Fernando Santos – Samba De Caboclo (1975)

O Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados parcela substancial e importantíssima da cultura musical afro-brasileira, através do álbum “Samba de caboclo”, gravado em 1975 por Fernando dos Santos, o Ilê de Egunajara, para a Continental (selo Musicolor). Houve uma reedição em 1978, com a marca Popular.  O samba de caboclo, de acordo com o “Dicionário banto do Brasil”, é um cântico ritual dos candomblés de caboclo. Tais cânticos são entoados em festas que geralmente acontecem uma vez por ano, nas quais são oferecidas aos caboclos todas as iguarias alimentares de que eles gostam, inclusive frutas, e uma be

Vários – Carnaval 1972 (1972)

Olá, amigos cultos, ocultos e associados. Depois de oferecer a vocês o álbum que a Continental lançou com músicas para o carnaval de 1968, o TM apresenta mais um LP carnavalesco da mesma gravadora, editado com o selo Musicolor (braço dito “econômico” da empresa), agora dedicado à folia momesca de 1972. Na verdade, foram dois LPs, e este é o primeiro deles. Alguns dos intérpretes deste disco são conhecidos:  Wilma Bentivegna (cantora de hits românticos, aqui presente com “Carnavais do passado”, marcha-rancho na linha saudosista), Leila Silva (“Falando comigo”, que tem co-autoria do músico Adilson Godoy), Miguel Ângelo, ex-integrante da Dupla Ouro e Prata (aqui com “A marcha do bebum”, explorando temática comum em músicas carnavalescas) e Durval de Souza, comediante e apresentador de TV, então integrante do cast da Record, interpretando aqui “A tonga da mironga”, marchinha que, de certa forma, repercutia o grande sucesso obtido por Toquinho e Vinícius de Moraes com “A tonga da mironga do kabuletê”. Entre os compositores, a curiosidade fica por conta de Nascim Filho, notório apresentador de programas sertanejos no rádio paulistano, parceiro em “É hoje”, faixa de encerramento  deste disco, interpretada pelo Coro Musicolor. Temos ainda a presença de Nélson Silva, com “Dá de pinote” e “Vara verde”.  Completam o programa, os obscuros Arthur Miranda, Dalva Pedrezani e os grupos Imperiais do Ritmo e As Damas. Se você que viveu nesse tempo não conseguir se lembrar de nenhuma das músicas deste disco, não se preocupe. Creio que muitos remanescentes dessa época não se lembram, uma vez que a canção carnavalesca já atravessava um período de grave crise, principalmente pela falta de divulgação, a tempo e hora, das composições então novas. Muitos estudiosos afirmam, inclusive, que o último grande sucesso do carnaval brasileiro foi “Bandeira branca”, lançado por Dalva de Oliveira em 1970. Portanto, dois anos antes deste nosso álbum.  Como já registramos anteriormente, o carnaval de salão passou a ser dominado por sucessos antigos de outros tempos (tipo “Mamãe eu quero”, “Jardineira”, “Cabeleira do Zezé” etc.), e, nas ruas, os sambas-enredo das escolas passaram a dar as cartas. De maneira que este álbum da Continental para a folia de 1972 acaba se tornando um verdadeiro documento, de uma época em que a canção carnavalesca ainda respirava, ou tentava respirar. E esta é mais uma oportunidade que o TM nos dá, de ouvir músicas que  possivelmente não foram bem-sucedidas na folia momesca, com toda a atenção da qual não desfrutaram quando de seu lançamento. Afinal, todo mundo merece uma segunda chance, não é mesmo?

carnavais do passado – wilma bentivegna

dá pinote – nelson silva

marcha do bebum – miguel angelo

a onda da cafonagem – as damas

doido varrido – arthur miranda

a marcha do corujão – dalva pedrezani

amor – as damas

a tonga da mironga – durval de souza

esquecendo o mal – imperiais do ritmo

falando comigo – leila silva

vara verde – nelson silva

é hoje – côro musicolor

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  • Texto de Samuel Machado Filho

