Noel Rosa e Vassourinha – A Bossa Dos Bambas (1969)

Olá meus caríssimos amigos cultos, ocultos e apreciadores de bolachas em geral. Aqui estou eu para lhes apresentar mais um resgate importante. Um disco da Continental com o selo Disco Lar, exclusivo para vendas diretas a domicílio, sem intermediários, assim como a Odeon que tinha o seu selo Imperial para vendas através do correio. Normalmente esses discos eram coletâneas ou relançamentos de álbuns que fizeram sucesso. Dessa forma, lps com este, são de tiragem limitada, o que dão a eles um status ainda de mais raros.
“A bossa dos bambas” é, sem dúvida, um exemplo típico de raridade. Aqui encontramos dois grandes nomes da música popular brasileira, Noel Rosa e Mário Ramos, (Vassourinha) numa dobradinha que bem merecia ser um álbum duplo de tão bom que é. Temos de um lado Noel e do outro o Vassourinha. Embora o Noel não tivesse lá ‘aquela voz’ é bom ouvi-lo cantando suas próprias composições (e de outros também). Ao ouví-lo, nos sentimos mais próximos do mito e de todo o clima de uma época. Vassourinha também não fica para trás, embora esteja presente em apenas três faixas. Confira já este toque!

gago apaixonado – canta noel rosa
mulher indigesta – canta noel rosa
positivismo – canta noel rosa
felicidade – canta noel rosa
coisas nossas – canta noel rosa
devo esquecer – cantam noel rosa e léo vilar
seu libório – canta vassourinha
juracy – canta vassourinha
emilia – canta vassourinha
mentira de mulher – cantam noel rosa e arthur costa
vejo amanhecer – cantam noel rosa e ismael silva

Pedrinho Rodrigues – O Sambista (1968)

E lá vamos nós… enquanto os cães ladram a caravana passa. Não é atoa que eu gosto de biscoito Maria, Maizena e também sou fã das bolachas Mabel. Esse negócio de biscoito fino é mesmo só pra gente ver e inglês comprar para o chá das cinco. Me traz uma média de café num copo lagoinha que eu vou molhar o biscoito. Vocês sabem, “meu fraco é café forte”.
E café forte está aqui neste disco de Pedrinho Rodrigues, “O sambista”, lançado em 1968. Um álbum bacana, com um repertório recheado de sambas bem conhecidos, como se pode ver logo a baixo, e interpretados com um certo estilo, que me faz lembrar o Wilson Simonal (apenas impressões). Confiram já este toque musical, vale a pena!

fecha a janela
segura esse samba
cheguei (avise a maria)
samba de roda de samba
lapinha
samba do alicate
coisa feita
dia de alegria
tive sim
pecadora
hora e vez da solidão
seu deputado

Peruzzi & Orquestra RGE – Violinos No Samba (1961)

Olá a todos! Ainda em trânsito, mas sem nunca perder o rumo, aqui estou para a postagem do dia. Me lembrei deste disco, que também estava à mão e resolvi postá-lo. Com certeza, todos vocês irão gostar. Trata-se de um trabalho muito interessante…
Aqui temos o maestro Edmundo Peruzzi com a Orquestra da RGE num disco, no mínimo curioso. Eu pessoalmente acho o máximo! “Violinos no samba” é a fusão da música clássica com o samba. Em ritmo deste que é o mais legítimo representante da música brasileira, desfilam obras de Chopin, Beethoven, Bach, Tschaikowsky e mais… O resultado é surpreendente. Chamo a atenção para a faixa “Dança árabe” do balé “O quebra nozes” de Tschaikowisky que aqui se apresenta como a mais perfeita Bossa Nova. Muito bom, confiram esse toque…
valsa do adeus – opus 69, n.1 (f. chopin)
soanata ao luar – opus 27, n.2 (l.v. beethoven)
pizzicati – do balé “sylvia” (leo délibes)
tristesse – estudo, opus 10, n.3 (f. chopin)
para elisa (l. v. beethoven)
dança árabe – balé “quebra nozes”, opus 71 (p. l. tchaikowisk)
dança das horas – “la gioconda” (a. ponchielli)
valsa das flores – balé “quebra nozes”, opus 71 (p. l. tchaikowisk)
jesus, a alegria dos desejos humanos – coral da cantata n.147 (j. s. bach)
noturno – opus 9, n.2 (f. chopin)
romance – opus 5 (p. l. tchaikowisk)
elegia (j. massenet)

