Elcio Alvarez, Sua Orquestra E Côro – Marcha Rancho Em 4 Pistas (1967)

Boa noite a todos! Seguimos na quinta feira com outro disco bem interessante, a começar pela capa. (Quem lê assim há de pensar que não temos discos interessantes todos os dias. Acontece que cada um tem a sua peculiaridade, história ou momento) Temos aqui o maestro Elcio Alvarez e sua orquestra num álbum gravado em quatro pista, ou quatro canais. As vantagens desse sistema pode ser conferido no texto da contracapa, que procura abordar todas as qualidades da gravação, explicadas pelo engenheiro de som Carlos Moura. Bem ao lado vem outro texto onde nos é apresentado, Rogério Gauss, um técnico de gravação da Continental, responsável, obviamente pelo registro deste disco. É ele também o rapaz da capa, que aparece aqui envolvido nos trabalhos na mesa. Bom, mas aí a gente pergunta: cadê o Elcio Alvarez e sua orquestra? A resposta é uma só, eles estão apenas na gravação. Embora seja um belíssimo trabalho musical, com um repertório fino de marchas rancho, o que está sendo valorizado aqui é o trabalho do técnico. Uma homenagem da Continental a aqueles como Rogério Gauss, técnicos de gravação, que ajudaram a criar os milhares de fonogramas de álbuns clássicos da nossa música popular.

cantiga antiga

belinha

o vagalume

ciúme

se você voltar

drama de pierrot

minha gente

dadá maria

… e fim

balada do vietnan

recado

palhaço

 

Elcio Alvarez E Sua Orquestra – Compacto Twist (196?)

Conforme o combinado, aqui vai agora o compacto. Temos aqui e mais uma vez no Toque Musical, o maestro, compositor, arranjador e produtor Elcio Alvarez, num compacto que eu acredito, seja de 1962. Não tive tempo de procurar a informação correta. Esqueci, inclusive, de incluir o selo da gravadora Cantagalo, por onde este compacto foi lançado. Mas não se preocupem, assim que eu tiver uma folga, coloco as coisas no lugar. Já estou aqui babando de sono, porém, vamos lá…
Repetindo o que já foi dito por mim anteriormente, Elcio esteve a frente (e por trás também) de muitos trabalhos e artistas durante os anos 50, 60 e 70. Era um dos mais requisitados arranjadores, um músico, pricipalmente de estúdio. Por ele passaram artistas dos mais variados estilos e talentos. Foi um importante maestro naquelas décadas.
Neste compacto duplo, ele nos apresenta quatro twists, o primo do rock, que naquela época era o furor da juventude. Um tipo de música que fez muito sucessso por aqui. Tivemos inclusive grande grupos como The Bells, The Jet Blacks, The Clevers e outros que não me lembro agora. No compacto temos um twist mais, digamos, ‘caretinnha’, dentro do agrado não apenas dos filhos, mas também com a aprovação dos pais. São quatro temas, naturalmente internacionais e bem conhecidos por quem viveu aquele tempo da Labretta sem saia e sonhava em ser um James Dean. Confiram aí, porque o sono bateu com força. Zzzz…

kissin’ twist
let’s twist again
the peppermint twist
pony time

Elcio Alvarez E Sua Orquestra – Exaltação À Viola (1975)

Bom dia a todos! Antes mesmo de tomar minha dose de Omeprazol pela manhã, vou logo deixando pronta a postagem da quarta-feira. Espero que seja do agrado a todos.
Imagine juntar Renato Andrade com Ray Conniff e um Regional do início dos anos 60. Para completar, acrescente um pouco de exotismo a la Esquivel. É mais ou menos por aí que eu definiria este simpático lp. Como sempre, informações sobre discos raros são às vezes ainda mais raras. Este não fugiu a regra apesar de seu autor ter sido uma grande referência no passado. Eu me refiro ao maestro e compositor Élcio Alvarez que nos anos 50 e 60 esteve muito atuante como arranjador, regente e produtor musical. Em agosto do ano passado eu postei aqui um disco da trilha da novela “Simplesmente Maria”, que foi feita por ele. Élcio também esteve a frente (e por trás) de muitos trabalhos e artistas até a década de 70. Era um dos mais requisitados arranjadores, um autêntico músico de estúdio. Por ele passaram artistas dos mais diversos estilos e talentos. Foi, sem dúvida,um dos grandes maestros da nossa música popular.
Como eu disse, este é um álbum diferente, uma exaltação à viola caipira e à música regional. Seu repertório, como podemos ver logo a baixo, é composto de samba, baião, cateretê, maxixe, chôro e congada. A viola, por incrível que pareça, se destaca mais no título e capa do álbum que propriamente nas músicas. Os arranjos com orquestra e côro intimidam o som da viola. Mas nem por isso o lp perde seu encanto. Vale a pena conferir…

de papo p’ro á
minha terra
flor amorosa
morrendo de amor
na serra da mantiqueira
tristeza do jeca
rato, rato…
na virada da montanha
piraporinha
baião da serra grande
azulão
sôdade ruim