Jamelão – O Sucesso (1968)

Hoje o TM tem o prazer de oferecer aos seus amigos cultos, ocultos e associados uma coletânea de Jamelão (José Bispo Clementino dos Santos), sem dúvida um dos maiores e mais expressivos cantores que a música popular brasileira já teve. Ela foi lançada em 1968 pela Continental, sob o selo Musicolor, um dos braços ditos “econômicos” da gravadora).
Nosso focalizado veio ao mundo no dia 12 de maio de 1913, no bairro carioca de São Cristóvão, mais precisamente na Rua Fonseca Teles. Ali morou até os nove anos de idade, quando se mudou para o Engenho Novo com sua mãe, Dona Benvinda, que saía numa escola de samba de nome pitoresco:  Deixa Malhar! Aos dez anos, o menino José Bispo ganhou um cavaquinho, mas se identificou mesmo com o tamborim, sendo apelidado de Moleque Saruê. Na lendária Vila Isabel, onde passou a morar, ele fundou com alguns vizinhos o Clube Cajuti, onde cantava. Começou a trabalhar numa  fábrica de artefatos de borracha,onde conheceu o cantor Onéssimo Gomes,  que muito o ajudou em sua carreira. Cantou pela primeira vez em público na gafieira Fogão, lá mesmo na Vila, interpretando “Mentira carioca”, sucesso de Cyro Monteiro.  Por volta de 1940, apresentando-se na gafieira Jardim do Méier, o gerente Euclides pegou o microfone e anunciou: “Vamos ouvir o Jamelão!”, daí surgindo o apelido que o consagraria para a posteridade. Nesse tempo, eleprocurava cantar no estilo dos sambas de Cyro Monteiro e algumas das valsas de Orlando Silva, Sílvio Caldas e Gilberto Alves.  Em 1945, quando trabalhava na Fábrica de Tecidos Confiança participou de um programa de calouros na Rádio Ipanema, sem sucesso.  Novamente nessa emissora, levado por seu amigo Onéssimo Gomes, apresentou-se por algum tempo em um programa dominical produzido por Kid Pepe.  Mais tarde, participou do “Calouros em desfile”, de Ary Barroso, onde foi o primeiro calouro a interpretar o clássico “Ai, que saudades da Amélia” (Ataulfo Alves-Mário Lago)., sendo depois incluído no programa “Escada de Jacó”, do professor Zé Bacurau. A carreira profissional de Jamelão iniciou-se no Dancing El Dorado, substituindo o amigo Onéssimo Gomes, que adoecera. Quando Onéssimo sarou, este conseguiu para Jamelão um lugar de cantor em outro dancing, o Avenida.  Continuou trabalhando durante o dia na fábrica de tecidos, mas só cantou durante oito noites no Avenida, tendo sido convidado em seguida pelo baterista Duduca para ser crooner do Conjunto Brasil Danças, do saxofonista e clarinetista Luiz Americano. Em 1947, venceu um concurso promovido pela Rádio Clube do Brasil,recebndo como prêmio um contrato de um ano com a emissora.  Com o término do mesmo, passou-se para a Rádio Tupi, também se apresentando com frequência nos dancings Brasil e Farolito. Em disco, Jamelão iniciou-se em  1949, na Odeon,  participando de um disco do lendário acordeonista Antenógenes Silva, no qual interpretava as músicas “A jiboia comeu” e “Pensando nela”. Seu primeiro grande sucesso viria em 1951: “Onde vai, Sinhazinha?”, samba-canção do maestro Ivan Paulo, o Carioca. Um ano depois,transfere-se para a Sinter ,onde lança, entre outras, “Mora no assunto”, de Padeirinho e Joaquim Santos, e, em 1954, para