Virtuose (1977)

Boas noites, meus prezados amigos cultos e ocultos! Vai a saudação no plural para valer pelos dias faltosos. Desculpem, mas o tempo, a cada dia que passa vai ficando mais escasso.  Porém, sempre que possível vamos renovando as postagens.
Hoje eu estou trazendo uma curiosa coletânea. Mais um daqueles discos promocionais, feito por encomenda e certamente, com tiragem limitada. Trata-se de um box com dois lps, produzidos para a AEG-Telefunken do Brasil S.A., reunindo alguns de nossos melhores violonistas. Um encontro em disco inusitado e quase tão improvável quanto as coletâneas que fazemos por aqui. Digo isso pelo fato de que a Telefunken foi quem cuidou da pós produção de seu brinde. Criou uma coletânea com gravações de artistas do selo Continental e RCA Victor. Em outras palavras, colocaram na caixa um lp com selo RCA e outro da Continental. Temos no disco da Continental Dilermando Reis, Rago, Paulinho Nogueira e Poly. No disco da RCA temos os Índios Tabajaras, Baden Powell e Sebastião Tapajós. Ainda sobra espaço para o violonista inglês Julian Bream interpretando duas peças de Villa-Lobos. É, sem dúvida, uma coletâneas de excelentes fonogramas, gravações originais extraídas de outro discos. Traz também encartes e livreto contando a história do violão. Muito bacana. Vale uma conferida

fantasia – improviso op. 66, de chopin – índios tabajaras
valsa das flores – quebra nozes op. 71, de tchaikovisky – índios tabajaras
dança ritual do fogo, de manuel de falla – índios tabajaras
recuerdos de la alhambra – índios tabajaras
valsa n. 7 op.64 n. 2, de chopin – índios tabajaras
o vôo do besouro – índios tabajaras
valsa n. 6 op.64 n. 1, de chopin – índios tabajaras
prelúdio n. 2, de villa-lobos – julian bream
schottisch-choro, de villa-lobos – julian bream
allegro sinfônico – sebastião tapajós
carinhoso – dilermando reis
adda – poly
bachianinha n. 1 – paulinho nogueira
despertar da montanha – dilermando reis
violão no samba – luiz bonfá
xv de julho – poly
caxinguelê – dilermando reis
vê se te agrada – dilermando reis
zelão – paulinho nogueira
odeon – poly
uma valsa dois amores – dilermando reis
tenebroso – rago
da cor do pecado – paulinho nogueira
marcha dos marinheiros – dilermando reis
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Dilermando Reis – Presença De Dilermando Reis (1962)


Boa noite, meus prezados amigos cultos e ocultos! Aqui vai um disco que certamente irá agradar aos garimpeiros de plantão. Temos para hoje este álbum do violonista Dilermando Reis, lançado em 1962, pela Continental. Nele encontraremos um repertório quase todo autoral. Diferente de outros discos do artista, neste ele vem acompanhado por Radamés Gnatalli e sua orquestra, que dá ao trabalho um caráter ainda mais amplo, deixando Dilermando mais como um solista da orquestra. Participa também o organista e compositor Steve Bernard, figura muito citada na Rede, mas eu mesmo não encontrei nada sobre ele. Me parece, pelo nome, que era um músico estrangeiro que teve passagem pelo Brasil, suponho eu. Confiram aí este lp e se alguém souber, esclarece aqui quem foi esse Steve Bernard. Fiquei curioso

recordando malaguña
presença
uma valsa, dois amores
torna a sorriento
fingimento
sob o céu de brasília
no tempo do vovô
tempo de criança
chuvisco
rosita
mágoas de africano
xodó da bahia
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Dilermando Reis – Volta Ao Mundo (1959)

