14 Sucessos De Ouro Vol. 4 (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! Seguimos neste mês com algumas coletâneas, alguns daqueles discos que se não fosse aqui, vocês nunca teriam escutado. Nesta, eu confesso, até mesmo eu. E taí um bom motivo para apreciarmos, por exemplo, essa seleção da RGE, reunindo 14 músicas extraídas de discos de seus artistas. Temos assim um variado leque para promover seus lançamentos e artistas e atender ao seu mais diverso público. Um misto de sucessos nacionais e internacionais. Não deixem de conferir no GTM, pois temos aqui…

distância – miltinho
sukiyaki – the andrews sisters
garota de ipanema – paulinho nogueira
sabe deus – oslain galvão
blame it on the bossa nova – lawrence welk 
tudo de mim – rosana toledo
eu hei de seguir – george freedman
doce amargura – alda perdigão
soñar contigo – bienvenido granda
bonaza – billy vaughn
prova de amor – miguel angelo
apache – the bells
o tempo te dirá – raul sampaio
el relicario – ubirajara



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Saturnia SA (1966)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Aqui temos uma outra coletânea feita por encomenda à CBD (Companhia Brasileira de Discos) para a Saturnia, fabricante de baterias para automóveis. Nos anos 60 era muito comum empresas oferecerem discos como brindes, geralmente em épocas de fim de ano. E esse deve ter sido o caso aqui, uma seleção de orquestras do cast da gravadora, entre essas uma nacional, a Orquestra Som-Bateau, que foi base para muita coisa gravada nessa época. Uma curiosidade que você só encontra aqui no Toque Musical. Confira…

a pescaria – orquestra som-bateau
luar de nápoles – bert kaempfert e sua orquestra
nem as paredes confesso – bert kaempfert e sua orquestra
inch’allah – conjunto cassino royale
modesty blaise – orquestra som-bateau
monsieue cannibale – orquestra som-bateau
the more i see you – orquestra som-bateau
sayonara – helmut zacharias e sua orquestra
music to watch girls by – orquestra som-bateau
gitana – helmut zacharias e sua orquestra
canção dos barqueiros do volga – helmut zacharias e sua orquestra
strangers in the night – bert kaempfert e sua orquestra

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Seleção 70 (1970)

Hoje, o TM oferece a seus amigos cultos e ocultos mais uma raríssima coletânea. Trata-se de “Seleção 70”, produzida pela Fermata sob encomenda do grupo Microlite, então fabricante das pilhas Rayovac (“as amarelinhas, tá?”), de várias marcas de baterias para automóveis, como Heliar e Saturno, e das linhas de costura Lipasa. É um disco que não foi lançado comercialmente nas lojas, e só foi distribuído aos clientes das empresas patrocinadoras. A seleção, obviamente, é composta de fonogramas que então faziam parte do arquivo da Fermata ou eram representados no Brasil pela gravadora. E aqui, já aparece uma curiosidade: Steve MacLean, um daqueles brasileiros que cantavam em inglês, pseudônimo de Hélio Costa Manso, interpretando “Ária para um grande amor (Air for a greatlove)”, adaptação feita por Cayon Gadia e Anthony, de uma peça de Bach (em inglês, “ofcourse”). Abrindo o disco, o organista André Penazzi nos brinda com “Carolina”, clássico de Chico Buarque. “Ponteio”, de Edu Lobo e Capinam, é aqui executada pela orquestra do maestro e saxofonista norte-americano Woody Herman. A “chansonfrançaise” é aqui representada por Romuald (“Catherine”) e Nicole Croiselle (“Danslenuit, um piano”). O maestro Juarez Santana, que inclusive foi pianista de Cauby Peixoto, rege sua orquestra na execução do clássico espanhol “La virgen de la Macarena”. A banda britânica Neighbourhood (nada a ver com outra surgida recentemente) aqui comparece com “United we stand”. Manuel Marques executa à guitarra portuguesa duas faixas: “Valsa das pupilas” e “Tema de João Semana”, ambas da trilha sonora da novela “As pupilas do senhor reitor”, da antiga TV Record, baseada em romance do escritor Júlio Diniz, também português (houve um remake no SBT, nos anos 90). O italiano Sergio Endrigo nos brinda com dois de seus hits de então, “Lontanodagliocchi” e “L’ArcadiNoe”. E, para encerrar, o grupo The Clevers (nada a ver com o antigo, que mudou de nome para Os Incríveis) executa o clássico russo “Casatschock”. Tudo isso compondo este “Seleção 70”, mais uma joia rara que o TM oferece a vocês.

carolina – andré penazzi
ponteio – woody herman
catherine – romuald
dans la nuit, un piano – nicole croiselle
la virgen de la macarena – juarez sant’ana
ária para um grande amor – steve mclean
united we stand – neighbourhood
valsa da pupilas – manuel marques
lontano dagli occhi – sergio endrigo
l’arca di noé – sergio endrigo
casatschok – the clevers

*Texto de Samuel Machado Filho

O Show Dos Shows (1975)

O Toque Musicall oferece hoje a seus amigos cultos e ocultos uma coletânea cheia de bons momentos. É “O show dos shows”, lançada em 1975 pela Odeon. Produzido pelo mestre Hermínio Bello de Carvalho, com montagem de Nivaldo Duarte, o álbum reúne trechos de vários shows antológicos, tais como “Brasileiro, profissão esperança”, “Mudando de conversa”, “Te pego pela palavra”, “Sarau” e “Gemini V”. E tudo na interpretação de grandes nomes de música popular, como Simone, Mílton Nascimento, Marlene, Maria Bethânia, Paulinho da Viola, Pixinguinha e Cyro Monteiro. O Formigão aqui apresenta um delicioso pot-pourri de sambas de Geraldo Pereira, “Escurinho”, “Falsa baiana” e “Que samba bom”, ele que foi um dos melhores intérpretes desse autor. Clementina de Jesus vem com “A morte de Chico Preto”, música com a qual ganhou prêmio de melhor intérprete no festival Abertura, da TV Globo, e ainda canta, em dupla com Paulinho da Viola, “Mulato calado”. O próprio Paulinho ainda comparece com “Pra que mentir?”e “Doce veneno”. Maria Bethânia recorda “Carinhoso” e “Se todos fossem iguais a você”, em trecho do recital que fez na Boate Barroco. Abrindo o disco, Mílton Nascimento revive “Chove lá fora”, maior hit do recém-falecido Tito Madi. E ainda participa, com Simone, da faixa “Gota d’água”. Marlene, devidamente acompanhada por Sivuca, nos traz “Cabaré”, de João Bosco e Aldir Blanc. Pixinguinha vem com “Um a zero”, acompanhando outros músicos ao saxofone. A eterna guerreira Clara Nunes revive “Suas mãos”, de Antônio Maria e Pernambuco. Para encerrar, Leny Andrade, Pery Ribeiro e o Bossa Três em um pot-pourri em homenagem ao Rio de Janeiro, incluindo até mesmo “Garota de Ipanema”. Tudo isso reunido em um conjunto que vale a pena ser ouvido, de fato um verdadeiro “Show dos shows”!  É só baixar e conferir…

chove lá fora – milton nascimento
gota d’agua – simone
pra que mentir – suas mãos – paulinho da viola e clara nunes
neste mesmo lugar – nora ney
bar da noite – nora ney
cabaré – marlene
a morte do chico preto – clementina de jesus
doce veneno – paulinho da viola
mulato calado – clementina de jesus
escurinho – falsa baiana – samba bom – cyro monteiro
carinhoso – maria bethania
1×0 – pixinguinha
pot pourri – gemini 5

*Texto de Samuel Machado Filho

Vários – Viva Argentina (1979)

