Angela Maria – Sucessos Com Angela Maria N.2 (1956)

Para esta última noite de abril, escolhi um disco da Angela Maria. Confesso que fui muito pela capa, simplesmente maravilhosa, talvez a mais bonita de toda a sua discografia. Aliás, diga-se de passagem, o trabalho de arte-gráfica (pelo menos é assim que se chamava) dos antigos discos de 10 polegadas são primorosos. No presente álbum temos duas faixas, “Lábios de mel” e “Esquinas da vida” que somadas a arte da capa já valem o disco.
Gostaria de lembrar aos interessados, que esses ‘albinhos’ apresentam alguns chiados que em alguns momentos ficam bem evidentes, mas num todo acabam sendo incorporados à música e ao clima. Devemos entender que os mesmos são discos velhos, que ao longo de seus meio século de existência passaram por muitas agulhas e mão pouco cuidadosas, isso sem levarmos em conta o desgaste próprio a longo do tempo. Tem gente que gosta de dar uma tratada no som, na tentativa de melhorar a qualidade e eliminar chiados e ruidos. Fiquem a vontade…
lábios de mel
estava escrito
esquina da vida
não chore, linda criança
adeus querido
encantamento
só desejo você
abandono

Carolina Cardozo de Menezes – Sucessos Em Desfile N. 1 (1954)

Hoje estive escutando este diquinho que me deixou encantado. O que mais me chamou a atenção foi uma certa contemporaneidade nos arranjos, no piano desta instrumentista que a meu ver estava a frente de seu tempo. Confesso que fiquei surpreso com o que ouvi. Carolina Cardoso de Menezes foi um nome que passou um tanto despercebido nas minhas investidas musicais e somente agora estou tendo o prazer de conhecê-la melhor. Uma das maiores pianista brasileiras, versátil e eclética. Atuou em diversos estilos musicais, sendo considerada por muitos uma das precursoras do rock no Brasil. Mas longe do rock ou acima dele, Carolina foi uma figura extremamente atuante no cenário musical, fonográfico e do rádio, por muitas décadas. Atuou com os mais diversos e famosos artistas e gravou muitos discos. (onde eles estavam que nesse tempo todo eu não dei atenção?). Seu último disco (CD) saiu em 97, “Preludiando”, um álbum todo dedicado ao chorinho.

maria boa
se acaso você chegasse
jura
gosto que me enrosco
estão batendo
aí que saudades da amélia
se você jurar
kalú

Seleções Continental N.2 (1957)

Putz! Que vacilão! Eu estava com tanto sono ontem a noite que acabei trocando as bolas. Ao invés de publicar, acabei salvando o post do dia como rascunho. Só agora, quando recomeço a semana, é que estou me dar conta disso. Desculpem a falha 🙂

Para esta semana pretendo trazer alguns disquinhos bem interessantes, os memoráveis 33rpm de 10 polegadas. Recebi a colaboração de um bom amigo que se dispos a nos liberar alguns de sua fantástica coleção. Tenho certeza que vocês irão apreciar essas raridades.
Começo então, para manter o ritmo, com esta coletânea bacaninha. Uma seleção com alguns dos maiores nomes da gravadora Continental nas décadas de 40 e 50. Uma seleção criada pela gravadora no intúito, na época, de popularizar os novos disquinhos de 33 rotações. Estes vinham acompanhando cada suplemento de discos de 78 rotações. Temos assim o segundo volume, o Seleção n. 2, com 12 faixas escolhidas dentre as melhores que foram gravadas para cada um dos suplementos.

festa do samba – jorge goulart
bate o bife – bill farr & emilinha borba
geração da vitamina – os cariocas
ne parle pas de moi – dick farney e seu quarteto
vento soprando – doris monteiro
prece – helena de lima
the continental – severinho araújo & sua orquestra tabajara
bate papo a três vozes – radamés, luciano e vidal
aqueles olhos verdes – antonio bruno
insensato coração – emilinha borba
prova real – trio madrigal
chuvisco – dilermando reis

Velho Realejo (1973)

