No Mundo Do Samba Vol. 2 (1956)

Olá amigos cultos e ocultos! Este ano está realmente complicado para mim. Além do tempo sempre curto, me surgem também outros problemas como o meu computador central, que de uns tempos para cá resolveu apresentar defeitos. Depois de uma semana, consegui fazê-lo funcionar, mas a ‘inhaca’ continua. Se eu o desligar, dificilmente voltará a ativa. Assim, vou mantendo o bicho ligado até onde for possível ou enquanto não providencio outro computador. O chato disso tudo é ter que reinstalar os meus programas, alguns inclusive, nem rodarão numa versão mais nova do Windows. É quase como começar tudo de novo, saco…
Mas enquanto temos fôlego, vamos ao mergulho musical, de volta ao passado. Trago nesse início de madrugada mais um dos muitos lps de 10 polegadas lançado pela Musidisc, de Nilo Sérgio, Temos aqui o volume 2 da coletânea “No mundo do samba”, lançado em 1956. Entre os anos de 55 e 56 a gravadora publicou diversos títulos, inclusive a série “No mundo…” apresentando não apenas o samba, mas também o baião, o tango, a valsa e o bolero, como podemos ver na contracapa deste lp. Estão reunidos alguns artistas como o Leal Brito, Renata Fronzi, Trio Surdina e também Djalma Ferreira que aqui comparece em três faixas. Há também uma faixa com a gaúcha Horacina Corrêa, cantora que ficou famosa seguindo a linha e estilo de Carmem Miranda. Segundo informações, ela fazia na Argentina o mesmo sucesso que fez a Carmem nos ‘States’.
samba no perroquet – djalma ferreira
cabelos brancos / tu / feitiço da vila – leal brito
na madrugada – trio surdina
prometi – renata fronzi
corcovado – leal brito
quero ver você chorar – horacina correa
samba para americano – djalma correa
eu já não sei – djalma ferreira

Grandes Instrumentistas Brasileiros (1978)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Enquanto eu espero o transito melhorar, vou de uma vez já mandando bronca na postagem do dia. Vou inclusive voltar para casa ouvindo (na boa) este discão, hehehe…

Discão mesmo. Este é um daqueles álbuns que merece a nossa atenção. Trata-se, sem dúvida, de uma coletânea, mas como poucas, muito bem produzida. Um trabalho do pesquisador J. L. Ferrete que juntamente com a Gravadora Continental nos proporciona uma deliciosa mostra de interpretação de alguns dos maiores músicos instrumentistas brasileiros. Nomes bastante conhecidos do público e também outros que merecem ser lembrados. Pena este disco ser apenas um álbum simples. Merecia um duplo, ou triplo, quem sabe. Artista para isso é o que não falta. Mas nessas treze faixas podemos bem saciar (ou despertar) a nossa sede musical. Muitas das faixas, inclusive, já foram apresentadas aqui, em outros discos. Por serem tão geniais, vale a pena ouvir de novo. Pouparei vocês de maiores apresentações, essas cabem melhor ao produtor, J. L. Ferrete em seu texto na contracapa. Gostaria apenas de chamar a atenção para dois artistas, Garoto na guitarra havaiana interpretando o chorinho “Dolente” e Pereira Filho e seu violão elétrico guitarrando e arrasando em outro chorinho, “Edinho no choro”. Quem se liga em guitarra e guitarristas não pode deixar de ouvir isso…

doutor sabe tudo – dilermando reis

capricho nortista – edu da gaita e orquestra de alexandre gnattali

gorgulho – benedito lacerda

camundongo – waldir azevedo

imperial – abel ferreira e seu conjunto

edinho no choro – pereira filho e conjunto

maluquinho – andré penazzi

salões imperiais – jacob do bandolim

sincopado – sivuca

dolente – garoto

sonho – luiz americano e pereira filho

bicharada – djalma ferreira

pé de moleque – radamés gnattali

Djalma Ferreira – Bicharada (1978)

Muito bom dia a todos os amigos cultos e ocultos! Na semana que passou, tivemos em Belo Horizonte mais uma edição do Conexão Vivo de Música. Um evento que aconteceu no Parque Municipal, durante cinco dias, com dois palcos montados e shows direto, um atrás do outro, apresentando grandes nomes da nossa música, gente que está começando agora e também os veteranos. Neste festival houve espaço também para a Feira do Vinil e CD’s Independentes, onde diversos colecionadores e lojistas de discos estiveram vendendo e trocando suas raridades. Eu, na falta de tempo (e cabeça), acabei esquecendo de anunciar a feira aqui no blog. Mesmo assim, acredito que quem é atenado com música e estava na cidade, com certeza foi informado por  outros canais. Os shows foram um sucesso e a feira também. Quem esteve por lá não saiu com as mãos e os ouvidos vazios (no máximo o bolso). Vendi muitos discos e também comprei e troquei outros tantos. Está aqui um dos álbuns que comprei, uma coletânea do Djalma Ferreira, lançada em 1978 pela RGE Fermata. Nele encontramos os seus grandes clássicos. Músicas ao lado de seu conjunto Milionários do Ritmo, tendo Miltinho como o vocalista. Há também outras faixas extraídas de seus discos, lançados pelo selo Drink (que era do próprio Djalma) e RGE. Este disco fecha a discografia do artista, pelo menos no Brasil. Djalma Ferreira morreu em Las Vegas em 2004. Até os anos 80 visitou com frequência o Brasil, fazendo apresentações, restaurando para os saudosistas alguns momentos com seu antigo conjunto e, novamente, com Miltinho de ‘crooner’.

