A Voz Da RCA Victor – Suplemento Julho De 1959 (1959)

Olá, amigos cultos e ocultos! Eu já estava me esquecendo dos discos dessa série da RCA Victor. Como disse, iria postar aqui alguns exemplares que tenho. A Voz da RCA Victor eram discos promocionais que a gravadora distribuía mensalmente e exclusivamente para lojistas e rádios, no intuito de divulgarem seus lançamentos. E curiosamente, esses discos de 12 polegadas e 33 rpm eram para a divulgação de lançamentos de bolachões, discos de 78 rpm e 10 polegadas. Naturalmente, isso acontecia porque aqui no Brasil os tocadiscos ainda eram para esse tipo de rotação, embora já nos anos 50 começassem a aparecer os aparelhos mais modernos para os discos em ‘hi-fi’ e até os estéreos. 
Aqui, como podemos ver pela contracapa, temos os lançamentos para o mês de julho de 1959. Esses discos traziam lançamentos nacionais e internacionais. Infelizmente, por ser apenas um mostruário, as músicas não são apresentadas integralmente. Mesmo assim, vale a curiosidade e a oportunidade de ouvir o lançamento de músicas que se tornaram sucessos, tanto nacionais quanto internacionais. Vamos conferir?
 
destino do cantor – ivon curi
conversa – lobo bobo – alaide costa
tormento – foi apenas brinquedo – fernando barreto
meu amor me deixou – canção do mal que faz bem – nora ney
minha serenata – somente teu – vicente celestino
prece a lua – quero saber – dircinha baptista
marreco quer agua – paciente – pixinguinha
orgulho – rua sem luz – ester de abreu
recado – horas vazias – sonia dutra
além – balada triste – tomoko takara
vai, mas vai mesmo – sayonara – tomoko takara
i need your love tonight – a fool such as i – elvis presley
where – la strada del’amore – catarina valente
tomboy – kiss me and kiss me and kiss me – perry como e mitchell ayres
 
 
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Antonio Carlos & Jocafi (1973)

Olá, meus caros amigos cultos e ocultos! O toque musical para hoje era para ser outro, mas eis que me vi de reencontro com este disco da dupla baiana Antonio Carlos e Jocafi. Há tempos eu não ouvia este disco lançado por eles em 1973. Sem dúvida, uma das melhores safras, um disco que bem merecia uma reedição, inclusive em vinil, pois vejo que muita gente nova tem descoberto o som desses caras que felizmente continuam na ativa. Já postamos aqui alguns de seus discos e este, com certeza, não poderia faltar em nossa fileiras. Assim, aqui vamos mandando ver… Corram lá no GTM… pois nossos links tem prazo de validade e depois que passou não tem reposição.
 
teimosa
glorioso santo antonio
dona da casa
gamelera (as moça)
sanfona véia
deixe que é dengo dela
fraqueza
te quiero
tereza guerreira
por nossa senhora
um abraço no lucien extensivo ao edu lobo
xamego de iná
 

3 Do Rio (1975)

Boa hora a todos, amigos cultos e ocultos! Aqui temos para hoje um grupo que fez muito sucesso nos anos 70, os geniais “3 do Rio”, conjunto formado por três artistas multinstumentistas: Clóvis, Miguel e Sestini. O trio ganhou fama como um dos melhores grupo de baile daqueles tempos. Atuou por muitos anos nos mais diversos shows e bailes pelo Brasil. Também excursionaram pela América Latina, Ásia e Europa. Inclusive, antes de se tornarem “3 do Rio”, se chamavam “Samba Blue” e trabalhavam na Europa. Passaram a se chamar 3 do Rio ainda por lá, quando estavam na Suíça. Tinha um vasto repertório, tanto nacional quanto internacional. Eram realmente muito talentosos não apenas como instrumentistas mas também como grupo vocal. Em seus espetáculos também havia espaço para o humor e uma interação incrível com o público. Foram no Brasil um dos precursores do chamado ‘playback’, ou seja, tocavam junto com gravações que eles mesmos faziam, dando ao trio uma sonorização de orquestra. Se apresentaram também em rádio e televisão. No Youtube podemos encontrar alguns vídeos deles e pelos comentários se vê que eram mesmo muito apreciados.
Acredito que o “3 do Rio” tenha gravado mais discos, porém, só encontramos o “A Flight to Rio”, que certamente foi gravado lá fora, o lp de 1968, o qual já postamos aqui e este lp homônimo, lançado pela RCA Victor em 1975 e ao que parece, por aqui, foi o segundo. Na contracapa temos um texto de apresentação feito pelo grande instrumentista Sabá, que também participa do disco. E como podemos ver, um repertório inteiramente nacional, com muito samba, bossa, forró e também música autoral. Taí, um disco raro de se ver e ouvir por aí…
 
me deu um treco
sem p… sem p… sem p…
não deixe a tristeza pegar no seu pé
perdi minha viola
barata que é viva não atravessa galinheiro
17 e 700
rio de janeiro
primavera no rio
valsa de uma cidade
copacabana
garota de ipanema
cidade de são sebastião
a voz do morro
cidade maravilhosa
samba do avião
rosa do carnaval
ragu de piranha
apaga tua vela
derramaro o gai
 


 

Aracy de Almeida – Canções De Noel Rosa (1955)