Prosseguindo o “ciclo latino-americano” do TM, oferecemos hoje a nossos amigos cultos, ocultos e associados uma compilação reunindo o melhor do melhor em matéria de música argentina. Quando se fala na música produzida pelos nossos “hermanos”, a primeira coisa que vem à cabeça de muitos é o tango. É claro que nem só de tango vivem os argentinos, pois trata-se de música urbana, nascida em Buenos Aires e restrita à capital portenha. Quem se der ao trabalho de percorrer o interior do país, por certo ficará surpreso ao deparar com manifestações musicais populares das mais diversas, singelas, contundentes e repletas de garra,  sempre marcadas pelo amor à terra e ao homem argentino. Pois foi justamente com o objetivo de traçar um painel da música popular e folclórica da Argentina, que a Bandeirantes Discos, selo fonográfico de curta existência, ligado à rede de televisão de mesmo nome, lançou, em 1979, esta primorosa coletânea, com masters cedidos por três gravadoras portenhas e duas “majors”, a Polygram e a EMI, que hoje, ironicamente, são uma só, a Universal Music. Com o título de “Viva Argentina”, este disco reúne compositores e intérpretes consagrados, como Atahualpa Yupanqui (que canta sua “El alazán” e assina “Camino del índio”), Ariel Ramirez (“Alfonsina y el mar”) e Mercedes Sosa (“Cuando tienga la tierra”), além de apresentar outros nomes expressivos da música portenha, até então inéditos no Brasil. É o caso do Cuarteto Zupay (que interpreta “Camino del índio”, de Yupanqui), do quenista Uña Ramos (que interpreta “Mi linda humahuaqueña”, Jaime Torres (“Ireme pues’) e Jorge Cumbo, pesquisador e recriador do folclore argentino (aqui interpretando “Felices dias”).  São músicas de vários gêneros populares argentinos:  o zamba, a canción, a cueca, o ballecito, a cacharpaya etc. As letras dessas canções, sejam elas de cunho amoroso ou social,  possuem algo em comum:  a sensibilidade, seja índia ou “criolla”, abrangendo a paixão pelo pampa, suas colinas e cavalos (‘Mi alazán”, “La tropilla”), o culto à tradição e aos ancestrais (“Camino del índio”) e o clamor por liberdade e justiça social (“Cuando tienga la tierra”, “Chacarera al aire”, “No sé porque piensas tu”). Ou  seja, este “Viva Argentina”, como informa a contracapa, “é um vigoroso testemunho da cultura popular, da essência e do caráter do povo argentino”, autêntica joia que o TM nos oferece hoje. É ir ao GTM e baixar, sem falta!

mi linda humahuaquena – uña ramos
cuando tenga la tierra – mercedes sosa
chacarera al aire – quinteto clave
la tropilla – carlos vega pereda
afonsina y el mar – ariel ramirez
caminho del indio – cuarteto zupay
al alazan – atahualpa yupanqui
romace en taragui – huayra puka
ireme pues – jaime torres
no se porque piensas tu – daniel toro
cacharpaya – maria escudero
felices dias – jorge cumbo

*Texto de Samuel Machado Filho

Vários – Transa Musical Sandsom (1975)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados! O TM hoje oferece um álbum-coletânea  raro, e ainda por cima duplo! É o tipo de coisa que, creio eu, pouquíssima gente tem, uma vez que foi produzido em 1975 pela CBS, hoje Sony Music, especialmente para a empresa Sands Exportação, que vendia seus produtos apenas e tão-somente por mala direta (correio), promovendo-os através de catálogos e anúncios em revistas. Quer dizer, um título que não chegou às lojas de discos. Com o nome de “Transa musical Sandsom”, este raro e precioso álbum duplo é um autêntico desfile de sucessos ditos “jovens” da época, interpretados por alguns dos principais artistas que a CBS então mantinha sob contrato, vários deles remanescentes da Jovem Guarda e que, mesmo com o fim do movimento, continuaram marcando presença nas chamadas “paradas de sucesso” e nas rádios AM de cunho popular. Por certo muita gente que viveu na metade dos anos 1970 vai se lembrar de grande parte das músicas que um certo Edson Paulo Cleto selecionou para integrar este LP duplo. Para cada intérprete, foram reservadas duas faixas, sendo uma em cada LP, salvo uma ou outra exceção. Também merece destaque a parte gráfica, realmente impecável, com fotos dos artistas participantes do disco recheando a capa dupla. Roberto Carlos, o “rei” que nunca perde a majestade, aqui comparece com faixas de seu álbum de 1973, ambas compostas por ele em parceria com seu eterno “amigo de fé” Erasmo: “Proposta” (sucesso eterno, realmente um clássico!), escolhida para abrir este LP duplo,  e “Palavras”. Jerry Adriani, outro remanescente das “jovens tardes de domingo”, vem com “Uma vida inteira” e “Não feche os olhos”, ambas também de 1973. Leno, já separado de Lilian, com quem formara uma dupla de sucesso durante a Jovem Guarda, canta apenas uma faixa, porém bastante expressiva: “A festa dos seus quinze anos”, de autoria de Ed Wilson, faixa-título e de abertura  de seu segundo LP-solo, editado em 1969, lembrada até hoje por muitos. Nalva Aguiar, que mais tarde abrigou-se entre os intérpretes sertanejos, aqui comparece com a versão “Quero que volte (Magic woman touch)”, gravação de 1973. O organista Lafayette, cuja sonoridade marcou época na Jovem Guarda, aqui executa, em registros de 1974, “No more troubles”, então sucesso do cantor marroquino Sharif Dean, e “Tema para um samba”, esta só gravada pelo Lafayette mesmo. Baiano de Salvador, e ainda hoje em atividade, José Roberto bate ponto neste LP duplo com as faixas “Lágrimas nos olhos” (grande sucesso em 1973, composto por nada mais nada menos que Raul Seixas) e “Desculpas” (1974). Cantor e compositor bastante expressivo, o mineiro (de Belo Horizonte) Márcio Greyck interpreta aqui duas músicas românticas de sucesso, até hoje lembradas: “Impossível acreditar que perdi você” (sua e do irmão Cobel, de 1970, inclusive regravada por outros artistas) e a versão “O mais importante é o verdadeiro amor (Tanta vogila di lei)”, de 1972. Outras duas faixas foram reservadas para Diana, cantora de expressivo êxito junto às camadas mais populares: a versão “Por que brigamos? (I am… I said)”, hit também de 1972, regravada até por duplas sertanejas, cujo refrão (“Ó meu amado, por que brigamos?”) é cantarolado até hoje por muitos, e “Amor só se paga com amor”, de 1973. Conhecido como “o reizinho da Jovem Guarda”, por ter sido apadrinhado por Roberto Carlos, Oscar Teixeira, ou, como ficou para a posteridade, Ed Carlos, aqui comparece com “Meu aniversário”, de 1974, e a versão “A menina que passa (Conmigo en algun lugar)”, de 1973. Renato e seus Blue Caps, grupo de rock considerado a cara da Jovem Guarda, aqui interpretam “Eu quero dançar contigo (Dancing on a saturday night)” e a romântica e sensível “Eu não aceito o teu adeus”, sucessos em 1974. Cláudio Roberto, outro intérprete de sucesso junto às camadas populares nos anos 70, aqui interpreta duas composições de Cláudio Fontana: “Como é que eu posso ser feliz sem você?” (1971) e “Separados” (1975), esta originalmente lançada por Nélson Ned na Copacabana, em 1973, e que encerra o álbum duplo. O recifense Luiz Carlos Magno entrou com “Ave Maria pro nosso amor” (com direito até a declamação da Ave Maria!), de 1972, e “Sonho de menina”, de 1974. A curiosidade fica por conta do grupo Os Selvagens, interpretando “Eu e você”, versão de Rossini Pinto para “Me and you”, lançada no original por Dave MacLean, um daqueles brasileiros que cantavam e até compunham em inglês. Ídolo eterno e inesquecível, o recifense Reginaldo Rossi vem aqui com uma verdadeira pérola de seu repertório, ainda hoje muito lembrada: “Mon amour, meu bem, ma femme”, composta por Cleide de Lima, e lançada em 1972 com enorme sucesso. Enfim, um raro LP duplo que certamente proporcionará momentos de agradável reminiscência para quem viveu nessa primeira metade dos anos 1970, e desfrutável também para os que só chegaram depois dessa época. Deliciem-se…

proposta – roberto carlos
uma vida inteira – jerry adriani
festa dos seus quinze anos – leno
quero que volte – nalva aguiar
no more troubles – lafayette
lágrimas nos olhos – josé roberto
impossível acreditar que perdi você – marcio greyck
porque brigamos – diana
meu aniversário – ed carlos
eu quero dançar contigo – renato e seus blue caps
como é que eu posso ser feliz sem você – claudio roberto
ave maria pro nosso amor – luiz carlos magno
palavras – roberto carlos
desculpas – josé roberto
amor só se paga com amor – diana
tema para um samba – lafayette
eu e você – os selvagens
sonho de menina – luiz carlos magno
eu não aceito o teu adeus – renato e seus blue caps
não feche os olhos – jerry aderiani
o mais importante é o verdadeiro amor – marcio greyck
a menina que passa – ed carlos
mon amour meu bem ma femme – reginaldo rossi
separados – caludio roberto