a Continental,onde deixou a maior parte de seus sucessos, muitos permanentes em seu repertório: “Leviana”, “Deixa de moda”, “Folha morta”, ‘Ela disse-me assim”, “Exemplo” (neste LP), “Torre de Babel” (idem), “Eu agora sou feliz”, “Fechei a porta”, “Quem samba fica”, “O samba é bom assim”, “Exaltação à Mangueira”, “Matriz ou filial”etc. Em 1952, como crooner da Orquestra Tabajara de Severino Araújo, participou de uma festa promovida por Assis Chateaubriand, proprietário dos Diários e Emissoras Associados, no castelo do estilista de moda Jacques Fath, em Corbeville, França.  Entre 1952 e 2006, foi puxador de samba-enredo da Mangueira,  sua escola de coração, tendo sido agraciado várias vezes com o prêmio Estandarte de Ouro, do jornal “O Globo”, em sua categoria. Durante seis anos, foi diretor de harmonia do programa de TV “Rio dá samba”,  apresentado pelo compositor João Roberto  Kelly na Tupi e, depois, na Bandeirantes. Lupicínio Rodrigues considerava Jamelão seu melhor intérprete, e ele até gravou dois álbuns com suas composições.  Seu último trabalho em disco foi o CD “Cada vez melhor”,lançado em 2002 pela Obi Music.  Diabético e hipertenso, Jamelão sofreu dois AVCs e teve problemas pulmonares, vindo a falecer no dia 14 de junho de 2008, em seu Rio natal, aos 95 anos,por falência múltipla de órgãos, e seu corpo foi sepultado no Cemitério São Francisco Xavier,no bairro do Caju. Mas seu trabalho musical ficaria para sempre na memória de muitos. Nesta compilação, foram reunidas doze faixas gravadas por Jamelão na primeira metade da década de 1960. Do disco “Jamelão canta para enamorados”, de1962, foram pinçadas: a regravação de “Foi assim” (Lupicínio Rodrigues,lançada dez anos antes por Linda Batista), “Fim de jornada”, “Meu Natal” (outra composição de Lupi, cujo verso inicial, “Eu fui um dos nenéns mais bem ninados deste mundo”, é considerado um achado) e “O amor é você”. Do álbum “O samba é bom assim – A boate e o morro na voz de Jamelão” (1960), são “Solidão” (conhecidíssimo samba-canção de Guaxinim e Floriano Mattos), e outro clássico de Lupicínio Rodrigues, “Exemplo”, que o poeta gaúcho fez por ocasião de seus dez anos de casamento com Dona Cerenita. Do disco “Jamelão e os sambas mais” (1961) são “Mais do que amor” e “Você é gelo”.  Do álbum “Sambas para todo gosto” (1963) é ”Torre de Babel”, mais um clássico samba-canção de Lupicínio Rodrigues, fruto de uma das inúmeras complicações amorosas em que, invariavelmente, o compositor se metia.  Desse mesmo disco é “Retrato do morro”, uma das primeiras composições gravadas de Nonato Buzar, aliás falecido em fevereiro deste 2014. Por fim, do LP “Aqui mora o ritmo” (de 1964 e não de 62, como listado por aí), são “Um minuto de silêncio” e “Flores, estrelas e mulheres”. Enfim, uma amostra bastante expressiva do trabalho de Jamelão, que foi grande em tudo que fez em matéria de samba, tanto alegre quanto romântico. Para ouvir sem falta!
solidão
fim de jornada
foi assim
torre de babel
meu natal
o amor é você
exemplo
mais do que o amor
você é gelo
um minuto de silencio
retrato do morro
flores, estrelas e mulheres
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Texto  de SAMUEL MACHADOFILHO.

