpb-4
canto da despedida – gracinha
de serra, de terra e de mar – claudete soares
desencontro – gracinha leporace
travessia – elis regina
cantiga – mpb-4
oferenda – gracinha leporace
eu sou de oxalá – quarteto em cy
canção de esperar você – gracinha leporace

Elis Regina & Toots Thielemans – Honeysuckle Rose Aquarela Do Brasil (1969)

Olá amigos cultos e ocultos! Hoje o nosso encontro é com Elis Regina, em um disco já bem divulgado na blogosfera, mas que sempre merece um novo toque musical. Temos aqui a cantora Elis Regina ao lado do lendário gaitista e guitarrista belga, Toots Thielemans. Este álbum é simplesmente delicioso. Gravado na Suécia em 1969, temos Elis e Toots acompanhados pelo conjunto de Roberto Menescal. O carro chefe é a Aquarela do Brasil de Ary Barroso, mas há no disco outras passagens impagáveis, como a faixa “Five for Elis”, uma composição instrumental que o belga faz à nossa cantora. Toots não apenas toca gaita, como também guitarra, assovia e canta, em outra na mesma linha, “Honeysuckle Rose”. Elis, não precisa nem dizer, como sempre uma grande cantora. O mais interessante deste disco é que ele ainda hoje não soa antigo. O som é super atual, não ficou como sua história, no passado. Quem ainda não conhece, tem a oportunidade de conferir aqui.

wave
aquarela do brasil
visão
corrida de jangada
wilsamba
você
barquinho
o sonho
five for elis
canto de ossanha
honeysuckle rose
volta

Eles Começaram Assim… (1978)

Bom dia a todos os visitantes cultos e ocultos. Inicialmente eu quero agradecer aos amigos pelo carinho e atenção na passagem do meu aniversário. Sei que falar de aniversário não acrescenta nada de objetivo ao Toque Musical e para a maioria isso é irrelevante ou até sem sentido. Não deveria caber à um blog musical questões como essa, não fosse ele antes de tudo um espaço pessoal (ao qual se permite o acesso público). Como autor do blog, me dou ao direito de fazer dele o que eu quiser, desde que isso não vá contra a moral, a dignidade e o respeito pelo outros. O que eu expresso aqui é apenas a minha visão pessoal. Por fazê-lo público, me exponho e inevitavelmente vou de encontro a todo tipo de sorte. Há os que participam, colaborando de uma forma ou de outra. Há os que criticam e os que crititicam. Há amigos cultos & ocultos e os inimigos também. Mas independente das minhas ‘babaquices textuais’, estou aqui diariamente levando a vocês alguma coisa boa, que são os discos e a música. Compartilho com todos o que tenho de bom, porque o ruim ou mal é fácil de fazer. Destruir é mais fácil que ajudar a construir, imagina construir sozinho… Acho que nem preciso explicar melhor os motivos desta introdução. Quem frequenta o Toque Musical diariamente sabe do que eu estou falando.

Para não render muito assunto, vamos ao que interessa… O disco de hoje é uma coletânea que merece a nossa atenção. Faz parte de uma série criada pela Continental, nos anos 70, chamada “Eles começaram assim…” Segundo o texto da contracapa, a série foi criada com a intenção de ser mais que uma simples coletânea para atrair público. A ideia seria a de apresentar alguns de seus artistas logo em inicio de carreira ou seus primeiros trabalhos por esse selo. O presente álbum seria o de número 22. Confesso que não me lembro de outros volumes e nunca os vi. Imagino que deve ter sido uma bela e rica coleção, considerando o vasto mundo de artistas da gravadora e também por essa numeração. Se alguém aí tiver outros volumes, pode mandar… Pela capa do que temos já dá para saber quem está neste disco, mesmo assim, confiram o que eles cantam:
olha a baiana – orlando silva
agora pode chorar – adoniran barbosa
pode ser? – isaura garcia
seu libório – vassourinha
treme-treme – jacob do bandolin
tambor índio – índios tabajara
não diga não – tito madi
dúvida – luiz bonfá e tom jobim
dá sorte – elis regina
mas, que nada – zé maria e seu conjunto com jorge ben
final- benito di paula
nhem, nhem, nhem – martinho da vila