Olá meus caros amigos cultos e ocultos! Vocês não fazem idéia de como o meu domingo foi ‘puxado’. Muito trabalho e pouco tempo para o ócio e o meu lazer favorito, o blog (quando estou no computador). Só estou fazendo a postagem de hoje por honra da firma. Minhas palpebras só estão abertas a custo do guaraná e dois palitinhos que coloquei para mantê-las abertas (aprendi a técnica nos desenhos animados). Bom, mas vamos lá…
O disco da noite é mais um daqueles que você nunca mais terá o prazer de ouví-lo. Pelo menos no que depender de um relançamento. Duvido! Coletâneas nunca voltam. Por essas e por outras é que eu estou postando esta aqui. Uma coletânea muito interessante e rara, não apenas por ser de 1973, mas por conter uma seleção musical e artistas que já não vemos mais. Um disco com valsa, samba e choro. Um disco de intérpretes e canções que ficaram na memória. Mas eu não vou me extender no assunto, prefiro hoje me extender na cama. Deixo que vocês confiram e dêem a opinião. Vou dormir… Zzz….

velho realejo – luiz carlos clay
o baile da saudade – ítalo nascimento
mensagem – déa franco
meus vinte anos – rogério tadeu
jamais te esquecerei – gilberto montenegro
minha casa – silvo caldas
dia de festa – ítalo nascimento
meu romance – rogério tadeu
zingara – gilberto monternegro
um cabloco abandonado – silvio caldas
até as lágrimas – déa franco
arranha céu – carlos roberto

Maria Creusa – Sessão Nostalgia (1974)

Meus caros amigos cultos e ocultos, infelizmente ainda continuo apertadão de costura e sem muito tempo para fazer aquilo que gosto e que vocês também gostam. Calma! Antes que pensem coisa errada, vamos nos lembrar que o blog aqui é de música.
Tenho, vez por outra, utilizado o termo ‘disco de gaveta’ numa alusão ao jornalismo, quando na falta de uma notícia, eles recorrem as chamadas ‘notícias de gaveta’. Que são aquelas que servem para preencher lacunas no jornal. No nosso caso, não é bem por falta de discos, mas por pura falta de tempo. Daí utilizo os que, por alguma razão, eu deixei de lado – muitas vezes quando descubro que aquele que eu pretendia postar já está nas bocas, blogs e ouvidos. Esses acabam ficando guardados, esperando um momento como este para serem encaixados.
Maria Creuza, neste disco, é um exemplo. Já rodou muito por aí e agora vai fazer sua vez aqui.
“Sessão Nostalgia” é um lp que traz alguns bons momentos da mpb na voz e interpretação desta grande cantora. Se você ainda não viu ou ouviu este disco por aí, aproveita então o toque.

para falar a verdade
vingança
luz negra/o sol nascerá
duas contas
de conversa em conversa
no meio da festa
sessão nostalgia
desmazêlo
com açucar com afeto
ninguém me ama
o que tinha de ser
pé de valsa
com que roupa
pra dizer adeus

Paulo Vanzolini – Onze Sambas E Uma Capoeira (1967)

Esta semana está sendo ‘osso’, como dizem uns amigos meus. Osso duro de roer! Estou envolvido em um evento neste fim de semana que me tomou todo o dia. Fiquei esgotado e nem tive como tomar aquela tradicional cervejinha de sexta-feira. Com tantos compromissos durante o dia, agora só quero mesmo saber de uma cama. Mas antes disso, vamos para o post de hoje.
Diante à minha total falta de tempo, mais uma vez, vou puxar um disquinho de gaveta. Embora seja outro álbum já manjado e bem explorado em blogs, vou publicá-lo em nome da beleza, da qualidade musical e principalmente porque é um disco que eu gosto muito. Vamos nessa com um disco gravado e lançado pelo selo Marcus Pereira em 1967. Um álbum que dispensa apresentações, uma seleção de músicas de Paulo Vanzolini na interpretação de diversos artista.

Sem dúvidas, este lp é uma jóia que merece um toque musical.

samba erudito
amor de trapo e farrapo
chorava no meio da rua
juizo final
ronda
napoleão
capoeira do arnaldo
praça clóvis
cravo branco
morte e paz
leilão
volta por cima

Cyro Aguiar – Proporções (1977)

