Los 13 Soñadores – Amor… Love… L’Amour (1963)

O TM oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados mais um precioso álbum do selo Plaza, de Henrique Gandelman, do qual  já postamos outros títulos anteriormente. Desta vez, trata-se de um disco essencialmente romântico, a começar pelo título: ”Amor… Love… L’amour”, lançado em 1963 pelo grupo (ou orquestra?) Los 13 Soñadores. Por certo, este foi o único LP deles. Nas doze faixas deste trabalho, encontraremos verdadeiros hits românticos, tanto de ocasião quanto mais antigos, executados em ritmo de bolero, que, como já sabemos, é um gênero sempre muito apreciado, sobretudo em países latino-americanos, como o Brasil. Trabalhos como “Maria” (do filme “West Side Story”, no Brasil, “Amor, sublime amor”), “I’ve got you under my skin”, “Tender is the night” (o famoso “Suave é a noite”, do filme de mesmo nome), “Always in my heart” (ou seja, “Sempre no meu coração”, de outro filme famoso), “L’hymne a l’amour” (de Edith Piaf), “On the street  where you live” (de “My fair lady”, musical da Broadway que curiosamente só foi para as telonas um ano mais tarde), “Non dimenticar”, “Ansiedad” e duas faixas mesclando temas eruditos, “Amor.. Love… L’amour”, que dá título ao álbum, e “Guitarras & romance”, que o encerra, são apresentadas bem na medida para aqueles que gostam de dançar “coladinho”, ou então para aqueles que só desejam ouvir, de preferência à noite, ao lado de quem a gente gosta. Tudo isso com o invejável padrão técnico e artístico que eram a marca registrada dos lançamentos da Plaza Discos, tanto que este álbum foi lançado nas versões mono e estéreo.  Afinal, como diz a contracapa, o amor sempre foi inesgotável tema de poesias e canções, como as aqui incluídas. Portanto, aproveitem o “super áudio” deste disco, amigos: afinal de contas, o amor está no ar!

maria
i’ve got you under my skin
amor amor
all the things you are
l’hymne à l’amour
amor love l’amour
non dimenticar
always in my heart
ansiedad
tender is the night
on the stree where you live
guitarras e romance

*Texto de Samuel Machado Filho

Plaza Sensacional – 14 Sucessos (1963)

O Toque Musical oferece a seus amigos cultos, ocultos e associados mais um álbum do selo Plaza Discos, gravadora  idealizada e dirigida por Henrique Gandelman, advogado, maestro, violonista e pai do notável saxofonista Léo Gandelman.  Apresentamos , desta vez, um  “the best of” da Plaza, ou seja, uma compilação que foi editada em 1963, reunindo 14 faixas extraídas de LPs lançados anteriormente por essa marca, na execução de seis conjuntos e orquestras de seu cast. O interessante é que, na contracapa, aparecem os LPs de que as gravações foram extraídas, com a relação completa das faixas,  e, em negrito, as que foram escolhidas para esta compilação. Se não, vejamos: do álbum “Beguine solamente beguine”, da Orquestra Serenata Tropical (já postado aqui no TM), escolheram-se as faixas “Nunca aos domingos” e “La violetera”. Outras faixas com essa orquestra (regida pelo idealizador da Plaza, Henrique Gandelman) aqui incluídas são: “El manisero”, “Vereda tropical” (do LP “Rumbas solamente rumbas”) , “El reloj” e “Perfume de gardênia” (de “Boleros solamente boleros”). Os Saxsambistas Brasileiros comparecem aqui com três clássicos: “Tico-tico no fubá”, de Zequinha de Abreu, “Na Baixa do Sapateiro”, do mestre Ary Barroso, do álbum “Percussão em festa” (também já postado aqui no TM) e o jobiniano “Samba de uma nota só”, do LP “Saxsambando”. A Orquestra Rio de Janeiro vem com outro samba clássico de Tom Jobim, “A felicidade”, em gravação originalmente lançada no LP “Velhas ideias novas (Trinta anos de samba)”. O Billy Parker Septet nos apresenta sua versão para o clássico “The man I love”, dos irmãos Gershwin, extraída do álbum “It’s latin now”. Os Populares e seu Ritmo aqui interpretam o tema folclórico “Meu limão, meu limoeiro”, originalmente do LP “Dance conosco – As músicas que todo o Brasil canta”. Por último, a Banda Real de Momo revive a divertida marchinha “Touradas em Madri”, que gravou para o álbum “Carnaval em marcha”.  Enfim, uma compilação que reúne alguns dos melhores momentos dos álbuns da Plaza Discos, que então representavam, como dizia seu slogan, “o melhor repertório gravado em alta fidelidade”. E o disco faz jus ao título: é mesmo “Sensacional”!  Ouçam e constatem…

nunca aos domingos – orquestra serenata tropical
na baixa do sapateiro – os saxsambistas brasileiros
el manisero – orquestra serenata tropical
menina moça – os saxsambistas brasileiros
el reloj – orquestra serenata tropical
a felicidade – orquestra rio de janeiro
the man i love – the billy parker septet
la violetera – orquestra serenata tropical
samba de uma nota só – os saxsambistas brasileiros
vereda tropical – orquestra serenata tropical
tico tico no fubá – os saxsambistas brasileiros
perfume de gardênia – orquestra serenata tropical
meu limão, meu limoeiro – os populares e seu ritmo
touradas de madrid – banda real de momo