Conjunto Farroupilha – Temas Gaúchos (1973)

O Toque Musical oferece hoje a seus amigos cultos, ocultos e associados, uma preciosa parcela do rico acervo da canção regional gaúcha. E na interpretação de um quinteto que tem em seu currículo uma vastíssima bagagem musical. Estamos falando do Conjunto Farroupilha.
O grupo era formado por quatro gaúchos, sendo dois deles de Porto Alegre (Danilo Vidal de Castro e Iná Bangel), um de Taquara (Tasso José Bangel, irmão de Iná) e outra de Santana do Livramento (Estrela Dalva Lopes de Castro). Completando o quinteto, o paulistano Sidney do Espírito Santo de Morais, que mais tarde ingressaria nos Três Morais e posteriormente gravaria uma série de álbuns de canções latinas, predominantemente boleros, com o pseudônimo de Santo Morales.
Inicialmente denominado Conjunto Vocal Farroupilha, o grupo formou-se em 1948 em uma emissora de rádio da capital gaúcha, Porto Alegre, também chamado Farroupilha. Inicialmente dedicaram-se exclusivamente às canções típicas do Rio Grande. Em 1953, estrearam em disco no selo Rádio, com o LP de 10 polegadas “Gaúcho”. Três anos mais tarde, os Farroupilhas transferiram-se para São Paulo, e logo em seguida iniciaram uma série de excursões pelo Brasil e pelo exterior. Por vários anos mantiveram contrato com a Varig (Viação Aérea Rio Grandense) e com o Ministério das Relações Exteriores, sendo o primeiro grupo vocal a projetar a música gaúcha tanto no Brasil como no exterior. Entre os inúmeros países visitados pelo conjunto estão a China, a Alemanha, a Venezuela e a antiga União Soviética. Em cada país visitado, eles integravam uma canção típica para homenagear as plateias locais, e assim foi crescendo seu repertório internacional, com músicas que depois eram lançadas em seus discos brasileiros, tais como “Noites de Moscou” e Liechtenstein polka” (no exterior, os Farroupilhas gravaram álbuns que nem foram lançados entre nós). Entre os nomes da música gaúcha lançados pelo conjunto estão os de Luiz Carlos Barbosa Lessa e Paixão Cortes. Enveredaram também pela bossa nova e, nos anos 1960, criaram, em sociedade com a Editora Fermata, a gravadora Farroupilha, passando então a dedicarem-se à mesma. Por essa época também foram contratados da antiga TV Record de São Paulo, onde tiveram programa exclusivo. Entre os maiores sucessos do Conjunto Farroupilha destacam-se “Gauchinha bem-querer”, “A chimarrita”, “A mesma rosa amarela”, “Chimarrita balão”, “Negrinho do Pastoreio”, “Piazito carreteiro”, “Prenda minha”, “Rancheira da carreirinha” e o clássico infantil “Papai Walt Disney”, este ainda hoje na memória de muita gente que foi criança nesse tempo, inclusive eu próprio.
O Conjunto Farroupilha desfez-se em 1971, em virtude dos compromissos pessoais de seus componentes. Mas, em 1983, o grupo voltaria à ativa, apresentando-se no programa “Som Brasil”, da TV Globo, com três integrantes originais – Tasso, Danilo e Estrela Dalva – e acrescentando Norma Nagib e Sabiá, retorno esse acontecido após oito meses de preparação e ensaios, a fim de que a qualidade do trabalho do grupo fosse mantida. No mesmo ano, gravaram um LP pela RGE.
A discografia dos Farroupilhas inclui 16 discos de 78 rpm com 31 músicas, onze LPS e três compactos, nos selos Rádio, Odeon, Columbia, Farroupilha, Continental e RGE. Também lançaram pela Rádio um LP que dividiram com o Trio Nagô, “Canções populares do Norte e do Sul”, e tiveram uma coletânea de seus hits lançada em 1979 pela CBS, selo Uirapuru.
Agora, o TM oferece a vocês o único álbum gravado pelo Conjunto Farroupilha na Continental. Trata-se de ‘Temas gaúchos”, editado originalmente em 1968 (SLP-10018) e depois relançado em 1973 com o selo Musicolor (números LPK-20301 e 1-04-405-066). Com excelentes orquestrações do maestro Cyro Pereira e arranjos para conjunto do próprio Tasso Bangel, o grupo apresenta um repertório primoroso, absolutamente fiel às tradições do Rio Grande, no qual desfilam autênticas joias do cancioneiro gaúcho. “Gauchinha bem querer” foi lançada pelo próprio autor, o paulista (de Pirajuí) Tito Madi, em 1957, e foi composta quando ele participou de festejos promovidos em Porto Alegre pela Rádio Farroupilha, sendo incluída no repertório do grupo logo em seguida e ganhando uma coloração mais autêntica. “Piazito carreteiro”(Luiz Menezes), “A chimarrita” (Dilú Mello), “Os homens de preto” (Paulo Ruschell) e o tema folclórico ‘Meu boi barroso”, entre outras, abrilhantam este trabalho do Conjunto Farroupilha, digno de ser ouvido e guardado por todos aqueles que, sejam ou não do Sul, apreciam a música regional no que ela tem de mais puro, belo e expressivo. Bom divertimento!
*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO
meu boi barroso
seu calça larga
os homens de preto
cana verde – a chula
é sul, é sul, é sul
milonga do bem querer
gauchinha bem querer
aroeira
a chimarrita
chotes carreirinho – chotes laranjeira
paizito carreteiro
jacaré
 .