Amigos, hoje foi um daqueles dias de fúria e muitos compromissos. Estou envolvido em um projeto que tem me tomado horas. Hoje não tive tempo para preparar nada e como é de costume, vou apelar para as reservas de gaveta e de uma certa forma fugindo da proposta inicial de postar “os esquecidos”. Por outro lado, não muito distante disso, tenho aqui mais um disco do popular Cyro Aguiar (viu? até rimou). Sabendo eu que o nosso sambista, ex-jovem guarda, conseguiu fazer sucesso com seus outros dois discos postados aqui – pensei que talvez, para tampar buraco, este álbum fosse uma boa pedida.
“Proporções” é um álbum onde Cyro reforça seu amor ao samba, tentando apagar o fantasma do rock ‘n’ roll, ou mais exatamente o da jovem guarda. Neste disco temos a participação do malandro Moreira da Silva, muito a vontade ao lado do Cyro Aguiar no samba-homenagem “Super Morengueira”. Tem também mais duas músicas que foram sucesso e fazem até hoje o repertório do artista: “Asfalto Falcificado – do you like samba” e “Antes que a tristeza venha”. Nisso tudo só temos um pequeno inconveniente, o disco foi ripado sem tratamento de remasterização ou coisa parecida, apresentando alguns chiados que não chegam a comprometer, mas as vezes incomoda…

antes que a tristeza venha
super morengueira
proporções
canta bahia (pot pourri)
samba engolido
vítima
origens
fuxico
esclerose
passado presente
amor de madrugada
asfalto falcificado – do you like samba

Sargentelli – Oba Oba O QG Do Samba (1975)

Diante ao tremendo sucesso do disco de samba, com as mulatas do Sargentelli desfilando toda sensualidade no Oba Oba. Resolvi então postar mais um, três anos mais quente. (aqui pra nós, esse Sargentelli passava bem!). Seu Manoel, dono do buteco alí ao lado, quase babou com tanta malícia. Essas mulatas são mesmo de tirar o chapéu (e o resto da roupa também).
Uma outra curiosidade que descobri foi sobre o Oswaldo Sargentelli… O cara era sobrinho do grande Lamartine Babo, mas segundo contam, o pai (irmão de Lalá) nunca o reconheceu como filho. Confira mais este lp. Pessoalmente, gosto mais deste aqui… principalmente pela capa. 😉

1- pot-pourrit de sambas
2- o canto do amor verdadeiro – abilio martins
3- no tempo de d. joão – juracy
4- escola diferente – abilio maritins
5- samba da raça – juracy
6- carroussel de amor- juracy
7- pot-pourrit de samba
8- zé português
9- despeito
10- história da lapa
11- pot-pourrit de samba

Conjunto Garra Brasileira – Sucessos Contagiantes Em Ritmo De Samba (1974)

Boas! Aqui vamos nós com mais um título que a muito foi esquecido. Acho que nem o pessoal da gravadora deve lembrar que um dia lançou este disco. Garra Brasileira é o nome do conjunto criado pela SomLivre, com músicos e artistas da casa. Um daqueles álbuns que reúne sucessos da época e tenta tirar proveito da popularidade dos mesmo numa nova interpretação. O Conjunto Garra Brasileira vem também acompanhado em algumas faixas por artistas, intérpretes do segundo escalão da gravadora. Tem até um tal de Djavan cantando um sucesso do sambista Luiz Ayrão. Talvez, só por essa, já vale a pena ressucitar o lp.

o comilão / cachaça mecânica
retalhos de cetim – c/ victor hugo
é preciso cantar
não leve a mal / boi da cara preta
eu só quero um xodó
a banda da ilusão
porta aberta – c/ djavan
camisa 10 / mosca n asopa
tatuagem / não existe pecado ao sul do equador – c/ ned helena
toró de lágrimas / tocar na banda
qual é? / eu me lembrei de você

Sargentelli No Q.G.do Samba – Quadra Geral (1972)

Boa noite para quem é de noite. Bom dia para quem é de dia.
Nesta semana eu começo com alguns álbuns que já foram para o fundo do baú. Discos que cupriram seu papel num determinado momento e só existirão enquanto houver alguém que tenha um exemplar. São álbuns que com certeza nunca seriam relançados. Casos semelhantes são as coletâneas e trilhas de novelas. Depois que passou, acabou…
O disco do Sargentelli não é exatamente a mesma coisa, mas eu nunca vi este e outros disco lançados em cd. Acredito até que um dvd seria mais fácil nos dias de hoje, mas discos como este nunca mais… Só para relembrar, Oswaldo Sargentelli foi apresentador de televisão e empresário de shows na noite carioca, ligado aomundo do samba. Seu nome está relacionado às mulatas, como Di Cavalcanti, um apreciador do produto nacional. Sua casa de shows, o Oba-Oba, ficou famosa pelos espetáculos com as beldades morenas regadas a muito samba e malícia.
O lp apresentado aqui nos dá uma amostra do que era a trilha sonora desses shows. Um disco, sem dúvida, de samba, mas com a pitada do ‘‘mulatólogo’’ Sargentelli. Quem gosta de samba e de mulata não pode perder…