Elis Regina & Miele – No Teatro Da Praia Com Bôscoli E O Elis 5 (1970)

Devido a uma pequena viagem, estou fazendo a postagem em transito. Tive que recorrer ao gavetão e puxar de lá o que daria menos trabalho. Assim, vamos hoje com um disco já bastante divulgado, mas que em nada perde o seu encanto. Este disco é o registro de um show gravado no Teatro da Praia em 1970, produzido por Miele e Ronaldo Bôscoli. Temos a “pequena notável” acompanhada pelo então “Elis 5”, conjunto formado por Roberto Menescal, Jurandir, Zé Roberto, Wilson das Neves e Hermes. Pessoalmente, acho este disco um barato e com certeza seria ainda melhor se fosse um álbum duplo e não tivesse as intervenções do Miele. Com um time desses, merecia, né não?
Olha só… como este disco é um show e não há separações por faixas, preferi mantê-lo como está, mas em 320 kbps. Porém, para os desavisados, inclui as faixas separadas, mas em qualidade inferior.

Pout-Pourri:
Casa Forte (Edu Lobo)
Reza (Edu Lobo / Ruy Guerra)
Noite dos Mascarados (Chico Buarque)
Samba da Bênção (Baden Powell / Vinicius de Moraes)
Makin’ Whoopee (W. Donaldson / G. Kahn)
Zazueira (Jorge Ben “Jorge Benjor”)
Minha (Francis Hime / Ruy Guerra)
Irene (Caetano Veloso)
Musical de Gala:
Eu e a Brisa (Johnny Alf)
Preciso Aprender a Ser Só (Marcos Valle / Paulo Sergio Valle)
Carolina (Chico Buarque) — Nunca Mais (Dorival Caymmi)
Franqueza (Denis Brean / Osvaldo Guilherme)
Se Todos Fossem Iguais a Você (Tom Jobim / Vinicius de Moraes)
Aquele Abraço (Gilberto Gil)
Can’t Take My Eyes Of You (B. Crewe / B. Gaudio)
Se Você Pensa (Roberto Carlos / Erasmo Carlos)

Quarteto Em Cy – Em Cy Maior (1968)

Olá amigos cultos e ocultos! Aqui vamos nós para mais uma jornada musical, resgatando o tempo perdido, os esquecidos, os desconhecidos e também os conhecidos. Hoje, rapidinho…
Fazendo sua estréia em nosso blog, temos o mais famoso grupo vocal feminino brasileiro dos últimos 40 anos, o Quarteto em Cy. “Em Cy Maior” é um dos discos das moças que eu mais aprecio. Aliás, todo o trabalho feito nos anos 60 são ótimos! Mas gosto em especial deste álbum pelo repertório recheado de coisas bacanas. Olha só…
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frevo do orfeu
lua cheia
juliana
onde está você
minha palhoça
samba do carpinteiro
samba do crioulo doido
aioká
rancho de ano novo
minha rua
a volta do chorinho

Pierre Kolmann E Seu Conjunto – Para Dançar (1957)

Olá! Hoje resolvi mudar radicalmente o ritmo em que estávamos (prometo que ainda volto nele) em função de um comentário que reativa por aqui o enigmático Pierre Kolmann. Alimentando assim a polêmica, aqui vai mais um de seus discos, o de estréia “Para dançar”, que foi o álbum que gerou toda a confusão. Transcrevo abaixo o último comentário, que mesmo apesar de anônimo, me pareceu o mais esclarecedor e complementar. Se alguém tiver algo a acrescentar ou corrigir, faça-me o favor…