*Texto de Samuel Machado Filho

Festival Dos Festivais (1966)

Boa tarde, caríssimos amigos cultos e ocultos! Aproveitando que eu andei digitalizando alguns discos de festivais, achei por bem compartilha-los com vocês. Já encaminhei um tanto para que o nosso resenhista de plantão, o Samuca, faça aqui as devidas e sequentes apresentações. Eu, mais uma vez, vou me limitar apenas na seleção e publicação das postagens. Eventualmente, vou dando uns pitacos.
Iniciando a semana dedicada aos festivais de música, que muito sucesso faziam desde os anos 60, eu abro com este lp, lançado pelo selo Philips em 1966. Trata-se de uma coletânea, um resumo de suas produções para alguns dos festivais de música da época. Escolhi este lp para abrirmos nossa semana temática também por conta de uma contracapa cheia de informações, que me garante uma postagem imediata. Nem preciso entrar em detalhes. Me poupem… hehehe…

saveiros – elis regina
gina – wayne fontana
a banda – nara leão
ensaio geral – gilberto gil
dia das rosas – claudette soares
amor, sempre amor – f. pereira
o cavaleiro – geraldo vandré
disparada – jair rodrigues
canção de não cantar – elis regina
fran den wind – ronaldo
chorar e cantar – claudette soares
jogo de roda – elis regina
canção do negro amor – silvio aleixo

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Feche Os Olhos E Sinta (1989)

Para encerrar com chave de ouro a série de álbuns dedicados à Jovem Guarda, sem dúvida o primeiro movimento de massa da história da MPB, o Toque Musical oferece prazeirosamente a seus amigos cultos, ocultos e associados uma coletânea de primeira, lançada em 1989 pela EMI (gravadora incorporada anos mais tarde pela Universal Music). Intitulado “Feche os olhos e sinta”, este disco reúne 16 faixas, garimpadas nos arquivos da antiga multinacional britânica, e a seleção musical foi feita por Francisco Rodrigues. Uma coletânea, sim, mas repleta de momentos antológicos e inesquecíveis. Abrindo o disco, a antológica “Festa do Bolinha”, de Roberto & Erasmo Carlos, com o Trio Esperança.  É baseada nos personagens de quadrinhos criados em 1935 pela cartunista norte-americana Marge (Marjorie Henderson Buell) – Luluzinha, Bolinha, Aninha, etc. -, e que se tornariam entretenimento de gerações seguidas, inclusive no Brasil, onde foram publicados pelas editoras O Cruzeiro, Abril, Devil e Pixel. Lançada em compacto simples, em maio de 1965, “A festa do Bolinha” deu título, mais tarde, ao terceiro LP do Trio Esperança, marcando a infância de muitos… inclusive a minha! O grupo também bate ponto aqui com seu primeiro grande sucesso, “Filme triste (Sad movies/Make me cry)”, lançado em 1962, ainda em 78 rpm, e incluído, um ano mais tarde, no LP “Nós somos o sucesso”, o primeiro do trio. “Feche os olhos (All my loving)”, versão de um clássico dos Beatles, celebrizada por Renato e seus Blue Caps, é aqui revivida em uma regravação feita pelo ex-vocalista do grupo (e irmão de seu fundador, Renato Barros, também autor da letra brazuca), Paulo Cézar Barros, em 1977. Formada por José Rodrigues da Silva e Décio Scarpelli, ambos paulistas de Santos, a dupla Deny e Dino aqui comparece com duas faixas imperdíveis: a primeira é “Coruja”, seu primeiro e maior sucesso, lançado em 1966 e que batizou o primeiro LP de ambos, e a divertida marcha-rancho “O ciúme”, hit de um ano mais tarde. Sérgio Reis, o “grandão”, vem aqui com seu primeiro e inesquecível sucesso, “Coração de papel”, composição dele mesmo. Lançado em fins de 1966, atravessou quase todo o ano seguinte em primeiro lugar nas paradas de sucesso: QUARENTA E TRÊS semanas! Anos mais tarde, vocês sabem, Sérgio Reis aderiu à música sertaneja, com êxitos sobre êxitos. Eduardo Araújo, outro ícone da música jovem daqueles tempos,  aqui nos apresenta outros dois hits inesquecíveis, até hoje rememorados: “Vem quente que eu estou fervendo”, parceria dele mesmo com Carlos Imperial, também gravado por Erasmo Carlos e mais tarde revivido pelo conjunto Barão Vermelho, e “O bom”, este só de Imperial,  que se tornaria um verdadeiro hino da Jovem Guarda,  e carro-chefe de Eduardo Araújo para todo o sempre. Conhecidos como “os reis dos bailes”, os Fevers nos apresentam outras duas faixas, ambas versões de Rossini Pinto, sem dúvida um especialista na matéria: “Já cansei (It’s too late)”, originalmente sucesso de Johnny Rivers, e “Vem me ajudar (Help, get me some help)”, hit em todo o mundo com o cantor holandês Tony Ronald. O inesquecível “rei da pilantragem”, Wilson Simonal, tem aqui outras duas faixas: a primeira é “Mamãe passou açúcar em mim”, de Carlos Imperial, sem dúvida um clássico na interpretação do eterno Simona. E a segunda é uma bem humorada versão dele para “Se você pensa”, de Roberto & Erasmo Carlos, com aquele toque pessoal que só ele sabia dar. A versão “Escândalo em família (Shame and scandal in the family)”, celebrizada por Renato e seus Blue Caps em 1965, vem aqui numa regravação de 1976, a cargo do grupo Década Romântica, que, como vocês perceberão pelo timbre vocal de seus integrantes, eram, na verdade, os Golden Boys! E eles aparecem em outras três faixas, todas clássicos imperdíveis: “Alguém na multidão”, do já citado Rossini Pinto, que seria o carro-chefe do grupo para sempre,  a “bítlica”“Michelle”, e “Pensando nela (Bus stop)”, hit originalmente do grupo britânico The Hollies, ambas também abrasileiradas por Rossini. Enfim, um disco que irá, por certo, proporcionar momentos de feliz reminiscência a todos aqueles que têm, carinhosamente em suas memórias, estes inesquecíveis sucessos, e também mostrar para as gerações atuais, um pouco do que foi este movimento musical bastante expressivo que foi a Jovem Guarda.  Uma festa de arromba pra ninguém botar defeito!

a festa do bolinha – trio esperança

feche os olhos e sinta – paulo cezar

coruja – deny e dino

coração de papel – sérgio reis

pensando nela – golden boys

vem quente que eu estou fervendo – eduardo araújo

já cansei – the fevers

mamãe passou açucar em mim – wilson simonal

o bom – eduardo araújo

filme triste – trio esperança

o ciúme – deny e dino

escândalo em família – década romântica

alguém na multidão – golden boys

se você pensa – wilson simonal

vem me ajudar – the fevers

michelle – golden boys e the fevers

*Texto de Samuel Machado Filho

Antena Um – Sucessos FMPB (1981)