Jorge Goulart – Sambas Fantásticos (1962)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Vou aproveitando aqui esses 15 minutos de folga para trazer logo a postagem do dia. Meu tempo está curtíssimo, cheio de tarefas. Mal vai dando para a publicação da postagem de hoje. Mas vamos lá…
Hoje temos o cantor Jorge Goulart em um disco lançado pelo selo Musicolor em 1962. O álbum estava um caco, com sua capa mofada e suja, porém o disco ainda aguentava mais algumas rodadas e antes que ele se perdesse de vez, aproveitei para digitalizá-lo. Recuperei o máximo que pude, preservando deste apenas a frente da capa. Se houvesse mais tempo podeira ter feito melhor, mas prefiro focar os meus cuidados ao conteúdo, que é ótimo! Temos aqui um repertório de sambas ufanistas, músicas que falam da grandeza do Brasil e seu ritmo maior, o samba. Por aqui desfilam temas de diferentes compositores, músicas que marcaram para sempre o cancioneiro popular. Um belíssimo disco que agora eu convido vocês para ouvirem 🙂

samba fantástico
brasil
tudo é brasil
brasil, usina do mundo
isto aqui o que é
brasil moreno
a voz do morro
isso é brasil
aquarela do brasil
onde o céu azul é mais azul

Del Norman – Mais Uma Vez Adeus (1962)

Olá amigos cultos e ocultos! A postagem de hoje é dedicada aos nossos ‘universitários’ (como dizia o Silvio Santos), aos pesquisadores e demais curiosos, como eu. Estou trazendo aqui mais um daqueles discos onde o artista muda de nome. Onde o pseudônimo se torna uma alternativa para que ele possa atuar por outra gravadora. Este é um assunto já bem comentado e até o nosso amigo Zeca Loronix já listou numa pesquisa vários desses casos que a gente conhece ou desconhecia. Mesmo na relação detalhada criada por ele eu não vi nenhuma referência ao “Del Norman”, que com toda a certeza era um pseudônimo para algum dos nossos músicos intérpretes. No caso aqui, Del Norman toca teclado, piano, orgão, solovox… Eu, sinceramente, não me arriscaria em dizer que é o Waldir Calmon ou o Ed Lincoln. Ou ainda o Armando ou o Ubirajara. Alguém aí sabe quem é Del Norman? Eis aí uma incógnita a ser revelada.
“Mais uma vez adeus” foi lançado pelo selo Musicolor, possivelmente em 1962, a tomar pelo seu repertório. A música que dá nome ao disco é uma versão da trilha original do filme “Goodbye again”, de 61. As demais são também músicas da época, entre sambas, boleros, fox e cha cha cha. Um interessante disco orquestral com algumas pitadas vocal, mas totalmente obscuro. Vamos ouvir e investigar? Quem descobri quem era Del Norman ganha um doce 😉 Pelo que verifiquei, com este mesmo nome ele gravou um primeiro lp em 1960.
mais uma vez adeus
rosa de maio
inveja
escandalo
dia de pierrot
juízo final
aconteceu
deus o mundo e você
um dia virá
casa vazia
pepito
legato a un granello di sabbia