Os muitos nomes de Rubens Leal Brito.
Alguns artistas mudam seu nome durante a carreira (casos de Jorge Benjor e Sandra de Sá). Outros usam um ao cantar e outro ao compor (como Jamelão, que assina as composições com seu nome de batismo, José Bispo). Mas o pianista gaúcho Rubens Leal Brito é um sério candidato a recordista de nomes artísticos simultâneos. Assinava com seu próprio nome suas composições, feitas entre 1938 e 1951, sozinho ou em parceria com Jorge Faraj.
Como Britinho, além de gravar seus próprios discos com solo de piano – na Continental em 1956 e em LPs da Sinter em 1956 e 1957 -, acompanhava cantores, como na estréia em disco de João Gilberto (Copacabana, 1952). Também foi com este nome que gravou uma série de discos com outro pianista, Fats Elpídio (RCA, 1952-53). Assinou desta maneira algumas músicas, feitas entre 1952 e 1963 com os parceiros Fats Elpídio, Mesquita e Fernando César. Já era chamado Britinho em 1943, quando tocou na Rádio Farroupilha (Porto Alegre). Após alguns recitais, foi contratado para integrar a Orquestra Panfar, da emissora. Dirigiu por um período o Jazz da PRH-2, enquanto seguia atuando como pianista.
Algumas das músicas gravadas pelo pianista Britinho em discos Todamérica de 1951 eram de autoria de… João Leal Brito. Este também era o parceiro de Fernando César em “Noite Chuvosa” (1960). Seria um irmão de Rubens? Talvez, embora em 1953, o crédito do choro “Vê se te Agrada”, gravado por Gentil Guedes e sua Orquestra na Sinter, era para João Leal Brito “Britinho”. Assinando Leal Brito, gravou LPs na Musidisc (1955) e na Sinter (1956-57). Também teve músicas gravadas em 1955.
Teria havido outros nomes? É possível. Em abril de 1957, o radialista Almirante era convocado pela Justiça carioca para dar seu parecer como perito a respeito da ação da gravadora Rádio, que mantinha o pianista Waldir Calmon sob contrato e acusava a Musidisc de procurar iludir o consumidor, ao lançar o LP Para Dançar, gravado por Leal Brito com o pseudônimo de Pierre Kolman. Outra alegação se referia ao título do disco – Calmon tinha uma série de LPs com o nome de Feito para Dançar. Almirante concordou com a acusação. Talvez outro disco de “Kolman” tenha saído, pois o site do Dicionário Cravo Albim registra este pseudônimo, ao lado de outro – Franca Vila. Curiosamente, ali o nome de batismo de Britinho acabou sendo mencionado como “João Adelino Leal Brito”…

maracangalha
summertime in venice
que será será
conceição
inamorata
anema e core
night and day
canadian sunset
dolores
domani
none but a lonely heart
pensando em ti

PS.: Passados quase três anos, eis que aparece o autor verdadeiro do texto (definitivo) sobre a polêmica Leal Brito no Comentários. O cometarista, na época, apenas havia copiado o texto, de maneira anônima. Seu autor é o jornalista Fábio Gomes. Este texto foi publicado originalmente em seu site, Mistura e Manda.

Babi De Oliveira – E Suas Canções N.2 (S/D)

Eu as vezes chego a acreditar que alguém anda lendo meus pensamentos, prevendo o futuro ou acessando o QG do Toque Musical. Digo isso porque não é a primeira vez que me pedem para postar um determinado disco que é justamente o que eu estava pensando ou preparando para postar. Este aqui é mais um exemplo…
Escolhi para o dia de hoje um disco bem raro, que com certeza, nem os estudiosos da história da música brasileira devem ter. Aliás, trata-se de uma importante compositora brasileira que pouco ou quase nada se vê publicado, inclusive aqui pela rede. Estou falando de Babi de Oliveira (Idalba Leite de Oliveira). Achar informações sobre ela é coisa também rara e não deveria, considerando sua importância e contribuição para a música brasileira. Artista versátil, reconhecida internacionalmente, ela passeia bem pelos diversos ritmos brasileiros como o samba, o choro e cria também o estilo erudito, a canção romântica e de câmara. No álbum “Inezita apresenta”, postado aqui em agosto, temos também composições de Babi.
Neste lp, sem data, lançado pelo selo Academia Santa Cecília de Discos Ltda, temos como intérpretes Lauricy Ávila Prochet e Victor Prochet. Ao piano, embora não conste no encarte, acredito que seja a própria Babi de Oliveira.