Amigos cultos e ocultos, boa tarde! Aqui e mais uma vez temos o inesquecível Noel Rosa na interpretação de Aracy de Almeida. Depois de passada uma década após sua morte, o nome de Noel Rosa voltava ao cenário fonomusical dos anos 50. Muitos artistas o gravaram desde então nesse renascimento do samba. Assim como também, antigas gravações, lançadas, inicialmente em 78 rpm, voltaram nos também 10 polegadas de 33 rpm. É o caso deste disco, lançado pela Continental, em 1955. Nele vamos encontrar…
 
meu barracão
voltasse
são coisas nossas
fita amarela
cor de cinza
eu sei sofrer
a melhor do planeta
cansei de pedir
 
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Nelson Gonçalves – Noel Rosa Na Voz Romântica De Nelson Gonçalves (1955)

Alô, alô… amigos cultos e ocultos! Olha aí o toque musical do dia, Noel Rosa na voz romântica de Nelson Gonçalves. Eis aqui o primeiro lp do grande ‘Metralha’, Nelson Gonçalves, disco lançado em 1955, pela RCA Victor, gravadora na qual nosso cantor fez toda a sua carreira. E nesta oportunidade trazemos este que foi o primeiro 33 rpm, ainda em dez polegadas. Nele encontramos Nelson interpretando oito composições do ‘Poeta da Vila” Este disco só viria a ser reeditado nos anos 70, em uma nova versão incluindo mais quatro outras canções. E de uma certa forma é também um dos discos menos conhecidos de Nelson Gonçalves, embora já tenha sido divulgado aos montes em outros blogs musicais nos últimos 10 anos. Pois bem, chegou a nossa vez. Ao final, todos acabam convergindo para o Toque Musical, não é mesmo? Confiram no GTM…
 
último desejo
feitiço da vila
com que roupa
coração
quando o samba acabou
palpite infeliz
silêncio de um minuto
só pode ser você
 
 
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A Voz Da RCA Victor\A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 9 Dezembro (1958)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! Conforme informei numa primeira postagem, estarei apresentando alguns exemplares dos suplementos mensais dA Voz da RCA Victor, discos promocionais que a gravadora enviava para as rádios e lojas de discos, nos anos 50. Aqui encontraremos, em boa parte do lp, artistas nacionais, mas cabe também espaço para a divulgação de seus artistas estrangeiros. Confiram neste suplemento de dezembro de 1958 os seguintes artistas…
 
abertura
vicente celestino
luiz gonzaga
mario zan
ari lobo
severino januario 
tião carreiro e carreirinho
oscar e julião
expedito baracho
elvis presley
miguel aceves mejia
raphael bastos
frederico moreno torroba
 
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Inezita Barroso – Coisas Do Meu Brasil (1956)

Boa noite, caríssimos amigos cultos e ocultos! Mantendo ainda nossa sequencia de postagens, ora de 10, ora de 12 polegadas, vamos hoje com a primeira versão dos 33 rpm, ou seja, os charmosos dez polegadas dos anos 50. Esses disquinhos são mesmo encantadores, tanto pela capa quanto pelo conteúdo fonográfico. E observo o crescente número de colecionadores que vem aparecendo nos últimos tempos em busca exatamente desses (cada vez mais raros) discos e em especial os nacionais e de ritmos latinos. Foi só eu começar a postar aqui alguns desses discos para receber várias propostas de compra por e-mail. Desculpem, mas por enquanto não estou interessado em vender nada, hehehe…
Mas, olhem só, que beleza… Nosso encontro hoje é com a maravilhosa Inezita Barroso, uma artista que por aqui dispensa maiores apresentações. “Coisas do meu Brasil” foi o primeiro disco de 33 rpm que ela veio a gravar, pela RCA Victor. Neste mesmo ano de 56 ela ainda iria lançar mais dois lps , os quais ainda iremos postar por aqui. No repertório temos uma seleção das melhores. Acredito que sejam registros originalmente feitos para as bolachas de 78 rpm., lançados logo que ingressou na Victor. Vamos conferir aqui…
 
estatutos da gafieira
na fazenda do ingá
meu casório
isto é papel, joão?
marvada pinga
mestiça
yemanjá
pregão da ostra
 
 
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A Voz Da RCA Victor – Suplemento Nº 8 Novembro (1958)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Há pouco tempo atrás eu ganhei mais alguns disquinhos raros, desses que a gente não costuma ver por aí. Entre esses, há alguns lps da série “A Voz da RCA Victor”, discos esses, promocionais, criado pela gravadora no sentido de divulgar seus lançamentos. Discos esses direcionados, como está escrito no verso de alguns desses álbuns, a vendedores, distribuidores e radialistas (no caso, como se chamavam antigamente, ‘disc-jockeys’). Essa série surgiu nos anos 50, em produção limitada e curiosamente, eram lps em 33 rpm e de 12 polegadas, onde eram apresentados os lançamentos das bolachas de 78 rpm. São discos, realmente, muito interessantes e que hoje são bem cobiçados por colecionadores. Infelizmente é muito difícil encontrar a série completa, que começa (me parece) em 1957. Outro detalhe infeliz é o fato de que as músicas não são apresentadas integralmente, apenas um pequeno trecho. Uma pena, pois considerando a qualidade em 33 rpm, muitos desses discos só ficaram mesmo em 78 e geralmente discos bem surrados. Aqui seria uma oportunidade de ouvi-los com mais pureza. Por certo, a RCA Victor, ou a Sony que hoje controla tudo, deve ter em algum lugar esses registros (ou não?). Está aí, um coisa que eu gostaria de saber.. Será que existem ainda as fitas originais, ou cópias restauradas? E onde será que estão guardadas? Enfim, seja como for, se você, meu amigo, quer conhecer coisas assim, só mesmo em lugares como este aqui, o Toque Musical, um espaço independente, que embora criticado por cronistas e especialistas (os amigos ocultos que só entram para baixar as raridades), é onde todos vem beber.
Como disse, tenho alguns desses discos da Voz da RCA Victor e eventualmente poderei ir postando aqui. Segue então o Suplemento Nº 8, de novembro de 1958. Acredito que vocês irão gostar. Confiram no nosso Grupo do Toque Musical, ok? 
 