Surgida em 1975, por iniciativa do empresário Orlando Negrão, a Antena 1 FM de São Paulo foi uma das primeiras rádios comerciais a apostar numa programação segmentada e de qualidade. De início, a emissora estava mais voltada para o público jovem, com programação baseada em música pop e rock, além de MPB contemporânea. Com o passar dos anos, a Antena 1 foi mudando seu estilo, passando a atingir o segmento conhecido como adulto contemporâneo, e voltando-se para as classes A e B, executando flashbacks de música internacional. No final dos anos 1980, passou a transmitir via satélite, tornando-se a primeira rede de emissoras de rádio FM do Brasil. Atualmente, a Rede Antena 1 conta com 21 emissoras, sendo sete próprias e as demais afiliadas, e vem se firmado como uma opção de qualidade para o público mais exigente. Além, é claro, de poder ser ouvida aqui na web. É justamente dos primórdios da Rede Antena 1, quando a MPB também fazia parte de sua programação, a coletânea que o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados. Trata-se de “Antena 1 – Sucessos FMPB”, lançada em 1981 pela Philips/Polygram, hoje Universal Music, gravadora que sempre teve entre seus contratados autênticas “feras” de nossa música popular. Embora não haja crédito ao responsável pela seleção de repertório, esta é de arrepiar. O disco já começa arrebentando, com “Meu bem, meu mal”, grande hit de Gal Costa na época. Depois tem um irresistível dueto de Ivan Lins com a então esposa  Lucinha, “Amor”, Zizi Possi com “Caminhos de sol” (mais conhecida por “Um minuto além”), o grupo Boca Livre (então já contratado da Polygram, após lançar os dois primeiros LPs de forma independente), com “Folia”, Renato Terra com “Raio de Sol”, o grupo Céu da Boca (do qual fez parte a cantora Verônica Sabino) com a expressiva “Clarissa”, extraída do primeiro álbum do conjunto, Robertinho de Recife e a esposa Emilinha interpretando “Feliz com você”…  Robertinho, por sinal, é parceiro de Capinam na faixa seguinte, “Seja o meu céu”, na interpretação da inesquecível Nara Leão. O “Tremendão” Erasmo Carlos vem com o megahit “Minha superstar”, faixa extraída do álbum “Mulher (Sexo frágil)”, por sinal o mais vendido de toda a sua carreira. Ângela Ro Ro interpreta “Vou lá no fundo”, Eduardo Dusek vem com “Injuriado”, o Boca Livre retorna acompanhando Elza Maria (cantora que, ao que parece, não foi muito longe na carreira) em “Pena de sabiá”, um certo Heraldo com “Primavera” e, para encerrar, o sempre competentíssimo Roupa Nova, com a expressiva releitura de “Lumiar”, de Ronaldo Bastos e Beto Guedes, grande hit deste último de 1977. Enfim, uma compilação que nos dá uma ideia do que a Antena 1 apresentava musicalmente em seus primeiros tempos, na parte nacional, além de nos oferecer um pouco do que a MPB produzia de mais expressivo no início da década de 1980, na interpretação de alguns de seus expoentes. Divirtam-se…

meu bem, meu mal – gal costa
amor – ivan lins
caminhos do sol – zizi possi
folia – boca livre
raio de sol – renato terra
clarissa – céu da boca
feliz com você – robertinho de recife
seja o meu céu – nara leão
minha super star – erasmo carlos
vou lá no fundo – angela roro
injuriado – eduardo dusek
pena de sabiá – elza maria
primavera – heraldo
lumiar – roupa nova
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*Texto de Samuel Machado Filho

Vários – Momento Especial Vol. 4 (1979)

Amigos cultos e ocultos, bom dia! Segue aqui, enfim, o último disco que tenho da série “Programa Especial”, o volume 4. Nele, como podemos ver, temos Alcione, Chico da Silva, Jair Rodrigues e Leci Brandão. Uma coletânea, desta vez, voltada para o samba. Confiram…

não deixe o samba morrer – alcione
o conde – jair rodrigues
ombro amigo – leci brandão
na beira do mangue – jair rodrigues
não chore não – alcione
pandeiro é meu nome – chico da silva
ela- jair rodrigues
o surdo – alcione
marias – leci brandão
o barba azul – chico da silva
lá vem você – alcione
pout pourri de samba – jair rodrigues
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Programa Especial Vol. 3 (1979)

Olá amiguíssimos cultos e ocultos! E aqui vai mais um lp da série “Programa Especial”. Temos para hoje o volume 3 que traz nesta coletânea outros quatro grandes artistas da mpb. Desta vez a pegada tem uma pitada de rock, muito por conta da Rita Lee e do Raul Seixas. Mas Fagner e Belchir, nessa fase, também não ficam para trás. Eis uma coletânea boa, com três músicas para cada artista. Dá para matar a vontade, ou despertar o ouvir mais 😉

nasci para chorar – fagner
ouro de tolo – raul seixas
sujeito de sorte – belchior
menino bonito – rita lee
mucuripe – fagner
não leve flores – belchior
josé – rita lee
eu nasci a dez mil anos atrás – raul seixas
como nossos pais – belchior
mamãe natureza – rita lee
último pau de arara – fagner
gita – raul seixas
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Programa Especial Vol. 2 (1979)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Intercalando as postagens do amigo Samuca, aqui vai mais um volume da série “Programa Especial”, da Polygram. Neste segundo volume temos Gilberto Gil, Marku Ribas, Jorge Ben (Benjor) e Emílio Santiago distribuídos democraticamente nas doze faixas deste lp. Uma seleção impecável, exceto pelo número de músicas. No mais, excelente 😉

nega – emílio santiago
sítio do picapau amarelo – gilberto gil
barrankeiro – marku ribas
taj mahal – jorge ben
vida mare – emílio santiago
refazenda – gilberto gil
eu só quero um xodó – gilberto gil
cruzeiro do sol – marku ribas
que pena – jorge ben
por uma vez só – emílio santiago
ô mulher – marku ribas
xica da silva – jorge ben
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Anuário Marcus Pereira (1974)

“Publicação anual contendo as principais ocorrências da vida de uma instituição e suas atividades durante o ano transato”.  Este é um dos significados da palavra “anuário”, que os dicionários registram. E tal definição se encaixa perfeitamente no álbum que o Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados. Trata-se do “Anuário Marcus Pereira”, uma compilação na qual a gravadora reuniu as principais faixas de alguns discos que lançou no decorrer do ano de 1974. Como vocês já sabem, a Marcus Pereira destacou-se pelo pioneirismo na adoção de uma política de produção fonográfica alternativa, independente das grandes gravadoras e de verbas governamentais. Porém, acabou liquidada pelos vai-e-vens da economia brasileira, e seu fundador-proprietário acabou pondo trágico fim à sua vida, em 1981, ao disparar um tiro no ouvido. A qualidade da produção fonográfica da Marcus Pereira, obviamente, iria resultar em coletâneas também de nível. É o caso deste “Anuário” de 1974, com quinze faixas imperdíveis e momentos realmente sublimes. Destaque para Cartola, com o belíssimo samba, “Acontece”, faixa de seu primeiríssimo LP, Renato Teixeira, bem antes de estourar com “Romaria”, aqui apresentando “Gavião do penacho”, “Grandola, vila morena”, o hino da Revolução dos Cravos, acontecida em Portugal naquele ano, e que derrubou a ditadura salazarista, na voz de Paula Ribas, Leci Brandão, também em início de carreira, apresentando “Benedito de Lima”, faixa extraída de seu compacto duplo de estreia, o choro clássico “Flor amorosa”, com o regional de Evandro, e Dona Ivone Lara com “Andei para Curimar”. Além de informar os discos de onde foram extraídas as faixas, a gravadora pôs, na contracapa do LP, várias notas publicadas na imprensa, recomendando seus trabalhos fonográficos. Tudo isso reafirma a qualidade e a importância cultural do legado da Marcus Pereira, fundamental, indispensável e imprescindível para quem estuda a história de nossa música popular. É ouvir este “Anuário” e comprovar.

cuitelinho – nara leão

gavião de penacho – renato teixeira

carreira do navio – pedro chiquito

reisada a são josé – raimundo monte santo

serra baile – chico ubatuba

nau catarineta – adauto santos

grândola vila morena – paula ribas

acontece – cartola

baltazar – raul de barros

amigo do povo – donga

flor amorosa – evandro e seu regional

juízo final – adauto santos

benedito de lima – leci brandão

andei para curimar – dona ivone lara

revoada – quinteto armorial

*Texto de Samuel Machado Filho

Programa Especial Vol. 1 (1979)