sonho
sacode o côco
poema para minha mãe
canção do amor distante
indiferentemente
nheenga cê ruda
poema para tuas mãos
pingo dágua
dezembro
maria macambira
minha baiana
os meus olhos, os teus olhos
meu benzinho
toada do sim e do não
polquinha
cantiga da solidão
canção de nani
seresta da ilusão

Inezita Barroso – Canto Da Saudade (1959)

Outra grande artista que não poderia ficar fora da história da música popular brasileira regional, seja ela caipira, folclórica, sertaneja… é a grande Inezita Barroso. Aqui estou eu como mais um disco dela. Lindo, em todos os sentidos, a começar pela capa. Me faz lembrar os discos da Blue Note com suas capas maravilhosas. Mas longe do jazz, a música de Enezita é o Brasil no seu mais autentico cantar. “Canto da Saudade” foi um álbum lançado em 1959 pela Copacabana e traz a cantora muito bem acompanhada pelo grupo vocal Os Titulares do Ritmo, o mesmo que acompanha a Ely Camargo em seu “Folclore do Brasil”. Os arranjos de orquestra e côro são de Hervé Cordovil para um repertório fino. Tem até uma música que eu gosto muito, “Fiz a cama na varanda”, da Dilú Mello, artista já apresentada aqui. Segue como de costume as faixas deste excelente lp.

canto da saudade
cantiga (vela branca)
fiz a cama na varanda
na serra da mantiqueira
modinha
na baixa do sapateiro
luar do sertão
de papo pro á
sodade ruim
meu limão, meu limoeiro
sussuarana

Pena Branca & Xavantinho – Velha Morada (1980)

Uma das duplas sertanejas que seguiram bem os passos de Tonico e Tinoco foram os irmãos Pena Branca e Xavantinho. Começaram em dupla ainda crianças nos anos 50, mas só vieram a gravar nos anos 70. Na década seguinte viraram sucesso. Abriram os anos 80 com este disco “Velha morada” que traz “Cio da terra” e “Calix bento”, músicas que os consagraram. Há também “Que Terreiro É Esse?”, música que eles defenderam e chegou a ser classificada no Festival MPB Shell ao lado de 16 violeiros da Orquestra de Guarulhos e percussionistas.

velha morada
frango assado
a mãe do ricaço
saudades
calix bento
valente caminhoneiro
brasil rural
pra que chorar
que terreiro é esse?
o cio da terra
terno da estrela guia
visite o sertão

Ely Camargo – Folclore Do Brasil (1975)

Mais uma vez, marcando presença em nosso blog, temos aqui a Ely Camargo. Eu já havia anteriormente postado dela o álbum “Canto da minha gente” de 1974. Como eu iniciei a semana postando discos dos artistas de raiz, acabei esticando um pouco mais o tema. Se tudo der certo e for do agrado de todos, continuarei nessa até o fim de semana.
“Folclore do Brasil” segue um pouco a linha do álbum anterior, porém não é exatamente um disco folclórico documental. Trata-se de um trabalho que busca registrar temas e ritmos folclóricos, pautados na literatura do foclorista Rossini Tavares de Melo. Um disco verdadeiramente maravilhoso, com participações especiais dos Titulares do Ritmo e do grande mas pouco lembrado percussionista, Ernesto de Lucca. Ely Camargo procurou reunir uma série de melodias e fórmulas ritmicas que pudessem compor uma imagem do folclore musical do Brasil. Como o nosso país em seu imenso territorio possui diversas raízes e agrega outras tantas culturas, podemos ter certeza de que neste discos encontraremos algo muito especial.
Confiram este álbum pois o que temos aqui é uma jóia muito rara (em todos os sentidos).

