Cantando A Mulher – Coletânea Toque Musical (2015)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Bom dia, em especial, a todas as mulheres, cultas e ocultas! Hoje é o dia delas, o Dia Internacional da Mulher! Eu não me recordo de já ter feito aqui alguma homenagem nessa data para você, mulher. Mas pode ter certeza, estou sempre pensando, sintonizado em suas ondas. Ah, mulheres… de todos os tipos, de todas as horas… mães, esposas, amantes, amigas, irmãs. Mulher até Presidente. Elas estão em todas. E o que seria de nós, homens, sem elas? Adoro esse ser que me completa em todas as suas vertentes e vértices. Êta bicho bão, sô!
Para homenageá-las, criei então essa pequena coletânea, um tanto irregular e talvez até injusta por não acrescentar tantas outras belas e talvez até mais apropriadas composições, que temos no cancioneiro popular. É, eu realmente podia ter escolhido mais músicas. Por certo, melodias que exploram a temática mulher é coisa que não nos falta. Mas eu achei por bem ficarmos apenas em 20 músicas, sendo essas tão variadas quanto as próprias escolhas de postagem do Toque Musical. O importante é agradar aos gregos e troianos, misturar mineiros e baianos, alhos com bugalhos. Porém, acima de tudo, festejando sempre a mulher. Parabéns a todas por este dia!

cúmplice – juca chaves
elegia – péricles cavalcanti
mulher – zé renato
tigreza – caetano veloso
mulher brasileira – benito di paula
mulheres – martinho da vila
aí que saudades da amélia – noite ilustrada
eu quero essa mulher assim mesmo – monsueto
todas as mulheres do mundo – marcus pitter
sexo frágil – erasmo carlos
todas as mulheres do mundo – rita lee
eu gosto de mulher – mr. catra
eu gosto é de mulher – ultrage a rigor
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Benito Di Paula – Um Novo Samba (1974)

Boa tarde, amigos cultos e ocultos. Com a chegada do inverno é comum a gente pegar um resfriadozinho básico. Eu que me gabava de há muito tempo não ficar resfriado, estou hoje entrando naquele estado gripal, com o nariz escorrendo e uma vontade danada de fazer coisa nenhuma. Desânimo total. Quero uma cama e uma bebida quente para afastar o mal estar. Se tem uma coisa que me deixa irritado é ficar gripado. Tô me segurando para não piorar. Odeio isso…
Nessa minha situação, hoje, fui obrigado a recorrer aos ‘discos de gaveta’, aqueles que já estão prontos, na reserva para momentos de emergência. Vamos hoje com o Benito Di Paula em seu álbum “Um novo samba”, um dos primeiros lps de sua carreira e talvez o que fez mais sucesso. Nele encontramos duas músicas de destaque, “Retalhos de cetim” e “Se não for amor”.
Desculpem, mas hoje eu tô mal. Vou tomar um analgésico e dar uma deitada. Ficar gripado é uma merda!

se não for amor
samba do profeta
fui sambando, fui chegando
quando tudo mudar
certeza de você voltar
que beleza
sandália de couro
depois do amor
agradecimento
ela veio do lado de lá
retalhos de cetim
violão não se empresta a ninguém

Eles Começaram Assim… (1978)

Bom dia a todos os visitantes cultos e ocultos. Inicialmente eu quero agradecer aos amigos pelo carinho e atenção na passagem do meu aniversário. Sei que falar de aniversário não acrescenta nada de objetivo ao Toque Musical e para a maioria isso é irrelevante ou até sem sentido. Não deveria caber à um blog musical questões como essa, não fosse ele antes de tudo um espaço pessoal (ao qual se permite o acesso público). Como autor do blog, me dou ao direito de fazer dele o que eu quiser, desde que isso não vá contra a moral, a dignidade e o respeito pelo outros. O que eu expresso aqui é apenas a minha visão pessoal. Por fazê-lo público, me exponho e inevitavelmente vou de encontro a todo tipo de sorte. Há os que participam, colaborando de uma forma ou de outra. Há os que criticam e os que crititicam. Há amigos cultos & ocultos e os inimigos também. Mas independente das minhas ‘babaquices textuais’, estou aqui diariamente levando a vocês alguma coisa boa, que são os discos e a música. Compartilho com todos o que tenho de bom, porque o ruim ou mal é fácil de fazer. Destruir é mais fácil que ajudar a construir, imagina construir sozinho… Acho que nem preciso explicar melhor os motivos desta introdução. Quem frequenta o Toque Musical diariamente sabe do que eu estou falando.