Olá amigos cultos e ocultos! Infelizmente, para mim, ainda continuo com uma tendinite no braço direito, o que me impede de ficar muito tempo mexendo no computador e daí manter o ritmo de postagens, que tem caído muito por essas e outras… Felizmente, para vocês, tenho um grande colaborador, que muito tem nos ajudado a manter o Toque Musical, o sempre pronto Samuca. Neste mês de outubro quem vai dominar as paradas é ele. Eu irei apenas fazendo pequenas intercessões, com uma ou outra postagem.
Assim sendo, escolhi para os próximos dias a coletânea “Programa Especial”, lançada pela Polygram, através de seu selo Polifar. No caso, tenho uma série com os quatro primeiros volumes. São coletâneas de artistas dessa gravadora e que procura estabelecer em cada volume um encontro de artistas com as mesmas afinidades de estilo. Começamos com essa coletânea que reúne quatro grandes nomes da chamada ‘soul and black music brasileira”: Tim Maia, Luiz Melodia, Hyldon e Cassiano. Neste lp foram selecionadas doze autênticas ‘pérolas negras’. Músicas que marcaram uma época e hoje se tornaram verdadeiros clássicos. Pessoalmente, desta série, este é o melhor volume. Como dizem, o disco ficou redondinho 😉 Confiram…

azul da cor do mar – tim maia
acontecimento – hyldon
estácio, holly estácio – luiz melodia
coleção – cassino
primavera (vai chuva)
na sombra de uma árvore
pérola negra – luiz melodia
a lua e eu – cassiano
eu amo você – tim maia
na rua, na chuva, na fazenda – hyldon
magrelinha – luiz melodia
salve essa flor – cassiano
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Tributo A Marcus Pereira (1982)

É inegável  a importância da gravadora Marcus Pereira para a história da nossa música popular. Ela foi a primeira no país a adotar uma política de produção alternativa, fora das grandes companhias do setor e do mecenato estatal. Como hoje o fazem selos tipo Kuarup, Biscoito Fino, Acari, Rob Digital etc. Tudo isso começou em 1967, quando o publicitário Marcus Pereira, então frequentador assíduo e sócio minoritário da boate Jogral, de São Paulo, através de sua agência de propaganda, produziu um LP para ser distribuído aos clientes como brinde de fim-de-ano, dedicado à obra de Paulo Vanzolini: o histórico “Onze sambas e uma capoeira”, reunindo vários intérpretes, entre eles Luiz Carlos Paraná (dono da Jogral), Chico Buarque e sua irmã Cristina (então estreando em disco). Mais tarde, a RGE o lançaria no mercado. Um ano depois, veio “Flauta, cavaquinho e violão”, dedicado ao choro.  Por fim, em 1973, Marcus Pereira decide fechar sua agência de publicidade e dedicar-se apenas à produção fonográfica. Assim nasceu a lendária Discos Marcus Pereira, cujo primeiro lançamento foi a série de quatro LPs “Música popular do Nordeste”, laureada com o Prêmio Estácio de Sá, do Museu da Imagem e do Som do Rio de Janeiro. E logo viriam outras, dedicadas à música popular de outras regiões do Brasil perfazendo um total de 16 álbuns. A Marcus Pereira era um selo aberto a estilos diversos de música: choro, samba, experimental… Por lá passaram nomes da mais alta estirpe da MPB, gravando ou participando de seus discos. E, em menos de dez anos de existência, o selo conseguiu lançar 144 álbuns! Entretanto, a famigerada economia brazuca fez com que a Marcus Pereira enfrentasse problemas de distribuição e acúmulo de dívidas, que deixaram a empresa à beira da falência, sem contar os problemas pessoais de seu proprietário. E tudo isso fez com que Marcus Pereira, em fevereiro de 1981, se suicidasse com um tiro no ouvido.  Um ano mais tarde, como homenagem póstuma a seu fundador e proprietário, a Discos Marcus Pereira (cujo acervo hoje pertence à Universal Music) lançou a coletânea que o TM agora oferece, prazerosamente, a seus amigos cultos, ocultos e associados. Este “Tributo a Marcus Pereira” reúne, em doze faixas, as músicas de que ele mais gostava, interpretadas por artistas que passaram por sua gravadora, em épocas e estágios diversos. Se não, vejamos: a faixa de abertura é “Engenho de flores”, interpretada pelo maranhense Papete  (José de Ribamar Viana), falecido em maio deste ano. Lançada em 1979, em seu segundo LP, “Bandeira de aço”, tornou-se hit nacional um ano depois, com Diana Pequeno. A segunda faixa é um clássico de sempre do mestre Cartola, interpretado por ele mesmo: “As rosas não falam”, gravação de 1976 que vale a pena sempre (re) ouvir, extraída do segundo álbum do mestre mangueirense.  “De Teresina a São Luís”, originalmente lançada por Luiz Gonzaga em 1962, é aqui revivida por Irene Portela, cujo registro é faixa de abertura de seu único LP-solo, “Rumo Norte” (1979). Na quarta faixa, Leci Brandão interpreta “Antes que eu volte a ser nada”, samba que a revelou para o grande público em 1975, no festival Abertura, da TV Globo, e, ainda nesse ano, daria título a seu primeiro álbum-solo. Renato Teixeira vem com “Moreninha, se eu te pedisse”, em gravação que foi originalmente lançada em 1971, num LP chamado “Álbum de família”, produzido sob encomenda da Cia. Cacique de Café Solúvel como brinde de Natal, e reeditado pela Marcus Pereira em 1974 (nesse ano, ainda seria faixa de abertura do primeiro volume de “Música popular do Centro-Oeste/Sudeste”).  “O menino (El menino)”, composição do argentino Atahualpa Yupanqui (Héctor Roberto Chavero), com letra brasileira de Dércio Marques, mineiro de Uberaba,  é interpretada por ele em gravação de 1977, extraída de seu primeiro álbum, “Terra, vento e caminho”. A inesquecível Nara  Leão interpreta “Cuitelinho”, em adaptação do mestre Paulo Vanzolini, em gravação de 1974, originalmente faixa de abertura do quarto volume de “Música popular do Centro-Oeste/Sudeste”. A irmã de Dércio Marques, Doroty, aqui comparece interpretando “Eterno como areia”, gravação de 1978, extraída do seu primeiro álbum, “Semente”.  Léo Karam interpreta “Jesuína”, gravação de 1976, lançada em seu único LP-solo, “Urbana”. Chico Maranhão (autor do frevo “Gabriela”, sucesso no festival de MPB da TV Record de 1967) aqui interpreta “A vida do ‘seu’ Raimundo”, lançada em 1980, em seu terceiro LP-solo, “Fonte nova”.  Surgida em outro festival de MPB da Record, o de 1966, na voz de Elza Soares, “De amor ou paz”, composição de Luiz Carlos Paraná e Adauto Santos, é aqui revivida por este último, em faixa do álbum “A música de Carlos Paraná”, lançado com o selo Jogral em 1971 e depois reeditado pela Som Livre e, claro, pela Marcus Pereira. Para finalizar, o próprio Luiz Carlos Paraná interpreta, de sua autoria, a guarânia “Vou morrer de amor”, faixa desse mesmo LP de 1971 anteriormente mencionado, documentando sua obra como compositor (o registro original é dele mesmo, feito em 1963). Enfim, um resumo interessante do memorável  legado da Discos Marcus Pereira, que, conforme está escrito na contracapa, foi “muito mais um estado de espírito do que uma gravadora convencional”.

engenho das flores

as rosas não falam

de terezina a são luiz

antes que eu volte a ser nada

moreninha se eu te pedisse

o menino

cuitelinho

eterno como areia27

jesuína

a vida de ‘seo’ raimundo

de amor ou paz\

vou morrer de amor

*Texto de Samuel Machado Filho

Porto Alegre 83 (1983)