mãe maria
(lundu)
fita, renda e botão
olha a laranja pêra
quem quiser comprar suspiro
(pregões)
acordai, donzela
(modinha)
vai, torna vortá
(recortado)
moreinha, se eu te pedisse
(modinha)
batuque
(quatro temas)
levantei de madrugada
(moda de viola)
eu quero uma ziricartola
(chula)
vamos todos companheiros
(canto de bebida)
chique, chique
(chimarrete)
eu conheço muita gente
(toada)
cantigas de congadas
(sete temas)
tava na beira da praia
(modinha)
eu vou mergulhar
(embolada)
toadas do cururu
bate, bate, o ferreiro / pega a enxada
(cantos de trabalho)
romance de dom jorge e dona juliana
folias de reis
escrevi o teu nome na areia
(modinha)
calunga
o maripá
pisei na linha do congo
(pontos de sessão de terreiro)

Tonico E Tinoco – Recordação Sertaneja (1968)

Olá! Como a semana começou com a Vanja Orico, acabei topando com as raízes sertanejas e me veio uma vontade danada de postar uns caboclinhos de ‘pé-vermeio’, umas toadas e umas moda de viola… Daí lembrei de uma das mais conhecidas duplas sertanejas, Tonico e Tinoco e deste disquinho que dá gosto até pela capa. “Recordações Sertanejas” foi um lp re-lançado em 1968 pela Continental em seu selo Caboclo, destinado à música caipira. O álbum originalmente é do final dos anos 50, um autêntico representante da música rural. Modelo que deveria ser seguido por essas ‘marmotas country’ de hoje em dia que se dizem sertanejos.

exemplo da fé
camisa preta
lar feliz
aí meu bem
morte da caboclinha
filho de carpinteiro
mãe, sempre mãe
canoeiro
adeus bela
você sabe onde moro
sertão do laranjinha
tempo de amor
a marca da ferradura
besta ruana

Vanja Orico (1981)

Olá a todos! Começamos mais uma semana musical, trazendo de volta aqueles discos que fizeram parte da nossa história. Teremos uma semana bem variada, para agradar à gregos e troianos.
Abrindo com Vanja Orico, atriz e cantora, em um de seus raros álbuns. Digo raro em todos os sentidos, pois além de difíceis de encontrar, foram poucos gravados no Brasil. Durante um tempo quando viveu na Europa, gravou diversos EPs de 45 rpm pela Philips. Raro também é ver o nome de Vanja na mídia, considerando que ela foi uma atriz descoberta por Fellini. Trabalhou com ele e Alberto Lattuada em “Mulheres e Luzes”, sua estréia no cinema. Foi uma das atrizes mais atuantes nos filmes do Ciclo do Cangaço. Trabalhou em diversas produções estrageiras e nos anos 70 atacou também de cineasta e diretora no filme “O Segredo da Rosa”. Paralelo a tudo isso, ela sempre esteve cantando e se apresentando pela Europa. Seu repertório é marcado pela valorização da cultura brasileira, da música de raiz, do folclore…
Neste álbum, temos alguns destaques como, “Lamento de um homem só” de Carlos Lyra e Vinicius de Moraes, “Varandas antigas” de Kleidir Ramil e Fogaça, “Quem dá mais” de Noel Rosa, entre outras… Confiram este toque. 😉

bandeira da vida
pra quê?
lamento de um homem só
roda morena
viaduto do chá
canto xavante
seleção de temas de “mulher rendeira”
acorda maria bonita
encontro das águas
joana calunga de louça
um pequeno nada
varandas antigas
quem dá mais?

Quando Os Peixotos Se Encontram – Cauby, Moacyr, Araken e Andyara Peixoto – (1957)

Eu fico impressionado de ver como o Cauby Peixoto dá ‘ibope’ por aqui. Aliás deve ser em qualquer lugar. Ele, sem dúvida, é um dos nossos maiores cantores e ainda hoje tem uma legião de fans, admiradores (literalmente) em todos os cantos.
Diante disso, estou trazendo agora uma dose reforçada de Peixoto, para provar que talento também está no sangue. Temos aqui os irmãos Peixotos – Cauby, Moacyr, Araken e Andyara – neste álbum que é uma jóia rara. (eu tinha este lp da época do relançamento nos anos 80, mas não achei, daí ficamos com o original de 57 e seus estalinhos)

só louco
love is a many splendored thing
valsa de uma cidade
my funny valetine
a voz do morro
si tu partais
only you
anema e cuore
carinhoso
canção do mar
tio nonô
a foggy day

