Carnaval 76 – Convocação Geral Vol. 1 (1975)

Boa tarde, amigos foliões, cultos e ocultos! Embora espaçadas as nossas postagens, eu não poderia deixar ficar em branco nossa festa maior, o Carnaval. Para não dizerem que eu não falei de flores, segue aqui alguns buquês. Vamos fazer aqui uma convocação geral e em duas chamadas 🙂
Trago hoje o volume 1 do Carnaval 76, Convocação Geral. Este lp já se tornou um clássico, pois traz em seu conteúdo uma série de marchinhas carnavalescas nas vozes de um variado leque de artistas. Ao contrário de tantas outras coletâneas dessa espécie, esta tem algo de original, pois apresenta gravações únicas, feitas exclusivamente para este projeto da gravadora Som Livre, que começou no ano anterior, quando então lançaram o Carnaval 75 – Convocação Geral, em álbum duplo (disco este já postado aqui). Muitos desses fonogramas são encontrados apenas nesses discos, o que os torna raros. Para o ano de 76 a gravadora decidiu desmembrar o álbum duplo em dois volumes. No primeiro, que postamos hoje temos 12 músicas, sendo quase todas sucessos memoráveis. Vale muito a pena ouvir esses discos, pois eles só costuma aparecer uma vez por ano 😉

a filha da chiquita bacana – caetano veloso
mangueira minha alegria – elza soares
prá lá de bagdá – fevers
carimbó no carnaval – jorge goulard
verde e branco – sonia santos
a tartaruga – blackout
kojak – nelson gonçalves
é nessa onda – conjunto nosso samba
quem for mulher que me siga – quarteto em cy
mexa-se – djalma dias
feliz de quem pode sambar – luiz ayrão
saudade poluída – cesar costa filho
.

A Música De Dunga – Seleção 78 RPM Do Toque Musical Vol. 143 (2015)

E aí vai mais uma edição do Grand Record Brazil, o “braço de cera” do TM, com o número 143, para seus amigos, cultos e associados. Desta vez, focalizamos a obra musical do compositor e pianista Waldemar de Abreu, o Dunga.  Nosso focalizado veio ao mundo no dia 16 de dezembro de 1907, no Rio de Janeiro. Ganhou o apelido de Dunga aos sete anos de idade, de sua professora, que o considerava o mais querido da turma. Fez o curso primário na escola pública do subúrbio de Haddock Lobo, e o ginásio (até o quarto ano) no Instituto Matoso. Em 1928, começou a jogar futebol, em Petrópolis, região serrana fluminense.  Em 1930, ingressou na Leopoldina Railways, trabalhando como conferente, e sempre jogava nos times de futebol e basquete da companhia, sendo campeão da Liga Bancária diversas vezes.  Em janeiro de 1935, sai a primeira música gravada de Dunga, para o carnaval do mesmo ano: o samba “Amar pra quê?”, na voz de Sílvio Pinto. Ainda em 35, acontece o enlace matrimonial de Dunga com Zaíra Moreira, que tiveram dois filhos. Em 1940, entrou para a SBAT (Sociedade Brasileira de Autores Teatrais), exercendo a função de cobrador junto aos teatros, e , um ano depois, ingressou na UBC (União Brasileira de Compositores), onde permaneceria durante anos. Em 1960, assumiu a vice-presidência da ADDAF (Associação Defensora de Direitos Autorais e Fonomecânicos), sem no entanto abandonar a atividade musical. Ao longo de sua carreira, teve mais de oitenta músicas gravadas, nas vozes de grandes astros da MPB, tais como Orlando Silva, Jamelão, Dircinha Batista, Cyro Monteiro,  Déo, etc. Basta lembrar, por exemplo, de “Conceição” (1956), eterno sucesso de Cauby Peixoto, cuja melodia é de Dunga, com letra de Jair Amorim. Eles também fizeram juntos “Maria dos meus pecados”, hit de Agostinho dos Santos em 1957. E Dunga continuaria compondo até sua morte, em 5 de outubro de 1991, aos 83 anos, em seu Rio de Janeiro natal.