1- pot-pourri de sambas – coral do joab
2- a nossa nêga – pedrinho rodrigues
3- encabulada – sandra amara
4- mulata fora de série – ataulfo jr.
5- nem vem – décio marçal
6- mestre ciriaco – décio marçal
7- não posso pisar na areia – pedrinho rodrigues e sandra amara
8- vou de gererê – pedrinho rodrigues
9- pot-pourri de ataulfo alves – ataulfo jr.
10- existe um deus – pedrinho rodrigues
11- pot-pourri de marchas – coral do joab

Marcos Valle – Escape (2001)

Boa noite amigos cultos, ocultos e críticos de plantão! Hoje pretendo encerrar a overdose de Marcos Valle. Acho que nas últimas duas semanas tivemos toques musicais realmente de qualidade e consistentes. Encerro a jornada, excepcionalmente, com um disco relativamente novo, recente no ponto de vista do que costumo postar. Mas importante para completar meu mostruário musical. Na minha modesta opinião, entre os trabalhos mais recentes, de uns 10 anos prá cá, este é o que me parece mais agradável. “Escape” foi um disco lançado para o mercado internacional e fez muito sucesso lá fora. Não sei ao certo se chegou a ser lançado no Brasil. O fato é que se trata de um bom álbum de (new) bossa nova e fecha com chave de outro esse nosso domingo. Fico por aqui. Boa semana a todos!

escape
maria mariana
o índio e o brasil
poweride
apaixonada por você
realidade
on line
lost in tokyo subway
festeira
fundo falso

Samba Show – Apresentando Samba Show (1964) – O Original!

Naquela estória de ir alternando nas postagens diárias os discos do Marcos Valle com de outros artistas, acho que devido a ressaca, acabei me esquecendo. Na verdade, o disco desta postagem é que deveria ter entrado ontem. Mas com estão sendo excepcionalmente hoje postados, acho que pouca diferença faz. Observem que o álbum desta postagem é o mesmo que foi apresentado aqui a alguns dias atrás, pelo menos no que se refere ao título e conteúdo. A verdade é que, como disse anteriormente, este é um lp muito raro e como tal, não encontramos muitas informações. Na postagem anterior do lp eu pedia a quem soubesse, mais informações. O encarte, a capinha que vocês viram por lá, não é a original e também não se trata de uma outra versão comercial lançada posteriormente pela gravadora. Foi sim mais uma criação do inventivo Toque Musical. Convenhamos, até que não ficou tão mal assim, né? Parece mesmo uma capa dos anos 60. Ninguém reclamou e até mesmo quem conheceu o grupo acreditou que fosse um relançamento.
Foi então, para mim, uma grande surpresa receber logo após a postagem, um atencioso e-mail esclarecendo tudo. Nossa amiga Maria Ignês, gentilmente me enviou toda a história do Samba Show e autorizou que a mesma pudesse ser agora publicada. Transcrevo então abaixo o texto enviado por ela por ser da maior importância para a preservação da memória do grupo:
Estou te mandando a capa original do disco ” Apresentando Samba Show “. Com toda certeza os músicos deste conjunto não foram informados na época do relançamento do disco com essa capa que é mostrada no blog. Concordo, o disco é maravilhoso. Na contra capa tem o nome e a história do conjunto. Vou fornecer alguns dados: o baixista Romildo F. Cardozo foi o arranjador dos sopros do último CD do Durval Ferreira. Mayuto Rodrigues, ritmista que também está na capa, é um músico consagrado no EUA, trabalhou com músicos famosos com, Frank Sinatra, Cannoball, H. Hancock, Santana e outros – continua tocando, hoje em Los Angeles. Ivo Caldas conceituado baterista que na época tinha apenas 18 anos, mesmo assim já tinha tocado (com 16 anos) com Booker Pittiman substituindo Dom Um. Quando o conjunto acabou foi tocar com com Rosinha de Valença, Tim Maia, Cauby Peixoto, Ed. Lincoln, 20 anos tocando com Johny Alff, 20 anos tocando com Marcos Valle, Roberto Menescal, Wanda Sá. Foi ainda o baterista no CD “Amendoira” do Bebeto Castilho, ex-Tamba Trio. Mirabaux um dos maiores guitarristas do Brasil, tocou com Ed. Lincoln, Lana Bittencourt, Cauby Peixoto… e continua tocando. Paulinho e Maciel os cantores, e Joel Nunes o organista são falecidos. O vibrafonista, também já falecido, Fernando Godoy que aparece na foto, não pode participar das gravações porque o vibrafone não afinava com o órgão. Na época não tinha computadores que hoje em dia acaba acertando tudo. Sérgio Marinho, ritmista e empresário do grupo. O violão acústico foi feito por Silveira grande compositor de Niterói que teve músicas gravadas por Sérgio Mendes, Raul de Souza, só para citar, “Canção do nosso amor” e tantas outras. Na música “Mania da vovó” quem faz a voz da vovó é ele. Resumindo, o disco “Apresentando Samba Show” foi gravado em 3 canais no período de gravação das 09:00h às 15:00 h, nesse tempo o disco ficou todo pronto. Neste dia, quando os músicos saíram do estúdio, entrou o jovem Roberto Carlos para gravar “O calhambeque”. O prefixo do conjunto foi feito por Dalton (pai do cantor Dalton) e Silveira. Sei disso tudo porque eu estava lá, acompanhava todos os bailes do grupo. A foto da capa foi tirada no Clube de Regatas Icaraí em Niterói.