alaide costa – canção de ir embora / gosto de você
ivon curi – patricia / hello brazil
linda baptista – calúnia / o morro está doente
jorge goulart – palahço / a flor do lodo
nora ney – solidão / pra falar com meus botões
fred williams – barril de vinho / baião da minha terra
neusa maria – piccolissima serenata / descrença
ester de abreu – sou fadista / sinal da cruz
torrinha e canhotinho – missão sagrada – reisado
bié e juquinha – sou eu / não posso perdoar
nenete e dorinho – meu predão / teu castigo
elvis presley – hard headed woman / don’t ask me why
julius la rosa – torero / milano
pedro vargas – en mala hora / cuando los años pasan
 
 
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Fafá Lemos – Uma Noite Na Boite Do Fafá (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Deixemos de lado os meus desabafos prolixos, pois eu só percebo que não valem a pena depois de publicado. Pura perda de tempo, mas, enfim um desabafo… Melhor mesmo é acalmar na suavidade de uma noite na boate do Fafá Lemos com seu violino e conjunto. Pena que hoje isso é apenas histórias e lembranças. No tempo em que haviam as boates com shows ao vivo, nos anos 50, muitos artistas buscaram conciliar o trabalho de músico com o de empresários da noite. Tanto no Rio de Janeiro, quanto em São Paulo haviam músicos que também eram donos de casas noturnas. Entre esses tivemos também o Fafá Lemos com sua boate em Copacabana e este lp, lançado pela RCA Victor, em 1958, traz um pouco do que seu proprietário tocava por lá, um delicioso repertório no qual cabem diferentes ritmos dançantes, tanto nacionais quanto internacionais, músicas que fizeram parte de uma época e como estamos sempre postando discos desse período, algumas das músicas deste lp já são por nós bem conhecidas através de outros artistas, mas isso pouco importa, pois o que vale é a interpretação e neste caso com a inconfundível sonoridade do violino do Fafá. Vamos conferir?
 
whispering
tu solo tu
saudade dela
violino triste
usted
aviso prévio
bicharada
it’s not for me to say
je suis seul ce soir
casamento infeliz
mentira de amor
moriat
 
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Vicente Celestino – Em Suas Canções Celebres (1957)

Boa tarde, caros amigos cultos e ocultos! Há tempos eu venho querendo postar este pequeno lp aqui no Toque Musical. Ganhei este disco há alguns anos atrás e talvez tenha sido o disco mais antigo e ao mesmo tempo mais novo que já rodou no meu tocadiscos. Fiquei de cara quando vi este disquinho, lacrado, nunca havia sido tocado antes. Pensei na época logo em postá-lo, mas por diversas razões acabou ficando e até caiu no meu esquecimento. Pior foi que também esqueci onde havia guardado a primeira digitalização, logo na primeira vez que o disco tocou. O jeito foi fazer de novo 🙂 
Então, temos aqui o legendário cantor Vicente Celestino, imortalizado em canções como “O ébrio”, “Patativa”, “Coração materno” e tantas outras. E são essas canções que estão presentes neste que foi o segundo ‘long-play’ de dez polegadas, lançado pela RCA Victor. Antes deste, como está no texto de contracapa, a gravadora lançou o dez polegadas “Catullo”, onde ele interpreta composições de Catullo da Paixão Cearense. Já neste, temos as canções célebres, os grandes sucessos, gravados originalmente em discos de 78 rpm. Essas mesmas gravações e outras entrariam mais tarde no lp de 12 polegadas, com o mesmo nome. Confiram este disco no GTM…
 
o ébrio
rasguei o teu retrato
castelos de areia
noite cheia de estrelas
coração materno
patativa
porta aberta
ouvindo-te
 
 
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Ivon Curi – Eu Em Portugal (1957)