Para esta edição do GRB, foram escolhidas músicas de exclusiva autoria de Dunga, ou seja, obras que ele compôs sem parceria. São 29 faixas, interpretadas pelos melhores cantores e instrumentistas de sua época, quase todas sambas. (Uma boa lembrança e colaboração do amigo Hélio Mário Alves, quem nos enviou boa parte desse material). Para começar, temos “Antes tarde do que nunca”, do carnaval de 1940, gravado na Victor por Odete Amaral em 23 de outubro de 39 e lançado ainda em dezembro, disco 34537-B, matriz 33187. Em seguida, um sucesso inesquecível de Orlando Silva, “Chora, cavaquinho”, outra gravação Victor, esta de 27 de agosto de 1935, lançada em dezembro do mesmo ano, disco 33998-B, matriz 80011. Edna Cardoso, cantora que só gravou dois discos com quatro músicas, pela Continental, aqui comparece com as três obras de Dunga que constam dos mesmos. Para começar, temos “Confessei meu sofrer”, lado A do disco 15428, o segundo e último de Edna, lançado em setembro de 1945, matriz 1199. Depois desta faixa, Aracy de Almeida comparece com “Dizem por aí”, gravação Victor de 20 de abril de 1938, lançada em junho seguinte sob número 34321-B, matriz 80761. Em seguida, o delicioso arrasta-pé “Espiga de milho”, executado pelo regional do violonista Canhoto (Waldiro Frederico Tramontano), em gravação RCA Victor de 21 de maio de 1954, lançada em agosto do mesmo não, disco 80-1325-B, matriz BE4VB-0462. Depois, mais três imperdíveis faixas com Orlando Silva. “Esquisita” é da safra do Cantor das Multidões na Odeon, por ele gravado em 23 de junho de 1947 e lançado em setembro do mesmo ano, disco 12797-A, matriz 8246. Voltando à Victor, temos um verdadeiro clássico da carreira de Orlando: o samba-canção “Eu sinto vontade de chorar”, que ele canta acompanhado pela Orquestra Carioca Swingtette, sob a direção de Radamés Gnattali. Gravação de 13 de junho de 1938, lançada em setembro seguinte sob número 34354-B, matriz 80826. “Foi você”, outra das melhores gravações de Orlando, foi feita em 17 de setembro de 1936 e lançada pela marca do cachorrinho Nipper em outubro seguinte com o número 34100-A, matriz 80221. O samba-canção “Justiça”, grande sucesso na voz de Dircinha Batista, foi por ela gravado na Odeon  em 20 de junho de 1938, com lançamento em agosto do mesmo ano, disco 11628-B, matriz 5871. Logo depois, temos “Meu amor”, samba do carnaval de 1949, na interpretação de Jorge Goulart, lançada pela Star em fins de 48 sob número 79-A. Nuno Roland interpreta, em seguida, o samba-canção “Meu destino”, gravação Todamérica de 8 de março de 1951, lançada em abril do mesmo ano, disco TA-5053-A, matriz TA-101. Dircinha Batista volta em seguida com “Moleque de rua”, lançado pela Continental em setembro de 1946, disco 15691-A, matriz 1639. Roberto Paiva interpreta depois “Não sei se voltarei”, em gravação Victor de 13 de julho de 1944, lançada em setembro do mesmo ano, disco 80-0211-A, matriz S-078018. Déo lançou em janeiro de 1945, na Continental, para o carnaval desse ano, o samba “Nunca senti tanto amor”, matriz 912. Em junho do mesmo ano, ele lançou pela mesma marca outro samba de Dunga, “Orgulhosa”, disco 15356-A, matriz 1128. Em seguida, volta Edna Cardoso, desta vez cantando “Pandeiro triste”, lançado em agosto, também de 1945, e pela mesma Continental, abrindo seu disco de estreia, número 15408, matriz 1201. Alcides Gerardi aqui comparece com “Perdoa”, gravado por ele na Odeon em 29 de agosto de 1946, com lançamento em outubro do mesmo ano, disco 12730-A, matriz 8092. “Quando alguém me pergunta”, samba destinado ao carnaval de 1939,  tornou-se um clássico na voz de Castro Barbosa, que o gravou na Columbia em 12 de janeiro desse ano, com lançamento bem em cima da folia, em fevereiro, disco 55015-B, matriz 125. Cyro Monteiro, em seguida, interpreta “Que é isso, Isabel?”, gravação Victor de 3 de junho de 1942, lançada em agosto do mesmo ano, disco 34950-B, matriz S-052544. Poderemos apreciá-lo ainda em “Quem gostar de mim”, que gravou na mesma Victor em 8 de julho de 1940, com lançamento em setembro do mesmo ano, disco 34646-B, matriz 33461. Janet de Almeida, irmão de Joel de Almeida, falecido ainda jovem, interpreta depois “Quem sabe da minha vida”, batucada do carnaval de 1946, lançada pela Continental em janeiro desse ano, disco 15582-B, matriz 1397. Em seguida, Aracy de Almeida interpreta “Remorso”, gravação Odeon de 30 de março de 1943, lançada em maio do mesmo ano, disco 12305-B, matriz 7244. Temos depois novamente Edna Cardoso, desta vez interpretando “Se ele me ouvisse”, lado B de seu segundo e último disco, o Continental 15428, lançado em setembro de 1945, matriz 1198. Orlando Silva registrou “Soluço de mulher” na Odeon em 6 de agosto de 1944, com lançamento em outubro do mesmo ano, disco 12503-B, matriz 7645. A bela valsa “Sonho” é executada pelo clarinetista Luiz Americano, acompanhado por Pereira Filho ao violão elétrico, em gravação lançada pela Continental em maio de 1945, disco 15337-B, matriz 1105. O choro “Tic tac do meu relógio” foi lançado pela Continental, na interpretação de Carmélia Alves, ao lado do Quarteto de Bronze, acompanhados por Fats Elpídio e seu Ritmo, em março-abril de 1949, sob número de disco 16048-B, matriz 2067, por sinal marcando o início definitivo da carreira fonográfica de Carmélia, seis anos após sua estreia na Victor. O samba “Trapaças de amor” foi gravado na RCA Victor por Linda Batista em 5 de maio de 1947, com lançamento em junho do mesmo ano, disco 80-0519-A, matriz S-078750. Primeiro ídolo country brasileiro, Bob Nélson aqui comparece com “Vaqueiro apaixonado”, marchinha do carnaval de 1951, devidamente acompanhado de “rancheiros” músicos que, mais competentes, não existiam nem mesmo no Texas ou na Califórnia. Gravação RCA Victor de 12 de outubro de 50, lançada ainda em dezembro, disco 80-0726-A, matriz S-092786. Para encerrar, temos “Zaíra”, valsa cuja musa inspiradora foi certamente a esposa de Dunga. É executada ao saxofone por Luiz Americano, em gravação Continental de 5 de abril de 1948, só lançada em março-abril de 49, disco 16015-A, matriz 1831. Enfim, esta é uma justa homenagem do GRB a um dos maiores compositores que o Brasil já teve: Waldemar “Dunga” de Abreu!

* Texto de Samuel Machado Filho

Jorge Goulart, Nora Ney, Antônio Guimarães E Waldir Silva – Feitiço Da Vila Vol. 1 (1971)

Boa noite, prezados amigos cultos e ocultos! Trago hoje para vocês um disco dos mais interessantes, um álbum verdadeiramente raro e, por que não dizer, histórico. Um registro musical ao vivo de uma apresentação na noite de belorizontina dos cantores Jorge Goulart e Nora Ney e também, de quebra, dois grandes instrumentistas mineiros, o pianista Antonio Guimarães e o cavaquinista Waldir Silva num encontro mais que memorável. Sim, trata-se de um disco que poucos tiveram o prazer de conhecer porque sua tiragem foi bem limitada e nunca chegou a se relançado ou relembrado em alguma outra edição. Suponho até que a própria Bemol nem tenha mais as fitas master dessas gravações que aconteceram na numa noite de 1971, na boate Feitiço da Vila, em Belo Horizonte. Um belíssimo show que ficou registrado em disco, mantendo-se todo o clima do ambiente, sem pausas e sem faixas, tudo muito linear. O show se abre com Nora Ney interpretando Dolores Duran, Silvio Cesar e Noel Rosa. Depois é a vez do maestro e pianista Antonio Guimarães que arrasa em temas de Ary Barroso. Do outro do disco o samba toma conta, novamente com Nora Ney e o parceiro Jorge Goulart que desfilam Paulino da Viola, Nelson Cavaquinho, Zé Keti, Sinval Silva, Noel e Ary Barroso. Ah… Olha eu esquecendo do grande Waldir Silva. Ele também  está presente no acompanhamento e interpretando duas músicas de Sinhô, “Gosto que me enrosco” e “Jura”.
Sem dúvida, o grande destaque deste lp é mesmo o casal Nora e Jorge. Nesta época eles estavam morando em Belo Horizonte. Este disco foi produzido pelo próprio Jorge Goulart e pelas informações que colhi em uma tiragem muito pequena. A ideia inicial era a de gravar outros discos na mesma linha, registro de shows, tanto assim que este era o volume 1. Mas ao que parece, a coisa ficou só na vontade. Uma pena, pois pouco se tem desses registros da noite de Beagá.
Para esta postagem eu preparei o arquivo de maneira a facilitar a vida de vocês. Como se trata de um show (embora editado), as músicas apresentadas não trazem uma separação por faixas, o disco corre direto nos dois lados. Daí eu resolvi editar, mas sem tirar um segundo de gravação. Está tudo completo. Eu coloquei apenas um ‘fade in’e um ‘fade out’ quando necessário, dividindo o disco em 16 faixas. Mas para não dizerem que eu aleijei ainda mais a edição do show, deixo também um arquivo completo, inteiro, unindo apenas o lado A com o lado B.
Quando falei da raridade (e também curiosidade) deste disco não pensei num preciosismo que o fizesse valer tanto, segundo o preço ‘ofertado’ por um maluco no Mercado Livre. O cara tem a coragem de cobrar 1390,00! Muito sem noção

feitiço da vila – nora ney
solidão – nora ney
pra você – nora ney
último desejo – nora ney
baixa do sapateiro – antônio guimarães
três lágrimas – antônio guimarães
rancho fundo – antônio guimarães
taboleiro da baiana – antônio guimarães
é luxo só – antônio guimarães
aquarela do brasil – antônio guimarães
foi um rio que passou em minha vida – jorge goulart
não sou feliz – jorge goulart
último baile da monarquia – jorge goulart
gosto que me enrosco – waldir silva
jura – waldir silva
adeus batucada – nora ney
barracão – jorge goulart
cadência do samba – nora ney
vai saudade – jorge goulart
vai mesmo – nora ney
o orvalho vem caindo – jorge goulart
o orvalho vem caindo – nora ney
a fonte secou – nora ney
aquarela mineira – jorge goulart
feitiço da vila – jorge goulart e nora ney
.