Ary Barroso – Nova História Da Música Popular Brasileira (1977) 6

Olá meus caríssimos! Continuo a lembrar, principalmente aos desavisados e desatentos visitantes, que estou recolhendo os contatos de interessados em manter o acesso ao blog, caso venhamos mesmo a nos transferir para um espaço privado. Já temos listado mais de 600 solicitações. Ainda bem que o espaço e virtual 😉
Temos aqui outro campeão de audiência da coleção Nova História da Música Popular Brasileira. Seguindo a ordem alfabética, a semana é de Ary Barroso. Um dos mais férteis compositores brasileiros e mundialmente conhecido, principalmente por sua Aquarela do Brasil. Nasceu em Ubá, Minas Gerais, onde viveu até por volta dos 18 anos. Mudou-se para o Rio de Janeiro e daí começa sua grande caminhada. Foi advogado, jornalista, radialista, vereador, dirigente esportivo, amante do futebol e principalmente compositor de canções que refletem o verdadeiro espírito brasileiro. Sua música sempre foi evocando os valores e costumes de seu país. Ary sempre lutou pela autenticidade da nossa arte maior, a música popular.
Eu sou um cara privilegiado, pois tenho comigo há mais de 20 anos, um óculos que pertenceu ao Ary Barroso. Quando eu conto esta história todo mundo duvida e nem mesmo mostrando ele na minha cara as pessoas se convencem. Na verdade, nem eu acredito, pois a única coisa que tenho é a palavra do antiquário que jurou de pé junto que o óculos era do Ary. Nunca dei muita bola para isso, embora já tivesse visto fotos antigas dele com o tal óculos. A foto da capa deste disco é uma delas e é possível comparar. De puro sarro, resolvi incluir no pacote as fotos do meu óculos do Ary Barroso para vocês também compararem. Infelizmente este não tem como compartilhar, mas está à disposição para aqueles que queiram comprovação.

na batucada da vida – elis regina
no tabuleiro da baiana – carmen miranda e luiz barbosa
como vaes você? – carmen miranda
na baixa do sapateiro – anjos do inferno
aquarela do brasil – silvio caldas
os quindins de iáiá – cyro monteiro
morena boca de ouro – joão gilberto
risque – linda batista

Rede Globo De Televisão – Cortesia De Fim De Ano (1971)

Já que estamos na semana das curiosidades, aproveito inicialmente para informar que criei a pouco tempo atrás uma comunidade no Orkut. Temos por lá também uma bandeira do Toque Musical. Como não sou muito ligado nessas coisas, acabei por não comunicar à vocês. Mas recentemente resolvi investir um pouco nele, ou melhor, no público que o acessa, divulgando um pouco mais o blog. Fiquei admirado com a resposta imediata. Em pouco mais de um mês eu já estou cheio de amiguinhos e pelo jeito, vamos só aumentando a comunidade. Confesso a vocês que sou um completo ignorante em relação ao Orkut. Na verdade eu não tenho é muita paciência com esse tipo de relacionamento. Mas devo admitir sua eficiência como ferramenta de divulgação. Por lá tenho publicado as capinhas dos discos que já foram postados juntamente com um link para o blog. Eis aí mais um recurso que eu não estava utilizando.
Bom, aqui temos um álbum promocional distribuído de brinde pela Rede Globo de Televisão. Este disco foi oferecido como cortesia de fim de ano. Uma maneira da Globo anunciar as novas mudanças que viriam a partir do ano de 1971. A rede de televisão estava em fase de melhorias, como a chegada da transmissão a cores. Programas como o Som Livre Exportação, Faça Humor Não Faça Guerra, Discoteca do Chacrinha, Balança Mas Não Caí, além das novelas Irmãos Coragem, Pigmalião 70 e Verão Vermelho são alguns dos temas de abertura apresentados neste lp.

alô brasil, aquele abraço
hora da buzina
discoteca do chacrinha
balança mas não cai
faça humor não faça guerra
som livre exportação
teletema – regininha
menina – cláudio cavalcanti
gente humilde – márcia
pigmaleão 70 – umas e outras
verão vermelho – elis regina
irmãos coragem – jair rodrigues
quarentão simpático – umas e outras
hora da buzinha