Boa noite a todos! Hoje eu recebi uma notícia chata. Não sei nem se deveria comentar isso aqui, porém, fiquei incomodado e pesaroso. Há coisa de umas duas semanas faleceu um de nossos visitantes cultos (e também oculto). Uma pessoa que foi a responsável pela criação deste novo blog, a versão Toque Musical independente. Foi ele quem me deu todas as coordenadas e todo o apoio técnico necessário para chegarmos até aqui. No momento ele estava procurando um ‘player’ ideal para tocarmos a programação da nossa pretensa rádio. Eu havia até mandado para ele novas músicas para completarmos os blocos de programação. Achei estranho ele demorar tanto para me responder. Deixei passar duas semanas e agora recebo essa triste notícia através de um e-mail respondido pela viúva. Que chato, que pena… Felizmente ele me deixou relativamente preparado para encarar sozinho a empreitada. Vamos ver se eu consigo. Se não der, lá para o próximo ano o Toque Musical deve voltar às origens. Sem um apoio técnico fica complicado…

Em homenagem ao meu amigo, eu hoje vou postar um disco do Dilermando Reis. Um álbum onde o violonista interpreta músicas de diferentes lugares do mundo. Um verdadeiro passeio musical por diversos países. No violão e arranjos do mestre essas melodias ganham um sabor ainda mais especial.

Olha aí Bira, este é para você! Tá tudo certo, eu entendi o recado…  🙁

na baixa do sapateiro (brasil)

ausência (paraguai)

la despedida (chile)

milongueiro del ayer (argentina)

estrelita (méxico)

an affair to remember (usa)

love is a manu splendored thing (usa)

dança nº 5 (espanha)

comme prima (itália)

amoureuse (frança)

uma noite em haifa (israel)

jalousie (finlândia)

olhos negros (rússia)

duas guitarras (rússia)

Grandes Instrumentistas Brasileiros (1978)

Boa noite amigos cultos, ocultos e associados! Enquanto eu espero o transito melhorar, vou de uma vez já mandando bronca na postagem do dia. Vou inclusive voltar para casa ouvindo (na boa) este discão, hehehe…

Discão mesmo. Este é um daqueles álbuns que merece a nossa atenção. Trata-se, sem dúvida, de uma coletânea, mas como poucas, muito bem produzida. Um trabalho do pesquisador J. L. Ferrete que juntamente com a Gravadora Continental nos proporciona uma deliciosa mostra de interpretação de alguns dos maiores músicos instrumentistas brasileiros. Nomes bastante conhecidos do público e também outros que merecem ser lembrados. Pena este disco ser apenas um álbum simples. Merecia um duplo, ou triplo, quem sabe. Artista para isso é o que não falta. Mas nessas treze faixas podemos bem saciar (ou despertar) a nossa sede musical. Muitas das faixas, inclusive, já foram apresentadas aqui, em outros discos. Por serem tão geniais, vale a pena ouvir de novo. Pouparei vocês de maiores apresentações, essas cabem melhor ao produtor, J. L. Ferrete em seu texto na contracapa. Gostaria apenas de chamar a atenção para dois artistas, Garoto na guitarra havaiana interpretando o chorinho “Dolente” e Pereira Filho e seu violão elétrico guitarrando e arrasando em outro chorinho, “Edinho no choro”. Quem se liga em guitarra e guitarristas não pode deixar de ouvir isso…

doutor sabe tudo – dilermando reis

capricho nortista – edu da gaita e orquestra de alexandre gnattali

gorgulho – benedito lacerda

camundongo – waldir azevedo

imperial – abel ferreira e seu conjunto

edinho no choro – pereira filho e conjunto

maluquinho – andré penazzi

salões imperiais – jacob do bandolim

sincopado – sivuca

dolente – garoto

sonho – luiz americano e pereira filho

bicharada – djalma ferreira

pé de moleque – radamés gnattali

Dilermando Reis – Dilermando Toca Pixinguinha (1988)

Boa noite, amigos cultos, ocultos e associados! A lista de solicitações de novos links vem crescendo a cada dia. Por mais que eu venha postado uns três por dia, ainda assim a lista só vem crescendo. O jeito é mesmo esperar até que eu chegue naquele que você solicitou. Enquanto isso, melhor mesmo é ir curtindo a postagem diária. Sempre uma velha boa nova.