Rio Carnaval Do Brasil 64 (1964)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! O carnaval continua por aqui. Saímos de 1976 e vamos agora para o ano de 1964. Uma década ainda melhor, na minha opinião, para as fantasias musicais carnavalescas. E neste álbum, lançado pela Rosenblit, através de seu selo Mocambo para o Carnaval de 64, temos uma seleção de 14 sambas e marchas, interpretadas aqui também por grandes artistas como Nora Ney, Jorge Goulart, Aracy de Almeida, Linda Batista e outros. Vamos lá, cair na folia?

a india vai ter nenem – dircinha batista
devo a você – jorge goulart
mulher boa é quem manda – ivete garcia
quis fazer de mim palhaço – orlando corrêa
devagar – aracy de almeida
a hora é essa – gracinha miranda
deus é testemunha – nora ney
quem gosta de passado é museu – linda batista
a bola do maracanã – gilda de barros
cabeleira do zezé – jorge goulard
na hora que você precisou – zilda do zé
eclipse – orlando corrêa
o outro lado da vida – gilda de barros
de copo na mão – ivete garcia
tomara que seja você – nora ney
.

Rio Carnaval 1565-1965 – Rio De Janeiro A Janeiro – Carnaval De 400 Janeiros (1965)

Muito boa noite, amigos cultos e ocultos! Para comemorar os 6 anos do Toque Musical eu estou trazendo aqui uma preciosa raridade, com certeza, nunca antes apresentado em outros blogs. Eu estava guardando esta jóia para os dias de Carnaval, mas acabei esquecendo. Foi bom, pois sendo um álbum tão especial, merecia mesmo uma data também especial. Até porque este não é um trabalho que fala apenas do Carnaval, mas principalmente do Rio de Janeiro. E o que tem ele em comum como o aniversário do Toque Musical? Bom, este álbum celebra o aniversário da cidade. Em 1965 o Rio de Janeiro completava 400 anos. Tudo a ver… e ouvir 🙂 Como disse, disco especial para um dia especial. E aqui no Toque Musical tudo é festa, tudo é carnaval 🙂
Como podemos ver pelas ilustrações, trata-se de um livro, um autêntico álbum duplo produzido, em conjunto pela revista O Cruzeiro e a gravadora Copacabana, comemorando os quatro séculos de Rio de Janeiro. E como Rio é sinônimo de Carnaval, o trabalho fonográfico é todo pautado nessa relação. O ‘livro lp’ apresenta mais de 30 páginas ricamente ilustradas com belíssimas fotografias e textos do escritor Nelson Costa, extraídos de seu livro “O Rio Através Dos Séculos”, editado pela “O Cruzeiro” naquele mesmo ano de 65. Os lps que compoe do álbum são duas jóias. O primeiro, Rio de Janeiro a Janeiro””, é uma seleção de músicas que enalteceram a cidade maravilhosa. Produzido pelo grande Moacyr Silva, traz a cada faixa um diferente artista, maestro e orquestra, todos evidentemente do ‘cast’ da Copacabana. O repertório, não precisa nem dizer, é do conhecimento de todos. Para quem ama o Rio como eu, este disco é o que há. O segundo lp também não fica atrás (só na ordem de apresentação). “Carnaval de 400 Janeiros” trás uma seleção em ‘pot pourri’ de algumas das melhores músicas de carnaval. De um lado temos os sambas e do outro as marchinhas, tudo interpretado pelo Coral e Orquestra Copacabana, sob direção musical de Altamiro Carrilho. Como podemos ver e também ouvir este é um daqueles trabalhos que merece toda a nossa atenção. Já imaginaram se não fossem os blogs, assim como o Toque Musical, o que seria desta e de tantas outras jóias, esquecidas em algum canto, mofando, se perdendo…? Ainda bem que a gente está por aqui 😉

Disco 1
cidade maravilhosa – coral e orquestra copacabana
quatrocentas velinhas – jorge goulart
valsa de uma cidade – roberto silva
rio – jorge henrique
cidade brinquedo – os rouxinóis
fantasia carioca – jairo aguiar
o rio é mais rio – gilberto alves
samba do avião – francineth
eterna capital – roberto audi
rio dos vice-reis – gilberto alves
hip-hurra quatrocentão – jorge goulart
rio, praia e sol – jorge eduardo
guanabara quatrocentão – jairo aguiar
rio – coral e orquestra copacabana
baia da guanabara – rinaldo calheiros
rio – abilio martins
rio de janeiro a janeiro – fernando barreto
primavera no rio – altamiro carrilho
Disco 2
praça onze
madureira chorou
vai que depois eu vou
pra seu governo
cai, cai…
nêga do cabelo duro
recordar
é bom parar
implorar
não tenho lágrimas
despedida da mangueira
meu consolo é você
que rei sou eu
até amanhã
agora é cinza
o orvalho vem caindo
não me diga adeus
nêga maluca
de lanterna na mão
o teu cabelo não nega
marchinha do grande galo
maria candelária
aurora
nós os carecas
quem sabe, sabe
touradas em madrid
se a lua contasse
eu brinco
lig lig lê
mamãe eu quero
allah lá ô
confete
sassaricando
cachaça
a jardineira
me dá um dinheiro aí
cabeleira do zezé
pastorinhas
.

Cast Continental – O Amor Mais Puro (1963)

Olá amigos cultos e ocultos! Acabo de voltar da Feira de Vinil, onde (pra não variar), comprei mais discos do que vendi. Estou empenhado em refazer minha discoteca básica de rock”n’roll, preferencialmente só com discos importados e originais. Hoje, numa baita sorte comprei quatro pérolas da minha adolescência: Nektar, Can, Hard Stuff e Atomic Rooster, tudo importado e praticamente novos. Que beleza! É disco que eu gosto!
E amanhã é o Dias das Mães, não é mesmo? Pensando nisso eu resolvi me antecipar, trazendo um dia antes um disco de celebração, aquele que vai ser a minha homenagem a todos os `filhos da mãe` e a ela própria, sempre viva em nossos corações. Feliz seja esse dia para todos, com ou sem a presença Dela. Deixo aqui para vocês essa coletânea especial, lançada em 1963 pela Continental, com o propósito de homenagear a mamãe. Um disco muito interessante e original, reunindo vários artistas da gravadora e músicas que com certeza marcaram momentos como esse. Salve a mãe! O amor mais puro!

o amor mais puro – francisco petronio
minha mãe é mais bonita – angela maria
ser mãe – josé leão
madre – albertinho fortuna
doce maezinha – nora ney
amor de mãe – jamelão
flor mamãe – josé leão
dorme mamãe – carlos josé
cantiga para ninar mamãe – zezé gonzaga
retrato de amor – orlando correa
a você mamaezinha – francisco petronio
coração de mãe – jorge goulart
.