Boa noite, caros amigos cultos e ocultos! De vez em quanto eu costumo dar umas olhadas naquilo que já foi postado aqui no Toque Musical, principalmente quando estou a escolher os discos que irei ainda publicar. São tantas as emoções que as vezes eu fico na dúvida. São hoje mais de 4 mil títulos/discos, 14 anos de postagem! Só mesmo com um index organizadinho, coisa que a gente só se dá conta quando se chega nesse patamar. O certo é que eu acreditava que já havia postado o disco que hoje apresento, “Ivon Curi – Eu em Portugal”. Na verdade, eu só publiquei mesmo o segundo volume e já faz um bom tempo. Assim sendo, vamos então ao primeiro volume, ou melhor dizendo, o registro da primeira temporada, em 1956, quando então ‘nosso Maurice Chevalier’ pisou pela primeira vez no palco português, do Teatro São Luiz, em Lisboa. Neste lp temos então, condensado, o show de despedida, do último dia. Na contracapa do lp temos um relato do próprio artista a respeito do show e do disco. Assim, a única coisa que tenho a acrescentar é que também estou ativando no GTM o link do segundo disco, que por acaso saiu aqui primeiro. Por se tratar de um show e no disco não haver pausa ou faixas, temos apenas dois arquivos de áudio, lado A e lado B. Confiram no grupo…
 
meu abraço a portugal
isto não se aprende na escola
garota coquete
é mió te aquietá
conversa de botequim
o xote da meninas
sinfonia do apartamento
mão na mão
canção pessimista
farinhada
se deus quiser
joão bobo
 
 

Orquestra Namorados Do Caribe – Caribe A Noite (1962)

Boa noite a todos os amigos cultos e ocultos. Dando sequencia as nossas postagens, pois o tempo não pára, vamos hoje com esta maravilhosa orquestra e sem dúvida uma das mais importantes no cenário musical dos anos 60, os Namorados do Caribe. Um verdadeiro espetáculo de orquestra, capaz de dar de dez em muitas orquestras latino-americanas. Para quem não conhece há de achar que são cubanos, tamanha a destreza e virtuosismo da turma dessa orquestra. Não é atoa que gravavam para a poderosa RCA Victor e ao que se sabe foram muitos discos. Os Namorados do Caribe era uma orquestra dirigida pelo grande clarinetista e maestro, Aristides Zaccarias. “Caribe a noite” foi o primeiro lp que gravaram, em 1962 e nele temos uma seleção fina e clássica de alguns dos melhores boleros e rumbas, com a qualidade indiscutível dos discos da RCA…
 
tender is the night
mi esapsa
vereda tropical
jungle drums
dame de tus rosas
aquellos ojos verdes
marta
ali baba
angustia
lamento boricano
stella by starlight
andalucia
 
 
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Aurino Seu Sax E Conjunto – Saturday Night (1960)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Hoje eu trago aqui para vocês um disco dos mais desejados por colecionadores de bossa e jazz. Digo isso por conta de alguns que conheço, que dão a mão em troca de uma raridade. E no caso específico deste lp fui testemunha, na loja de um amigo, saiu em troca de seis notas de cem. Mas isso não é nada se formos tomar como base a especulação que virou o comércio de discos no Mercado Livre. Tem doido para tudo, até para outro doido, hehehe… Porém, não se trata de uma ironia a este ‘long play’ que agora apresento, muito pelo contrário, é sem dúvida um disco de tirar o chapéu, pois aqui temos um time de músicos de primeiríssima linha comandados  pelo saxofonista Aurino (Ferreira de Oliveira), um dos pioneiros do jazz aqui no Brasil. Aurino, seu sax e Conjunto, em “Saturday Night”, álbum lançado em 1960 pela RCA Victor. Para facilitar a minha apresentação e adiantar as coisas que já andam atrasadas, felizmente, a contracapa já nos traz tudo mastigadinho, todas as informações sobre o artista e seu lp. Chamo atenção apenas para o repertório, muito bem escolhido de samba, fox, bolero e beguine, com aquele tempero jazzístico que diferencia de outros que também já interpretam algumas dessas músicas na mesma época. Também é de se destacar a presença nesse time de músicos, de artistas como Baden Powell, Luiz Marinho, Rubens Bassini, Orlando Silveira… É… Está aí um disco bem convidativo… Vamos conferir no GTM? 😉
 
saturday night
fechei a porta
alguém me disse
solitude
chora tua tristeza
i love you
menina moça
sophisticated lady
vem
complicação
the song is you
so in love
 
 
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Jorge Goulart – Primeira Audição (1958)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Sem delongas, pois o dia de hoje foi puxado… Nosso encontro é com o cantor Jorge Goulart em seu disco de retorno ao RCA Victor e em seu primeiro lp de 12 polegadas, lançado em 1958. Nesta época o cantor estava no auge do sucesso e este disco ele tem ao seu dispor um repertório até então exclusivo e no qual se destacam os sambas, os quais ele interpreta de forma magistral. Confiram este lp no GTM, que vale a pena 😉
 
além do céu
ave maria no salgueiro
as pedras se encontram
pra que continuar
há cinco minutos
chegou o rei banté
palhaço
a flor do lodo
adeus para que
seja qual for a hora
suavemente
intriga
 
 
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Zaccarias E Fats Elpídio – Vamos Dançar (1956)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! E aqui partimos para o nosso décimo quinto ano de atividades. Neste mês de agosto pretendo também incluir semanalmente, talvez um ou dois discos internacionais. Vez por outra eu faço algo assim para dar uma diversificada em nossas postagens e evidentemente, procuro trazer algo que tenha a ver com esse nosso universo de antigos, raros, independentes e curiosos.
Para hoje vamos com este 10 polegadas no qual o destaque são os músicos Aristides Zaccarias e ‘Fats’ Elpídio, dois nomes de peso no mundo da música popular brasileira dos anos 50 e que aqui, no Toque Musical, já marcaram presença, em outros discos e postagens. Desta vez temos Zaccarias e ‘Fats’ Elpídio tocando juntos, respectivamente, clarineta e piano, com acompanhamento de orquestra. Neste disco a seleção musical e totalmente internacional e voltada, como não poderia deixar de ser, para a dança. São temas de sucesso, verdadeiros clássicos da música popular internacional. Olha aí, um bom começo para um mês que pretende tocar e cantar também em outros idiomas. Vamos ficar ligados…
 
os pobres de paris
blue star
mr wonderful
only you
memories are made of this
the tender trap
a woman in love
moritat
 