Hoje teremos um disco exemplar, para valer a semana (se é que ainda não valeu). Que tal ouvirmos a música de Pixinguinha na interpretação impecável de Dilermando Reis? Não preciso nem dizer mais nada, não é mesmo? Estas gravações são da década de 60 e foram relançadas em vinil em 1988 pelo selo Phonodisc. Vou ficar aqui esperando para ver quem vai pedir primeiro.

carinhoso

lamentos

cheguei

ingênuo

cinco companheiros

vou vivendo

naquele tempo

chorei

cochichando

segura ele

urubatan

proezas do solon

Dilermando Reis – Melodias Da Alvorada (1960)

Muito bom dia, amigos cultos, ocultos e associados! Finalmente, após uma pausa de quase 30 dias, aqui estou eu de volta! Minha ideia era a de voltar só em agosto, mais exatamente no dia 30 de julho, quando então o Toque Musical completa 5 anos de atividades. Porém, devido às circunstâncias em que eu me encontro, com mais uns quinze dias de licença médica, achei por bem ocupar esse tempo me dedicando ao blog e sua nova versão. Como todos já sabem, estamos agora em um espaço independente. Não há mais perigo do blog sair do ar (ou da rede), somente se no fim do ano eu deixar de pagar a conta. Mas isso não vai acontecer, o TM vai vingar, nem que eu precise passar o chapéu e recolher algumas contribuições (hehehe…)

Estamos inaugurando o novo Toque Musical, mas vamos deixar as comemorações para o dia do aniversário. Quem tem em seu computador uma tela ‘widescreen’ poderá visualizar plenamente a nova face do blog e verá também a citação aos 5 anos. Contudo, o que mais importa é que estamos de volta e eu garanto, vai ter muito coisa boa rolando. Para começar, e não por acaso, escolhi este disco do violonista Dilermando Reis, “Melodias da Alvorada”. Tem tudo a ver com a ocasião, a alvorada, o renascimento do Toque Musical. Este álbum me foi presenteado pela frequentadora, amiga culta, Maria Ignez, a quem eu mais uma vez agradeço o carinho. 

Temos assim, Dilermando Reis interpretando dez belíssimas melodias dirigidas a uma nova era. Uma homenagem à nova Capital Federal, a então recém inaugurada cidade de Brasília. E não poderia ser outro o artista, Dilermando era amigo íntimo do Presidente Juscelino. Acompanhou JK em serenatas e foi deste até professor de violão. Neste álbum, lançado pela Continental em 1960, teremos o prazer de ouvir temas escolhidos, literalmente a dedos, sendo em sua maioria composições do próprio Dilermando. A este disco caberia um pouco mais de informações e história, mas vou deixar essas por conta dos comentaristas, afinal uma boa (ou má) postagem se faz de comentários, principalmente quando são complementares.

 

lembro-me ainda

despertar da montanha

canção para alguém

sons de carrilhões

sons de carrilhões

oiá de rosinha

abandono

quando os olhos falam

caxinguelê

exaltação à brasília

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Antenógenes Silva, Edú Da Gaita, José Menezes, Waldir Azevedo E Dilermando Reis – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 22 (2012)