Jorge Goulart – Sambas Fantásticos (1962)

Boa tarde, amigos cultos, ocultos e associados! Vou aproveitando aqui esses 15 minutos de folga para trazer logo a postagem do dia. Meu tempo está curtíssimo, cheio de tarefas. Mal vai dando para a publicação da postagem de hoje. Mas vamos lá…
Hoje temos o cantor Jorge Goulart em um disco lançado pelo selo Musicolor em 1962. O álbum estava um caco, com sua capa mofada e suja, porém o disco ainda aguentava mais algumas rodadas e antes que ele se perdesse de vez, aproveitei para digitalizá-lo. Recuperei o máximo que pude, preservando deste apenas a frente da capa. Se houvesse mais tempo podeira ter feito melhor, mas prefiro focar os meus cuidados ao conteúdo, que é ótimo! Temos aqui um repertório de sambas ufanistas, músicas que falam da grandeza do Brasil e seu ritmo maior, o samba. Por aqui desfilam temas de diferentes compositores, músicas que marcaram para sempre o cancioneiro popular. Um belíssimo disco que agora eu convido vocês para ouvirem 🙂

samba fantástico
brasil
tudo é brasil
brasil, usina do mundo
isto aqui o que é
brasil moreno
a voz do morro
isso é brasil
aquarela do brasil
onde o céu azul é mais azul

Jorge Goulart – Rodolfo Mayer – Mãe (196…)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Hoje é o Dia das Mães e eu quero aqui prestar a minha homenagem a esta figura fundamental em nossa vida. Quero antes de tudo, me abrir um pouco mais, deixando de lado o personagem Augusto TM e mostrando a vocês um pouco do outro cara aqui, isso obviamente, relacionado às minhas mães. Eu posso me considerar nesse ponto uma pessoa de muita sorte, pois tive nessa vida duas ‘mãezonas’. Poderia até dizer que tive mais, pois sempre fui muito bem acolhido e amado por diversas mulheres. Me refiro, claro, ao amor maternal e espiritual.
Quando iniciei este blog, o Toque Musical, estava vivendo um momento muito difícil em minha vida. Minha mãe natural havia acabado de falecer, vítima de um câncer silencioso e agressivo que nos pegou a todos de surpresa. Ela, coitada, nunca soube que mal era aquele que a levou a morte. Abandonei minha mulher e filho e fui viver os últimos três meses cuidando da minha mãe, sozinho! Dois anos antes, havia também perdido a minha irmã, que não chegou a completar 33 anos. Isso, por certo abalou muito a minha mãe e esse câncer deve ter se originado aí, em sua imensa tristeza. Foram três meses de barra pesadíssima, eu sozinho, sem ter muito com quem contar. Fui filho, médico, enfermeiro, conselheiro e tudo que pedia aquele momento. Sofri demais carregando a minha velha para hospitais, desesperado e contando realmente só com a ajuda de Deus. Estava para abandonar também o meu emprego, não fosse a solidariedade e pena dos colegas e chefe, que souberam nessa hora compreender a minha situação. Rezei a Deus para que não me desamparasse e não deixasse a minha mãe morrer comigo sozinho naquela casa. Eu estava meio que perdido, enfraquecido e como disse, sozinho principalmente nas noites, onde eu mal dormia. Eu não saberia o que fazer se ela morresse em casa. Mas já nos seus últimos dias a situação se agravou e eu fui obrigado a levá-la para o hospital. Lá, eu também encarei as noites dormindo na cadeira do seu quarto, mas pelo menos tinha a assistência das enfermeiras e médicos. Em sua última noite eu já não suportava mais de cansaço e numa cama ao lado, que estava vazia, dormi um sono que nunca dormi antes, sem sobressaltos, tranquilo. Acordei as 5:30 e fui logo pegando em sua mão. Ela me olhou já meio distante e em seguida faleceu. Parecia até que ela estava só esperando eu acordar para em seguida morrer. Foi muito triste, foi barra… (desculpem, mas agora eu estou chorando)
Mas essa história de mãe não termina aqui. Meu sofrimento seria ainda muito maior algum tempo depois. Como disse, tive duas mães. A outra foi a minha tia, irmã de meu pai. Essa, coitada, só não me ajudou com a minha mãe porque também estava numa cama já há dois anos, vítima de um AVC que a deixou paralisada nas pernas, o braço direito e na fala. Era uma mulher dinâmica, super ativa, dona de sua vida e da dos outros que ela sempre cuidou. Tinha sua casa, seu carro, sua independência… De repente, num péssimo dia,  ela sofreu um derrame e daí, nunca mais se recuperou. Perdeu tudo, agora entravada numa cama. Ela tinha apenas um filho, que eu o considerava como meu irmão mais velho. Por cinco anos ela ficou em sua casa, sendo assistida por uma pessoa contratada por meu primo. Este, um professor doutor universitário, envolvido em seus projetos e uma família, não tinha lá muito tempo para a mãe. Abasteceu com os cuidados que achava necessários, mas o que ela mais queria ele nunca deu, atenção, afeto e carinho. O cara era naturalmente seco e suas emoções eram outras, que nem vale a pena aqui eu comentar. Entregou os cuidados da mãe à uma pessoa descontrola, um mulher com distúrbios bipolares, que mais prejudicou a minha tia do que a ajudou. Implicava com as pessoas que iam visitar a minha tia, inclusive eu, que independente disso, forçava para vê-la todos os dias. Meu primo só aparecia por lá nos finais de semana, fica na casa por pouco tempo e logo ia embora. Só ia mesmo para levar remédios, fraudas e o dinheiro da maluca. Meu envolvimento com a minha tia aumentou, principalmente depois da morte da minha mãe, quando então eu tinha mais tempo para acompanhá-la. Minha tia, embora não pudesse se locomover e se comunicar pela fala era uma pessoa lúcida e mesmo com todos os seus males ainda esboçava uma alegria esperança na vida. Mas essa mulher, a acompanhante, que passou a viver com ela transformou sua vida num inferno. Afastou da casa todos os amigos e implicou até com a fisioterapeuta. Meu primo, afastado do que realmente acontecia por lá, estendeu a tortura até chegar a um ponto em que a acompanhante resolveu abandonar a casa. A mulher era totalmente louca, mas o comodismo desse primo o impedia de procurar outra pessoa para cuidar de sua mãe. Ele bem que podia ter a levado para ficar em sua casa, que por sinal é enorme, com vários cômodos, uma grande e bela casa, onde vivia só ele, a esposa e um cachorrão fedorento. Os dois filhos já eram independentes e moravam em suas próprias casas. Em suma, ele tinha todas as condições para cuidar e estar mais próximo da mãe. Mas ele não queria isso. Quando então, a acompanhante deu no pé, ele imediatamente levou minha tia para um asilo. Asilo de rico chama-se ‘clínica da vovó’, mas no fundo não tem muita diferença. Meus amigos, vocês não fazem ideia do que é sofrimento. Do sofrimento que esse primo impôs à minha tinha e também a mim, que nessa altura já estava muito envolvido com a situação. Pedi a ele, insistentemente, que não a deixasse naquele lugar, era o inferno em dose dupla. Cheguei a propor que voltasse com ela para a sua casa e que eu mesmo cuidaria dela. Mas aquele imbecil sem coração, não quis me dar ouvidos. Vou dizer para vocês, acho que sofri mais do que com a minha mãe. Isso por que a minha tia era uma santa e merecia ter sido tratada de outra forma. Eu a considero como minha segunda mãe porque foi ela quem me criou dos 11 aos 30 anos, período em que fui morar na casa dela. Minha mãe nessa época havia casado com um outro homem e eu acabei sendo criado pela minha tia. Daí uma das muitas razões pelas quais eu tinha um laço muito forte com essa mulher. Meu Deus, como foi difícil acompanhar todo aquele sofrimento desnecessário pelo qual a minha tia-mãe passou.
Eu ia todos os dias visitá-la no asilo e sempre prometendo a ela que faria de tudo para tirá-la de lá. Insisti, insisti e insisti… mas nada! Aquele coração de ferro era inabalável. Em um ano e meio que a minha tia ficou por lá ela foi aos poucos se definhado e pelos maus tratos acabou tendo uma infecção na perna e já nos seus últimos momentos, teve que amputá-la. Que coisa horrível! Como foi triste. Vejam vocês, depois de amputada, já num hospital, sofrendo horrores, o médico lhe deu alta, ou melhor dizendo, mandou que ela voltasse para casa (para desocupar a vaga no quarto). Meu primo então me avisa que iria levá-la de volta ao asilo.Eu chorei por dentro e implorei dizendo, “não leva pra lá não, leva para a sua casa, deixa ela morrer lá…” O cara levantou-se da cadeira onde estava e me mandou calar a boca. Disse que estava cheio de ouvir as minhas reclamações, que a mãe era dele e que faria da forma que achasse melhor. Aquilo me deu tanto ódio que se não fosse pelo fato de estarmos no quarto do hospital com aquele resto de vida, eu teria partido para cima dele. Meu desejo naquele momento foi quebrar a cara daquele safado. Não fosse pela presença (?) da minha tia ali eu iria bater muito naquele cara. Mas, eu me controlei. Com lágirmas nos olhos, fui até a cama, despedi da minha tia e disse a ela: “Meu bem, vai agora. Aqui não há mais nada para você. Vá em paz, eu me despeço aqui. Que Deus lhe acolha como você merece.” Saí de lá com o coração ainda mais partido. Minha tia morreu um dia depois. Nunca mais olhei na cara daquele sujeito e espero nunca mais vê-lo. Tomei um verdadeiro ódio. Hoje, agora nesse dia, não tive como não lembrar de tudo. Não vou nunca perdoá-lo, mas confesso, tenho pena dele.
Desculpem por esse desabafo… eu não esperava chegar a tanto…
Fiquem hoje apenas com esse compacto, lançado pelo selo Mocambo. Onde temos de um lado o cantor Jorge Goulart interpretando a música “Ser mãe”, dos irmãos Coelho e Silvino Netto e do outro o poema/canção “Carta a mãe distante”, também de Silvino Netto. Pode parecer meio piegas esse disquinho para os dias de hoje. Mas quem tem uma mãe no coração, não acha não!