Olá, amigos cultos e ocultos! Entre as obscuridades musicais vindas do Sul, temos aqui um disco dos mais interessantes. Produção independente para uma coletânea trazendo alguns dos mais expressivos artistas da cena musical gaúcha, nos anos 80. Este disco figura como um dos mais importantes trabalhos da mpb gaúcha. Infelizmente, pouco conhecido além das fronteiras da capital, Porto Alegre. Confiram, pois só aqui você conhece e escuta isso…

radiko laps
boca da noite
para dija – fernando o
solidão – caio trein
saias rodando – giba giba
saudade – caio trein
sacudindo – geraldo flach
sopapo – giba giba
rosa formosa – kim ribeiro
evasão – marcelo nadrus
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Shopping Tops (1976)

Bom dia, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Trazendo mais um disco na linha promocional, hoje temos uma coletânea elaborada pela gravadora e selo Crazy para o Shopping Center Ibirapuera, um dos primeiros e gigantes centros de compra que surgiam no Brasil a partir da década de 70. Eu não achei informações, mas creio que este lp foi lançado como brinde aos fornecedores e clientes do Shopping. No álbum vamos encontrar uma verdadeira salada mista, com os mais variados e obscuros artistas e gêneros da época. Entre esses temos também os destaques, que são os artistas/conjuntos do cast da gravadora, tipo Tarancon e Joelho de Porco. Por aí já dá para se ter uma ideia do variado leque dessa seleção…

that’s the way – the last trio
altar de primavera – moacir morales
bonna cera – merry boys
gracias a lavida – tarancon
bumping joe – sweet corporation
aimer quelqu’un d’heureux – caroline verdi
monkey bump – baby champ
eu me recordo – kleber
season of assassins – sammy barbot
reza folia – grupo raizes
coração em recesso – cloves dalem
mardito fiapo de manga – joelho de porco
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2001 – Uma Odisséia No Samba (1974)

Boa tarde, amiguíssimos cultos e ocultos! Hoje eu estive ouvindo e explorando o Deezer, um similar do ao iTunes e Spotify e por lá”eu me deparei com este disco, “2001 Uma Odisséia No Samba”. Coincidentemente foi um dos muitos discos que tenho recebido do amigo Fáres. Eu até então não o tinha ouvido e possivelmente viria a ser postado em outro momento. Mas depois de ouvir pelo Deezer eu não resisti. Tem logo que ser postado para que os amigos aqui o conheça. Trata-se de uma seleção de sambas dos mais populares da época em uma roupagem bem inusitada. Inspirado no sucesso do filme “2001 Uma Odisséia No Espaço”, de Stanley Krubick. Ou, mais exatamente no momento e no título, como um trocadilho e mantendo o clima ‘espacial-futurista’ em curiosos efeitos de sintetizador e teclado moog nas passagens de uma música para outra. É um disco bem interessante. Um bom repertório e dentro dessas estranhezas de efeitos soa bem nessa nossa atualidade. E a capa também é bem legal. Infelizmente, não há créditos para os intérpretes. Confiram…

complicação
saudade e flores
malandragem dela
fraquesa
meu sapato já furou
sentimentos
serenou
anastácio
minha teimosia é uma arma pra te conquistar
samba do arnesto – saudosa maloca
porta aberta
toró de lágrimas
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Norte Forte (1977)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Espero que todos tenha tido uma boa páscoa. Eu, de uns tempos para cá não tendo vontade de comemorar nada. Mas, enfim, vamos seguindo, uns dias chove, noutro dia bate sol. O que não pode faltar é a música, os discos e esse toque musical, que mesmo espaçado, continua firme em seus quase 9 anos de persistência.
Bom, mas voltando às coletâneas, aqui vai mais uma super bacana. Lp montado pela Continental, com seleção musical de Cesare Benvenuti, um lendário produtor, responsável por aquela onda de bandas e artistas que cantavam em inglês, no início dos anos 70. Aqui neste disco temos doze faixas e doze diferentes artistas, que como o próprio título sugere, são vindos no norte, mais exatamente relacionados a música nordestina. Acho que nem preciso repetir quem são os artistas dessa coletânea, está na capa, né? E o repertório também, escolhido a dedo. Confiram esta seleção, vale a pena...

a palo seco – belchior
beira mar – ednardo
sem nome – hareton salvanini
são saruê – marcus vinicius
o astro vagabundo – fagner
levanta poeira – banda de pífanos de caruarú
se o caso é chorar – tom zé
meu barco é você – joão só
meia vida – edson e aloisio
dono dos teus olhos – tetty
cantiga – orquestra armorial
você e tu – bendegó
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Momento Universitário II (1979)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Conforme informado e prometido, segue aqui a coletânea EMI – Odeon Momento Universitário. Este segundo disco acompanha a mesma linha, inclusive com alguns mesmos artistas. O volume dois saiu  em 1979 e da mesma forma deu ‘ibope’. Uma seleção também impecável e para uma coletânea, vendeu muito. Confiram mais esse toque…

resíduo – paulo cesar pinheiro
começar de novo – ivan lins
recado – luiz gonzaga jr
companheira – geraldo vandré
onze fitas – fátima guedes
palavras – nana caymmi
hino / mordaça – paulo cesar pinheiro, marcia e eduardo gudin
cordilheira – simone
vai meu povo luiz gonzaga jr
aos nossos filhos – ivan lins
terra plana – geraldo vandré
esse sol – fátima guedes
resíduo – paulo cesar pinheiro
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Momento Universitário (1977)

Olá amigos cultos e ocultos! Em tempos de incertezas políticas é sempre bom a gente lembrar fatos que muito se assemelham aos atuais. Também, relembrando o que era um momento universitário, quanto essa turma era mais engajada. Se fossem fazer hoje um disco do momento universitário, com certeza, seria um desastre musical, cheio de funk, rap e sertanejo, claro.
Nesta coletânea que eu agora trago, temos um repertório impecável, com músicas e artistas de primeiríssima linha. Sucessos consagrados pelo público e pela crítica. Esta coletânea foi produzida pela EMI Odeon em 1977, reunindo alguns de seus mais representativos artistas. O disco fez tanto sucesso que no ano seguinte ele lançaram um segundo volume. Esse, eu trago no próximo post para não ficarmos incompletos, ok? Divirtam-se

canto brasileiro – paulo cesar pinheiro
pesadelo – paulo cesar pinheiro
arueira – geraldo vandré
viola enluarada – marcos valle e milton nascimento
cabra seca – marlene
galope – luiz gonzaga jr
o que será – simone
cartomante – ivan lins
noção da batalha – carlinhos vergueiro
o trem tá feio – simone
catecismo – paulo cesar pinheiro
quadras de roda – ivan lins
começaria tudo outra vez – luiz gonzaga jr
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Classe A – RCA Victor Coletânea (1975)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Se tem uma coisa que eu sempre gostei foi de coletâneas. Eram através delas que a gente  podia degustar diversos artistas de uma determinada gravadora. Uma forma de levar ao público os diferentes artistas, misturando os ‘medalhões’ com aqueles ainda pouco conhecidos. O difícil era achar uma coletânea realmente fina, com artistas e repertório de qualidade. Nesse sentido, a RCA sempre brilhou. Acho que talvez até pela qualidade de seu ‘cast’. Em 1975 a gravadora lançou esta coletânea com alguns de seus mais destacados artistas. Acho que nem preciso falar muito, só pela capa se pode ver que o grupo é seleto, só música bacana, sucessos de uma época onde ainda se fazia boa música. Este é mais dos muitos bons presentes oferecidos pelo amigo Fáres, a quem mais uma vez eu agradeço. E vamos nessa que a coisa é boa. Aguardo vocês no GTM 😉