Easy listening tupiniquim da melhor qualidade. É o que nos oferece esta vigésima-segunda edição do Grand Record Brazil, apresentando instrumentistas brasileiros que deixaram sua marca em nossa música popular.Começamos com um autêntico mago do acordeão: Antenógenes Silva (1906-2001), mineiro de Uberaba. Ele também exerceu profissões paralelas: comerciante de queijos e químico industrial, tendo sido fundador, no Rio de Janeiro, do Laboratório Creme Marcília, que existe até hoje. Os discos de Antenógenes, quando cantados (gravou com muitos intérpretes, tais como Gilberto Alves, Alcides Gerardi e Jamelão), traziam seu nome em destaque, aparecendo embaixo do de quem cantava, tamanho era seu prestígio popular. Da extensa discografia de Antenógenes, foi escalado para esta edição o disco Odeon 11739, gravado em 19 de junho de 1939 e lançado em julho seguinte, com duas valsas adaptadas por ele próprio. Abrindo o disco, a matriz 6113 apresenta a tradicional “Saudades de Ouro Preto”, gravada e regravada por inúmeros intérpretes, entre eles outro sanfoneiro, o grande Luiz Gonzaga (de quem Antenógenes, aliás, afinava ocasionalmente a sanfona, conforme revelou em entrevista a um programa de rádio). No verso, matriz 6114, vem “Saudades de Uberaba”, de autoria de Oscar Louzada, cuja primeira gravação foi feita ainda na fase mecânica pelo Grupo Vienense, em 1917. O acompanhamento em ambas as faixas é do violonista Rogério Guimarães.Em seguida, aquele que sem dúvida foi o maior virtuose da gaita que o Brasil já teve: Eduardo Nadruz, aliás, Edu da Gaita (Jaguarão, RS, 1916-Rio de Janeiro, 1982). Ele aqui aparece com “Capricho nortista”, uma seleção de baiões compostos por Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, numa época em que o baião estava no auge do sucesso. Saiu pela Continental em maio-junho de 1950, ocupando os dois lados do 78 rpm 16192, matrizes 2259 e 2260. O arranjo e a regência do acompanhamento de cordas são de Alexandre Gnattali, irmão de Radamés.Trazemos depois o multi-instrumentista José Menezes de França, cearense de Jardim, nascido em 6 de setembro de 1921. O disco aqui apresentado é o Sinter 00.00-053, lançado em meados de 1951, em que Menezes executa seu cavaquinho à frente de seu conjunto e com a participação ao clarinete de outro grande instrumentista brasileiro, Abel Ferreira. Abrindo o disco, matriz S-107, o choro “Encabulado”, do próprio Menezes em parceria com Luiz Bittencourt, então diretor artístico da Sinter. No verso, matriz S-108, o clássico “De papo pro á”, de Joubert de Carvalho, em ritmo de baião, e lançado em 1931 por Gastão Formenti, com letra de Olegário Mariano. José Menezes, nos anos 1960, criou a orquestra dos Velhinhos Transviados, que tocava músicas atuais com arranjos antigos e vice-e-versa, lançando mais de 15 LPs.O nome seguinte é uma autêntica referência quando se fala em solistas de cavaquinho: Waldir Azevedo (Rio de Janeiro, 1923-São Paulo, 1980). Autor e intérprete de choros que marcaram época (como “Brasileirinho”, “Carioquinha”, “Pedacinhos do céu”, “Vê se gostas” e “Amigos do samba”, além do baião “Delicado”, hit internacional), Waldir aqui comparece com o disco Continental 16428, gravado em 27 de junho de 1951 e lançado entre julho e setembro do mesmo ano. No lado A, matriz 2635, Waldir sola o tango “Jalousie”, clássico de autoria do dinamarquês Jacob Gadé, composto em 1925 e sucesso instantâneo em todo o mundo. No verso, matriz 2637, o choro “Camundongo”, do próprio Waldir em parceria com o pandeirista Risadinha, então músico do conjunto do notável cavaquinista.E, para encerrar com chave de ouro, um violonista que também é referência obrigatória: Dilermando Reis (Guaratinguetá, SP, 1916-Rio de Janeiro, 1977). Ele manteve durante anos na lendária Rádio Nacional carioca o programa “Sua majestade, o violão”, além de ter dado aulas de seu instrumento a Juscelino Kubitschek de Oliveira, quando este era presidente do Brasil. Dilermando, um autêntico mago do violão, comparece aqui com duas gravações Continental: do disco 17522-A, lançado em janeiro-fevereiro de 1958, matriz C-4075, ele sola sua valsa “Se ela perguntar”, que fora sucesso em 1952 na voz de Carlos Galhardo, com letra de Jair Amorim. E do 78 de número 17604-A, lançado em novembro-dezembro do mesmo ano, matriz 12154, ele apresenta a canção (na verdade, um estudo em mi) “Romance de amor”, de autoria controvertida. Nesse disco, aparece como autor o nome de outro violonista e guitarrista, Vicente Gómez (Madri, Espanha, 1911-Los Angeles, EUA, 2001). Outras fontes atribuem a paternidade de “Romance de amor” a um misterioso Antonio Rovira, de biografia desconhecida, provavelmente um pseudônimo (fala-se até que ele nunca existiu). Ambas as faixas também saíram no LP “Sua majestade, o violão”, o segundo de Dilermando e o primeiro no formato-padrão de doze polegadas. Enfim, uma primorosa edição do GRB, para aqueles que sabem o que é bom e apreciam a arte de nossos maiores músicos. Não deixe de ouvir e guardar! 