Aí Vem O Dilúvio (1981)

Hoje, para encerrar a mostra dos musicais, teremos um dilúvio. Calma! O dilúvio a que me refiro é apenas o nome deste musical que eu chamaria de infanto-juvenil, muito conhecido por aqui. Dos italianos Garinei e Giovannini, traduzida e adaptada por Brancato Jr., a peça conta de maneira bem humorada a passagem bíblica de Noé e sua arca. Me parece que já foi montado no Brasil pelo menos umas três vezes. Aqui temos em disco a montagem de 1981, que acredito ter sido a primeira. É estranho, a gente vai procurar informações sobre as montagens brasileiras no Google, mas o máximo que encontramos são currículos de atores relacionados à peça, algum sebo vendendo o vinil que já virou raridade ou pequenas notas em diários eletrônicos que nada acrescentam. Como eu não vi e nem conheço bem este musical, vou me limitar a dizer que a trilha que ouvi e achei muito interessante. Confiram vocês também!

um lugar na mesa
que pena que seja pecado
padres e sinos
bela noite sem sonho
isto é o amor
as formigas
san crispin
doce clementina
a pombinha
um lugar na mesa

Cauby Peixoto – Você, A Música E Cauby (1956)

Olá! Hoje, sexta-feira quente por aqui. Eu fico meio lento com todo esse calor. Vou aproveitando a folguinha para postar o disco do dia. Não era extamente o que eu havia programado, mas com certeza irá agradar a todos. Temos assim, “Você e a música de Cauby”, álbum de 10 polegadas em 33 rpm lançado em 1956.

Estou postando este disco, atendendo a um pedido urgente de que não dava para ficar pra depois. Cauby precisa cantar neste sábado a famosa “Conceição” de Jair Amorin e Dunga numa festa de um amigo meu.
é tão sublime o amor
sem teu amor
ser triste sozinho
siga
molambo
lamento noturno
conceição
os pobres do brasil

Alô, Dolly! (1966)

Aqui, temos outro musical importante, que também não pode faltar nesta mostra, “Hello Dolly!” ou “Alô Dolly!”. Sucesso de bilheteria e mundialmente conhecido, aqui no Brasil não foi diferente, a ponto de render temporadas e até esse disquinho. A versão brasileira contava com Bibi Ferreira, Paulo Fortes e um grande elenco, como podemos ver na capa.
Eu já vi este disco postado por aí, em outros blogs, não é novidade. Mas aqui também temos a nossa versão. Desculpem, mas hoje o dia foi de amargar. Já estou até ‘variando’ de sono Zzzz…

abertura
ponho a mãozinha aqui
tem que ser aquela
ponha uma roupa de domingo
meu chapeu enfeitarei de fitas
marche, marche, marche
dançando
na marcha da vida a passar
elegancia
alô dolly!
apenas um momento
adeus, querida
final

Albertinho Fortuna -Tangos De Ontem E De Hoje (1970)

Hoje, devido a minha total falta de tempo, serei ainda mais breve. Estou postando mais umdisco do Albertinho Fortuna porque não tive tempo ainda de preparar outro, seguindo a linha da semana. Como sei que este cantor das antigas teve muito ibope por aqui, acho que mais uma dose será benvinda. Temos então este álbum, lançado em 1970, que reúne 14 tangos gravados por Alberto em dois momentos distintos, ainda nos tempos do bolachão de 78 rpm. Como podemos ver as orquestrações e regencias são de Radamés Gnatalli e Gerra Peixe. Você pode até não gostar de Albertinho Fortuna e até mesmo de tangos, mas a presença desses dois regentes já valem o disco.

la cumparsita
no confessionário
mentira
eterno carnaval
vou pedir a deus
duas taças
segue sozinha
menino sem nome
el dia que me queiras
parque de brinquedos
confesso que chorei
nostalgias
y todavia te quero
cartas recebidas

Como Vencer Na Vida Sem Fazer Força (1964)

