Meu Brasil – Coletânea De Milan Filipovic

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui estamos em mais um sábado de coletâneas. Vou aproveitar a pausa do almoço para fazer logo a nossa postagem. Hoje temos como convidado o Milan Filipovic, do excelente blog Parallel Realities. Essa ideia de coletâneas, convidando outros blogs parceiros, começou com o sérvio, eu inclusive fui por ele um dos convidados, apresentado uma seleção da Alaide Costa. A minha versão é um pouquinho diferente, se prolonga por um prazo indeterminado. Enquanto houver aqueles que atendam ao meu convite, os colaboradores espontâneos e eu próprio criando novas coletâneas, a programação continua.
Em “Meu Brasil”, Milan reuniu para nós alguns de seus artistas brasileiros, ao que parece, os que ele mais aprecia. Temos aqui o equivalente a um álbum duplo de 10 polegadas, ou seja, dezesseis músicas, extraídas (quase todas) de discos neste formato. A escolha dos artistas e repertório refletem bem o perfil do “Parallel Realities”. Cantoras das décadas de 40, 50 e 60, além de umas pitadas intrumentais de Ribamar, Alberto Mota, Pocho e Moacyr Silva. Gostei, uma bela seleção. Vamos conferir?

ternura antiga – marisa gata mansa
só por amor – odete lara
ô ba la la – norma benguell
com açucar e com afeto – waleska
insensatez – alaide costa
apelo – elizete cardoso
suas mãos – sylvia telles
e a noite chegou – francineth
cantiga de quem está só – neusa maria
brigas de amor – angela maria
ser só – dalva andrade
carinho perdido – isaura garcia
a noite do meu bem – ribamar
canção de amor – alberto mota
mente – pocho
meiga presença – moacyr silva

Mariza – A Suave Mariza (1959)

Olá amigos cultos e ocultos! Pelo andar da carruagem, acho que a semana vai ficar por conta das mulheres. Teremos uma semana bem feminina, o que vocês acham?
Seguimos com a cantora Mariza, com ‘S’ ou com ‘Z’, não importa. Este foi seu disco de estréia, lançado pela Copacabana em 1959. Vemos ela aqui na capa, agarrada ao angorá, com certeza foi daí que nasceu o apelido de ‘gata mansa’, que em muitos discos ela adotou. Neste seu primeiro álbum temos um repertório que a cantora pode escolher a dedo. Não foi por acaso que ela gravou neste lp quatro músicas de Dolores Duran, sua grande amiga. Também não foi no acaso que as músicas selecionadas são de compositores da sua geração, do surgimento da bossa, do que era moderno na época. Sem dúvida, um belíssimo trabalho, com participações de músicos de primeira linha, os quais eu omito na apresentação, mas que a cantora fez questão de listar, deixando inclusive a seguinte nota juntamente com a relação de músicos participantes: … aconselho aos músicos procurarem sempre os cronistas que comumente escrevem para contracapas de ‘long-playings’ e solicitarem aos mesmos para que não esqueçam da inclusão de seus nomes, pois isto muito contribuirá para uma futura história da nossa música popular…
É isso aí, está certíssimo. Eu, inclusive, deveria ter adotado essa informação também nas minhas postagens, como fazem alguns outros blogs. Mas agora ‘o bicho’ Toque Musical já está formatado e além do mais, o que falta na apresentação tem de sobra na distribuição. Procuro pelo menos apresentar o arquivo completo, com capa, contracapa e selo. Gosto de deixar ‘espaços’ para uma possível interação, complementos e participações dos amigos cultos e ocultos. O que eu proponho aqui é apenas um toque musical… 😉

nana meu nenem
a noite do meu bem
você não sabe amar
tempo ao tempo
amar em segredo
se eu tiver
olhe o tempo passando
deixe que ela se vá
favela
barquinho de papel
se houver você

Marisa Gata Mansa (1980)

Só agora estou me dando conta, pelo blog, da brilhante e maciça presença feminina na música brasileira, seja como interprete, instrumentista, compositora ou cantora. As mulheres nunca estiveram tão por cima. Eu apoio totalmente a posição…
Como já estamos no meio da semana postando cantoras, vamos continuar com elas. Tenho certeza que todos aprovam, não é mesmo? 🙂 Hoje trago novamente a cantora Marisa, a Gata Mansa. Depois do sucesso no álbum “Simplesmente”, postado aqui na semana passada, achei que seria o momento de mais uma dose. Aqui temos Marisa quase duas décadas depois, neste álbum independente, lançado em 1980. Apesar de ter sido um de seus últimos discos, este é o mais singular por ser um registro ao vivo, cru e sem muitos retoques. Um disco também raro por ter tido uma produção independente, de distribuição um tanto limitada. Vale conferir…

o que será (a flor da pele)
odaléia (noites brasileiras)
o amor é chama
perdão
cadeira vazia
força vital
artistas
gás neon
tudo acabado
nessa vida
alvorecer
dente por dente

5 Estrelas Interpretam Bossa Nova (1963)


Este disco, lançado em 1963, traz cinco das mais famosas cantoras do cash da gravadora Continental. Elizeth Cardoso, Carminha Mascarenhas, Lucienne Franco, Marisa (Gata Mansa) e Morgana. O álbum reúne, numa copilação de bossa nova, faixas escolhidas dos discos dessas cantoras. Bacaninha, vale o toque.

01 – ELIZETH CARDOSO – Menino Travesso (Moacir Santos / Vinicius de Moraes)
02 – MARISA – Chora Tua Tristeza (Oscar Castro Neves / Luvercy Fiorini)
03 – CARMINHA MASCARENHAS – Ciúme Teu Ma (Walter / Joluz)
04 – MORGANA – A Flor (Vera Brasil / De Rosa)
05 – LUCIENNE FRANCO – Da Rosa Que Nasceu Nosso Amor (Baden Powell / Heloísa Setta)
06 – MARISA GATA MANSA – Céu e Mar (Johnny Alf)
07 – LUCIENNE FRANCO – Imenso Amor (Luis Bonfá / Maria Helena Toledo)
08 – MORGANA – Cravo Vermelho (Pernambuco / Sergio Malta)
09 – CARMINHA MASCARENHAS – Nós e o Mar (Roberto Menescal / Ronaldo Bôscoli)
10 – ELIZETH CARDOSO – Seu Olhar (Laís Antunes)