*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Dilermando Reis (1969)

Olá, amigos cultos e ocultos! A partir deste ano começarei a incluir na postagem, além da ilustração da capa, a contracapa também. Acredito que assim, a postagem ficará mais completa, muitas vezes complementando as informações de apresentação do disco. Eu já devia ter tomado essa decisão logo que iniciei o blog. Mas, como toda a ‘construção’, é ao longo do tempo que os detalhes vão se definindo. Na medida do possível, também irei renovando as antigas postagens, incluindo assim as suas contracapas.

Como vemos, aqui está o Dilermando Reis em mais uma postagem de primeira mão. Temos neste álbum, lançado em 1969 pela Continental, um repertório quase todo autoral. Mas também há espaço para Zequinha de Abreu, Pixinguinha, Ernesto Nazareth e outros. Entre tantas faixas interessantes, “Sobradinho” é uma música que sempre me chamou a atenção. Acredito que no momento da criação, Dilermando estava com outro maxixe famoso na cabeça, o dificílimo “Sons de carrilhões”, de João Pernambuco. Reparem como as duas músicas trazem algo em comum
além do virtuosismo e beleza. Disção, podem conferir… 😉
ondas do danúbio
polquinha do zé
coração que sente
contra tempo
tardes em lindoia
aquela saudade
rosa
sobradinho
pituchinha
machucando
choro pra claudinha
rosas de outono

Dilermando Reis – Sua Majestade O Violão Vol. 2 (1960)

Bom dia, amigos cultos e ocultos! Daqui a pouquinho eu estarei indo para Tiradentes. Começa hoje o Festival Foto Em Pauta, um evento cheio de atrações que vai até o dia 27 deste mês. Eu pretendo ficar por lá somente até domingo. Nesse meio tempo, nossas postagens poderão ficar prejudicadas, caso eu não encontre tempo ou condições para fazê-las. A de hoje também está sendo montada meio que de última hora. Tive que recorrer às minhas reservas ‘de gaveta’ e creio que por lá também terei que fazer a mesma coisa, pois não houve tempo de preparar novos discos. Este do Dilermando Reis, por exemplo, ainda faltava dar uma ‘garibada’, uma tratada no som. Embora o vinil esteja aparentemente impecável, sem arranhões visíveis, há nele algumas faixas com leves defeitos (de fábrica), os quais eu ainda pretendia corrigir, ou pelo menos amenizar. Isso vai ficar para depois. Em outra oportunidade farei a substituição das faixas defeituosas, bastando apenas encontrá-las em outro disco, o que não parece assim tão fácil.