bicharada
lamento
se todos fossem iguais a você
meu lugar
murmúrio
samba do drink
penumbra
confissão
cheiro de saudade / café do brasil
garota do leblon
isabella
the breeze and i
nosso samba

Show (1953)

Olá, amigos cultos e ocultos! Aqui vai mais um disquinho que eu comprei do catador de papel. Alguns desses álbuns eu estou tendo, também, o prazer de conhecer e ouvir só agora. É o caso deste lp de 10 polegadas, um dos primeiros lançados pela Musidisc. Trata-se de uma coletânea, obviamente, de artistas da gravadora. Nomes como os que (quase) podemos ler na estampa da capa: Britinho; Léo Peracchi; Nuno Roland; Trio Surdina; Nilo Sérgio (cantando); Djalma Ferreira com Helena de Lima, que só aparece nos créditos do selo, a atriz Renata Fronzi como cantora e ainda a mexicana Elvira Rios. Realmente um show para a época. A qualidade da gravação é muito boa, comparada a de outras gravadoras naquele tempo. Porém, alguns arranhões e estalos são inevitáveis. São marcas de um disco com 58 anos de idade!

se eu morresse amanhã – renata fronzi
joaozinho boa pinta – trio surdina
volta – nuno roland
pensando em ti – leo peracchi
desencuentro – elvira rios
definição – nilo sergio
tarde demais – djalma ferreira e helena de lima
lilian – leal brito

Djalma Ferreira Com Orgão E Orquestra – Baile De Formatura (1963)

Olás! Depois de um sarau de poesias, vamos seguindo com outras curiosidades e raridades fonográficas. Daqui até o fim do mês não vou prometer nada, nem para mim mesmo. Estou com outras atividades importantes que irão me tomar todo o tempo e atenção. Não sei nem se vou conseguir manter o ritmo diário das publicações. Talvez eu apele para uma simples postagem a seco, na lata, como fazem a maior parte dos outros blogs. Peço a todos que tenham paciência quanto aos links vencidos. Depois que passar essa onda a gente volta a normalidade.
Para começar a semana, vamos com o Djalma Ferreira e seu “Baile de Formatura”. Este álbum é mais um dos diversos feitos pelo artista, através de seu selo Drink. Drink aliás, era também o nome de sua boate, que funcionou de 1954 a 1960. Por lá passaram diversos nomes, como Miltinho, Ed Lincoln, Silvio Cesar e Helena de Lima. Djalma, como Waldir Calmon, criou o seu próprio selo, lançando assim os seus discos e também os de artistas que se apresentavam em sua boate.
Em “Baile de Formatura”, um álbum de composições próprias e algumas parcerias, encontramos doze sambas ‘swingados’, maquiados ou com ‘gumex’ para um autêntico baile de formatura daqueles tempos. A orquestração fica por conta do Maestro Nelsinho. Disquinho bacana, podem conferir…

lamento
volta
samba no drink
fala amor
nosso samba
murmúrio
sambadin
recado
cheiro de saudade
foi a saudade
cansei
casa da loló

Djalma Ferreira E Seu Conjunto – Drinking (S/D)

Desculpem amigos, mas hoje eu estou meio travadão e preguiçoso, acho que é de tanto ouvir Dorival Caymmi. Mas, antes que o dia acabe e tudo termine, vou postar mais um disquinho só para embalar meu sono. Vamos dessa vez com o Djalma Ferreira e seu Hammond Solovox. Em alguns momentos este disco chega a me dar sono. Até o Miltinho cantando não vai me tirar dos braços de Morfeu. Vamos fazer o seguinte: vocês vão no ‘drinking’ que eu vou dormir… Comentários, valem inclusive as críticas sobre esses últimos ‘textículos’ (entendam como textos pequenos ou textos escrotos). Chega, vou dormir!

samba que eu quero ver
bicharada
caranaval
nosso samba
i love you samantha
i could have dance all night
casa da loló
quitandinha
samba no drink
cubanacan
beguin the beguin
love is a manu / splendored thing / i’ll be seing you