menina boneca
balansamba
o poema da vida
diagonal
guacyra
samba show
batida diferente
tudo de você
mania da vovó
sambossa
samba com molho
lavadeira

Marcos Valle – Garra (1970) REPOST

Ontem, sexta-feira, devido a alguns problemas de ordem festiva e etílica, não consegui colocar em tempo a postagem do dia. Custumo fazê-la sempre a noite, quando já estou por conta, mas ontem realmente não tive condições… Compensando então a falha, hoje teremos duas postagens. Vamos com mais um ‘discaço’ do Marcos Valle, o esperado “Garra”. Considerado por muitos como sua obra prima, o álbum é realmente uma jóia – sofisticado e atualíssimo! Um exemplar em lp está cotado no mercado de vinil para colecionadores numa média de 150 reais! Isso aqui no Brasil, lá fora tem ‘loirinho’ pagando bem mais. Pesquisando nos e-Bays da vida você poderá encontrá-lo anunciado por preços inferiores a 100 reais, mas dificilmente consiguirá comprar um bom exemplar. Tem que dar sorte. Apesar de ser um disco já bastante divulgado em outros blogs, aqui no TM ele também não poderia faltar. Afinal, entre tantos, aqui você pode ter certeza de que encontrará a melhor versão, completa e com qualidade, como deve ‘mandar’ um bom blog musical.

Jesus meu Rei
Com mais de 30
Garra
Black is beautiful
Ao amigo Tom
Paz e futebol
Que bandeira
Wanda Vidal
Minha voz virá do sol da América
Vinte e seis anos de vida normal
O cafona

Marcos Valle – Samba’ 68 (1968) REPOST

Boa noite, meus caros! Tenho gostado de ver a participação e manifestação da turma. Cheguei a conclusão de que comentários e todo esse intercambio, só acontece se a postagem for instigante. Nesse sentido vale de tudo, até mesmo blefar para ver o que o outro tem. Acho que aos poucos vou aprendendo… mas sem apelações. Às vezes eu me esqueço de que esse lugar é feito por mim. Deixo-me levar por outros caminhos, mas sempre volto atrás e procuro refazer meus passos. O compromisso do Toque Musical é comigo mesmo, assim, não há porque esperar nada ou querer ser tudo. Melhor seguir se esperar retornos. Esses se tiverem de vir, virão verdadeiros.
Bom, chega de divagações e vamos logo para a ação. Hoje a noite é do Marcos Valle e mesmo sabendo que alguns de seus discos já se tornaram figurinhas repetidas, encontradas facilmente em qualquer blog musical, faço com prazer a postagem, para manter acesa a chama dos bons momentos. Para ninguém esquecer quem foi este compositor da segunda geração da Bossa Nova, muito embora ele seja um que não precisa. Aqui então temos um disco feito para o mercado estrangeiro, basta verificar pelos títulos da músicas. Sambas com aroma de bossa… para gringo não por defeito.