bodas de prata – joão bosco
diacho de dor – maria creuza e antonio carlos & jocafi
pote de mel – carlos walker
jogo da vida – tamba trio
ligia – lucio alves
chega – ivan lins
disritimia – martinho da vila
meia noite – antonio carlos & jocafi
tristeza chama tristeza – eliana pittman
se alguém telefonar – milton carlos
massa falida – cesar costa filho
flicts – sergio ricardo
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Coisas De Hoje (1972)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos! Para não espaçar muito nossas postagens, eu vou trazendo aqui mais um disquinho que tem sido procurado pelos japoneses. Este é outro que está indo para o Japão. Quando dizem que os gringos conhecem mais da nossa música que nós mesmos eu as vezes não duvido. Quais seriam aqueles que hoje pagariam 150 reais num lp como este? Ou ainda, quantos já ouviram ou tem interesse em ouvir este disco? Quantos serão aqueles que irão baixar ou compartilhar este lp? Certamente, pouquíssimos. Mesmo assim, antes de partir para a ‘terra do sol nascente’, vou deixar uma cópia dele aqui para os poucos que ainda acreditam nessa coisa de música e discos.
Temos uma seleção muito boa de músicas variadas, em sua maioria brasileira. tem Caetano Veloso, Moacir Franco, Roberto e Erasmo Carlos, Ivan Lins, Candeia e outros… Um pequeno leque de sucessos daquele final de anos 60, interpretados por um conjunto vocal anônimo, coisa bem comum naqueles tempos onde as gravadoras apostavam em regravações de sucessos com outros músicos, geralmente os de seus próprios estúdio. Projeto essencialmente comercial que de uma certa forma tinha lá seus interessados. Vender sucessos, coisas do momento

namoradinha
detalhes
rumo certo
como dois e dois
vai pro lado de lá
olha em torno e me encontrrás
me deixa em paz
e lá se vão meus anéis
capim barba de bode
deixa que eu vá
eu nunca mais vou te esquecer
a música do meu caminho
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Brazil – Song & Sound The World Around (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês uma coletânea de MPB produzida pela Philips holandesa para o mercado europeu, em 1976. Este disco, pelo que tudo indica, faz parte de uma série intitulada “Song & Sound The World Around”, um mostruário da música de vários países pelo mundo. Obviamente, material de arquivo da própria gravadora nesses diferentes países.
Para esta seleção ‘Brazil’, vamos encontrar artistas como Tom Jobim, Jorge Ben, MPB-4, Ivan Lins, Nara Leão, Gilberto Gil, Elis Regina, Jair Rodrigues, Baden Powell e Carlos Lyra em gravações extraídas de discos dos primeiros anos da década de 70. Inclui-se nessa seleção outras gravações, essas dos anos 60. Eis um disquinho interessante, recheado de sambas, que é o forte e o que realmente interessa os gringos.

o mundo encantado do monteiro lobato – jair rodrigues
part6ido alto – mpb-4
apito na batucada – escola de samba da cidade
nordeste, seu povo, seu canto e sua gente – nara leão
afrolatino – carlos lyra
nhá tereza – ivan lins
paz amor e alegria – acadêmicos do salgueiro
expresso 2222 – gilberto gil
caramba galileu da galiléia – jorge ben
bala com bala – lis regina
petit waltz – baden powell
aguas de março – tom jobim
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Mãe – Uma Coletânea De Mães Do Toque Musical (2015)

Aos filhos que possam interessar… Segue aqui uma seleção de mães tão variadas quanto o próprio Toque Musical. Mais que uma homenagem, pois para mim, mãe é todo dia. E a gente só percebe isso depois que ele já se foi. Sinto saudade das minhas. Eu tive duas! Se foi sorte por um lado, por outro a tristeza e saudade são dobrados. Mas quando olho para trás, vejo que tive lá muito sorte.
Vai assim esta seleção poética e musical que faz parte de muitos dos discos postados aqui. Parabéns as mamães!

minha mãe – dalva de oliveira e anisio silva
minha mãe, minha estrela – dalva de oliveira
minha mãe é mais bonita – angela maria
amor de mãe – maria creuza
poema para a minha mãe – babi de oliveira
amor de mãe – jamelão
minha mãe – álvaro moreyra
doce mãezinha – nora ney
canção da minha mãe – aniso silva
caquinho de mãe – siluca
mãe – sergio ricardo
cadê minha mãe – ary lobo
minha mãezinha – angela ro ro
coração de mãe – jorge goulart
mãe maria – josé dias
mãe é sempre mãe – bezerra da silva
mãeiê – osvaldo nunes e the pops
saudades da minha mãezinha – de moraes e doquinha
dia das mães – elza laranjeira
amor de mãe – vadico e vidoco
mulher valente é minha mãe – joão nogueira
mãe sempre mãe – tonico e tinoco
amor de mãe – mark morawski
minha mãe, minha vida – maris de oliveira
adeus mãezinha – durval e davi
obrigado mãe – angela maria e agnaldo timóteo
é mãe – vital farias
dia das mães – paulo gracindo
mãe solteira – jackson do pandeiro
canção das mães pretas – lia salgado
ser mãe – josé leão
mães – fernanda montenegro
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Cantando A Mulher – Coletânea Toque Musical (2015)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bom dia, em especial, a todas as mulheres, cultas e ocultas! Hoje é o dia delas, o Dia Internacional da Mulher! Eu não me recordo de já ter feito aqui alguma homenagem nessa data para você, mulher. Mas pode ter certeza, estou sempre pensando, sintonizado em suas ondas. Ah, mulheres… de todos os tipos, de todas as horas… mães, esposas, amantes, amigas, irmãs. Mulher até Presidente. Elas estão em todas. E o que seria de nós, homens, sem elas? Adoro esse ser que me completa em todas as suas vertentes e vértices. Êta bicho bão, sô!
Para homenageá-las, criei então essa pequena coletânea, um tanto irregular e talvez até injusta por não acrescentar tantas outras belas e talvez até mais apropriadas composições, que temos no cancioneiro popular. É, eu realmente podia ter escolhido mais músicas. Por certo, melodias que exploram a temática mulher é coisa que não nos falta. Mas eu achei por bem ficarmos apenas em 20 músicas, sendo essas tão variadas quanto as próprias escolhas de postagem do Toque Musical. O importante é agradar aos gregos e troianos, misturar mineiros e baianos, alhos com bugalhos. Porém, acima de tudo, festejando sempre a mulher. Parabéns a todas por este dia!

cúmplice – juca chaves
elegia – péricles cavalcanti
mulher – zé renato
tigreza – caetano veloso
mulher brasileira – benito di paula
mulheres – martinho da vila
aí que saudades da amélia – noite ilustrada
eu quero essa mulher assim mesmo – monsueto
todas as mulheres do mundo – marcus pitter
sexo frágil – erasmo carlos
todas as mulheres do mundo – rita lee
eu gosto de mulher – mr. catra
eu gosto é de mulher – ultrage a rigor
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Rio450 – Valsa De Uma Cidade (2015)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Parabéns, Cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro! Parabéns a todos os cariocas, privilegiados, de morarem num dos lugares mais bonitos do mundo e que hoje, dia 01 de março de 2015 está completando 450 anos! Que bacana! Eu não sou carioca, mas tenho uma leve impressão de que já fui em outras encarnações. Me identifico demais com essa cidade e creio que qualquer um. O Rio é mesmo uma cidade encantadora e inspiradora. Não é por acaso que todos os artistas convergem sempre para lá. Não conhecer o Rio de Janeiro é um pecado. Um dia eu acabo me mudando para lá. Meu grande prazer de ir ao Rio é poder andar pelo Centro e pelos bairros antigos, parece que eu me reencontro. Rio de Janeiro, cidade maravilhosa! Por essas e por outras é que eu não poderia deixar de prestar aqui a minha homenagem, afinal, é no Rio que boa parte da boa música brasileira nasceu. Eu pensei inicialmente em fazer uma coletânea de músicas que falassem do Rio, mas me perdi entre as milhares que encontrei. Além do mais, iria me dar muito trabalho para confeccionar a capinha e listar as centenas de músicas. Seria o melhor, uma coletânea com diferentes estilos tendo como tema o Rio de Janeiro, mas vou deixar essa para uma outra oportunidade. Resolvi assim então eleger uma música que fosse ‘aquela’. Qual tema seria o melhor? Claro, a ‘Valsa de uma cidade”, belíssima composição de Antônio Maria e Ismael Neto! Mais uma vez eu acabei caindo na mesma situação, dezenas de versões e das mais variadas. Decidi então ficar apenas com aquelas que o buscador de arquivos do meu computador conseguiu identificar. Dessas centenas, escolhi trinta versões, talvez as mais conhecidas. Entre essas, finalizando, eu incluí aquela antiga e curiosa paródia que faz parte daquela também curiosa bolacha de alumínio que um dia eu apresentei a vocês e denominei aqui como o ‘Disco X‘. Um pouco de picardia sempre fez parte do prato carioca 😉 e eu não poderia deixar essa fora 😉
Parabéns Rio de Janeiro! Que você continue sempre linda e maravilhosa. Mesmo a pesar daqueles que fazem de tudo para detonar a cidade. Viva o Rio! Viva o povo carioca!