Como eu havia prometido, aqui está, o disco de “Como vencer na vida sem fazer força”.
Mais uma comédia musical americana famosa por aqui. Teve sua estréia em 1964, no Teatro Carlos Gomes, Rio. Seu elenco era composto por um time de atores dos mais brilhantes. Contam que até a Elis Regina fez o teste para participar da primeira montagem, mas perdeu para Marília Pera. A adaptação do texto original foi de Carlos Lacerda para os diálogos e Billy Blanco para as canções. Isso, sem dúvida, confere a este musical um interesse ainda maior. Até o Moacyr Franco se superou e chega mesmo a nos surpreender.

ouverture / como vencer – moacyr franco
feliz em espera-lo para o jantar – marília pêra
o cafezinho – paulo araujo, berta loran e côro
o jeito da companhia – moacyr franco, nestor montemar, paulo araujo e côro
a secretária não é brinquedo – francisco dantas e côro
foi um dia trabalhoso – moacyr franco, marília pêra e berta loran
os buldogues – moacyr franco e procópio ferreira
modelo de paris – marília pêra, berta loran e côro
rosemary – moacyr franco, marília pêra e paulo araujo
cinderela querida – berta lorane côro
coração de ouro – procópio ferreira e lilian fernandes
eu creio em você – moacyr franco e côro
confraria – moacyr franco, nestor montemar, geisa gama e côro
final – marília pêra e toda a companhia.

Carlos Augusto – Vol. 1 (1958)

Olá! Pelo jeito, acho que terei que estender por mais uma semana essa mostra alternada entre cantores e musicais. Ainda tenho alguns aqui no baú e gostaria de apresentar a vocês.
Temos então para hoje, Antonio de Souza Moura, ou melhor Milton Moura. Não, melhor mesmo é chamá-lo de Carlos Augusto. Este foi o nome artístico que o consagrou. Descoberto por Ary Barroso, Carlos não demorou muito para chegar ao estrelato. Passou pelas mãos de Almirante, Paulo Gracindo, selando seu sucesso ao lado de Emilinha Borba em ’tourné’ pelo norte do país. Na época em que no Copacabana Palace ele era o ‘crooner’ na orquestra do maestro Copinha, chegou a ter um caso amoroso com a atriz Ava Gardener. Segundo reza a lenda, nosso cantor ‘negou fogo’. Talvez achando que ela fosse muita areia para o seu caminhãozinho. E não era para menos, a mulher era o bicho! Linda e super desejada. Tava todo mundo querendo… hehehe…
O álbum “Volume 1” foi seu primerio long play de 10 polegadas pela Polydor. Difícil de achar informações sobre este artista e seus discos. Neste podemos ouvi-lo, acompanhado pela orquestra do maestro Simonetti, cantando as seguintes e famosas canções…

estória de um amor
como é bom recordar
sublime lembrança
beduino triste
eterno vagabundo
distração
domani
corcovado

Minha Querida Lady – Bibi Ferreira E Paulo Autran (1962)

Mais um musical de grande sucesso em todo o mundo, “My Fair Lady”. Baseado na novela “Pygmalion” de Bernard Shaw, estreou na Broadway em 1956. Me parece que até hoje ela ainda continua em cartaz. Foi um tremendo sucesso e logo teve versões espalhadas por vários lugares, tendo inclusive sua versão ‘holliwoodiana’ para o cinema.
No Brasil sua estréia aconteceu em 1962 com Bibi Ferreira e Paulo Autran. Considerada uma das melhores versões, “Minha querida lady” foi sucesso também por aqui. A versão é de Henrique Pongetti para o texto e Victor Berbara as canções. A regência ficou por conta do maestro Alexandre Gnattali. No elenco ainda fazem parte Jayme Costa, Estellita Bell, Helio Paiva e Sérgio de Oliveira. Sem dúvida, esta versão foi mais uma que mereceu seu registro em disco. Muito bom, confiram este toque 😉

abertura
porque não podem os ingleses aprender?
tão felizes
bocadinho só
sou um homem bem comum
já verás, mestre higgins
o rei de roma ruma a madrid
eu dançaria assim
gavota de ascot
a rua onde ela mora
valsa da embaixada
vitória
vou me casar em matrimônio
sem você
ao seu olhar me acostumei
final