The answer
Crikets sing for Anamaria
So nice [Summer samba]
Chup, chup, I got away
If you went away
Pepino Beach
She told me, she told me
It’s time to sing
Batucada
The face I love
Safely in your arms

Pedro Santos – Krishnanda (1968)

Nas alternadas musicais, temos hoje um disco raro e conhecido por poucos. Eu mesmo, até pouco tempo atrás, nunca havia reparado na presença de Pedro Santos e seu “Krishnanda”. Um disco que vai cair bem com o clima Marcos Valle da semana. Este disco/arquivo me foi enviado por um colaborador, que como eu, pouco sabia sobre o álbum e seu artista. Por várias vezes pesquisei na rede sobre Pedro Santos, mas nunca consegui chegar além dos vagos comentários e ofertas nos ‘eBays’ da vida moderna. Em total obscuridade, este artista e o álbum tem tudo a ver com a letra da música “Um só”, terceira faixa do lp. “… aquele que na palavra entender, no nome não se prender, pode ver bem quem eu sou. Mas quem no pé da letra cair, do nome não vai sair, porque no nome não estou…” Realmente, não houve muito o que pudesse vir a luz simplesmente pelo nome. Depois de muito fuçar, acabei caindo no blog do Ed Motta. O cara é mesmo antenado… se liga em tudo, tem um ótimo faro musical e além do mais ainda tem um blog!. Aliás, diga-se de passagem o Ed é o ‘supra-sumo’ da sofisticação – cada dia mais apurado. Foi justamente através dele (pelo blog) que me interei mais a respeito do Pedro Santos. “Percussionista importante em vários discos no Brasil, um experimentalista por excelência, inventou vários instrumentos entre eles a Tamba, tocada por Helcio Milito no Tamba Trio, e que por essa ligação é o produtor desse raro disco de 1968, o Krishnanda lançado pela CBS.” Palavras de Mr. Ed, especialíssimo!

PS.: Vivendo e aprendendo… quero colocar aqui um complemento, quase 12 horas após a publicação deste post. Na minha total ignorância, não me passou pela cabeça uma coisa que nosso amigo, o Lindo107, em seu comentário me alertou. Pedro Santos é Pedro Sorongo. Depois, pesquisando novamente, descobri que o Pedro Santos Sorongo foi aquele pandeirista do grupo de Jacob do Bandolin, famoso por seu estilo e inovações. Ele foi um inventor de instrumentos percussivos e fez muita experimentação nesse campo. O Sorongo tocou em discos de uma ‘pá de gente’ e ao contrário do que achávamos sobre ser um artista esquecido, eu diria que na verdade ele foi pouco lembrado. Fica aqui então a nossa contribuição a memória deste percussionista. Valeu?

ritual negro
água viva
um só
sem sombra
savana
advertência
quem sou eu
flor de lotus
dentro da selva
desengano da visita
dual
aranbindu

Marcos Valle – Vento Sul (1972)

Como eu havia dito ontem, nesta semana continuamos, dia sim – dia não, apresentando alguns dos melhores álbuns do grande Marcos Valle. Venho alternando com outros títulos/artistas para que a medicação possa surtir efeito. Dosagem maciças podem causar dependência, por isso estou pegando leve, quantidades apenas para curar. Se você andou exposto à radiação do axê ou do rap, então eu recomendo uma superdosagem que Valle. É tiro e queda… Para esta noite tenho, entre os discos da década de 70, o mais curioso. Um álbum onde o artista vai além, mesclando em sua música elementos do rock em leves pitadas de progressivo. Com este lp ele rompe com algumas tradições, chegando mesmo a assustar alguns puristas da MPB. Mas em nenhum momento deixa de ser um disco maravilhoso, carregado de boas intenções e muita qualidade. Confira mais este toque…

 Revolução orgânica
 Malena
 Pista 02
 Vôo cego
Bôdas de sangue
 Democústico
 Vento Sul
 Rosto barbado
 Mi hermoza
Paisagem de Mariana
 Deixa o mundo e o sol entrar

Samba Trio – Samba Prá Frente (1964)