“Sua majestage o violão – Volume 2” é um disco, talvez, mais difícil de achar que o primeiro volume. Este, inclusive, eu já vi em diversos blogs, mas o segundo ainda é raridade.
Neste álbum, temos a continuação do que foi visto no primeiro, ou seja, uma seleção de músicas extraída de seus discos de 78 rpm. Um misto de composições autorais, temas nacionais e internacionais. Vou deixar os complementos e informações adicionais por conta de vocês. A turma lá em baixo já está buzinando, me esperando para o ‘pé na estrada’. Vão daí que eu vou daqui… 😉
se tu partais – johnny guitar
dança chinesa
toada da saudade
mattinata
mágoas de um violão
tu e eu
fascinação
rosita
la paloma
terra sêca
sonho de boneca
oiá de rosinha

Dilermando Reis – Saudades De Ouro Preto (1968)

Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Hoje eu vou atender à um pedido que me foi feito a quase um ano atrás. Na época, realmente não foi possível, pois o disco que eu tinha estava em péssimo estado e em se tratando de música instrumental, solo de violão e principalmente sendo o Dilermando Reis, seria um pecado apresentá-lo nessas condições. Por outra, acho que não me preocupei mais porque acreditei que este lp, lançado em 1968 pela Continental, fosse uma coletânea. Ainda suspeito que sim, pois muitas das músicas contidas nele, Dilermando já havia gravado nos anos 50. Como não tive tempo para ouvir e comparar versões, deduzo que sejam as antigas gravações. Vou deixar essas questões para os comentários de vocês. Para variar, estou um pouco atrasado e como já dizia minha velha tia, ‘cheio de costuras’. Confiram e comentem…

saudade de ouro preto
se ela perguntar
amando sobre o mar
soluços
mágoas de um violão
saudade de matão
minha saudade
rapaziada do braz
dois destinos
flor de aguapé
uma valsa e dois amores
valsa da despedida

Dilermando Reis – Junto A Teu Coração (1964)

Bom dia de natal, amigos cultos e ocultos. Ontem, na segunda postagem do dia eu reuni quatro discos do Jograis de São Paulo, num pacote especial de poesia e música, trazendo Fernando Pessoa, poetas brasileiros, poemas de natal e um raro momento do quinteto poético cantando bossa nova. Espero que vocês tenham gostado.

Ainda em clima natalino, temos para hoje este belíssimo disco do violonista Dilermando Reis. Um álbum apaixonado, suave e com uma seleção literalmente escolhida a dedo pelo instrumentista. “Junto a teu coração” foi mais um dos muitos e ótimos discos que o violonista gravou na década de 60, período onde através da melhoria na qualidade técnica e fonográfica, gravações de solistas de violão puderam ser melhor apreciada. Na fase do lp Dilermando gravou mais de trinta discos. A partir dessa época também começou a mostrar mais a sua faceta de ‘acompanhador’ de cantores com apenas um violão, mesclando na canção os seus solos.
Taí um disco bom de se ouvir no dia de hoje e no almoço de Natal 🙂

junto a teu coração
prenda minha
noites del uruguay
canção gaúcha
fim de festa
limpa banco
domingo em madrid
lágrimas de virgem
suave é a noite / exodus /moon river
caboclinho
elegie
alma sevillana

Francisco Petronio & Dilermando Reis – Uma Voz E Um Violão Em Seresta (1962)

Olá! Hoje estou tendo que recorrer aos meus ‘álbuns de gaveta’, pois longe da central e sem um notebook (que eu odeio), minha opção é meia hora num único e lotado ‘cyber café’ (que eu odeio também). Eu vou ser rápido, porque já tem gente na fila de espera.

Existem discos que tiveram tão boa aceitação do público que seus autores continuaram na saga do sucesso, lançando seguidos volumes. Este é o caso de “Uma voz e um violão em serenata”, gravado em 1962 por Dilermando Reis e o então “novato” Francisco Petrônio. Este álbum, na verdade, seria o primeiro lp de Francisco Petrônio. Cantor de sorte e muito talento. Tornou-se conhecido como o “rei do baile da saudade” e se deu bem ao lado do gigante Dilermando. Desta união e mantendo a mesma ‘formula’, chegaram até ao volume 7. O repertório, bem apropriado, reúne valsinhas clássicas e canções como “Se ela perguntar”, de Dilermando Reis e Jair Amorim, “Ave Maria”, de Erotides de Campos e a canção “Chão de estrelas”, de Orestes Barbosa. Tem mais… confiram… 🙂
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se ela perguntar
cabelos cor de prata
chão de estrelas
ave maria
malandrinha
meu romance
rapaziada do bráz
arrependimento
vidas mal traçadas
tardes em lindóia
amando sobre o mar
saudade de ninguém

