Abilio Manoel – América Morena (1976)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Finalmente eu consegui corrigir um erro aqui no TM que há tempos tem nos impedido a comunicação, através da seção de comentários. Agora, quem quiser, já pode voltar a tecer seus comentários nas postagens. Só não vale pedir novos links para velhas postagens, pois nem sempre eu vou poder ajudar, ok?
Temos para hoje o luso-brasileiro Abílio Manoel, um grande, porém subestimado compositor, que infelizmente nos deixou há alguns anos atrás. Eu já postei aqui seu lp de 1968 e também um compacto. Desta vez, vamos com este álbum de capa dupla, lançado em 1976 pelo selo Som Livre. “América Morena” foi seu quinto lp e como o próprio nome já sugere, as composições aqui falam de coisas da América Latina, São músicas, em sua maioria, composições próprias e/ou parcerias, além de temas tradicionais do folk latino americano. Um disco muito bom. Eu recomendo!

américa morena
menino de olinda
o fado e o cravo de abril
arca de noé
voz passiva
terra livre
o circo vem aí
amigo hermano
tchica
dança do sol
folclore latino americano – índios alegres
folclore latino americano – andina
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Coletânea Compactos Do Toque Musical – Volume 1 (2011)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Hoje eu me atrasei devido a falta de energia elétrica durante a tarde. Caiu um pé dágua por aqui, um verdadeiro vendaval. O meu computador apagou justo na hora em que eu preparava uma capinha para a coletânea de hoje. Perdi tudo o que já tinha feito, daí resolvi criar outra totalmente diferente. Para um trabalho de 10 minutos até que não ficou tão mal assim, não é mesmo? Mas o que vai agradar mesmo é o conteúdo dessa minha seleção. Reuni aqui alguns compactos da melhor qualidade. Como vocês podem ver, a coletânea traz também algumas raridades, como é comum em disquinhos compactos. Temos, por exemplo um compacto duplo do Caetano Veloso, gravado em Londres, em 1971. Este disco é realmente ótimo e raro. Caetano gravou essas músicas, com certeza, pensando no carnaval que viria, de 1972. Temos ele aqui acompanhado por Jards Macalé, Moacir Albuquerque, Tutti Moreno e Áureo de Souza. O mesmo time que o acompanhou no álbum “Transa”. No embalo do baiano, vamos também com as músicas um compacto de 1978, trazendo duas músicas, trilhas dos filmes “Na boca do mundo” e “A dama do lotação”. Outros compactos interessantes são os de Chico Buarque, de 1967. Taiguara 1970, Abilio Manoel de 73, Gonzaguinha de 70 e 72, Ivan Lins em seu primeiro sucesso, MPB 4 e Quarteto em Cy. Todos da melhor safra, reunidos aqui como daquela outra vez. Compactos sempre fazem sucesso.

Xiii… O temporal voltou, com raios e trovoadas. Deixa eu finalizar a resenha, vamos direto à lista…
chuva suor e cerveja – caetano veloso
a televisão – chico buarque
carolina – chico buarque
salto de sapato – caetano veloso
la barca – caetano veloso
partido alto – mpb4
roda viva – chico buarque
badalação – mpb4
barão beleza – caetano veloso
expresso 2222 – mpb4
qual é a baiana? – caetano veloso
última forma – mpb4
um chorinho – chico buarque
amaralinda – quarteto em cy
bom dia, amigo – abilio manoel
um abraço terno em você, viu mãe? – gonzaguinha
hoje – taiguara
o amor é o meu país – ivan lins
pedro pedreiro – quarteto em cy
se eu fosse rei – abilio manoel
tributo à jacob do bandolim – taiguara
um sorriso nos lábios – gonzaguinha
pecado original – caetano veloso
você merece – gonzaguinha
amado amante – caetano veloso

Abílio Manoel (1968)

Olás! Eu estava pensando em estender por mais alguns dias as minhas postagens de discos de samba. Mas hoje, especialmente, quero prestar aqui a minha homenagem ao artista Abílio Manoel, que faleceu na última terça feira, dia 29 de junho. O cantor do sucesso “Pena verde” morreu vítima de um enfarto, prematuramente aos 63 anos de idade. Fiquei duplamente espantado, porque além de um falecimento, que sempre pega a gente de surpresa, não vi nos jornais quase nada sobre o ocorrido. Suponho que a preocupação com a Copa do Mundo, ofuscou qualquer outra notícia. Abílio Manoel era português, mas radicado no Brasil. Iniciou sua carreira musical nos anos 60. Era estudante de Física na USP e participava dos mais diversos shows universitários promovidos no Campus. Em 1967 ele ‘papou’ o prêmio de melhor compositor no “I Festival Latino Americano de La Canción Americana”, em Santiago (Chile), com a canção “Minha rua”. Graças a premiação neste festival, as portas começaram a se abrir para ele. Primeiro na televisão, onde se apresentou no programa da Hebe Camargo e consequentemente depois disso conseguiu gravar seu primeiro disco pela gravadora Odeon. Assim como Taiguara, Abílio foi um ganhador de festivais, faturou diversos até o início dos anos 70. Gravou ao longo de sua carreira uma dezena de discos e compactos. Suas músicas também foram gravadas por diversos artistas. Seus maiores sucessos, além de “Minha rua” e “Pena verde” são “Andréa” e Luiza manequim”. Abílio também era radialista, publicitário (compondo jingles) e cineasta. Acredito que agora, após a sua morte, seu nome e sua obra passem a ser mais conhecidos e reconhecidos.
Segue então nesta postagem o seu primeiro disco, o que traz a música que lhe deu asas, “Minha rua”. O disco foi produzido por Milton Miranda e a direção musical é de Lyrio Panicali. A regência e orquestração é de Edmundo Peruzzi. Sem dúvida um álbum muito bem produzido para um artista iniciante, onde todas as faixas são de sua própria autoria. E assim como a música vencedora, que abre o disco, todas as demais não fica para trás. Um bom e raro disco! Confiram…

minha rua
espera, perdão e jura
um sonho… uma morena
seu guarda
o trem
chorinho sem nome
hoje… uma seresta
glorinha
modinha da menina minha
tanta demora
angela
tanto de maria