Vera Figueiredo (1990)

Olá, amigos cultos e ocultos! Cá estamos em nossas postagens diárias, trazendo hoje uma das maiores bateristas brasileira, a renomada Vera Figueiredo. Além de grande instrumentista, reconhecida internacionalmente, Vera é também compositora, produtora cultural e professora. Criou em 1990 uma escola dedicada a ensinar bateria, a IBVF, que hoje também é uma produtora, responsável por diversos projetos, entre os quais o Batuka! Brasil, uma espécie de festival de música voltado para percussão e bateria. Foi neste mesmo ano de 90 que Vera gravou este que foi o seu primeiro disco solo. Uma produção fonográfica de Luiz Calanca e seu selo Baratos Afins. Um belo trabalho de estréia, disco de música instrumental de primeiríssima linha onde ela vem acompanhada pela banda Nuapaco e convidados, como Hermeto Pascoal, Arismar do Espírito Santo, Derico Sciotti e outros, como podemos ver estampados na contracapa. Não deixem de conferir…

julinho
jamaica
eco
tudo bem
marry christmas mr. lawrence
batuque na casinha do figão
araçá
rumba meu boi
paraíba
de vera

 

Denise Assunção – A Maior Bandeira Brasileira (1990)

Bom dia, prezados amigos cultos e ocultos! Para fecharmos bem o ano, aqui vai mais um disco de cantora. Este, por acaso, já era para ter entrado em nosso toque musical, mas acabei esquecendo, porém, hoje vai se encaixar perfeitamente.
Temos aqui a paulista Denise Assunção. Esta, mais que cantora, é também compositora e atriz. Talvez a melhor definição seja ‘cantriz’, uma cantora atriz. Segundo contam, ela começou sua carreira ainda na infância, aos 12 anos já estava tocando percussão no espetáculo ‘Arena conta Zumbi, isso em 1968! Como atriz, trabalhou em dois filmes de Mazzaropi, “Jeca e seu filho preto”, de 1978 e “A banda das velhas virgens”, de 1979. Também trabalhou em novelas, na televisão. Denise é irmã de Itamar Assumpção e fez parte da banda Isca de Polícia, que acompanhou Itamar em seu primeiro disco. Sempre muito atuante, principalmente na cidade de São Paulo, ela se mantem como um artista completa, participando de espetáculos, discos e outras tantas parcerias no cenário artístico paulistano.
“A maior bandeira brasileira” foi um disco gravado por ela em 1990, produzido pelo Luiz Calanca da lendária (e ainda viva) loja de discos Baratos Afins, que foi responsável pela produção e lançamento de muitos artistas e bandas nos anos 80 e 90. O álbum, como se pode ver aqui na apresentação traz oito faixas, oito música, por certo, escolhidas a dedo, sendo em sua maioria composições de Itamar e seus parceiros. Participam do disco, além de Itamar Assumpção, o trombonista Bocato e o trompetista Luiz Cláudio Faria. Por aí já dá para se ter uma ideia do nível da coisa. Um disco muito bom. Esse, por sinal, mais um presentão do amigo Fáres, o qual já está devidamente entre os meus discos colecionáveis. Confiram a pérola no GTM.

nosso pai
pulsars e quasars
toque me
planeta x
hard feeling
baby
coração absurdo
araponga

 

Fellini – O Adeus De Fellini (1985)

Trazendo mais um disco do gênero rock brazuca, tenho hoje para os meus amigos cultos e ocultos o grupo paulista Fellini, banda paulista formada nos anos 80 por Catão Volpato, Thomas Pappon, Jair Marcos e Ricardo Salvagni.
“O Adeus de Fellini” foi o disco de estréia dessa banda, classificada como pós-punk. O álbum saiu pelo selo independente da Baratos Afins. Segundo Catão Volpato, o título do disco foi uma homenagem a banda  inglesa, The Durutti Column, que havia lançado em 1980 o lp ‘The Return of The Durutti Column’. O som do Fellini se inspira nesse tipo de rock, o europeu, ou mais exatamente em bandas inglesas, que traziam um novo fôlego para o cenário pop-rock-alternativo da época. Neste primeiro trabalho eles misturam batuques com guitarras, letras em inglês, alemão e português. Cabe até trecho de poemas do beatnik Lawrence Ferlighetti.
Das bandas brasileiras que iniciaram nos anos 80, o Fellini, com certeza, tem seu lugar de destaque garantido. Seus discos continuam sendo vendidos, sejam em mp3, cd ou vinil (hoje raridade de colecionador) Confiram este adeus de estréia no GTM.

