Momento Universitário II (1979)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Conforme informado e prometido, segue aqui a coletânea EMI – Odeon Momento Universitário. Este segundo disco acompanha a mesma linha, inclusive com alguns mesmos artistas. O volume dois saiu  em 1979 e da mesma forma deu ‘ibope’. Uma seleção também impecável e para uma coletânea, vendeu muito. Confiram mais esse toque…

resíduo – paulo cesar pinheiro
começar de novo – ivan lins
recado – luiz gonzaga jr
companheira – geraldo vandré
onze fitas – fátima guedes
palavras – nana caymmi
hino / mordaça – paulo cesar pinheiro, marcia e eduardo gudin
cordilheira – simone
vai meu povo luiz gonzaga jr
aos nossos filhos – ivan lins
terra plana – geraldo vandré
esse sol – fátima guedes
resíduo – paulo cesar pinheiro
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Nana Caymmi – Mudança Dos Ventos (1980)

Numa semana dedicada às cantoras, mesmo num limitado sete dias, ou sete postagens, eu não poderia deixar de fora uma das cantoras que eu mais aprecio, Nana Caymmi. Por certo, há dezenas ou centenas de grandes cantoras, umas até desconhecidas do grande público, que seriam as mais indicadas para a nossa mostra, mas não me contive ao desejo de ouvir e ter aqui no Toque Musical mais um belíssimo trabalho desta maravilhosa cantora.
“Mudança dos Ventos” foi lançado pela EMI-Odeon no ínicio dos anos 80. Felizmente, o que mudou foi só os ventos, pois a cantora aqui continua a mesma, senão melhor. Um excelente repertório, bons músicos, bons arranjos e boa produção. O grupo vocal Boca Livre participa do disco em duas faixas: “Meu bem querer”, de  Djavan e “Estrela da terra”, de Paulo Cesar Pinheiro e Dori Caymmi.
Este álbum, pelo que eu pude verificar, já foi bem divulgado em outros blogs. Possivelmente os amigos cultos e ocultos já o localizaram. Mesmo assim, como disse, não resisti a tentação. Além de ser um disco que eu gosto muito é um dos melhores trabalhos fonográficos lançados naquela bendita década. Tem que conferir…

mudança dos ventos
canção da manhã feliz
meu bem querer
pérola
meu silêncio
rama de nuvens
estrela da terra
de volta ao começo
fantasia (minha realidade)
mistérios
a mó do tempo
essas tardes assim

Nana Caymmi – Nana (1977)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Vamos retomando aos nossos encontros diários, muito embora ele recomeçe justamente quando também retorno ao trabalho. Daí, voltamos a rotina do corre corre. E eu sempre reclamando… hehehe…
Antes de tudo, porém, vou repassando a vocês um convite para participarem do grupo de discussão “Música dos Anos 60 e 70”. Quem gosta de música dessa época, tanto nacional quanto internacional, vai encontrar ali um reduto bem focado.
O disco de hoje é de uma das cantoras que eu mais gosto (sem redundâncias), Nana Caymmi. Não sei porque eu ainda não o havia postado. Hoje eu o faço, mais por um capricho. Não cheguei a verificar, mas acredito que o presente álbum já tenha sido bem divulgado na ‘blogosfera’. Quem ainda não o ouviu, sugiro que não perca a oportunidade. Um álbum lindo. Também com as mesmas características da postagem anterior, uma excelente cantora, um repertório fino e um grupo de músicos de apoio de tirar o chapéu. Participações especiais de Dorival Caymmi, Toninho Horta, João Donato, Novelli, Ivan Lins e outros no mesmo ‘naipe’. A direção e coordenação artística são de Dori Caymmi e Durval Ferreira. Confiram aí essa jóia 😉

dona olimpia
milagre
perdoa, meu amor
o que se sabe de cor
falam de mim
soneto à mamá
fingidor
cais
se queres saber
meu menino
não há lugar
modinha

A Música Em Pessoa (1985)

Olá! Hoje eu acordei com meus pensamentos na poesia de Fernando Pessoa. Sempre que penso neste poeta me recordo destes versos:
“Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já tem a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos.”
Diretamente isso não tem nada a ver com as minhas questões como blogueiro ou anunciação de alguma medida radical. Longe disso… Eu apenas recorro ao texto para abrir uma nova temática (ou sair dela) e ornamentar esta postagem que considero especial. Fernando Pessoa é um dos meus poetas prediletos. Sua mensagem me é sempre sinalizadora e aconselhadora.
O presente álbum é foi um projeto criado por Elisa Byington e Olivia Hime no sentido de celebrar o cinquentenário da morte do poeta. A idéia foi convidar alguns dos maiores nomes de nossa música e teatro para musicar e interpretar seus versos. O disco ficou realmente lindo e só pecou pelo fato de não ser um álbum duplo. Temos então os parceiros e os interpretes do grande poeta e seus principais heterônimos (Alvaro de Campos, Alberto Caeiro, Bernardo Soares e Ricardo Reis) confiram…

o rio da minha aldeia – alberto caeiro e tom jobim – tom jobim
segue o teu destino – ricardo reis e sueli costa – nana caymmi
glosa – fernando pessoa e francis hime – francis e olivia hime
meantime – f. pessoa e ritchie – ritchie
emissário de um rei desconhecido – f. pessoa e milton nascimento – eugênia melo e castro
pasagem das horas – álvaro de campos e francis hime – marcos nanini
meus pensamentos de mágoa – f. pessoa e edu lôbo – edu lôbo
livro do desassossêgo – bernando soares, olivia e edgar duvivier – olivia byington
saudade dada – f. pessoa e arrigo barnabé – arrigo barnabé
na ribeira deste rio – f. pessoa e dori caymmi – dori caymmi
cavaleiro monje – f. pessoa e tom jobim – tom jobim
o menino da sua mãe – música de francis hime e intrepretação de marília pêra
quem bate à minha porta – f. pessoa e arrigo barnabé – vânia bastos
cruzou por mim, veio ter comigo numa rua da baixa – música de nando carneiro
interpretação de jô soares

Nana Caymmi – Renascer (1976)

Hoje serei breve, pois o bicho tá pegando aqui para o meu lado. Vamos ao que interessa.
Nana Caymmi dispensa maiores apresentações. Uma das maiores intérpretes da nossa MPB. Refinada e de voz inconfundível, ela esbanja talento. “Renascer” é um de seus melhores trabalhos, com composições escolhidas a dedo como podemos verificar logo a baixo. Este disco foi relançado em cd em 1980, hoje se tornou uma obra rara.
mãos de afeto
boca a boca
codajás
sacramento
a dor a mais
sodade, meu bem, sodade…
desenredo
dupla traição
branca dias
pois é
tati a garota
aperta outro