carta a mãe distante – rodolfo mayer
ser mãe – jorge goulart

A Era Getúlio Vargas Vol. 2 – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 20 (2012)

O Grand Record Brazil está de volta com a segunda e última parte da crônica musical da era Getúlio Vargas. Obedecendo à cronologia dos fatos, começamos com a deposição de Getúlio pelos militares, acontecida em 29 de outubro de 1945. O “pai dos pobres” teria de deixar o poder, após quinze anos, pois as eleições estavam marcadas para 2 de dezembro daquele ano. Mas Getúlio articulava sua candidatura e mesmo um novo golpe, como em 1937, e a campanha “Queremista” (“Queremos Getúlio”) estava nas ruas. Os militares entraram em cena e tiraram Getúlio do poder à força. Nem bem Getúlio saía do Catete, Herivelto Martins e Ciro de Souza compuseram uma marchinha para o carnaval de 1946: “Palacete no Catete”. Apenas um dia depois, 30 de outubro de 45, lá estava Francisco Alves no estúdio da Odeon para gravar, acompanhado da orquestra de Fon-Fon (Otaviano Romero Monteiro), “Palacete no Catete”, em que Getúlio é apresentado como o “inquilino”que se mudou de lá após morar nele quinze anos. Em dezembro de 1945, o disco já estava nas lojas com o número 12649-A, matriz 7927. Nas eleições daquele ano, a vitória foi do candidato apoiado por Getúlio, o marechal Eurico Gaspar Dutra.
Cinco anos depois, a 20 de janeiro de 1950, Jorge Goulart grava na Continental, para o carnaval desse ano, a marchinha “Ai, Gegê”, de João “Braguinha” de Barro e Alberto Ribeiro, expressando a saudade que o povo então sentia de Getúlio e mostrando como a situação piorou depois de sua saída do poder, até mesmo a inflação. O disco saiu pela Continental com o número 16172-A, matriz 11110, em março-abril de 1950, detalhe intrigante, uma vez que o carnaval já havia passado…
 A deposição de Getúlio fez com que seu retrato oficial, com a faixa de presidente, datado de 1934, fosse retirado das repartições públicas e até mesmo das paredes de muitos lares, sendo que até não simpatizantes o mantinham pendurado em casa, por precaução. Mas o tempo passou e, em 1950, Getúlio foi o grande vitorioso das eleições presidenciais, acontecidas em 3 de outubro daquele ano. Ironizando os anti-getulistas, Haroldo Lobo e Marino Pinto compõem a espirituosa marchinha “Retrato do velho”, concitando a volta do mesmo. Gravada por Francisco Alves na Odeon, em 16 de outubro de 1950, com acompanhamento de regional, e lançada um mês antes do carnaval de 51, janeiro, com o número 13078-A, matriz 8826, “Retrato do velho” foi um grande sucesso na folia daquele ano, e na edição impressa dos irmãos Vitale os autores homenageiam o jornal “O Radical”, então “líder dos órgãos trabalhistas brasileiros”.
Em seu segundo mandato, Getúlio cria o Ministério da Economia, e isso inspira Geraldo Pereira e Arnaldo Passos a compor um interessante samba-crônica a respeito, com perspectivas bastante otimistas, inclusive com barateamento do custo de vida. A música, também chamada “Ministério da Economia”, é lançada pelo próprio Geraldo na Sinter, em agosto de 1951, com o número 00-00.071-B, matriz S-150, e mereceu mais tarde inúmeras regravações, uma delas inclusive com Bebel Gilberto, em dueto com Pedrinho Rodrigues.
E, como a moradia sempre foi problema, Horácio Felisberto, o Dácio, compõe para o carnaval de 1952 o samba “Coisa modesta”, na qual um operário, morando embaixo da ponte por causa de despejo, pede a Getúlio uma moradia bem simples, nada sofisticada, apenas um barracão para poder morar com um mínimo de conforto. Alcides Gerardi o gravou na Odeon em 22 de outubro de 1951, com lançamento um mês antes da folia de 52, janeiro, com o número 13213-A, matriz 9165.
 O bordão com que Getúlio Vargas iniciava seus discursos, “Trabalhadores do Brasil”, inspira o humorista e compositor Silvino Neto a lançar um samba mostrando que naquela ocasião a vida estava “de amargar”. Ele próprio o lança na Copacabana, em janeiro de 1953, com vistas, claro, ao carnaval desse ano, disco 5035-B, matriz M-301. O próprio Silvino Neto é quem imita Getúlio no início do registro, como fazia no programa de rádio “Pimpinela escarlate”.
 Já naquele tempo, o funcionalismo público já era aquilo que chamamos de “cabide de emprego”. É o que comprova a marchinha de Arlindo Marques Jr. e Roberto Roberti aqui incluída: “Se eu fosse o Getúlio”, na qual, através do vozeirão do grande Nélson Gonçalves, eles pedem que toda essa gente seja mandada para a lavoura, ou seja, o setor agro-pecuário. Gravação RCA Victor de 16 de novembro de 1953,  lançada para o carnaval de 54 um mês antes do mesmo, janeiro, com o número 80-1248-B, matriz BE3VB-0308. Creio que seja adequada para qualquer presidente brasileiro que esteja no poder, até mesmo a atual titular do posto…

