Antônio Carlos Jobim, Francisco Mignone, Dorival Caymmi e Radamés Gnattli – Prêmio Shell Para A Música Brasileira (1984)

Amigos cultos e ocultos, como disse anteriormente, nosso canal de comunicação já está aberto, através da seção de comentários da cada postagem. Agora não tem mais desculpas… Mas por favor, não me venham só com pedidos de reposição de links, pois como informamos no texto lateral do site, não há reposição de links. Esses podem até voltar, mas não me comprometo em fazê-lo de imediato. Quem tiver pressa pode pedir, mas mediante a uma contrapartida, fazendo uma doação ao Toque Musical. Em breve estarei colocando um link facilitador para as doações. Daí, pode ser que as coisas por aqui voltem a funcionar com regularidade.
Segue hoje este lp promocional, que foi lançado em edição limitada, em 1984, patrocinado pela multinacional Shell, em seu evento anual “Prêmio Shell da Música Brasileira”. Este evento foi criado em 1981 e inicialmente era um incentivo a música popular e erudita brasileira, depois se focou apenas na popular. Em 1983 a os promotores culturais desse projeto resolveram lançar este lp, comemorando os 70 anos da empresa no Brasil, trazendo quatro grandes nomes da música brasileira, Antônio Carlos Jobim, Francisco Mignone, Dorival Caymmi e Radamés Gnattli, os ganhadores do prêmio em 1982 e 83.

saudades do brasil – antonio carlos jobim
valsas de esquina – francisco mignone
histórias de pescadores – dorival caymmi
sonatina coreográfica – radamé gnattali
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Nelson Gonçalves & Arthur Moreira Lima – O Boêmio E O Pianista (1992)

Bom dia, amigos cultos e ocultos. Hoje tenho para vocês um disco que já há algum tempo eu venho pensando em postar aqui no Toque Musical. Um encontro de Arthur Moreira Lima com o velho ‘Metralha’. Trata-se de um álbum dos mais interessantes, piano e voz. Gravado em 1992, este foi um disco que deu trabalho ao arranjador, o maestro Laércio de Freitas e à equipe de estúdio. Contam que houve uma certa dificuldade em ajustar os arranjos de piano com a voz do cantor. Tiveram que adotar outra alternativa. O velho Nelson cantou a seco, sem nenhum acompanhamento. O piano foi gravado separadamente, ou melhor, posteriormente à gravação da voz do cantor. Ao final, o resultado ficou muito bom. Para quem não conhece a história, ao ouvir o disco, pode achar um tanto diferente de outros gravados pelo Nelson. Sua voz parece já cansada, em alguns momentos e até desafina. Mas sendo o Nelson Gonçalves, o papo é outro, é coisa de um velho boêmio. Neste lp, que contou na época com o patrocínio do antigo Banco Nacional (aquele do guarda chuva) e da Transbrasil, temos um repertório de releituras de Nelson, músicas autorias em parceria com Adelino Moreira, Lamartine Babo, Wilson Batista, Cartola, Herivelto Martins, Orestes Barbosa entre outros… No disco temos doze faixas, sendo apenas duas, “Tico tico no fubá”, de Zequinha de Abreu e “Lamento”, de Pixinguinha, versões instrumentais executadas por Arthur Moreira Lima. Na versão cd deste disco, lançada posteriormente, foram incluídas mais quatro músicas. A produção deste lp deu origem a uma série de 50 shows da dupla pelo Brasil. Confiram aqui a versão lp.

chão de estrelas
camisola do dia
a volta do boemio
caminhemos
tico tico no fubá
eu sonhei que tu estavas tão linda
dolores seirra
a mulher que ficou na taça
lamento
el dia que me queiras
as rosas não falam
fica comigo esta noite
meu dilema
escultura
pensando em ti

Arthur Moreira Lima, Abel Ferreira E Conjunto Época De Ouro – Chorando Baixinho – Ao Vivo (1978)

Olá! Estou me sentido como uma onda, oscilando entre momentos bons e ruins. Alguns diriam que é natural, a vida é assim mesmo. Eu concordo, mas acho que as vezes essas ondas seguem uma sequência muito próxima e de uma certa forma elas se confundem ou nos dão uma sensação híbrida, a gente não sabe nem definir a hora de estar alegre ou triste. É mais ou menos assim que eu estou me sentindo.
Aproveitando os meus momentos de choro, deixa eu ver aqui se consigo mudar o sentido da expressão e transformar todo mal estar em um pouco de acalento. Vou chorar baixinho, mas desta vez com o Conjunto Época de Ouro, Arthur Moreira Lima e Abel Ferreira. Este disco foi gravado ao vivo no Teatro do Hotel Nacional em outubro de 1978. Na época, ele foi produzido no intuito de ser um disco brinde comemorativo de aniversário da empresa de engenharia Servenco. Mas o disco ficou tão bom que a extinta Kuarup resolveu lançá-lo comercialmente no ano seguinte. Este disco também, pode-se dizer, foi um sonho realizado do pianista Arthur Moreira Lima. Ele havia voltado recentemente da Europa, sedento de Brasil e da música brasileira. Manifestou o desejo de gravar música popular, tocar com um grupo de choro. Chegou até a dar nomes aos bois. Pouco mais de uma semana seu sonho se realizou, lá estava ele se apresentando ao vivo com os ‘medalhões’ do choro. Este álbum foi depois relançado pela própria gravadora/selo em formato cd com algumas faixas extras. Como a Kuarup fechou as portas, imagino que encontrar este disco só mesmo em sebos ou nos blogs. Confiram aqui se ainda não o encontrou por aí… 🙂
fon fon
turbilhão de beijos
alvorada
batuque
sai da frente
carinhoso
impressões
choro de mãe
chorando baixinho
quebradinha
apanhei-te cavaquinho
bônus incluído:
sonoroso
duvidoso