Dilermando Reis & Radamés Gnatalli – Concerto N.1 Para Violão E Orquestra (1976)

Quando se fala de violonista, um nome que a gente nunca esquece é o de Dilermando Reis. Violonista literalmente de ‘mão cheia’, tocava de todos os gêneros e muito bem. Foi um dos instrumentistas que mais popularizou o violão no país.
“Concerto N.1” é uma peça de Radamés Gnatalli dedicada ao grande violonista. Aqui temos o prazer de ouví-lo como solista, sendo Radamés o regente da orquestra. O disco é datado de 1976, mas me parece que o “Concerto N.1” é do início de 70. No lado B do disco, anda com o maestro, encontramos obras de Lorenzo Fernandez, Guerra Peixe, Villa Lobos, Heckel Tavares e Agostin Barrios. Taí, um lado mais erudito de Dilermando. Espero que gostem 🙂
concerto n.1 para violão e orquestra
velha modinha
ponteado
choro n.1
ponteio
la catedral

Dilermando Reis – Solista De Violão (1956)

Um dos contadores de acesso mais completos e interessantes que conheço é o NeoCounter. Instalei ele em agosto do ano passado e até então eu não havia tido problemas. Mas como sempre, tudo que é ‘free’, acaba se tornando um investimento inseguro. Meu velho contador NeoCounter, acho que foi pro saco (que saco!). Dessa foram me vi obrigado a recorrer a um contador alternativo. Vamos ver no que dá…
Hoje temos aqui um outro instrumentista, desta vez das cordas, o violonista e compositor Dilermando Reis. Neste álbum, de 56 ele, temos um repertório rico em suas oito faixas, que por certo irá agradar não apenas os ‘tocadores de violão’, mas todo um publico que sabe dar o valor à um dos nossos melhores artista do violão. Espero que todos apreciem este mini-lp como o fizeram com a mesma sêde em um outro postado aqui.

sons de carrilhões
abismo de rosas
magoado
noites de lua
adelita
tristesse
sonata ao luar
ruas de hespanha

Dilermando Reis / Waldir Azevedo – Os Grandes Solistas (1981)

No embalo do violão do Dilermando, me lembrei deste outro disco, um ‘meio-a-meio’ com Waldir Azevedo o ‘bam-bam-bam’ do cavaquinho. Uma pequena amostra de dois grandes instrumentistas das cordas. Infelizmente não se trata de uma gravação em conjunto, um lado é do Dilermando o outro do Waldir. Pela capa também se pode perceber isso através da relação das músicas que cada um executa. Por esta mesma razão, não vou me dar ao trabalho de indicá-las a baixo como de costume. Gostaram do toque do dia? Que tal um comentário? Tá valendo em qualquer idioma, dialetos – mesmo os mais arcáicos e improváveis! Acho que estou merecendo, não?

Dilermando Reis – Homenagem A Hernesto Narazeth (1973)

Aqui é assim, pediu eu corro atrás, se achar tá no Toque Musical. Assim, atendendo ao pedido aqui está o tão procurado Dilermando Reis. Realmente, este disco é fabuloso. As composições de Hernesto Nazareth são obras primas da música brasileira e se tornam ainda mais belas ao violão deste grande instrumentista. Dilermando é considerando um dos maiores violonista brasileiros e reconhecido mundialmente. Ele também foi um grande compositor, tendo deixado uma obra imensa e bem variada em estilos, mas principalmente de valsas e choros.

odeon
favorito
tenebroso
brejeiro
floreaux
escorregando
apanhei-te cavaquinho
escovado
ouro sobre prata
bambino
espalhafatoso
chiclete club