 
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Vozes Em Harmonia (1957)

Boa noite a todos, amigos cultos e ocultos! Depois de postarmos um disco onde o destaque é a voz (me refiro a Tetê Espíndola), na melhor que um outro disco onde também o destaque é a harmonia vocal. Aqui temos “Vozes em Harmonia”, disco de 10 polegadas lançado pela RCA Victor em 1957 e apresentando quatro de seus melhores grupos vocais na época. Como podemos ver temos neste disquinho as presenças do Trio Nagô, Trio de Ouro, Trio Itapoã e o quarteto Os Gaudérios. No disquinho de oito faixas cada grupo apresenta duas músicas. Um pequeno mostruário da gravadora.
Vamos conferir essa joinha?
 
dei ao mar pra guardar – trio nagô
tudo é samba – trio de ouro
plazito carreteiro – os gaudérios
praia vermelha – trio itapoã
era boi – os gaudérios
maria loira – trio de ouro
quem é – trio itapoã
natal pobre – trio nagô
 
 
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Celso Murilo – Disco De Ouro (1964)

Bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Uma coisa que até hoje eu não entendi e não encontrei qualquer informação a respeito é sobre o organista e pianista mineiro Celso Murilo. A isso me refiro a sua discografia. Sabemos que ele gravou seus primeiros discos no início dos anos 60 e boa parte de suas gravações foram para selos pequenos como Drink e Pawal. Há também registros em outros selos como Paladium, Coledisc e provavelmente em outros ainda mais obscuros e nos quais criaram para ele até um outro nome, ou um pseudônimo. Curiosamente, ele também aparece no selo RCA Victor e posteriormente iria para a Odeon. Aqui temos um desses discos onde surge a confusão. O álbum “Disco de Ouro”, lançado pela Pawal, também foi lançado pela RCA Victor. E ao que tudo indica, este lp, originalmente, saiu pela RCA e só depois veio a ser publicado pela Pawal. Isso se percebe pela capa original aproveitada pela Pawal que na cara dura não se deu nem ao trabalho de excluir a logomarca da multinacional, Daí, talvez a razão pela qual todos os discos dessa ‘montagem’ aparecem com adesivos colados na capa e também nos selos do vinil. Certamente essa produção foi barrada quando já estava na boca do comércio, assim, a maneira que encontraram para anulá-lo foi essa. O pior é que os adesivos que colaram nos selos comprometem também a trilha nos sulcos das últimas faixas, uma pena… Mesmo assim, procurei limpar ao máximo para não afetar a audição. Entendo que este disco seja uma coletânea, ou então que algumas dessas gravações vieram a entrar em outros lps do Celso Murilo. Vai entender…? 
Certo é que temos aqui um grande disco, com um super repertório e um estilo inconfundível desse artista que a partir dos anos 70 foi sumindo da praça. Felizmente, um pouco da sua música foi resgatada em cd, em um box da editora Discobertas. Mas também para nossa sorte, muitos desses discos ainda podem ser encontrados a venda em sebos e no Mercado Livre. Difícil é achar um em bom estado. Enfim, melhor conhecer pelo Toque Musical. Confiram no GTM…
 
samba triste
quem manda na minha vida
chorou chorou
rosa morena
volta
boato
corcovado
zelão
teleco teco nº1
chora tua tristeza
se você disser que sim
poema do adeus
 
 
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O Cacique De Ramos (1964)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Temos aqui um disco bem bacana, álbum raro e por acaso até bem conhecido do público antenado em vinil e mais ainda os carnavalescos. Mas ainda assim, um disco difícil de se ver por aí, afinal os tinham dando sopa por aí, os gringos levaram. E este é um disco realmente tipo exportação. Difícil não se surpreender com esse batuque… 
Aqui temos o Cacique de Ramos, um dos mais tradicionais e famosos blocos carnavalesco do Rio de Janeiro. Surgiu no início dos anos 60, no bairro da Olaria, como um pequeno grupo para brincar o carnaval. Em pouco mais de três anos de existência, se tornou um grupo no qual participavam mais de mil foliões. Este disco, lançado em 1964 pela RCA Victor foi gravado num momento de maior destaque desse bloco e que o fez se projetar para além do carnaval carioca. Aqui, como destaque em seu repertório de sambas/batucadas temos “Água na boca”, samba que ultrapassou o momento carnavalesco, se tornando um grande sucesso musical dessa agremiação. Confiram este lp no GTM…
 
água na boca
cara de pau
silêncio
tudo de bom
inspiração
meu ex-amor
atabaque no samba
drama do pierrô
coração contente
noite de esplendor
o poeta
fim de carnaval
sessão de ritmo
 
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Nelson Gonçalves – O Tango (1956)