Elomar & Arthur Moreira Lima – Parcelada Malunga (1980)

Dando sequência à semana dos digitalizados mas difíceis de serem encontrados, estou trazendo o “Parcelada Malunga”, um álbum de encontro do pianista Arthur Moreira Lima com o cantador, compositor e violeiro Elomar Figueira. Este disco até que não é tão difícil de achar, já se tornou um clássico popular e até já foi bem divulgado em outros blogs. Mesmo assim, vai tendo o seu lugar garantido aqui no Toque Musical. Pessoalmente, eu adoro este disco.

Gravado ao vivo no Teatro Pixinguinha em São Paulo, este álbum registra o encontro de dois músicos aparentemente distintos ou de extremos opostos, um erudito e o outro popular. Mas a ouvirmos, fica claro o quanto esses dois mundos têm em comum, além da simpatia recíproca entre os músicos. O show “Parcelada Malunga” contou ainda com as participações especiais de Heraldo do Monte, Xangai e Zé Gomes. Minha única queixa é fato de ser este um disco simples. Pelo que contam do show, bem que merecia um álbum duplo. Mesmo assim é uma jóia de se ouvir com outros olhos.
o violeiro
as curvas do rio
louvação
cantiga de amigo
chula no terreiro
peão na amarração
cantada
estrela maga dos ciganos
puluxias
clarió

Arthur Moreira Lima – De Repente (1984)

De repente, eis que chegamos ao Dia do Independente (até rimou). Como estamos na semana dedicada à música erudita, o certo é que sejamos coerente, trazendo um disco do gênero e numa produção paralela. Temos então este álbum independente do pianista Arthur Moreira Lima, gravado nos Estados Unidos e lançado no Brasil pela L’Art Produções Artísticas, com capa e texto de Millor Fernandes. Este não é exatamente um disco de música erudita. A erudição está apenas no modo de tocar e na formação desse grande instrumentista, reconhecido mundialmente. As faixas trazidas no lp, como se pode ver logo a baixo, são em sua maioria de músicas populares e bem conhecidas do público. O álbum, também chamado “Retratos 3×4 de alguns amigos 6×9”, numa analogia fotográfica, refere-se ao seu singelo trabalho solo interpretando grandes compositores como Villa Lobos, Chico Buarque, Noel e Vadico, Radamés, Pixinguinha e outros mais… Disquinho bacana, confira…

tico-tico no fubá
vaidosa n.1
conversa de botequim
teclas e dedos
feitiço da vila
batuque
valsinha
canhoto
a condessa
therezinha de jesus
ave maria
carinhoso

Arthur Moreira Lima E Radamés Gnattali – A Grande Música De Noel Rosa – A Grande Música Do Brasil (1978)

Há tempos eu venho pensando em postar este disco aqui no Toque Musical, mas sempre acabo deixando ele de lado. Mas desta vez eu tomei boa parte da manhã ‘dando um trato’ no arquivo e agora ele entra! Não ficou lá grandes coisas, porque eu não tenho os recursos e programas necessários para sua limpeza. Apenas removi alguns estalos e chiados muito evidentes. Este álbum bem que merece um cuidado especial, pois é simplesmente maravilhoso. Ele faz parte de uma série intitulada “A Grande Música do Brasil”, concebida e dirigida por Marcus Pereira para Discos Copacabana. Esta coleção foi criada no sentido de homenagear alguns dos maiores nomes da nossa música, em interpretação sinfônica, com grandes instrumentistas e arranjadores. Trata-se de um trabalho exclusivamente instrumental, cuja a direção musical era do maestro e compositor Marcus Vinicius.
Temos aqui a grande música de Noel Rosa, numa parceria entre o pianista Arthur Moreira Lima e o maestro Radamés Gnattali e orquestra. Tenho certeza que se Noel tivesse ouvido este disco iria ficar encantado com essa versão instrumental e super sensível de algumas de suas mais belas composições. Eu resumiria este trabalho dizendo apenas ser esta a feliz união da flor e seu perfume. Lindo de viver!
concerto para noel rosa
– as pastorinhas
– em feitio de oração
– conversa de botequim
feitiço da vila
último desejo / três apitos
fita amarela / silêncio de um minuto
de babado sim / até amanhã