Em 5 de agosto de 1954, ocorre um atentado em frente ao prédio em que residia o jornalista e político Carlos Lacerda, ferrenho opositor de Getúlio Vargas, em frente ao edifício em que residia, na Rua Tonelero, no bairro carioca de Copacabana. Lacerda é ferido no pé  e o major da Aeronáutica Rubens Florentino Vaz, que o acompanhava, acabou morto. O atentado foi atribuído a membros da guarda pessoal de Getúlio, sendo seu líder, Gregório Fortunato, acusado de ser o mandante do crime, e além disso a FAB, à qual pertencia o major Vaz, tinha como grande herói o brigadeiro Eduardo Gomes, derrotado por Getúlio nas eleições de 1950. Isso desencadeia grave crise política, na qual o povo e os militares pedem a renúncia de Getúlio. Não tendo outra alternativa, e após aquela que seria sua última reunião ministerial como presidente da República, Getúlio se suicida com um tiro no coração, na fatídica madrugada de 24 de agosto de 1954, deixando uma famosa carta-testamento e causando forte comoção em todo o pais. Por isso mesmo, encerramos esta retrospectiva musical da era Vargas com duas homenagens póstumas. A primeira é o rojão (espécie de baião mais acelerado) “Ele disse”, lançado na Copacabana por Jackson do Pandeiro dois anos após a morte de Getúlio, em 1956, com o número 5579-A, matriz M-1503, citando inclusive uma frase dessa carta: “O povo de quem fui escravo jamais será escravo de ninguém”. E a segunda, composta por João “Braguinha” de Barro, é o “Hino a Getúlio Vargas”, lançado por Gilberto Milfont na Continental em setembro-outubro de 1958 com o número 17579-A, matriz C-3478. Curiosamente, no verso do disco, a música aparece em versão apenas instrumental, com a Orquestra Continental. Enfim, esta é a segunda e última parte de uma retrospectiva que apresentou interessantes crônicas musicais da era getulista, inclusive mostrando a comoção que seu trágico suicídio desencadeou. Mas, como diz o hino de Braguinha, Getúlio ficará para sempre no coração do Brasil! 


*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO

Vários – Seleção 78 RPM Do Toque Musical – Vol. 15 (2012)

Luzes, câmera, ação… e música! Sim, esta décima-quinta edição do Gran Record Brazil é dedicada à música de cinema, apresentando temas de filmes nacionais e também de produções hollywoodianas, estas em versões para o idioma tupiniquim.

Começamos com dois temas do filme “Rua sem sol”, dirigido por Alex Viany para a Brasil Vita Filmes, e estrelado por Glauce Rocha, Carlos Cotrim, Dóris Monteiro (ainda de tranças, no papel de uma deficiente visual) e Modesto de Souza. Ambos os sambas-canções são cantados por Ângela Maria, que também participou do filme, claro, interpretando-os, no disco Copacabana 5170, lançado em dezembro de 1953. Abrindo o disco, a faixa-título do filme, “Rua sem sol”, matriz M-641, assinada por Mário Lago e Henrique Gandelmann, e no verso, matriz M-642, o clássico “Vida de bailarina”, de Chocolate (também humorista de rádio e TV) e Américo Seixas. Música muitíssimo gravada (Elis Regina, Zizi Possi, Quarteto em Cy, Agnaldo Timóteo, etc.).

Já que falamos em Adelina Dóris Monteiro (sim, é esse o nome completo dela), ela aqui comparece com o disco Todamérica TA-5220, gravado em 8 de setembro de 1952 e lançado em outubro seguinte, no qual interpreta duas músicas de outro filme de Alex Viany no qual ela também atuou, “Agulha no palheiro”, co-produzido por Moacyr Fenelon (um dos fundadores da lendária Atlântida) e pela Flama Filmes, da família Berardo (em cujos estúdios, situados no bairro carioca das Laranjeiras, instalou-se mais tarde a TV Continental, Canal 9). Primeiro, a música-título do filme, “Agulha no palheiro”, matriz TA-366, de César Cruz e Vargas Jr., e no verso, matriz TA-365, “Perdão”, também de César Cruz, mas sem parceiro.

O eterno Rei da Voz Francisco Alves era um cantor eclético, versátil, e interpretava de tudo que fazia sucesso em sua época em matéria de música. E nesta cinematográfica edição do GRB, ele comparece com três gravações bastante apreciadas: do disco Columbia 55248-A, gravado em 7 de novembro de 1940 e lançado em dezembro seguinte, matriz 339, o samba-exaltação de Braguinha, Alberto Ribeiro e Alcyr Pires Vermelho, “Onde o céu azul é mais azul”, que Chico também cantou no filme “Céu azul”, da Sonofilms, dirigido pelo lusitano Ruy Costa (que como compositor assinava J. Ruy) e tendo no elenco Jaime Costa, Déa Selva, Heloísa Helena (homônima da famosa política), Oscarito e Grande Otelo. Completando a participação do grande intérprete, duas versões gravadas na Odeon, ambas de Haroldo Barbosa, compositor, produtor e redator de programas de rádio (entre eles o de Francisco Alves aos domingos) e TV, jornalista, etc. Do disco 125o5-A, gravado em 8 de agosto de 1944, matriz 7628, o fox “Para sempre adeus (It can’t be wrong)”, de Max Steiner e Kim Gannon, do filme americano “A estranha passageira (Now voyager)”, produzido pela Warner em 1942 sob a direção de Irving Rapper e estrelado por Bette Davis, Paul Henreid, Gladys Cooper e Claude Rains. A película venceu, inclusive, o Oscar de melhor escore de filme não-musical. Do filme francês “Inquietação (Fièvres)”, Chico Viola interpreta o fox-canção “Maria”, de Luchesi e Feline, gravação de 21 de setembro de 1946, porém só lançada em maio de 47 com o número 12773-A, matriz 8098. No selo original, a versão é erroneamente creditada a Haroldo Lobo, mas o Haroldo que a fez é mesmo o Barbosa!