Boa noite, meus caríssimos amigos cultos e ocultos! Fiquei meio na dúvida quanto ao disco de hoje, pensei que já o tivesse postado no Toque Musical. Nelson Gonçalves é o cara e sempre que possível ele aparece por aqui… E o disco que apresentamos é uma belezinha, a começar pela capa. Muito boa, não é mesmo? Pois é, neste disquinho de 10 polegadas Nelson Gonçalves segue também investindo no tango, ritmo argentino e na época tão e voga. Neste lp de oito músicas ele interpreta um tango de autores brasileiros, inclusive ele próprio em parceria com Herivelto Martins que por sinal está em quase todas.
Eis um disco já bem badalado e que por certo não poderia deixar de badalar aqui também, né? Confiram no GTM…
 
carlos gardel
hoje quem paga sou eu
a media luz
sempre é carnaval
vermelho 27
amarga confissão
estrelas na lama
esta noite me embriago
 
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Fafá Lemos E Seu Violino Com Surdina (1958)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós, hoje com o lendário violonista Fafá Lemos em um de seus muitos discos gravados pela RCA Victor. Neste, lp de 10 polegadas, lançado em 1958 traz um repertório quase  todo instrumental de sambas, choros, maxixe, baião e beguines, todos temas bem conhecidos que não tem como não agradar. Em “Time Perna de Pau”, um samba bem na linha Adoniran Barbosa, temos também o prazer de ouvir o Fafá cantando. Disquinho bacana, podem conferir…
 
feitiço da vila
delicado
time perna de pau
mil violinos
dengoso
chão de estrelas
giannina mia
fafá em hollywood

Cauby Peixoto (1965)

Olá, meus amigos cultos e ocultos! Ainda no ano de 1965 e nos compactos da RCA Victor, temos desta vez a presença do grande Cauby Peixoto interpretando duas canções de sucesso da época, “Voltarei de joelhos”, versão de Ronnie Cord para a canção italiana “In ginocchio da te”  “Depois de ti”, de Evaldo Gouveia e Jair Amorim. Pronto, está aí um bom disquinho para fecharmos o mês, não é mesmo? Confiram no GTM…
 
voltarei de joelhos
depois de ti
 
 
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From Rio With Love (1965)

Olá, amigos cultos e ocultos! Ainda nos anos 60, temos aqui este compacto duplo lançado pela RCA Victor, em 1965. O disquinho se chama “From Rio with love”, ou seja, trata-se de um suvenir musical criado para turistas naquele ano em que a cidade do Rio de Janeiro completava 400 anos. Um disquinho para turista ouvir e levar para casa. Não é atoa que há na contra capa um textinho bilíngue fazendo as devidas apresentações. E o que temos nele é samba. Começa com o hino “Cidade Maravilhosa” cantada em coro, na sequencia vem Cauby Peixoto interpretando a marchinha “Rancho da Praça Onze”, de João Roberto Kelly e Chico Anísio. Do outro lado o samba corre solto nas duas faixas com o Cacique de Ramos. Disquinho interessante que vale a pena conferir no GTM.
 
cidade maravilhosa – coro misto
rancho da praça onze – cauby peixoto
sessão de ritmo – o cacique de ramos
água na boca – o cacique de ramos
 
 
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Luiza – Compacto (1965)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos! Olha só o disquinho que temos aqui… Uma autêntica raridade que até então eu não vi compartilhada em lugar algum. Até mesmo no Youtube vocês não encontravam. Agora, com certeza, logo vai estar lá, assim como boa parte do que publicamos aqui no blog acaba indo para lá. Mas quando a ideia é, além de ouvir, ver o disco, a capa e selo, só mesmo participando do Grupo do Toque Musical, Lá se pode baixar o arquivo completo. Mas, para quem não sabe, os links são temporários e não fazemos reposição. Portanto é bom sempre ficar ligado no que publicamos por aqui para não perder nada.
Então, temos aqui a cantora Luiza, que surgiu nos anos 60 como uma revelação da Bossa Nova. Gravou em 64 seu primeiro e único lp, um disco hoje consagrado, raro e que só a alguns anos atrás recebeu uma reedição em cd. O que fez o disco dela ser especial, além de sua belíssima voz e estampa foi o fato de ter sido nele que aparece uma primeira parceria de Dori Caymmi e Edu Lobo. O disco é recheado de compositores bossanovistas e dele participam vários, entre esses, Milton Nascimento e Wagner Tiso, em início de carreira. Para dourar mais a coisa, temos também a participação, arranjos e regências do maestro Moacir Santos. Daí se vê que Luiza estava com a bola toda. Embora vivendo intensamente as transformações musicais da época, tendo seu apartamento sempre bem frequentado por outros artistas, assim como Nara Leão, em seu apartamento, Luiza acabou seguindo carreira no magistério, se tornando professora, casou e foi ser dona de casa. Porém, ainda naqueles anos de efervescência da Bossa Nova, ela foi novamente requisitada para gravar este disquinho que é mesmo, em resumo, um compacto de suas apresentações ao lado do 3D Trio, em um espetáculo que eles faziam no Rio, no Teatro Princesa Isabel. Nele encontramos as composições, “Chuva”, de Durval Ferreira e Pedro Camargo e “Lenda”, de Marcos Valle e Luiz Freire. Os arranjos são de Antonio Adolfo. Este foi assim, seu também único compacto, hoje um disquinho ainda mais raro que o lp, pois nunca chegou a ser reeditado. Só mesmo no Toque Musical… Confiram no GTM.
 