funziona senza vapore
rock europeu
história do fogo
cultura
outro endereço outra vida
bolero
bolero 2
shiva shiva
nada
zäune
nada (bônus)
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Fellini – 3 Lugares Diferentes (1987)

Olá amigos cultos e ocultos, bom dia! Pelo visto, creio que muitos por aqui ainda não se tocaram com relação as mudanças que tenho feito. Eu até entendo, pois sei que a maioria que passa por aqui têm preguiça de ler. Preferem escrever solicitando algo ou perguntando aquilo que não leram. Bom, mais uma vez eu informo: NÃO ESTAREI MAIS REPONDO LINKS PEDIDOS A PARTIR DE OUTUBRO. APENAS AQUELES (MILHARES) QUE FORAM SOLICITADOS ANTES DISSO TERÃO REPOSIÇÃO NO GTM. NO MAIS, ESTARÃO APENAS OS LINKS DAS POSTAGENS RECENTE E (OBVIAMENTE) DE ACORDO COM O TEMPO LIMITADO PELO PROVEDOR DE ACESSO. FORA DESSE PADRÃO, SÓ NA BASE DE ‘SERVIÇO PRESTADO’. INTERESSADOS, FAÇAM CONTATO ATRAVÉS DE E-MAIL (toquelinkmusical@gmail.com).
Ok, vamos ao disco do dia. Hoje eu trago para vocês a banda paulista Fellini, forma nos anos 80 por Cadão Volpato, Thomas Pappon, Jair Marcos e Ricardo Salvagni. “3 Lugares Diferentes” foi o terceiro disco  do grupo, lançado em 1987 pelo selo independente Baratos Afins. De quarteto inicial, passaram a dupla no segundo disco (apenas Catão e Thomas Pappon) e a trio neste trabalho, com a volta de Salvagni.
É claro que também eles sempre contam com colaboradores, as participações de outros músicos. O Fellini viria ainda a gravar mais discos e também participar de coletâneas nacionais e internacionais. Para muitos fãs da banda, este é seu disco mais experimental e inovador. Gosto, em especial, de “Teu inglês”. Mas no geral, o disco é muito bom. Eu recomendo…

ambos mundos
rosas
la paz song
teu inglês
zum zum zum zum zazoeira
pai
valsa de la revolucion
massacres da coletivização
rio-bahia
lavorare stanca
onde o sol se esconde
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Itamar Assumpção E As Orquideas Do Brasil – Bicho De Sete Cabeças (1993)

Bom dia, amigos cultos, ocultos e associados de plantão! Independente de ser sexta feira, hoje por aqui eu vou de Itamar Assumpção. Taí um artista, que vez por outra eu gosto de escutar e que para mim, já estava postado aqui no Toque Musical. Mas, são tantas as emoções que eu nem mais sabia se já o havia postado ou não. Pessoalmente, “Beleléu e a Banda Isca de Polícia” é insuperável e por acaso eu já postei. Assim, vamos com este outro álbum, de 1993, lançado pelo selo independente Baratos Afins. Aqui encontramos Itamar acompanhado do grupo feminino “As Orquídeas do Brasil”. “Bicho de sete cabeças” foi um álbum onde Itamar contou apenas com mulheres. Além das Orquídeas, participam também outras artistas de destaque como, Rita Lee e as irmãs Alzira e Tetê Espíndola. Segundo o texto do encarte, o ‘aviso aos navegantes’, este disco é a primeira parte da trilogia “Bicho de Sete Cabeças”, todos gravados em 1993. Neste primeiro, Itamar se encontra muito a vontade, desfilando suas composições e parcerias. Apenas a faixa “Balaio” não é de sua autoria. Me parece que este disco chegou a ser relançado com outra capa ou algo assim. Foi lançado também em cd, mas duvido que ainda se encontre para venda, a não ser por sorte em algum sebo por aí… Não deixe de conferir… mas antes, tem que pedir, ok?  😉

sujeito a chuvas e trovoadas
venha até são paulo
custa nada sonhar
quem é cover de quem
noite torta
balaio
vou tirar você do dicionário
logo que eu acordo
orquídeas
se a obra é a soma das penas
quem descobriu, descobriu