Nesta edição também comparece o grande Jorge Goulart, recentemente falecido, com um disco de seu período áureo na Continental, o de número 16816, lançado em julho-agosto de 1953, no qual igualmente interpreta versões de filmes famosos internacionalmente. No lado A, matriz C-3164, a célebre canção “Luzes da ribalta (Limelight)”, composta por Charles Chaplin para o filme de mesmo nome (só lançado nos EUA em 1972, uma vez que Chaplin estava exilado na Suíça por pressão do Comitê de Atividades Anti-Americanas) e vertido por João “Braguinha” de Barro e Antônio Almeida. Versão muito gravada, inclusive por sua mulher, Nora Ney. No verso, matriz C-3165, a “Canção do Moulin Rouge”, de uma produção britânica de 1952 dirigida por John Huston e distribuída pela United Artists (portanto nada a ver com o “Moulin Rouge” de Baz Luhrman). É um a valsa de Georges Aurick e William Engoick, com letra brasileira de Carlos Alberto.

Neyde Fraga (São Paulo, 1924-Rio de Janeiro, 1987), hoje esquecida mas que tinha uma bela voz de veludo, comparece aqui com uma faixa do disco Odeon 13562-A, matriz 9920,gravado em 16 de outubro de 1953 e lançado em dezembro seguinte. É o clássico “Lili (Hi´lili, hi´lo)”, de Bronislau Kaper e Helen Deutsch, com letra brasileira do sempre eficiente Haroldo Barbosa. É do clássico musical americano “Lili”, da MGM, protagonizado por uma das mais famosas atrizes do estúdio do leão, a francesa Leslie Caron. Foi regravada até mesmo em versão “disco music”, por Nalva Aguiar, em 1977!

Sílvio Caldas, o eterno “caboclinho querido”, bate ponto com duas músicas do filme “Maria Bonita”, da Sonoarte Filmes, dirigido por Julian Mandel e baseado no romance homônimo de Afrânio Peixoto, por ele gravadas na Odeon em primeiro de junho de 1937, com acompanhamento da Orquestra Copacabana do palestino Simon Bountman, e lançadas em julho seguinte com o número 11487. No lado A, matriz 5587, o conhecido tema folclórico “Meu limão, meu limoeiro”, adaptado para “samba sertanejo” por José Carlos Burle, também cineasta, e com a participação vocal de Gidinho. No final dos anos 1960, este seria um dos carros-chefes de Wilson Simonal, que só aproveitou o estribilho, mas mesmo assim muita gente cantou isso junto com ele. No verso, matriz 5588, também de José Carlos Burle em parceria com o escritor J. G. De Araújo Jorge (tão discutido quanto lido), esta joia de canção, “Confessando que te adoro”.

Para encerrar, músicas do filme “O cangaceiro”, produção da Vera Cruz dirigida por Lima Barreto e vencedora da Palma de Prata no Festival de Cannes, na França, como melhor filme de aventuras (naquele tempo ainda não tinha a Palma de Ouro e sim o Grande Prêmio da Crítica, vencido na ocasião por “O salário do medo”, de Henri Georges-Clouzot). Vanja Orico, que também esteve no elenco do filme, interpreta a lírica toada “Sodade, meu bem sodade”, feita por Zé do Norte (Alfredo Ricardo do Nascimento, Cajazeiras, PB-1908-idem, 1979) ainda na adolescência. No acompanhamento, o violonista Aymoré e orquestra dirigida por Gabriel Migliori, também responsável pela direção musical do filme, em gravação RCA Victor de 29 de janeiro de 1953, lançada em abril seguinte com o número 80-1101-B, matriz SB-093597. O Trio Marabá, cujos integrantes eram provavelmente mexicanos (afinal chamavam-se Pancho, Panchito e Cármen Durán) vem com sua versão de “Muié rendera”, o tema principal de “O cangaceiro”, lançada pela Copacabana em março-abril de 1953 com o número 5044-A, matriz M-332. No acompanhamento, a curiosa presença do conjunto de Alberto Borges de Barros, o Betinho, filho de Josué de Barros, descobridor de Cármen Miranda, e intérprete do conhecido fox “Neurastênico” (seu e de Nazareno de Brito) e do rock “Enrolando o rock”(dele e de Heitor Carillo), entre outras. Apesar do sucesso, Betinho deixou a carreira para cumprir missão evangelizadora. O próprio Zé do Norte vem com o lado A de “Sodade, meu bem sodade”, com Vanja Orico, matriz SB-093598, interpretando o coco “Meu pinhão”, ou “Meu pião”, de sua autoria, também cantado por ele próprio em “O cangaceiro”. Apesar do êxito internacional do filme, a maior parte dos lucros ficou com a distribuidora, a multinacional americana Columbia Pictures (mais tarde vendida à Coca-Cola e repassada à nipônica Sony), e a Vera Cruz, que tencionava ser uma Hollywood tupiniquim em São Bernardo do Campo (SP), acabou fechando suas portas em 1954, retomando suas atividades em ocasiões esporádicas. Enfim, esta cinematográfica edição do GRB vai enriquecer as coleções de muitos amigos cultos e ocultos com um pouco do melhor que a música produziu para a chamada sétima arte. É ouvir e colecionar!

 
*TEXTO DE SAMUEL MACHADO FILHO
 
 
 

Carnaval Rio Quatrocentão (1964)

Acho que hoje eu nem preciso fazer a tradicional saudação, visto que a coisa está mais para ‘salgação’. Sinceramente não entendi a tamanha motivação para tantos comentários. Não consigo acreditar que por causa de um simples chato, tudo virou uma enorme chateação. Não vou negar que fiquei também chateado pelas acusações daqueles que frenquentam este espaço, me culpando por não ter logo tomado as dores da HWR, por uma simples bobagem. Em outras ocasiões por aqui já fizeram pior e até comigo mesmo. Já fui mais que chato, fui chamado filho da puta, ladrão, pirata, viado, babaca, burro e até comunista (como se isso fosse uma ofensa). Em nenhuma das vezes saíram tantos ‘amigos’ em minha defesa. E no fundo, nem precisavam, pois aqueles que me conhecem de verdade, sabem que o meu entendimento de solidariedade é na linha de frente. É literalmente doando sangue. Percebo que a bandeira que tremula neste céu, hoje, não é a do Toque Musical. Além do mais, detesto Twitter…

Hoje me deu vontade de dar um basta nisso tudo, acabar com a seção de comentários em postagem e consequentemente dificultar o acesso aos links. Sei que tem muita gente bacana por aqui, amigos cultos e também ocultos, com um senso maior que o crítico. Em consideração aos verdadeiros segurei o passo, engulo mais saliva e vou em frente…
Tá aqui o disco do dia. Mais carnaval… acho que é disso que vocês estão precisando…
Segue aqui um belo álbum lançado pelo selo Copacabana. Um disco especial para uma data especial, Carnaval e 400 anos de favela. Este disco traz um encarte diferente, singular para os moldes tradicionais. Ele se abre como um livreto, com algumas páginas onde iremos encontrar a ficha técnica, as letras de cada uma das músicas e seus intérpretes. A propósito dos intérpretes, temos como destaque a Miss Guanabara e também Miss Brasil daquele ano, Vera Lúcia Couto dos Santos, cantando “Rosa Dourada”, uma marchinha de Moacyr Silva e David Nasser. É ela a moça da capa 🙂
Agora aqui, não sei se publico o ‘toque’, ou se mando vocês irem procurar ouvir o disco lá na HWR. Continuo subindo tudo com muito carinho 😉
joga a chave, meu amor – jorge goulart
lua cheia – angela maria
burrinha de mola – carequinha
vem cá mulata – gilberto alves
você passou – roberto silva
coração em festa – dina gonçalves
onda da cabeleira – roberto audi
me leva, eu vou – mário augusto
rosa dourada – vera lúcia couto dos santos
genipapo – gilberto alves
carnaval quatrocentão – elizeth cardoso
deu fungum – abilio martins
rainha de sabá e rei salomão – angela maria
dúvida cruel – dora lopes
tiro de feijão – dercy gonçalves
vendedor de ilusões – arrelia e pimentinha
vai zero aí? – walter stuart
me paga um óleo aí (pudim de cachaça) – noel carlos