chuva
lenda
 
 

Os Incríveis – Trabalho Em Paz (1976)

Bom dia a todos, amigos cultos e ocultos. De 1964 a 1985 vivemos no Brasil o período da ditadura militar. Tempos sombrios que só não chocou mais a nação porque essa, parece, sempre viveu uma relação de amor e ódio com as Forças Armadas. Infelizmente tem muita gente que acredita que militar é salvação, que a disciplina militar é o remédio e que o Brasil deve ser mesmo um quartel. O que essa parcela de gente não consegue enxergar é que não é a farda que faz um homem, não é a farda que faz uma pessoa honesta. Militar também erra e por sinal erra muito. Se você acredita que não existe corrupção nas Forças Armadas é por ser muito ingênuo. Até mesmo nas Igrejas essa praga mora, nas Evangélicas então, nem se fala… Enfim, isso é coisa de Brasil. O brasileiro é sua essência é um canalha e isso se evidencia  mais na classe média. Não é por acaso que boa parte desse povo votou num canalha e militar. E está aí, a boa merda que ele está fazendo e ainda com apoio da pior classe de brasileiros.
É dentro desse cenário, de ditadura e ufanismo que nosso lendário grupo de rock, Os Incríveis, viveu e sobreviveu até perceber que não dava mais para ficar passando pano para milicos. Esse conjunto de musiquinhas ufanistas patrocinado pelo governo militar fez mesmo muito sucesso. Aprendemos essas músicas num processo quase de osmose, quando isso era obrigatório em todas as rádios. Tocavam essas músicas para fazer o povo acreditar que estávamos crescendo, que o Brasil era um país maravilhoso… Sim, o Brasil é maravilhoso, o que fode são as pessoas que vivem nele.
Bom, enfim, o que temos aqui são quatro odiosos hinos da ditadura, pelo menos para mim. E daí, vocês me perguntam, qual a razão de eu estar postando isso então? Oras, convenhamos, se eu publicasse aqui apenas oque eu gosto este blog não seria assim. A proposta do Toque Musical é trazer a tona a produção fonomusical brasileira e nosso lema é escutar com outros olhos. Daí, cabe tudo em nosso espaço. E até porque, não desgosto dos Incríveis, não gosto é dessa ‘fase vexaminosa’, mas reconheço o talento dos rapazes 🙂 Vamos lá, vamos conferir… ditadura também é cultura (ou não?)
 
marcas do que se foi
pindorama
este é o meu brasil
este é um país que vai pra frente
 
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Sérgio Ricardo – The Crazy Cats – Ritmos Esso Em Samba & Twist (1963)

Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Olha só que disquinho interessante nós temos aqui… Este é um compacto promocional criado para a Esso, como brinde de fim de ano, no caso, o ano era  1964. Curiosamente, vamos encontrar neste 7 polegadas uma espécie de jingle interpretado de um lado por Sérgio Ricardo e do outro por um grupo de rock’n’roll, ou twist, The Crazy Cats. Ao que tudo indica, “Wadiya” é o nome original da música, um twist, conforme está no lado B. No lado A a mesma música em ritmo de bossa, samba, cantado por Sérgio Ricardo: “só Esso dá ao seu carro o máximo, veja o que Esso faz…” Imagino que essa musiquinha tenha também sido usada em alguma outra campanha publicitária da Esso. Está aí um disquinho que não poderia faltar aqui no nosso Toque Musical. Confiram essa raridade no GTM…
 
ritmos essa – sérgio ricardo
wadiya – the crazy cats
 
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Almir Saint-Clair (1967)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Entramos em março e para tanto vamos fazer deste o mês dos compactos. Ao longo de todo o mês irei trazer um disquinho de 7 polegada diferente. Já andei separando alguns e assim começa a nossa mostra de compactos.
Começamos com este compacto lançado pela RCA Victor, em 1976. Aqui temos o ator e cantor Almir Siqueira, que neste disquinho de estreia passa a se chamar ‘Almir Saint-Clair’. Ele gravou outros compactos pela Polydor e RCA Victor, mas este talvez tenha sido o de maior sucesso, quando então interpretou as versões de dois temas do Festival de San Remo de 1967, as músicas “Non Pensare a Me” e “Ciao Amore, Ciao). Almir Saint-Clair também trabalhou como ator no teatro e no cinema mas a partir dos anos 70 se tornou produtor cultural trabalhando com shows e espetáculos diversos. Nos anos 80 foi parar na Escola de Samba Império da Tijuca com puxador de samba, voltando anos depois a trabalhar com produção. Em 2003 gravou um cd em homenagem a Noel Rosa.
 
não pense em mim
tchau amor, adeus
 
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Fafá Lemos – Dó Ré Mi Fafá (1961)