Depois de termos um fim de semana ao som de Marcos Valle, vamos voltar ao esquema de alternar. Hoje vamos com outras bossas, um disco dos mais procurados do selo Paladium por colecionadores. De uns tempos prá cá os discos deste selo de Minas Gerais tornou-se jóia rara, disputada por colecionadores internacionais, que chegam a pagar mais de 1000 dólares por uma bolacha. A Paladium foi uma das muitas gravadoras independentes no Brasil que fizeram nome nos anos 60. Possuia um cardápio varidado que ia do instrumental orquestrado, passando pelo jazz, bossa nova e também a jovem guarda. Infelizmente, hoje pouca coisa sobrou sobre esta história, que como seus títulos raros permanecessem obscuros. Essa é a paga! Como já dizia o Chacrinha, “quem não se comunica, se estrumbica”. A Paladium era perfeita no que diz respeito à suas capas, mas pecava no quisito informação. Além de nunca daterem os álbuns, muitos não traziam qualquer informação básica além dos nomes das músicas. Este é o caso do Samba Trio, um típico representante da Bossa Nova nas alterosas. Embora eu não tenha certeza, ouvi dizer que este trio tocava na noite de Belo Horizonte. A Paladium, assim como a Bemol (outro selo de Belo Horizonte), tinham em suas fileiras os músicos e artistas, por exemplo, que vinham da noite, das boates e casas de bailes. Infelizmente toda a história dessas duas gravadoras permanece esquecidas. A Bemol ainda existe no nome, mas com certeza por lá ninguém sabe o que ela já foi. A Paladium por sua vez não fica por menos (e nem por mais). Se não fossem pelos seus discos raros que ainda encontramos pelos sebos, poderíamos dizer que foi uma lenda.
PS.: Este não é o mesmo arquivo que você encontra no Lornix. Pode conferir!

Arrastão
Consolação
Naná
O Morro Não Tem Vez
De Manhã
Só Tinha De Ser Com Você
Reza
Canto De Ossanha
Gente
Preciso Aprender A Ser Só
Nôa-Nôa
Samba De Verão

Marcos Valle – O Cantor, O Compositor (1965)

Fim de semana puxado e corrido. Nessa altura do campeonato eu já estou que não me aguento de tanto sono. Antes que eu desmaie de vez, vamos por em dia a postagem. Hoje vai mais um do Marcos Valle (que vale), seu segundo disco. Um álbum que faz parte da história da Bossa Nova. Outro grande disco que valle uma conferida 🙂 !0 Zzz… Zzz…

Gente
Preciso aprender a ser só
Seu encanto
Passa por mim
Samba de verão
A resposta
Deus brasileiro
Dorme profundo
Vem
Mais amor
Perdão
Não pode ser

Marcos Valle – Mustang Cor De Sangue Ou Corcel Cor De Mel (1969)

Boa noite. Bom sábado, bom domingo. Estamos entrando sempre na última hora, mas sem falta. O dia hoje foi totalmente musical com a feira do vinil fazendo muito sucesso. Apesar da pouca divulgação o evento serviu mais uma vez para firmar presença mensalmente na cidade. Acredito que nas próximas edições a feira venha a dar mais ibope. O interesse das pessoas pelo disco de vinil parece que tem até crescido e não se limita apenas à turma dos ‘coroas’, mas também a moçada jovem vem descobrindo os prazeres da bolacha. Isso é muito bom…
Para abrilhantar este nosso sábado e também diante ao sucesso do ‘valle a pena ouvir de novo’, resolvi que seria bom postar outro discão do Marcos Valle ao invés alternar com outros artistas; como andei fazendo durante a semana. “Mustang cor de sangue…” é mais um bom de safra, com ótimas músicas, sendo destaque a faixa homônima que dá título ao lp. Temos também neste álbum a participação de Milton Nascimento na faixa “Diálogo” e dos Golden Boys em “Dia de vitória”. Totalmente imperdível.

mustang cor de sangue
samba de verão 2
catarina e o vento
frevo novo
azimuth
dia de vitória
os dentes brancos do mundo
mentira carioca
das três às seis
tigre da esso que sucesso
o evangelho segundo san quentin
diálogo

Marcos Valle – Previsão Do Tempo (1973)

A previsão do tempo para hoje é a de que estou babando de sono e antes que me esqueça, aqui vai mais um que vale… Marcos Valle em mais um disco de tirar o chapéu. Não vou nem tentar continuar pois já estou trocando letras… Zzz… Zzz…

Flamengo até morrer
 Nem paletó, nem gravata
 Tira a mão
 Mentira
 Previsão do tempo
 Mais do que valsa
 Os ossos do barão
 Não tem nada não
 Não tem nada não
 Samba fatal
 Tiu-ba-la-quieba
 De repente, moça flor