Jorge Goulart – Eu Sou O Samba (1960)

Boa noite, amigos cultos e ocultos! Na brecha do meu tumultuado dia, aproveito para fazer logo a postagem, antes que fique ainda mais tarde e eu sem disposição, acabe por não fazê-la. Estou numa sinusite brava, parece até aquelas ressacas de vinho Sulino. Não vejo a hora de chegar em casa, tomar um banho e cair na cama. Mas antes, vamos ao ‘post’ de hoje…
Olha só que beleza, um raro álbum do cantor Jorge Goulart. Talvez um de seus melhores discos, lançado pela RCA Victor em 1960. Um disco, obviamente, de samba e samba de primeira. Aqui encontramos Jorge Goulart interpretando um repertório com direito a três músicas de Zé Keti, entre elas o clássico “A voz do morro”, música que abre o disco e serviu de inspiração para o título do álbum. Mestres da composição como Ary Barroso, Mário Lago e Hervê Cordovil, também comparecem no disco. Chamo atenção para as faixas, “Meu samba”, de Lúcio Alves e Armando Louzada e “Brasília, capital da esperança”, de Cid Magalhães e Ivo Santos, música esta, feita em homeagem à então nova capital do Brasil.
Confiram aqui, em primeira mão, este álbum nota 10 😉

a voz do morro
não sou feliz
eu nasci no morro
meu samba
se o mal pensar, é pecado
brasília, capital da esperança
samba fantástico
joão cachaça
é luxo só
lamento de um sambista
é manhã no morro
o rei do samba

Emilinha Borba E Jorge Goulart – Oh! As Marchinhas (1981)

Olá amigos cultos e ocultos! Nosso domingo começa quente, antecipando o Carnaval que já vem chegando. Como é do conhecimento dos frequentadores e já esclarecendo aos novos visitantes, o que não falta aqui é disco e músicas de carnaval. Se você está pensando em reviver momentos de pura folia, entrou no lugar certo. Para a sua consulta, sugiro que pesquise em nosso index por nomes em ordem alfabética, na barra lateral direita. Consultar pela barra de pesquisa do Blogger não adianta, algum sacana mudou a tempos atrás as diretrizes do html no intuito de sabotar o Toque Musical. Como eu não sei resolver esse problema, adotei o index por nome de artista, assim temos uma outra alternativa para consultar o que já foi postado aqui. A lista vem crescendo a cada dia. Vai chegar uma hora em que eu terei que tomar alguma outra providência. Por isso eu sugiro, inclusive, àqueles que ainda não se colocaram como seguidores do TM que o faça. Dessa forma não irão perder nada do que temos postado aqui diariamente. Como eu disse, o Carnaval está chegando aí e aqui você encontra tudo, inclusive o frevo e coisas do carnaval baiano. Por essas e por outras é que neste ano eu vou fazer diferente. Para a próxima semana (temática) só vai dar as ‘boas’.
Abrindo o nosso grito de carnaval, temos para hoje um disquinho sensacional (até rimou!). Vamos com Emilinha Borba e seu parceiro Jorge Goulart, desfilando as mais famosas marchinhas carnavalescas de todos os tempos. Um disco o qual podemos chamar de básico para os quatro dias de folia. Pode até ser que o Carnaval já não tenha mais o mesmo encanto daqueles que eram embalados por essas músicas. Mas elas serão eternas, independente do que hoje virou aquela festa inventada pelo diabo, mas que Deus abençoou. (o diabo antes tinha bom gosto)

raminho de café
joga a chave meu amor
israel
colombina yê-yê-yê
cabeleira do zezé
mulata yê-yê-yê
as pastorinhas
rancho da praça onze
história do brasil
touradas em madrid
pirata da perna de pau
pirulito
tem gato na tuba
lourinha
yes, nós temos banana
chiquita bacana
a água lava tudo
vai com jeito
pó de mico
tomara que chova
marcha do remador
passarinho do relógio
o passo do cangurú
miau… miau
índio quer apito
o teu cabelo não nega
grau 10
linda morena
zé pereira
o abre alas
o pé de anjo
balzaqueana

Festival Do Rio – As Dez Mais Lindas Canções De Amor (1960)

Olá a todos! Minha postagem de hoje é uma homenagem à cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro. Festejando seus 444 anos, a Cidade Maravilhosa continua linda e a cada dia mais jovem. Parabenizo a cidade e a todos os seus felizardos habitantes! Salve o Rio!
A primeira vez que fui ao Rio levei um ‘tapa’ de deslumbramento. Fiquei encantado com sua geografia, suas praias, arquitetura e todo esse jeito malandro (no melhor dos bons sentidos) do carioca. O Rio é demais. Não fosse hoje o grau da violência uma coisa tão visível, era lá uma das cidades que eu gostaria de viver. Salve o Rio!
Para comemorar, temos aqui o “Festival do Rio”, álbum lançado pelo selo Copacabana em1960. Nele encontramos, conforme o subtítulo, “As dez mais lindas canções de amor”. São composições românticas de autores consagrados como Lamartine Babo, Ary Barroso, Dolores Duran e outros. Para este repertório foram convocados dez intérpretes, cantores não apenas da Copacabana, mas também da Continental, RGE e Sideral. As orquestrações e regência ficam a cargo dos maestros Pachequinho e Guaraná, além do côro de Joab Teixeira e participação da Orquestra Copacabana.

poema do adeus – miltinho
ternura antiga – luciene franco
será tarde – ernani filho
procura sonhar comigo esta noite – carlos josé
eu não tenho para onde ir – agnaldo rayol
ressurreição dos velhos carnavais – roberto silva
seu amor, você – lenita bruno
canção em tom maior – ted moreno
afinal, chegaste – zezé gonzaga
o céu virá depois – jorge goulart

Jorge Goulart, Emilinha Borga & Gilberto Milfont – Sucessos De Carnaval

Eu não gosto muito de atender pedidos, embora algumas vezes já o tenha feito. Não gosto porque foge da minha proposta inicial. Mas na medida do possível e conforme a solicitação faço as vezes um esforcinho para ajudar aos amigos. Coincidentemente, meu amigo/minha amiga, o disco que você tanto procurava eu tenho aqui. Por essa razão e também pelo fato de ser um disco raro estou postando-o aqui, num toque que do individual passou a ser coletivo. Extensivo à todos. Eis então as marchinhas de carnaval, sempre lembradas. São 24 canções em “pout-pourris” nas vozes de Jorge Goulart, Emilinha Borba e Gilberto Milfont.