dick farney ao vivo
dick farney e orquestra
dick farney trio
orquestra club da valsa
pequenos cantores da guanabara
azymuth
roberto silva,orquestra e coro
os peixotos
rosa pardini
coral severino filho
teresa salgueiro
livio salles
carioca e orquestra guanabara
trio irakitan
os cariocas
zé menezes, conjunto e coral de joab
nanai
chiquinho do acordeon
joyce moreno
carmélia alves
getúlio o assobiador
lúcio alves e dóris monteiro
lyrio panicali
lúcio alves
zé da velha e silvério pontes
caetano veloso
severino filho orquestra
guilherme vergueiro
rita lee
paródia (disco x)
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Miltinho – 24 Toque Musicais – É Samba! (2014)

Olá, amigos cultos e ocultos!, Hoje sou eu quem faz a apresentação. Não podia deixar de prestar aqui uma homenagem ao Milton Santos de Almeida, o inigualável Miltinho. Um cantor, para mim, sem igual. Uma voz anasalada e marcante, sucesso no bolero, no samba e outras bossas. Ele faleceu neste último domingo, 7 de setembro, aos 86 anos. Já apresentei por aqui vários dos seus inúmeros discos e com certeza iremos trazer outros tantos. Desta vez vamos com uma coletânea exclusiva criada pelo Toque Musical, reunindo 24 sambas. Uma seleção que só peca pela falta. 24, realmente pode ser pouco. Mas como eu já disse, outros dos seus discos ainda virão a ser postados. Hoje, foi só para dar um adeus.
venha devagar
mulata assanhada
emília
eu quero um samba
palhaçada
o amor e a rosa
desfolhando a margarida
mulher de trinta
a rita
rosa morena
doralice
é hoje! independência ou morte
bolinha de papel
samba maroto
murmúrio
sincopado triste
ideias erradas
vou te contar
samba do criolo
perdoa coração
zé da conceição
faço um lelele
mandei uma rosa
menina moça
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Coletânea Feliz Aniversário – Toque Musical (2014)


Olá amigos cultos e ocultos! Hoje eu tive uma grande surpresa ao abrir o Facebook e me deparar com tantos votos de felicitações pelo meu suposto aniversário. Acontece que quando eu criei o perfil do Augusto TM, coloquei como data de aniversário o mesmo dia em que o Toque Musical fez sua primeira postagem. Em outras palavras, Augusto e Toque Musical nasceram juntos. Completam verdadeiramente hoje 7 anos. Eu havia me precipitado e cheguei a anunciar os sete anos do TM ainda em junho no Facebook. Acho que me confundi com os meses. Tenho recebido as saudações até hoje e agora, como o lembrete do Face e para a minha surpresa, a turma de amigos por lá engrossou os votos. De coração, agradeço a todos pelo carinho e atenção. Em retribuição, dedico a vocês esta coletânea que só podia mesmo ter nascido aqui no Toque Musical. Uma divertida seleção de músicas cujo o tema é o aniversário. São 17 músicas de diferentes épocas e com diferentes artistas e gêneros, bem ao jeito aqui da casa. Eis assim uma coletânea ótima para se consultar sempre. Afinal, todos os dias são dias de aniversários. Parabéns para todos nós!

feliz aniversário – coral céu da boca
parabéns pra você – carlos imperal e a turma da pesada
parabéns, parabéns – carequinha
parabéns a você – nilo sérgio e leo peracchi
canção de aniversário – nilo sérgio e leo peracchi
canção de aniversário – lyrio panicali
feliz aniversário – lô borges
parabéns – esquema 64
teu aniversário – pixinguinha
aniversário – jair rodrigues
a música do teu aniversário – mauro sérgio
um chorinho para aniversário – fred williams
parabéns a você – zaccarias e sua orquestra
parabéns do patati patatá
aniversário (fernando pessoa) – jô soares
meu aniversário – vanessa da mata
hoje é seu aniversário – lulu santos
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O Rock Do Augusto – 60 Pedras Escolhidas A Dedo (2011)

Olá amigos cultos e ocultos! Uma boa noite para todos vocês. Hoje é um dia muito especial e poderia ser ainda mais, não fosse o ‘grande fiasco da invenção da Copa’. Mas eu não quero falar disso Este é um momento que eu quero apagar da minha lembrança. Não estou suportando a maioria dos brasileiros com esse ‘complexo de mulher de malandro’. Felizmente, pra salvar o dia, pra salvar-me do domingo, hoje é o Dia do Rock. Eu vou mais é me afundar no rock’n’roll. Pensei em fazer uma seleção rock brazuca, daí me lembrei que já havia feito isso anteriormente. Eu confesso que as vezes eu simplesmente esqueço o que já postei aqui no Toque Musical. Mas também não é para menos, muito pelo contrário, é para mais. Com tantas publicações ao longo desses últimos sete anos, se eu não pesquisar ou verificar na unha, acabo as vezes repetindo a dose. Desta vez eu vou repetir em forma de um ‘repost’ 🙂 Como já tenho aqui uma seleção, criada e publicada em 2011, acho que vou trazê-la de volta, pois acredito que irá fazer tanto sucesso quanto fez da primeira vez. Eis aqui uma seleção com 60 músicas do nosso singular rock’n’roll. Uma escolha que obedece o meu gosto pessoal, embora incompleta, pois não corresponde integralmente a tudo que eu gostaria de selecionar. Fica então assim a minha homenagem ao Dia do Rock e a seleção “60 Pedras Escolhidas A Dedo” de 2011. Uma repostagem que merece! 😉
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chuck berry fields forever – doces bárbaros
de ponta a cabeça – a chave do sol
casa do rock – casa das máquinas
seráque eu vou virar bolor – arnaldo baptista
sinal da paranóia – som nosso de cada dia
flores astrais – secos e molhados
não pare na pista – raul seixas
super god – som imaginário
é como teria que ser – bixo da seda
1990 projeto salva a terra – erasmo carlos
os pilares da cultura – a barca do sol
se o rádio não toca – raul seixas
marta, zeca, o prefeito, o padre, o doutor e eu – bango
eu quero essa mulher assim mesmo – caetano veloso
sujeito de sorte – belchior
que loucura – tutti frutti
hey amigo – o terço
prá cabeça (jogue tudo prá cabeça) – casa das máquinas
bicho do mato – som nosso de cada dia
tecnicolor – mutantes
os pingos da chuva o os novos baianos
noite e dia – blow up
ando jururú – rita lee e tutti frutti
trem – bixo da seda
baby – erasmo carlos
jardim elétrico – mutantes
uma banda made in brazil – made in brazil
os hemadecons cantavam em côro – a bolha
eu não tô nem aí – arnaldo baptista
saravá – mutantes
lagoa das lontras – o terço
a hora e a vez do cabelo crescer – mutantes
posso contar comigo – rita lee e tutti frutti
porta das maravilhas – rick ferreira
essa menina tá ficando moça – dom e ravel
toada & rock & mambo & tango & etc – secos e molhados
luz de vela – o terço
cabeça feita – guilherme lamounier
água limpa p som nosso de cada dia
sociedade alternativa – raul seixas
sou louco por você – peso
minha fama de mau – cilibrinas do éden
delírio – secos e molhados
coração paulista – guilherme arantes
ainda vou transar com você – mutantes
a paulicéia pirou – made in brazil
ilusão e brisa – tutti frutti
beijo exagerado – mutantes
como vovó já dizia – raul seixas
essa éa vida – casa das máquinas
e você ainda duvida – cilibrinas do éden
mudança de tempo – o terço
send it for tomorrow – torbuk
análise descontraída – erasmo carlos
make believe waltz – som imaginário
departamento de criação – rita lee e tutti frutti
stress – casa das máquinas
é como teria que ser – bixo da seda (repetido, vacilão!)
caroço de manga – raul seixas
sempre brilhará – celso blues boy
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