Boa noite, meus caros amigos cultos e ocultos! Lá se foi o Natal, logo mais tem o Fim de Ano (graças a Deus!) e desta vez vamos seguir os protocolos, ou seja, vamos ficar em casa, ninguém sai, ninguém entra. Nada de festas e aglomeração, o momento é crítico e exige cuidados. Por favor, fiquem vocês também em casa, ainda temos muitos discos para conhecer e ouvir, ok?
Bom, finalizando nossas postagens dos últimos dias deste ano, tenho para hoje este lp do violinista Rafael Lemos Junior, mais conhecido como Fafá Lemos, lançado em 1961, pelo selo RCA Victor. Fafá já foi apresentado aqui no Toque Musical em outras oportunidades, tanto em discos solo como em grupo, no caso, o Trio Surdina, ao lado de Garoto e Chiquinho do Acordeon. Neste lp ele nos traz um repertório eclético, como era comum na época, misturando temas nacionais e internacionais. Porém, o que nos chama a atenção é a seleção nacional, onde podemos encontrar, por exemplo, músicas de Dorival Caymmi, Haroldo Barbosa, o bolero filho único de João Gilberto, “Ho-ba-la-lá” e ainda duas composições de autoria desse violinista. 
Tá aí… mais um disco bacana a encontrar o seu destino, aqui no Toque Musical, claro! 😉 Confiram no GTM…
 
the exodus song
fiz o bobão
ho-ba-la-lá
palhaçada
theme from the apartment
fiu, fiu
murmúrio
la novia
meu primeiro samba
never on sunday
roceira
rosa morena
 
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Canhoto E Seu Regional – Baiãomania (1956)

Olá, caríssimos amigos cultos e ocultos! Apareceu aqui em minhas mãos este lp de 10 polegadas de Canhoto do Cavaquinho (Frederico Tramontano). Confesso a vocês que nunca tinha visto ou ouvido este disco antes, foi uma bela surpresa que eu logo me pus a digitalizar para trazer aqui para o nosso Toque Musical. Segundo verifiquei, este é mesmo um disco raro e se for procurar no Mercado Livre ou Discogs, não leva por menos de 600 reais (loucura a especulação financeira do vinil hoje em dia). Mas, enfim, temos aqui Canhoto e Seu Regional, formado pelos violonistas Jayme Florence e Horondino Silva, Orlando Silveira no acordeom, Jorge Silva no pandeiro e Altamiro Carrilho na flauta. Segundo consta, o disco é de 1956. Lp de 10 polegadas trazendo o ritmo quente do momento, o Baião. São oito clássicos da música brasileira, seis autênticos baiões e dois choros em ritmo de baião. Disco gostoso demais de ouvir. Não deixem passar… 
 
maringá
juazeiro
baião
paraíba
kalú
delicado
que nem jiló
baião de dois
 
 
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Canhoto E Seu Regional – Noites Brasileiras (1958)

Boa tarde a todos, amigos cultos e ocultos! Para essa nossa terça feira eu trago um disquinho de 10 polegadas que é uma beleza. Temos aqui Canhoto e seu Regional. Frederico Tramontano, mais conhecido como Canhoto do Cavaquinho foi integrante do conjunto de Benedito Lacerda, no início dos anos 50. E é justamente deste grupo que nasce o seu Regional, formado pelos violonistas Horondino Silva e Jayme Florence, Orlando Silveira no acordeon, Carlos Poyares na flauta e Jorge Silva no pandeiro. Com essa mesma formação Canhoto estreia o programa “Noites Brasileiras”, fazendo muito sucesso na rádio Mayrink Veiga. Este disco nos apresenta exatamente um pouco do repertório que se ouvia na rádio nas noites de sexta-feira. Temos aqui os chorinhos, valsas, sambas e maxixes. E para essa gravação Canhoto e seu regional contaram com a participação de outros músicos e entre os quais, o Pedro (Sorongo) Santos, no ganzá. Está aí um disco precioso que a gente não pode deixar passar em branco. Vamos conferir no GTM…

carinhoso

ainda me recordo

clube xv

em que época

uma noite em sumaré

dorinha meu amor

flor do mal

até amanhã

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3 Do Rio (1968)

Boa noite, companheiros, amigos cultos e ocultos! Depois dos 6 de Samba, vamos agora com os 3 do Rio. Taí, um grupo vocal/instrumental dos mais interessantes surgidos nos anos 60. Eles foram um dos mais importantes grupos de bailes que atuaram pelo Brasil nas décadas de 60 e 70. Curiosamente, embora se chamasse 3 do Rio, eles na verdade eram de São Paulo. Quem foi jovem nos anos 60 e 70 em São Paulo há de se lembrar desse trio. Um grupo de multi-instrumentistas que sabiam fazer o espetáculo. Se apresentaram por muitos anos fora do país, depois, nos anos 70, de volta ao Brasil se tornaram um dos grupos mais requisitados de bailes, clubes e até cruzeiros em navios. Acredito que este tenha sido o primeiro disco deles, muito embora eu desconheça qualquer outro trabalho fonográfico que tenham realizado. Pelo pouco que pude recolher de informações, os 3 do Rio seguiram carreira até os anos 70. Trabalharam também com jingles e entre esses, um famoso foi aquele do banco Bamerindus (“O tempo passa, o tempo voa… e a poupança Bamerindus continua numa boa…”). Muitos aqui hão de lembrar. Pois é, não deixem de conferir, os 3 do Rio. E como se pode ver pela contracapa, o repertório é supimpa! 🙂

le telefon

recordar

guajiro

12th street rag

eu sei

china boy

seleção de sambas

les cactus

cumaco de san juan

the ballad of bonnie and clyde

alors tu comprendras

balla balla

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