Vassourinha (1969)

Olá! Hoje, por alguma razão que eu desconheço, não consegui acessar o blog. Há algo bloqueando e curiosamente apenas Toque Musical. Estranho… Espero que seja apenas uma coisa passageira. Somente agora consegui continuar esta postagem. (já não bastasse a minha falta de tempo).
Eis que temos para hoje a carismática figura de Mário Ramos – o Vassourinha – cantor de samba, considerado “uma das maiores revelações de todos os tempos da música popular brasileira”. Eu, por certo não discordo dessa máxima e nem do seu talento, que só conheço da história e de suas doze gravações que aqui se fazem presentes neste disco. Vassourinha foi um artista que morreu precocemente e no início de carreira, com apenas 19 anos. Talvez por esse fatídico motivo, o que é muito comum, a celebridade do artista tenha se fortalecido, gerando uma figura lendária e ainda mais admirada.
Este disco reúne suas doze gravações feitas em bolachas de 78 rpm, nos anos de 1941 e 42. São composições, em sua maioria de Antonio Almeida, Braguinha e Wilson Baptista, que em algumas assina com J. Baptista. Lançado originalmente em 1969 pelo selo econômico Musicolor, da Continental, este lp foi remontado e lançado com uma nova capa em 1976 e posteriormente relançado em cd pela Warner. No livro “Os 300…” (não confundir com os de Esparta) a versão de 76 faz parte da seleção dos “discos importantes da núsica brasileira”.

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juracy
seu libório
olga
tá gostoso
emília
ela vai à feira
chik chik bum
apaga a vela
amanhã tem baile
volta pra casa, emilia
amanhã eu volto
e o juiz apitou

Fred Williams E Dalila (1971)

Ao lado de Edú da Gaita, o carioca Fred Williams, nome artístico de Manoel Xisto, foi um dos grandes gaitistas do Brasil. Autodidata, iniciou-se na harmônica ainda bem jovem. No final dos anos 30 foi para o rádio como integrante de um conjunto musical. Seus primeiros discos vieram a partir dos anos 50. Suas composições faziam muito sucesso. Dominava os diversos tipos de gaita e, veladamente, rivalizava com o célebre Edú. Segundo as escassas e duvidosas fontes, o gaitista gravou dezenas de bolachas em 78 rpm e apenas um lp, encerrando sua carreira no inicio dos anos 60 (eu cá, tenho as minhas dúvidas). Infelizmente não há na rede informações precisas ou detalhas sobre Fred Williams. Acho que só mesmo recorrendo aos universitários e acadêmicos de plantão.
“Fred Williams e Dalila” é um álbum que nos mostra o contrário do que foi dito. Este disco foi lançado em1971 (e eu conheço dele pelo menos mais uns dois lps). O repertório é composto por alguns temas gravados anteriormente, possivelmente regravação, pois o disco ainda nos apresenta coisas inéditas e de outros autores. Quanto à Dalila, não adianta perguntar ou procurar. Ela não toca e nem canta, apenas encanta a capa. Possivelmente seria a esposa do gaitista. (ou não?)

meu pequeno cachoeiro
dorinha meu amor
lampeão de gaz
prá começo de assunto
não vou nessa cascata
maricota do cajú
uma farra em porto alegre
balança tudo
mâezinha do coração
briguinha de amor
viajando pra fazenda
ilusão de um grane amor