*Texto de Samuel Machado Filho

Orquestra Serenata Tropical – Beguine Solamente Beguine

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Que calor está por aqui! De suar em bicas. Para piorar, tem também o tal de horário de verão. Olha aí, o tempo passou e já está quase na hora de dormir e eu ainda não fiz a metade das coisas que precisava fazer…

Para dar uma relaxada, eu estou trazendo aqui mais um disco da Orquestra Serenata Tropical. No álbum apresentado anteriormente, eu até então pouco soube informar sobre quem era a orquestra, parti até para suposições. Mas creio que nesta segunda apresentação iremos esclarecer os pontos obscuros. Descobri que a Orquestra Serenata Tropical era comandada por Henrique Gandelman, pai do saxofonista Leo Gandelman. Henrique Gandelman era advogado, maestro, violonista e diretor artístico da gravadora CBS. Foi também o idealizador e diretor do selo Plaza Discos, onde lançou outros dois discos de sua orquestra: “Boleros Solamente Boleros” e “Rumbas Solamente Rumbas”. Completando a trilogia a OST vem na sequência com o “Beguine Solamente Beguine”. Um álbum muito bom. Gostoso mesmo de ouvir e até dançar, porque não? Um repertório internacional, dentro de uma roupagem rítmica muito bem definida e apreciada naquela época. Ao que parece, houve até um segundo volume, mas eu não o conheço.Sem data localizada, volto à suposição, creio que este lp foi lançado no início dos anos 60. Quer conhecer? Dá um toque. Pelo jeito, vão pedir também um novo link para o disco anterior. Vou ficar aguardando alguma manifestação 😉

never on sunday

la novia

béguin the beguine

sonho de amor

lês feuilles mortes

amapola

la violetera

exodus

solamente una vez

concerto nº 1

estrellita

tua

Os Saxsambistas Brasileiros – Percussão Em Festa (1962)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu estive aproveitando a folga do feriado para curtir os dois briquedinhos que chegaram ontem para mim, meu novo computador e também a nova bike. Passei o dia em lua de mel, passeando pela cidade num modelinho clássico da Dahon, que chama mais atenção que muita Harley-Davidson por aí. Agora, a noite, estou aqui fazendo minha primeira postagem, tranquilão, deitado na cama, usando meu MacBook Pro. Uau, que felicidade! Meu sonho de consumo para 2011 está completo. Desculpem a ostentação, mas não resisti… A alegria só fica completa depois de contar aos amigos.
Para um dia tão especial, nada melhor que um disco também especial. Eu trago aqui um álbum que é, sem dúvida, uma jóia rara, bonito em todos os sentidos, da capa ao repertório, dos músicos aos arranjos. Temos Os Saxsambistas Brasileiros em seu segundo disco, pelo obscuro selo Plaza. Estou verificando aqui que os dois discos já foram postados no saudoso Loronix (esse Zeca tava em todas!). Todavia, acho que o meu deve estar melhor que o do Loro, até na capa 😉
“Percussão em festa” segue aquela linha de álbuns gravados em Hi Fi, no final dos anos 50 e início dos 60, onde a música de destaca por uma sonoridade rica e variada, explorando as então, novas técnicas de gravação. Para tanto, nada melhor que um repertório pautado no samba e um grupo como Os Saxsambistas Brasileiros. Formado por Zé Bodega, Lourival de Souza, Jayme Araújo, Netinho e Aderbal Moreira, eles ainda contam, neste disco, com a participação de outros  grandes músicos. Estão todos listados na contracapa, mas vale adiantar: Manoel Araújo no trombone; Copinha na flauta; Zé Cláudio no vibrafone; José Menezes na guitarra; Bill Earl no contrabaixo; Trinca e Hugo Tagnin na bateria. Completando o time, tem também o grupo de ritmistas formado por figuras como Heitor dos Prazes, Boca de Ouro, Marçal e outras feras do samba, que em geral são apresentados apenas pelo primeiro nome. Juntar tanta gente boa e diferente assim, não se faz por acaso. O resultado vale o peso da soma desses músicos. Um disco perfeito e delicioso de se ouvir.
Esse negócio de ficar deitado na cama fazendo postagem, dá uma preguiça danada. Acho que eu vou ficando por aqui. Deixo os complementos e comentários para os amigos. A correção por conta daqueles que se sentirem mais incomodados (com direito às crititicas habituais). Fiquem a vontade, pois eu de cá, hoje, sou só alegria 🙂

tico tico no fubá
samba fantástico
aquarela do brasil
flying down to rio
olhos negros
south american way
na baixa do sapateiro
a felicidade
carioca
não tenho lágrimas
copacabana 
santa lúcia