Para não render muito assunto, vamos ao que interessa… O disco de hoje é uma coletânea que merece a nossa atenção. Faz parte de uma série criada pela Continental, nos anos 70, chamada “Eles começaram assim…” Segundo o texto da contracapa, a série foi criada com a intenção de ser mais que uma simples coletânea para atrair público. A ideia seria a de apresentar alguns de seus artistas logo em inicio de carreira ou seus primeiros trabalhos por esse selo. O presente álbum seria o de número 22. Confesso que não me lembro de outros volumes e nunca os vi. Imagino que deve ter sido uma bela e rica coleção, considerando o vasto mundo de artistas da gravadora e também por essa numeração. Se alguém aí tiver outros volumes, pode mandar… Pela capa do que temos já dá para saber quem está neste disco, mesmo assim, confiram o que eles cantam:
olha a baiana – orlando silva
agora pode chorar – adoniran barbosa
pode ser? – isaura garcia
seu libório – vassourinha
treme-treme – jacob do bandolin
tambor índio – índios tabajara
não diga não – tito madi
dúvida – luiz bonfá e tom jobim
dá sorte – elis regina
mas, que nada – zé maria e seu conjunto com jorge ben
final- benito di paula
nhem, nhem, nhem – martinho da vila

Benito Di Paula (1971) REPOST

Esta semana vamos dar um tempo na turma da velha guarda. Sei que temos uma legião de fans e defensores dos artistas das décadas de … 40, 50 e 60. Mas nesta semana eu vou dar uma guinada e trazer algumas coisas diferentes, que merecem um pouco da nossa atenção.
Tenho para hoje, de abertura, um disco que poucos conhecem – o primeiro álbum de Benito Di Paula. Este é um artista que despensa apresentações, mas merece comentários. Benito é uma figura singular até no visual. Seu estilo, muito próprio, transformou-o em um dos grandes nomes do samba canção nos anos 70. Ao combinar o samba com piano em arranjos românticos e elaborados, ele criou um estilo que passaram a chamar de “samba jóia”. Tudo isso, obviamente, somado à sua figura meio cigana, meio sei lá o quê, de fraque, pulseiras e correntes. Mas voltando ao disco, este é um álbum muito interessante. Foi o primeiro álbum de Benito Di Paula e para seu infortúnio naquele momento, censurado por ter entre suas faixas uma música do subversivo compositor Chico Buarque. O disco foi recolhido. Somente voltou a aparecer 28 anos depois, no formato cd, lançado pela EMI Music na série “Dois Em Um” juntamente com seu álbum de maior sucesso, “Um Novo Samba”. Neste primeiro disco Benito ainda não se afastou do ‘crooner’ de boate que ele era nos anos 60. O repertório privilegia sucessos recentes da época de outros compositores como Ivan Lins, Taiguara, Roberto e Erasmo… Apenas quatro faixas são de sua autoria. os arranjos e regência são do maestro José Briamonte. Embora seja um disco basicamente de ‘covers’, não deixa de ser legal. Convido-os a ouvir.

apesar de você
jesus cristo
você vai ser alguém
viagem
a tonga da mironga do kaburetê
longe de você
salve salve
madalena
eu gosto dela
azul da cor do mar
menina
preciso encontrar você